Já está funcionando o site da Vespa no Brasil, e dia 10 de outubro começam as reservas para as unidades que já começaram a chegar, importadas prontas da Itália.  As motonetas ou scooters que inventaram a categoria voltam depois de muitos anos fora de nosso mercado, e pretendem buscar clientes jovens e conectados nas modas, além daquele cliente de mais idade que tem histórias com Vespas do passado. E também aquele entusiasta mais novo que cresceu andando em motos pequenas e aprendeu a gostar dessa italiana de charme inigualável.

Por intermédio do grupo investidor Asset Beclly, a marca italiana Piaggio, fabricante das famosas Vespas, estima vender uma média de mil unidades por mês até o final de 2017, importadas, para a partir de 2018 montá-las em Manaus. “A capacidade instalada inicial será para 35 mil unidades”, disse o presidente da Piaggio do Brasil, Longino Morawski.

A produção local, que irá começar em 2018, poderá usar componentes vindos da Itália, China, Índia ou Vietnã, onde estão as fábricas da Piaggio pelo mundo.  Os primeiros modelos nacionalizados terão motores  de 125 , 150 e 300 cm³.

Em investimento não revelado, a empresa investidora Asset Beclly coordena o negócio aqui, mas com o aval da fábrica na Itália, que preferiu não entrar ela própria na operação local. Todas as Vespas virão da Itália, confirmou Morawski na apresentação, que explicou de forma empolgada que a comercialização será feita não em concessionárias comuns, mas em boutiques, cerca de 30% delas dentro de Shopping Centers, já que a Vespa é um objeto também de modo de vida, não apenas um meio de transporte.

Pela origem italiana e também por conta do pagamento integral do imposto de importação, os produtos chegarão com preços elevados. “Não é uma operação rentável nesse primeiro momento”, admite Morawski. A Piaggio não revelou os preços de venda e deixou muito claro o posicionamento premium que a marca terá.

Além dos scooters, venderão roupas, capacetes e muitos outros acessórios para as Vespas e para uso pessoal. Cada butique Vespa custará entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões. O grupo abrirá uma loja-modelo na zona sul da cidade de São Paulo, na região da Avenida Luís Carlos Berrini, que servirá também para mostrar aos interessados em comercializar a marca qual deve ser o padrão das lojas.

Os primeiros modelos a chegar são Primavera 125 e 150, Sprint 125 e 150, GTS 300 e 946 Emporio Armani, série especial em acordo com a marca de roupas e acessórios italiana, de 150 cm³.

Para marcar o início das vendas, a Piaggio preparou para o Brasil uma série comemorativa de mil unidades do Primavera 150. Elas recebem uma plaqueta com a bandeira do Brasil estilizada, faixas nas cores italianas e o número da série (de 0001 a 1000), com a gravação do nome do proprietário.

As reservas começam no dia 10 de outubro pelo site www.vespabrasil.com.br. As vendas dos quatro modelos se iniciam no sábado dia 22 de outubro, nos shoppings JK Iguatemi e Iguatemi Campinas.

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JJ



  • Sérgio Neves, que máximo! Teria coragem hoje, sim!

  • Mr. Car

    Motocas não são meeeeeeesmo a minha praia. Vejo estas com simpatia mais pelo fator nostálgico de uma época que trazem em si, e por seu design retrô. Quando eu era criança, um dos funcionários de meu avô na fazenda tinha uma, que eu e meus primos vivíamos pedindo para ele dar uma volta com a gente nela, coisa que o homem sempre prometia para o dia seguinte. Nunca andamos, he, he! O sujeito não era antipático, emburrado, nem nada, acho que tinha mesmo era medo de cair com um de nós, ou falta de paciência, já que se levasse um, teria que levar todos, e nós éramos em nove primos. Creio que os preços divulgados não vão ajudar. Conforme brinquei em outro site, talvez valha mais a pena caçar uma original dos anos 60, e mandar para o Rick Dale dos “Mestres da Restauração”, dar aquele trato e colocar a bichinha em estado de 0-km. Aliás, em um dos episódios do programa, foi isto mesmo que ele fez.
    Abraço.

  • Pastel

    Alexandre Zamariolli, motocicletas também não têm mais pedal de partida. Nem carros.

  • Alexandre Zamariolli

    Na prática, a facilidade de uso do carregador depende da localização da própria bateria no veículo.
    Tenho duas motos, uma Honda Dream e uma Biz. Na primeira, basta abrir uma tampa lateral e a bateria está na sua frente; na segunda, é preciso desmontar o escudo dianteiro.