Recebi hoje do nosso André Dantas essa informação que reputo de capital importância pelo tema tratado por Barack Obama. Além de logo desejar compartilhá-la com leitor ou leitora do AE, me vi impelido a publicar antes a versão original, em inglês, por uma só razão: nunca vi algo tão bem escrito no idioma de Shakespeare, que servirá tanto para deleite dos que falam inglês, quanto para os que não, por provavelmente se sentirem estimulados a aprender essa língua de importância crescente nesse nosso tempo de globalização.

Mas, claro, tive o cuidado de traduzi-lo e pode ser visto em seguida ao texto original.

Esse artigo foi publicada ontem no jornal Pittsburgh-Post Gazette (Post-Gazette.com) e está transcrito na íntegra abaixo. O porquê do artigo você saberá no final.

BS

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Barack Obama: Self-driving, yes, but also safe

New technologies and regulations will be explored at a White House conference in Pittsburgh

September 19, 2016 8:00 PM
By Barack Obama

Things are a little different today than when I first moved into the White House. Back then, my watch told me the time. Today, it reminds me to exercise. In my first year, I couldn’t take pictures with my phone. Last year, I posted on Instagram from Alaska.

Of course, American innovation is driving bigger changes, too: In the seven-and-a-half years of my presidency, self-driving cars have gone from sci-fi fantasy to an emerging reality with the potential to transform the way we live.

Right now, too many people die on our roads – 35,200 last year alone – with 94 percent of those the result of human error or choice. Automated vehicles have the potential to save tens of thousands of lives each year. And right now, for too many senior citizens and Americans with disabilities, driving isn’t an option. Automated vehicles could change their lives.

Safer, more accessible driving. Less congested, less polluted roads. That’s what harnessing technology for good can look like. But we have to get it right. Americans deserve to know they’ll be safe today even as we develop and deploy the technologies of tomorrow.

That’s why my administration is rolling out new rules of the road for automated vehicles – guidance that the manufacturers developing self-driving cars should follow to keep us safe. And we’re asking them to sign a 15-point safety checklist showing not just the government, but every interested American, how they’re doing it.

We’re also giving guidance to states on how to wisely regulate these new technologies, so that when a self-driving car crosses from Ohio into Pennsylvania, its passengers can be confident that other vehicles will be just as responsibly deployed and just as safe.

Regulation can go too far. Government sometimes gets it wrong when it comes to rapidly changing technologies. That’s why this new policy is flexible and designed to evolve with new advances.

There are always those who argue that government should stay out of free enterprise entirely, but I think most Americans would agree we still need rules to keep our air and water clean, and our food and medicine safe. That’s the general principle here. What’s more, the quickest way to slam the brakes on innovation is for the public to lose confidence in the safety of new technologies.

Both government and industry have a responsibility to make sure that doesn’t happen. And make no mistake: If a self-driving car isn’t safe, we have the authority to pull it off the road. We won’t hesitate to protect the American public’s safety.

Even as we focus on the safety of automated vehicles, we know that this technology, as with any new technology, has the potential to create new jobs and render other jobs obsolete. So it’s critical that we also provide new resources and job training to prepare every American for the good-paying jobs of tomorrow.

We’re determined to help the private sector get this technology right from the start. Because technology isn’t just about the latest gadget or app – it’s about making people’s lives better. That’s going to be the focus of the first-ever White House Frontiers Conference on Oct. 13. And what better place to hold it than Pittsburgh – a city that has harnessed innovation to redefine itself as a center for technology, health care and education.

We’ll explore the future of innovation in America and around the world, focusing on building our capacity in science, technology and innovation, as well as the new technologies, challenges and goals that will shape the next century.

The progress we’ve seen in automated vehicles over the past several years shows what our country is capable of when our engineers and entrepreneurs, our scientists and our students – backed by federal and private investment – pour their best work and brightest ideas toward a big, bold goal. That’s the spirit that has propelled us forward since before the automobile was invented. Now it’s up to us to keep driving toward a better future for everyone.

Barack Obama is president of the United States.

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Tradução

Barack Obama: Direção autônoma, sim, mas segura também

Novas tecnologias e regulamentações serão tratadas numa conferência da Casa Branca em Pittsburgh

19 de setembro de 2016, 20h00

 

Por Barack Obama

 

As coisas são um pouco diferentes hoje do que quando me mudei para a Casa Branca pela primeira vez. Naquela época meu relógio informava as horas. Hoje, ele me lembra a hora da ginástica. No meu primeiro ano, eu não podia fazer fotos com meu telefone. No ano passado postei um Instagram no Alasca.

Claro, a inovação americana também está levando a grandes mudanças. Nos sete anos e meio do meu mandato os carros autônomos passaram de fantasia de ficção científica a uma realidade emergente com o potencial de transformar a maneira como vivemos.

Hoje muitas pessoas morrem nas nossas estradas — 35.200 apenas no ano passado — com 94% delas resultado de erro humano ou escolha. Veículos autônomos têm o potencial de salvar dezenas de milhares de vidas todos os anos. E hoje dirigir não é possível para muitos cidadãos de mais idade e americanos com deficiências. Os veículos autônomos podem mudar suas vidas.

Um dirigir mais seguro e acessível. Estradas menos congestionadas, menos poluídas. É o que a consagrada tecnologia parece ser. Mas temos que fazer isso da maneira certa. Os americanos merecem saber que estarão seguros hoje mesmo que venhamos a desenvolver e aplicar as tecnologias de amanhã.

Essa é a razão de meu governo estar estabelecendo novas regras viárias para veículos autônomos — a orientação que fabricantes que estejam desenvolvendo os carros autônomos devam seguir para garantir nossa segurança. E estamos requerendo que assinem uma lista de verificação de 15 pontos de segurança mostrando não só ao governo, mas a cada americano interessado, como eles o farão.

Estamos também orientando os estados sobre como sabiamente regulamentar essas novas tecnologias, de modo que quando um carro autônomo for de Ohio à Pensilvânia, os passageiros possam ter certeza de que outros veículos sejam tão responsavelmente fabricados quanto seguros.

Regulamentações podem excessivas. O governo às vezes erra diante de tecnologias que mudam rapidamente. Essa é a razão desta nova política ser flexível e concebida para acompanhar os avanços.

Sempre haverá quem argumente que o governo deve ficar inteiramente fora da livre iniciativa, mas acho que a maioria dos americanos concordará que ainda precisamos de regras para manter nossa água e nosso ar limpos, e nossa comida e nossos remédios seguros. Esse é o princípio geral. E mais, a maneira mais rápida para pôr um na inovação é o público perder a confiança na segurança das novas tecnologias.

Tanto o governo quanto a indústria têm a responsabilidade de fazer tudo para que isso não aconteça. E não tenham dúvida: se um carro autônomo não for seguro, temos a autoridade para tirá-lo das ruas. Não hesitaremos em proteger a segurança pública americana.

Mesmo que estejamos focando mais na segurança dos veículos autônomos, sabemos que esta tecnologia, como qualquer outra, tem o potencial para criar novos empregos e tornar outros obsoletos. Assim, é essencial também que provejamos novos recursos e treinamento profissional para preparar cada americano para os bem-pagos empregos de amanhã.

Estamos determinados a ajudar o setor privado a adquirir essa tecnologia desde o início. Isso porque tecnologia não se trata apenas de criar mais recente dispositivo ou aplicativo — trata-se de tornar a vida das pessoas melhor. Será esse o foco da primeira Conferência de Fronteiras da Casa Branca em 13 de outubro. E que melhor lugar para isso do que Pittsburgh — uma cidade que se concentrou na inovação para se redefinir como um centro de tecnologia, saúde e educação.

Exploraremos o futuro da inovação na América e no mundo todo, focando no crescimento da nossa capacidade em ciência, tecnologia e inovação, assim como nos desafios e metas que darão forma ao próximo século.

O progresso que temos visto nos carros autônomos nos últimos anos mostra do que nosso país é capaz quando nossos engenheiros e empreendedores, nossos cientistas e nossos estudantes — com o apoio de investimento federal e privado — despejam seu melhor trabalho e suas mais brilhantes ideias rumo a um grande e marcante objetivo. Esse é o espírito que tem nos propelido à frente desde antes de o automóvel ter sido inventado. Agora cabe a nós seguir dirigindo em direção a um novo futuro melhor para todos.

Barack Obama é presidente dos Estados Unidos.

 

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