Com o recente anúncio de que o Palio Fire e o Clio se juntaram ao Uno Mille e ao Celta/Classic no panteão dos carros descontinuados, acaba definitivamente o carro popular brasileiro. Sem fanfarra ou notícia de jornal, voltamos sumariamente aos anos 80, uma época em que a maioria da população se contentava mesmo com carros usados, e o carro mais vendido era o Monza, algo que hoje estaria na classe do Corolla/Civic/Cruze.

Muita gente deve estar festejando. Não consigo entender o porquê, mas uma grande quantidade de entusiastas sempre nutriu desprezo por estes carros mais simples. Mais que isto na verdade; mais de um deles foi avistado tendo chiliquinhos histéricos (ai, que raiva!) ao saber que continuavam vendendo bem, mesmo depois da obrigatoriedade de bolsas infláveis e outras legislações que supostamente obrigariam o fim da produção de todos eles.

18825_1  SIMPLICIDADE: A MAIOR SOFISTICAÇÃO 18825 1

Clio: um dos últimos populares a sumir do mapa

Não posso deixar de me espantar com este paradoxo do mundo moderno. Todo mundo sabe que políticos e burocratas estatais não podem nem ser confiados com nosso dinheiro sem que existam controles e auditorias diversas que garantam que, pasmem, eles apenas façam o seu trabalho. Mas no caso de leis de trânsito e legislações de emissão de poluentes e segurança passiva, aí sim, são autoridades inquestionáveis. Francamente…

Mas divago; voltando aos carros populares, se as legislações não conseguiram acabar com eles, a profunda crise econômica que enfrentamos se encarregou de fazê-lo. Como tudo ficou repentinamente bem mais caro, tanto o bem quanto seu financiamento (essencial para quem é assalariado), apenas uma parcela menor e mais bem de vida continuou comprando carros. E esta parcela do povo não compra nada básico.

Particularmente nunca tive problema com carro básico e simples. Na verdade, é justamente o contrário: acredito que há real virtude na simplicidade. Penso mesmo que na maioria das vezes, a versão básica de um carro é a mais cheia de virtudes.

citroen-2cv_berline-1963-1024-01  SIMPLICIDADE: A MAIOR SOFISTICAÇÃO Citroen 2CV Berline 1963 1024 01

Simplicidade chique: o Citroën 2cv (net car show)

Existe algo admirável em enxergar o essencial necessário para um dado objetivo. Talvez por minha formação de engenheiro, entendo o certo e o errado em automóveis tomando como base o resultado desejado, e em nenhum lugar ele é mais claro que nestes carros populares. Custo mais baixo possível, robustez e economia de manutenção e combustível, espaço interno mais que suficiente. Existe uma honestidade inerente nestes carros onde ar-condicionado é um luxo impensável, e janelas se levantam por manivelas. Uma simplicidade proposital, funcional, asceta, franciscana.

E minha experiência pessoal com estes carros simples e básicos sempre foi muito melhor do que o esperado, mesmo considerando características que nunca foram objetivo do programa original que os criou. Sempre achei carros básicos ótimos para dirigir, por incrível que pareça.

Se você pensar bem, faz todo sentido. Estes carros são mais leves, para começo de conversa. E carro mais leve é melhor, sempre, visto do banco do motorista. O câmbio é manual, com pedal de embreagem, algo cada vez mais raro hoje em dia. O número de marchas é contido; nada de sete marchas porque é mais bonito no papel quando só cinco resolvem. A massa contida faz com que, mesmo sem assistência, direção e embreagem sejam leves. O freio pode ser também menor e mais leve. Os revestimentos termoacústicos são mantidos ao mínimo, fazendo todos os barulhos que um carro faz serem audíveis. Um círculo virtuoso que, se desconfortável e barulhento para os mais sensíveis e delicados, faz algo muito legal para o entusiasta.

A Porsche, inclusive, sabe muito bem disso. O seu novo 911R, uma série especial de grande sucesso de crítica, nada mais é do que um 911 básico, tração traseira, com câmbio manual, depenado de revestimento termoacústico, com o motor e suspensão do GT3 RS. Só que para fazer isso, os espertos cidadãos de Estugarda cobram um preço mais caro que o do GT3! Se você pode, vai por mim: compre um 911 manual, básico, tire todos os revestimentos termoacústicos, jogue fora os bancos traseiros, coloque um escapamento aberto e voilá! Noventa por cento da diversão do R, por menos da metade do preço! Depois me paga um almoço pela dica!

porsche-911_r-2017-1024-02  SIMPLICIDADE: A MAIOR SOFISTICAÇÃO Porsche 911 R 2017 1024 02

O Porsche 911R (net car show)

Este 911 básico depenado, na verdade, é uma velha tara minha: não vejo como as mais caras e potentes versões podem ser mais divertidas. Todo mundo que andou no 911R diz que o mais legal é que o seis contraposto lá atrás soa como um velho 911 arrefecido a ar; uma barulheira danada de comandos, correntes, injetores, engrenagens, uma cacofonia deliciosa e que traz intimidade entre o piloto e o carro. Estes barulhos fazem o carro parecer vivo como um carro clássico, menos estéril, menos inerte, menos isolado. E no caso do 911R, tudo isso veio de graça apenas retirando-se algumas mantas termoacústicas. De graça para a Porsche, claro…

Hoje até os barulhos de escape são tunados à minúcia em carros esporte; o som que emana deles é estudado e afinado com cuidado, em laboratórios, por anos a fio, antes do carro ser colocado à venda. As vezes é ajudado por alto-falantes do sistema de som. Às vezes alguma frequência  é cancelada por uma onda contrária emitida eletronicamente. Nunca antes na história da humanidade tanto esforço foi gasto em prol da frescura. Carros esporte deviam ser sobre intimidade entre homem e máquina, não em sensações artificiais criadas em laboratório. Barulho é barulho, não música.

Vejam por exemplo o Caterham Seven. Este fugitivo dos anos 50 é o mais puro dos carros esporte, a mais visceral e direta experiência de direção esportiva que existe. E assim ele é quase que exclusivamente por levar a simplicidade até o máximo possível. É um chassi tubular sem portas ou teto e revestido por uma fina folha de alumínio e um cone de plástico na frente. Para-lamas mínimos, para-brisa, um quatro-cilindros qualquer na frente. Barulhento de todas as formas possíveis, duro, desconfortável. Mas uma delícia para se andar à moda.

caterham-seven_620r-2014-1024-01  SIMPLICIDADE: A MAIOR SOFISTICAÇÃO Caterham Seven 620R 2014 1024 01

Seven: simplicidade a serviço do alto desempenho (net car show)

O escapamento do Seven não é tunado acusticamente em laboratório. Um Seven soa como ele é, e isto é uma de suas coisas mais legais. Um carro honesto, real, em que a simplicidade e a completa falta de qualquer conforto moderno são as maiores armas na busca do prazer ao volante.

E mesmo no caso do Seven, onde toda versão é simples pacas, a versão básica é a mais pura: a levíssima e a barata versão “160” tem um minúsculo (660 cm³) tricilíndrico turbo Suzuki de 80 cv, rodas e pneus aro 14 finíssimos para os padrões atuais, e pesa menos de 500 kg. Na minha opinião, uma verdadeira ode ao modelo, um carro que destila a toda a história dos Seven até a sua mais pura essência.

picture1  SIMPLICIDADE: A MAIOR SOFISTICAÇÃO Picture1

O Caterham Seven 160: puro (Caterham)

Mas esta simplicidade não faz bem apenas a carros esporte como o 911 e o Seven. O Uno Mille, por exemplo, foi um carro cujo objetivo era apenas transporte básico. Por isso, tinha grande espaço interno, mas era pequeno por fora e muito leve. Mas seu motor, pequeno para ser econômico, era entusiasmado e levava bem o carrinho. Suas simples suspensões, lidando com pouco peso, era impecável em estabilidade. A direção não tinha assistência, algo raríssimo hoje. O câmbio e embreagem, por lidarem com pouca potência, eram leves tanto em massa como em esforço no uso. Os freios pequenos iam em rodas pequenas, e pneus pequenos, mas ajustados ao carro e seu desempenho. Barulhento e sem refinamento? Sim, claro. Mas um coeso veículo que era uma delícia de dirigir. Na última vez que dirigi um Mille, escrevi o seguinte:

“E que surpresa foi aquilo. Colocar o carrinho em movimento foi como tomar um tapa na cara para me lembrar de algo óbvio: como é bom de dirigir!  Lembrei imediatamente, em segundos, de meu Palio, cuja história já contei aqui. O mesmo motor alegre, que carrega o levíssimo carro com muita folga. A mesma direção sem vida e imprecisa a baixíssimas velocidades, mas que se torna alegre e leve assim que o carro entra em movimento. O mesmo câmbio delicioso de usar, rápido, instintivo, preciso. A mesma sensação de leveza que permeia toda a experiência.

 

consumo-uno-mille-fire-economy-2011-frente-4portas  SIMPLICIDADE: A MAIOR SOFISTICAÇÃO Consumo Uno Mille Fire Economy 2011 frente 4Portas

Uno Mille: sem substituto (divulgação)

Leveza. Não há outra palavra que defina melhor o carro. Sair do moderno Sonic para ele me fez sentir como se fosse uma pessoa que, num passe de mágica, perdeu 100 kg de peso. Que saiu da letargia da obesidade mórbida para correr uma maratona em tempo de atleta. Onde havia antes isolamento do exterior, agora há envolvimento com o ambiente lá fora. Onde havia movimentos deliberados, agora havia agilidade. Onde havia apenas transporte, agora havia prazer ao volante.”

Muita gente torcia pelo fim dele, porém. Bem como o fim da Kombi, e de todo e qualquer carro que, por ser criado sem a preocupação neurótica do mundo moderno com a segurança passiva, era “inseguro”. Segundo estas pessoas, éramos atrasados por não termos carros que em testes independentes dão cinco estrelas, mesmo que não entendamos exatamente o que significa isso. Sinceramente nunca entendi essa birra; ter mais opção não é melhor? Não somos adultos e sabemos escolher por nós mesmos? Por que algumas pessoas ficavam revoltadas com as escolhas de OUTRAS pessoas?

Mas a realidade é que estas pessoas venceram. Hoje estes carros simples, leves, básicos, acabaram. Mas também com eles acabaram carros de 30 mil reais ou menos. A população que os comprava ficou sem opção. Sim, é isso mesmo, não se pode nem ser pobre em paz mais hoje em dia. Você não pode escolher algo mais barato e simples. Tem que ser protegido de acidentes, tem emitir cada vez menos. Você é um idiota que não pode escolher nada, e por isso o governo vai ditar o que você pode ou não pode comprar. Se não temos a grana, nos restam os carros usados e as motocicletas e, Deus nos livre desta triste sina (batam três vezes na madeira, deem três voltinhas, e gritem “Ajuda Jesus”), o transporte público. Estes dois últimos métodos de transporte, é bom lembrar, são totalmente isentos dessa necessidade de serem seguros quando batem em algo rígido a 64 km/h. Não me perguntem por quê…

opala-10  SIMPLICIDADE: A MAIOR SOFISTICAÇÃO Opala 10

Opala SL 1988: básico

Mas voltando aos carros básicos: já falei aqui sobre as vantagens do Cruze básico de primeira geração em relação às versões mais caras, e a recém-lançada segunda geração, então não vou me repetir. Lembrei-me outro dia também de um Opala que meu pai comprou em 1988. Naquela época, Opalas básicos não se encontravam em concessionária para pronta entrega; eram carros destinados basicamente a frotistas. Meu pai não se fez de rogado: encomendou o seu e esperou a entrega. O carro dele tinha uma configuração que nunca vi igual desde então. Básico, quatro portas, mas com o motor de seis cilindros a álcool, caixa de câmbio manual, e  pintura verde metálico. O carro acabou vindo com ar-condicionado e direção com assistência hidráulica, não sabemos por quê, mas ninguém reclamou: estamos falando do Rio de Janeiro afinal de contas, onde o calor as vezes  faz a Nigéria parecer Gstaad. O carro não tinha travas elétricas e os 4 vidros subiam por manivelas. Nenhum Comodoro ou Diplomata dos que vieram depois me traz lembranças tão carinhosas quanto as daquele carro, que veio a falecer tragicamente contra um poste numa noite de 1989 em Niterói que gostaria de poder esquecer. Um carro realmente especial.

Opalas são um exemplo bom de como a versão mais simples tem vantagens: durante toda sua história, o motor mais potente era disponível em todas as versões, e assim a mais simples delas, mais leve, com o seis cilindros, era a mais veloz. Não era o SS, nem o Diplomata.

Hoje as versões mais potentes sempre estão atrelados a carros mais cheios de equipamentos e mais caros e pesados, mas nem sempre foi assim. Os americanos antes dos anos 70 costumavam oferecer variações quase infinitas de opcionais; você podia facilmente especificar um Dodge Charger básico, com freios a tambor nas quatro rodas, sem servofreio, sem direção assistida, sem ar, sem absolutamente nada, mas com um enorme V-8 de alto desempenho como o 440 Six-Pack, de 7,2 litros e mais de 400 cv. Os pilotos de arrancada com certeza o faziam.

O fato é que, se dirigir é o seu prazer, a simplicidade é sua amiga. Não se iluda com conforto e sofisticados brinquedos modernos; isso é coisa para quem usa carro como módulo de transporte, e está torcendo para que o carro autônomo venha logo. E quem quer ser esse cara?

MAO

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

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  • BlueGopher

    Concordo plenamente — e penso da mesma forma.
    Nunca entendi o desprezo quase que generalizado pelos carros simples, que estão (estavam) no mercado há tempos e geralmente são considerados obsoletos, símbolos do atraso nacional.
    Aquelas opiniões taxativamente negativas sobre seus motores e plataformas sempre me incomodaram.
    Mas será que o deslumbramento atual por sistemas automáticos, como faróis, limpadores, auxílios de direção e similares não é uma simples preguiça de pensar?
    É mais fácil deixar que o carro pense por nós, dá menos trabalho aos sofridos neurônios…

    Eu tenho um Gurgel X-12 que comprei 0-km 33 anos atrás. Carro mais simples, impossível.
    Fitas limitam a abertura das portas, as janelas laterais são de enrolar, zero de eletrônica, peças baratas, e apesar de não quebrar nunca, pode ser totalmente desmontado — e remontado — na garagem de casa sem nenhuma ferramenta especial.

    Talvez a seriedade e competitividade da vida atual tenham feito com que nos esqueçamos de como os prazeres simples da vida são divertidos!

  • Francisco Greche Junior

    Puxa, MAO, dizem que não existem coincidências, a cada dia acredito que não mesmo. Coisa de 20 minutos antes de entrar aqui e ler seu novo texto eu estava pesquisando modelos e valores de carros básicos usados. Abro o AE e leio teu texto, que ótimo incentivo.
    Também tenho que citar que ri alto aqui com esta frase: “Nunca antes na história da humanidade tanto esforço foi gasto em prol da frescura. “

  • MAO, mais um texto sublime… A parte em que você cita porque no transporte público e motocicletas o tratamento é diferente com relação ao quesito segurança, é algo com o qual divago há muitos anos… por que alguns são obrigados a airbag e ABS e outros não? Não que eu seja contra itens de segurança por si só. Mas, é no mínimo intrigante. E com o raciocínio de alguém do off-road, simplicidade, menos peso e robustez são “equipamentos” fantásticos para se chegar do outro lado de uma trilha das “brabas”… Parabéns.

  • Lauro Agrizzi

    Nada mais falso. A complexidade sim é amiga do desperdício e da incompetência. Um projeto simples é para poucos, os mais capacitados e resiste muito mais ao tempo.

  • Muito bom o texto MAO, nem tem o que comentar. E aquele Kangoo todo verde, com teto solar, quando vai fazer uma boa quantidade de fotos, talvez em uma viagem e destilar um texto saboroso para a galera? 😉

  • Alexandre Garcia

    Prezado MAO,
    Em que pese a admiração que tenho por seus talentos escribais, folgo discordar em alguns pontos.
    Carro com motor 1,0 é uma aberração local. Você gosta do Mille tanto assim? Cate um uno Furgão 1,3 Fire e veja.
    Gosta de Palio Fire? Na boa, dá um rolezinho com um 1,6 16V. Temos Celtas 1,4 e Corsas 1,4 e 1,6, nada justifica essa ode a 1,0. Simplicidade sim, carros pelados sim, carros mancos não.
    E sobre o Opala, sim eu tenho um 4100 73 cupê amarelo Grand Prix, pelado, nu, nasceu especial, não tem sequer ventilação e o coletor de escape de ferro fundido deu lugar a um dimensionado por ser mais leve, bem como o coletor de admissão de ferro original deu lugar a um Clifford com um Holley quadrijet em cima, junto com um comando Crane grande e pistões de álcool, queimando gasolina são uma boa tradução de diversão e felicidade ao volante. Pesa menos de 1.060 kg em ordem de marcha. Se fosse 4-cilindros, ainda que ficasse uns 100 kg mais leve, seria desprezível. Por isso que não rola 1000. O outro produto contemporâneo que tenho é uma Caravan, só que tem um 350-pol³, pesa só 1.250 kg, não pelo motor V-8, mas pelo eixo Dana 44, cardã mais grosso e o fato de ser Caravan. Incrível como com quase 200 kg a mais que o cup~e, se mexe infinitamente melhor.

    • Alexandre, carro com motor 1-L não tem nada de aberração. Andam e muito. Agora, quem não quiser, não compre, ora. Você já soube de algum caso de quem tenha comprado um carro de 1-litro por estar com um revólver encostado na cabeça?
      Potência é só um dado, um carro é muito mais do que isso. Numa subida de serra os seus carros devem ser mais rápidos que um Mille, mas numa descida você vai vê-lo por pouco tempo…

    • J Paulo

      Carro 1,0 é o futuro. Ou melhor, presente. E o uno anda muito bem. Se não andar é só colocar uma escada em cima….

      • Brenno

        Será mesmo? Porque vemos a maioria dos veículos com 1 litro? Custo de aquisição e manutenção? Sai de um EA111 1.6 8V para um D4D 1.0 16v. Você liga o ar condicionado, e.. cade o motor do 1.0? Foi colocado na cabeça das pessoas que carro 1.0 é o suprasumo de economia. Pode ser econômico? Sim. Mas, nem sempre se aplica. Agora, quando você ali um 1.0 com Dowsizing, é outra história. Mas aspirado por aspirado…

  • Eduardo, há que não goste/não use ar-condicionado. Mas nisso sou como você: prefiro viajar num Celta com ar-condicionado do que num BMW Série 3 com o equipamento quebrado.

    • Eu não!

    • Leonardo

      Concordo plenamente Bob, no verão viagens longas sem ar-condicionado são muito mais cansativas, acho que atrapalha até na concentração depois de um certo tempo. Meus amigos não entenderam quando fiz uma viagem num Fiesta Street ao invés de um Vectra, justamente pelo ar estar inoperante no último.

  • Alexandre, não há porque dizer não ao IPI de 7% para carros de até 1 litro de cilindrada. A próxima alíquota de IPI é 11%, pouca diferença. Quanto a 1-L ou 1,4-L, me divirto igual com os dois. Eu e muita gente. A melhores corridas de Fiat eram as com 147 de 1.050 cm³.

  • WSR, nesse ponto solidarizo-me com a tal senhora. Bermuda e camisa regata é desrespeitoso.

  • Alexandre Zamariolli

    “Parece que a perfeição não é atingida quando nada mais há a acrescentar, mas quando nada mais há a suprimir.”
    (Antoine de Saint-Exupéry, Terre des Hommes)

  • J Paulo

    Que texto fantástico! Eu sempre tive essas sensações, mas nunca sabia exatamente como expressar isso!. Carros simples são a tradução do prazer em dirigir. Pisar, esterçar, engatar, desengatar…Um dos melhores carros que dirigi até hoje foi um Voyage 82 1,5, 4 marchas, carburador simples, todo original. Resposta do motor, posição de dirigir, torque, disposição para subir de giro. Tudo nele é próximo da perfeição.

  • WSR, certíssimo.

  • Alexandre, são apenas maneiras diferentes de ver as coisas.

  • Lorenzo, essa foi demais, perfeita, “profissionais de marketing mantidos a distância com um bom suprimento de alho e crucifixos.” Magistral!

  • Gustavo, o Golf 1,0 TSI não é 1,0, mas 1,7 ou 1, 8 litro.

  • Eduardo, espetacular! As corridas de Fiat 147 eram praticamente isso. Para você ter uma ideia, numa corrida em Interlagos, no circuito antigo, largaram 60 carros. Note, motor 1050 praticamente standard. Pois não que na curva 2 deu um melée daqueles? Vi um passar por cima de mim! Logo na primeira curva 2 da corrida, largando parado! Quanto tinham de potência? 50 cv? 55 cv?

  • H_Oliveira

    Nesses tempos “modernos” a frescura parece ter tomado conta de todos… Nada mais simples é bom, sempre tem que ser o premium, o exclusivo… Bom para quem quer vender alguma coisa, pois é só colocar o “sobrenome “premium” em qualquer que seja o produto, cobrar 50% mais e ser feliz!

    • CorsarioViajante

      Não acho. O i30 reestilizado lançado como “premium” encalhou por exemplo. Etios foi lançado como um carro bem mais caro e encalhou, teve que rever preços. A própria VW tem uma política de preços inflacionados em alguns carros e… vem perdendo mercado. Ou seja, nem sempre cola.

  • CorsarioViajante

    Porque quem quer um carro manual e divertido raramente pensa num Corolla, nem passaria na loja.

  • CorsarioViajante

    MAO, sou eu quem agradece por escrever textos provocativos, também respeito sua opinião e justamente é legal podermos trocar opiniões e visões diferentes.
    Um motivo para carros de vida longa também é ocupar nichos como a Kombi. Não existe nada até hoje que ocupe sua lacuna. Se ainda fosse fabricada com certeza venderia, embora fosse claramente um veículo anacrônico.
    Mas é preciso ver em contexto histórico também. Para dar um exemplo, a VW chegava a vender 30.000 gols em um mês, que loucura!
    O mesmo vale para preço, não foi só o preço dos carros de entrada que subiu, o preço de tudo disparou recentemente. E a meu ver não pelo ganho de sofisticação, mas sim pelo descontrole fiscal e inflação.
    Ou seja, não pagamos caro nos carros hoje pelo ganho de sofisticação ou conteúdo (que aliás, nos segmentos de entrada ainda é bem baixo), mas sim por problemas da economia. E se não existem mais carros “pelados” é porque, a meu ver, o nível de exigência subiu para um patamar um pouco menos miserável do que tínhamos – Deus queira que nunca mais voltemos a ter que escolher entre “completo menos ar” ou “completo menos direção”.
    Obrigado por ler meu comentário!

  • CorsarioViajante

    Se for pensar assim teria carburador e motor de arranque até hoje, tecnologia nova sempre assusta mas depois assimila e vira normal.

    • Corsario, motor de arranque está nessa?

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Na minha empresa mantemos há anos dois pequenos carros de entrega (atualmente Renault Master e Fiat Strada), ambos sempre equipados com ar-condicionado. Pura questão de melhores condições de trabalho e, consequentemente, produtividade.

    • Rafael Malheiros, há outro aspecto do ar-condicionado: o terceiro tipo de segurança, a preventiva. Aquela que proporciona bem-estar ao motorista, levando-o a errar menos.

  • Jonas Jorge

    Senti isso. Após dirigir muitos quilômetros um HB20 R-spec, 1,6, completinho, novinho, bonitinho, meia dúzia de marchas, me senti tão confortável ao entrar no Clio pé duro, sem ar, sem direção, sem vidros, milzinho-16 válvulas, que se move com mais disposição e energia que o Hyundai, faz curvas de forma leve e suave. O HB20 é um excelente carro, mas é perfeitinho demais. Anda, mas não emociona; é e-f-i-c-i-e-n-t-e. Quero tanto uma Kombi para mim…

    • Daniel S. de Araujo

      Interessante seu comentário, Jonas! Eficiente sim, interessante nem sempre. A sensação que sentia em seu HB20. Tinha a mesma sensação no i30 que meu pai teve (e fiquei com ele 1 mês emprestado). Um carro excelente, tudo no lugar, tudo em seu devido lugar mas…sem emoção.

      Quanto a Kombi, vai uma dica: veja no interior! Tem muita coisa boa escondida por ai.

  • Jonas Jorge

    Já que não existe mais carro popular, poderiam unificar as alíquotas de IPI e acabar com essa diferenciação por cilindrada. Afinal, o mercado realmente quer carros “mil”? Ou mais relevante: a estrutura de preços e a pressão inflacionária foram corretamente estudadas em tempos atuais para que se continue impedindo o automóvel a Diesel?

  • Janduir

    Eu gostava muito o ronco do Uno 1,5 e 1.6R, aquela ponteira meia quadrada, tinha um estalo legal. Idem para o ronco dos Escort 1,6 CHT… Não sei, acho que somente eu percebia essas diferenças na época.

  • Janduir

    Mas eu vejo muita gente infelizmente não sabendo usar o ar-condicionado. Minha esposa quando está dirigindo liga o ar e esquece. Fica uma geladeira. Eu gosto de jogar o ar para cima e vez ou outra mexo no termostato da temperatura (ela tem um Ecosport 2011). No meu Vectra 2010 o ar digital é uma maravilha, pois mexe-se muito pouco. Começou a gelar muito, jogo 1 grau para cima. E alguns parentes acham que ar é ventilador, aí não sabe por que fica gripado, pois joga aquele vento gelado bem na cara….

  • Brenno

    Penso um pouco diferente. Na minha casa sempre tivemos a linha Gol. CL, GL, GTS, Bolinha Special, G3, Parati etc. Era basicamente motor e câmbio, mais nada. Então, você dá uma passo maior, conhece a direção assistida hidráulica, o ar-condicionado, o banco de couro. É um caminho sem volta. Hoje, para uso diário, não faço questão alguma de olhar um veículo que não seja “completo”. Passo por lojas, vejo um carro que gosto e no vidro “Completo – Ar”. Próximo, por favor. Mas o que é simplicidade? É voltarmos ao tempos dos carburadores, vidros a manivela, para-brisa embaçado no dia de chuva, calor insuportável dentro do carro, travar porta por porta, ter um velho toca-fitas? Também sou engenheiro mecânico de formação e acredito que se alguém pensou em algo para melhor nosso dia a dia, que seja utilizado.
    Quer um exemplo? O Ford Focus de segunda geração. Macio, confortável, completo e uma delícia nas curvas.
    Eu sou da seguinte opinião: Se for necessário, reduza uma marcha para pegar velocidade. Mas não fique assim para sempre. Abraço!

  • Alexandre, nenhuma fabricante é obrigada a “atender” à legislação de ficar na faixa até 1.000 cm³. Se o faz é por livre e espontânea vontade. A Toyota parte de 1.300 cm³ no Etios e a Peugeot faz anos que não produz mais versão 1-litro, lembrando que recentemente lançou o 208 1,2 PureTech. Sua tecla de “carro manco” é inaplicável a muitos modelos com motor de 1 litro, fora que é uma questão estritamente de gosto pessoal. Isso tudo não desmerece sua preferência por relações peso-potência baixas.

  • Gustavo Silva

    MAO, respeito demais sua opinião, você me influencia. Mas, com todo respeito, vou discordar.

    Já possui sete carros em 20 anos, sendo o primeiro um VW Brasília e o atual um Ford New Fiesta. Um GM Celta foi o carro mais simples que eu já tive e o que mais me deu desgosto. Fico me perguntando como alguém pode elogiar alguma coisa naquele carro! Só para citar um exemplo da “simplicidade” do carro, quando você usa a buzina jura que o som vem de baixo do banco, dentro do carro!!!! E olha o qual longe ele esta de um Caterham Seven em termos de simplicidade — se for mesmo esta a palavra cabível agora.

    Apenas voltaria a um carro deste tipo se fosse por necessidade, nunca por uma escolha livre, e olha que não deixo de me considerar um autoentusiasta por isso!

    MAO, acredito que não há nada de errado em evoluir, nada mesmo. Vamos deixar o Uno e o Classic descansarem em paz, eles já mostraram que são muito bons mesmo! E isso, tão simplesmente, pelo fato de terem ficado todos esses anos em linha, pense só em quantos outros não duraram sequer alguns anos… Mas a era deles já acabou. Agora fazem parte do passado. E os sucessores são muito melhores. E se por um aspecto ou outro não se igualam aos sucedidos isso não quer dizer que não façam jus a posição que ocupam.

    Contudo, penso também, agora falando do Estado que insiste em me dizer o que fazer, que quanto menos ele interferir na vida das pessoas melhor, é muito impreciso e desproporcional sempre… Mas o senso comum brasileiro teima em ser mal-educado e aí dá no que dá, que o diga a recente regulamentação sobre o som automobilístico…

    MAO, reitero o meu profundo respeito, e confesso minha admiração pelo seu talento em escrever e pensar. Porém, dessa vez vou discordar por acreditar que entendi o que você quis dizer mas, particularmente, não achar que perder esta dita “simplicidade” seja, assim, mesmo um prejuízo.

    • Gustavo, se você teve tanto desgosto com o Chevrolet Celta, é bom rever seus conceitos. E buzinar menos!

    • CorsarioViajante

      Fiquei pensando sobre isso e cheguei no seguinte: carro simples é ótimo quando é uma escolha. Péssimo quando é uma imposição. Aliás podemos ir além e dizer isso de qualquer coisa! rs

      • MAO

        Corsário, exatamente!

    • MAO

      Gustavo,
      Claro que pode discordar! Mas eu estou certo e você errado, rs!

      • Gustavo Silva

        O respeito é o mesmo.
        Obrigado pelos seus textos que são sempre tão provocantes.
        Mas, enfatizo, sou feliz por não andar em um carro não tão simples e nem me considero menos apreciador de carros por isso.

  • Tuhu, belo (e verdadeiro) pensamento! Por falar em Fusca zero, tive um que adorei, o 1500 básico 1973, sem cromados, amarelo Imperial (se não era esse tom era bem parecido) com estofamento marrom claro e nada de imitação de jacarandá no painel. A “receita” do carro era chassi rodante e motor-câmbio de Fuscão com carroceria 1300. Pedi com os opcional B-091, freio dianteiro a disco, e aquecimento. Coloquei-lhe uma barra estabilizadora dianteira de Ø 16 mm (acessório Puma), volante F1 Fittipaldi de Ø 360 mm, alavanca de câmbio de Karmann-Ghia e pneus radiais Pirelli CF67 155SR15. E faróis Bi-Iodo Cibié. Era perfeito!

  • Antônio do Sul

    Tenho muito boas lembranças de um Gol S 1983 a álcool, que, acredito, só se diferenciava do seu pelas polainas dos para-choques menores. Era um carro que a empresa cedia a meu pai tanto para uso em serviço quanto para uso particular. Os bancos eram de veludo, mas o dianteiro do lado direito não reclinava. Os quebra-ventos eram fixos, não abriam, mas quem pilotava este carro fala bem dele até hoje, passados mais de 30 anos. Para a época, andava muito bem, era econômico e, mesmo sendo a álcool e mesmo com, segundo alguns, a suposta dificuldade em se manter os dois carburadores bem regulados, não tinha problemas nas partidas a frio.

  • REAL POWER

    Fiasa é um projeto mais antigo, superdimensionado, que consumia muita energia para seu próprio funcionamento, mas é um típico motor girador. Sua entrega de potência esta mais deslocada para médias e altas rotações. Já o Fire é ao contrário, apesar de girar bem por ser um motor pequeno.

    • Gustavo Segamarchi

      Eu percebo que o Fiasa do meu Uno 94 começa a mostrar um pouco de seu torque em rotações mais altas.

      Na cidade, tenho que pisar mais para ter mais agilidade, enquanto no Fire ele consegue ter mais agilidade em rotações mais baixas.

      Mas, gosto muito dos dois motores. O Fiasa, mesmo sendo mais antigo, mantém todo o refinamento da época da filosofia do grande Aurelio Lampredi.

      Forte Abraço.

    • MAO

      Fiasa é sensacional, motor de entusiasta. E tinha arrancada sim.

  • Bera Silva

    Muito boas suas reflexões. Como dizia o Antônio Abujanra, no programa Provocações: “Você é um Provocador!”. Um dos motivos de gostar de ler o AE são as provocações que você e os outros colegas (incluindo os comentários) tão bem escrevem aqui. Isso não significa concordar com tudo que é escrito, mas ler com empatia e refletir, saindo de uma posição de conforto e evoluindo um pouco como recompensa.

    A perda da liberdade de escolha é muito ruim. Seja por questão legislativa ou mercadológica, é triste não podermos ter um veículo mais próximo dos nossos desejos ou necessidades.

    Um fenômeno interessante é que muitos de nós consumidores quase nunca chegamos próximo das capacidades dos carros que compramos. Acerto de chassi e pneus estão cada vez melhores. Será que precisamos de carros tão sofisticados assim? Quem faz curva usando o máximo (ao menos 60 %) de aderência lateral dos pneus? Quem usa as mil e uma funções do computador de bordo? Um carro é muito caro para adquirir e manter e no fim percebermos que gastamos bicas de nosso suor e não o usufruímos bem.
    Outra coisa é que sempre estamos insatisfeitos. Em pouco tempo, o tão sonhado carro novo fica sem graça. O que fazer? Trocar por um outro “melhor”? Melhor em quê? Usamos o carro como deveríamos? Chegamos ao seu limite? Não devemos colocar em objetos a razão da nossa felicidade. Mas devemos sorrir para a vida com o que temos e com o que somos!.
    Um abraço a todos!

    • CorsarioViajante

      E isso vale para tudo, não apenas para carros. É uma filosofia de vida. Muita gente entra nesta “roda viva” e se perde, é muito difícil se manter com os pés no chão. Isso é absurdamente claro com celular e eletrônicos.

  • Tuhu, não teremos. O investimento para isso é enorme. / Esses Fuscas ajeitados eram mesmo muito bons!

  • CorsarioViajante

    Exato, palavra de quem tinha um Gol pelado com calhinha para poder viajar com a janela aberta! rs

  • Tuhu, ficamos circulando o tempo praticamente todo.

  • Ilbirs

    Encaro um up! TSI e sua reserva de potência como aquilo que precisamos ter nos momentos importantes. Além disso, essa reserva também permite uma pilotagem mais confortável.

  • Fernando

    Gostei do texto. Parabéns!
    Como nós somos enganados e manipulados. As vezes nos vendem uma ideia onde o maior, o mais potente, o mais imponente e brilhoso é melhor. Ocorre que vezes as coisas simples, menores, mais fáceis sejam as que nos farão felizes.

  • Christian Bergamo

    Tive um Palio 1,6 16v 97, Alexandre. Amava aquele carro. A primeira leva desses motores tinha curso de pistão bem curto, girava que era uma beleza. Deixei muito grandalhão para trás com aquele bichinho. É o que mais me apaixonava nos Marea 2,0, o curso curto, adora girar.

  • Luiz AG

    MAO,
    Deu até um arrepio na espinha quando você citou os anos 80. Lembro ter feito um estudo na aula de economia da faculdade estudando os motivos dos carros completos dos anos 80 e o empobrecimento da população na chamada década perdida.
    Os carros eram completos e de certa forma luxuosos porque o único público que tinha dinheiro para comprar carro zero km era o rico, nada mais óbvio. Os anos 90 com a estabilidade da economia nos trouxeram os carros populares e o financiamento, permitindo um aumento de vendas e produção.
    Minha conclusão que chego é que o status quo do Brasil é esse que vivemos atualmente, com alguns momentos de euforia, vide 1967/1973, dito o milagre econômico e 2007/2012, o Plano Real.
    Os anos 80 foi uma draga econômica, e estamos partindo para outra agora.
    Desejo boa sorte a todos.

  • Ilbirs, com os espelhos convexos esse “espelhinho” é totalmente desnecessário. Só serve quando o espelho esquerdo é plano, essa incompreensível mania americana.

  • Luiz AG, nenhum carro que passou de direção assistida a sem assistência mantém a mesma caixa de direção. Passa a utilizar outra de relação mais alta (mais lenta).

  • TDA, tudo isso só porque os idiotas dos americanos não permitem espelho convexo no lado esquerdo.

  • TDA, o ajuste dos espelhos externos era bem moderno: digital… (rsrsrs)

  • Agnaldo Timóteo, foi por isso que o Ferrari F40, carro de corrida para andar na rua que só tinha o essencial, que nem maçaneta interna de porta tinha (abria-se a porta por uma cordinha), tinha ar-condicionado.

  • Ilbirs, o ideal é o esquema europeu, espelho convexo nos dois lados ou asférico, de dois raios com o menor em cerca de 1/5 da superfície, no esquerdo. Com esse arranjo não existe ponto cego. Outra coisa é a recomendação maluca de abrir os espelhos a ponto de não se ver a lateral do próprio caro — uma nesga dele de cada lado — de modo a se ter referência do nosso carro em relação ao tráfego.

    • Pablo Lopes

      Bob, sobre essa “recomendação maluca de abrir os espelhos a ponto de não se ver a lateral do próprio carro “, é bem perigoso, principalmente quando se têm “motoqueiros” trafegando pelo corredor, simplesmente não os vemos com os espelhos dessa forma!

      • Pablo, é claro, só um doido para inventar isso. Não tem noção.

  • Ilbirs, com espelhos convexos corretos, como nos carros europeus (e nacionais de um tempo para cá) não existe ponto cego. Será tão difícil entender isso, logo você?

  • MAO

    Muito legal o X12! Parabéns!

  • MAO

    Eduardo,
    Todo equipamento tem sua utilidade. O A/C é muito legal, concordo. Mas alguns carros como o Seven passam muito bem sem ele.

  • Luiz AG, Uno por exemplo. A relação de direção quando não tem assistência é cerca de 21:1. Com assistência, 16:1. A questão que mais levo em conta é o número de voltas entre batentes, quando não há assistência é preciso mais voltas, a direção fica mais lenta.

  • João Carlos, totalmente certo. Lembro-me de quando trabalhava na Fiat pedia para que Betim me mandasse (eu ficava em São Paulo) espelho de exportação, convexo, para colocar nos meus 147 de serviço. Não dá para dirigir com espelho plano.

  • Rogério Ferreira

    O pior já andei de carona com alguns que ligam o ar-condicionado, e ainda abrem a janela, depois reclama do consumo… Eu também detesto janelas abertas na estrada, em velocidade, só abro quando estou devagar, na cidade… Eu também já tive um 206, que soltou o silenciador final. Faz barulho só na aceleração, em rotação constante, é até silencioso.

  • Rogério Ferreira

    Rapaz, assino embaixo, como um carrinho básico é legal. Essa semana, encontrei um carro desses para o meu sobrinho, que acabou o comprando, Um Gol City 2004, com apenas 70.000 km, único dono, estado impecável. Painel do Gol 1997, bancos simples, luz de teto do Fusca, vidros a manivela, o único “luxo” era a direção assistida hidráulica. Lá na frente o bom e velho motor AP 1,6 total flex, com seu cento e poucos cavalos… Carrinho divertido, até eu queria para mim, mas é claro, não abriria mão do ar-condicionado, se comprasse aquele Gol, valia a pena instalar o ar-condicionado. Já sofri muito com carro sem ar, como, por exemplo, quando viajei daqui de Goiás ao Rio de Janeiro, e de lá à Bahia, num 206 1,4, preto, e sem ar… Lá fora fazia 45 ºC dentro do carro 50 °C. O jeito foi colocar tolhas úmidas sobre a cabeça, para aguentar, mas rapidamente secavam. Mas valeu a pena, viagem linda, repleta de praias formidáveis. Mas desde então, pode faltar tudo, menos o ar-condicionado.