Quando o Juvenal Jorge esteve no lançamento do novo Civic no dia 22/8, falou bastante do novo Honda e acrescentou que não havia na ocsião a versão Sport para ser experimentada, só tido oportunidade  de dirigir o Touring de motor 1,5 litro turbo e o EXL 2-litros de aspiração natural, ambos com câmbio CVT, sobre os quais escreveu e foi publicado nesta matéria. Ficou a vontade de saber como seria o Sport com câmbio manual de seis marchas, é claro — e eu também. Posteriormente (19/10) o Arnaldo fez o teste “no uso” do Touring, apreciando bastante os dotes de desempenho do novo motor turbo combinado com baixo consumo de combustível, passando pelo comportamento dinâmico exemplar.

Finalmente nesta terça-feira (18) chegou o aguardado momento de dirigir o novo Civic versão Sport com câmbio manual de seis marchas (há o CVT também), apesar de não haver novidade em questão de motorização: é mesmo 2,0 i-VTEC FlexOne de 150/155 cv a 6.300 rpm e 19,3/19,5 m·kgf a 4.800 rpm, números bem inferiores aos do Touring (175 cv a 5.500 rpm e 22,4 m·kgf de 1.700 a 5.500 rpm). Todavia, o menor peso do Sport (1.275 conta 1.326 kg) haveria de compensar um pouco a desvantagem em potência e torque, em que a relação peso-potência piora mas nem tanto: de 7,57 cai para 8,50/8,22 kg/cv (G/A).

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Todo Civic Sport tem rodas pretas

Como o Arnaldo havia informado,  a aceleração 0-96,5 km/h registrada pela mídia especializada séria dos EUA é feita em 6,9 s. Uma rápida conta calcada em aceleração (m/s²) leva a 7,15 s para o 0-a-100 km/h. Vamos arredondar para 7,2 segundos, o que é um ótimo tempo para um sedã desse peso e potência. Portanto, não é errar muito dizer que no Sport manual a aceleração 0-100 km/h fica na casa dos 7,5~7,6 s.

Com o bom Cx de pelo menos 0,28 como o do modelo anterior (provavelmente é um pouco melhor, ainda que marginalmente), sua velocidade máxima deve estar na casa de 210 km/h — como se sabe, a Honda não informa desempenho, a política da empresa que merece toda a crítica.

Mais importante que tudo isso, porém, é uma coisa chamada verdadeiro prazer de dirigir. Só o fato de se poder explorar o motor da maneira que se quiser, sem que o câmbio tome suas decisões, é o nirvana automobilístico. Este é complementado pelo comando de câmbio no mesmo nível dos de Wolfsburg e pela carga do pedal de embreagem inacreditavelmente baixa para um trânsito anda-e-para sem sofrimento.

Mas como nada é perfeito, seria ótimo se a alavanca estivesse 5 cm à frente para bastar a força da gravidade para a mão “cair” na manopla. Como está é preciso fechar o ângulo entre o braço e o antebraço quando o normal seria aumentá-lo. Acaba-se acostumando, mas não é o ideal. A compensação desse pequeno deslize é a posição relativa dos pedais de freio e acelerador permitir o punta-tacco “telepático”.

Mas glória mesmo é aproveitar tanto a elasticidade quanto a extrema suavidade do motor, o que chamo de “cheiro doce”. O 4-cilindros de aspiração natural é absolutamente liso por contar, principalmente, com árvore contrarrotativa de balanceamento (o 1,5 turbo não a tem). Isso mesmo a relação r/l ultrapassando bem a “barreira 0,30” , com 0,317 (a mesma do 1,5 turbo). Uma coisa é certa, a indústria automobilística vem tomando medidas para reduzir massa das peças móveis e isso tem influência, fora o próprio método construtivo, maior precisão de usinagem, melhor balanceamento etc. E o óleo do motor é viscosidade SAE 0W20  e classificação de serviço API SM.

A v/1000 da 6ª é 43,3 km/h, 2.800 rpm a 120 km/h, bem conveniente. A 5ª, de 35,8 km/h, certamente é a marcha da velocidade máxima; nos 210 km/h estimados o motor está a 5.900 rpm. O câmbio é bem escalonado, como mostra o gráfico dente-de-serra abaixo.

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Desenho ilustrativo do acionamento de válvulas (Honda)

 

O motor tem potência específica elevada (75,1/77,6 cv/l) e sua arquitetura é monocomando de acionamento por corrente, quatro válvulas por cilindro de atuação indireta por balancim roletado. Curiosamente e fugindo da tendência atual, não existe compensação hidráulica da folga de válvulas, sendo o seu ajuste feito da mesma forma que num motor como o boxer arrefecido a ar de Fusca, ou seja, contraporca de fixação e parafuso de regulagem na extremidade do balancim que aciona a válvulas. A Honda recomenda verificação e ajuste da folga a cada 40.000 km!

E para quem não medo de rotação, o corte (limpo) ocorre a 6.800 rpm, 500 rpm acima da rotação de potência máxima. Mas a isso se contrapõe uma ótima elasticidade do motor, os adeptos da “Fórmula 2000 rpm” não terão o que reclamar, pois esse motor é acima de tudo um VTEC, a conhecida solução da Honda de “dois comandos de válvulas num só”, e que ainda conta com coletor de admissão de dois roteiros.

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Pressão de pneus única com carro vazio e cheio, mas é indicado aumento para velocidades acima de 160 km/h

E a teco-teco, maria-fumaça e calhambeque, palavras que não fazem parte do meu vocabulário, junta-se outra: tanquinho. Este motor não o tem, conta com lanças aquecedoras para o álcool para partidas em temperatura ambiente baixa quando abastecido com álcool.

O consumo oficial Inmetro/PBEV é cidade 10,2/7,1 km/l e estrada, 13,4/9,3 km/l.

Por isso, quem pensa num sedã e gosta de dirigir carro de câmbio manual, que tenha bom desempenho e excelente comportamento dinâmico, este novo Civic versão Sport caiu do céu. Para tê-lo, R$ 87.900.

A Honda prevê que 48% da vendas serão da dupla EX/EXL, depois o Touring com 28%, ficando o Sport com 24% — dos quais a versão manual representará apenas 3%. Tenho dúvidas quanto a esta última estimativa, chuto algo entre 6% e 8%, ou a cegueira terá realmente se espalhado irreversivelmente pelo mercado.

BS

(Atualizado em 24/10/16 às 13h10, correção de informação do intervalo de regulagem de válvulas)

FICHA TÉCNICA HONDA CIVIC SPORT MANUAL 2017
MOTOR
Designação2.0L i-VTEC SOHC
TipoQuatro cilindros em linha, bloco e cabeçote de alumínio, transversal, 16 válvulas, comando no cabeçote acionado por corrente, acionamento de válvulas indireto por balancim roletado sem compensação hidráulica de folga, flex
Cilindrada1.997 cm³
Diâmetro e curso81 x 96,9 mm
Taxa de compressão11:1
Potência máxima150 cv (G), 155 cv (A), a 6.300 rpm
Torque máximo19,3 m·kgf a 4.700 rpm (G). 19,5 m·kgf (A) a 4.800 rpm
Comprimento da biela/relação r/l152,7 mm / 0,317
Formação de misturaInjeção no duto
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro de 6 marchas manuais à frente e uma à ré
Relações das marchas1ª 3.642:1; 2ª 2,080:1; 3ª 1,361:1; 4ª 1,023:1; 5ª 0,829:1; 6ª 0,686:1; ré 3,673:1
Relação de diferencial4,105:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço inferior triangular com buchas hidráulicas, mola helicoidal, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora Ø 25 mm
TraseiraIndependente, multibraço com buchas hidráulicas, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora Ø 16,5 mm
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, eletroassistida com pinhão duplo, relação de direção variável, mais baixa 10,93:1, indexada à velocidade
Voltas entre batentes2,2
Diâmetro do aro do volante360 mm
Diâmetro mínimo  de giro11,2 m
FREIOS
DianteirosA disco ventilado de Ø 282 mm
TraseirosA disco de Ø 260 mm
ControleABS, EBD e assistência à frenagem
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 7Jx17
Pneus215/50R17V (Bridgestone Turanza ER33)
Estepe temporárioT135/80JC16M
CARROCERIAMonobloco em aço, sedã 3-volumes, subchassi dianteiro, quatro portas, cinco lugares
CAPACIDADES
Porta-malas525 litros
Tanque de combustível56 litros
PESOS
Em ordem de marcha1.275 kg
Capacidade de carga420 kg
DIMENSÕES
Comprimento4.637 mm
Largura com espelhos2.076 mm
Altura1.433 mm
Distância entre eixos2.700 mm
Bitola dianteira/traseira1.543/1.557 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h7,6 s (estimada)
Velocidade máxima210 km/h (estimada)
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL INMETRO/PBVE
Cidade10,2 km/l (G) e 7,1 km/l (A)
Estrada13,4 km/l (G) e 9,3 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª43,3 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª2.800 rpm
Rotação à vel.máxima em 5ª5.900 rpm
MANUTENÇÃO
Troca de óleo do motor10.000 km ou 1 ano
Revisões10.000 km ou 1 ano
Ajuste da folga de válvulas40.000 km
Filtro de combustível80.000 km
Fluido de freio3 anos
Líquido de arrefecimento do motor6 anos ou 200.000 km; depois 5 anos ou 100.00 km
Velas100.000 km
GARANTIA
TermoTrês anos sem limite de quilometragem

 

EQUIPAMENTOS HONDA CIVIC SPORT 2017
 
SEGURANÇA
Alarme com imobilizador de motor
Alerta de cinto desatado para motorista e passageiro dianteiro
Assistente de dirigibilidade ágil
Assistente de frenagem de emergência
Assistente de partida em aclives
Bolsas infláveis laterais e de cortina
Câmera de manobra com multivisão, três modos selecionáveis
Cinto de segurança 3-pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes
Cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e ajuste de altura
Controle de estabilidade e tração desligável
Engates Isofix para dois bancos infantis
Luz de frenagem de emergência
Luzes de rodagem diurna (DRL) em LED
Trava para crianças nas portas traseiras
EQUIPAMENTOS EXTERNOS
Antena integrada ao vidro traseiro
Carcaça dos espelhos e maçanetas externas na cor da carroceria
Chave-canivete com controle remoto das fechaduras das portas e porta-malas e fechamento de vidros
Faróis principais e de neblina halógenos
Grande frontal escura
Lanternas traseiras e luz da placa em LED
Limpador de para-brisa com função intermitente
Rodas de alumínio 17-pol com acabamento escurecido
Tampa da portinhola do bocal de abastecimento com abertura por pressão
CONFORTO E COMODIDADE
Acabamento em plástico macio na parte superior das portas e painel
Acionamento elétrico de todos os vidros com função um-toque descida e subida
Ajusta de altura e distância do volante de direção
Ajuste manual do banco do motorista
Alerta de farol ligado e desligamento automático após 15 segundos
Ar-condicionado automático e digital
Aro do volante e manopla do câmbio em couro
Banco traseiro dividido 2/3-1/3
Bancos, portas e console central em tecido premium com costuras
Console central com descansa-braço deslizante, porta-objetos e porta-copos
Controlador automático de velocidade de cruzeiro, comando no volante
Descansa-braço central traseiro com porta-copos
Desembaçador do vidro traseiro
Espelho nos para-sóis
Fechadura elétrica do porta-malas com comando interno
Freio de estacionamento elétrico com função de aplicação automática
Iluminação no porta-malas
Moldura da porta dianteira prata
Moldura da porta traseira prata
Pisca-3
Porta-objetos nas quatro portas
Porta-revistas no encosto do banco dianteiro (2)
Protetores nas dobradiças tipo convencionais
Revestimento do teto em tecido preto
Revestimento na tampa do porta-malas
Tapetes em carpete com presilhas de segurança
Tomada de 12 V
Travamento automático das portas a 15 km/h
ÁUDIO E CONECTIVIDADE
Alto-falantes de 160 W (4)
Bluetooth e streaming de áudio
Controle de áudio no volante
Interface de USB áudio com ponto de recarga na frente
MP3/WMA
Tela LCD de 5″

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Marcio Santos

    Bob, quanto ao desempenho do Civic Touring a revista Autoesporte mediu 0 s 100 em 7,5 s com álcool e a Quatro Rodas, 7,9 s com gasolina.

    Quando ao modelo 2,0 CVT a Quatro Rodas mediu 10, com gasolina e a Autoesporte 9,8 s com álcool.
    Não encontrei números do Sport manual, ao menos online.

    • Marcio, pelo que senti o Sport manual acelera dentro do que escrevi. É mesmo excelente.

  • João Carlos

    Acredito que esse 0 a 100 deva ficar na casa dos 9 s. O Lancer manual de 160 cv e 1290 kg é dito como 9,8 s. Não tem como avaliar um? Não se compra carro somente pelo preço, mas R$ 65.190,00 para quem quer um sedã rápido e de três pedais sem muitas firulas…

    • João Carlos, considero o Lancer manual uma grande pedida, mas infelizmente a empresa não tem frota de teste.

    • Alessandro Peres

      Seu comentário me fez entrar no site da Mitsubishi e notei que ele possui suspensão independente no eixo traseiro freio a disco nas 4 rodas e um pacote de itens de série bem atraente! Me pareceu uma pechincha em vista da concorrência neste patamar de preço.
      Entrou pra minha lista de carro desejável!

  • Cristian_Dorneles

    Bob, o tecido premium dos bancos é veludo?

    • Cristian, não é, mas é bem agradável.

  • Andre Sampaio

    Muito bacana o carro e a matéria,me deixou com vontade de dirigir a máquina. Quem sabe no futuro teremos um vídeo para o nosso deleite.

    • Andre, não é quem sabe, é certeza, e esse vou fazer questão de fazer.

  • Maurício, é estimado. Pode haver diferença quando cronometrado.

  • FCardoso, estava mesmo invertido no texto; na ficha técnica está certo. Obrigado, já foi corrigido.

  • Ivan, é por isso que relutamos em cronometrar aceleração. Precisa ser uma reta perfeitamente plana e ao nível do mar, senão pode distorcer resultados.

  • Invalid, coisas desse tipo só possíveis de analisar nos testes “no uso”.

  • Flying, a questão não é só dar ruído por mais folga que o normal especificado, mas pelo afundamento da válvula na sede, que vai reduzindo paulatinamente a folga de operação, em casos extremos “enforcando” a válvula, que passa a não fechar mais.

  • Leônidas, a Honda não informa desempenho. Que história é essa de “A Honda declara”?

  • Caio, neste caso não há tucho, só o balancim roletado.

  • Welyton, ia, mas não encontramos local apropriado para isso, uma reta perfeitamente plana e no nível do mar. Fazer, só bem-feito.

  • Curió, não viu na ficha técnica que tive o cuidado de dizer que o dado é estimado?

  • Avatar, sim, um pouco, daí eu ter escrito que a alavanca deveria estar um pouco mais à frente.

  • Marcelo, tirei a informação do manual do proprietário. Fotografei a página.

  • Eric-BA, acha mesmo necessário matéria a esse respeito? É um fato consumado, temos falado nisso em matérias, nos comentários. Essa ditadura está no ar, como se diz.

  • invalid_pilot

    Esse Sport poderia ter aquele Azul do Fit ou Vermelho… Uma pena

  • Beta Romeo

    Tenho um Civic 99 e começou a fazer ruído de válvulas na primeira partida do dia em dias frios. Eu mesmo fiz o ajuste em casa, tem vídeos no youtube que ensinam como fazer.

    Esse é por correia dentada:
    https://uploads.disquscdn.com/images/ed4ddf37b46627cc5f69cd54cdd2e4b10be3f716cb6235dcc060fb1631acc20a.jpg

    Tem coisas que é melhor fazer você mesmo. Uma vez levei o carro para ajustar os faróis. Além do rapaz mexer no parafuso errado (de alinhamento horizontal em vez do vertical) o fez com tanta força que tirou lascas do plástico que fica em volta da coroa de ajuste. Saiu bem pior do que estava.
    Por coincidência, sou médico! rs rs =)

  • Daniel Saraiva Vila Nova

    Finalmente a Honda fez um carro “sporty” com câmbio manual!. Na minha opinião talvez um pouco tarde, pois o Civic está grande demais. Mas isso é uma opinião pessoal!. Queria ver algo como um City ou Fit como um motor 1,8 ou qualquer combinação que beire 130, 140 cv.

    • marcio pessoa de faria neto

      Ô, Daniel, e o Civic SI de 2007,com seu câmbio manual de seis marchas?

  • C. A. Oliveira

    Eu gosto da traseira à moda Chevrolet Volt. Mas, tirando a questão de gosto pessoal, me parece que esse tipo de traseira, a qual não sei dizer a denominação correta (seria um notchback? Um fastback?), é uma tentativa, ou pretensão se assim se quiser, de posicionar determinado modelo no mercado de modo a atrair tanto o comprador de um hatchback quanto o de um sedã. Assim como ocorreu com o Focus.

  • David Diniz

    Canal “Diego velocímetros”, Canal “Mecfire” entre outros canais de mecânica no youtube discordam que são da turma do ” óleo, filtros e pastilha de freio”. Assista alguns vídeos desses canais e veja que eles vão além do básico.

    • Caio Ferrari

      Uma pena que sejam tão raros, não é mesmo ?

  • CorsarioViajante

    Galera que tem grana aproveite enquanto pode, logo só terá automático como Golf variant.

  • João Carlos, há as duas situações, a folga aumentar por desgaste dos componentes de acionamento e diminuir por desgaste da válvula na região de contato com a sede e/ou esta própria. Claro, com mais folga a válvula vai abrir menos, mas o efeito é desprezível.

  • Wanderson, nesse dia em que fiz a foto, o do teste desse Sport, eu estava com um funcionário graduado da Honda no carro, parado, e perguntado sobre justamente prazo de regulagem de folga de válvulas ele abriu o porta-luvas e pegou o manual. Como você diz que no 2,0 é 40.000 km, vou verificar isso com a Honda; aguarde, por favor. Quanto ao fato de ser flex levar a ajuste mais frequente, não vejo como o combustível possa influenciar nisso.

  • Alessandro Peres

    O custo-beneficio é MUITO tentador mesmo!
    Por um lado a baixa demanda vai te dar um poder de negociação grande na compra de um usado!

  • Victor H, principalmente porque dá status…

  • FF, levei em conta a peso-potência para estimar e a maior responsividade da caixa manual.

  • Real Power, desgaste de comando e balancins por ser flex e ter o óleo contaminado parece me carecer de lógica. Sedes de válvulas sim.

  • Oi, Dercílio, sim, seria competitivo com o 2-litros de 178 cv. Quanto ao Opel 3-litros, é para dar saudade mesmo!

  • Wanderson, verifiquei com a Honda é isso mesmo o que você disse, no 2-litros é a cada 40.000 km. É que o manual é único para todas as versões e a tal pessoa abriu-o na página errada. Texto será alterado em seguida.

  • Fat Jack

    Sem dúvida alguma um carro interessante, apesar de eu achar que a Honda poderia ter maneirado na necessidade de “revolucionar” o desenho do carro – acho que ele tem algum exagero na traseira, mas nada grave ou incômodo – e cuja versão seria a minha escolha em tempos de prazer ao dirigir em primeiríssimo lugar (entenda-se sem nenhuma preocupação na alta desvalorização na hora da venda) pois a cegueira citada “…ou a cegueira terá realmente se espalhado irreversivelmente pelo mercado…” acredito já ter contaminado o mercado.
    Bob, aproveitando o questionamento do “Finesse” fiquei com a dúvida de se o fato do motor turbo dispor de mais torque e numa rotação mais baixa também não o favoreceriam numa estimativa de aceleração.
    Valeu!

  • Rubergil, é apenas uma estimativa calcada em alguns parâmetros e senbilidade. Não façamos disso uma tempestade.

  • TDA

    Só posso dar parabéns à Honda! #savethemanuals

  • TDA

    É uma ótima escolha, assim como o Civic, mas quanto mais opções de carros manuais melhor.

  • TDA

    Como eu sempre digo, brasileiro não gosta de carro, brasileiro gosta de se mostrar superior, ter status. E o que melhor do que um carro que é um produto com altíssimo valor agregado para isso.
    Pena que nós, os autoentusiastas que realmente amamos carros, ficamos reféns da maioria.

  • Leo-RJ

    OPÇÃO, como deveria ser. A Honda nos dá OPÇÃO de escolher o câmbio manual ao invés de nos empurrar o automático, como quase todas fazem.

  • Artur Cavalcanti

    “que ainda conta com coletor de admissão de dois roteiros.” Não seriam 3? sendo 2 no R20 1.8?

  • Pastel

    Ailton Junior, eu tive um C4 Lounge Exclusive e acho que não seria um bom carro para câmbio manual. É o tipo de carro para uso com câmbio automático, não tem este perfil esportivo do Civic, apesar do ótimo motor.

  • Lobin, esse tempo não é medido, é estimativa. Está informado na ficha técnica.

  • invalid_pilot

    Sinto falta de médios em vermelho, uma cor clássica e esportiva ao mesmo tempo.

    • Invalid, as fabricantes, em geral, não têm vermelho porque vende pouco por causa da gersonlândia: o cara gosta mas não compra pensando na revenda, acha que ninguém vai querer comprar um “seminovo” dessa cor…

  • invalid_pilot

    Entra na mesma tese do cofre pintado, não faz diferença no uso, mas denota cuidado na produção e projeto. Mais subjetivo do que prático

  • É, eu também acho que deve ser na casa dos 9 s altos.
    E que coisa, não é, já chegamos na casa dos 90 mil reais (praticamente) para o Civic básico e o dólar baixando e o preço dos carros só subindo….

    É um ótimo carro, não duvido disto, mas entra para o clube de mais um que fica absolutamente fora da minha realidade. Triste.

  • agent008

    Muito boa! rs

  • Lucas Baldo

    Essa meleca branca ocorre devido à emulsão da água do etanol no lubrificante, que só se desfaz quando o mesmo atinge a temperatura de ebulição da água. Por isso motores flex ou movidos a alcool possuem temperatura de funcionamento maior. Isso também ocorre com a gasolina, só que ela se mistura ao óleo, não sendo perceptível. Um fato interessante que eu aprendi no manual do 911 é que se o lubrificante estiver muito contaminado e o motor funcionar em altas temperaturas pode-se ter a impressão que houve um consumo repentino de lubrificante, quando na verdade o mesmo foi apenas descontaminado.

  • Célio Jr., sim, é fato. Mas não é tão alto. Houve mudança estrutural, a carroceria baixou em relação ao assoalho, daí o surgimento do túnel.

  • Ricardo, está errado o raciocínio dessas pessoas? Claro que não. Há quem preze esse aspecto.

  • Coêlho

    Fico feliz demais de ainda surgirem ótimos carros esportivos aspirados e manuais. Toyota GT 86, Suzuki Swift Sport R, Sandero RS, Honda Civic Sport. Ainda existimos e resistimos.

  • marcio pessoa de faria neto

    Daniel, o Honda CRX era um belo “Sporty”. dois lugares,160cv e 1110 KG.Motor 1,6 l super girador.

  • Calferr

    Poxa Bob, infelizmente eu não posso ter três, quatro carros na minha garagem (no máx 2 se contar o da patroa). E eu, que sempre considerei dirigibilidade peso 2 (ou seria 3?), acabei de fazer o movimento inverso. Saí de um Civic 9 manual, para o novo Cruze, e uma das alegações minhas era que eu já estava “cansado de ficar trocando marcha” no trânsito. Bom restou o Golzinho da minha esposa kkkk…

  • Calferr

    Sei não. As pessoas estão hoje em dia muito radicais. Cada um defendendo com unhas e dentes sua posição. Eu pessoalmente adoro carros desde que eu me conheço por gente. Então gosto de câmbios manuais e automáticos, penso que cada um tem lá os seus encantos. Muitas das escolhas que enfrentamos na vida, muitas vezes não há uma resposta certa, e sim o certo PRA VOCÊ, ou seja depende do que você está buscando naquele momento. Então não vejo muito sentido em criticar as posições alheias. Se o cara quer dirigir esportivamente, ótimo (desde que não coloque os outros em risco), quer dirigir confortavelmente, ótimo também.