Tão logo anunciada a vitória de João Dória Jr. (PSDB) já no primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo para o quadriênio 2017-2020, literalmente esmagando o atual alcaide e candidato à reeleição Fernando Haddad (PT), apressei-me em lhe dirigir várias sugestões relativas ao assunto trânsito da capital paulista. Sem acesso ao prefeito-eleito, encaminhei-as ao seu partido para que lhe fizesse chegar minha mensagem.

É importante salientar que embora seja assunto pertinente à cidade de São Paulo, a força de divulgação da internet deverá levar essas sugestões ao conhecimento de outros prefeitos-eleitos país afora, o que terá sua utilidade por serem problemas semelhantes que afligem todos nós.

Coincidentemente, enquanto eu aguardava o momento para escrever a respeito dessas sugestões, chega-me um e-mail do antigo leitor Luiz Colmenero comunicando-me ter feito o mesmo, porém por caminho diferente que ele dispõe, certamente bem mais eficaz do que ao que precisei recorrer. Vários pontos conferem com os meus.

 

Sugestões do leitor Luiz Colmenero

“Caro Prefeito João Dória Júnior,

Sua vitória representa um novo marco na história da administração pública no Brasil. Tenho certeza que será um excelente prefeito e torço para que você tenha uma grande carreira política! Não apenas a cidade de São Paulo, mas o Brasil todo precisa acelerar!

…………………………………………………………………………………………………………….

Buscando uma melhor eficiência no trânsito de São Paulo, gostaria de fazer algumas sugestões em cinco pontos que considero estratégicos para melhorar o trânsito de São Paulo em fluidez e segurança:

1) NOVA PADRONIZAÇÃO DE VELOCIDADES MÁXIMAS, UTILIZANDO COMO CRITÉRIO O NÚMERO DE FAIXAS DAS VIAS

– 5 novos limites, 2 para ruas, 2 para avenidas e 1 para avenidas expressas. É importante ressaltar que para RUAS o limite de 50 km/h será mantido. A ideia principal é ajustar as velocidades das AVENIDAS, não deixando a segurança de lado.

 Avenidas
– Até 3 faixas: 60 km/h
– 3 faixas ou mais: 70 km/h
– Marginais expressas e avenidas que se ligam a estradas: 90 km/h

 Ruas
– 1 faixa: 40 km/h
– 2 faixas ou mais: 50 km/h
– PONTOS CRÍTICOS PARA PEDESTRES como escolas, faculdades, parques hospitais etc: 40 km/h e preferencialmente fiscalizado por lombada eletrônica para garantir a segurança dos pedestres e educar os motoristas.

2) ALTERAÇÕES NA FISCALIZAÇÃO

– Gradativa substituição de radares por lombadas eletrônicas. Menor número e maior qualidade na escolha dos pontos de fiscalização, optando por colocar apenas em locais de comprovado perigo.

– Acabar com os radares-pegadinhas, situados imediatamente após mudanças de velocidade. Não instalar radares a menos de 400 m de uma alteração de velocidade.

– Colocar a Guarda Civil Metropolitana fiscalizando pontos em que geralmente ocorrem assaltos e também rodando pelas vias, aumentando a segurança, abordando veículos com comportamento suspeito (ex: motorista bêbado) e reprimindo assaltos. As pessoas dirigem de forma muito mais defensiva ao ver uma viatura da Polícia.

3) GARANTIR MAIS SEGURANÇA AO RODAR

– Um ponto crítico a ser melhorado é garantir uma largura mínima de segurança nas faixas de rolamento, especialmente em vias como o corredor Norte-Sul que apresenta em alguns pontos, como na ponte sobre a avenida dos Bandeirantes, faixas com largura inferior à largura de um veículo médio, aumentando o risco de acidentes.

– Nesses locais a sugestão é eliminar uma faixa de rolamento, aumentando a largura das demais faixas, permitindo que o fluxo consiga fluir normalmente na velocidade máxima da via, pois nestes pontos muito estreitos criam-se gargalos, que além de prejudicarem a fluidez aumentam o risco de acidentes.

4) QUALIDADE DAS VIAS

– Gradativamente arrumar o estado geral do asfalto, pois buracos são perigosos especialmente para motociclistas e ciclistas, os que mais morrem no trânsito.

– Redução no número de lombadas e valetas, que prejudicam a fluidez e aumentam o consumo de combustíveis e a emissão de poluentes. Manter apenas quando realmente necessário, ajustando quando estiverem com altura excessiva.

– Melhorar a sinalização das vias, pois uma sinalização deficiente pode levar a acidentes.

5) OPORTUNIDADES

– Parceria com o Waze para mapear os buracos mais marcados pelas pessoas durante o dia e durante a madrugada execução de serviços de reparo, sem necessidade de ligar ou enviar e-mail para a prefeitura.

– A parceria com o Waze seria uma grande oportunidade para acelerar e modernizar as operações tapa-buraco, ressaltando que a adoção de tecnologias inteligentes para aumentar eficiência será uma marca da nova administração.

– Liberar novamente o tráfego de carros no Elevado sobre a Praça 14 Bis. Criou-se um gargalo totalmente desnecessário, obrigando os carros a passarem por dois semáforos, sendo que em existe fiscalização de farol vermelho, algo especialmente perigoso durante a madrugada. Parece que a prefeitura quis criar um novo local para assaltos.

– Busca constante por gargalos e problemas a serem melhorados. Gostaria que em alguns anos São Paulo se tornasse um local extremamente seguro e prazeroso de se dirigir, esse é um sonho que eu tenho!

Um grande abraço e que você faça uma excelente administração! No que eu puder ajudar, conte comigo!

(a) Luiz Colmenero”

 

Minhas sugestões

Caro João Dória Jr.,

Como munícipe e como brasileiro parabenizo-o pela retumbante vitória, coisa de Bem sobre o Mal até. Sei que lhe esperam dias difíceis a partir de janeiro, mas tenho certeza de que você tem competência e bom senso de sobra para ter pleno sucesso nessa sua nova missão.

Quero lhe sugerir: tenha como marca registrada de sua administração oposição quase total ao que Fernando Haddad fez. É isso que a maioria dos paulistanos quis dizer ao elegê-lo prefeito. Entre os pontos dessa oposição, temos:

1. Acabe com a vergonha paulistana chamada rodízio. Não espere que complete 20 anos em setembro do ano que vem, desde quando Celso Pitta o criou e a câmara o aprovou. Note que o rodízio em si não é lei, mas apenas autorização para o Executivo o implementar. O rodízio não faz mais sentido hoje. Se você eliminá-lo, faça a jogada política de deixá-lo voluntário, dentro da mesma regra de horários e dias segundo o final de placa.

rodizio-sao-paulo  SUGESTÕES PARA O NOVO PREFEITO DE SÃO PAULO Rodizio sao paulo

2. Restabeleça as velocidades regulamentadas pré-Haddad, todas – sem exceção – plenamente adequadas e seguras. As reduções foram feitas exclusivamente para aumentar a arrecadação com multas, ninguém tem dúvida disso.

3. Eu já soube que você pretende manter a fiscalização de velocidade eletrônica. Ótimo, é uma maneira eficaz de reprimir excessos, mas desde que as velocidades regulamentadas sejam realistas e razoáveis.

4. Determine à CET que acabe com todas as armadilhas criadas com o fim de arrecadar com multas, como a famosa e recordista armadilha de São Paulo, a do acesso à Ponte das Bandeiras para quem trafega no sentido oeste.

trap  SUGESTÕES PARA O NOVO PREFEITO DE SÃO PAULO trap

Vergonhoso e revoltante (foto issuu.com)

5. Já soube também que você vai rever a questão das ciclofaixas, grande parte inútil e incômoda; ótimo. Ciclovias sim, devem ser construídas mais.

6. Ordene a CET que reveja os pontos de entrada na faixas exclusivas de ônibus para o motorista que deseja fazer uma conversão à direita ou à esquerda. Como estão hoje são completamente erradas: pode-se entrar na faixa para a manobra somente defronte da rua que se quer tomar, contrariando o que determina o Código de Trânsito Brasileiro em seu Art. 197, além de ser extremamente arriscado. Cidadãos que entram na faixa corretamente são autuados por infração gravíssima, com 7 pontos na CNH e multa de R$ 191,54 (passará a R$ 293,47 a partir de novembro).

7. A pouca largura de certas faixas de rolamento é vergonhosa. Uma picape média não cabe nelas e o carros compactos ficam no limite. As faixas têm largura determinada por resolução do Contran e pelo Manual de Sinalização Horizontal emitido pelo Denatran. Cabe salientar que além do incontestável prejuízo à fluidez do trânsito, a pouca largura resultante do “corredor” de motos é causa conhecida de acidentes com motociclistas. E outra consequência funesta da largura irregular das faixas de rolamento é veículos de serviço público de urgência como ambulâncias, polícia e bombeiros não conseguirem abrir caminho entre as filas de carros.

faixa-correta  SUGESTÕES PARA O NOVO PREFEITO DE SÃO PAULO faixa correta

Essa tem de ser a largura mínima das faixas de rolamento, permite que as colunas de tráfego deem passagem a veículos em urgência, como ambulâncias

8. A CET precisa verificar se as lombadas foram colocadas pelo município ou o foram por moradores, por conta própria, nesse caso removendo-as imediatamente, e se aquelas regulamentares em localização obedecem às dimensões regulamentares (Contran); dificilmente estão conformes.

9. Para encerrar, o fechamento da av. Paulista aos domingos, que segundo eu soube você pretende manter. Não existe nenhuma necessidade disso, a cidade tem parques magníficos com o Ibirapuera, o Villa-Lobos e o da Aclimação, além do Minhocão (esse não atrapalha fechar aos sábados). A av. Paulista é o cartão postal da cidade, é uma importante via de ligação leste-oeste e é densamente povoada, além de ter numerosos hospitais, hotéis e shoppings. O fechamento da Paulista foi medida esquerdo-populesca do petista, nada além disso.

Era isso que queria lhe dizer.

Parabéns mais uma vez pela sua magnífica vitória e do PSDB, ensejando-lhe o maior sucesso à frente da prefeitura da cidade.

(a) Bob Sharp

 

(Atualização feita às 14h20)

Depois de publicada esta matéria chegaram vários comentários fornecendo link para matéria na Folha de S. Paulo de Hoje a respeito de velocidade, com as opiniões de um tal de Leão Serva. O editor de Tecnologia do AE, André Antônio Dantas, respondeu a um dos leitores, o Lorenzo Frigério, e essa magnífica resposta segue abaixo:

“Já topei de frente com esse Leão Serva antes na questão do trânsito induzido, lembra? Escrevi o artigo, abri as portas para a discussão franca com ele e estou esperando a resposta dele até hoje.

Bom, não dá para esperar nada diferente do coautor de ‘Como Viver em SP sem Carro’. Ele tem interesse nessas teses. Esse autor parece-se com muita gente com relação ao aquecimento global.
97% dos cientistas dizem que ele existe e é causado pelo homem e apenas 1% negam o fato. Quem é que as pessoas que se sentem incomodadas pelo assunto escolhem para embasar a sua opinião? Pois é. Essas pessoas deixam 97% dos especialistas de lado e só dá ouvidos ao 1%… É a conforto da verdade conveniente. Um especialista falou, e quem é você para discutir? Só que para aquele especialista dizendo “não” tem 97 outros dizendo que “sim” que foram sumariamente varridos para debaixo do tapete na discussão.
Só que não é assim que se faz boa ciência. Venho estudando essa questão da redução da velocidade já faz um tempo e da noite para o dia esse russo Boris Kerner virou a cereja do bolo para os prefeitos, porque ele diz uma verdade conveniente.
Esse Boris Kerner criou uma teoria onde ele identifica uma fase intermediária entre o fluxo livre e o fluxo congestionado, que seria um fluxo que flui, mas altamente compacto. A tese desse Boris contradiz tanto o pessoal da velha engenharia de tráfego, baseada em estatísticas, como os novos teóricos baseados em estudos a partir de simulações de computador e uso da Teoria do Caos.
Essa teoria tem pelo menos dois graves problemas:
1 – Ela tem viés de interpretação. Se algumas relações de causa e efeito forem invertidas, as conclusões dele podem estar completamente erradas. Além disso ele estudou o fluxo como se estabelece naturalmente, mas o fluxo é naturalmente caótico e em sistemas caóticos nem sempre inverter a ordem das coisas, induzindo o fluxo a se mover na fase compacta tenha os resultados esperados, não é uma via de mão dupla;
2 – A fase intermediária que ele identificou é transitória, ainda mais quando levamos em conta a não sincronicidade de ações dos motoristas entre si, que é base da tese dele. É uma região de parâmetros onde o sistema todo pode escorregar para o congestionamento franco. Assim, tanto com Boris estando certo ou errado na sua tese, forçar o trânsito a andar na condição de fluxo lento e compacto quando ele poderia ser livre é trazer todo o sistema para mais próximo da condição crítica do congestionamento franco. Pode-se facilmente obter o contrário do que a tese propõe. Só que voltamos na condição da pessoa que quer negar o aquecimento global e menciona um cientista que nega o fato através de toda uma tecnicidade difícil de um não especialista interpretar, e que por isso impõe toda sua autoridade de “especialista”, criando uma “verdade conveniente”.

Para o Leão Serva, esse russo é o santo no alto do altar porque criou uma teoria que embasa o que ele quer dizer. Mas ele em momento algum busca outros autores e tenta atingir um senso crítico sobre o assunto. Ele simplesmente elege a tese do russo como verdade absoluta e varre todo o resto para debaixo do tapete da discussão.Não caia nessa armadilha. Ciência é ciência. A opinião da maioria dos especialistas sempre vence. Há sempre espaço para alguém negar uma teoria vigente, mas vai ter de mostrar provas do que está dizendo e convencer a maioria da nova verdade.
Mas esse não parece ser bem o caso desse russo.”

 

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • guest, o original

    Diante de algumas dessas sugestões – muito pertinentes – lembrei-me do professor Ardevan: situações físicas que atrapalham o fluxo de veículos.
    Infelizmente, o prefeito eleito tem se curvado à demagogia: hoje mesmo anuncia-se seu recuo em relação ao aumento do limite de velocidade nas marginais, mantém o absurdo fechamento da Av. Paulista (por que não incentivar a “ocupação para lazer” do Vale do Anhangabaú, componente de processo de revitalização do centro da cidade, pauta repetida ad nauseam pelos prefeitos desde a última gestão do Jânio Quadros, há trinta anos) e não reajustará as tarifas dos ônibus urbanos, prejudicando as combalidas contas da cidade e, por tabela, também as contas dos municípios circunvizinhos e as do estado de São Paulo, ao inviabilizar o reajuste das tarifas de seus ônibus e do metrô.

  • Daniel S. de Araujo

    O melhor exemplo de como o trânsito de São Paulo está doente é quando se percebe que em um congestionamento de carros, a frente geralmente há uma viatura ou um “amarelinho” do CET “coordenando” o trânsito…

  • eNe
  • eNe
  • Marco Schneider

    O Dória já deu umas “bolas fora” antes mesmo de assumir o cargo. Disse que não aumentaria o IPTU, voltou atrás. Disse que vai aumentar a velocidade das marginais, voltou atrás parcialmente… Não sei que tipo de pressão ele está sofrendo do partido (PSDB não é flor que se cheire, mesmo sendo muito menos pior que o PT e os outros partidos do Foro de SP) ou de certas camadas políticas, só espero que não nos decepcione…

  • Badu

    Duas críticas:
    1 – A relação entre velocidade máxima e número de faixas é simplista. O Detran deverá gostar…
    Deve-se considerar ainda largura das faixas, a intensidade média do fluxo e as condições da via (asfalto, visibilidade, sinalização, etc).
    2 – Não basta aumentar a velocidade regulamentada, é preciso DIMINUIR DRASTICAMENTE o número de radares. É uma utopia imaginar que o órgão de trânsito, hoje, irá adotar um critério liberal (ou técnico) e tornar as velocidades realistas com a necessidade de segurança. Em vista disso, todos (inclusive viaturas) trafegam acima da velocidade regulamentada o que torna os radares fontes de distração no trânsito e diminuição da fluidez.
    O próprio ato de regulamentar (o trânsito, a sociedade, a vida, a morte, tudo) é um vício da nossa cultura política autoritária e precisa ser moderado. Mais liberdade e menos Estado!

  • Fat Jack, o Rodoanel é jurisdição estadual.

  • Lucas dos Santos, a Câmara Municipal aprovou lei que autoriza o Executivo a implementar o rodízio, não determina que o seja feito. A qualquer momento o prefeito por suspendê-lo.

    • Lucas dos Santos

      Interessante, Bob. Não sabia disso.

  • Flying like, não ser multado é fácil, como você disse, mas, e o incômodo de ter de dirigir tão devagar, não conta? Você gosta de dirigir lentamente? Pois acho um despropósito ter de dirigir às velocidades de hoje, e lhe garanto que não estou sozinho nisso. Foi o que as urnas disseram.

  • “2) Ao invés de instalar lombadas eletrônicas, que são caras, pintar os postes que seguram os pardais de laranja berrante, e instalar adesivos reflexivos neles.”

    Muito boa ideia!

  • Lucas dos Santos

    2) Ao invés de instalar lombadas eletrônicas, que são caras, pintar os postes que seguram os pardais de laranja berrante, e instalar adesivos reflexivos neles.

    Em minha cidade, há uma lei municipal que determina exatamente isso. Os postes dos radares precisam ser pintados de verde-limão, com tinta refletiva, e ainda devem ser pintadas três faixas verdes transversais no pavimento, a 100 metros do radar!

    Por duas vezes, meu pai foi multado por radar recém-instalado que ainda não estava sinalizado dessa maneira e, em razão disso, as multas foram anuladas. Nem foi necessário recorrer, pois a própria Autarquia reconheceu que a sinalização era insuficiente e anulou todas as multas registradas por aquele radar que tivessem ocorrido anteriormente à data em que a sinalização foi regularizada!

  • Alguém

    Não se esqueça de sincronizar semáforos, por favor!!!! Outro dia dirigindo a noite na Avenida do Estado sentido ABC parei em quase todos os semáforos.. mais de uma vez logo que o meu abriu o próximo fechou instantaneamente. Isso sim gera congestionamentos sem fim.

    Espero também que crie placas educativas, solicitando a todos aqueles que não tem um mínimo de pressa ou estão distraídos demais que saiam da pista da esquerda, mantendo a esquerda livre. Também colocar placa educativa para mudarem de faixa razoavelmente antes de quererem virar, hoje há muita gente que deixa para mudar de pista no ultimo instante causando uma série de frenagens desnecessárias de quem estava na pista certa, gerando mais uma vez muito transito.

    E a melhor placa é: passar a velocidade muito menor que o limite no radar e/ou 1km antes não gera créditos para correr depois nem limpa pontos da carteira.

  • On Byte Formação Profissional

    Em Jundiaí, SP, ocorreu o seguinte: por falta de renovação do convênio da prefeitura todos os radares da cidade estão desligados desde o começo do ano, e apesar disso não temos um caos no trânsito como previram.

  • Cicloativista é uma raça do demônio. Essa é a verdade. Ô povinho desgraçado.
    Eu ando de bike, pedalo longas distâncias, faço meus “corres” na cidade com a magrela. Mas amo meu carrinho!
    O caminho correto é educação, boa convivência e respeito entre os modais! E não essa guerrinha estúpida que esses ciclochatos querem!

  • Marcelo Junji

    Minha sugestão seria para que todas as ruas tivessem sentido duplo.

    • Marcelo, ou que pelo menos acabasse a rua em que se está virar contramão. Como é estranho isso.

  • Lorenzo Frigerio

    Essas tipuanas poderiam levar uma poda. Volta e meia cai uma em São Paulo.
    Quanto às tuneladoras, fazer túneis para carro é impraticável, pois os mesmos têm que ser muito largos. Imagino que o custo seria extremamente elevado. Acho mais importante gastar o dinheiro em hospitais, parques e pavimentação de qualidade.

  • guest, o original

    Luiz, infelizmente o transporte público não é solução para todos: nem sempre há opções de transporte entre origem e destino sem diversas baldeações, por vezes o trajeto “a pé” apresenta alto risco de assaltos e, não menos importante, há de se considerar as necessidades das pessoas com limitação de movimentos, que não se resumem aos cadeirantes, mas também aos idosos em geral, pessoas com problemas em articulações e com deficiências visuais.
    Claro, isso não ameniza a incompetência dos governos recentes quanto à qualidade do transporte coletivo, independentemente de partido político, a exemplo das “trapalhadas” na interminável expansão do metrô e do “aerotrem”, que há anos só faz atrapalhar o trânsito da zona sul paulistana, em particular.

  • Christian Govastki

    Lorenzo,

    Seu posicionamento frente ao aeroporto de Congonhas está completamente equivocado.

    Congonhas é o segundo aeroporto mais movimentado em termos de passageiros domésticos do Brasil, em 2015 passaram por Congonhas nada menos que 9.333.574 passageiros, quase 50% a mais do que passaram pelo Galeão e 30% abaixo do que passou por Guarulhos então ele não atende “à meia-dúzia que vai lá para pegar um avião uma vez ou outra.”

    http://www.anac.gov.br/assuntos/dados-e-estatisticas/dados-do-anuario-do-transporte-aereo

    Muito pelo contrário, a aviação em Congonhas deveria ser fomentada, com a ampliação da pista principal, afastamento da pista secundária de forma a permitir o seu uso pela aviação comercial (Hoje é restrita a aviação privada), ampliação do horário de funcionamento do aeroporto entre outras medidas.

    A sua importância é vital para o Brasil e para São Paulo.

    Se o que te incomoda em Congonhas é o ruído provocado pela aeronaves, infelizmente foi a prefeitura que falhou em não controlar o uso do solo ao redor do aeroporto, que NÃO

    • Christian, irresponsabilidade igual das prefeituras ao longo de todos esses anos em permitir construções em áreas de risco e de favelas, agrupamento de moradias sem um mínimo de urbanização. Mas sabe por quê? Tudo isso dá um trabalho danado…

  • Gustavo73

    Já foram, não são mais.

  • Lorenzo, será que li direito, aeroporto “plantado” numa zona central??? As pessoas foram morar em volta, naquele mato que era Congonhas, 1) porque quiseram e 2) porque a prefeitura deixou. Agora que aguentem, ora.

  • Roberto Alvarenga

    Como sempre. O trem-bala pra Viracopos vai ser que nem o estádio do Corinthians: 30 anos de enrolação, aí quando sai, sai na base da falcatrua…

  • Carlos Alberto, os fretados quase sempre são grandes demais, prejudicam a fluidez. Tinham de ser menores.

  • Marcus, certamente, para o país inteiro.

  • Ricardo Talarico

    Caro Roberto Alvarenga,
    Item 4: Concordo totalmente.
    Item 3: Anexo foto tirada por mim mesmo, na esquina do Viaduto Pacheco Chaves com Av. do Estado, em São Paulo, no último dia 07 de Outubro, as 9 horas da manhã.

    https://uploads.disquscdn.com/images/e26a407e0d573d8acf2326b2c1958433cd66feee7618c79fced645f529c8ffa5.jpg

  • Alexandre Zamariolli

    Na minha cidade colocaram um quebra-molas — para variar, fora de padrão, daqueles em que o eixo do carro cai depois da passagem, ao invés de descer rolando — na principal via de acesso ao mais importante hospital e pronto-socorro da cidade.
    Há que ser muito cretino para não pensar que por ali passam ambulâncias e veículos de resgate, muitas vezes transportando pacientes feridos.

  • Lorenzo, é claro que tinha de ser deixada zona de exclusão, ali não era um parque de diversões. Todo aeroporto é polo atrator e por isso mesmo tem que ser deixada ampla (e segura) área livre no entorno, barrando naturalmente favelas, ora.

    • Lorenzo Frigerio

      De que eu saiba não há favelas ali, só o Campo Belo, a parte alta de Moema e o Planalto Paulista. São bairros decentes. Você acha que seria melhor que não existissem, só por causa do aeroporto?

      • Lorenzo, sem exageros, por favor. Há cuidados e normas a respeito, não quer dizer que não possa haver construções no entorno do aeroporto.

  • Thiago, você fala como se as velocidades de antes fossem excessivas, uma grande e inominável besteira. Pior, você está nivelando os motoristas por baixo — muito provavelmente o seu caso. Não existem dados mostrando que as velocidades anteriores eram o principal fator dos acidentes graves (desafiei publicamente a CET a apresentar fatos num programa radiofônico de grande audiência, nunca respondido, e nem poderia pelo simples fato de não haver). Se você não acredita que não houve redução do volume tráfego, por que será que a venda de combustíveis caiu 20% nos últimos 12 meses? E moradores aprovarem o fechamento da Paulista é igual à estatística da CET sobre 90% da população aprovar o rodízio. Pare de dizer bobagem e saiba que você não é bem-vindo neste espaço. Por favor, não volte a comentar para não ter o dissabor de não ter seu comentário publicado.

  • Alexandre, o Raddard ter sido apeado do poder não verbaliza corretamente o fato. Ele foi escorraçado!

  • Ilbirs

    O problema da tipuana em São Paulo ou em outras cidades brasileiras é o de ser uma árvore nativa de áreas desérticas da Argentina e da Bolívia. Por aqui, dadas as condições melhores, elas crescem duas vezes mais em tamanho e duas vezes mais rápido que em suas terras nativas. Com isso, ocorre de sua madeira por aqui ser menos densa e, portanto, mais frágil e fácil de ser roída por insetos.
    Ela também não tem defesas contra pragas para as quais as árvores nativas têm, como erva-de-passarinho, que suga a seiva e a vai apodrecendo por dentro, como vemos naqueles exemplares caídos em que o centro do tronco está oco. Temos também a questão de que sua cova, se não for cercada por pedregulho, gera aquelas raízes que erguem o pavimento. Pelo fototropismo natural de qualquer planta, elas também tenderão a crescer inclinadas se um dos lados não tiver muita luz para elas, caso de muitas ruas paulistanas que na prática são paredões de prédios.

    Há tipuanas plenamente saudáveis na cidade de São Paulo, como as da praça Princesa Isabel, assim como na região da avenida Cásper Líbero, essas sendo centenárias pelo tamanho que têm. Estão crescendo na vertical, têm espaço ao redor de onde estão plantadas e parecem ter resistido bem às pragas que afetam as que não se encontram em situação tão boa.

  • Leonardo

    Thiago, os acidentes vem caindo desde 2007, sendo que a redução de velocidade começou na gestão Kassab em 2011. Sem contar que existem uma imensidão de variáveis além da velocidade, podemos citar por exemplo obras viárias realizadas no período, modernização da frota e por ai vai.
    Como você mesmo falou, são números, mas eles por si só não dizem nada, você simplesmente pegou dois números e estabeleceu essa relação velocidade x segurança, como se fossem diretamente proporcionais.
    É óbvio que um acidente a 50km/h é menos perigoso que um a 60km/h, mas esse dado bruto de número de acidentes não esta diretamente relacionado, afinal nem todos acidentes acontecem a esta velocidade ou mesmo seriam evitados caso ela fosse menor.
    E além do mais, se reduzir a velocidade torna o trânsito mais seguro, porque não reduzir para 40, ou 30, percebe como essa argumentação de reduzir velocidade para salvar vidas nunca tem fim?
    O grande problema disso tudo é que em algumas vias simplesmente é incômodo circular a 50 km/h, dirigir de forma segura não significa observar o velocímetro o tempo todo, antes da reduções e da CET entulhar a cidade de radares era muito menos irritante dirigir em São Paulo, isso é um fato.
    Gostaria que você explicasse melhor também o porque a redução da circulação de veículos devido a crise econômica não é um argumento palpável.
    Abraço.

  • Leonardo

    E o pior é que existem ciclovias segregadas nas marginais. Não faz nenhum sentido ciclistas protestarem a esse respeito.

  • Leonardo

    Duvido muito, moro a uns 20 km de Congonhas, bem embaixo da aproximação da 35 e na época que ainda operavam os 737-200 era bem audível daqui.

  • Mauro, moedas diferentes. Autoentusiastas não incomodam e não se acham donos do mundo.

  • Mauro, deixe de falar besteira, por favor. Ideologia… Autoentusiasta não sai dirigindo nu por aí, como cicloentusiastas idiotas têm feito.

  • Lorenzo, estou achando muito estranho esse seu raciocínio. Ali é com toda certeza lugar de aeroporto. Se as pessoas quiseram morar próximo e a prefeitura deixou, o problema é delas. Que aguentem. Se se sentem incomodadas, mudem-se. É tão simples! Você está se esquecendo que quem viaja de avião também é cidadão, pessoa do povo. Você fala como se fossem as “zelite”. Você falou em EUA: já viu o aeroporto de San Diego?

    • Lorenzo Frigerio

      Não tem nada de zelite, mas o direito de andar de carro, e com todo mundo andando, acabou com os bairros da Cidade, especialmente os residenciais. A Cidade não tem outras vias expressas como a 23 de Maio. Os aviões são uma coisa parecida, pois infernizam a vida de quem está no caminho deles. Eu morava no Jardim Europa, um bairro projetado para nunca ser rota de carros, mas nem essa presciência foi suficiente. O bairro arborizado, com belas casas atrás de cercas baixas, por onde eu passeava com minha mãe nos anos 60, acabou. Só se vêem muros, seguranças e carros estacionados, inclusive nos fins de semana.
      Carros e aviões, muito legal, mas em estradas e aeroportos mais isolados, como Viracopos. A cidade, os bairros, têm que ser do cidadão, principalmente de quem mora neles. Senão, alguma coisa está errada.
      Você imagina a riqueza gerada nessa cidade, e temos que usar um aeroporto ali no meio das casas, e nos locomovermos por ruas locais, porque as expressas nunca saíram do papel. É por isso que digo, São Paulo é um lugar extremamente pobre, miserável, uma cidade densa, usada e gasta. Não precisa continuar a ser assim.

      • Lorenzo, Congonhas era muito, mas mas muito mais isolado que Viracopos. Entretanto… E você misturou assuntos, como a calma que se foi do Jardim Europa. E o aeroporto de Congonhas, por acaso não é do cidadão? Sei lá, acho que você está meio confuso.

  • Lorenzo, a Ponte Aérea acabou no início de 1999. O que ficou foi uma vasta malha de voos para o Rio de Janeiro e outras cidades.

  • Lorenzo, bem, já vi que você está com ideia fixa e sobretudo errada a respeito de tudo isso. Vamos encerrar essa discussão estéril, está bem? Congonhas vai ficar onde nasceu. Ainda bem.

  • Mauro, fique sossegado que autoentusiatas não fazem isso. Somos decentes.

  • David Diniz

    Não existe indústria da multa? Você vive em que planeta? Você não deve dirigir para saber o quanto é PERIGOSO ficar prestando a atenção no velocímetro para não passar de sonolentos 50 km/h ao invés de prestar a atenção no trânsito. E não me venha com esse papinho de ligar o controle de velocidade pois dependendo do carro nem o recurso funciona a 50 km/h.

  • David Diniz

    Em minha opinião poderia ser assim:

    Pista expressa das marginais: 100 km/h
    Pista central da marginal Tietê: 80km/h
    Pista local: 60km/h
    Sim números pares e não ímpares.

    Avenida dos Bandeirantes e 23 de maio e demais avenidas de trânsito rápido: 80km/h, sendo que a Bandeirantes poderia ter um trecho que fosse de via expressa sem semáforo para agilizar a fluidez do trânsito.