Em modo crescente, novas tecnologias estão invadindo as fábricas automobilísticas no mundo, em parte para cumprir as cada vez mais rigorosas exigências governamentais que regem o comportamento dos veículos e por outro lado chegando como modernidade nos sistemas de informação e entretenimento (infotenimento). E vêm na mesma esteira os sistemas autônomos que alertam e ajudam corrigir potenciais riscos de acidentes.

detroit-auto-show-2017-gmc-acadia4-1024x683  O PREÇO DA TECNOLOGIA Detroit Auto Show 2017 GMC Acadia4

GMC Acadia 2017 e seu sistema de informação e entretenimento

Em verdade, tecnologia é caro. Por exemplo, motores com usinagens mais precisas, folgas menores para o uso de óleos lubrificantes menos viscosos e com redução de atrito requerem forte investimento em máquinas, equipamentos e controles.  Posso citar também os turbocompressores, menores e mais eficientes, com geometria e vazão de ar variável que aumenta e muito o controle do ar comprimido no motor. Utilizando materiais mais nobres e mais leves, incluindo ligas de titânio, às modernas turbinas nada têm a ver com as antigas, maiores, mais pesadas e menos duráveis, para não dizer bem mais problemáticas.

O que está cada vez mais sofisticado são os sistemas de infotenimento, nos quais componentes eletrônicos são baratos, de maneira geral e o que sai caro é o desenvolvimento do programa de atuação das tarefas, o software. Lembro-me quando era um jovem engenheiro, trabalhando na Ford nos idos dos anos 1970, a informática estava praticamente engatinhando na indústria automobilística. Nesta época tínhamos alguns poucos computadores IBM e HP, caríssimos, que comparados aos de hoje caberiam em uma cabeça de alfinete. Mesmo assim já preparávamos softwares importantes para cálculo de sistemas de freio, desempenho, consumo de combustível e de analises estruturais de chassis e carroceria. Ambos eram caros, o hardware (equipamento) e o software (programação).

E quem paga o custo da modernidade é sempre o consumidor; não adianta espernear. O segredo é garantir uma produção que consiga diluir os altos custos das tecnologias embarcadas. Sem produção não existe lucro e sem lucro as empresas entram em colapso. É ai que entra a globalização, aproveitando um desenvolvimento veicular único para aplicação mundial, em vários países. Escuto e leio comentários das mais variadas fontes, com afirmativas que carro novo no Brasil é muito caro e a preferência para os carros usados está cada vez presente. O que o consumidor deve ponderar é que sem as vendas dos novos, a falência é próxima e creio que ninguém deseja isso.

Na realidade o verdadeiro Brasil consumidor é pobre de maneira geral e as indústrias deveriam entender isso muito bem, oferecendo veículos mais básicos e mais baratos para a maioria da população. E nesta linha faço algumas sugestões para baratear os veículos sem prejuízo ao funcional:

– Rodas de aço estampadas, com desenho estruturado e uma boa pintura podem ser tão leves e bonitas quanto as de liga leve.

Ford Maio 2005 Lan?amento Ecosport 2006Flex  O PREÇO DA TECNOLOGIA EcoSport roda de a  o

EcoSport primeira geração com elegantes rodas de aço estampado

roda-de-aco-corcel  O PREÇO DA TECNOLOGIA roda de a  o corcel 1

Corcel II com rodas estruturadas em aço em bonito desenho

– Oferecer o sistema de infotenimento como item opcional.  Manter somente um bom sistema com velocímetro, conta-giros, temperatura do líquido de arrefecimento do motor e nível de combustível como padrão.

2012-bmw-328i-sport-line-sedan-instrument-cluster-photo-430117-s-1280x782  O PREÇO DA TECNOLOGIA 2012 bmw 328i sport line sedan instrument cluster photo 430117 s

BMW 2012 328i Sport Line e seu simples, bonito e funcional arranjo de instrumentos; o conta-giros poderia estar no lado esquerdo, padrão AE

– Dependendo do peso do veículo, rodas e pneus menores e mais estreitos são perfeitamente possíveis. Como exemplo, tenho um Renault Twingo 1994 com pneus 145/80R13 que dão conta do recado perfeitamente. Inclusive a direção mesmo sem assistência é leve em manobras. Durante muito tempo essa foi a medida do Ford Ka, Corsa e Celta.

twingo-1994  O PREÇO DA TECNOLOGIA Twingo 1994

Twingo 1994, leve, espaçoso e rodas estreitas com pneus 145/80R13

– Câmbio manual com 5 ou 6 marchas, mantendo o automático e outros como opcionais.

– Pintura sólida da carroceria com cores outras que não o vermelho, o preto, o branco e prata.

– Catalisador menor e integrado ao coletor de escape. Mais barato e melhor em termos funcionais, pois o elemento atinge rapidamente a temperatura ideal de funcionamento, além de se manter mais estável.

 

replacement-exhaust-manifold-with-integrated-catalytic-converter  O PREÇO DA TECNOLOGIA replacement exhaust manifold with integrated catalytic converter

Exemplo de catalisador integrado ao coletor de escapamento

– Tanque de combustível de plástico com menor capacidade volumétrica, compatível com 500 km de autonomia na estrada.

– Sistema de escapamento menor e mais leve. O uso de ressonador atenua algumas frequências importantes, possibilitando a utilização de abafadores menores e mais baratos.

– Freio a disco nas quatro rodas. Hoje em dia, por incrível que pareça, o freio a tambor é mais caro, sem falar da manutenção mais difícil.

– Eliminar apropriadamente alguns isolantes de carroceria, o do capô do motor, por exemplo, mantendo obviamente o limite sonoro permitido pela regulamentação governamental. Quem se importa com um pouquinho a mais de ruído na cabine?

– Manter acionamento elétrico somente nos vidros das portas dianteiras. E por que não acionamento manual em todas as portas?

– Desenho da carroceria com estudos topológicos em termos de vincos estruturais, espessura de chapa e reforços podem ser feitos hoje com muita facilidade, graças aos eficientes softwares disponíveis. Veículos bonitos, leves, seguros, duráveis e mais baratos são perfeitamente viáveis, basta querer.

hb-20  O PREÇO DA TECNOLOGIA HB 20

Hyundai HB20 e seu desenho rebuscado com muitos vincos estruturais

 

Creio que listar outros possíveis itens inteligentes para a redução de custos, barateando os veículos, é um bom exercício ao leitor.

Aproveitando a apresentação do Ford Fusion Hybrid 2017, à qual estive presente, fiz algumas contas de padaria para entender seu possível custo-beneficio ao consumidor.  A comparação que eu faço é o Hybrid versus o Flex e como hipótese, considerei 10 anos de utilização do veiculo, perfazendo um total de 250.000 km na cidade. O valor do consumo Inmetro é referente a gasolina para os dois modelos.

VersãoFusion 2,5 FlexFusion Hybrid
Potência (cv)175190
Consumo cidade (km/l)7,916,8
Litros/250.000 km31.64614.881
Preço do veículo (R$)121.500159.500

 

O Hybrid é R$ 38.000,00 mais caro que o Flex.

Em 250.000 km, o Hybrid consome 16.765 litros de gasolina a menos que o Flex. Transformado em dinheiro, considerando o preço do litro da gasolina de R$ 3,40, o Hybrid economizará R$ 57.001,00

Então, em dez anos a economia em favor do Fusion Hybrid será de R$ 19.001,00, obviamente não considerando o custo do dinheiro a partir do investimento inicial.

Detalhe importante: se a bateria precisar ser substituída após os oito anos de garantia, o consumidor vai ter que arcar com a enorme despesa de R$ 36.000,00 que é o preço do conjunto elétrico de íons de lítio, à base de troca, nas concessionárias da marca.

Há também que se pensar na poluição causada para a fabricação das baterias, além da toxidade dos materiais envolvidos e do processo de reciclagem mandatório. É assunto polêmico e que vale uma nova matéria específica no AE.

Enfim, economizar dinheiro e contribuir com o nosso ecossistema em termos de menos poluição e menor efeito estufa, realmente não tem preço. Creio que os veículos híbridos terão cada vez mais espaço, barateando o conjunto ao longo do tempo com inteligência e aumento de produção.

Hoje homenageio os engenheiros dedicados que lutam continuamente em sua verdadeira função de sempre conseguir mais com menos, agregando valor ao produto final.

art-crea  O PREÇO DA TECNOLOGIA art crea

CM

Créditos: Google Images, acervo do autor, fotos de divulgação

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • Roberto Neves

    Ótimas sugestões. Na verdade, acionador de vidro elétrico me dá medo (meu carro tem). Sempre imagino que posso cair num rio, o acionador dar um curto e eu ficar preso por não poder sair do carro.

  • Rafael, a palavra ‘praticamente’ pode ser retirada da primeira frase. A indústria de pneus, num ato totalmente irresponsável e, principalmente, burro, não produz mais a medida 145/80R13. Eu fui um dos afetados por essa flagrante idiotice, pois o Celta Super 2002 que minha filha usa tem essa medida e estou precisando trocá-los. Sempre dizem que o 165/70R13 serve, mas a roda é estreita para essa medida e como o carro não tem direção assistida, esta ficará mais pesada. Além de aumentar o consumo de combustível, pouco mas aumenta. Corroboro o que você disse, na chuva essa medida é imbatível.

    • Christian Govastki

      Todos os carros que dirigi que tinham pneus finos tinham comportamento exemplar na chuva, ao contrário dos equipados com pneus largos.

  • Lucas

    Excelente texto Meccia. Sobre o Fusion híbrido adicionaria apenas o desconto de 50% no IPVA para quem reside na cidade de São Paulo e a isenção do rodízio (esta valendo para os residentes de qualquer cidade, precisando de cadastro prévio com a Prefeitura). No longo prazo, a economia dos impostos pode fazer a balança pender para o híbrido em termos de custo de propriedade. Se levássemos o custo do dinheiro no tempo, e tivéssemos certeza deste valor de R$ 36 mil na reposição da bateria (podendo ser mais ou menos, efetivamente, pela evolução tecnológica), seria o equivalente em valores de hoje a menos da metade do valor atual de balcão (considerando a atual taxa pré-fixada do Tesouro Direto). Abs,

  • Fabio

    Isso é assunto ” pra mais de metro” (rsrsrs)… O problema hoje em dia é que parece que produzem carros para o pessoal entusiasta de celular e televisão (rsrsrs). Meu tio tinha um Corcel como esse da foto, só que na cor marrom escuro : quinta marcha, 1,6, mas um dia um ladrão encostou a arma na cabeça dele e levou o carro embora, já se foram mais de vinte anos e nada de encontrarem o carro.

  • Mr. Car

    Meccia, não concordo com todas, mas com a grande maioria das suas economias, he, he! Completo sua lista com duas coisas que não faço a menor questão: ar condicionado dual-zone, e faróis de acendimento automático. Também não vejo necessidade de limpadores de para-brisas automáticos. Gostei muito do exemplo das rodas. Tivemos rodas de ferro tão bonitas, e agora…costumo brincar que agora só as fazem feias que é para poderem vender as bonitas de liga como caríssimos opcionais, he, he! Em tempo: parabéns pelo Twingo, sou muito fã do pequeno Renault, e inclusive, pelos meus critérios (divergentes dos oficiais), ele já é um carro antigo e colecionável.
    Abraço.

    • Fat Jack

      “…coisas que não faço a menor questão: ar condicionado dual-zone, e faróis de acendimento automático. Também não vejo necessidade de limpadores de para-brisas automáticos…”
      +1!

  • Lorenzo, já verifiquei em todos os fabricantes.

  • DJunior, em dimensões, certo, mas teria comprar rodas de 14″ novas. Resolve, mas a um custo absolutamente desnecessário.

  • Lucas, muito obrigado. Entrei no site e eles têm, mas de marca Achilles 12275T, sobre a qual não tenho referência. Ou então remold…

  • Fat Jack, sempre que comprei custavam menos que os dois citados de perfil 70, e agora você me diz que eram mais caros? Não tem como. Encalhar nas lojas? Se não se acham mais é porque foram comprados, certo? Enquanto isso, na Alemanha a Pirelli passou a produzir pneus mais estreitos para os Porsche 911 antigos. Minha crítica até que foi branda demais.

  • Puxa, obrigado, Diney. Mas ir até aí é algo distante de São Paulo. Se você achar me entendo com a firma para despachá-los para cá. Mais uma vez, obrigado.

  • Lucas Vieira

    Quem tem Fusca sofre do mesmo mal. Meu irmão tem um TL 1971, e o 175R14 não casa legal nele, além de um consumo excessivo da banda no lado interno nas rodas traseiras. Parece que o facão fica fora de posição e a cambagem, excessiva.

    • Lucas, esses eram os radiais que se colocava no Brasília no lugar dos diagonais 5.90-14. Não havia problema algum. Veja se o TL do seu irmão não está com câmber negativo demais — tem regulagem — e as rodas traseiras não estão divergentes. Há um pequeno campo de ajuste nos furos oblongos do facão, podendo-se levar as mangas de eixo mais à frente.

  • Robertom, tem razão!

  • Diney

    Achei o texto excelente, porém não concordo com tudo. Alguns equipamentos, por exemplo o trio elétrico, são baratos demais para economizar no valor de um carro na produção em massa.

  • Thales Sobral

    Acordo para moderarem o excesso de tecnologia? Quem ganharia com isso? O mundo anda é para frente, rapaz! Veja que onde tem “excesso de tecnologia” as coisas ficam melhores E mais baratas, mesmo com alguns abençoados burocratas querendo frear isso. Exemplo? TVs, celulares.

  • Fat Jack, não duvidei de você, apenas relatei o que presenciei e estranhei. Agora, não dá para considerar nicho um mercado de, por baixo, 2 milhões de carros. De novo cito a “Síndrome do Tostines”, não tem porque não vende ou não vende porque não tem? Talvez os fabricantes de pneus estivessem com a capacidade produção no limite com o mercado tendo chegado a 3,8 milhões de unidades em 2013 e resolveram abrir espaço na oferta de modelos para produzir mais. Porém há três anos que as vendas de novos despencaram, inclusive caminhões e ônibus. As fabricantes de pneus devem estar bastante ociosas.

  • Obrigado, Lucas, vou ver isso.

  • Mibson, incrível! Muito obrigado, vou atrás disso amanhã! Agora, convenhamos, não é ridículo haver a medida na Argentina e não no Brasil, um mercado cinco vezes maior?

  • Gustavo, isso tudo é surreal.

  • Leonardo, outro Celta meu, um Super 2003, veio com 165/70R13T, mas mandei instalar direção assistida antes de sair com ele da concessionária. Outro problema de colocar os 165/70R13T nas rodas do 145/80R13 é que “falta” aro. Mas agradeço sua opinião. Nessa caso só teria de comprar quatro rodas.

  • DJunior, problema nenhum. O que importa é você ter-se disposto a ajudar, o que lhe agradeço.

  • Alexandre, o primeiro Corsa feito aqui, o 1,0 Wind de 50 cv, tinha um câmbio 4+E admirável. Depois, quando passou a 60 cv (injeção multiponto) o “melhoraram”…

  • Fat Jack, mas garanto que o preço posto fábrica do pneu 145/80 era menor que o do 165/70…

  • Oli

    Parabéns aos Engenheiros, mas o CREA não serve para nada.

  • Gustavo73

    A gasolina precisa de um antidetonante, o álcool funciona muito bem nesse sentido. Mas normalmente são 5/10/15% nos EUA e Europa. Então não seria possível gasolina pura. Sobre o percentual de álcool atualmente acho que está relacionado a nossa produção de gasolina. Hoje o Brasil importa gasolina adicionando mais álcool é necessário importar menos. Pelo menos esse era o quadro antes da crise.

    • Gustavo73, é possível gasolina pura, como a Super e a Super Plus da Europa, 95 e 98 RON, respectivamente. Mas lá tem também a Super E10, de 95 RON também, ou seja, o consumidor decide. A Super E10 custa 2% menos. Quanto a importar menos gasolina, o país não tem problema de balança comercial. Mas, vá lá que seja, como se diz, o fato é que deveríamos ter a E10 aqui, jamais essa insanidade de E25 e E27. Ficaríamos alinhados com o mundo nessa questão, inclusive com os países do Mercosul. Sem esquecer a burrada que foi optar pelo E100, o álcool hidratado puro, com sua natural dificuldade de partidas a frio abaixo de 18 ºC, quando adicionar-lhe 15% de gasolina teria dispensado todo e qualquer sistema para partida nessas condições. Mas como o brasileiro “é um povo muito inteligente”…

      • guest, o original

        Pergunta: pode-se usar um blend E85 num carro a álcool, carburado?

        • Guest, tenho quase certeza que sim, mas faça um teste e veja se detona, por segurança. Se detonar e você a aliviar acelerador, não ocasiona dano.

  • Igor Marcolin

    Carros populares hoje em dia não são mais populares, não são simples com o mínimo necessário pra andar a uma velocidade razoável, se proteger do vento e da chuva e ser virtualmente indestrutível, como eram os antigos Mille, Gol, Celta, Fiesta Street, Ka, Palio, Clio, dentre outros exemplos. Os seus principais argumentos de venda não eram telas brilhantes ou rodas que parecem ralos, mas porque eram baratos o suficiente pra se comprar e se manter, apesar de eu gostar da segurança, economia, e talvez potência dos novos “populares” eles não tem mais aquele aspecto de simplicidade que se tinha, e provavelmente você não vai poder consertar um deles na beira da estrada de madrugada chovendo com um arame e uma chave de fenda, ou ainda não se preocupar em ralar as rodas de liga que custaram caro. Acredito que o último sobrevivente desses são as picapes compactas, mas essas só podem levar duas pessoas legalmente, o que acaba sendo um problema quando se não é um veículo voltado ao trabalho

  • eNe, a VW ficou sem nada produzir do final de agosto até o início de outubro devido a rescisão de contrato com o fornecedor de bancos Keiper. Zero produção mesmo. Essa é a explicação.

    • ene

      Nossa! É uma pena esses desentendimentos que afetem as empresas. Sei muito bem sobre isso. Ninguém quer ceder e no final ambos perdem. É uma pena!

  • Alexandre, acho que na cabeça dos engenheiros e marqueteiros brasileiros falta alguma peça. O primeiro choque de câmbio que tive foi com o DKW. Em 1961 encurtaram o diferencial de 4,72:1 para 5,14:1 (8,9%). Ficou horroroso. Tive mil discussões com o Jorge Lettry (chefe de competições da Vemag grande amigo, que já nos deixou), que dizia que com a mudança o carro ganhava em tudo. Nunca vi onde, ficou pavoroso, mais curto do que telegrama de pêsames. Em 1966 voltou o 4,72:1 e o sol voltou a brilhar… Tal e qual quando arranquei os sacos de lixo do Audi RS 7 Sportback…

  • Ricardo, o mais engraçado é de tanto se ouvir falar do “nosso combustível”, o álcool, achar-se que ele é só brasileiro, como se a gasolina não fosse também.

  • Pablo, essa é do tempo em que se fazia isso!

  • braulio, incrível mesmo, não? Foi essa mesma lógica do componente indispensável que um dos alvos mais importantes dos Aliados na II Guerra Mundial foi destruir as fábricas de rolamentos na Alemanha. Sem rolamento não há veículos e nem aviões.

  • Fernando

    Hoje fui ver o Sandero R.S., no site da Renault R$ 62.500,00, com rodas vai para R$ 63,500,00 mais uns R$ 1.000,00 de frete (moro no Paraná, fábrica da Renault)… teoricamente, uns R$ 64.500, R$ 65.000,00, mas o vendedor me falou R$ 72.000,00. Achei estranho, dai pedi do Sandero Expression 1.0, R$ 49000,00 que no site esta R$ 44.950,00. A dúvida que tenho, se esse preço dos sites já tem embutido um lucro das concessionárias as mesmas estão se aproveitando mais do consumidor. Fica complicado desta forma pois o carro é um bem com um valor muito alto e não se compra todo momento.

    • Fernando, todo preço hoje é sugerido. O concessionário é livre para estabelecer o preço que quiser.

    • ene

      Certa vez saí de casa certo em comprar um Sandero Stepway. Pediram uns dez mil acima da tabela. Não comprei.

    • guest, o original

      Fernando, no Webmotors tem anúncios — de concessionária — do Sandero R.S. por R$ 60K em São Paulo. Pela diferença de preços, considere comprá-lo nesse estado e pagar o frete para o PR.

    • CorsarioViajante

      Vendedor picareta, tente falar com outro ou ir em outra Renault. Já levei muito pedido de ágio.

  • Exatamente! É o que eu falei acima sobre o consumidor ser pobre e miserável e não se contentar com um carro que atenda suas necessidades, preferindo muitas vezes se endividar para aparecer para os outros.

  • Leonardo

    Essa do espelho elétrico só do lado do passageiro eu já vi em algumas Mercedes antigas, faz todo o sentido se parar pra pensar.

  • Fat Jack

    Não há absolutamente nenhum planejamento energético de curto, médio e muito menos longo prazo.
    No nordeste quase não há diferença no preço dos combustíveis, qual dono de flex abasteceria com etanol nessas condições?
    Com a eletricidade não será diferente, basta ver que os baixos níveis das hidrelétricas foi previsto com mais de 5 anos de antecedência e categoricamente nada foi feito para evitar seus inconvenientes…

  • Fat Jack

    Tem toda razão, e é aí que eu me pergunto como com a redução de custos de produção (afinal todos os componentes baratearam) os paineis dos carros chegaram a extrema simplicidade e deselegância (na milha opinião) dos do Ônix e Éticos? Comparável com do Monza só este aqui mesmo: https://uploads.disquscdn.com/images/16fe7734b5bc41566a69f1262ed1de42172f4dfa8f6c22c46a8d93f9c0cb0b67.jpg

    • Fat Jack, o painel do DelRey realmente é admiravel assim como do Monza. Chama a atenção os instrumentos analógicos com pressão do óleo, temperatura da água, alternador e combustível em arranjo primoroso. Só falta o conta giros do lado esquerdo padrão AE.

  • Bera Silva

    Interessante, até a semana passada, no site da Toyota havia Corolla 1.8 simples, câmbio manual por R$ 69 mil. Hoje o mais barato possui câmbio automático e passou a R$ 84,9 mil.

    • ene

      É isso mesmo… Agora tem Etios por quase esse preço.
      Essa é uma forma de elitizar seus veículos, como citei.

  • Fat Jack

    Pra mim carros com motores de boas potência e torque com última marcha curta representam somente desperdício de dinheiro e energia, fora o conforto de um motor rodando em rotações mais baixas. Sempre digo: se precisar de mais agilidade reduzo a marcha, simples, fácil e prático!
    Agora e com a última marcha curta, nao tenho opção? Não!
    Mas isso tem uma explicação, diz-se que foi uma “solicitação do mercado”, e pela forma que eu vejo alguns motoristas fazendo ultrapassagens (demoradamente, claramente sem reduzir a marcha) verdadeiramente não divido, é como os carros que ganharam fama de fracos por não superarem lombadas em 3.a…

  • Fat Jack

    Olha, para o patamar atual, até 3000 rpm a 120 km/h pode ser considerada uma relação longa.

  • Fat Jack

    Chega de gasálcool ou alcoolina!
    Pra mim ambos deveriam ser vendido “puros”.

  • Paulo M

    Bera, pode até ser, mas de uns 20 anos para cá eu não modifico absolutamente nada no carro. Prefiro deixar exatamente como vem de fábrica por várias razões. Agora, que ficaria legal um Walrod de Maverick GT 1977, ahhh ficaria!!! Sabe outro volante que eu achava muito legal? Os da linha VW com aquele meio aro de buzina cromado. O TC da minha mãe tinha. Agora se era bom de dirigir aquilo? Não mesmo! Liso demais, fininho, maior que uma pizza, e o meio-aro que eu achava legal só prestava para atrapalhar!

  • Anon, pois é, eu que não abro mão do XP, fiquei sem atualização e suporte. Mas NÃO vou mudar de sistema operacional.

    • Bob, eu também uso o XP e não abro mão. Sistema simples e direto sem muita frescura.

      • Luiz AG

        Uso Linux e não sinto falta alguma do Windows.

        • Anon

          Há casos e casos.

          A depender da situação, não há alternativa viável ao Windows. E isso também é verdade para outros sistemas.

          • Luiz AG

            Por exemplo?

  • Luiz AG, é isso aí, americano é burro…

  • F A, programas de redução de peso dos veículo deveria ser mandatórios pois implicam no desempenho e no consumo de combustível, positivamente.

  • Christian, lembre-se que quanto menor o peso morto que o veículo carregar, tanto melhor, melhora o desempenho e diminui o consumo de combustível. Tanque grande é um exemplo.

  • Anon, agradeço a orientação. No meu netbook (que levo nas viagens) tenho o Windows 7, mas o que o XP é melhor é impressionante. Você conhece outra maneira de ter o Outlook Express que não seja o residente do XP? Não conheço nada melhor que Outlook Express para os e-mails. No netbook tem o Outlook, mas está longe de praticidade e eficiência do Outlook Express.

  • Lorenzo, tenho o W7 no netbook que uso em viagem, inclusive opero o AE nele nessas ocasiões. Mas para mim o XP é insuperável.

  • Lorenzo, sim bastante. Tenho visto essa nomenclatura, mas pelo que me lembro chamava-se câmbio ômega. Mas, nome à parte, achei um solução de gênio, um 3-marchas com quarta multiplicada. O truque foi inverter o braço da haste junto à caixa, de modo que ao colocar a alavanca em terceira, na caixa era a marcha direta (1:1). Ao pôr a alavanca em quarta, lá dentro era a terceira, mas de relação 0,86:1 em vez de 1,39:1. A primeira e a segunda eram as do câmbio de três marchas. O 4-cilindros sentia um pouco esse “câmbio de três marchas”, mas o 6-cilindros nem dava bola para os buracos. Aliás, o Opala 4100 tinha marchas demais, três davam e sobravam. Por isso, para esse motor o câmbio gama era o ideal. Quando o câmbio mudou para o “canhão” seletor de marchas em 1980, sem as varetas externas, essa possibilidade terminou.

  • Lorenzo, esse foi outro “estrago tupiniquim”, tirar o 4+E do Santana e lhe tacarem um 5-marchas. Quando sai da VW no final de 1988 comprei um CG que era usado pelo nosso engenheiro, e nesse carro havíamos colocado um 4+E. Pois fiquei com esse Santana quatro anos, quem o usava mais era minha mulher e ela nunca reclamou da “5ª chocha”. Pelo contrário, adorava não precisar usar a 5ª na cidade.

  • Lorenzo Frigerio

    É que turbo, no Brasil, é “luxo”. Se existisse nos pés-de-boi no Brasil, ninguém compraria as versões mais equipadas.

  • Marcio Santos, parece ser essa a história no caso dos bancos, mas não é. Leia para entender em http://jornalggn.com.br/noticia/grupo-estrangeiro-compra-fornecedora-de-autopecas-e-faz-montadoras-de-refem

  • Rogério Ferreira

    Muito bom, Carlos Meccia, impressionante, os freios a tambor serem mais caros! Deveriam ser banidos. Tenho um carro assim, quase do jeito que você descreveu. Rodas 14, com calotas, pneus 175/65, controle elétrico dos vidros só na frente, painel com o essencial velocímetro e contra-giros (não tem marcador de temperatura), Os mimos ficam por conta da direção assistida elétrica e o sistema de som integrado ao painel que espelha o smartphone. Legal, mas poderia dispensar esses itens, em favor de um preço melhor. Só não dispenso o ar-condicionado, muito útil para quem anda muito em estradas. O motor, é uma joia da recente engenharia, 1,0, 3 cilindros, aspirado, desempenho surpreendente, e consumo impressionante. Quanto aos híbridos, sempre questionei a durabilidade das baterias, acredito que para a realidade brasileira não seria fácil passar para a frente um híbrido com “bateria meia-vida”. E sua comparação foi dentro da linha Fusion, se comparamos “alhos com bugalhos”, talvez um 208 1,2 PureTech, sem qualquer ajuda de baterias, consuma e emita menos que um Fusion Hybrid.

  • Bom, na opinião deste humilde gafanhoto, as rodas de liga só são feias se o designer quiser, mas se ele tiver bom gosto, são imbatíveis. É só ver o que carros topo de linha que tem concorrentes muito fortes também como: Chevrolet Camaro, Ford Mustang Dodge Challenger ou concorrentes do naipe de Mercedes, BMW e Audi, eles usam o que há de melhor para conquistar os clientes e no caso todos usam rodas de liga.

    É possível alguns raros casos em que a roda de aço pode ficar boa, como na picape L200 Savana, onde estas rodas ajudam a compor o visual bruto e despojado. Outro que eu me lembro agora é da D20 com roda de aço que é mais bonita do que a de liga:

    http://automovelerequinte.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/08/chevrolet-d-20-1992-6780km-originais-para-colecionadores-594601-MLB20367939520_082015-F.jpg

    http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/a-c-d-20/imagens/d20.jpg

    Mas isto, novamente, porque o bom gosto ficou devendo onde poderia ser melhor.

    http://www.motorclube.com.br/images/galeria/2008/0203/largo/l200-savana_03.jpg

  • CorsarioViajante

    A VW conseguiu unir o pior de dois mundos: o carro é cheio de opcionais e, para piorar, todos casados e atrelados. Difícil entender quem bolou uma coisa tão ruim. Outro exemplo é o utilíssimo controle de cruzeiro, que na maioria dos carros, inclusive da linha nacional, só vem em pacotes cheios de outras coisas.

  • Luiz AG

    Que é um Unix, FreeBSD.

  • marcio pessoa de faria neto

    Antônio, a bem da verdade eu é que agradeço a todos aqui pelo espaço e pela interação! A quinta marcha sempre foi um “sonho” dos apreciadores do Opala 4100, era só colocá-lo na estrada e logo se ouvia, “ele é muito forte, mas pede uma quinta marcha”. Eu particularmente não fazia questão, uma vez que em terceira se “buscava” qualquer um na pista. Este cenário só se modificou após a abertura das importações no Brasil. A quinta marcha passou a ser a grande novidade dos 4100 manuais em sua última edição. E sim, os apoios de cabeça vazados foram introduzidos na linha Chevrolet 92, desta forma os Opala 4100 ano-modelo 1991 não os possuíam, assim como a quinta marcha.

  • Obrigado, Rodrigo. Vou experimentá-lo no netbook, que tem o W7.

  • Christian, isso porque passar marchas dá um trabalho danado…