Em 1966, ano da estreia de um dos seriados mais influentes em se pensar o futuro, “Star Trek”, houve um importante progresso na história do automóvel. A General Motors mostrava a Electrovan, o primeiro veículo movido a pilha (célula) a combustível, no caso hidrogênio. do mundo.

Floyd Wyczalek, 91, era gerente de projeto do desenvolvimento de pilhas a combustível da Electrovan e lembra da equipe de mais de 200 pessoas trabalhando na primeira transferência de tecnologia das pilhas a combustível em 1962, parte do desafio dado pelo presidente John F. Kennedy para a NASA chegar à Lua antes do final da década.

“Tínhamos três turnos de pessoas no início do projeto em janeiro de 1966 até o término 10 meses mais tarde”, disse Wyczalek. “Corremos para fazer uma demonstração para a imprensa durante a Conferência do Progresso da Energia em outubro daquele ano.”

A GM já investiu mais de US$ 2,5 bilhões em tecnologia de pilhas a combustível hidrogênio e está entre os líderes de patentes no desenvolvimento da próxima geração de sistemas que serão muito mais potentes e com uma fração do tamanho daquele aplicado na Electrovan, que tinha espaço apenas para um motorista e dois passageiros.

Vários programas de demonstração de pilha a combustível ajudaram a GM a acumular mais de cinco milhões de quilômetros em experiência no mundo real, até hoje. Um exemplo recente é o Chevrolet Colorado ZH2, exclusivo do Exército americano, que será o primeiro veículo de pilha a combustível a usar o logotipo GM Hydrotec, uma ligação com os motores Ecotec movidos a gasolina e as pilhas a combustível.

“Nós vemos um grande potencial dos sistemas de pilhas a combustível para uso militar, aeroespacial e em outras aplicações enquanto continuamos a desenvolver um veículo comercial com a tecnologia”, disse Charlie Freese, diretor executivo global da GM Fuel Cell. “É muito especial para nós celebrarmos o 50º aniversário da Electrovan.”

A Electrovan era estritamente um veículo de teste para explorar o hidrogênio como fonte de energia para a propulsão do veículo. Após o fim do projeto, a Electrovan foi guardada em Pontiac, Michigan. Após 31 anos o modelo foi revitalizado em 2001 e passou a ser utilizado em apresentações e emprestada a museus. Quando está em casa, a Electrovan fica no GM Heritage Center, acervo da GM não aberto ao público.

01_gm-electrovan50thanniversary  GENERAL MOTORS COMEMORA 50 ANOS DA PILHA A COMBUSTÍVEL 01 GM Electrovan50thAnniversary

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

Publicações Relacionadas

  • Luciano Ferreira Lima

    Olha o tamanho da parafernália para gerar hidrogênio e ainda vem uns picaretas no Mercado Livre querendo vender uns aparatos que talvez produzam hidrogênio para alimentar um isqueiro prometendo consumo idêntico a de uma moto de 200 cm³. O desespero em conseguir economia é tão grande que tem muito ingênuo caindo no conto aqui em Muriaé, MG. Um dos criadores da geringonça já foi até no Projac a convite da rainha dos baixinhos.

  • Fat Jack, essa Electrovan foi protótipo para testar o sistema de pilha a combustível para as missões Apollo.

    Veja que baterias seriam muito pesadas para uma missão tão longa, e hidrogênio e oxigênio eles tinham à vontade nos tanques do módulo de serviço.

    Veja que quando houve o acidente da Apollo 13, o problema foi a explosão de um dos tanques de combustível, o que afetou o fornecimento de combustível para a pilha e deixou o módulo de comando sem energia.