No início da década de 1980 a Ford estava mergulhada no desenvolvimento do programa Erika, que era o Escort em sua terceira geração mundial. No Brasil, devido à sua diferente motorização adotada, o CHT no lugar do CVH, o projeto recebeu o codinome Zeta.

Para poder dar início ao programa Zeta foram importados vários Escort da Europa em seus vários modelos e com motores CHV de 1,3 e 1,6 litro. Os motores CVH (acrônimo, em inglês, de  ângulo de válvula composto com câmara de combustão hemisférica), modernos, com comando de válvulas no cabeçote e câmaras hemisféricas, tinham  a versatilidade da cilindrada poder ir de 1,1 a 2 litros.

Foram conduzidas várias viagens de avaliação dos novos veículos, desde o litoral paulista até as montanhas de Campos do Jordão, incluindo também o interior de São Paulo e Mato Grosso.  Exceto pela dureza de suas suspensões, desconfortáveis para as condições brasileiras e a relação de primeira marcha muito longa, dificultando partida em rampas, os MK3 se portaram muito bem de maneira geral. Era notório o conforto interno bem como a excelente posição de dirigir.

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Escort Ghia; Programa Erika na Europa e Zeta no Brasil

Em rigorosos testes efetuados no Campo de Provas de Tatuí para identificação de possíveis fraquezas de projeto, o Escort se mostrou robusto, exceto pelos amortecedores que vazavam frequentemente e tiveram de ser reforçados para as condições brasileiras.

O que deu trabalho homérico para a engenharia foi à substituição do motor original CVH pelo motor CHT que era basicamente o antigo motor do Corcel com novos cabeçote, pistões e  comando de válvulas.  Foram necessários coxins do motor redesenhados e reposicionados, novo sistema de escapamento, novo filtro de ar, novas relações de transmissão para casamento com o novo motor, novos roteiro de tubos de combustível, freios e chicotes elétricos e revisão geral no pacote acústico. E sem falar no acerto da calibração do motor em termos de dirigibilidade e emissões.

Aqui entre nós, não havia nenhum argumento técnico que justificasse a substituição do moderno motor CVH pelo antigo motor CHT. Só poderia mesmo ser uma decisão puramente de caráter econômico/comercial. Quem sabe pela situação da economia brasileira na época e do alto investimento para uma nova fábrica de motores no Brasil o CVH não tenha sido adotado. E fico pensando em toda a linha Escort com motores Ford CVH incluindo um XR3 com motor 1,8 ou até 2 litros… Seria o máximo!

E foi no meio do programa Zeta, em abril de 1982, que se materializou o Chevrolet Monza no Brasil, Projeto J mundial da GM, que era o Opel Ascona C na Europa em sua terceira geração. Forte concorrente do Escort, deixou o pessoal do oval azul de cabelo em pé de curiosidade. E não demorou para que a Ford comprasse um exemplar direto da GM para que a engenharia pudesse analisá-lo de cabo a rabo, em todos seus aspectos dinâmicos e de conforto, embasando detalhes importantes como referência comparativa.

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Propaganda do Monza Hatch em seu lançamento no Brasil

E o novo Chevrolet Monza chegou ao Campo de Provas de Tatuí. Era um hatchback três-portas, cor marrom com leve efeito dourado (muito bonito por sinal, lembrando um pouco o desenho do VW Passat). Estava equipado com motor 1,6-l OHC  a gasolina, a carburador, 75 cv e câmbio manual de quatro marchas. O seu interior, bem acabado com bancos confortáveis e permitindo boa posição ao dirigir, causou boa impressão. O painel era chique, lembrando um pouco o Ford Del Rey, padrão de requinte naqueles tempos.

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Interior do Monza

Com espaço interno coerente com o tamanho do carro, sua carroceria hatchback com o banco traseiro rebatido resultava um espaço para bagagem de fazer inveja. Além disso, a proposta de rebatimento do banco em duas opções distintas, um terço ou dois terços, evitava perder o espaço para acomodar pessoas atrás.

Com suspensão dianteira McPherson e geometria de direção com raio de rolagem negativo, e traseira por eixo de torção com molas de constante variável tipo barril com barra estabilizadora externa, seu comportamento dinâmico era seguro, neutro para subesterçante nas curvas e firme nas retas, com direção leve porém precisa.

Em termos de sensação de desempenho, o veículo parecia ser muito pesado para o seu motor 1,6-l . Fizemos acelerações 0-100, com o motor ainda não amaciado, resultando em 16 segundos.  Na rodovia Castello Branco sentido oeste, no plano, a máxima não passou de 160 km/h cronometrados. Na realidade o pessoal da Ford ficou satisfeito, pois as marcas obtidas pelo Monza eram semelhantes ao do Escort CHT 1,6. “Estamos competitivos,” dizia a engenharia.

O que a Ford não considerou foi que a motorização do Monza poderia chegar a 2 litros de cilindrada, enquanto que o motor CHT não poderia passar de 1,6-litro por limitações dimensionais de bloco e cabeçote.

E assim, quando o Escort foi apresentado no Brasil em agosto de 1983, o Chevrolet Monza já disponibilizava seu motor 1,8-l com muito melhor desempenho que o CHT. Na realidade o Escort com sua configuração dois volumes e meio — a rabetinha traseira— tinha linhas mais modernas que o Monza, o que aparentemente favorecia a Ford em termos de desenho.

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Propaganda do Monza sedã duas-portas, motorização 1,8

Com a chegada do elegante Monza sedã 1983, com carroceria de duas e quatro portas e motor 1,8 de 86 cv, as vendas dispararam, com os consumidores fazendo filas nas concessionárias GM, imprimindo forte concorrência à Ford e seu Escort.  O Monza, mais encorpado e com motorização mais potente, traduzia maior valor agregado ao consumidor. Isso refletiu nas vendas e levou o Monza a ser o carro mais vendido em 1984, 1985 e 1986.

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O elegante Monza quatro-portas

O seu sucesso foi tanto que a GM aventou, inclusive, o projeto de uma perua derivada, que ficou somente no papel e na construção de um protótipo não funcional. Certamente se fosse materializada teria sido um sucesso como perua média.

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Perua Monza: protótipo não funcional

A GM continuou com muita determinação a investir em seu produto, deixando o Escort para trás nas vendas. Em 1985, o Monza passou pelo seu primeiro facelift, recebendo nova grade dianteira, lanternas, cabine mais requintada e painel de instrumentos mais completo, incluindo nova iluminação, semelhante ao Ford Del Rey, referência de requinte na época.

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Quadro de instrumentos: Monza versus Del Rey

E no embalo, chegou também o Monza S/R, hatch com características esportivas, motor 1,8 de 106 cv com carburador de corpo duplo, câmbio de cinco marchas com relações próximas, bancos Recaro e alavanca de câmbio com engates mais curtos. O sucesso continuou com o lançamento do Monza Classic e sua nova pintura em duas tonalidades, rodas raiadas e faróis de neblina.

Em 1987 todas as versões, sedã e hatch,  foram equipadas com o potente  motor 2-litros de 110 cv, valorizando ainda mais o Chevrolet.

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Monza com motor 2,0 OHC

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Monza S/R Hatch

Nesta época, com o nascimento da Autolatina, o Escort ganhou fôlego extra com a adoção da motorização Volkswagen AP 1800, rejuvenescendo a marca e voltando a ser competitivo.

Em 1990, a GM  lançou a série especial Monza 500 EF, alusivo à vitória de Emerson Fittipaldi na 500 Milhas de Indianápolis no ano anterior. Em 1991, o Chevrolet passou pelo seu maior facelift, exterior e interior, incluindo moderno quadro de instrumentos digital. Foi carinhosamente apelidado de Tubarão pelo seu capô mais longo, e o sucesso continuou ao longo dos anos.

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Emerson Fittipaldi ao lado do Monza na “reta infinita”, a pista circular do Campo de Provas da Cruz Alta, da GM, em Indaiatuba (SP)

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Painel digital Monza SE Classic

Mas foi em 21 de agosto de 1996, com 14 anos de vida repleta de sucesso e 858 mil unidades vendidas, que o Monza foi descontinuado em cerimônia General Motors do Brasil, perante seus funcionários, jornalistas especializados e autoridades do governo. O último Monza que saiu das linhas de montagem ficou exposto na GM, coberto com inúmeras mensagens carinhosas vindas de todos os funcionários da fabricante.  Uma homenagem digna de um verdadeiro ícone mundial.

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Ultimo Monza , carroceria repleta de homenagens

Já o Escort, outro ícone mundial, permaneceu em produção por mais tempo e foi descontinuado somente em 2003, após 20 anos e três gerações de sucesso no Brasil.

Hoje a homenagem vai para o Chevrolet Onix, exemplo de equilíbrio de atributos, exímio representante da “gravatinha”, com estrondoso sucesso no Brasil, líder do mercado.

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CM

Créditos das imagens: Google images, pinterest.com, fotos de divulgação, monzaclube.com e acervo do autor.

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • Mr. Car

    Meccia, estes eram duas belezas que enfeitavam as ruas nos meus adorados anos 80, he, he! Para mim, os expoentes máximos de cada um deles foram o Escort Mk3 (aqui, Mk1, he, he!) Guia, e o Monza Classic SE “saia e blusa”. Quase não tive contato com o Escort, mas Monza…meu pai teve três (um hatch standard e dois SL/E “cupê”), e eu tive um (GLS). Um detalhe que eu adorava nestes carros: ambos tiveram variados interiores monocromáticos clarinhos, coisa pela qual eu sou obcecado e sinto enorme falta nos dias de hoje, onde quase tudo vem com o soturno, sem graça, e claustrofóbico interior “pretinho básico”.
    Abraço.

    • Renato Amorim

      Mr. Car, apesar de eu gostar muito do pretinho básico, o interior dos XR-3 azul Mineral (cinza com filetes azuis) e os vermelhos (cinza com filetes vermelhos) eram lindos demais! Eu também adorava os Monza saia e blusa, e os Santana até 87.
      Abração!

  • Clésio Luiz

    A Ford podia até considerar e vender o Escort como concorrente do Monza, mas cá entre nós, nunca foi. Estava numa categoria abaixo e só veio a ganhar mesmo um concorrente quando a GMB lançou o Kadett por aqui.

  • Renato Amorim

    Meccia, eu, fã dos Escort MK3, lembro bem do “baile”que o CHT tomava dos Monza 1,8 e dos MD/AP VW! Dava uma raiva danada da Ford, com um projeto tão legal como era o Escort à época, não ter nacionalizado o motor europeu. A única vantagem dos CHT em relação aos concorrentes era o funcionamento perfeito usando álcool, de resto…
    Grande abraço!

  • Carlos H. Ferreira

    Foi meu primeiro carro. Em janeiro de 2001 comprei um branco, modelo 1983!

  • Fat Jack

    Como eu costumo dizer, foi daquelas em que os executivos venceram a queda de braço com os engenheiros… deu no que deu. Porém não acho que houvesse a menor possibilidade da instalação do motor 2,3 l no Escort, creio que além de necessitar de um belo reforço na estrutura o maior peso dele traria como consequência uma elevação demasiada de peso sobre o eixo dianteiro.
    CM, nossos “hermanos” argentinos tiveram a opção do CHV nos Escort de lá, não?

    • Fernando

      Eu só vi CVH em outros países como Uruguai e Chile, não sabia de na Argentina haverem, porque eram exportados os com motores CHT e AP, e mesmo fabricados lá também com eles.

    • Antônio do Sul

      Antes da Autolatina, pelo menos, os Escort argentinos usavam motores CVH. O Sierra, na versão de entrada, também usava motor CVH 1,6.

  • Christian Govastki

    A Ford é até motivo de piada com tamanhos erros de planejamento que comete, como já ficou famoso, a Ford fazendo Fordice…

    Sempre teve diversas opções de motor, câmbio, carroceria e sempre opta pelas opções mais conservadoras, privando o brasileiro de opções mais interessantes.

    Quando ousou foi bem, como por exemplo a Pampa, o EcoSport, aí deitou na fama e deixou ou outros fabricantes passar na frente. Para quem liderava o mercado de camionetes, com a F250 dominando 75% do mercado mesmo custando 30% a mais que a Silverado, hoje ser coadjuvante com a Ranger é de lascar.

    Na Europa quase todos os modelos são EcoBoost, até nos Estados Unidos, seus ícones usam o EcoBoost (Mustang, F-Series, até o Ford GT), mas aqui não. Traumas do Supercharger? E a insistência com o PowerShift? E as falhas no acabamento etc.

  • Fat Jack

    PArabéns CM, mais um texto primoroso!
    “…E fico pensando em toda a linha Escort com motores Ford CVH incluindo um XR3 com motor 1,8 ou até 2 litros… Seria o máximo!…”
    Eita que Fordeiro é tudo igual mesmo…, foi a primeira coisa na qual pensei quando do comentário da versatilidade da motorização CVH!
    “…Estava equipado com motor 1,6-l OHC a gasolina, a carburador, 75 cv e câmbio manual de quatro marchas…”
    Só comparável ao 1300-cm³ dos primeiros Gol no que se refere a diferença entre expectativa e realidade de desempenho proporcionada aos compradores (não que fosse um motor ruim, não era, mas frustrava uma condução mais acelerada);
    A perua Monza poderia ter sido outro gigantesco sucesso comercial, vale lembrar que até o lançamento da linha Santana pela VW o mercado simplesmente não dispunha de nenhum modelo com configuração 4 portas nessa categoria, mesmo algumas feitas em empresas de veículos “fora de série” tinham um bom apelo visual mesmo não tendo certamente o mesmo acabamento de uma versão “de fábrica”;
    Para mim os painéis de Monza e Del Rey foram simplesmente as referências (belos, completos e de facílima leitura), existe o antes e o depois deles (mesmo gostando muito do painel dos XR3 MK3).
    Dadas as constantes evoluções do Monza com adoção dos motores 1,8 (de carburação simples e depois dupla) e 2,0 l o e praticamente nenhuma no Escort ele foi perdendo a condição de competitividade, cabe lembrar também que era um carro caro.
    Eu tive ambos e fiquei anos com cada um deles, então posso falar, Escort e Monza e são ótimos carros: confortáveis, com bom acabamento, estáveis (sim, o Escort MK3 é muito bom de curva) e com espaço condizente com as suas propostas.
    Porém acho que o Monza amadureceu melhor que o Escort (deste me refiro até a época em que eram concorrentes no mercado interno, ou seja, 1996), tive vários Escorts e os que mais me agradaram foram os com motor CHT (MK3 e 4), claro que o AP melhorava o desempenho mas pelo menos nos que eu tive piorava parte da dinâmica, fazendo a frente levantar demasiadamente em qualquer saída de farol um pouco mais apressada e devido a isso a frente “passarinhava” oscilando de um lado para outro, algo que nunca constatei num Monza seja qual for sua motorização ou carga de acelerador.

  • WSR

    O desenho da porta traseira não ajudava muito no casamento do desenho com o vidro lateral traseiro. Nem a versão 2 portas ficava bem resolvida. Por outro lado, até gostei da traseira, lembra um pouco a solução da BMW E30 Touring.

  • Roberto Alvarenga

    O Monza era realmente um grande carro. A GM enfileirou grandes projetos no Brasil entre os anos 80 e 90: Monza, Omega/Suprema (uma senhora perua!), Corsa, Vectra de 2ª geração, Astra/Zafira…

  • Rafael, o tanque de 64 litros era de grande utilidade!

  • BK

    Mas o Monza saiu de cena para a chegada do Vectra B que foi o último sucesso estrondoso da GMB desde o primeiro dia. Os únicos carros que tiveram uma chegada logo de cara com o sucesso do Vectra foram os Civic. Até o Corolla nacional de primeira geração errou a mão.

  • Jonas Souza Pereira

    A GM faz agora com Onix, Cobalt etc… Exceto S10, Cruze e importados, o mesmo que a Ford fez com o Escort, retrabalhando motor antigo, sendo que lá fora tem projetos modernos.

    • Marcio Santos

      Sem contar que onix, cobalt, prisma e spin são projetos para países pobres, nada a ver com o passado opel da marca, olhando as atuais zafira, meriva, corsa e vectra dá uma pena que não tenhamos estes carros, apesar de que o cruze está bem digno nesta nova geração.
      Pensem o seguinte, na Europa temos projetos já prontos de corsa, vectra, zafira e meriva, se eles se dão ao trabalho de fazer um novo projeto exclusivo para cá, e investir muito com isso, é custa muito mais barato construir estes modelos do que um opel.
      Olhando pela ótima da gm foi tudo correto, ao menos prisma e onix estão vendendo muito bem, mas eu me recuso a comprar um carro projetado para países pobres, para valer a pena fazer um novo projeto somente se baratear muito a produção.

  • Fat Jack

    Segundo a mídia especializada as últimas alterações desses motores mudaram seus principais defeitos de alto consumo e baixo desempenho. Para mim o pecado é o seu painel, e como é a parte para a qual eu mais terei de olhar…

  • Fat Jack

    “…Gostei tanto que tive outro, um Hobby 1993, CHT 1,6…”
    De fato um excelente carro, tive um 94 a gasolina, confortavel, espaçoso, bom de andar e capaz de fazer mais de 14 km/l na pista, o CHT com óleo trocado na quilometragem certa dura muito mesmo. Pena que novamente a Ford fez das suas com eles, confortos como ar-quente, limpador e desembaçador são bastante raros encontrar ao contrário dos 1,0 l.

  • Lorenzo Frigerio

    Rick Wagoner, o que faliu a GM, presidiu a empresa no Brasil? Barbaridade…

    • ene

      Pior que o cara ao sair da GM levou um monte de dinheiro.

  • Arruda, as fábricas emprestam / vendem veículos entre elas. Isto é muito comum no Brasil.

    • Pelamordedeus! Sério isso?

      “Oi, GM, arruma um Monza aí que a gente vai dissecar pra ver as qualidades e os defeitos!”

      “Certo, mas queremos um Escort, senão nada feito!”

      Eu sempre achei que era uma coisa às escondidas, um funcionário desconhecido ia na concessionária concorrente comprar o carro “na moita”, correndo risco e tals…
      Aff… Que decepção! rsrsrsrs!

      • Mike Castro, não vejo nenhum problema que as fabricas, facilitem entre elas, o empréstimo e/ou a compra de seus veículos em produção normal.

        • Eu também não vejo, Meccia, rsrsrs!
          Foi apenas uma brincadeira, antes parecia haver um suspense, rsrsrs!
          Abraço.

  • ene

    Pior que ainda hoje tem bancos assim. Dá uma dor…

    • Marcio Santos

      Hoje os pires que tenho dirigido são os volks, já faz muitos anos que os bancos de gol e fox tem assento curto e espuma sem nenhuma densidade, muito pior do que os bancos do monza, no monza era macio mas nestes volks é mole.
      Já o up tem bons bancos, um pouco mais longos e com densidade firme, muito mais confortável.

  • Dieki

    A idéia da Ford com o CHT foi mais ou menos a mesma da GM com o motor CIH de 6 cilindros. Este equipou o Rekord C, era perfeitamente modular com o 4 cilindros, chegava a 4 litros e teve versões com 24 válvulas (sem contar a maravilhosa 3,6 litros 24v biturbo). Tinha infinitas vantagens, girava mais, era mais liso. Quando chegou aqui, já estava em final de carreira.

    • Lucas Vieira

      A questão da escolha do motor era que o Brasil já produzia o Stovebolt para a linha de caminhões e utilitários, e eram motores muito mais semelhantes. Acredito que tenha sido esse o motivo da escolha pela utilização do 230 e 250, e por fim o 292 substituindo a velha família Stovebolt.

  • Christian Govastki

    Guilherme, a suas informações não procedem no que tange ao Focus / US spec, lá já tem o Ecoboost 1,0l, o 2,0l e 2,5l, basta ver:

    http://www.ford.com/cars/focus/specifications/engine/

    Mesmo o motor que seria igual ao nosso Duratec DirectFlex, lá é mais fraco sendo com 160 hp /SAE, então não são exatamente “iguais”.

    A desde 2012 existe o Focus com motor Ecoboost 1,0l / com 100 ou 125CV na Europa, inclusive o Fusion (Lá, Mondeo) com o mesmo motor.

    Os motores Ecoboost começam em 1,0l e vai até 3,5l. No Brasil fica-se muito preso que o Ecoboost é o de 1,0l, mas há diversas outras opções.

    Se a Ford não fosse tão Ford teria lançado o Focus com Eco 1,0l / 125 CV na versão básica, o 1,5l / 184 CV no intermediário e o Eco 2,0 / 200 a 240 CV no Titanium, daria até para desenvolver uma versão com 220 CV para não bater com o Fusion (Embora os públicos sejam diferentes).

  • Pablo Lopes

    Acontece e muito, nos links a seguir, a FIAT nem esperou o UP! desembracar no Brasil, ela foi na Europa buscar um pra analise, dentre outros concorrentes do segmento:

    http://www.autossegredos.com.br/2013/05/09/fiat-tambem-testa-o-volkswagen-up-em-betim/

    http://www.autossegredos.com.br/2013/03/06/fiat-investiga-a-concorrencia-para-dar-continuidade-ao-projeto-344/

  • Cristiano

    Em casa tivemos tanto Monza (vários… 84 creme, 86 verde, 87 grafite, 90 vinho (todos SLE 1.8, os 2 últimos 4 portas, e um 91 classic vinho 4 portas) quanto Escort (um verde acho que 89, comprado em 1993 como carro pra minha mãe, sendo que logo depois veio um Kadett 91 e um Verona 91 zero em tempos de plano Collor porque meu pai tinha um consórcio, o desempenho do 1.6 era fraco e logo veio o monza 90 vinho). Só fui dirigir o Kadett 91 e um Vectra 93.

  • Pablo Lopes

    Ah sim, mas tudo é segredo bem guardado até o lançamento ao consumidor, acredito que antes disso nem pensar em compartilhar nada!! Um amigo trabalhou em uma ampliação na fábrica da PSA em Resende e lá, você é revistado para entrar pra trabalhar, motivo? Certificar que todos estão sem telefones celulares, pra que absolutamente nada seja registrado de dentro da fábrica!!!

  • Marcio Santos

    Ele estava certo, aqui só tinhamos carros de projeto antigo, o monza conseguiu ser lider mesmo custando caro porque era uma nava alianígena no nosso mercado.
    Eu cresci dentro de opala, literalmente, e para o nosso mercado na época era um ótimo carro, estava na época acostumado a andar (de carona claro) em passat, corcel e del rey, quando andei pela primeira vez em um monza em 86 me senti no céu, era outro mundo, bancos confortáveis, não ouvia o motor, a suspensão ignorava todo o paralelepípedo irregular, não existia nada parecido no mercado.

  • Rinno Di Jenno
  • Marcio Santos

    Aquele escort zetec eram excelentes mesmo, talvez fossem os melhores motores do mercado naquela época, depois quando a ford lançou o duratec 2.0 nos focus 04/05 também acertou a mão, era um motor maravilhoso até o lançamento do focus mk2.5 em 2008, quando o motor perdeu todo torque em baixa e boa parte do seu brilho.
    Este motor duratec em um focus mk 1.5 que é leve é espetacular, e não apenas pelo desempenho mas o som e a suavidade de funcionamento.

    • Marcio Santos,
      Os Zetec eram motores muito bem desenvolvidos, com manufatura de qualidade primeiro mundo. O problema do Zetec era a sua cara manutenção, peças etc.

      • Antônio do Sul

        Em compensação, não incomodavam. Em casa, tivemos Escort 1,8, com o qual rodamos 67.000 Km, e Focus MkI 2,0, vendido com 86.000 Km, ambos ótimos. O único problema crônico era a junta da tampa do cabeçote, que frequentemente ressecava e apresentava vazamento de óleo. De resto, não há o que falar. A nossa decepção, mesmo, foi com um Escort 91 com motor AP-1.800 daquele lote que batia biela desde zero quilômetro e a fábrica dizia que era normal.

  • André K

    Não vejo com uma questão de “facilitar” e sim de “boa vizinhança”. O concorrente pode (e, vai) adquirir da rede de concessionário se a fábrica não o fizer. Em sendo assim, é melhor facilitar agindo com gentileza e na certa haverá reciprocidade.

    • André K, resposta inteligente e de correta interpretação

  • Fernando

    Esse banco excessivamente macio também me fazia estranhar ao dirigir, e com o tempo também sofri bastante. Talvez por isso me agradou tanto o banco de um Escort XR3(o não-Recaro mesmo) comparado com o dos GM(o banco “picolé”).

  • Rogerio, o CVH e o Zetec são duas famílias de motores.

  • RoadV8Runner, realmente o veludo navalhado dos bancos o Escort Ghia e XR3 eram de muito boa qualidade e caríssimos por sinal. Tinham um toque refinado

  • Luciano Gonzalez

    Dois carros que gosto muito, mas o Monza eu gosto mais.. Bonito, robusto, bom de guiar, estável..o meu preferido são os de 85 à 90, S/R e os SL/E.. Não gosto da fase tubarão, fizeram um enxerto na dianteira e traseira e mantiveram a secção central.
    Com relação ao Escort, admiro muito os XR3 de 84 à 86, teria um fácil mas realmente faltava motor pra enfrentar a concorrência.

  • J Paulo

    Eu acho que esse assunto já está mais que me batido. Que me desculpem. Mas quem veio foi o CHT e pronto! E não, não fazia feio. E o motor do Monza, em que pese a potência em seu favor, gostava de vazar óleo pelos retentores e, em alguns casos, trincar comando. E bebia. Não era essas mil maravilhas, não.

  • Antônio do Sul

    Se a Ford tivesse produzido o motor CVH no Brasil, acho que o Del Rey teria dado trabalho para o Monza. Ao ser lançado, podia não ser paradigma de modernidade, mas tinha ótimo nível de conforto e acabamento. Quando recebeu um motor relativamente adequado, estava em final de carreira e sem fôlego, e tanto o Monza quanto o Santana já contavam com motores de 2,0 litros.

  • Pablo Lopes

    Rpl, a GM não traz os modelos Opel, pois se uma Zafira, ou Astra estivessesm atualizados, não custariam menos de R$100 mil. Olhe o Fiesta, que na sua “tropilcalização” a FORD o depenou…e ainda não tem um preço tão competitivo… Além do mais, já ouviu aquele antigo ditado “cada um tem oque merece”. Então, não vejo adjetivos pra que o ONIX seja o carro mais vendido, assim como o COROLLA em sua categoria… mas se o povo quer…