Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas FIAT 500 CABRIO, GIOIA DI VIVERE – Autoentusiastas

Achei que carro italiano merecia título italiano, o que segue marca e modelo é “alegria de viver” na língua de Dante. Pois foi exatamente o que senti ao dirigi-lo desta vez.  Mas por que este teste, se o 500 é um carro esquecido pelo mercado, suas vendas, pífias?

Dia desses vi um Fiat 500 Cabrio no trânsito e me lembrei de ter testado um e gostado muito. Cheguei em casa e fui verificar quando foi isso. No AE não achei nada, então só poderia estar no AUTOentusiastas Classic, o “arquivo morto” do AE criado por necessidade, pois na primeira reforma do site, em que mudamos de hospedeiro, não teve como fazer a migração completa de conteúdo — desses mistérios da informática. Foi daí que nasceu o “Classic”, que ficou no hospedeiro anterior e que funciona relativamente bem. Foi lá que achei o teste publicado em 4 de junho  de 2013 sob o título “Fiat 500 Cabrio, a céu aberto“.

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O teto solar de lona pode parar sobre os bancos dianteiros, chegar aos traseiros ou baixar todo, isso até 80 km/h

Por um impulso que não sei explicar, perguntei à FCA, em seu novo e elegante escritório São Paulo na av. Engenheiro Luís Carlos Berrini esquina com a av. dos Bandeirantes, no bairro Itaim Bibi, se tinham um Cabrio de teste. Tinham.

Busquei-o dali uns dias e ao entrar nele vi que o quadrante do câmbio não era o do automático epicíclico Aisin de 6 marchas como no Cabrio que eu havia testado há pouco mais de três anos, mas do Dualogic: eu havia me esquecido que em julho de 2014 a Fiat havia lançado uma versão simplificada do 500 Cabrio que incluía o motor 1,4 EVO de 85/88 cv em vez do 1,4 MultiAir de 105 cv, por R$ 56.900 manual e R$ 59.900, Dualogic. O 500 Cabrio automático (Aisin) continuava, por R$ 66.300.

Uma visita ao site comercial da FCA/Fiat mostrará que todas as versões continuam oferecidas, embora eu tenha sido informado que a 500 Cult não é mais disponível. O preço deste 500 Cabrio Dualogic 1,4 EVO 8V hoje é R$ 67.900. Vê-se também que todos são ano-modelo 2015, nada de 2016, muito menos 2017. E que o motor 1,4 MultiAir de 105 cv ficou restrito à outra versão do 500 Cabrio, o automático 6-marchas,  por R$ 82.000,  e ao 500 Abarth, que é turbo, 167 cv, e custa R$ 94.000. Os demais são 1,4 EVO, que apareceu no lançamento do novo Uno em maio de 2010.

No documento estava ano de fabricação 2014, modelo 2015. No hodômetro, 4 mil e poucos quilômetros. O carro parecia bem novo, pintura e interior perfeitos. Som e rodar era de carro que mal havia entrado para a frota de imprensa E no primeiro sinal, a descoberta que não tinha creeping: nem Dualogic Plus o câmbio era (esta evolução do Dualogic, que tem creeping, só estrearia em julho de 2015 no Palio).

Foram sete dias da mais pura alegria e diversão. Cada vez que me aproximava dele na garagem surpreendia-me como seu desenho não havia envelhecido apesar de ter sido lançado na Itália em julho de 2007. Aliás, cá entre nós, não deve existir tarefa mais árdua do que fazer um facelift num retrô…

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Interior acolhedor e competente, ergonomia é ótima

Saltava à vista sua elegância discreta misturada com ares de brinquedo. Entrar nele dava a sensação de me dizer ‘bem-vindo’, uma sensação estranha e agradável ao mesmo  tempo.

Não  é um carro leve como sua forma e porte sugerem,  pesa 1.110 kg, para uma relação peso-potência de 13,0 ou 12,6 kg/cv (G/A), números para um desempenho apenas bom, nada que empolgue, é claro. Mas para sair por aí em meio ao trânsito ou mesmo pegar uma estrada, dá e sobra. Nada de sensação de lerdeza. Dá muito bem para pular nos sinais e ver pelo espelho a turma “marcha-lenta” lá atrás. A potência máxima ocorre a 5.750 rpm e o giro vai até 6.500 rpm. Torque, 12,4/12,5 m·kgf a 3.500 rpm; taxa de compressão, 12,35:1. Aceleração 0-100 km/h em 12,2/11,8 s e velocidade máxima, 170/172 km/h em 5ª.

Um ponto alto do 500 é sua agilidade. Seu comprimento de apenas 3.546 mm combinado com o entre-eixos faz do dirigir no trânsito pura diversão. Mais curto que o up! (3.605 mm) e o Mobi (3.596 mm), e de linhas mais arredondadas nas extremidades, é como se nunca faltasse espaço para ele. Manobras como mudar de faixa são fáceis, como também é encontrar uma vaga paralela ao meio-fio. Ou para fazer retorno em “U” numa rua — DNA do primeiro Fiat 500 dos tempos modernos, de 1957, que tinha motor traseiro — com seu diâmetro mínimo de curva de 9,1 metros.

O leitor do AE sabe que tenho preferência por câmbio manual, mas eu certamente teria um carro de câmbio robotizado monoembreagem, e nem me preocuparia se não tivesse borboletas, pois nunca as uso, prefiro trocar marchas pela alavanca, sempre. Por que gosto dos robotizados? Porque sei que lá dentro, nas entranhas do câmbio, está uma caixa de constituição manual, com engrenagens cilíndricas helicoidais, árvores primária e secundária. Apenas quem movimenta hastes e seus garfos não é o movimento da alavanca, mas atuadores eletro-hidráulicos no caso do Dualogic. Me agrada eu ter pleno comando das trocas com se fosse — e é — um câmbio manual.

Ao parar num sinal não é preciso engatar a primeira, isso o câmbio faz sozinho, basta dar a luz verde e acelerar e ir subindo marchas com toque na alavanca, neste caso do Dualogic para trás (prefiro para frente, mas isso eu, há quem goste “da botoeira do elevador” com o botão do último andar embaixo). Mas nada com que não se acostume.

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O “antigo” motor 1,4 EVO dá conta do recado muito bem

E quando chega o momento (cada vez mais frequente) do anda-e-para, a embreagem automática faz o seu trabalho à perfeição. É relaxante. Se e quando se quiser, seleciona-se modo automático. Por falar nisso, o funcionamento nesse modo se mostrou perfeito, praticamente sem interrupção de potência ao ascender marchas. E, crème de la crème, nas reduções comandadas ou automáticos vem a saborosa (e útil) aceleração interina automática — sobretudo exata, melhor do que qualquer humano consegue fazer.

Portanto, somando o ar de brinquedo (viva o Dias das Crianças!), manobrabilidade, disposição suficiente do motor 1,4 EVO (flex, para quem exige), o câmbio robotizado de funcionamento perfeito, ao incrível teto solar de lona e elétrico, não vejo nada melhor para quem é solteiro ou tem família com dois filhos que ainda não atingiram a adolescência (tem engates Isofix!). Como também considero um mistério o 500 não vender bem, a ponto de nem haver modelo 2016 no catálogo da Fiat.

Predicados, muitos: freios  a disco nas quatro rodas (dianteiros ventilados), direção eletroassistida Dual Drive, assistente de partida em aclives, sinalização de frenagem de emergência, controle de tração desligável, sensor de estacionamento, ar-condicionado, computador de bordo A e B, rádio CD com MP3 e entrada auxiliar, seis alto-falantes, regulagem elétrica de altura dos faróis, bancos dianteiros com easy-entry, banco do motorista com descansa-braço, memória mecânica e regulagem de altura, banco do passageiro com memória, banco traseiro bipartido, retrovisores externos elétricos, função Sport, vidros e travas elétricos, chave-canivete com telecomando de abertura e fechamento das portas, luz de afastamento de cortesia (faróis), comando elétrico de abertura do porta-malas e da portinhola do tanque, volante com regulagem de altura, tomada de 12V no console central, rodas de liga leve 15 polegadas, porta-objetos sob o banco do passageiro, nas portas, no encosto dos bancos dianteiros e no console central, entre vários outros itens.

Instrumentos, velocímetro e conta-giros concêntricos de fácil leitura, há termômetro e liquidômetro (combustível). As repetidoras de seta são nos para-lamas dianteiros, como deve ser. Há bom apoio para o pé esquerdo e alavanca seletora do câmbio num pedestal está a centímetros da mão. Notável também o interruptor de luzes, giratório na alavanca de seta (que tem pisca-3): só duas posições, desligado e ligado. Nesta acende-se o farol de uso diurno (DRL, fraco, sem ligar luzes traseiras, como deve ser); puxando a alavanca, relampejador.

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DRL para rir dos “inimigos” que querem multar mais do que qualquer outra coisa

Caindo a noite, empurra-se a alavanca para frente e liga-se o farol baixo e as luzes traseiras. Puxando-a, acende o farol baixo nos mesmos grupos óticos do DRL, mais fortes, claro; empurrando, farol alto. Ao desligar o motor desligam-se junto todos os circuitos de iluminação, ou seja, nada de chegar ao aeroporto, sair correndo para pegar o voo e quando voltar ao carro no mesmo dia ou no dia seguinte a bateria ter arriado por ter deixado lanternas ligadas. Mas com a chave fora do contato, girando a alavanca,  tem-se luzes de estacionamento. Coisas inteligentes encantam!

O único senão é o tanque de apenas 40 litros, pouco quando se usa álcool. Consumo Inmetro/PBVE não tem, só o do Abarth e do Cabrio com câmbio Aisin de 6 marchas. Mas tomando por base o consumo do Cult manual que testei em janeiro de 2013 e aplicando a correção de 22% no ciclo urbano e 29% no ciclo rodoviário, conforme é norma hoje,  teríamos na cidade 11,1/7,5 km/l (G/A) e estrada, 12,7/8,7 km/l, consumos de não deixar ninguém mais pobre. Com gasolina obtive na cidade 10,5~10,9 km/l e na estrada, 12,5~12,6 km/l. É muito curto de 5ª, v/1000 de 29,1 km/h, 120 km/h a 4.100 rpm.

Valeu a pena essa revisita ao 500? Se valeu! Foram bons momentos de alegria de viver.

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BS

(Atualizado nesta data às 21h10, correção de informação de modelos disponíveis no catálogo da Fiat)



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Mr. Car

    Bob, só não tenho um ( mas capota rígida), pois a grita aqui em casa foi geral em relação ao tamanho dele quando revelei meus encantos pelo carrinho, e assim como quem não quer nada, sondei a aceitação da troca de um Logan pelo 500, he, he! Aceitação 0%, para minha tristeza. Me encantei pelo carrinho desde a primeira foto que vi. Conforme já disse, sou um grande fã da onda “retrô”, e acredito que o 500 seja um dos mais felizes produtos deste segmento, se não de fato, o mais feliz. Gosto mesmo deste pequenino, he, he!
    Abraço.

  • Mateus, não entendo certas atitudes de fabricantes. Não o 500L deveria vir, como o Alfa Romeo tinha de estar de volta.

    • Bruno

      Mas, Bob, sobre os Alfas, não dizem que não vem, ou demorará a vir, em virtude de a operação ser muito cara (adaptação do carro, criação de rede de concessionários, encaixe de preço etc). Para você que tem contato estreito com a indústria, faz sentido? Te pergunto porque realmente é estranho, em vista dos concorrentes diretos chegarem ao ponto de montarem fábricas no Brasil. Ora, se o mercado é interessante às concorrentes, porque não o é à Alfa Romeo? Abraço.

      • Bruno, não tem sentido e não adianta perguntar, respondem que estão analisando.

  • João Carlos

    Uma observação, a luz alta está no mesmo conjunto óptico (inferior) das luzes de posição/DRL.

    Boa solução adotada é ter a luz de posição e luz diurna na mesma lâmpada, uma simples W21/5W. Solução rápida que daria para todos os fabricantes adotarem sem maiores custos de alteração no conjunto óptico, e atender à legislação.

    • João Carlos, exato, faltou eu mencionar onde ficam as luzes de posição.

  • invalid_pilot

    Na era dos suves, carros tipicamente urbanos não encantam os brasileiros e quem compra carro por metro quadrado.

    • Invalid, de fato. Não sabem o que estão perdendo.

  • Eduardo Palandi

    Bob, o 500 tem (ou ao menos teve) vendas bem razoáveis aqui por Brasília. Em outros cantos, nem tanto: minha irmã, que mora no interior de SP, comprou um 500 Cult 12/12 em fevereiro de 2013, com algum desconto. Mesmo odiando dirigir, ela adorava o carro, com o qual ficou até se mudar para o exterior — e agora quer ter um 500 por lá…

    • Eduardo, o fato de não haver modelo 2016 quando praticamente todo mundo já tem os 2017, a própria Fiat inclusive, é sinal de que o mercado não quer mais o 500. Uma pena.

      • DPSF

        A Fiat não tem mais modelos 16/16 ou 16/17 para Bravo, Linea, 500, Freemont, Idea, Siena EL. A italiana está fazendo uma verdadeira limpeza na sua linha de produtos. Vai se concentrar na Strada, Mobi, Uno, Toro. vendendo alguns Palios, Puntos e Grand Sienas.
        Esse novo projeto de hatch, sedã e picape para a América Latina não está me agradando, pois pegaram uma plataforma de um carro compacto e a esticaram. A Fiat tem um bom produto e que poderia ser colocado no mercado e suprir as lacunas que está deixando: O Novo Tipo. Mas ao que parece foi descartado.

        • DPSF, não existe problema de nenhuma ordem de esticar plataforma. Agora só se fala em plataforma, isso é absolutamente irrelevante.

      • Fat Jack

        Bob, não seria “o mercado não está disposto a pagar o que a Fiat pede pelo 500?”

        • Fat Jack, pode ser, mas creio não ser apenas esse o motivo.

  • Thiago Teixeira, isso mesmo!

  • Caio, eu dirigi um na Itália e gostei muito.

  • Caio, quando fui devolver o 500 ainda perguntei pelo Uno Firefly: nada ainda. É concordo mesmo.

    • Caio Ferrari

      Bob, algumas concessionárias Fiat já estão anunciando o Firefly em estoque. Capaz de já terem algumas unidades faturadas, o que me lembrou que já devem ter unidades na frota de imprensa. Aguardo com ansiedade suas considerações sobre os dois novos motores.
      Boa semana!

      • Caio, estou acompanhando de perto, ainda não incorporaram o novo Uno à frota de imprensa. Amanhã vamos retirar um Mobi Way, por isso tenho certeza de ainda não terem o novo Uno.

  • Mr. Car, os importados pegaram pela frente a elevação do dólar. Ferrou.

  • Antonio Pacheco, é que após lavá-lo ele sorriu para vocês…

  • Eduardo, isso, na Fiat polonesa, em Cracóvia. Na linha de produção,
    Fiat e Ford.

  • Obrigado, Eddy.

  • DPSF, essa dita imprensa fala muita bobagem, como essa. Adora especular para dizer que “está por dentro”. Vaidade.

  • Eduardo, de novo e novo: plataforma é algo que não diz respeito ao cliente e tampouco define um veiculo em suas características. Agora tem plataformeiro às pencas aqui e mundo afora.

  • Olalao

    Só uma observação, pelo menos de acordo com o configurador da Fiat o 500 Cabrio ainda tem a opção de motor 1.4 16v, com câmbio automático Aisin, por surpreendentes 82 mil.

    O 500 vendeu bem, considerando que é, no Brasil que compra carro por metro quadrado, um modelo de nicho. Lembro que em seu auge, já com a importação do mexicano e preço de Palio, ele passava das mil unidades mensais. Agora vende tanto quanto o polonês e creio que a Fiat nem irá trazer o modelo com leves modificações quando este for fabricado no México.

    • Olalao, de fato, me passou. Vou corrigir a informação. Agradeço.

  • C. A. Oliveira

    Bob, este post vem em boa hora. Porque estou pensando justamente em adquirir um. Entretanto, em se tratando de zero-quilômetro, ele não existe mais para compra. Pesquisei em meio Brasil e nenhum revendedor tem. E mesmo que tivesse, o preço praticado seria na ordem de 20% acima do que consta na reportagem. Mas o mercado de usados oferece algumas opções bem interessantes.
    Entretanto, vejo que as versões do 500, sejam Cabrio ou não, com transmissão Dualogic e interior totalmente preto, como o carro mostrado, “sobram” nos anúncios de usados. Ninguém quer. Os modelos que realmente têm procura são os brancos com volante branco e bancos com partes em branco ou vermelho.

    Aliás, tenho um certo preconceito em relação ao câmbio automatizado. Na verdade nunca dirigi um carro assim. Todavia chama-me a atenção o fato de que é um câmbio que está no mercado brasileiro há quase dez anos (se não me engano surgiu na Meriva, em 2007), e faz quase dez anos que ouço muita gente se queixar desse tipo de transmissão. Carro usado com ela, nem pensar! Mas novo, as pessoas continuam comprando, apesar de todas as reclamações.

    • C. A. Oliveira, os preços informados na matéria são do configurador do site da Fiat. Se você dirigisse um com Dualogic ia gostar, garanto. Quanto a queixas, há, mas não no volume que se imagina.

    • Thiago Teixeira2

      Pouco conheço do 500, mas considerando a disposição em busca de um, é possível achar um usado em estado de zero. Basta ter paciência!
      Já tive alguns carros usados (não exóticos como o 500) que foram um verdadeiro achado, como um Fiesta 2004 com 20 mil quilômetros, ainda com pneus originais.

    • Fat Jack

      Eu já guiei uma SpaceFox I-Motion (com borboletas) do meu cunhado, até que bastantinho e fiquei muito bem impressionado, não houve um tranco (pelo menos é assim que o chamam) sequer em nenhum dos dois modos (automático ou mecanizado), apresentou trocas rápidas e uma boa suavidade mesmo nas trocas manuais, resumindo: agradou-me muito e se tratava de um carro com três anos, adquirido usado com 33.000 km.
      Do Dualogic o pouco que eu sei veio de uma conversa com meu mecânico quando puxei o assunto (justamente por causa da experiência acima) e ele foi categórico:
      “Tá vendo esse Idea e aquele Siena? Então, ambos são automatizados… são problemáticos, estou com eles há duas semanas aguardando peças e elas não são baratas. Se quiser mesmo um automatizado, recomendo que fuja do Dualogic.”

    • c_eduardo

      Aqui em fortaleza sobram carros com interior BRANCO e ninguém quer. Eu quero com painel e volante preto e não acho.

  • C. A. Oliveira, o PT Cruiser era muito bom, mas era um retrô genérico, não de um modelo específico. Tinha apenas visual dos anos 1930. O 500 é diferente, remete imediatamente a outro 500. Concordo, o New Bettle (de 1998) não tinha nada a ver. O atual Bettle é melhor, embora chegando mais para Porsche do que VW.

    • C. A. Oliveira

      Acho que me expressei mal, Bob. O modelo que considero “nada a ver” é o da geração atual. Porém não me dei conta que ele agora se chama Fusca. De qualquer modo, eu quis dizer que é o pior enquanto retrô do Fusca original. Enquanto o New Beetle, sem ser referenciado ao original, é um carro elogiável em todos os aspectos.

      • invalid_pilot

        Conceitualmente o sucessor espiritual do Fusca seria o VW up!, onde é possível notar alguns pontos em comum com o antigo carro, aliás o protótipo contava com motor e tração traseira – abolido em nome de custos no projeto final.

  • Thiago Teixeira2

    Acho que o ESP só aparece nessa situação específica. No meu Focus igual ao teu, usei apenas uma vez o dispositivo em situação bem semelhante. E conheço mais um caso idêntico também.

  • m.n.a. , possivelmente devido a reforços devido ao teto solar que baixa até à linha de cintura, atrás.

  • Alexandre Garcia

    Bob,

    Tive o gosto de fazer test drive em três destes simpáticos carrinhos, um Cult 1,4 manual, um 1,4 16V MultiAir Aisin e um Abarth. Todos, guardadas as devidas proporções e propostas muito, muito legais mesmo.
    Sobre a situação de mercado dele, fazer o que além de lamentar a miopia do mercado e aproveitar os preços adequados no mercado de usados? Infelizmente mais um carro legal que vai subir para o andar de cima por vendas fracas injustificáveis. Paciência.

  • WSR

    Talvez não seja preconceito. Deve ser brasileirice mesmo, já que o pequeno não impressionaria o vizinho como um suve gigante, rs.

  • marco lima

    Só que acho sem graça um “cabrio” cor grafite. Este tipo de carro requer cores vibrantes, como o vermelho, o amarelo, na pior das hipóteses, o branco. Tons de cinza são muito sérios, e comprometem o espírito descolado deste tipo de carro.

  • JCQ, o 500 é ótimo de curva! Nada de rolagem excessiva.

  • Programador, nada disso acontece e tem bastante potência (falar em torque para isso é errado, o que manda é potência) em baixa rotação.

  • Programador, a cadência é de dois cilindros, mas o motor é dos mais suaves.

  • Leandro, todos “entendidos”…

  • Vanessa, para muitos lógica é palavra que nem passa em pensamento.

  • Eduardo, é como se plataforma definisse as características de um carro. Nada mais falso e sobretudo ridículo.

  • Fat Jack, o diminuto espaço é justamente um dos seus maiores atrativos, significando em excelente carro urbano.

    • Fat Jack

      Ok, mas para qualquer um que não seja solteiro(a) é um carro de uso restrito. E há veículos também pequenos em dimensão externa com maiores porta-malas, espaço interno e custo consideravelmente menor.

      • Fat Jack, menores que o 500? E o charme e o elenco de características dele, exclusivas no segmento, não contam?

        • Fat Jack

          Bob não disse menor, disse também pequenos. A questão é que esse charme tem seu custo. A questão da mecânica, e desempenho não serem exatamente um diferencial, também deve fazer alguns “torcerem o nariz”. Fiquei em dúvida do que você se referiu ao mencionar o elenco de características dele (se foi aos mimos que ele oferece, ok) e do segmento, pois pelo preço (que acredito esteja hoje mais convidativo que nunca – entenda-se venha sem aumentos recentes – para “desovar” essas unidades com ano modelo atrasado) vejo-o como um compacto premium, categoria que costumeiramente oferece muito mesmo.

  • Janduir, o dos VW é Marelli, só o do up! é ZF.

    • Gustavo Foltran

      Bob, adquiri um Etios Sedan XLS automático há menos de 2 meses. Seu vídeo sobre o carro pesou muito na minha decisão. Baita carro sensacional! O design pouco me interessa. O que interessa está debaixo do capô, no espaço interno excelente para quem tem 1,86 m, na economia e conforto.
      Só uma dúvida. O câmbio Aisin AT4 é bastante durável, correto? Mas recomenda-se trocar o óleo dele a cada 50.000 km? Pois no manual só manda inspecionar, nada de trocar… Estranho, né?

      • Gustavo, pode acreditar no que a fábrica diz sobre o óleo do câmbio. Eles sabem o que fazem.

  • Andre Mondino

    Eu tenho um Fiat 500 Lounge 1,4 16V Dualogic 2010 e tenho algumas restrições em relação ao carro. Mas não, o câmbio não é esse bicho feio que pintam. Quem fala “gatos e lagartos” desse câmbio não sabe muito bem o que está falando. Um vendedor de uma concessionária uma vez me disse: “o câmbio do seu carro é o pior câmbio que existe no mercado”. Eu perguntei a ele a razão dessa afirmação tão drástica. Ele respondeu: “o mercado não gosta desse câmbio e não o aceita”. Com esse tipo de argumento nem dá vontade de continuar a conversa.

    • Roberto Alvarenga

      O mercado não gosta de tanta coisa boa… quantas pessoas frequentam a Sala São Paulo e quantas vão a shows de “sertanejo universitário”?

  • Fat Jack

    Qual a quilometragem que o seu carro já tem?

  • Programador, é um arranjo típico de câmbio 4+E. Nesses câmbios, especialmente com motores de baixa cilindrada, basta você entender que se trata de um câmbio desse tipo e que o carro é de quatro marchas com uma adicional bem longa para uso em estrada. Depois que você passa a pensar nesses termos, é ótimo. Quem é assim é o up! 1,0 TSI.

  • Fórmula Finesse, vou pensar nisso.

  • Obrigado, Daniel.

  • Kyozuki, foram imagens do dia do lançamento, não foram de carros que receberam.

  • Victor H, mudança de coloração do fluido hidráulico não significa perda de propriedades. É bobagem não seguir a instrução de fábrica a menos que se tenha prazer em gastar dinheiro.

  • Victor H, você realmente acha que falta “masculinidade” ao Fiat 500??? Ainda não aprendeu que quem faz o carro é quem o dirige?

  • Gustavo, saiba que conversores de torque não têm nenhum ponto de atrito metálico, portanto nesse ponto é indiferente trocar ou não o fluido hidráulico.

  • Renato, excelente resposta!

  • C. A. Oliveira

    Analisando bem, acho que o próprio Renegade contribuiu, e muito, para o declínio do 500. O jipinho é (quase) tão fashion quanto, tem muito mais funcionalidade e custa praticamente o mesmo.

    • invalid_pilot

      Ao meu ver o 500 é muito mais racional que o Renegade (comparado ao 1,8) se você nao precisar levar muita gente todo tempo.

      Mas os suves estão matando vários modelos, pessoalmente não gosto deles.

  • Fernando

    O 500 é um pequeno carro que tem muitos atributos, uma pena que a época do Cult a preço pouco acima de um Palio completo já passou, porque me lembro que foi o que tornou as vendas aquecidas por um tempo, e realmente um carro bem pequeno, muito equipado, com este motor conhecido(embora o multiair mostrasse a real graça no 500) e a um preço condizente, eu já tinha imaginado ter um. Não sou dos adoradores de releituras, nem acho tão bonito assim, mas esse conjunto de atributos junto do que eu acho sim bonito, com um jeito italiano que uma versão de algo já conhecido fez ficar interessante, isso sem que o dono queira ser “cool” ou moderninho. Tal qual o 500 original, acho visual até meio secundário, mas sim, bonito.

  • Murilo Denoni

    Na minha opinião, brasileiro paga por tamanho. Quanto maior o carro, mais ele esta disposto a pagar. Não que isso seja errado, fica a critério de cada um. Os carros que tentam ir contra essa regra acabam sendo fracassos. Dito 500, smarts, e aos poucos, com sucessivos aumentos, o VW up! São carros bons, mas fogem à regra.

  • Marco de Yparraguirre

    Por que então a Fiat não nacionalizou de vez o 500, em vez de lançar o Mobi? Não seria mais racional, ou colocar o Mobi no patamar do 500? Será que estou sonhando alto?

  • Janduir, o que mais tem nesse comércio é vendedor aproveitador. Carro 2010/2011 é avaliado como 2010 e vendido como 2011. Se você tem certeza da sua afirmação quanto ao câmbio, procure saber quanto pagam por um na troca e por quanto vendem. Você vai cair da cadeira.

  • Caio Ferrari

    Janduir, acho o câmbio bem robusto. Não é difícil ver Palio e Stilo Dualogic nas ruas. E cada vez mais aparecerem pessoas dizendo que não tiveram problemas com o câmbio. Mais, os atuadores do sistema robotizado estão à venda no mercado paralelo a baixo preço. Não vejo o que temer. Agora, não dá para comprar um robotizado e ficar segurando o carro na subida pisando e soltando o acelerador. Não há sistema que aguente.
    Penso o contrário de você, acho que são uma tendência num mundo em que a preocupação com consumo de combustível é grande. Para carros de motor pequeno, acho que é o câmbio de melhor solução.

  • c_eduardo, de costume e inteligência.

  • c_eduardo

    Pois é!!!

  • Professor, assim você me deixa enrubescido (rsrsrs). Obrigado!

  • Gustavo Foltran

    O assovio é semelhante a esse aqui: