A Ford reuniu a imprensa de importantes mercados da Europa Ocidental e Oriental para promover o lançamento do Ka+, nome da versão hatch naquele continente. Com o compacto criado no Brasil, combinando atributos como amplo espaço interno, baixo consumo de combustível e equipamentos de segurança e conforto, a Ford abre essa nova etapa de vendas nos países do Reino Unido, além da República Checa e, nos próximos dias, a Hungria.

O nome europeu Ka+, que no Brasil designa o Ka sedã, visa a diferenciar o modelo da geração anterior vendida na região. Ele vem com vários equipamentos de série e um leque de cores que inclui a versão exclusiva “Black and White”, com carroceria nas cores preto e branco, personalizando este lançamento na Europa.

No Reino Unido, o evento de apresentação foi realizado no Parque Olímpico de Stratford, em Londres, com a participação de  jornalistas especializados e de várias outras mídias. Na República Checa, o test-drive reuniu na capital Praga um grande número jornalistas especializados. Em ambos os casos, a imprensa destacou o espaço interno, em que três passageiros no banco de trás contam com bom espaço para ombros, pernas e cabeça, mesmo pessoas altas.

O hatch chamou a atenção pelo desempenho ágil e rendimento combinado de mais de 20 km/l do motor 1,2 T-VCT a gasolina, nas versões de 70 e 85 cv, e do câmbio manual de cinco marchas aplicados à linha no mercado local. Ao lado do Fiesta, o Ka+ amplia a oferta da Ford no segmento de compactos, que vêm crescendo na Europa, principalmente nas versões de entrada.

Em relação ao modelo vendido no Brasil, o Ka+ europeu traz modificações como a suspensão rebaixada em 10 milímetros (é vergonhoso no Brasil precisarmos maior altura de rodagem devido aos dejetos viários chamados lombadas e valetas) e direção para atender as condições das ruas e estradas da região. São de série seis bolsas infláveis, monitoramento da pressão dos pneus e controle de estabilidade, entre outros itens, e opcionalmente pode vir com controle automático de velocidade, bancos dianteiros com aquecimento, sensor de ré e aquecimento nos espelhos externos rebatíveis.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Renato Texeira

    Acho estranho a ford não oferecer até o momento (aqui no Brasil e agora na Europa) o Ka e o Ka+ com câmbio automático/automatizado. Ainda mais levando em conta que já existe esta opção na Índia e tambem em todos os concorrentes do Brasil.

  • Waldiney

    Acho que o mais vergonhoso não é os 10 mm, mas as seis bolsas infláveis e etc.

  • Cristiano Queiroz de Albuquerq

    Por que esse motor super econômico não chega aqui?

    • Luiz AG

      Porque aqui ninguém exige nada. Povo que se acha um nação de espertos mas não passa de um bando de idiotas

  • Marcelo Conte

    Esse Azul Aurora para mim eh uma das cores mais bonitas de todos os tempos da Ford .

    • ene

      Aqui no Brasil venderia pouco. Uma das soluções seria nominá-la de prata-lazúli, porque tem até cor dourada com o nome de prata.

      • Diogo

        O Corolla de duas gerações atrás fabricado aqui no Brasil tinha um azul bem clarinho com o nome de prata Aquamarine. Adivinha qual a cor no documento? Prata. O que não se faz para evitar mico…

      • Marcelo Conte

        Muito bom, tem razão.

    • Brenno
      • Marcelo Conte

        Para azul eu sou suspeito para falar. Os tons da Ford sempre são surpreendentes, como também é muito bonito esse azul imperial, bem legal mesmo.

  • Dieki

    O Ka nacional tem as 6 bolsas disponíveis ou apenas duas? Isso é realmente mais vergonhoso. Poderia ser da altura da Ranger e vir com pneus BF, mas que viesse com todo o aparato de segurança. Embora, a linha Ka tenha todos os auxílios eletrônicos disponíveis. A vida do europeu deve valer muito mais que a nossa mesmo.

    • ene

      Lá o consumidor exige. aqui espera leis do ‘des’Governo.

    • Matheus Ulisses P.

      Lá a indenização por um braço quebrado num acidente é maior que perda total de um veículo novo!

    • Marcio Santos

      Apenas duas, e esp somente nas versões SEL, nas outras não. Na inglaterra o carro mais barato do mercado é o sandero, e este vem de série com quatro airbags e esp, neste modelo não tem rádio, vidros ou travas elétricas, a direção é mecânica e não tem nem ao menos ar quente de série, mas tem quatro airbags e esp.

  • Ronaldo

    Rodinhas bonitinhas, a Ford deveria oferece-las aqui.

    • Marcelo Conte

      Bonita mesmo, parece as rodas do Focus S 2014.

  • Lucas Sant’Ana

    Esse Ka europeu tem repetidor de pisca no corpo do carro e nos retrovisores ao mesmo tempo, ou é impressão minha? A primeira vez que vejo isso. Vai agradar quem prefere na lataria (meu caso) e quem prefere no retrovisor (os que acham que é item de estética).

  • ene
  • sr alguém

    O interessante é que a Ford cogitou a importar o Ka europeu na época das gerações anteriores para o Brasil. Mas ao invés disso, reestilizou o modelo em 2008 e criou essa nova geração. Agora aconteceu o contrário, os europeus investindo num carro desenvolvido aqui…

  • Caio Ferrari

    A injeção direta faz boa parte do serviço em trazer economia, veja o caso do UP TSI.

    A não inclusão da injeção direta aqui de nada tem a ver com a exigência do mercado mas sim economia de custos.

  • Caio Ferrari

    Esse carro foi uma grata surpresa para mim. Muito confortável, silencioso e muito bom de curva. O motor 1,0 L dele é muito ótimo, e achei que o 1,5 L com muita sobra de potência. Seria bem interessante a versão 1,2 L.

    A Ford do Brasil está de parabéns. A minha única crítica, é a restrição do computador de bordo às versões SEL. Neste caso, não se trata de um painel diferente com um display maior, mas sim a Ford desabilitar propositalmente as funções do computador de bordo nas versões mais baratas. Um absurdo!

  • Dieki, é, realmente, por não ter ESP o Corolla é um perigo, ninguém deveria comprá-lo…