Na matéria Missão quase impossível contei como começou a reforma de uma Kombi Corujinha. As “Velhas Senhoras” têm o seu fã clube cativo aqui neste meu trabalho no AE e a complicada tarefa do Antônio Carlos Carlini Pereira, o Tonho, chamou a atenção de todos.

Nos Comentários vieram pedidos como:

Cássio: bacana a matéria, adoro ver estas restaurações e uma Kombi é sempre prazeroso ficarei aguardando o andamento desta restauração .

Fat Jack: Ele vai reformar ambas? Por favor, AG, quando tiver umas brechas e puder atualize seus leitores das evoluções dessas maravilhas!
Sou um dos que adoraria corujar…

Então vamos lá. Antes a resposta ao Fat Jack: a Kombi cinza já está com a documentação regularizada e será vendida.

Quanto ao update da reforma, o Tonho me enviou algumas fotos e comentou: “Estou encaminhando algumas fotos da restauração da corujinha feitas no mês de janeiro. Agora na fase de preparação para a pintura, como pode ser visto, as partes por baixo da carroceria já foram pintadas, apliquei o famoso Bate Pedras à base d’água. O que está dando trabalho é a aplicação de massa poliéster, talvez por falta de experiência. É um trabalho braçal, pesado, e que fez ressuscitar uma velha bursite que estava inativa há muito tempo, mas acredito que a pior parte já foi executada. ”

Final da funilaria, alinhamento geral, ajustes das portas, conferência das folgas, trincos e dobradiças, últimas marteladas
Aplicação do produto “Bate Pedra” a base de água por baixo dos para-lamas e cabine do motorista

No meu tempo o pessoal conhecia um produto chamado Underseal, da 3M, era uma massa asfáltica que tinha que ser aplicada por espátula (que quando secava grudava firme e era difícil de tirar), e que podia deixar vazios entre esta massa e a chapa que acumulavam água e resultavam em uma ferrugem “oculta”. Mas, depois, a própria 3M lançou uma massa de emborrachar que pode ser aplicada por pistola específica numa camada fina e que, depois de seca, aceita pintura.

O produto Bate Pedra, da Maxi Rubber, que o Tonho está usando, é de base aquosa e também pode ser aplicado com uma pistola dedicada e também pode ser pintado na cor de acabamento do trabalho. Este já é um grau de sofisticação no que se refere a materiais aplicados à restauração de carros antigos.

Produtos como o Bate Pedra oferecem um emborrachamento das superfícies e são indicados para a proteção das partes externas e inferiores dos veículos (chassi, para-lamas, caixas de ar, painéis dianteiros e traseiros) contra a ação da chuva, maresia, batida de pedra e terra. A aplicação diminui os efeitos de vibrações e dá proteção adicional no interior das portas, porta-malas, assoalhos e outras partes contra ruídos e corrosão.

Aplicação do “Bate Pedra” por baixo do assoalho, longarinas e cofre do motor
Remoção de toda tinta existente e início de aplicação de massa poliéster visando corrigir todas as ondulações
Vista dianteira, aplicação de massa poliéster visando corrigir as imperfeições em função da substituição da parte inferior frontal
Vista lateral já com toda tinta removida e massa poliéster aplicada diretamente sobre a chapa nua
Vista frontal com massa poliéster aplicada, corrigindo as grandes imperfeições; daqui para frente começa o trabalho de correção dos pequenos detalhes e que dependerá muito do estado de espírito do executor

A aplicação de massa poliéster visa, principalmente, a correção de ondulações e, assim, tem que ser depositada em camadas e lixadas, de forma a se conseguir uma superfície mais plana possível. É bem capaz que a metade da massa aplicada vire pó de lixa, e com isto se pode ter uma noção do trabalho de lixamento.

A próxima etapa será a aplicação do fundo PU (poliuretano) e aplicação de KPO (adesivo selante) visando eliminar todas as frestas.

Ainda há um longo caminho adiante antes da Kombi Corujinha ficar pronta, está dando bastante trabalho, mas é uma Kombi que está sendo resgatada e que fará parte de um acervo que irá conservá-la por muitos anos.

AG

Fotos e informações passadas pelo Antônio Carlos Carlini Pereira.
Contato com Alexander Gromow pode ser feito pelo e-mail alexander.gromow@autoentusiastas.com.br
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
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