Há quase um ano e meio ano o Arnaldo Keller avaliou o Focus 2-litros, motor que só pode ter junto dele o câmbio automatizado de dupla embreagem PowerShift. Um pouco antes eu havia andado alguns dias com o 1,6-litro de câmbio manual, e gostado muito, um carro inconfundível no estilo inspirado, gostoso de dirigir em qualquer ambiente de rua ou estrada, mesmo com pouca potência. Ótimo então avaliar agora o motor mais potente, algo que eu não tinha feito além de algumas voltinhas.

Os links para ambas matérias estão no final desse texto, para o leitor reunir mais informações sobre esse produto global da Ford fabricado na Argentina.

Sendo um modelo já avaliado pelo Arnaldo, não irei repetir os dados já informados naquele teste, que pode ser lido para quem não o fez.

Seguem então as minhas impressões “Focusianas”.

Tudo de bom do modelo 1,6 se repete aqui. Conforto, bom espaço interno e de porta-malas, versatilidade de banco traseiro com assento e encosto bipartido, que me permitiu carregar um botijão de gás perfeitamente no assoalho sob o assento do banco traseiro e apoiado no encosto do banco (com um pano para evitar arranhar o couro, claro) e preso pelo cinto de segurança. Eu achava que ele iria balançar e se deslocar durante a distância percorrida, mas nem se mexeu. E olhe que era um caminho com curvas, lombadas e valetas de sobra.

A versão Titanium tem equipamentos eletrônicos que auxiliam o uso, e um que gostei bastante foi o indicador combinado de luzes e portas abertas. Ele fica junto do computador de bordo, e mostra os itens num desenho do carro visto de cima. Vejam as indicações que ele mostra nas fotos abaixo.

Também as suspensões de alto nível de conforto, maciez e estabilidade se repetem, com uma amplitude de excelência incrível. Desde ruas cheias de buracos até Estrada dos Romeiros, cheia de curvas, passando por autoestrada lisa como tapete e avenidas que parecem coleção de remendos, tudo é tranquilamente superado.

Brincar nas Estrada dos Romeiros e Parque, em curvas que muitos leitores já conhecem, é de prazer indescritível. Até mesmo fazer curvas de forma errada, consertar no meio do caminho com ajuda de acelerador — calcando mais ou levantando o pé — é uma aula prática de pilotagem que o carro dá. Mas é melhor aprimorar a finesse ao volante com o carro, pois sua precisão pede isso. Parece haver uma alegria do Focus quando o motorista se dedica a dirigir  com suavidade. E parece que ele retribui.

Essas suspensões são conceitualmente as mesmas desde 1998 quando o carro foi lançado na Europa, mas foram evoluindo com os anos para melhorar o que já era bom. O modelo mais potente, o RS, usa desde 2010 a suspensão dianteira McPherson, mas com componentes adicionais que a fizeram ser batizada de RevoKnuckle, eliminando o torque steer, o esterçamento por torque, característica comum em carros de tração dianteira que foi diminuindo muito com os desenvolvimentos das fábricas. Hoje já não incomoda tanto.

Mas o Titanium tem excelente conjunto básico de McPherson dianteira e multibraço atrás, esta, muito provavelmente o melhor conjunto que existe em carro médio no compromisso estabilidade-conforto. É nítido o trabalho dos braços para auxiliar a dianteira a ficar no caminho, sentido em transições esquerda-direita ou vice-versa, quando as rodas traseiras auxiliam na dirigibilidade, pois quando se tira um pouco o pé do acelerador, puxam essa parte do carro levemente para fora da curva, fazendo a dianteira apontar para dentro e mantendo o carro na trajetória. Um deleite! São quatro braços localizando cada roda traseira, além da peça superior que fixa o conjunto à carroceria e onde as molas se apoiam, e que vai de um lado ao outro do carro, mais a barra estabilizadora.

Em lugares com muitas curvas em sequência, para andar de forma rápida e divertida, sempre melhor usar o câmbio em posição esporte (S), para segurar mais tempo uma marcha, mantendo a potência necessária para não entrar em enrascada, trocando-as nas aletas + e – no volante. Dessa forma, nem dá muito para reclamar de não haver pedal de embreagem, mas que seria melhor existir um modelo de Focus com o motor 2-litros e um simples câmbio manual, certamente.

Melhor ainda se ele fosse bem básico, e sem os auxílios eletrônicos de estabilidade, que expliquei no meu texto do carro com motor 1,6 litro. Mas isso não existe, já que um carro assim teria poucos clientes — todos autoentusiastas, claro.

Como nosso mercado é muito estranho,  é engraçado constatar a filosofia da Ford para o Focus vendido no Brasil. Não temos nenhuma versão esportiva, o que é uma maldade com um carro tão bom, mesmo tendo esse motor de 175 cv/178 cv (G/A) disponível.  Resolver isso seria fácil, bastaria vender por aqui o ST com motor de 2 litros e 255 cv, já que sei que um RS com tração nas quatro rodas e seus mais de 350 cv é um sonho quase impossível.

Uma boa parcela de clientes de Golf GTI e 208 GT seria abocanhada, além de alguns que compram o 2-litros hoje, e mais alguns que seriam conquistados, principalmente se viessem com as cores ainda mais chamativas do que o azul Aurora do carro testado, como há no exterior (veja fotos para ilustrar o que digo). Um reforço interessante para a linha seria também a perua, mas pedir isso aos fabricantes é como chover no molhado ou enxugar gelo.

Versão ST precisa chegar ao Brasil

ST tem até perua: por que não no Brasil?

Na ausência de algo mais potente, vamos aproveitando os 178 cv com álcool mesmo, condição que usei o carro na maior parte do tempo para ver como funcionava, e não tenho do que reclamar, exceto a óbvia menor autonomia. Com ele, o carro com pelo menos 1.550 kg com três pessoas dentro percorreu 6,5 km/l em trânsito urbano pesado com ar-condicionado ligado, chegando a 8,5 km/l quando se andava em avenidas, e mais de 12 km/l em estrada a 100~120 km/h.

Melhor mesmo quando se vai longe é estar com gasolina no tanque, e assim, consegui fazer 16 km/l nos mesmos 100 a 120 km/h com cinco pessoas a bordo. Pesadão assim, dá para cobrir 9 km/l na cidade, mesmo com trechos para-anda, e até 13 km/l em trechos de trânsito livre.

Claro que não é um monstro de desempenho, mas dá conta das situações normais com tranquilidade. O que realmente é estranho e mostra claramente o que é a calibração eletrônica dessas embreagens é o funcionamento quando em D, a posição normal de condução. O câmbio funciona de maneira a parecer um automático epicíclico, pois as trocas são bem mais lentas do que o normal nas duplas embreagens.

Interessante também perceber que nas reduções não há nenhum tipo de atraso que possa ser criticado, sendo muito rápido diminuir as marchas nas aletas. Não há como saber daqui de fora da Ford se isso foi feito para aumentar a durabilidade do sistema, mas pessoas acostumadas a carros automáticos tradicionais podem ser facilmente convencidos que esse é o tipo de caixa do Focus.

Por dentro, poderia ser melhor em detalhes de concordância entre as peças, principalmente as coberturas das colunas dianteiras e o forro de teto, onde há frestas incomuns em carros desse preço. Mas esse é um mal que outras marcas também sofrem em carros caros.

Também ajudaria um painel e console menos volumosos. Apesar de não incomodarem de verdade, a sensação que se tem com toda aquela massa diante do motorista faz o carro parecer apertado, coisa que não é na realidade.

Toda a grande rigidez de carroceria permanece, com ausência completa de ruídos de portas e tampas, funcionamento impecável de vidros e teto solar elétrico que bascula e tem cobertura para evitar insolação, mas com passagem de ar por frestas que  poderiam ser em maior número.

O Focus é um dos melhores carros que se pode comprar hoje, ele sempre está na minha lista mental de carros compráveis. É agradável de dirigir em qualquer situação, e uma maravilha para ser visto todos os dias antes de nele embarcar, passando uma imagem de automóvel desenhado e desenvolvido com entusiasmo, diferente de muitos outros, sejam concorrentes diretos ou de categorias distintas. Só poderia ser melhor se tivesse um estilo dianteiro particular, e não o desenho corporativo atual da marca — chamado também de family feeling da marca.

Preço: R$ 103.400 (Titanium 2,0 AT)

JJ

Links para as matérias relacionadas:

Avaliação do AK (2 litros)

Avaliação do JJ (1,6 manual)

FICHA TÉCNICA FORD FOCUS HATCHBACK 2017
 
MOTOR
Denominação 2,0 Duratec Direct Flex
Tipo 4 cil. em linha, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, variador de fase na admissão e escapamento, 4 válvulas por cilindro
Diâmetro e curso (mm) 87,5 x 83,1
Cilindrada (cm³( 1.999 cm³
Taxa de compressão (:1) 12
Comprimento da biela (mm) 146,25
Relação r/l 0,284
Potência máxima (cv/rpm) (G/A) 175/6.500 / 178/6.500 rpm
Torque máximo (m·kgf/rpm) (G/A) 21,5/4.500 / 22,5/4.500
Rotação de corte (rpm) 7.000
Formação de mistura Injeção direta
TRANSMISSÃO
Câmbio Robotizado de duas embreagens
Relações das marchas (:1) 1ª 3,917; 2ª 2,429; 3ª 1,436; 4ª 1,021: 5ª 0,867; 6ª 0,702; Ré 3,507
Relações de diferencial (:1) 3,850 (1ª, 2ª, 5ª, 6ª) e 4,278 (3ª, 4ª e ré)
Alcance nas marchas (km/h), a 6.500 rpm 1ª 51; 2ª 82; 3ª 125; 4ª 176; 5ª 206 (velocidade máxima)
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica
Relação de direção (:1) 16
Número de voltas entre batentes 2,6 voltas
Diâmetro mínimo de curva (m) 11
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A disco
Controle ABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7Jx17
Pneus 215/50R17W
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, sedã 4-portas, cinco lugares, subchassi dianteiro e traseiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto 0,287
Área frontal (calculada, m²) 2,142
Área frontal corrigida (m²) 0,614
DIMENSÕES (mm)
Comprimento 4.358
Largura (com/sem espelhos) 2.010/1.823
Altura 1.484
Distância entre eixos 2.648
Distância mínima do solo 140
CAPACIDADES (L)
Porta-malas 316
Tanque de combustível 55
PESOS (kg)
Em ordem de marcha 1.370
Carga útil 486
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h (s, G e A) 9,2
Velocidade máxima (km/h, G e A) 206
CONSUMO OFICIAL INMETRO/PBVE
Cidade (km/l, G e A) 9,7 / 6,7
Estrada (km/l, G e A) 13/ 9,2
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 última marcha (km/h, 6ª) 43,8
Rotação a 120 km/h em 6ª (rpm) 2.700
Rotação à vel. máxima/6ª (rpm) 5.800

JJ

 



  • Josué Ferrugem

    Belíssimo carro, pena não ser vendido com câmbio manual nas versões de 2 litros.

  • Luciano

    Belíssima máquina! Também está na minha lista de carros “comparáveis”. Mas…. esse câmbio Powershift? Muito se ouve falar dos seus recorrentes defeitos. Isso acaba funcionando como propaganda negativa – muitos desistem de comprar por conta disso. A Ford deveria se mexer.

    • Não quero defender a Ford, mas parece que eles revisaram a tal caixa. Só que a fama “maldita” acabou ficando, igual a famigerada AL4 da PSA, ou a Dualogic, por exemplo.

    • Christian Govastki

      A informação vinda dos mecânicos da concessionária que uso é que os modelos 2014 para frente não tem mais problema de embreagem, que finalmente resolveram.

      • Luciano

        Que bom saber, pois é um carro lindo que pretendo adquirir futuramente.

  • JJ! Valeu. Pena que não fizemos um vídeo! Assim eu poderia ter andando no azulão.

  • Rubergil Jr

    Só não concordo com a ode que o JJ fez do espaço interno, o Focus é dos mais apertados do segmento disparadamente. Meu antigo Fluence parecia uma limusine perto do Focus sedã.

    De resto, belíssima avaliação. E adorei a menção ao Focus ST! Juvenal, você está certíssimo e conte com o meu apoio!

  • ene

    Melhor seria se o teste fosse feito com o SE 2.0 automático.

    • ene. o que vale neste caso é modelo, não a versão.

      • ene

        Como diz o gaúcho: — Quando vi o preço do “bicho”, me assustei, tchê!

  • André

    Só em sonho mesmo a vinda do ST. Os hatches médios estão com a corda no pescoço, acho que só o renegade vende mais que todos os hatches médios juntos. Juvenal ou Bob, vocês saberiam dizer se a Ford realmente conseguiu resolver o problema de trepidação dessa caixa automatizada?

  • CorsarioViajante

    Meu tio teve um Fiesta PowerShift, deu problema, trocaram tudo e prolongaram a garantia.

  • Christian, as duas embreagens independem do arranjo interno das marchas e diferenciais. A questão relativa à sua estranheza é meramente construtiva.

    • Christian Bernert

      Entendi. Obrigado Bob!

  • Ivan, se houver diferença é desprezível.

  • Eduardo, esse peso é o estimado pelo Juvenal Jorge com três ocupantes. O peso em ordem de marcha está na ficha técnica, 1.370 kg.

  • RJGR

    Bom dia,
    Tive um GLX 2,0 manual 2013, outro SE plus 2014 e agora tenho um Titanium 2016.
    Algumas impressões:
    Lataria e pintura: boas, menos o cofre do motor;
    Desempenho: bom de baixa e bom de alta. Acelerações em 1ª e 2ª não utilizam todo o potencial do motor, pois, as marchas são trocadas antes do ponto de potência máxima do motor. O melhor do Focus são as retomadas em 3ª e 4ª.
    PowerShift: a embreagem está acoplando com mais força e rapidez, patinando menos. Ainda existem algumas vibrações em retomadas com o acelerador muito pouco aberto.
    Consumo: ele é cerca de 8% mais econômico que o Focus 2013 2,0 manual que eu possuía, mesmo sendo mais pesado. Meus percursos são 90% em estradas boas e 10% em cidade.
    Preço: fácil conseguir 10% de desconto. Eu consegui 12% de desconto, entregando meu usado por 10% abaixo da tabela. Dica: procure um Focus que faz tempo que está na agência.
    Focus x Golf: eu que estou no terceiro Focus, gosto muito do Golf. O VW me passa a impressão de ter uma mecânica muito boa. Compre o que couber no seu bolso.
    Notas finais: tudo o que é bom: direção, freios, suspensão, ar-condicionado, bancos, som, Bluetooth, faróis, nível de ruído. Ruim: forro do teto (ridículo), coberturas das colunas (mais ridículo) e comandos por voz. Os pneus 215/50R17 são bem mais baratos que 225/45R17 (Golf / C4 /Jetta).
    Espero ter colaborado.

    • Lemming®

      +1
      Bom ter o ponto de vista de quem tem e conhece o que tem.
      Obrigado.

  • marcelo, nem uma coisa, nem outra: é para quem sabe dirigir.

  • Eduardo Edu

    A Ford tem uma legião de engenheiros inspirados, mas do produto final até o pós-venda, muito se perde. É realmente difícil de entender. Se a Ford aprendesse com o capricho dos alemães e o pós-venda dos japoneses, iria ser a marca mais respeitada do planeta.

  • Fabio Toledo

    JJ, sou louco pela Golf Variant, mas entendo que estaria cometendo um “excesso financeiro”, de qualquer forma ainda não o descartei. É a SW que temos, e também é um primor.

  • HugoCT

    Independente do carro avaliado, chove críticas, talvez seja por isso que brasileiro não tem mais opções, por não ter dinheiro para levar carros acima de 100 mil e por ser cheio de mimimi, quando se tem um Gol quadrado em casa e fica cobrando ESP nos lançamentos… Esse Focus é demais!!! O Golf pode ser tudo isso e mais um pouco, mas cobra por cada item, além do seguro absurdo.

  • Luis Felipe Carreira

    Por enquanto esses auxílios não preveem nada, apenas reagem a uma situação de emergência. No meu Sprinter 415 CDI que tem todos eles não vi atuar sequer uma vez, nem andando rápido porque mesmo sendo alto faz curva sem problemas. Para mim só serve para aumentar o preço do veículo, diferente do ABS. O que mais tem é acidente com carros que têm esses ítens por todo o mundo, ele não faz milagre com antas ao volante. O comportamento dinâmico de um carro é muito mais importante.
    Por fim, o Focus — como muitos outros — é um carro global, se você continua com histórias de Terceiro Mundo, sinto muito por você, porque não é por aí.

  • FF, estranho, essa dureza para desengatar marchas. Eu nunca havia percebido isso. Não sei qual o câmbio utilizado, mas o IB5 fabricado em Taubaté não tem isso.

  • Jambeiro, já foi corrigido. Desculpe a falha, isso é minha responsabilidade.

  • FF, é, os câmbios VW nos deixam mal-acostumados…

  • Douglas

    Minha maior crítica à Ford é justamente essa idiotice de não trazer o 2-litros manual que é feito também na Argentina.
    Chega a dar raiva a idiotice de certos fabricantes.
    Curiosamente, o Cruze hatch também é fabricado na Argentina e oferece câmbio manual por lá e aqui não.

  • Douglas

    Milton, os PowerShift mais novos não são mais problemáticos.
    Mas de toda maneira ele é péssimo para uma tocada mais esportiva, o Dualogic era mais prazeroso.

  • Lemming®

    Texto muito bom! Mas avisa antes que quando cheguei no preço quase tive um infarto…hehe

  • Antonio Pacheco

    FF, eu tinha um Gol 2014 1,6 e troquei-o por um Focus 1,6 e não senti diferença alguma no câmbio. Aliás, existe uma diferença, já que no VW os engates embora sejam rápidos e leves, o encaixe das marchas era meio seco (dizem que gostam dessa característica), enquanto no do Focus é tudo mais macio e suave.

  • Diogo

    Garrafinha? Acredito que as concessionárias utilizem óleo a granel. Esse seu relato é roubo mesmo…

  • Thiago Teixeira2

    Juvenal, bacana ter tirado as rodas pra fotografar a suspensão! Difícil ver quem o faça!
    Esse conjunto (da suspensão ) continua identico ao do Focus mk2/2,5. Exceto pelo novos pivos do estabilizador traseiro. Os antigos usam um parafuso com duas buchas/tipo sanduíche apoiando em cada extremidade da bieleta e acabam tendo uma “folga” antes de atuarem.
    O mk1/1, 5 e 2/2, 5 compartilham da fragil caixa de direção, com um barulho semelhante aos terminais da bieleta quando “estouram”. Tomara que a Ford tenha melhorado.

  • Thiago Teixeira2

    Como o Bob disse, o IB55+ é bem suave, mas o MTX tem essa característica que você citou.

  • Luke, só existe superaquecimento em câmbios robotizados, não importa se de uma ou duas embreagens (que é o que superaquece, não o câmbio em si) se o motor for usado para manter o carro imóvel num aclive ou declive fazendo a embreagem ficar patinando.

    • jr

      Bob, quando paro nalgum semáforo em subidas fico sempre observando a luz de freio. Carros indo e voltando com luzes de freio apagadas…
      E ainda me perguntam o motivo por eu não comprar carro usado… imagina se esse pessoal faz revisão no carro!

  • FF, e outros carros europeus também, o Fusca era um destaque nisso.

  • Complicado mesmo, Ronaldo.

  • Thiago Amador, acredita mesmo que o controle de estabilidade lhe tiraria dessa?

  • Lucas, sair ou não de traseira depende do carro, da velocidade e, principalmente, do comando (input) de direção.

  • Thiago, pois não serve. Ele não anula as leis da Física, serve mais como controle de trajetória.

  • CL RJ, com 1.484 mm de altura o Focus não é mais baixo que outros carros.

  • Rubergil Jr

    Opa, Leônidas, mas segundo a fábrica a Toro 1,8 tem máxima de 172/175 km/h (G/A). Portanto acho que é este número que deve ser levado em conta na comparação, não?

  • CL RJ, entendido!

  • CorsarioViajante

    Concordo. O desenho dele é lindo, mas a lanterna traseira realmente destoa, especialmente no face-lift.

  • Tyrion Lannister

    Concordo, as lanternas deveriam permanecer nas colunas.

  • Tyrion Lannister

    Belo carro o MK1, sou fã número 1.

  • Thiago Amador

    Sim, eu sei que não anula as leis da física. Mas imaginei que ele conseguisse ao menos segurar o carro (tinha aderência nas rodas da frente).

  • Marcio Santos, a Ford não quer que o Focus tenha pecha de carro de pobre, não percebeu?

  • Marcio Santos

    Ele era lento, e nas reduções, isso já melhorou muito com as atualizações, nos EUA os problemas foram resolvidos em 2015 e no Brasil começaram a utilizar o novo software e novos discos em junho de 2016, discos com final A. Com esta configuração o câmbio ficou bem mais ágil. O PowereShift tem alguma lentidão somente nas reduções.

  • Márcio, Golf 1,0 TSI, 125 cv, R$ 74.900; Focus hatch 1,6 SE, 135 cv, R$ 76.200. Privar-se do carro que você diz gostar tanto, ainda por cima menos potente, para gastar menos R$ 1.300, soa estranho.

  • Márcio, cilindrada maior não dá status.

  • Márcio, potência é potência, não existe isso de “só no papel”. A diferença está em se ter de usar mais ou menos o câmbio. As revisões sempre foram a cada 10.000 km ou 1 ano, a troca de óleo é que era a cada 6 meses/10.000 km.

  • Marcio, o up! TSI só é mais rápido na faixa que você disse se o câmbio do Focus não for utilizado corretamente. / Uma troca de óleo nunca tem o mesmo custo de revisão mais troca de óleo.

  • Marcio Santos, nada a ver, manter o Focus nessa rotação toda. Se você está dirigindo dessa forma, pode usar bem menos rotação. E o torque declarado de qualquer motor é com acelerador todo aberto, situação bem pouco usada no dia a dia.

  • Marcio, de novo: torque máximo só com pedal do acelerador no fundo, raramente se dirige assim no trânsito urbano. E o que determina desempenho não é torque, mas potência. Para ajudá-lo a entender, leia http://www.autoentusiastas.com.br/2016/01/torque-potencia-qual-interessa-mais-2/

  • Magno Costa, óbvio. Um motor é turbo, o outro, aspirado.

  • Isso, Luis Felipe, e o mais engraçado é as fabricantes de caminhões — coitadinhas, estão por fora — só anunciam potência…

  • Fábio, a curva de potência é obtida da curva de torque. É a curva de potência que informa o desempenho do veículo ao longo da faixa de rotação.

  • Marcio, a 2.000 rpm esse Golf produz 57 cv e o seu Focus, 39 cv (considerando torque de 14 mkgf).

  • Lucas Mendanha

    E viva o bom 2,0 aspirado girador!

    Tem muita gente que preferia que esta versão utilizasse o EcoBoost 1,5, achando que esta fazendo muita vantagem.

  • Christian Govastki

    Eu aceito até preta (isto porque detesto carro preto)!

  • Christian Govastki

    Troque de concessionária, nem todas são iguais. Agora, problemas você pode ter independentemente de marca. Eu tenho mais problemas com todas as Concessionárias da Honda do que com a Ford de Brasília que uso.

  • Christian Govastki

    O que não consigo entender é a insistência da Ford em fazer a caixa do estepe menor que o conjunto pneu-roda. Se fosse um pouco maior de forma que o estepe encaixasse corretamente e não precisasse de enchimento embaixo e em cima, daria ao menos uns 60 litros a mais.

  • Ricardo Blume

    Um excelente carro. Pena que seu preço não seja nada convidativo; se é que há um preço convidativo entre nossos carros.

  • André Augusto, tudo indica que sim, que resolveu.