A pergunta que primeiro costumam fazer quando apareço com um carro em teste é: “Quanto custa?” Se o sujeito age assim, e é assim que age a maioria, de cara perguntando o preço, vejo logo que ele não é um autoentusiasta. Para o autoentusiasta, essa pergunta é a última que faz. Primeiro ele pergunta sobre o motor, a potência, torque, suspensão, câmbio, comportamento, espaço interno, isso e aquilo, em minúcias, e por último, após sopesar o que aquela máquina é, pergunta sobre o preço para ver se é justo ou não. É por isso que sempre coloco o preço ao final de meus textos, pois, afinal, escrevo para autoentusiastas.

Grande, porém ágil e agradável de dirigir  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06693

Grande, porém ágil e agradável de dirigir

Já no caso do Novo Edge devo começar pelo preço, R$ 240.000, pois esse é seu único defeito. Explico: por tudo que é, custa pouco. Pedindo uns 30% a mais por ele, talvez a Ford despertasse ainda maior interesse, já que certos consumidores escolhem carros tal como fazem com vinhos, pelo preço. Quanto mais caro, mais lhes interessa. A estes é secundário o que o carro ou o vinho têm a oferecer como produto. Daí eu achar que o Edge deveria ser mais caro, pois só assim haverão de entender em que nível ele está.

Tirando esse “defeito”, o Novo Edge embarca o que há de melhor: tecnologia moderna, alto nível de segurança e conforto, grande espaço interno, excelente comportamento, potência de sobra, design atual, entre outros atributos. Por isso chamo-o de nave-mãe.

O Edge foi lançado em 2006 no Salão de Detroit, passou por atualização em 2014 e no mesmo salão este ano surgiu a segunda geração. Em julho último, seis meses depois do salão americano,  a nova geração chegou ao Brasil num lançamento para a imprensa em Campos do Jordão (SP), ao qual estive presente (leia). O Edge começou a ser importado para cá em dezembro de 2011.

Fabricado em várias versões no Canadá, para o Brasil só vem a versão Titanium, a mais sofisticada, com tração nas quatro rodas do tipo sob demanda (a tração básica é dianteira) e motor aspirado V-6 de 3,5 litros. Lá há mais duas motorizações para ele: a turbo de 4 cilindros, 2 litros, 248 cv, e a V-6 de 2,7 litros, biturbo, 320 cv. Lá, a versão de entrada é essa turbo de 4 cilindros, de tração  só dianteira, e esta custa cerca de 20% menos que a Titanium. Já a Titanium com o V-6 biturbo custa ao redor de 12% mais que a “nossa”.

Design de bom gosto. Interior claro e arejado  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06724

Design de bom gosto; interior claro e arejado

Particularmente, gosto dos motores turbo, porém gosto ainda mais de um bom aspirado. E este motor Duratec 35 TiVCT 4V está um verdadeiro show. Sua potência máxima de 284 cv vem a 6.500 rpm. O câmbio automático de 6 marchas faz a troca a 6.700 rpm, quando se nota que o motor ainda tem muita folga para subir de giro. Escutando seu belo ronco e sentindo o V-6 acelerar forte esse pesado crossover (2.040 kg) é inevitável imaginar o que ele faria levando um leve esportivo.

Esse V-6 é suave, quase inaudível em baixa, e em alta vem um urro tão agradável que se acaba mantendo a aceleração por mais tempo que o necessário. O torque máximo de 34,5 m·kgf é a 4.000 rpm, porém devido aos comandos de válvulas continuamente variáveis, desde baixo giro ele já produz tremenda potência. Tanta que ele produz em baixa que a 120 km/h reais e em 6ª marcha bastam 2.200 rpm para que vença o grande arrasto aerodinâmico que o Edge certamente cria, já que área frontal é grande, cerca de 2,70 m². Um belíssimo motor, sem dúvida. Elástico e girador.

Motor V-6 de 3,5 litros rende 284 cv a 6.500 rpm  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06681

Motor V-6 de 3,5 litros entrega 284 cv a 6.500 rpm; sua potência específica é 81,2 cv/l

Trabalhando em conjunto há um irrepreensível câmbio automático de 6 marchas. Tem borboletas fixadas ao volante, porém raramente se há de usá-las, pois as posições D (Drive) e S (Sport) satisfazem em qualquer situação. Em D ele aceita o comando dado nas borboletas, e se não houver mais trocas após alguns segundos volta ao modo automático. Em S ele fica mais rápido para baixar marchas e mais rigoroso em segurá-las.

Numa tocada rápida de subida de serra basta colocar a alavanca no S e deixar tudo por conta dele. Estando em S, uma vez que uma borboleta seja acionada ele passa ao modo manual e dele não sai. Mesmo no modo manual, quando o motor atinge 6.700 rpm ele sobe marcha.

Suspensão muito bem acertada. Comportamento irrepreensível  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06699

Suspensão muito bem acertada; comportamento irrepreensível

A suspensão traseira também é independente, e multibraço. O Novo Edge entra com rapidez e precisão nas curvas e as contorna com neutralidade, sem tendências a sair de frente ou traseira quando começa a romper seu limite de aderência. Rola muito pouco em curvas fortes. O envio de torque para as rodas traseiras é comandada eletronicamente e automática. Nas saídas de curva impressiona o tanto de aceleração que aceita sem que se rompa o limite de aderência. Sob chuva, impressiona ainda mais.

Nessas condições de acelerada em saída de curva imaginei tentar despejar a mesma potência noutro Edge, um imaginário, que tivesse só tração dianteira, e essa simulação acarretava em achar impossível acelerar tão forte sem drástica perda de aderência dos pneus dianteiros com a consequente escorregada de frente. Portanto, bem-vinda a tração nas quatro! O seu limite natural, antes que os controles de tração e estabilidade entrem em ação, é bem alto. Dá prazer dirigi-lo, nota-se nele um acerto esmerado.

Bancos confortáveis e com aquecimento e refrigeração  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06729

Bancos confortáveis têm aquecimento e refrigeração

A suspensão é macia, porém sem exagero. Em asfalto bom ou regular é suave, mas em asfalto ruim, coisa muito comum em cidades mal administradas, não é tão suave como um Ford Fusion, por exemplo, já que todo suve ou crossover é menos macio que o seu sedã correspondente. De qualquer modo, é macia bastante para não haver quem reclame, por mais exigente que seja. Peguei estradas de terra, chão batido, e o Edge seguiu muito agradável.

O que também impressiona é o isolamento acústico. Em estradas de asfalto rugoso quase nada do ruído de pneus entra na cabine. Os pneus 245/50R20 se mostraram adequados, pois seu perfil não chega a ser comprometedor devido à altura de flanco de 12,2 cm e mesmo com 245 mm de seção transversal não apresentaram aquaplanagem sob chuva forte, poças (o elevado peso ajuda nesse caso).

Viaja realmente muito seguro silencioso sob quaisquer condições; a música pode ser tocada a baixo volume e a conversa pode seguir amena, sussurrada.

Em estradas de terra vai como se navegasse em mares plácidos  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06688

Em estradas de terra vai como se navegasse em mares plácidos

Os freios são excelentes e progressivos, com fácil dosagem. A direção não é leve demais, mostra peso correto, e sua velocidade de reação é variável, mais lenta no centro e mais rápida ao se esterçar mais. Esse conjunto torna o Edge, apesar do tamanho, bastante ágil. A posição para dirigir é perfeita. Os bancos dianteiros têm ampla regulagem elétrica, inclusive de apoio lombar.

Em viagens, para não levar multa, aconselho que se ligue o controle automático de velocidade, pois o Edge segue tão estável e silencioso que a 120 km/h ou a 150 km/h a sensação é a mesma; e para o motor também pouco muda. A viagem, mesmo que rápida, chega a ser um tanto monótona.

O controle automático de velocidade é adaptativo e mantém distância do carro da frente. Por exemplo, caso você venha a 120 km/h e se aproxime de um carro à frente que está a 100 km/h, ele baixa velocidade suavemente e mantém uma distância prudente do da frente. Nota-se que essa distância que ele adota é variável de acordo com a velocidade. Quanto mais veloz, maior é essa distância, o que está correto. Em seguida, se você passar para a faixa da esquerda para ultrapassar esse veículo que segue a 100 km/h, o Edge retoma imediatamente os 120 km/h programados.

Agora, outra situação. você vem a 120 km/h, controle ligado, e um mentecapto que está adiante à sua direita entra abruptamente na sua frente a 60 km/h: o Edge freia, e freia forte, para evitar um acidente. Tudo bem, tudo ótimo, desde que não se fie nele totalmente. Exemplo disso foi quando um motoqueiro me fechou com claras e inesperadas intenções suicidas, o que me fez frear antes que o controle tomasse uma atitude. Vai ver que o motoqueiro pretendia dar a vida em prol de um teste do sistema… e se fosse esse o caso ele teria se dado mal.

Saídas de ar para os de trás e telas para entretenimento   NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06708

Saídas de ar para os de trás e telas para entretenimento

Estando o controle de velocidade cruzeiro desligado, há um alerta que avisa estar-se aproximando perigosamente de um veículo, ou objeto, na nossa trajetória. Soa um alarme e luzes piscam no painel à nossa frente. Ele soou comigo várias vezes, pois em estradas de pista simples costumo acelerar antes de mudar de faixa para ultrapassar o veículo que vai adiante. Daí, quando eu virava o volante para ir para a outra faixa, ele entendia e desligava o alarme. Faltava só ele dizer “Ufa!, que susto”. Mas tudo bem, ele é útil para contornar a desatenção do motorista.

Na alavanca esquerda da coluna da direção, a alavanca de seta, há uma tecla que ativa o “anticochilo”. Com o sistema ativado, o carro detecta que você está saindo lentamente da sua faixa de rodagem, sintoma de que o sujeito começa a cochilar ao volante. O sistema reage tentando trazer o carro para o centro da faixa atuando sobre o volante. Não achei o sistema perfeito, pois em alguns casos ele exagera e lá vamos nós saindo para o outro lado, e em outros casos ele não detecta que estamos saindo da faixa, mesmo havendo faixas bem delineadas no asfalto, e, portanto, nada faz. Pensei em tirar um cochilo ao volante para testar na real o sistema, mas ponderei e achei melhor pensar mais no assunto…

Vem recheado de recursos eletrônicos  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06685

Vem recheado de recursos eletrônicos

O farol alto detecta farol em sentido contrário e imediatamente abaixa o facho. O Cadillac da década de 50 tinha um sistema desses, que, por óbvio, não era tão eficiente e andou ofuscando um bocado de gente. Este funciona perfeitamente. Nos retrovisores, o aviso do monitor de ponto cego age também caso outro veículo esteja em área onde se possa abalroá-lo em caso de mudança de faixa.

Há uma tecla no console que, ativada manobra o carro para encaixá-lo em vagas. O sistema vira o volante e ao motorista só resta o trabalho de tocar o carro para adiante ou para trás. Há câmeras atrás e na frente, o que auxilia em manobras, já que nesses veículos altos não se enxerga objetos baixos e próximos.

O espaço no banco traseiro é amplo. Minha filha, acostumada a ir atrás em vários carros de teste, achou-o o maior. O encosto reclina, muito conforto, e há saídas de ar-condicionado para os de trás. Os assentos podem ser aquecidos, mas não resfriados. Já os assentos da frente também têm resfriamento, o que a princípio achei que fosse um preciosismo, mas no calor acabei constatando que dá uma refrescada geral agradável.

Telas de DVD para os de trás e teto solar são os únicos opcionais disponíveis, a um custo de R$ 5.000. Na segurança, há oito bolsas infláveis e o ramo toráxico dos cintos de segurança traseiros infla-se junto com aquelas. Segundo a Ford, o porta-malas é de 1.110 litros.

Porta-malas que satisfaz as mulheres. Mas não se iluda, pois elas haverão de completá-lo  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06716

Porta-malas que satisfaz as mulheres; mas não se iluda, pois elas haverão de completá-lo

O tanque de combustível é de 70 litros. O consumo de gasolina, pelo computador de bordo, na cidade gira em torno de 6,5 km/l. Na estrada, entre 8,5 e 10,2 km/l, dependendo das condições.  São números bastante próximos dos informados na ficha técnica, que são os declarados nos nos Estados Unidos, já que a Ford brasileira não fornece esse dado. O consumo, portanto, em vista do peso, porte e desempenho, é baixo, o que denota um excelente motor.

O meu Guerreiro não deu muita bola para a tropa de 284 cv do Edge  NOVO FORD EDGE TITANIUM AWD, NO USO DSC06776

O meu Guerreiro não deu muita bola para a tropa de 284 cv do Edge

Para concluir, volto ao começo da conversa: comparativamente, pelo que oferece, o Edge Titanium está barato, já que dispõe de tudo o que se encontra em outros suves e crossovers mais caros. Quem gosta ou precisa de uma nave-mãe como esta deveria experimentá-lo.

AK

 

NOVO FORD EDGE 3,5 TITANIUM AWD 2017
MOTOR
Designação3.5L V6 Duratec 35 TiVCT 4V
DescriçãoV-6 com 4 válvulas/cilindro, duplo comando com variador de fase na admissão e escapamento, acionamento por corrente, transversal, gasolina comum
Material do bloco/cabeçotesAlumínio
Cilindrada (cm³)3.496
Diâmetro e curso (mm)92,5 x 86,7
Taxa de compressão (:1)10,8:1
Potência máxima (cv/rpm)284/6.500
Torque máximo (m·kgf/rpm)34,5/4.000
Rotação de corte6.850
Formação de misturaInjeção no duto
TRANSMISSÃO
TipoTranseixo automático epicíclico de 6 seis marchas à frente e uma à ré
Relações das marchas (:1)1ª 4,484; 2ª 2,872; 3ª 1,842; 4ª 1,414; 5ª 1,000 (direta); 6ª 0,742; ré 2,882
Relação dos diferenciais (:1)3,39
Relação do conv. de torque (:1)1,8:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, triângulos superpostos, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora; subchassi
TraseiraIndependente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora; subchassi
DREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, eletroassistida, relação variável e indexada à velocidade
FREIOS
Dianteiros (Ø mm)A disco ventilado, 343
Traseiros (Ø mm)A disco, 315
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 8Jx20
Pneus245/50R20
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, crossover, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES (mm)
Comprimento4.782
Largura sem/com espelhos1.934/2.178
Altura1.744
Distância entre eixos2.850
CAPACIDADES E PESOS
Porta-malas (L)1.110, 2.080 com banco traseiro rebatido
Tanque de combustível (L)70
Peso em ordem de marcha (kg)2.040
Carga útil (kg)509
DESEMPENHO (EUA)
Aceleração 0-100 km/h (s)8
Velocidade máxima (km/h)235
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL EPA/EUA
Cidade (km/l)7,6
Estrada (km/l)10,6
CÁLCULOS DE CÂMBIO
V/1000 em 6ª (km/h)54,8
Rotação a 120 km/h em 6ª2.190
Rotação à vel. máxima em 5ª5.800

 

EQUIPAMENTOS FORD EDGE TITANIUM AWD 3,5 2017
SEGURANÇA VEICULAR E PATRIMONIAL
Abertura das portas por código (teclado)
Ajuste de altura dos cintos dianteiros
Ajuste elétrico dos retrovisores externos
Alarme antifurto perimétrico
Alças de teto (3)
Alerta de colisão
Alerta de saída de faixa não intencional
Aquecimento dos retrovisores externos
Assistente de frenagem de emergência
Aviso de não utilização do cinto de segurança (motorista e passageiro)
Barras anti-invasivas nas portas
Chave programável com funções de segurança
Cintos de segurança laterais e central traseiros de três pontos
Cintos de segurança laterais traseiros infláveis
Controle de estabilidade e tração
Controle de estabilidade anticapotagem
Ganchos de ancoragem e fita de segurança para bancos de crianças
Imobilizador dos vidros traseiros sob comando do motorista
Monitoramento da pressão dos pneus
Oito bolsas infláveis (frontais, laterais, cortina e joelhos motorista e passageiro
Repetidoras de setas nos espelhos
Retrovisores externos com luz de aproximação
Sensor de estacionamento traseiro e dianteiro
Sistema antifurto Ford
Sistema de classificação do ocupante
Sistema de estacionamento automático de 2ª geração (estacionamento paralelo, perpendicular e saída de vagas paralelas
Sistema de monitoramento de ponto cego com alerta de tráfego transversal
Trava para crianças nas portas traseiras
Travamento automático das portas
Travas elétricas nas portas
INTERIOR
Abertura inteligente do porta-malas com sensor de presença (pés sob para-choque)
Acionamento elétrico dos vidros com um-toque subir/descer para o do motorista
Ajuste elétrico do motorista e passageiro em 10 posições
Ajuste elétrico do volante em altura e distância, com memória
Ajuste lombar elétrico no banco do motorista
Apoios de cabeça dianteiros e traseiros ajustáveis em altura
Ar-condicionado automático digital bizona com saída para o banco traseiro
Aviso de faróis ligados
Aviso de portas malfechadas
Banco traseiro bipartido, rebatível (com sistema automático) e reclinável
Bancos dianteiros com aquecimento e refrigeração
Bancos revestidos em couro
Bancos traseiros com aquecimento
Bolsa porta-revistas atrás dos encostos dos bancos dianteiros
Console central com porta-objetos
Console de teto com porta-óculos
Descansa-braço central integrado ao banco traseiro
Descansa-braço integrado ao console central
Desembaçador do vidro traseiro
Ganchos para sacolas no porta-malas
Iluminação do porta-luvas
Iluminação interna na cor azul Gelo
Iluminação interna personalizável (7 cores)
Luz de cortesia dianteira e traseira com temporizador
Luz de leitura dianteira e traseira
Maçanetas internas cromadas
Manopla da alavanca seletora de câmbio em couro
Moldura do painel central na cor prata
Molduras das saídas de ar cromadas
Pára-sóis com espelho e iluminação
Porta de carga com abertura elétrica
Porta-copos (8) e porta-garrafas (2)
Reostato da iluminação dos instrumentos
Sapatas dos pedais com acabamento em alumínio
Tapetes em carpete
Tomadas de 12 V e 110 V
Vidros acústicos (para-brisa e dianteiros)
Volante revestido de couro
TECNOLOGIA
Alto-falantes(8) e tweeters (2)
Câmera de ré
Câmera frontal com visão de 180º
Chave com sensor de presença e acesso sem chave
Comandos de voz para áudio, telefone, ar-condicionado e navegador
Computador de bordo
Conexão sem-fio Bluetooth e entrada USB
Controlador automático de velocidade de cruzeiro adaptativo
Controle de áudio no volante
Espelhos interno e esquerdo eletrocrômicos
Farol alto automático
Leitor de cartão de memória (SD Card)
Leitura e envio de mensagens (SMS)
Limpador de para-brisa com temporizador e frequência variável
Palhetas dos limpadores tipo Flat Blade
Partida do motor remota
Rádio AM/FM
Sensores crepuscular e de chuva
Sistema de DVD nos encostos dos bancos dianteiros
Sony Premium Sound
Sync Media System com MyFord Touch
Tela de LCD multifuncional multifuncional configurável no painel de instrumentos (2)
Tela de LCD multifuncional tátil no painel central
EXTERIOR
Carcaça dos espelhos externos na cor da carroceria
Defletor traseiro na cor da carroceria
Faróis com acabamento cromado
Grande dianteira cromada
Lavador e limpador do vidro traseiro
Luzes de rodagem diurna em LED (DRL)
Luzes traseiras em LED
Maçanetas externas na cor da carroceria
Para-choques na cor da carroceria
Régua do porta-malas em LED
Saída de escapamento dupla cromada
Teto solar panorâmico de dois estágios

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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  • Eduardo Edu

    O que talvez seja frustrante é que boa parte desse valor seja de imposto de importação. Exemplo disso, o Fusion mexicano isento de impostos de importação que tem plataforma e eletrônica compartilhada com o Edge, oferece faróis em LED e o Sync em sua terceira versão por 100 mil a menos.

  • Mineirim

    Se eu precisasse de um crossover, o Edge seria minha escolha. Sonho de consumo!

  • Matheus Franca

    Arnaldo, você tava muito bem humorado quando escreveu o texto. Mentecapto, motoqueiro com intenções suicidas e querendo checar o controle adaptativo, cochilar para testar o sistema… heueueueu. Ri muito aqui. Parabéns, ótimo texto. O Edge tem um bom custo/benefício mesmo.

  • guest, o original

    Aí o camarada mete uma blindagem e muitas dessas qualidades perder-se-ão.
    Preço? Um amigo disse-me que um nacional Audi Q3 1,4 l intermediário está por R$ 180.000, comparativamente o Edge não é de todo caro.

  • Esta refrigeração dos bancos seria uma canalização do ar-condicionado principal, teria uma mangueira do carro para o banco?

  • Alberto, sim, em alguns dias será adicionado à matéria.

  • Kar Yo

    Imagina o que esse V-6 faria num Fusion!!!

    • lightness RS

      já tem o 2,0 T com 40 cv a menos mas 4 mkgf de torque a mais, e mais leve… compensa.

  • RoadV8Runner

    Suves não são “minha praia”, absolutamente, mas o Ford Edge é bem bacana para quem gosta do segmento.
    Não consigo me conformar com o pessoal preterir peruas para comprar suves… Vi o Ford Vignale na Alemanha, versão perua do Mondeo/Fusion, e o carro é de cair o queixo! Ah, sim, e o modelo exposto era manual, claro.

  • Antônio do Sul, brilhante, a diferença entre volumes!

  • Vitor, não; só 1.4 TFSI.

  • Dieki

    Omega Fittipaldi?

    • Michel

      Toyota. Camry 2008

  • Legal, Luciano! Obrigado!

  • Michel

    Resposta acima.

  • Igor Schutz

    Generalizar com palavras como “jamais”, “nunca”, “sempre”, etc., é arriscado mesmo, porém a comparação em tela não procede mesmo.
    O GLC carece dos equipamentos de conveniência que guarnecem este Edge, porém a tração 4matic do MB é muito mais sofisticada do que a desse Ford (sem entrar muito no mérito, basta dizer que no MB as quatro rodas recebem tração em tempo integral, enquanto no Ford só vai força para as rodas de trás em situações específicas); o câmbio de 9 marchas da GLC é muito mais complexo e completo do que do Edge (trocas mais rápidas, maior número de relações, mais economia); o motor 2L turbo do alemão é de uma concepção mais recente e muito mais econômico e menos poluente, inclusive empurrando o carro com mais torque e em menor rotação do que o oferecido pelo motor aspirado do americano; o acabamento, incluindo aí as partes que normalmente o consumidor não vê, é muito mais refinado no Mercedes; enfim, o GLC, como veículo, de fato é melhor que o Edge, mas não porque um é dito “premium” e o outro “generalista”, e sim porque se vê que o carro foi concebido com soluções mais complexas do que o “concorrente”.
    Aqui no AUTOentusiastas há uma matéria sobre a MB C180 Estate. Dê uma olhada, pois o GLC conta com soluções próximas (um pouco mais sofisticadas até), e você entenderá porque é um produto melhor.

  • Rogério Ferreira

    Muito bom comentário, o mesmo acontece comigo em relação às bagagens.