Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas NISSAN KICKS SL, NO USO (COM VÍDEO) – Autoentusiastas

A Nissan aposta no sucesso do recém-lançado crossover Kicks. Tanto aposta que a partir do início de 2017 passará a produzi-lo no Brasil na nova fábrica em Resende (RJ), inaugurada há pouco mais de dois anos. Por enquanto ele vem do México, onde é produzido na cidade de Aguascalientes. Lá é fabricado com duas versões de câmbio, manual de cinco  marchas e automático CVT XTRONIC, mas por enquanto só vem a versão com o câmbio CVT. O Juvenal Jorge esteve presente ao lançamento do Kicks em 18 de julho, aqui em São Paulo, e escreveu a respeito.

Após uma semana usando o Kicks na cidade e na estrada, conclui-se que a Nissan foi ágil ao captar e logo fabricar o tipo de veículo que atualmente atrai o consumidor aqui e no resto do mundo. O Kicks chama a atenção não só pelo arrojo de seu design, mas pelo acerto no seu porte. Parece um suve, mas não é tão alto — apenas 9 cm que o up!, por exemplo — nem tão largo quanto um — mais 15 cm que o pequeno VW —, o que o torna um veículo melhor adaptado ao trânsito urbano brasileiro, que é um tanto mais tumultuado que o espaçoso e organizado trânsito americano, onde os grandes suves imperam.

Um crossover que substitui as saudosas peruas

Um crossover que substitui as saudosas peruas?

Nem por isso ele carece de espaço interno. Tenho 1,80 m e dirijo em posição mais afastada que o nosso “padrão Bob” e mesmo assim me vi folgadamente “sentado atrás de mim”. Sendo assim, quatro viajam confortavelmente. O porta-malas, com seus 432 litros até a altura do encosto, que pode rebater 2/3 e 1/3, também é espaçoso. Bem mais, por exemplo, que o do Jeep Renegade e seus 260 litros.

O Kicks faz bem o papel da já infelizmente esquecida perua, modelo tão útil às famílias e aos jovens solteiros esportistas, para quem bicicleta, prancha de surfe, carrinho do bebê, banheirinha de plástico e outros objetos são vitais e tomam espaço, um espaço que os sedãs não têm como oferecer. Os que gostam e/ou precisam das peruas, portanto, tendem a ver o Kicks com bons olhos.

Espaço para bagagens: 432 litros até a altura do encosto do banco

Espaço para bagagens: 432 litros segundo o exigente padrão VDA até a altura do encosto do banco

Uma característica que chama bastante atenção no seu projeto é a importância dada à economia de combustível. Vejamos. Peso contido: pesa só 1.140 kg, algo como só 41 kg a mais que um Honda Fit com câmbio CVT, sendo que é notável a diferença de porte entre eles. O peso, é bom lembrar, é fator de grande importância no consumo urbano. Seu Cx 0,345 pode não ser baixo para um sedã, mas é baixo para um crossover ou suve, e a aerodinâmica, sabe-se, é o que mais influencia no consumo em trajeto rodoviário. O próprio câmbio CVT também faz parte desse objetivo de consumir pouco, a par de sua conhecida suavidade que, entretanto, vem encontrando rivais nessa questão nos modernos câmbios epicíclicos, para não falar dos robotizados de duas embreagens, suaves o bastante para embalar o sono da mais melindrosa princesa.

O CVT do Kicks é campeão no economizar combustível, principalmente na cidade, onde para acompanhar o trânsito, mesmo que rápido, raramente deixa o giro ir além de 2.000 rpm. Na maioria das vezes em que se olha para o conta-giros ele está ao redor de 1.600 rpm, e o carro segue acompanhado o tráfego muito bem.

O Cx de 0,34 pode ser considerado bom para um crossover

O Cx 0,34 pode ser considerado bom para um crossover

Então, tendo baixo peso, boa aerodinâmica e um câmbio que trabalha bem, pode-se obter bom desempenho sem que seja necessária grande potência. O Kicks, mesmo tendo um motor de apenas 1,6-l de 114 cv — tanto fazendo se abastecido com gasolina ou álcool —, anda muito bem. É rápido na cidade e também na estrada. Segundo dados de fábrica, faz o 0-a-100 km/h em 12 segundos e atinge máxima de 175 km/h, números que, curiosamente, batem com os atingidos pelo fabuloso Dodge Charger R/T, que era só 3 km/h mais veloz.

Viaja muito bem. Se fosse permitido, ele iria tranquilo a 150 km/h, em baixo giro, em silêncio, e firme e reto feito uma flecha. Por sinal, numa noite de testes, o Bob e eu com ele pegamos uma chuva lascada na descida da via Anchieta, além de nevoeiro denso com garoa, e o Kicks se portou muito bem. Seu limpador de para-brisa é muito rápido e varre grande área, transmitindo segurança.

A tecla Sport fica meio escondida na alavanca

A tecla Sport fica bem escondida na alavanca

Gostei do Kicks? Claro que gostei. O conforto e a ergonomia para o motorista é dos melhores. O encaixe no banco é perfeito, tem regulagem de altura, o volante tem ampla regulagem de altura e distância e os pedais estão bem posicionados, portanto é ajeitar-se ao volante e viajar por horas sem que se pense em mudar de posição. A visibilidade geral é boa; e para ajudar nas manobras ele tem um curioso jogo de câmeras que mostra uma visão aérea em 360° na tela do painel, como fosse uma só câmera de grande angular fixada a uns dois metros acima do teto (favor não me perguntar como fizeram isso). Com esse recurso, se numa manobra o motorista raspar a roda na guia, é porque é irremediavelmente displicente e sua única saída é pegar uma marreta e eliminar todas as guias do mundo.

Na suspensão dianteira, McPherson com barra estabilizadora e na traseira, eixo de torção. Os freios, a disco ventilados na frente e a tambor atrás.  Carro leve e com essa velocidade máxima não precisa mais que isso em matéria de freios, além de uma boa distribuição de atuação, para que freie bem. E nada de fading, mesmo abusando um pouco. Para descidas de serra como a da via Anchieta, de até 7% de declividade, a programação do CVT inclui um controle dinâmico de freio-motor de tal forma que mesmo em D a velocidade fica controlada. Um sensor de inclinação longitudinal provavelmente é o responsável por esse controle. O efeito acentua-se se o câmbio estiver em modo Sport e se for necessário há ainda a posição L, que anula o modo Sport e reduz o espectro das relações na parte longa.

Boa posição para guiar

Boa posição para guiar

A suspensão é firme. Não chega a ser macia, mas de modo algum é incômoda. Ela é um pouco mais macia que a do Honda Civic da penúltima geração (pegamos ontem o da nova para teste “no uso” e uma volta no quarteirão bastou para superar as expectativas). Portanto, gostei da suspensão como está e não a mudaria em nada. Além do mais, ele é muito bom de curva. Seu acerto de chassi/suspensão foi muito bem feito. Curvas uniformes, traçado limpo, preciso. Bom acerto da direção eletroassistida também, nunca leve demais. A direção é suficientemente rápida com sua relação de 16,8:1.

Muito dessa boa dinâmica se deve ao fato de, apesar dele ser um veículo relativamente alto e com 200 mm de vão livre do solo, ele foi desde o começo projetado para assim o ser; não foi simplesmente erguido, como muitas vezes acontece e não sai coisa boa. Bons pneus Continental, de asfalto, 205/55R17, cooperam.

A dinâmica do Kicks é tão boa que, principalmente em trechos sinuosos de estrada, vem uma tremenda vontade de ter em mãos um com o câmbio manual de cinco marchas. Aí, sim, ele formaria um conjunto que satisfaria plenamente o autoentusiasmo. Já pude constatar isso em outros lançamentos, como no novo Honda Fit, ocasião em que o dirigi com os dois tipos de câmbio.

O conta-giros parece analógico, mas é digital.

O conta-giros parece analógico, mas é digital…

pois em seu lugar entram as informações do computador de bordo

…pois em seu lugar entram as informações do computador de bordo

Nada contra o CVT, especialmente esse, bastante evoluído.  É suabilíssimo, proporciona viagem em baixíssimo giro. Por cálculo pode chegar a 1.740 rpm a 120 km/h em D, mas é preciso que estabilize numa reta perfeitamente plana e não a encontrei no percurso que fiz, ficando ao redor de 2.200 rpm, o que mesmo assim é baixo para um motor de 1,6 litro nessa carroceria. Surpreendeu como, ao contrário de outros CVT, este não fica reduzindo tanto quando se deseja aumentar velocidade, fazendo mais uso da elasticidade do motor.

Notável também como mesmo não havendo possibilidade de trocas virtuais  manuais, seja pela alavanca seletora, seja por borboletas, estas trocas existem automaticamente e à perfeição. Ao arrancar da imobilidade com pé no fundo, o motor vai a 6.250 rpm “em primeira”, repete em “segunda” e assim vai até à “sexta”, num belo escalonamento que saltaria aos olhos num dente de serra, com quedas de giro cada vez menores. Como se sabe, não é uma troca de marcha em sentido estrito, mas pontos de parada predeterminados nas polias do CVT. Nota 10.

Motor de 1,6 litro que rende 114 cv a 5.600rpm

Motor de 1,6-litro de 114 cv a 5.600 rpm

O motor HR16DE 1,6 é flex e dispensa o sistema de partida a frio por injeção de gasolina quando com álcool no tanque e temperatura abaixo de 18 ºC. Curiosamente, sua potência e torque máximos não se alteram com o uso de um ou outro combustível: 114 cv a 5.600 rpm e 15,5 m·kgf  a 4.000 rpm; tem duplo comando de válvulas com variador de fase na admissão e escapamento. Com funcionamento silencioso e suave, quase inaudível quando em giro baixo, também gosta de giro alto. Repetindo, com câmbio manual o motor certamente “aparecerá” mais, exibindo um comportamento que autoentusiastas apreciam, alta elasticidade combinada com pujança em alta rotação.

Desenho arrojado

Desenho é decididamente arrojado

Consumo apurado pelo computador de bordo: com gasolina, entre 10 e 12 km/l na cidade e entre 11 e 16 km/l na estrada, melhor até do que o consumo oficial Inmetro/PBVE (veja-o na ficha técnica). Como se vê, na estrada ele varia bastante, dependendo, claro, do modo como o acelerador é pressionado. No meu entender isso se deve à sutileza com que o CVT trabalha ao se dirigir buscando economia, selecionando sempre a relação mais baixa (longa) possível. O que é de se estranhar, pelo preço do Kicks SL (R$ 90.000) e pelas suas características gerais, é a ausência do controle automático de velocidade.

A chave é de presença e a partida é feita pressionando um botão, o esquema da moda. Tem auxílio para partida em rampa, controle automático do ar-condicionado, engates Isofix para bancos de crianças, e controle de estabilidade e tração desligável. O tanque de combustível é bem pequeno, especialmente para um carro que pode consumir álcool: 41 litros.

Ele precisaria ter um maior tanque de combustível.

Seria muito bem-vindo um tanque de combustível maior, 41 litros é pouco

Desse teste “no uso”, a conclusão é que a Nissan tem mesmo motivos de sobra para ter grandes expectativas com relação ao Kicks, mesmo com motor “pequeno” para o gosto dos brasileiros, já que a somatória de seus atributos tem tudo para agradar, e muito.

Veja o vídeo:

AK

(Atualizado nesta data às 23h55, inclusão do vídeo)

 

FICHA TÉCNICA NISSAN KICKS SL 2017
 
MOTOR
Designação HR16DE 1,6
Tipo Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, bloco e cabeçote de alumínio, 16 válvulas, duplo comando de válvulas, corrente, variador de fase na admissão e escapamento, atuação de válvulas direta por tuchos-copo, flex
Cilindrada 1.598 cm³
Diâmetro x curso 78 x 83,6 mm
Potência 114 cv a 5.600 rpm (G/A)
Torque 15,5 m·kgf a 4.000 rpm (G/A)
Taxa de compressão 10,7:1
Formação de mistura Injeção no duto
TRANSMISSÃO
Tipo Transeixo e tração dianteiros com câmbio automático CVT XTRONIC
Relações das polias Máxima 4,006:1, mínima 0,458:1 (espectro 8,746:1)
Diferencial 3,921:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira eletroassistida indexada à velocidade
Voltas entre batentes 3,1
Relação da direção 16,8:1
Diâmetro mínimo de curva 10,2 m
FREIOS
De serviço Hidráulico servoassistido a vácuo, duplo circuito em diagonal
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A tambor
Controle ABS de 4 canais e 4 sensores com EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 5,5Jx17
Pneus 205/55R17
Marca e modelo Continental / ContiPowerContact
DIMENSÕES
Comprimento 4.295 mm
Largura 1.760 mm
Altura 1.590 mm
Distância entre eixos 2.610 mm
Bitola dianteira/traseira 1.520/1.535 mm
Distância mínima do solo 200 mm
Profundidade de vau 450 mm
Ângulo de entrada 20º
Ângulo de saída 28º
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha 1.142 kg
Carga útil 427 kg
Distribuição do peso D/T 62%/38%
Peso rebocável sem freio 350 kg
Porta-malas (VDA) 432 litros
Tanque de combustível 41 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 12 s
Velocidade máxima 175 km/h
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL INMETRO/PBVE
Cidade 11,4 km/l (G), 8,1 km/l (A)
Estrada 13,7 km/l (G), 9,6 km/l (A)
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, crossover, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,345
Área frontal calculada 2,25 m²
Área frontal corrigida 0,776 m²
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 máxima 68,9 km/h
Rotação a 120 km/h 1.740 rpm
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Intervalos de revisão/óleo 10 mil km ou 1 ano
Garantia 3 anos
Nº de concessionárias 166

 

EQUIPAMENTOS NISSAN KICKS SL
CONFORTO E COMODIDADE
Abertura da portinhola do bocal de abastecimento de combustível por acionamento interno
Abertura e fechamento das portas e vidros dianteiros e traseiros por de controle remoto
Acabamento dos bancos em couro
Acendimento automático dos faróis (sensor crepuscular)
Acionamento do alarme através de controle remoto
Apoios de cabeça dianteiros e traseiros separados e ajustáveis para os 5 ocupantes
Ar-condicionado automático digital
Banco do motorista com ajuste de altura
Banco traseiro bipartido 60/40, dobrável
Bancos dianteiros e traseiros com tecnologia Zero Gravity®
Chave inteligente presencial (I-Key)
Comando elétrico de abertura do porta-malas (acionamento chave ou comando interno)
Controle de áudio e funções do painel no volante
Direção com assistência elétrica indexada à velocidade
Ganchos de fixação no porta-malas
Iluminação interna central
Painel multifuncional colorido de 7” com mais de 12 funções, inclusive computador de bordo
Para-sol com espelhos para motorista e passageiro
Porta-copos central (2)
Porta-malas com iluminação interna
Porta-objetos na lateral das portas dianteiras e traseiras
Porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros
Revestimento do painel e portas macio ao toque
Sistema eletrônico de ignição (partida por botão e abertura das portas sem o uso da chave
Tapetes dianteiros, traseiros e do porta-malas em carpete
Tomada 12 V (2)
Vidros dianteiros e traseiros elétricos, com função um-toque e antiesmagamento
Volante com acabamento em couro
Volante de três raios com regulagem de altura e distância
APARÊNCIA
Aerofólio integrado na cor do veículo
Estrado de teto longitudinal na cor prata
Faróis dianteiros com assinatura em LED
Maçanetas externas na cor do veículo
Maçanetas internas de abertura das portas cromadas
Manopla de câmbio com revestimento em couro e detalhes cromados
Molduras laterais com detalhes metalizados
Para-choques dianteiro e traseiro na cor do veículo com detalhes pretos
Retrovisores externos com regulagem elétrica e repetidoras de setas
Retrovisores externos na cor do veículo ou Preto Premium para versão com teto colorido
SEGURANÇA
Alarme de advertência sonoro para lanternas acesas
Alarme perimétrico
Bolsas infláveis frontais, laterais e de cortina
Câmera 360° com imagem integrada ao mostrador do rádio
Cintos de segurança de três pontos para todos os passageiros (5)
Controle de estabilidade e tração
Controle dinâmico de chassi
Controle dinâmico de freio-motor
Controle dinâmico em curvas
Desembaçador de vidro traseiro com temporizador
Detector de objetos em movimento
Engates Isofix para bancos infantis (2 pares)
Estabilizador ativo de carroceria
Faróis de neblina
Faróis dianteiros com temporizador de afastamento do veículo
Imobilizador do motor
Limpador de para-brisa dianteiro e traseiro com 2 velocidades e controle intermitente variável
Sensor de estacionamento
Sistema de auxílio de partida em aclives
Travamento central automático das portas e do porta-malas a partir de 24 km/h)
SISTEMA DE ÁUDIO
Quatro alto-falantes e dois tweeters
Rádio/toca-CD, MP3, com tela tátil colorida de 7″, entrada auxiliar para MP3 Player/iPod, conector USB e Bluetooth com comandos no volante
Sistema de navegação integrado ao painel com NissanConnect
CORES, COMBINAÇÃO
Com interior Preto Premium
Branco Diamond – Perolizado
Prata Classic – Metálico
Cinza Grafite – Metálico
Cinza Grafite com teto Sunset Orange -Metálico
Preto Premium – Sólido
Com interior Macchiato
Branco Diamond – Perolizado
Cinza grafite – Metálico
Com interior Sand
Preto Premium – Sólido
Cinza Rust – Metálico


Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

  • Ricardo Bezerra

    Por que o Nissan Kicks tem peso bem menor do que os
    SUVs de sua categoria, considerando que as medidas são muito semelhantes?

  • BlueGopher, pelo freio.

  • TDA, basicamente, a adoção do variador de fase admissão e no escapamento, antes era só na admissão.

  • TDA

    Seria ótimo, mas sabe que vai acontecer justamente o contrário, não é, equipe de depenação já deve estar a postos rsrs

    • TDA, são 17h08. ainda dá tempo de jogar na Mega Sena de hoje; quais são as seis dezenas?

      • TDA

        Ora Bob, não é adivinhação, é a realidade. Vários modelos que começaram a ser vendidos importados e foram nacionalizados perderam itens ao invés de receber a mais. Dos que eu me lembro: Fiesta, 208, Golf, A3

        • TDA, certo, mas não se deve generalizar.

        • Sandro

          Pois é, não me lembro de ter visto acontecer o contrário. Eu pretendia trocar meu Golf 2014 por um exatamente igual (em termos de conteúdo e configuração). Só que esse carro não existe mais. Agora até o Golf Variant sofreu “downgrade”. Decidi então comprar mais um período de garantia e continuar cuidando bem do carrinho — talvez a decisão mais sensata que eu poderia tomar.

          • RoCha

            Sandro, consegue enumerar o que foi retirado. Estava pensando meu Jetta tsi 2014 em um Golf Variant, mas racionalmente ($) estou impedido.

  • Fat Jack

    Na última vez que eu vi o Honda ainda estava vendendo mais, mas não deixa de ser um produto interessante (para quem aprecia esse tipo de veículo, claro).

  • Mr. On The Road 77

    Já é o Nissan mais vendido do país, em que pese ter apenas uma versão à venda, a estratosféricos R$ 90.000,00.
    R$ 80.000,00 e ainda estaria caro.

  • Vinicius Pelegrini

    Para não ficar por baixo, queimar o filme e manter o ego, agora os autoentusiastas estão chamando alguns suves de peruas, ou peruas altas. Isso é um caso para Sigmund Freud!

    • Vinicius, você está por fora, fazemos isso há anos, não é de agora; suves peruas altas, nunca, mas crossovers. E não precisamos manter o ego, enganou-se redondamente. Quem está precisando de Freud é você.

    • CorsarioViajante

      Também acho que deveriam vencer este bloqueio. Não entendo como alguém pode achar o 2008 mais perua do que SUV. Aliás, cá entre nós, para mim a maioria destes carros seria chamada corretamente de crossovers, ou “misturebas” rs, pois misturam vários formatos de carroceria.

  • Mr. Car, evolução foi a do Civic. Acabo de viajar com ele e… como está bom!

    • Mr. Car

      Imagino que sim. Pelo menos em teoria (não dirigi) e por fotos, gostei, he, he!
      Abraço.

    • Water Mark

      Espero que logo, logo saia a matéria com o Civic, geração 10!

      E parabéns por mais um excelente trabalho, Arnaldo!

    • Thiago Teixeira2

      Hoje fiz um test drive no Focus Titanium + FB. Exceto pelo PowerShift, se estivesse de olhos vendados eu teria um pouco de dificuldade pra saber se era o atual ou Mk2. Daí fica a dúvida: ou o Mk2 é muito bom ou o novo inovou pouco (baseado no acerto dinâmico e motor). Os 38 cv a mais do novo, pouco notei.

      • Thiago, esses 38 cv estão lá, só que você precisa buscá-los no giro alto. Mas estão lá, sim.

  • TDA, tenho quase certeza que só no local da foto, porém hoje em dia estão colocando tantas funções que não dá para lhe afirmar categoricamente se esses dados podem ou não aparecer em outra tela. Além do mais, com câmbio CVT não há um interesse objetivo no conta-giros. É verificar esses dados que passei na matéria e depois esquecer dele.

  • guest, o original

    Semana intensa no AE, com vários “no uso”… parabéns pelo trabalho e obrigado por compartilhá-lo!

  • RoadV8Runner

    AK, uma pergunta, de pura curiosidade: você saberia dizer se as relações virtuais pré-fixadas do câmbio CVT em acelerações fortes são para aproveitar melhor a potência do motor?
    Eu me sinto órfão de peruas (ao menos das que eu possa pagar…) e os crossovers não preenchem esse “vácuo”. A minha maior “birra” com crossorvers é a altura, pois não gosto de carros altos. Como consequência, acabei migrando para os hatches, que oferecem parte da praticidade das peruas e não têm altura exagerada. Mas vira e mexe sinto falta do “latifúndio” que se formava ao rebater o banco traseiro de meu Caravan. Cabia um kart tranquilamente! Aliás, esse foi um dos motivos pelos quais comprei o carro, transportar um kart indoor que tinha até uns anos atrás.
    No Kicks, a Nissan poderia deixar essa tinta laranja do teto “escorrer” pelo carro inteiro, pois aí ficaria com um visual bem atraente. Ao menos para mim e mais uns dois ou três malucos pela aí, que gostam de carros na cor laranja… Rsss!

    • Vinicius Pelegrini

      Olha outro aí Bob, chamando suve de crossover para não perder a pose rsrs. Não fica bravo não rsrs. Boa corrida!

      • RoadV8Runner

        Não sei se você sabe, mas existe uma diferença entre suve e crossover. Mas não tenho que me preocupar com a “pose”, pois não gosto de nenhum dos dois segmentos (por mim, poderiam deixar de existir, que não sentiria a mínima falta de ambos). Aliás, eu não dou a mínima para moda, pose, status ou qualquer outro raio de superficialidade inútil.

    • Eduardo Sérgio

      RoadV8Runner,
      A combinação de cores desse Nissan Kicks é bem interessante, pois o deixou com um aspecto de traje “esporte fino”, um meio termo entre o esportivo e o social, eu diria. Padrão semelhante a esse, mesclando a jovialidade do laranja e a formalidade do cinza, já foi aplicado no Citroen DS3, com resultado bastante agradável.
      https://uploads.disquscdn.com/images/6bb2d76e43affc067b43818d4e3d1fbb98d2bb71fc8b308f2c50623a054c5818.jpg

  • Rogério Ferreira

    Não gosto de SUV, mais analisando essa impecável avaliação do Kicks, aumentou ainda mais o meu interesse pelo Versa com o mesmo motor e cambio. Parabéns a Nissan por conseguir fabricar o primeiro carro da categoria que concilia bom desempenho com bom consumo…

  • Fórmula Finesse

    Experimentei e gostei muito; uma palavra para esse carro – que me parece adequada – seria: “Inteligente”…

  • Clodoaldo Antunes

    Pra quem vai guiar olhando o cofre do motor, neste a pintura é diferente.

  • Gabrownx

    Só lembrando que o Renegade tem uma proposta mais off-road que o Kicks, acredito que o Renegade precise (e tenha) uma carroceria mais “rígida”.

  • Luciano, já o dirigiu ou você fez o teste de ficha técnica?

  • Marcio

    Acho que isso depende muito da região onde se usa o carro. O meu tem o controle automático de velocidade, mas só consigo usar sábado a tarde ou domingo de manhã no Rodoanel. Viajo bastante para Minas Gerais pela Fernão Dias, e ela tem duas faixas: a da direita em que os caminhões andam a 80 km/h e a da esquerda em que o pessoal vem a 140. Se tento ligar o cruise control a 100 km/h é certo que me estresso cancelando e ligando toda hora. Trocando em miúdos: ele só seria uma ausência chata para mim se fosse adaptativo!

    • carloscomp

      Eu consigo usar bastante na minha cidade, Teresina-PI.

  • Piero, para você ver como são as coisas. Quando entro num carro que tem apoio de braço, levanto-o imediatamente.

    • Piero Lourenço

      Bob… vc deve passar sufoco em carro de luxo…Não tem como levantar!! Pelo preço o Nissan poderia fazer igual a Fiat no Linea, quem quiser deixa baixo e quem não quiser deixar levantado… eu e vc ficaremos felizes!! hehe

    • Fórmula Finesse

      Tenho verdadeiro horror de apoio de braço, mesmo em carros com caixa automática – a nítida sensação de algo que não deveria estar ali, ameaçando tolher os movimentos do motorista…me soa totalmente anti natural!

    • Darlan Nunes

      Tenho uma Scénic RXE Privilège. A parte mais limpa do estofado é o apoio de braço, absolutamente descartável. Mas um carro “velho” e bom.

  • Lorenzo Frigerio

    Jaspion… Jaspion…

  • Eduardo Edu

    A questão do gosto estético é totalmente subjetiva e os carros da Nissan nunca me despertaram qualquer interesse nesse sentido. Mas para entender quem compra os carros da marca, basta entrar em um. A sensação de conforto e bem-estar é algo levado a sério na Nissan.

    • Max

      Lembro que entrei em um tiida, e foi um dos melhores bancos que já vi em carros mais baratos

  • Fat Jack

    Tenho um colega que mora nas proximidades de Santos e por lá a coisa continua complicada, ele tem vários March (autoescola) e no caso dele pior que não ter as peças sequer a concessionária informa quando há agendamento para troca de algo, mas não há peça.

  • Gustavo73

    Veja o Golf, mais leve que o Focus. É possível fazer mais leve e ao mesmo tempo resistente.

    • Gustavo, isso não é privilégio da VW. Isso é invenção das galinhas, que projetaram o ovo faz tempão.

  • Gustavo73

    Na categoria todos são assim a exceção do 2008 THP. O consumidor padrão dessa categoria não tem foco no desempenho.

    • Gustavo, o desempenho do Kicks não é ruim. Emparelha com um Charger R/T e, como também disse, pode viajar a 150 km/h. Ruim, portanto, não é.

      • Fernando

        emparelha com um charger r/t 1973? que comparação…

  • CorsarioViajante

    Um morador aqui próximo já comprou um. O desenho é realmente muito chamativo, para meu gosto chamativo e exagerado demais, mas agrada a maioria, minha esposa por exemplo achou lindo.
    É engraçado. O Kicks de certa forma “pegou o bastão” da Livina. E daí fica claro porque minivans e peruas cada vez são mais negligenciados: portamalas do Kicks de 432 litros x 449 da livina, diferença muito, muito pequena. Outra medida: entre-eixos do Kicks 2.610 mm x 2600mm da Livina. Ou seja, acredito que em termos de espaço sejam muito equivalentes, ou estou errado?
    Minha tia, por exemplo, tem uma livina, mas aposto que quando sair o consórcio dela (olha a jabuticaba na vida real…) vai comprar um Kicks pelas facilidades que a Nissan dá na compra de outro nissan.
    E a julgar pelo texto, a evolução como produto é imensa: a Livina é decididamente feia, ruim de dirigir e extremamente desconfortável. O Kicks parece ter resolvido em grande parte estes problemas.

    • guest, o original

      Concordo com a ideia de que o Kicks “pegou o bastão” da Livina, ainda que praticamente ao dobro do preço desta; quanto ao desempenho dinâmico da Livina, infelizmente nunca dirigi uma para opinar, mas me lembro das palavras do André Antônio Dantas numa das matérias aqui do AE (http://www.autoentusiastas.com.br/2015/10/editorial-infeccao/):

      Íamos ver um pessoal e ele passou em casa com um Nissan Livina. Aí passamos por uma avenida esburacada e o BS chamou a minha atenção para a excelente calibração da suspensão do carro.
      Concordei porque tendo uma velha Ipanema com suspensão dura (preferência pessoal) sei como o carro pula ali.
      Mas mostrei para ele o viés disso.
      Como o carro tem boa calibração de suspensão, o motorista não sente a buraqueira e não poupa o carro. Quando se anda com um carro duro demais, se sente demais a buraqueira e o motorista respeita mais.
      Isso tem um efeito negativo sobre o dono de um Livina: a suspensão não aguenta o castigo e logo precisa de manutenção severa. Aí, o que diz o dono? Que o carro não presta e que a suspensão é muito delicada.
      Yin e Yang. O que pode ser muito bom de um jeito pode ser muito ruim de outro. No caso, o carro leva uma fama indevida por ser bom demais.

  • CorsarioViajante

    Público alvo…

  • CorsarioViajante

    Nunca vou entender porque dificultam tanto obter um controle de velocidade. OU não tem, ou só nas versões de topo. E é um dos equipamentos mais úteis que já tive em meus carros.

  • Luiz AG, perua, já procurei muito e não achei a origem de perua para esse tipo de carroceria. O mesmo para break, termo do tipo de veículo e não da Citroën somente. Em francês pronuncia-se [bre’ák]. Em inglês é quebrar (to break), que muitos confundem com brake (freio, frear), daí se ver até em descritivos de fabricantes break light em vez de brake light. Essa vou ficar te devendo e a mim mesmo.

  • Luiz AG, põe praga nisso.

  • Félix

    Esse tanque pequeno é ruim, pelo menos para mim já seria motivo para descartar a compra. Gosto e necessidade não se discutem, mas sabendo que dá para levar um Civic Sport manual ou um Cruze LT, esse Nissan me parece uma escolha irracional.

    • Félix, você escolhe carro por tipo ou por preço? Se for o segundo caso, é lamentável.

      • Fernando

        ah é? por que? Se um Sedan ou um SUV desses podem atender minha familia, nao vejo por que nao podem ser concorrentes. Nao posso entao ter um sedan e trocar por um SUV ou vice-versa? Faça-me o favor…

  • Félix, é claro que você e qualquer pessoa pode escolher ente um suve ou um sedã, nada mais natural. Mas depois de escolhido um comprar o outro só por questão de preço é que eu disse ser lamentável.

    • Max

      Penso que na maioria da vezes, a compra de um carro é mais emocional que racional, e pela minha experiência, nunca se estará completamente satisfeito com qualquer marca ou modelo.

  • Douglas

    Eu não entendo como a potência pode ser a mesma com álcool e gasolina.
    Isso me lembra o Celta VHC, a GM dizia ter 70 cv com qualquer combustível, mas ele andava melhor com álcool.

    • Douglas, com o gerenciamento eletrônico do motor é perfeitamente possível igualar as potências com os dois combustíveis. São meros desígnios das fabricantes.

    • André Nantes

      No March ocorre o mesmo. Independente do combustível a potência é a mesma. Com álcool a rotação é mesma, mas o barulho do motor é mais acentuado. O consumo do Kicks é o mesmo do meu March 1.0.

  • Danchio

    Eu acho que o brasileiro médio ainda tem preconceitos contra a cilindrada do motor, mas felizmente isto está mudando (não só com os turbos, mas com os bons acertos como desse kicks).

  • Douglas, agindo assim deixa-se de ter o carro que se quer. É como vender a alma ao diabo. Simples. Mas quanto a fazer questão de câmbio manual você está certo.

  • César Augusto, sem nenhuma dúvida que seria benéfico para a potência e menor consumo.

  • João Guilherme Tuhu

    O motor K7M dos Sandero/Logan tem compressão de álcool, 12:1. O 16V K4M é que ainda se mantém com taxa mais baixa, 10:1. , assim como o Fluence, motor M4R, com taxa 10,2:1.

  • Leônidas, suves não são mais confortáveis de rodagem do que sedãs, hatchbacks e peruas e tampouco suas suspensões são mais robustas. Ilusão. Só têm vão livre maior.

  • Félix, a palavra ‘algumas’ antes de pessoas é que devia estar no lugar do artigo inicial.

  • CorsarioViajante

    Diogo, lendo isso me pergunto se a minha tem algum problema pontual. A suspensão é extremamente dura, quando passo naquelas tartarugas por exemplo o desconforto é imenso, muito maior que meu Polo que tem fama de ser duro. Lombada chega a dar um soco mesmo muito devagar. Achei que era problema dos pneus anterior mas troquei por pelos ContipowerContact que sempre usei e achei bom, e não mudou nada.
    Estranho que quando comprei o carro levei na nissan para darem uma geral e não falaram nada da suspensão, creio que se estivesse com algum problema teriam percebido. Ou será que passou batido?
    Em curva não acho ruim para a proposta do veículo. Acho ruim sim o volante, difícil de manter trajetória mesmo com o carro alinhado certinho. Tem que ficar fazendo aquelas correções pequenas sempre.
    Mas fiquei com a pulga atrás da orelha, na próxima revisão vou pedir para ver melhor a questão da suspensão, talvez esteja alguma coisa errada. Obrigado!

  • Nelson C

    Não consigo perdoar a falta do apoio central de braço dianteiro.

  • Mineirim

    Gostei do Kicks também. O CVT parece fazer milagre, trazendo desempenho decente e economia.