Esta matéria é mais uma imersão no mundo dos detalhes de veículos Volkswagen brasileiros que poucos conhecem dado o curto tempo em que eles fizeram parte da produção — no caso, o artigo disseca o VW Brasília ano-modelo 1973. Hugo Bueno, mais uma vez, colaborou com informações preciosas.

O objetivo aqui não é contar a história do Brasília, mas mergulhar características do raro modelo 1973, lançado em junho e produzido até meados de setembro, pois já em outubro de 1973 era apresentada a nova linha Volkswagen para 1974, incluindo o Brasília recém-lançado e que já trazia modificações.

Fabricado por pouco mais de quatro meses, esse Brasília “inicial” apresenta algumas características sutis que foram alteradas já para o ano-modelo 1974 e que dependem de um “olho clínico” para serem encontradas, principalmente considerando que uma boa parte dessa leva, oriunda da “primeira fornada” composta por poucas unidades, foi desaparecendo ao longo do tempo.

ag-64-foto-01  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 01

Matéria do O Globo de 30 de março de 1973; interessante a maneira de chamar o carro: “Volks Brasília”

Em março de 1973, ou seja, bem próximo ao seu lançamento, o jornal O Globo flagrou um protótipo camuflado do novo veículo da Volkswagen rodando na pista da antiga fábrica Vemag, instalação incorporada à Volkswagen do Brasil em 1967.

Àquela altura, com o novo veículo já sendo conhecido pelo seu nome definitivo, VW Brasília, a matéria descrevia em que condições o novo carro foi fotografado e como seriam suas características definitivas, incluindo a estimativa do seu valor de venda e esclarecendo para os leitores como deveria ser seu posicionamento no mercado.

A reportagem chamou atenção também para a rapidez com que este projeto foi desenvolvido, comparando-o outros projetos da indústria automobilística brasileira, um contraste considerando projetos extremamente longos, tal qual o da Kombi Clipper, como visto em outra matéria aqui mesmo na coluna.

Mas o elo entre o mostrado no jornal e o assunto que tratado aqui é exatamente quando ela cita que a Volkswagen, como estratégia de marketing, anteciparia o lançamento da sua linha 1974 para junho de 1973, coincidindo com o aparecimento do Brasília, aumentando assim o impacto do lançamento do novo modelo. Como também vimos em outra matéria aqui mesmo nessa coluna, a Volkswagen utilizou esta mesma estratégia no lançamento de sua linha para 1971, em agosto de 1970, quando foram apresentados o Fuscão, o TL e o Karmann-Ghia TC. Apesar da expectativa da aplicação dessa estratégia pela fábrica, o fato é que ela não aconteceu, ficando a apresentação da linha passeio 1974 mais para o final do ano.

ag-64-foto-02  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 02

Reportagem do O Globo no dia do lançamento do carro em Guarujá, SP

Finalmente, em 8 de junho de 1973, na cidade litorânea de Guarujá (SP), o VW Brasília foi lançado, tendo o jornal O Globo publicado reportagem neste mesmo dia. O texto apresentava as principais características do novo Volkswagen, seu preço e a faixa de mercado em que ele estaria posicionado. Essa matéria tratou unicamente desse lançamento e não trouxe informações sobre a linha Volkswagen para 1974.

Modernidade

Destaque foi dado para a modernidade de suas linhas e sua semelhança com o pequeno Morris Mini/Austin Seven inglês (Morris e Austin eram marcas da British Motor Corporation e era o mesmo carro com nome diferente). A campanha de lançamento do VW Brasília em 1973 destacava justamente a modernidade do projeto e a inspiração nos modelos europeus, que àquela altura eram o sonho de consumo do mercado brasileiro.

Outra característica marcante e que foi muito explorada pela Volkswagen era que seu novo carro era compacto por fora, porém amplo por dentro, acomodando com conforto cinco passageiros adultos, característica que marcou e acompanhou o Brasília ao longo de toda a sua vida de nove anos.

Uma expressão muito interessante utilizada pela Volkswagen em seu material promocional de lançamento era que o novo carro possuía “espaço interno para cinco pessoas gesticulando” e não espremidas sem poder se mexer em seu interior. Confira isto nas páginas 4 e 5 do folder de lançamento editado em maio de 1973, um mês antes do lançamento:

Além das propagandas impressas, houve a veiculação na mídia televisiva, já que naquele momento os aparelhos de TV em cores estavam se popularizando no Brasil, levando a propagandas coloridas que causavam grande impacto visual. Veja dois spots de TV do lançamento:

Primeiro filme

Segundo filme

Analisando as fotos do folder de lançamento, pode-se identificar uma série de características, especificamente no painel, que ou não foram introduzidas no modelo definitivo, ou que fizeram parte somente do ano-modelo 1973. Três itens específicos não fizeram parte do veículo definitivo: a face frontal do painel contendo ranhuras horizontais, os botões de plástico duro sem ideograma de função e a tampa do cinzeiro na mesma cor do painel.

ag-64-foto-10  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 10

Detalhe do painel conforme o folder, onde se podem ver as ranhuras

Agora, olhando para o mesmo painel, quais seriam as características específicas do ano-modelo 1973, aquele que só existiu entre junho e setembro? A principal delas é o volante cujo modelo conhecido por “cálice”, com o semiaro de buzina, foi trocado em toda a linha passeio 1974 para o modelo com grande acionador de buzina de plástico, conhecido por “bumerangue”.

ag-64-foto-11  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 11

Na descrição do painel o volante tipo “cálice”, publicado pela revista Quatro Rodas em junho de 1973

A característica mais sutil e provavelmente até desconhecida pelos aficionados é a ausência do rebaixo horizontal estampado na parte inferior do painel de instrumentos, circundando os botões de acionamento dos faróis, limpadores de para-brisa e afogador, inclusive na posição prevista para a instalação do acendedor de cigarros que era acessório, conforme pode ser visto na foto do painel no folder acima, em suas páginas 6 e 7. No modelo 1973 o painel é liso, sem rebaixos, existindo apenas um de formato arredondado indicando o espaço reservado para a instalação do acendedor. O que contrasta com o painel do modelo 74 em diante, como pode ser visto na foto abaixo:

ag-64-foto-12  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 12

Painel dos VW Brasília pós-modelo 1973 (Acervo Hugo Bueno)

 

Em 22 de junho de 1973, o jornalista Fernando Mariano publicou no jornal O Globo o teste com o recém-lançado modelo da Volkswagen, destacando suas qualidades e seus defeitos:

Com o título, “Brasília, melhor opção da Volks para o consumidor”, o jornalista cita que este era o melhor Volkswagen produzido até aquele momento no Brasil. Outra observação que foi feita foi sobre o painel: “O volante, igual ao da Variant, está em desacordo com o moderno estilo do painel, muito bonito”. Talvez essa tenha sido a impressão do mercado de uma maneira geral e o motivador para que a Volkswagen atualizasse seu novo modelo pouco depois do lançamento, introduzindo um novo volante, de aparência mais moderna, para a linha 1974.

Recentemente, um VW Brasília da “primeira safra” de 1973, foi visto em um encontro de veículos antigos no Rio de Janeiro. Apesar da utilização de alguns acessórios, uns de época e outros mais atuais, o veículo conservava intactos itens difíceis de encontrar hoje em dia. A cor, azul Niágara, é exclusiva do ano/modelo 73/73.

Para a linha 1974, foram introduzidas duas novas tonalidades de azul, o Caiçara, mais claro e o Safira, um pouco mais escuro, saindo de linha o azul Niágara.

ag-64-foto-17  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 17

VW Brasília ano-modelo 1973-1974, cor azul Caiçara; note os “poleiros” dos para-choques (Acervo Hugo Bueno)

Veja fotos atuais de um Brasília ano-modelo 1974 na cor azul Safira (Acervo Hugo Bueno):

Suas características não deixam dúvidas de que foi um dos primeiros Brasília deixar a linha de montagem, pois até o número do chassi está entre os cem primeiros fabricados, o que é ratificado pela gravação do logo da época utilizado pela Volkswagen e da data 04/73 na roda, ainda original, do estepe, data anterior à do lançamento.

Cabe ressaltar que este modelo de roda, de 14 polegadas com pneus 5.90-14, foi lançado com o Brasília e posteriormente utilizado no VW Sedan 1600-S, o Bizorrão, e no VW Sedan 1600, que veio logo após essa série especial. As demais rodas deste carro são modelo esportivo de época, da marca Scorro. Seguem fotos do acervo Hugo Bueno:

Para os aficionados em originalidade, detalhes como os vidros, as lanternas dianteiras e traseiras são os originais, apresentando o logo “VW”, compatível com o ano do carro e muito raras de se ver. Faróis, também os originais Cibié, lâminas dos para-choques aparentemente originais dotadas dos  “poleiros” de época. O macaco original e o triângulo Polimatic de “bolinhas” completam a série de itens raros de se encontrar em bom estado.

Outra peça muito rara é a saia gradeada traseira “curta”que, no caso deste exemplar provavelmente seu primeiro proprietário tenha soldado duas peças para ocultar completamente o silenciador, problema que a Volkswagen resolveu introduzindo a saia “longa” na linha para 1975. Seguem fotos do acervo Hugo Bueno:

No interior é que encontramos um misto de originalidade e acessórios de época. O painel parece perfeito, sem trincas e apresenta o volante tipo “cálice” original. O rebaixo, estampado ao lado do cinzeiro onde ficaria o acendedor de cigarros opcional, evidencia esta como uma das primeiras carrocerias estampadas. Como acessórios de época temos o relógio da marca Horasa, a tampa do porta-luvas com fechadura (originalmente não tinha tampa), o termômetro de painel e “Capas Copacabana” forrando os bancos e laterais.

Possivelmente, a forração original ainda deve estar sob as capas, exceto sob a forração das laterais. A forração do piso, tipo “carrapatinho”, foi substituída por um tecido tipo carpete; foram instalados alarme e vidros elétricos, porém as manivelas originais foram preservadas. Seguem fotos do acervo Hugo Bueno:

Foi instalado ainda um botão de pisca-alerta, item que não existia na época mas que passou a ser obrigatório a partir de 1975 e introduzido pela Volkswagen na sua linha passeio para 1975.
No caso deste modelo fotografado, possivelmente a instalação tenha sido realizada em uma concessionária, pois a posição e o modelo do botão são exatamente iguais aos utilizados pela Volkswagen do Brasil.

Na foto institucional de época, a Volkswagen utilizou um modelo de botão aplicado em sua linha para a Europa e América do Norte, o qual nunca foi utilizado no mercado nacional. Comparando-se essas duas fotos, é possível verificar o rebaixo estampado na linha horizontal do painel, introduzido já no ano-modelo 1974.

O motor, de carburador único, com excelente aparência, é outro item raro de se ver; ostenta até a mangueira original na ligação filtro de ar–carburador:

ag-64-foto-32  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 32

Motor com detalhes originais (Acervo Hugo Bueno)

Exibe também um filtro de combustível, que se não é original, provavelmente foi instalado em concessionária, vista a qualidade do material (tubos, anilhas) utilizado.

ag-64-foto-33  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 33

Detalhe do filtro de combustível com copo de vidro (Acervo Hugo Bueno)

O veículo preserva o manual do proprietário original e imaculado, e na traseira além do logo “VW Brasília” ainda destaca-se a plaqueta da concessionária Abolição Veículos, onde o veículo foi comprado. Seguem fotos do acervo do Hugo Bueno:

Este exemplar em algum momento de sua existência teve a tampa do porta-malas dianteiro substituída pela do modelo a partir de 1976. É idêntica por fora, mas internamente o reforço estrutural utilizado até 1975 era transversal e não em formato de “V” como no Brasília em questão.

Já no dia 12 de outubro de 1973, o jornal O Globo publicava matéria apresentando a linha Volkswagen para 1974. A maior parte das novidades era aplicada aos demais veículos de passeio da linha, sendo que o Brasília ganhou o novo volante popularmente conhecido como “bumerangue” e novas cores, dentre elas os azuis Caiçara e Safira. Nada é citado sobre a diferença na estampagem do painel e qual o motivo para a Volkswagen introduzir esta alteração, quase imperceptível até mesmo para os mais aficionados, em um modelo recém-lançado.

Algumas novidades já presentes no Brasília 1973 foram estendidas para outros modelos da linha, como as calotas tipo “copinho” na cor cinza, que na verdade estrearam com a linha SP em 1972, e um novo padrão de forração para os bancos.

ag-64-foto-38  VW BRASÍLIA 1973, RARIDADE POUCO CONHECIDA AG 64 Foto 38

Artigo publicado pelo O Globo dia 12 de outubro de 1973

Quantos Brasílias desse modelo será que ainda existem, preservando suas características originais tal como em seu lançamento? Por que a Volkswagen realizaria uma mudança tão sutil na estampagem do painel em um carro de lançamento tão recente? Por que a estratégia de lançamento antecipado da linha passeio 1974 não ocorreujunto com o Brasília? São perguntas que dificilmente conseguiremos responder nos dias de hoje, ficando as possíveis respostas restritas ao imaginário de cada um!

 

AG

 

Para esta matéria contei com a intensa e inestimável participação de Hugo Bueno.
NOTA: Este trabalho traz um material histórico elaborado com cuidado e atenção, mas que pode ser passível de correções visto que se baseia, na maioria dos casos, em informações de pesquisa tanto em documentos, livros, internet ou até de testemunhos.
Nossos leitores são convidados a dar o seu parecer, fazer suas perguntas, sugerir material e, eventualmente, correções, etc. que poderão ser incluídos em eventual revisão deste trabalho.
Em alguns casos material pesquisado na internet, portanto em regra de domínio público, é utilizado neste trabalho com fins históricos/didáticos em conformidade com o espírito de preservação histórica que norteia este trabalho. No entanto, caso alguém se apresente como proprietário do material, independentemente de ter sido citado nos créditos ou não, e, mesmo tendo colocado à disposição num meio público, queira que créditos específicos sejam dados ou até mesmo que tal material seja retirado, solicitamos entrar em contato pelo e-mail alexander.gromow@autoentusiastas.com.br para que sejam tomadas as providências cabíveis. Não há nenhum intuito de infringir direitos ou auferir quaisquer lucros com este trabalho que não seja a função de registro histórico e sua divulgação aos interessados.
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

 

Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

Publicações Relacionadas

  • Rod1970, não terá.

    • Rod1970

      Obrigado Bob 🙂

  • Chico

    Alexander, parabéns belo texto e principalmente por se referir ao veículo no masculino, “O VW BRASILIA”. Me dá náuseas quando ouço alguns “entendidos” dizerem a Brasilia, a Marea, a Caravan, a BMW e já ouvi até a Opala. Grande abraço.

  • Fat Jack, o Brasília é de fato um hatchback.

  • Bacana, obrigado por ter postados esta propagandas, caro Mr. Car.

  • Grato, meu caro Maycon Correia,
    Esta é mais uma matéria da parceria com o Hugo Bueno, daquela que pesquisa detalhes pouco divulgados, portanto pouco conhecidos.

  • Que bacana, caro Leandro Fontes, seu comentários sobre nossas matérias é motivo de orgulho e satisfação. Valeu.
    Apesar do Golf ter sido introduzido na África do Sul, onde se chamava CITI, não se ouviu falar de sua possível introdução no Brasil. Mas a eventual interferência do Brasília na decisão de introduzir o Golf no Brasil naquela época é um aspecto que talvez valha uma pesquisa.

  • Chico

    Nestes exemplos que voce citou até concordo, agora ” a Marea, a BMW e a Opala ” é dose !!!!

  • Milton, embora você tenha usado gênero feminino para o seu Brasilia, são normas de redação do AE tratar hatchbacks no masculino.

  • Lorenzo, preferência pessoal não se discute, cada um fala como quer. Mas quem é responsável pela redação de qualquer veículo de comunicação, como eu, deve se ater a regras, senão a coisa vira bagunça. ‘Carro’, ‘automóvel’, é substantivo masculino e assim sempre será tratado no AE. Como a leitura dos comentários é parte integral do AE, as regras também são observadas. Quando um leitor escreve, por exemplo, ‘uma Porsche, uma Ferrari’, na moderação é feita a correção. Com relação à sua pergunta no fim, a Variant é uma perua, enquanto o Brasília é um hatchback, gêneros diferentes.

    • heliofig

      Em italiano, carro é sempre feminino (la Fiat 147, la Ferrari…). Talvez por isso muitos se refiram ao carro no feminino.

      • heliofig, em francês também, “la voiture”, la Citroên, la Alfa Romeo etc.

  • Fernando

    Não só no caso do pisca-alerta, mas itens da época de fabricação do veículo são tolerados mesmo que leis obriguem os carros novos a serem fabricados desta forma, como, por exemplo, cintos de 3 pontos, retrovisor direito e encostos de cabeça nos bancos dianteiros, tudo pode continuar como está nos carros que saíram assim de fábrica.

  • Janos Markus

    Boa. Talvez um dos modelos mais incompreendidos da VW do Brasil.

  • Rod1970

    Obrigado pela explicação, Alexander Gromow 🙂

  • Chico

    Lorenzo, não vou criar polêmica, Como o Bob disse abaixo, cada um fala como quer, e eu completo “mesmo que seja errado.” OBS: A Impala , a Porsche e a Buick, como você disse, chega a doer nos ouvidos.

  • Fat Jack, a melhor li há algum tempo numa Quatro Rodas: “O Porsche e a Ferrari são dois carros excepcionais.” O mesmo que dizer “O Mário e a João são grandes amigos meus.”

    • Angelo Genovesi

      Boa, Bob! Gostei! Ao escrever todo cuidado é pouco.

      • Angelo, certamente. E o AE entende que esse cuidado é respeito ao leitor.

  • Real Power, ficaria bem mesmo. Foi por isso que a BMW. ao resolver abolir o termômetro do líquido de arrefecimento, colocou no painel um termômetro de óleo do motor. Questão puramente estética.

  • João Guilherme Tuhu

    É mesmo. Um manômetro de óleo seria bem interessante para estes motores VW, que, apesar da robustez, tem seu calcanhar de aquiles na lubrificação.

  • Caio Azevedo

    Alexander, olhei para meu filho de 2 anos e pensei que esse Fusca faria bem para o ambiente dele. Estou fazendo como os AA: “um fascículo de cada vez”. Se um dia eu não puder mais arcar com os fascículos, terei a oportunidade de dar um belo exemplo de desapego ao meu filho. Resumindo: ou dá certo ou dá certo. Obrigado pelos votos de sorte.

  • Fórmula Finesse

    Que saísse de linha o Fusca antes do que a Brasília: que era bonita, espaçosa e tinha tudo que o Fusca tinha de bom, sem seus maiores pecados…#prontofalei – rsrsrsr

  • Thyago Szoke

    Caso um dia tenha interesse em abrir as portas desse museu… eu serei o primeiro da fila! E faria questão até de pagar a entrada!

  • Tem gente que não tem muito o que fazer mesmo, não é, Alexsander Melo?

    • Alexsander Melo

      Verdade, mas é curioso.

  • Caro Fernando, grato pelo comentário!!!
    Em julho de 1980 foi lançada a Norma Técnica Nr. 6066 que regulamentou a numeração de chassi para os veículos nacionais – PB – 720/79. A Volkswagen passou a seguir esta regulamentação a partir de 1983 – e o número codificado de chassi passou a incluir a informação do ano/modelo. Até lá vigia a numeração do chassi. No caso do VW Brasília não havia uma plaquinha com a indicação do ano de fabricação.

  • Depois manda fotos desta raridade, caro Milton Flávio do Couto.
    Vamos conferir onde é que ela se encaixa no cotexto deste artigo, para isto a foto do paniel será muito importante…

  • Aha… Muito bom que você me relembrou disto caro Carlos Meccia…
    Aceita ataques prospectivos a seu acervo???

  • C.A. Oliveira, “a” Puma, “uma” Cadillac, “uma” Ferrari…

  • Erlon Radl

    Feito!

    http://3.bp.blogspot.com/-LJYPbf3L50s/UKOY36TmbcI/AAAAAAAAF2Q/UUZMNux4cI0/s1600/b3.jpg

    Lembrei porque meu primo teve uma 1981 verde que tinha o conta-giros, mas em vez de óleo tinha um econômetro!

  • Fat Jack

    Aff!
    Mais uma ideia digna de troféu!

  • Valeu caro C.A. Oliveira,
    O uso do masculino na denominação do VW Brasil foi motivo de um intenso debate. O Bob Sharp esclareceu o assunto do seguinte modo: ” ‘Carro’, ‘automóvel’, é substantivo masculino e assim sempre será tratado no AE. Como a leitura dos comentários é parte integral do AE, as regras também são observadas. Quando um leitor escreve, por exemplo, ‘uma Porsche, uma Ferrari’, na moderação é feita a correção. Com relação à sua pergunta no fim, a Variant é uma perua, enquanto o Brasília é um hatchback, gêneros diferentes.”
    Interessante o seu relato sobre os VW Brasília que seu pai teve, aliás muitos dos comentários a esta matéria descrevem VW Brasílias que as respectivas familias tiveram.

  • Sandoval Quaresma

    Muito interessante a história, assim como todas as colunas do Sr. Gromow.
    Do Brasília, lembro de alguns na família, todas de antes de 1980 e em todas havia um detalhe que me fez escrever neste espaço. Era o velocímetro, que só “acordava” após o veículo passar de 40 km/h. Era insólito esse comportamento e só na aceleração, pois quando diminuindo o ritmo, o ponteiro baixava normalmente até a posição inicial. Não saberia dizer se era defeito, mas isso acontecia em todas os “Brasas” que pude andar.

  • Minerim, a classificação do Brasília como camioneta foi errada, trata-se de um hatchback.

  • Rogério, sem problema, desde que você trate João por “a João”…. (rsrsrs). Passar a considerar Brasília como masculino é apenas hábito.

  • Igualzinho, mesmo caso…

  • Edu Souza

    https://uploads.disquscdn.com/images/d320e151a6179d56dc550cec3b8d6b763977c70032a719d427bfb02e279d948d.jpg Que matéria bacana! Parabéns!
    Sou apaixonado por Brasilia. Tenho uma 74, azul safira, toda original, com 37 mil kms rodados.

  • Edu Souza

    E nas primeiras Brasilias também não havia aquele desenho de uma bateria. Era um outro símbolo. Na minha é assim https://uploads.disquscdn.com/images/249a67fecdeb997b828ecb00f10ecf4490974283241e124ae1bda345fd5556fe.jpg