A Kia Motors inaugurou oficialmente a sua nova unidade de produção no México na última quinta-feira, 8/9, numa cerimônia de abertura com a presença de mais de 500 pessoas. Iniciada em outubro de 2014, a Kia Motors do México inaugura sua nova fábrica em Pesquería, no estado mexicano de Nuevo Léon, com investimento da marca e de fornecedores da ordem de US$ 3 bilhões.

A Kia amplia sua capacidade de produção mundial, sendo que a nova fábrica traz potencial de produção anual de 400 mil unidades, elevando a capacidade de fabricação global da marca sul-coreana para 3,56 milhões de veículos.

A nova fábrica do México iniciou suas operações em meio deste ano, com o Kia Forte (Cerato em outros mercados). A partir de 2017, a marca sul-coreana prevê o início da produção do Kia Rio, cuja estreia mundial ocorrerá em 29 de setembro no Salão de Paris.

Além de abastecer o mercado mexicano, onde Kia tem como meta a participação de 5% até 2020, 80% da produção da nova fábrica será destinada para outros países da região, incluindo os EUA e outros mercados da América Latina, onde são esperados o aumento da demanda por carros da Kia.

Atualmente, a nova fábrica opera em um turno, produzindo cerca de 100 mil carros por ano, ou seja, traz capacidade de fabricar um carro a 53 segundos ou 68 unidades por hora. Um segundo e terceiro turno serão adicionados em 2017 para produção de 300 mil unidades/ano. A Kia Motors espera ter sua fábrica operando com capacidade plena de 400 mil unidades, incluindo três turnos, até o final de 2018.

A nova fábrica traz instalações de alta tecnologia integrada de produção, com 420 robôs automatizados na linha de montagem e pintura. Um novo centro de controle de qualidade também foi implementado para garantir que todos os veículos sejam fabricados com os mais altos padrões exigidos pela marca. A fase final do processo de produção envolve avaliação avançada de qualidade dos componentes e é realizado em conjunto com os fornecedores da Kia, permitindo que toda a cadeia se beneficie com as conclusões relacionadas à qualidade.

No total, a nova fábrica tem estimativa de abrir mais de 14 mil postos de trabalho até o final de 2017. A unidade também inclui um centro de formação para os trabalhadores da linha de montagem, com abordagem sistemática da Kia à formação profissional e desenvolvimento de recursos humanos. Todos os funcionários serão submetidos por um período de treinamento de 15 dias antes de serem atribuídos às suas posições na linha de montagem, com mais oportunidades para uma formação e avanços no futuro.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • lightness RS

    Podia/deveria ter sido no Brasil. Maior pecado é termos a Hyundai mas não termos a Kia, sua irmã superior em praticamente tudo (na minha opinião)

    E viva o maldito intervencionismo brasileiro na economia.

  • Renato, a nota da Kia não informa.

  • ochateador, eu não sabia que o nosso mercado estava fechado; agradeço a informação.

  • Ochateador, não é 30% de imposto extra, é 30 pontos porcentuais acrescidos à alíquota do IPI do modelo. Se é 25%, acima de 2 litros, passa 55%. Se é 15%, passa a 45%. Fechar mercado é não poder importar.

  • o chateador, o prejudicou muito os importados, JAC inclusive, foi o dólar ter ido de 1,60 para 3,50 em dois anos.