Enquanto há sinais de leve recuperação em alguns setores de atividade econômica, outros ainda seguem estagnados ou até mesmo com variação negativa sobre os meses anteriores. De 24 setores de atividades industriais pesquisados pelo IBGE, em estudo divulgado em outubro, apenas nove apresentavam tendência positiva.

A produção industrial ainda carece de efeitos dinamizadores que lhe sustentem uma retomada e nos permitam projeções mais otimistas para o início de 2017. O mesmo vale para o setor de veículos. Enquanto os automóveis e comerciais leves patinam na recuperação, o de pesados, que fazem parte também do setor de bens de capital, segue vivendo seus piores momentos.

O nível de emprego tampouco mostra sinais de evolução, portanto a melhor notícia econômica que o país nos apresenta depois do impeachment é que a deterioração e caos total e desastre foram evitados mais adiante, quando já vinham com endereço certo. Como se tivéssemos de celebrar porque a piora foi contida antes que nos tornássemos uma Grécia.

Nesse cenário adverso, podemos melhor entender o porquê de as vendas e produção de automóveis e comerciais leves seguem sem mudança de patamar no ano, sempre marginalmente abaixo dos 8 mil emplacamentos diários. No entanto, quem nos transmitiu mais otimismo desta vez foi a normalmente conservadora Anfavea. Na reunião de apresentação de resultados do mês do último dia sete, o presidente da entidade, Antônio Megale, manteve o tom positivo e suas projeções de 2.080.000 total de veículos para o ano, sendo 2.014.000 de automóveis e comerciais leves.

Emplacamentos diários de Automóveis e Com. leves (Fonte: Anfavea)  MERCADO EM OUTUBRO, VENDAS ESTAVELMENTE BAIXAS 2016 11 11 Anfavea tabela emplacamentos di  rios

Emplacamentos diários de automóveis e comerciais leves (Fonte: Anfavea)

 

Gráfico de Emplacamentos Diários de Automóveis e Com. leves (Fonte: Anfavea)  MERCADO EM OUTUBRO, VENDAS ESTAVELMENTE BAIXAS 2016 11 11 Anfavea grafico emplacamentos di  rios por mes

Gráfico de emplacamentos diários de automóveis e comerciais leves (Fonte: Anfavea)

Em outubro, venderam-se 159.037 autoveículos, sendo 155.009 leves, o que é praticamente o mesmo número de setembro. Porém com um dia útil a menos, os emplacamentos diários ficaram em 7.750, uma melhora de 5% com relação ao mês anterior. Se dividirmos o total acumulado até aqui pelo número de dias úteis totais do ano, teremos 7.767. Assim, para atingir a projeção da Anfavea revisada em junho último, teríamos de ter cerca de 9.000 emplacamentos diários em novembro e os mesmos onze mil/dia de dezembro passado, melhora creditada ao efeito 13º-salário etc. Basta uma olhada na tabela de volumes totais abaixo e veremos que precisamos repetir os mesmos números de novembro e dezembro de 2015 para este ano. Desafiador, ante o cenário econômico apontado, mas não impossível.

Segundo os cálculos feitos por este colunista no mês anterior, creio ainda ficaria com os meus, total de emplacamentos de leves em 2016 entre 1.944.000 e 1.975.000.

As projeções para 2017 são de melhora de um dígito, no entanto vemos bastante divergência entre os analistas. A Anfavea deve ficar com os números mais conservadores, algo próximo de 3% a 5%, muitos outros apostam nos dois dígitos. Mas há boas notícias se espalhando, a Ford anunciou esta semana a volta dos trabalhadores que se encontravam em lay-off, esperança positiva no ar.

Emplacamentos totais de Autoveículos (Fonte: Anfavea)  MERCADO EM OUTUBRO, VENDAS ESTAVELMENTE BAIXAS 2016 11 11 Anfavea tabela licenciamento total 12 meses

Emplacamentos totais de autoveículos (Fonte: Anfavea)

 

Ranking de outubro e dos dez meses do ano

As marcas campeãs do mês foram a Kia, com um crescimento de 37% sobre setembro, graças ao lançamento da nova geração do Sportage (foto de abertura), seguida pela Fiat, com +11%, Jeep, com os mesmos 11% e Chevrolet, com +5%.

Ao contrário do anunciado na mídia, de que a VW atingira solução para o fornecimento de itens de seus bancos, seus números de produção e vendas mostram que isso não foi totalmente equacionado e ela amargou outros 10% de queda de emplacamentos e uma inédita 7ª posição no ranking, com 10.643 veículos, nível semelhante a um fabricante bem menor como a Honda. No frigir dos ovos, parece que consumidores de VW Gol têm optado por marcas concorrentes e a marca alemã terá de trabalhar duro para trazê-los de volta aos seus concessionários.

Outubro foi também desafiador para a Citroën, cujas vendas caíram 15%, para a Nissan, com -16% e Suzuki, -22%. Nos dez meses do ano, a queda acumulada de vendas para todos segmentos é de 22%. A única marca que apresentou crescimento em toda essa turbulência foi a Toyota, com +1%. Mas Hyundai, -4%, Nissan, -6% e Peugeot, também -6% vem enfrentando o encolhimento de mercado melhor que seus concorrentes.

As vendas do Onix seguem surpreendendo, emplacou em outubro 14.087 unidades, um salto de 11,9% sobre o mês anterior e reina absoluto no segmento dos modelos compactos. Esse segmento encolheu este ano 23% e apresentar alta acumulada de 21% nos dez meses significa um feito extraordinário para a marca da gravata. O Hyundai HB20 não deixou por menos, emplacou 11.350 no mês, ou +13,3%, vendeu 10% a mais no acumulado do ano e abriu distância do terceiro colocado, o Ford Ka. Em seguida vem Sandero, Prisma, Corolla, Renegade. Mobi escalou algumas posições e já figura em 10º.

Excetuando os suves dos quais falaremos mais adiante, Onix, HB20 e Etios hatch e sedã, e Hilux, são os únicos modelos a apresentar alta acumulada nos emplacamentos, todos eles apresentaram seus modelos 2017 com novidades importantes e nocautearam os seus concorrentes.

Nas picapes, a Toro em seu nono mês no mercado assumiu a liderança com 4.288 unidades, despachando a sua irmã Strada para segunda posição, com 4.234, seguido da Hilux, com 2.468. Analisando os primeiros dez meses, a média da Toyota foi a única a apresentar alta nas vendas de 2%. Pode parecer modesto, mas o segmento de comerciais leves caiu 19% na comparação com mesmo período de 2015. Uma coisa que a Toyota tem a mais que os outros é a fidelização do cliente e isso conta muito em períodos de baixa, parece vacina anticrise. A S10, Triton e Amarok foram as que perderam mais espaço, a despeito de o modelo Chevrolet haver recebido atualizações estéticas e de trem motriz.

Sempre esse senhor mercado nos aprontando novidades. Vale destacar que o modelo Mitsubishi L200 Triton renovado iniciou produção recente e deve apresentar melhora nas vendas. A picape média VW tem também novidades estéticas para 2017 e um potente V-6 turbodiesel a caminho; depois vem a nova geração da Nissan Frontier, ou seja, a dinâmica do segmento segue ativa.

 

O fenômeno suve compacto no Brasil

No Salão do Automóvel 2016 vimos o lançamento de mais dois novos modelos de suves compactos, o Hyundai Creta e Honda WR-V, ambos com produção local a se iniciar nas próximas semanas. Com eles, teremos um total de onze modelos, sendo somente o Kicks e o Tracker vindos do México. O Nissan deve passar a ser produzido na fábrica de Resende a partir de 2017, deixando de limitar-se às cotas de volume do acordo bilateral com aquele país, o que vem restringindo as suas vendas aqui.

No acumulado até outubro, esses suves somaram vendas de 175.010 unidades, alta de 18% sobre mesmo período de 2015, ano em que o Honda HR-V e Jeep Renegade foram lançados. Há um fato curioso, no entanto, que parece relacionado. Quando olhamos para o segmento dos sedãs médios, estes situam-se em faixa de preço bastante similar ao dos suves compactos. Sempre na comparação de mesmos dez meses, notamos queda de cerca de 38 mil unidades — 149.496 para 111.193 veículos —, enquanto os suves compactos tiveram alta de cerca de 26 mil unidades (sempre números Fenabrave, de 148.805 para 175.010). Tirando contração de volume, é quase como uma migração de compradores de um segmento ao outro. O único sedã médio que manteve sua clientela fiel foi o Corolla, suas vendas foram praticamente iguais e imunes ao fenômeno suve. Outro fenômeno merecedor de estudos.

Se olharmos três anos atrás, as vendas de sedans médios em dez meses foram de 166 mil unidades, com praticamente o mesmo leque de modelos de hoje. Mas só havia quatro modelos de suves compactos, que acumularam 114 mil unidades nos mesmos dez meses de 2013. Ou seja, na comparação dez meses de 2013 com 2016, os suves cresceram 61 mil unidades e sedans médios encolheram 55 mil.

Essa migração de compradores de sedãs para suves não é exclusividade daqui, bem a absorvemos de outros mercados. Guardadas as devidas proporções, neste ano o segmento de sedãs médios dos EUA — Toyota Camry, Honda Accord, Nissan Altima, Chevrolet Malibu, Ford Fusion, doze modelos — também perdeu em volume total para os suves e picapes. Na divisão de macrossegmento que se faz na América, “trucks” engloba picapes, suves e “non-trucks”, automóveis de passageiros, já faz um tempo. Os “trucks” passaram a ter fatia superior a 50% do mercado. Em 2016, de cerca de 17 milhões e meio de veículos, essa conta ficou respectivamente em 10 milhões de “trucks” e sete milhões de automóveis. O Brasil está longe dessa realidade, exceto pelos suves.

Portanto, esse fenômeno que presumo deva ter estudos aprofundados e merece outros mais ainda sobre perfil do consumidor, comportamento, desejos etc., nos ajudaria a entender o que leva um cidadão mudar a sua preferência, procurar um veículo, mais alto, mais caro, mais pesado e pior de consumo de combustível e desempenho, cujos principais diferenciadores ele não os apreciará, tampouco fará uso na maior parte das vezes e, em troca, perde estabilidade, dirigibilidade, dinâmica veicular. Quando queremos simplificar nossa interpretação daquilo que não compreendemos, encontramos essa explicação na palavra modismo, moda sabe-se ser algo efêmero, contudo os suves já tem mais de 30 anos e nunca estiveram tão em alta.

Até o mês que vem.

MAS

 

Fonte: Fenabrave  MERCADO EM OUTUBRO, VENDAS ESTAVELMENTE BAIXAS 2016 11 11 Fenabrave ranking licenciamento autom  veis out16

Fonte: Fenabrave

 

Fonte: Fenabrave  MERCADO EM OUTUBRO, VENDAS ESTAVELMENTE BAIXAS 2016 11 11 tabela comerciais leves fenabrave

Fonte: Fenabrave

 

Fonte: Fenabrave  MERCADO EM OUTUBRO, VENDAS ESTAVELMENTE BAIXAS 2016 11 11 Fenabrave ranking licenciamento marcas

Fonte: Fenabrave

Sobre o Autor

Marco Aurélio Strassen

Engenheiro Mecânico pós-graduado em Finanças e Marketing trabalha há vários anos na indústria de autopeças e faz a análise mensal sobre mercado especialmente para o AUTOentusiastas.

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  • Programador Maldito

    Eu não queria estar na pele de alguém que trabalha na VW agora…

  • SDS SP

    Tomara que melhore e de maneira mais estruturada. Não aquele boom dos anos anteriores à crise que foi sustentado de maneira artificial.

  • Ricardo Blume

    Pessoal do AE, façam uma matéria sobre renovação de frota. Acredito ser uma das saídas para as fabricantes no Brasil. A Golden Age que elas tiveram poucos anos atrás acredito que não se repetirá, afinal o governo perdeu muito com incentivos fiscais, doações e esperanças. Acabaram acostumando mal as multinacionais fabricantes de veículos, inundando as estradas com novos carros e endividando o povo.

    • Fat Jack

      O problema da renovação da frota é a de sempre: quem paga a conta?
      O governo não tem dinheiro, os fabricantes não têm motivo para se arriscarem numa empreitada dessas e os consumidores só entrarão nessa por força de taxas impostos ou outro tipo de assalto instucionalizado não tão fácil de ser aprovado atualmente.

  • Luiz AG

    Primeiro VW aparece em 14º … tempos ruins para quem já deteve mais de 50% do mercado.

  • Roberto, só há dois tipos de consumidor-motorista, o que gosta de automóvel e o que gosta de caminhão, especialmente da (falsa) visão de comando da estrada; quem gosta de automóvel não vê nenhuma vantagem na “visão de comando da estrada” e (realmente) não precisa dela para comandar coisa alguma; o que importa é dirigir. Quem gosta de caminhão (> 1,50 m de altura) releva o movimento da carroceria em torno do eixo transversal (pitch) devido à altura, quem gosta de automóvel adora a ausência desse movimento. Há quem ache que altura é documento, há quem ache que quanto mais baixo o veículo (1,50 m <) melhor, não precisa desse documento. E assim caminha feliz a humanidade.

    • Diego Mayer

      Ele fez um texto enorme que só corrobora o já sabido: consumidores de SUV são guiados por aspectos emocionais (geralmente buscando compensar algo). É o salto alto automobilístico.

    • BS, isto sem falar que dirigir um caminhão desses exige maior conhecimento do motorista, coisa que praticamente ninguém que compra se dispõe a compreender. Também não entendem as implicações das suas escolhas.
      São carros maiores, com maior (e pior) raio de curva, não passam em espaços que carros pequenos passariam folgados e atravancam quem vem atrás e poderia seguir, não enxerga um carro baixo ao seu lado, estacionam mal das vagas estreitas de supermercados, geralmente comprometendo outra vaga, entre outros .

      Além disso, acredito que nem preciso ser muito técnico para que os leitores entendam um problema importante.
      Nossas ruas já andam lotadas de carros. É a saturação da malha viária urbana. Agora comece a trocar carros pequenos como Gol e Palio por suves. O espaço físico é finito e praticamente imutável, então quanto mais carros, menos espaço para cada um deles. Substituir carros pequenos por grandes, que exigem mais espaço, é um caminho para agravar os congestionamentos das cidades.

      Carro é uma ferramenta. Um tipo para cada tipo de uso. Persistir no uso de um tipo errado de veículo para a aplicação que é feita dele trás inconvenientes não só para o motorista como para todos à sua volta.

    • iBoost

      Roberto, belíssimo texto.

      Concordo em gênero, número e grau. Atualmente tenho em casa um Tiguan e um Golf Highline e posso afirmar que prefiro dirigir o carro baixinho.

      Entretanto, mesmo preferindo o Golf ainda vejo algumas vantagens como maior espaço interno, menos dificuldade de transpor vias esburacadas, entre outros.

      Já dirigi muitos SUVs, sendo os últimos um Renegade 2,4 e um Tucson 2017 (G3) e mesmo assim prefiro a dirigibilidade do carro menor. Realmente o Tiguan é oque mais se assemelha a um carro.

  • Danilo Grespan

    E o que será que acontecerá com o Gol? Será que esse icone sairá do mercado mesmo?

    • Danilo, por que, você tem lido isso no “ciberautoterrorismo”?

  • Comentarista, que “fato” é esse, pode explicar?

  • Fat Jack

    Pelo que eu tenho visto, mão de obra disponível é o que mais há, não representando problema. Não sei na área automobilística, mas em outras (como o de engenharia de infraestrutura) o empresariado está aproveitando a crise para diminuir os custos com folha de pagamento oferecendo vagas com salário até 60% abaixo do período “pré-crise”.

  • Marcio

    Caro Brenno,
    Ao meu ver quem lançou a “moda” foi a Ford através do EcoSport. Fiat e VW tentaram enganar com as séries “cross” e “adventure”. Hoje olhando o sucesso da Duster, do HR-V e do Renegade, percebemos o tamanho do erro na estratégia.
    Outro segmento para olhar com carinho é o das picapes verdadeiramente médias (Oroch e Toro).
    A Amarok também podia ser um pouco menor e custar um pouco menos, não acha?
    A maioria das pessoas, incluindo eu e você, viveria muito bem com um up!. Mas o mercado, que um dia já adotou o Fusca como preferido, hoje adota os SUVs. Será que o critério “com esse eu ando em qualquer lugar” não está predominando até hoje? Afinal, ruas e estradas mal pavimentadas é o que mais temos. Antes um Fusca era a opção. Hoje é um jipinho.

    • Brenno

      Esqueci do Eco! Pois é, ouvi justamente essa frase: “com esse eu ando em qualquer lugar” e o mais engraçado: não era um SUV, Jeep, caminhonete. Pasme! Um Uninho 2-portas! Sem brincadeira, há situações na terra que uma Hilux, 4×4 por exemplo, ou se equivale ou perde para ele.

  • Agradeço o comentário, Percival.

    • Percival Camargo

      Eu é que agradeço.

  • Mas Dr. Dercílio, o sr. não tem na família alguém que rode muito por estradas, coisa de 50.000 km por ano, somente em sedãs? (rsrsrsrs)

    • Dercílio

      Opa, presente professor! (kkkkkk). E o mais interessante é que, apesar dos 200 km/dia, não me canso de rodar — de sedã, bem esclarecido. Forte abraço e até 27/11!

      • Até o dia 27, será um prazer encontrá-lo novamente!

  • Percival Camargo

    Se não me engano o problema do Fiat Mille era adequá-lo às exigências de airbag e ABS… rsrs… Vixe, acabar com Gol… é pior do que pensei!

  • Comentarista, quem estiver no caminhão tem mais chances de sair vivo do que quem estiver em qualquer carro, independente de porte. Morre igual.

  • Comentarista, quem estiver no automóvel, de qualquer porte, estará mais sujeito a lesões. O mesmo numa colisão de caminhão e suve.

  • Brenno

    Exato. Não vendia bem. Estava anos-luz à frente do Gol.
    Porém, o Polo atual, europeu, está pronto. Trazê-lo, dar um tapa brasileiro e chamar de Gol. Pronto. A VW está com a faca e o queijo!

  • CignusRJ

    Há anos não entro em uma concessionária para comprar carro zero. No máximo faço uns test drives em alguns carros e olhe lá. Mas nunca foi muito diferente disso não.

    Uma vez cheguei a ser destratado por uma vendedora que por eu estar bermuda e camiseta falou pra eu me afastar do carro.
    Ah… dias depois fiz questão de voltar à concessionária. Parei meu carro zero na porta da loja (o último que comprei, roubado com 8 meses) entrei e chamei o gerente. Mostrei meu carro e disse que só não comprei o Polo por causa do comportamento aviltante da vendedora.
    Que fim ela levou? Não faço ideia nem me interesso.

  • Brenno

    Exato! Tenho o meu Fiesta nessa cor, não por ter escolhido, mas pela ocasião. Temos em casa um Clio vermelho Cereja que eu, particularmente, gosto bastante da cor. Na rua é engraçado. Uma fila de veículos com cores chatas estacionados e o Cerejão lá no meio hahahaha. O Fiesta vale de tabela 8.500 e o Clio 12.000. De mercado, 6.000 e 10.000. Do jeito que a coisa anda, já nem penso mais no preço de revenda.
    Abraço!

  • João, e o que repõe a minha Ipanema com 20 anos de uso com porta-malas de 1000 litros sem rebaixar o banco traseiro?
    E eu acho a Ipanema um carro grande.

    Minha prima comprou há poucos meses um Fox. Não é o meu tipo de carro, mas é bem mais fácil de manobrar, estacionar, trocar de faixa e coisas assim.

    Também gostei muito no up!, especialmente a versão TSI, mas fui fazer um test drive e a coluna B ficou dolorosamente batendo no meu ombro a cada buraco. Adorei o carrinho, mas é como uma calça apertada. Não dá.
    Mas esses dois de novo pecam onde a Ipanema tem fartura. Levo muita tranqueira e compra de supermercado. Nesses dois carros da Volks o espaço iria ficar apertado para mim.

    Em compensação já peguei alguns carros grandes e a sensação em trânsito urbano é a pior possível. Me sinto um elefante numa loja de cristais.

    Nada contra carro grande, mas como já dizia o velho ditado, cada macaco no seu galho.

  • Corsario, concordo totalmente.

  • Mr MR8

    Não discordo. Mas um bom vendedor tem que discernir o “turista” que entra no showroom para jogar conversa fora do potencial comprador que, no caminho para o clube, parou ali na concessionária para ver o carro novo e pretende seriamente negociar, a despeito de estar trajando bermudão, camisa do Vasco…

  • Pablo Lopes

    Vide comentário do Cosrsário Viajante.

  • Pablo Lopes

    Ótimo o texto amigo, muito bem explicado

  • Pois o carro que me senti menos “seguro” foi justamente um Scénic. Quase capotei num curva boba com pista molhada por nada… uma freada mais brusca para desviar de uns imbecis que estavam parados, com som ligado, bebendo e fazendo uma “festinha” à beira da pista, logo depois da curva…

  • Diego Mayer

    Engraçado que a mulherada pode trabalhar de sandália, regata e saia. Já os homens precisam ficar enclausurados em roupas sociais, totalmente inadequadas ao clima do nosso país, e pior, caso não as usem, ainda são maltratados numa concessionária.

  • CNunes, ajudo-o a entender: em regiões livres de neve e de formação de gelo nas vias, controle de estabilidade é supérfluo; o de tração, mais ainda. Ambos ajudam a conseguir estrelinhas NCAP mais do que qualquer outra coisa. Entendeu por que se compra Corolla?

  • Diego, dosando potência consegue-se tração tanto quanto com o ASR. Ele apenas facilita a vida de quem não tem sensibilidade no pé direito, daí ser supérfluo. Em verdade, o controle de tração surgiu antes do controle de estabilidade e aplicado nos carros de tração traseira para evitar saídas de traseira por excesso de potência. Que dirigiu ou dirige Opala 4100 sabe bem o que é isso.