Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas GOL 1,6 HIGHLINE, OU ELIXIR DA JUVENTUDE – Autoentusiastas

Sei que é um título estranho, talvez o mais esquisito que já dei a uma matéria, mas reflete exatamente o que senti e vi ao ficar usando o Gol 1,6 Highline 2017 durante uma semana. Até a bela cor metálica azul Lagoon, um opcional de R$ 1.378, parece fazer parte do elixir. Sim, elixir porque o modelo foi lançado em julho de 2008, faz tempo portanto, em especial em meio a tanta novidade lançada, especialmente nos últimos quatro anos.

Usando-o por aí, na cidade e na estrada num raio de 100 quilômetros da capital paulista, em absoluto parece um carro com oito anos de história. Passa a impressão de ter sido fabricado com o esmero de um europeu premium. Tudo que se olha e toca é bem-feito, dá prazer de se estar dentro parado ou rodando. A revitalização interna, especialmente do painel, caiu-lhe muito bem.

Esse Gol da foto custa, básico, R$ 54.770, mas dotá-lo de todos os opcionais importa em pagar mais R$ 6.707, ficando tudo por R$ 61.477.

Mas o maior efeito do elixir da juventude está naquilo que muitos torcem o nariz, até eu quando do lançamento da linha 2017 dele e do Voyage em fevereiro: o “velho” motor EA111. Àquela altura eu “chiei” com o pessoal de imprensa e engenharia da VW por não reservarem pelo menos para o topo Highline o bem mais moderno EA211 1,6 MSI, de características marcantes como bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas com variador de fase na admissão, de 110/120 cv a 5.750 rpm e 15,8/16,8 m·kgf a 4.000 rpm, dispensa de gasolina nas partidas a frio tendo álcool no tanque, enfim, um grande elenco de novidades.

Não, lá permanecia o EA111 de 101/104 cv a apenas 5.250 rpm e 15,4/15,6 m·kgf a 2.500 rpm, bloco de ferro fundido, nada variador de fase mesmo que fosse monocomando de válvulas. Nada que empolgasse. Engano total meu.

20160824_092141

O motor 1,6-L EA111 nunca teve o nível de excelência que tem hoje

Esse EA111, no seu atual estágio de evolução, é daqueles motores que me fazem sorrir a cada saída com o carro. Tem — ou está — com uma pegada de baixa notável. A partir de 1.500 rpm já empurra (ou puxa, a tração é dianteira) de maneira convincente. Ali vai, 2.500, 3.000, 3.500 rpm, rápido, em qualquer marcha. Mas quando aquele ponteiro vermelho do instrumento da esquerda fica “de pé”, posição correspondente a 4.000 rpm, vem um berro, um clamor, um aumento forte de aceleração sentida no corpo,  e o ponteiro vermelho vai a 6.500 rpm de uma vez só, quando a borboleta de aceleração se fecha o bastante para o giro parar por aí. Nada menos que 1.250 rpm acima da rotação de potência máxima! E estava com gasolina, menos potência do que com álcool.

E sossegado, nesse giro do corte a velocidade média do pistão é apenas 18,8 m/s. Vibração, nada por toda a faixa; aspereza, nenhuma. É evidente que o motor passou por melhorias & evoluções naturais de todo o motor na sua vida em produção, embora nada especificamente o explique, nenhuma informação a respeito.

Pode parecer uma bobagem, mas a cada cravada de pé no fundo para saborear esse momento, escutar e sentir a batida seca do pedal do acelerador no seu batente  definido, sólido, um dos DNAs da marca, dá um enorme prazer — “tec”, e lá vai o ponteiro vermelho célere rumo ao corte.

Mas todas essas agradáveis sensações não se resumem ao “coração”, estendem-se ao “corpo”. Monobloco rígido, acerto de suspensão irretocável em função e rumorosidade, direção assistida hidráulica (“coisa velha”) de 14,9:1 imexível e freio modulável pelo cérebro, não pelo pé direito. Pneus, 195/50R16V Pirelli P7 em belas rodas de 6″ de tala, fazem parte do show.

20160824_092355

Uma bela roda aro 16

Que continua — nem precisaria falar — no câmbio MQ200 com comando primoroso e cálculo de seleção e engate seguramente feito por um autoentusiasta. Com esse jeito e com uma carga do pedal de embreagem das mais baixas, com uma progressividade de acoplamento ideal, pode-se ficar três horas num anda e para infernal que não faz a menor diferença. Câmbio automático diante disso que falei? Supérfluo. Mas quem fizer questão de só acelerar e frear pode pedir o câmbio robotizado I-Motion pagando R$ 3.300 mais.

Zero a 100 km/h em 10,1/9,8 segundos, 80 a 120 km/h, em 5ª, em 13,2/13 segundos e 186/188 km/h de velocidade máxima mostram o que esse conjunto motriz “velho” é capaz de fazer. Isso com dotes aerodinâmicos nada especiais — Cx 0,345, área frontal 2,01 m², área frontal corrigida (Cx x A) de 0,693 m².

Consumo, nada especial, tampouco ruim: 11/13,1 km/l com gasolina e 7,6/9,2 km/l com álcool, nota B no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. Mas ninguém ficará mais pobre por isso.

A v/1000 em 5ª é boa, 36,5 km/h, deixa o motor quieto o suficiente, 3.290 rpm a 120 km/h reais. A velocidade máxima é em 5ª mesmo, a 5.100 rpm, 150 rpm abaixo do pico. Mas deve ir em 4ª também, porém a 6.400 rpm (29,2 km/h/1.000 rpm). O casamento motor-câmbio está mesmo muito bom.

dente de serra Gol 1,6 Highline 2017

Gráfico “dente de serra” mostra perfeito escalonamento de marchas

É mesmo notável a característica desse EA111 — queimei a minha língua ao reclamar de não terem aplicado o EA211 no Gol Highline.

Diante de toda essa excelência mecânica,  o Gol Highline mereceria luz traseira de neblina (só tem faróis) e  a eternamente reclamada (por mim) faixa degradê no para-brisa.

20160322_105444

No “eu atrás de mim”, espaço razoável para pernas e cabeça

A dotação de itens de série e opcionais é adequada (veja lista no final, após a ficha técnica), o espaço no banco traseiro não é dos maiores mas é razoável (passa bem no “eu atrás de mim”) e o ambiente interno é agradável, especialmente pelo tom cinza-claro dos revestimentos e carpete dominantes.

Acho que o leitor vai entender essa história de “elixir da juventude”.

BS

 

FICHA TÉCNICA VW NOVO GOL 1,6 HIGHLINE 2017
MOTOR
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote Ferro fundido/alumínio
Configuração / n° de cilindros Em linha / 4
Diâmetro x curso 76,5 x 86,9 mm
Cilindrada 1.598 cm³
Taxa de compressão 12,1:1
Potência máxima 101 cv (G), 104 cv (A) a 5.250 rpm
Torque máximo 15,4 m·kgf (G), 15,6 m·kgf (G) a 2.500 rpm
N° de válvulas por cilindro Duas, atuação indireta por alavanca-dedo roletada, fulcum com compensador hidráulico
N° de comandos de válvulas / localização Um, correia dentada / cabeçote
Formação de mistura Injeção eletrônica no duto
Combustível Gasolina comum e/ou álcool (flex)
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes / câmbio Dianteiras / manual
Número de marchas 5 à frente + ré
Relações de transmissão 1ª 3,455:1; 2ª 1,954:1; 3ª 1,281:1; 4ª 0,927:1; 5ª 0,740:1; ré 3,182:1
Relação do diferencial 4,188:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora de Ø 20 mm
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Diâmetro mín. de curva 10,8 m
Relação de direção 14,9:1
N° de voltas entre batentes 3
FREIOS
De serviço Hidráulico, duplo-circuito em diagonal, servoassistido, EBD
Dianteiros Disco ventilado de Ø 256 mm
Traseiros Tambor de Ø 200 mm
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio 6Jx16
Pneus 195/50R16V – estepe 195/55R15H temporário
PESOS
Em ordem de marcha 1.028 kg
Peso bruto total 1.450 kg
Carga máxima 422 kg
Rebocável 400 kg com/sem freio
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, hatchback 4-portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto 0,345
Área frontal 2,01 m²
Área frontal corrigida 0,693 m²
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 3.897 mm
Largura sem/com espelhos/com repetidoras 1.656 / 1.893 / 1.898 mm
Altura 1.469 mm
Distância entre eixos 2.466 mm
Bitola dianteira/traseira 1.429/1.416 mm
CAPACIDADES
Porta-malas 285 L
Tanque de combustível 55 L
Reservatório de gasolina part. a frio 0,8 L
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 10,1 s (G) e 9,8 s (A)
Aceleração 0-1.000 m 31,7 s (G) e 31,5 s (A)
Retomada 80-120 km/h, 5ª 13,2 s (G) e 13 s (A)
Velocidade máxima 186 km/h (G), 188 km/h (A)
CONSUMO INMETRO/PBEV
Cidade 11 km/l (G) e 7,6 km/l (A)
Estrada 13,1 km/l (G) e 9,2 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª 36,5 km/h
Rotação em 5ª a 120 km/h 3.290 rpm
Rotação em vel. máxima, 5ª 5.100 rpm

 

EQUIPAMENTOS NOVO GOL 1,6 HIGHLINE 2017
DE SÉRIE
Acionamento elétrico dos vidros
Ajuste de altura do banco do motorista
Ajuste de altura dos cintos dianteiros
Ajuste de altura e distância do volante de direção
Ajuste elétrico dos espelhos externos com orientação para baixo no direito ao engatar ré
Alarme com controle remoto
Alças de teto
Alerta de frenagem de emergência
Alerta sonoro e visual de cinto do motorista desatado
Alto-falantes (6) e tweeters (2)
Antena de teto traseira
Apoio de cabeça no banco traseiro (3)
Ar-condicionado com filtro de poeira e pólen
Banco traseiro com encosto rebatível
Chave tipo canivete com controle remoto
Cintos dianteiros com pré-tensionador e limitador de carga
Cintos traseiros laterais 3-pontos e central subabdominal
Console central com porta-copos
Desembaçador do vidro traseiro
Espelho externos e maçanetas na cor do veículo
Faróis de neblina
Iluminação no porta-malas
I-System com Eco-Comfort – computador de bordo
Lavador e limpador do vidro traseiro
Par luzes de leitura dianteiras e traseiras
Parassóis com espelho e iluminação
Pneus 195/55R15
Porta de carga com abertura elétrica
Porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros
Repetidoras de setas nos espelhos
Retrorrefletores no para-choque traseiro
Revestimento dos bancos em tecido
Rodas de alumínio 15″ “Marga”
Sapatas de pedais de desenho esportivo
Sensor de obstáculos traseiro
Sistema de infotenimento Composition Media com MirrorLink
Tampão do compartimento de carga removível
Tapetes em carpete
Tomada 12 V no console central
Travamento de portas elétrico
Volante multifuncional revestido de couro comandos de áudio e do I-System
OPCIONAIS
Conjunto Highline completo consistindo de controle automático de velocidade de cruzeiro, encosto do banco traseiro bipartido, espelho interno fotocrômico, faróis com função de aproximação e afastamento do veículo, pneus 195/50R16, revestimento dos bancos em couro sintético “Native”, rodas de alumínio 16″ “Varvito”, sensores de chuva e crepuscular – R$ 3.418,00
Suporte para celular – R$ 342,00
Conjunto Modulo Navegação consistindo de sistema de infotenimento “Discover Media” com tela tátil, Bluetooth, comando de voz, navegação e App-Connect, suporte para celular – R$ 1.911,00


Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Celio*

    “Marcação de 60 a 100 km/h continua estranha”.
    Também achei estranho.

    • Diogo

      Até 60 km/h o velocímetro sobe de 10 em 20 km/h, de 60 a 220 km/h sobe de 10 em 10 e acima dos 220 km/h volta a subir de 10 em 10. Qual a lógica disso?

  • D’Agostin

    Realmente, em baixa é um ótimo motor, mas poderia ser mais econômico. Agora, em alta é limitado: acima de 4.500 rpm berra e não deslancha. Já tive um Fox Prime 2011 e agora uma SpaceFox Highline 2014 tirada 0-km, hoje com 112 mil km; ou seja, o que falo não é achismo, e sim com base no dia a dia.

    • D’Agostin, percepções diferentes, a sua e a minha, obviamente.

  • Fat Jack, sim, a motorização e a mecânica de Gol e Voyage são as mesmas. Onde você viu indicação de potência máxima trocada? Procurei e não achei.

    • Fat Jack

      Na ficha técnica:
      101 cv (G), 104 cv (A) a 5.250 rpm

      • Fat Jack, mas é isso mesmo, potência e torque com álcool são maiores.

    • Fat Jack

      Torque idem.

      • Fat Jack, é nossa sistemática sempre informar dados a gasolina antes dos a álcool, e chequei-os de novo, estão certos.

  • Bob! Justa homenagem a um produto que a concorrência e os amantes de modismos “teimam” em denegrir e não conseguem. Do alto de minha ignorância e aversão à “obrigatoriedade” dos modismos virtuais e o gerenciamento “via satélite” do que e como estou dirigindo, vou me atrever a fazer outro comentário: será que os produtos moderníssimos e totalmente descartáveis dito concorrentes estarão rodando de igual para igual com o “velho” gol daqui a dez, quinze anos? Acho que não!

    • Lero

      Falavam isso em relação aos Fiat, se lembra? Pois bem, uma tal de Hyundai pode repetir aqui a reputação que têm construído na Europa e EUA.

      Hoje eu tenho um Honda e para mim VW só alemão, fora isso está na média apesar de ter trabalhado qualidade percebida.

  • Celio, cansativo em quê?

  • invalid_pilot

    Sempre critico projetos “velhos” mas que são inferiores aos concorrentes diretos — muitas vezes cobrando o mesmo dinheiro nesse segmento do Gol, onde temos Sandero, Onix, Palio e afins, não acho que o EA 111 1,6 faça feio (apesar de haver opções mais modernas).

    O Gol nessa versão completa fica com uma excelente aparência, duro é que o preço sugerido com tudo que se tem direito seja salgado.

  • leoayala

    Bob, tenho um Voyage 1,6 da geração anterior, já com as alterações no motor e câmbio, e consigo fazer até 12 km/l com álcool em estrada plana (muito boa, Dutra – Ayrton Senna – Rodoanel), mantendo 100 a 110 km/h. Seria esta discrepância do teste associada à famosa falta de “amaciamento” do motor? Sei que existem outros fatores determinantes (pé do motorista, tráfego, relevo do percurso, temperatura, uso do ar condicionado etc.), mas sempre me pergunto do porquê eu consigo ótimos números de consumo se comparado aos testes.
    No demais, este motor é excelente em baixa, parece ter vigor de motor a diesel! E o carrinho anda bem demais… Só queria uma ergonomia melhor, já que o meu carro não tem ajuste de posicionamento do volante e o de altura do banco é muito precário.

    • Leo, consumo depende muito do motorista, da velocidade média empregada e outros fatores. Os carros de teste geralmente são amaciados, mas com uma rodagem maior, que deve ser o seu caso, o motor fica ainda mais econômico. Realmente, ajuste do volante é importante, pelo menos o de altura.

    • Fabio Toledo

      Também sinto falta deste item no Polo, agora o carro da minha mãe. Tivemos um Polo anterior a esse com o item, fazia toda a diferença! Infelizmente foi roubado com 4.000 km. Aliás, o carro da minha mãe é 2010 e já indiquei que não o troque tão cedo, o carro está com 67.000 km e vigor de novo, e olha que eu não tinha dó do bichinho na época que era meu! Em todos os aspectos, na época só andava com “pé cravado”, excelente em curvas, daquele carro sei que tirei o sumo, pedais perfeitos para punta-tacco. A serra da Anchieta ainda não tinha aquelas malditas (e infelizmente necessárias em razão da imprudência de muitos) faixas que limitam a velocidade nas curvas.
      Quanto ao preço, todos vão achar caro mas infelizmente nosso dinheiro perdeu valor, a inflação foi pesada com a crise.

  • Daniel Saraiva Vila Nova

    Com certeza é um conjunto acertado. Mas certamente um Gol Pepper não seria nada mau!

    • Fabio Toledo

      Gol Pepper? Está de brincadeira, não é? Gostaríamos de um GTI 1,4 TSI, aí sim!!! Mas imagine qual seria o preço, se um Gol 8v está 60 por mil!

      • Diogo

        Uns 80 mil. Bem na faixa de preço do 208 GT.

  • Luciano Gonzalez

    Bob, vou escrever mais tarde pois o texto será longo..
    Abraços

  • Corsario, o que gerou essa matéria foi minha surpresa com o desempenho desse motor antigo. Eu disse que queimei a língua por criticar a não aplicação do EA211 e é verdade. Me surpreendeu, não só motor como o carro todo. Quanto aos dois “MSI” concordo, eu mesmo já critiquei isso pesadamente aqui no AE.

  • Mr. Car

    Tenho certeza que me agradaria em tudo, como me agradava o Gol GL 91 (no caso, 1,8) que tive, exceto por uma coisa: na minha avaliação, era muito desconfortável. A dureza das suspensões (que considero uma característica, e não um defeito deste VW), aliada aos bancos também duros, que não ajudavam em nada no sentido de ao menos tentar compensar as suspensões firmes, me fazia chegar “quebrado” em viagens médias/longas, e considerando que tenho carro praticamente para viajar, isto é ruim. Como tem muitos anos que não ando em um Gol, fica a pergunta, Bob: o carro continua com o mesmo acerto firme (presumo que sim) de suspensões? Ao menos deram um jeito conforto dos bancos, para amenizar ou mesmo compensar o rodar duro?
    Abraço.

    • Mr. Car, como eu disse, “suspensão irretocável em função e rumorosidade”: não incomoda e o rodar é perfeito em todos os aspectos. Não tenho nenhuma crítica aos bancos.

    • Leo-RJ

      Caro Mr. Car,
      Tive um parecido: Gol CL 91 1,6. Os bancos não me incomodavam, mas as suspensão era durinha mesmo. Quando peguei um CLi 95 1,6 achei-o melhor nesses pontos.

  • Elvys Da Costa Pina

    Bob, ninguém tem dúvidas sobre as qualidades do Gol. Eu mesmo morro de vontade de ter um (esse do teste é lindo), mas — sempre tem um mas — esbarro num fator: preço. Só para comparação, por cerca de R$ 69 mil, temos o Toyota Corolla GLi 1.8 automático e o Citroën C4 Lounge manual 6 marchas motor 1,6 turbo. E na mesma faixa de preço, o Honda Fit LX, com a inteligente combinação de rebatimento dos bancos. Gostaria de entender o que o pessoal da VW pensa.

    • Elvys, não me atrevo a entrar no pensamento de ninguém, muito menos no de executivos das fabricantes nessa questão de preço e posicionamento no mercado. Cada uma tem seu método de precificação o qual não me cabe discutir. Fora o que digo sempre, ninguém é obrigado a comprar nada. Por isso o que me compete fazer, analisar um produto, procuro fazê-lo da melhor forma possível e mostrar ao meu leitor minha conclusão para que ele faça a dele. Preço nesse caso é detalhe.

      • Elvys Da Costa Pina

        Bob, entendo perfeitamente que seu papel é avaliação do carro, excelente, é bom lembrar. Entendo que não cabe a você ou outros jornalistas automobilísticos discutirem o posicionamento do veículo no mercado. Agradeço por sua resposta e espero que os executivos do grupo VW estejam atentos a discussões semelhantes que ocorrem e avaliem se a estratégia do preço de alguns veículos é a mais adequada; sem dúvidas a VW tem um ótimo produto e pessoalmente acredito que esteja mal posicionado no mercado.

  • Alencar Souza

    Belas palavras. Quem tem um conhecimento em automóvel e muitos km nas costas sabe que às vezes menos é mais, e o Gol tem isso. Já tive o Gol “bola” 1,6 4-bicos aro 14, voava baixo. Tive um Golf Sportline, rodei 60.000 km com ele. Tenho um Civic hoje e minha esposa um Cruze hatch. Saudade do VW. Terei um Golf TSI manual ou um Jetta TSI. Save the manuals!

    • Fabio Toledo

      Golf não sai da minha cabeça, queria um DSG, então quando puder vou de manual também.

    • Bruno Passos

      Gol 1,6 mi!? Carrinho muito gostoso mesmo. Confesso que não apreciava muito a versão anterior, com injeção monoponto. Sinto que você, assim como eu, também gosta de um bom câmbio manual! Abraço!

  • Leônidas, também desconheço.

  • Celio, isso de “quebrado” é relativo e depende até da compleição física da pessoa. Não vi, não senti nada que desabonasse Gol testado e nenhum outro nesse sentido. Não fiz viagem longa, mas pela posição de dirigir, pelo meu banco, pelo comportamento da suspensão, sou capaz de apostar que nada me incomodaria se a tivesse feito.

  • Junior Butafava, lamento que você não tenha entendido o sentido do “elixir de juventude”, que é como um carro com oito anos de presença no mercado consegue reunir as características que apontei. Por isso lhe digo que os predicados que você atribui o up! (todos corretos) repetem-se integralmente nesse Gol 2017, que tem a vantagem de ficar na frente no quesito espaço interno, além do desempenho bastante próximo, da extrema suavidade do motor e do arranjo dos pedais que permite fácil punta-tacco, este meio complicado no up! conforme já falei aqui. E os preços não são tão distantes um do outro.

  • Marcelo R., poderia, mas a hidráulica atende perfeitamente seu objetivo. Colocar eletroassistência de direção requer novo projeto, isso tem custo e a vantagem seria desprezível.

  • Celio, como assim, torta?

  • RBP, obrigado pelos suas observações. Certamente que vou atrás do que fizeram para o motor ter ficado com esse jeito que tanto me agradou. Tenho uma “pista de teste” perfeita para avaliar suspensão, que são as ruas do meu bairro, Moema. Nessa “prova” o Gol vai muito bem, a suspensão tem bom controle e não é dura. Realmente não mencionei os engates Isofix ausentes, mas uma passada d’olhos na lista de equipamentos e sua ausência é logo notada.

  • Alexandre, acho que você tem razão. Vou atualizar.

  • Fat Jack, sem problema, acontece.

  • Rinno, se não quiser mudar de opinião, não o dirija.

  • contratudoisto, você não sabe o que está dizendo ou então está praticando o autocyberterrorismo. O Gol nunca foi desconfortável.

  • DPSF, o Palio de primeira geração é “só” 16 anos mais novo que o Gol, que por isso envelheceu antes. E engano seu, o VW de motor arrefecido a água são bem mais duráveis que os de motor “a ar”. Agora, julgar carro pelo painel não me parece a melhor forma de julgamento.

  • Bera Silva, [:-)

  • Fat Jack

    Foi um equívoco meu.

  • RPB, francamente, não percebo isso no Gol.

    • Fabio Toledo

      Bob, se entrar no carro logo após alguém comentar dá para perceber, mas não é nada comparado a um Celta por exemplo.

    • Fórmula Finesse

      Tanto se fala disso e eu nunca percebi qualquer problema com a ergonomia de volante e pedais…parece lenda urbana – rsrsrsrsrs

      • CorsarioViajante

        Até o G4 era assim, acho que o pessoal gravou e fica repetindo ad infinitum.

  • Cláudio P

    Quando o Gol G5 foi lançado em 2008 lembro-me que não o levei muito a sério, principalmente pelos graves erros que a VW cometeu no G4. Mas recém lançado meu pai comprou um G5. Era 1,0 l e o mais simples de todos. Como fiquei em torno de 20 dias sem carro ele me emprestou o Gol. Fui surpreendido positivamente logo nos primeiros quilômetros, principalmente pelo “chão”, acerto de suspensão impecável e estimulante a tocadas divertidas, pelo câmbio e seu sistema de alavanca perfeito e pela robustez da carroceria. Ficava pensando: “se com o 1,0 l já é legal o 1,6 então…”. Na época o carro não me pressionava tanto pelos detalhes, mas o que entregava em movimento qualifiquei de cara como notável. Nunca cheguei a ter um porque também sou um critico da política de preços da VW, Mas o Gol conquistou meu respeito. É um carro para se guiar como um autoentusiasta gosta.

  • Fabio, a questão é que na Alemanha o EA111 deu lugar ao EA211, enquanto aqui convivem. Lá até um litro aspirado é MPI, acima, MSI. Então ficamos com dois MSI aqui, e para diferenciá-los, “i” prata e “i” vermelho. / Cáster: é recurso para estabilidade direcional, mas grande variação de câmber causada pelo cáster é indesejável, quase uma anomalia. Exemplo eram os Mercedes, cáster incrivelmente grande, que no novo Classe C acabou, comentei isso na matéria dele, ficou como nesta foto da roda esterçada do Gol. / O “imexível” foi um neologismo criado pelo ministro Antônio Rogério Magri, do Trabalho, no governo Collor, ao dizer que “a poupança é imexível”. Um pouco de liberdade poética de vez em quando é salutar.

  • Bruno, não gravamos vídeo nesse teste. Na acha a quinta adequada para velocidades de viagem? Apenas 2.290 rpm a 120 km/h?

    • Bruno Passos

      Obrigado pela resposta Bob! Na matéria cita 3.290 rpm a 120 km/h, eu acho que uma sexta marcha que jogasse a rotação para uns 2750 rpm seria benéfica para pessoas que usam o carro em rodovias planas com frequência. Para o meu uso o escalonamento está ótimo. O próprio consumo que fica em 10,5 km/l de etanol está muito bom, se for considerar o tipo de estrada que trafego diariamente. Abraço

      • Bruno, errei por 1.000 rpm só…. (rsrs). Acho que para um 1,6-L com essa potência 3.300 redondos é apropriado. E menos que 3.000 rpm não ficaria bom.

  • Felipe, desistimos do Celer. A Chery está em dificuldades, não têm frota de imprensa. Infelizmente..

  • Muito bonito este Gol, com estas rodas. O cofre do motor também bem agradável, não intimida pela complexidade de outros modelos, usa muitos parafusos sextavados ainda (já o do up! é cheio de parafusos Torx, eca). Seria muito atraente uma Parati derivada deste modelo, bom, seria atraente no visual, com bagageiro no teto e aquele ar jovial, mas é muito provável que o preço seria proibitivo, tendo na concorrência muitos modelos interessantes. Enfim, não valeria o custo de desenvolvimento para poucas unidades a serem vendidas. Uma vez alguém falou que quem matou as peruas foram as próprias fábricas, pela diferença de preço muito maior do hatch que ela deriva e eu concordo. As peruas sempre tiveram um valor muito maior do que o hatch, possivelmente impulsionado pelo fator “necessidade do comprador”.

  • Paulo Júnior, como assim, não pode acelerar em curvas? Pode explicar?

  • Márcio Bortolotto

    Belíssima matéria, Bob! Este motor é muito bom, só que o pessoal só consegue ver vantagens se houver mudanças, coisa que não consigo entender. A propósito, vejo falarem 138 mm de comprimento da biela (inclusive na comercialização de peças aftermarket) e já vi fichas falarem em 140 mm. Sabe qual é realmente a medida delas?

    • Márcio, não tenho certeza, acho que é 138 mm, mas vou me certificar e respondo aqui.

  • Felipe, qualquer carro pode ser utilizado nessas condições. Claro, é preferível ter uma boa distância mínima do solo, algo entre 150 e 170 mm.

  • Félix

    Tirando a eterna reclamação sobre o preço, acho que a única ressalva seria de ainda ter que lembrar de cuidar do tanquinho de gasolina. Chato, mas dá para conviver com isso.

  • braulio, desculpe, mas você exagerou. A cor do carro testado é o opcional, pede quem quer e além disso seu preço está longe de ser uma exorbitância. Volante e pedais tortos o eram grau muito pequeno, que não desabona. Agora, essa da falta de estabilidade é inacreditável: o Gol sempre foi um carro muito estável, bom de curva. Suspensa dura sim, mas não a ponto de ser desconfortável, nunca. Apertado, só o de primeira geração, de entre-eixos 2.358 mm, depois que aumentou para 2.470 mm na segunda, acabou o aperto. O espaço para bagagem sempre foi típico dos hatchbacks. Quem compra um carro desse tipo tem ciência de que esse espaço é pequeno. Se o carro não tivesse qualidades não teria sido líder de vendas durante 27 anos. Agora, se você não gosta do Gol é seu direito.

  • Fórmula Finesse

    Tens que contabilizar o prazer de ver o teu carro na bonita cor que tu escolheste toda vez que o vires.

  • Fernando

    Que bonito o Gol nesta cor e com estas rodas. Só tem um detalhe que não gostei, nesta remodelação o para-choque dianteiro ficou “estranho”, parece muito grande onde vão os faróis de neblina. Questão de gosto.
    Dirigi um Gol 1, em 2015 da locadora completo e não senti um carro ruim, ao contrário, é o mesmo padrão da média. Contudo, nunca dirigi este 1,6.
    Eu não gosto daqueles G4 (esta penúltimo desenho, que tinha a Parati ainda) pois realmente era fraquinho o acabamento.
    Percebi esta história do painel quando dirigi um Gol 1,0 e estava com painel antigo, o desenho era do carro novo e o painel do antigo, bem estranho.
    Bob, qual a possibilidade de termos uma versão Speed Gol na nova geração? Sinto falta de uma versão esportiva.

    • Fernando, possibilidade remota, mas nada é impossível nesse terreno.

  • Fórmula Finesse

    O Sandero R.S. É uma pechincha.

  • Fórmula Finesse, o carro existe, pedi um 5ª feira, mas ainda não tem na frota de imprensa. Creio que ainda esse temos teremos um.

    • Leo-RJ

      Opa! Aqui tem mais um leitor querendo ver o deste deste modelo com caixa manual… rs.

  • Daniel, você precisa dirigir um. E é o que você disse, a alegria de dirigir voltou.

  • Luciano, muito bem lembrado. Como fazer com o coletor de escapamento integrado ao cabeçote? Coletor dimensionado, esquece. E os comandos de válvulas na tampa de válvulas, que não podem jamais ser removidos? Como você disse, o EA111 tem um “espírito AP”, com a vantagem de não ter aquela árvore no bloco que só serve para acionar o distribuidor e a bomba de óleo. Só ali sai um bom peso.

  • CorsarioViajante

    Mais do que o Fox, veja as matérias com o próprio Gol Rallye com o MSI de verdade.

  • CorsarioViajante

    Deixou de ser torta no G5.

    • Corsario, correto.

    • Celio*

      Faz tanto tempo que não dirijo um Gol ou mesmo qualquer carro da VW, que perdi a noção, hehehe…

  • Paulo Júnior, sem problema, explicado.

  • João Lock, não há motivo para recear a correia dentada, veja o up!, o New Fiesta 1,0 EcoBoost. Sistema auxiliar de partida a frio com álcool não é tão incômodo. Melhor seria não ter, mas dá muito bem para conviver com ele. Ou será que está virando “coisa de pobre” também?

  • Clint, Gol e Voyage têm exatamente a mesma mecânica. Não sei dessa diferença de custo de produção, vou procurar saber. Teste do Voyage 1,6, um pouco mais adiante.

  • Tessio R R Bonafin

    Meu problema com o a linha Gol e Golf não são os bancos, mas o painel central. Em ambos meu joelho fica pegando de maneira muito desconfortável. Não consigo encontrar posição! Infelizmente desisti do Golf Variant por esse detalhe ridículo.

  • Daniel Candido

    Não faz feio no dia a dia nem na estrada. Esse carro tem muito chão, nessa versão 2017, a VW acertou com a traseira.

    Que venha o Polo/Gol 2018 🙂

  • João Guilherme Tuhu

    Só um adendo: mais espaço de bagagem.

  • Gustavo73

    Era isso que eu ia dizer. Essa característica foi muito comentada no Gol quadrado e bolinha( e suas atualizações) mas desde que recebeu a mesma base do Polo/Fox não seria mais assim.

    • Davi Reis

      O BX era razoavelmente torto, mas talvez por costume, nunca me incomodou. O AB9 me parecia mais torto que o antecessor, me incomodava bastante.

  • DTSP, as abriam normalmente, isso só aconteceu na migração do hospedeiro Kinghost para o Locaweb quando da última reforma do site. Por que exatamente, não sei.

  • VeeDub

    Também sinto prazer muito grande em pisar até o fim do curso do acelerador e ouvir o “tec” sólido. Melhor ainda se for com base pivotada.

  • Carlos A, o Gol agora só sai com dois motores, o EA111 1,0 MPI de 3 cilindros no Trendline e Comfortline, e o EA111 1,6 MSI no Trendline, Comfortline e Highline.

  • João Lock, seu comentário foi obviamente excluído, eles são controlados dentro de todo o direito. E não adianta você usar a palavra que substitui fabricante em maiúsculas, pois ela é banida aqui no AE. Pare de falar besteira, atente para o que significa o acrônimo Anfavea.

  • Fernando, garanto-lhe que o ambiente interno é mesmo muito agradável. Experimente entrar num Highline e me diga.

  • Douglas, não sei. Vou obter.

  • Davi Reis

    No Golf automático eu achei bem justo o desempenho, no Fox ele vai muito bem. Tem a baixa do 8 válvulas e em alta empurra com muito gosto, gastando pouco.

  • Brenno, são motores diferentes, a começar por ser subquadrado, com curso dos pistões bem maior que o diâmetro dos cilindros, daí seu pico de potência a apenas 5.250 rpm e torque máximo a 2.500 rpm. Enquanto o AP 1600 tem 81 x 77,4 mm, o EA111 tem 76,5 x 86,9 mm. Outra diferença é o acionamento das válvulas indireto por alavanca-dedo roletada, enquanto no AP 1600 é direto por tucho-copo. Lembre-se que bem recentemente a Toyota mudou isso no motor do Etios, era como no AP 1600 é agora é como no EA111. Ainda no cabeçote, este é de fluxo cruzado, no AP 1600 admissão e escapamento são do mesmo lado. Finalmente, o EA111 não tem mais a árvore intermediária no bloco que o AP1600 tem (é como se fosse um comando de válvulas sem os ressaltos) e que só servia para acionar distribuidor e bomba de óleo. Aliás, o EA111 não tem distribuidor, pois tem ignição estática com duas bobinas. Se é oriundo do AP ou não (não é) é irrelevante, pois nasceu na mesma engenharia de Wolfsburg. Só ficar claro, em razão da matéria “Elixir da juventude”, o que eu quis dizer é que o EA111 não é um motor antigo, muito menos desprezível. É claro que o EA211 1,6 de 4 cilindros é superior, mas foi planejado para tempos de redução de consumo e emissões, a começar pelo coletor de escapamento incorporado ao cabeçote que reduz as emissões na fase fria.

  • João Lock, não é preocupação, mas apenas um dado do motor desde foi inventado há mais de 100 anos que, relacionado com o curso dos pistões, indica as características do sistema biela-manivela (todo virabrequim tem manivela) que todo motor tem e que influem no seu funcionamento, especialmente no tocante à suavidade. O leitor do AE é interessado nesses pormenores técnicos.

  • RoadV8Runner, é exatamente o que você disse. Se fosse como dizem o motor boxer do 911 seria um motor “datado” (rsrsrs). Foi isso que eu quis mostrar com o “Elixir da juventude”, mas teve quem não entendesse.

    • Raul Lopes

      Não vejo problemas também com motores antigos, prefiro até, acho que são mais robustos e consagrados. O meu sonho era ter debaixo do capô um Ford 302 V-8.

  • Davi Reis

    São sim. Tenho um Fox e estou bem acostumado com o Gol, os pedais são tortos, mas só se percebe quando você sabe disso. Dirigindo, não se repara e não há aperto.

  • Raul, agradeço seus comentários. Informo que as revisões são anuais, a troca de óleo é que é a cada seis meses. Mas isso, eu soube, está para mudar, passando para anual.

  • Eduardo, discordo totalmente na questão de ergonomia e acabamento, câmbio e conforto, tudo parelhos. Saiba que a manutenção (revisão) nos VW são anuais também. A cada seis meses é só troca de óleo, embora isto esteja para mudar.

  • Invalid, passe a exigir que seja feito o estritamente indicado no manual como revisão/manutenção. Você tem esse direito. Recuse empurroterapia.

  • CorsarioViajante

    Na prática, é só para fingir que o custo de manutenção é mais baixo, dizendo que o carro só faz “revisão” a cada 10.000 km mas te obriga a parar no meio do tempo para “só trocar o óleo”, como se fizessem muito mais coisa numa revisão .A Ford fazia isso também, mas diminuiu a prática, hoje nos intervalos só trocam o filtro de combustível se não me engano.

    • Davi Reis

      Considerando apenas a quilometragem, na verdade fica a “revisão” a cada 20.000 e “troca de óleo” a cada 10.000, sendo que nas revisões também se troca o óleo.

  • Badu, não diga!

  • Paulo Júnior, a diferença é desprezível, 0,1 a 0,2 litro por 100 quilômetros. As metas do Inovar-Auto seguem as da C.A.F.E. americana, refere-se ao consumo médio da frota produzida. Os 3-cilindros ajudam essa média.

  • Sandoval Quaresma

    Gosto muito da VW, eu que convivi com eles desde os anos 80, quando entro num modelo mais novo, sempre reconheço o “jeitão”, o cheiro do interior, cara de VW. Até o ronco do EA-111 eu acho que remete ao antigo AP, mas “modernizado”. tudo bem, pode ser que eu que escuto demais.
    Esse bicho quando está andando com álcool faz um som tão bacana…
    Teria um Gol desses fácil, fácil. Só lamento pelo fim do farol duplo nessa nova versão.

  • Davi, pode passar a H sem nenhum problema para os controles.

    • Davi Reis

      Muito obrigado, Bob! Será que é possível esperar também um rodar um pouco mais suave sem prejudicar os dotes dinâmicos do carro ou a diferença é muito pequena para causar tal efeito?

      • Davi, pode contar com um pequeno ganho de suavidade.

  • junior_poa, esqueceu-se que site é esse? Somos diferentes, não percebeu? Esses detalhezinhos não são considerados.

  • Leo-RJ

    Bem, eu sou suspeito para falar da linha Gol (bem como da finada Parati), pois tive alguns, de todas as gerações, e adoro. Considero até, que o anterior a este testado, já alcançara um nível de construção e resolução de problemas na linha muito bom, deixando a dirigibilidade excelente.

    Embora esteja na linha Focus, do modelo antigo mesmo (ano 2008), sempre olho o Golzinho G5 em diante quando vejo passar…

  • Leo-RJ

    É o “elixir da juventude!”

  • junior_poa, entendido, desculpe o erro de interpretação do comentário. Mas o Gol está na quinta geração, de julho de 2008. Não há a sexta.

  • CorsarioViajante

    Parada no tempo com Golf 7, motor 1,0 três-cilindros e 1,0 TSI, Jetta 1,4 e 2,0 TSI, novo motor 1,6 16v… O problema da VW não é deixar de inovar, é precificar alto demais a inovação.

  • Welyton, desculpe, pergunta totalmente fora do assunto da matéria. Não me cabe dar tal opinião.

  • Badu

    Eis a diferença entre fazer carros que representam conceitos e fazer carros que representam uma ilusão de consumo passageira. Se a VW quisesse, facilmente faria carros que vendem somente pelo design, ou por pseudofacilidades como “luz de abertura do porta-treco”, e tantas futilidade hipervalorizadas no nosso mercado consumidor fútil e presunçoso. Mas a VW permanece coerente com a própria história, ainda bem e andando bem.

    • Marcelo Junji

      Concordo.

  • Márcio Santos, quem determina geração é o fabricante e isso é mais do que suficiente para o consumidor. Há jornalistas que querem “mandar” na fábrica, nada a ver. E não existe G6.

  • Marcio, você obviamente não entendeu o que escrevi na matéria ou está sendo mais um maria-vai-com-as-outras na questão de “modelos ultrapassados” e até nas questão das bolsas infláveis e na “sopa de letrinhas”.

  • TDA, certamente, muitas concessionárias trabalham bem.

  • Malaman, o que é isso? Sem essa de aceitar o que massa ignara acha. Desistir dos nossos princípios e de outros, nunca.

  • Douglas, estamos com Saveiro Highline, mesmo motor, mesma característica brilhante. Parece que tomou o “elixir” também. O comportamento dinâmico pode ser considerado igual. Poderia haver diferença num autódromo.

  • Badu, boa colocação.

  • Marcio, certo, não é de nova geração, mas o que muda para o consumidor? Ou o carro lhe agrada ou não, independente da geração.

  • Marcio, direito pleno seu e de qualquer consumidor. Não há a menor dúvida quanto a isso.

  • Marcio, não existe revisão semestral, onde você viu isso? É apenas troca de óleo a cada seis meses no carros VW. Mas isto está para acabar, passando a troca de óleo para 10.000 km, coincidindo com as revisões.

  • Marcio, provavelmente um erro de redação no site da Volkswagen, pois as trocas de óleo são a cada seis meses e a cada ano revisão mais troca de óleo. E por quanto saem a 4ª, 5ª e 6ª revisões do Focus?

  • Marcio, vou esclarecer esse assunto junto à fábrica. Aguarde.

  • Geovane Paulo Hoelscher

    De repente, me deu uma vontade enorme de dirigir um destes! Obrigado pelo elixir, Bob!

  • Elizeu, acho que ligam por desconhecerem o que cada interruptor faz.

  • Davi, em princípio é desnecessário alterar as pressões, mas vale experimentar variações para mais e para menos.

  • Elizeu, sim , há quase quatro anos. Você não encontrou porque está no Autoentusiastas Classic, http://www.autoentusiastasclassic.com.br/2012/11/simplesmente-fusca.html. Quando você procurar algo e não achar, experimente http://www.autoentusiastasclassic.com.br .

  • Bruno Sousa

    Boa noite, pessoal do AE. Excelente texto, como sempre. Uma pergunta: desde que ano-modelo o Cobalt usa esse motor mais eficiente? Desde já agradeço a atenção.

  • agent008

    Caramba! Que azar. Acho que você comprou carro que caiu da cegonha e foi (muito mal) recuperado..!

  • Leo-RJ

    Caro Bob, voltando ao tema do Gol, será que a versão 1,6 ano 2014 tem os mesmos predicados desta testada? Adoro o meu Focus 1,6 2007, mas penso em trocá-lo pelo modelo que citei, mesmo sabendo da qualidade de comportamento dinâmico do Focus… adoro o Gol!

    • Leo-RJ, não posso te garantir isso, só notei essa melhora esse ano. Pode ser que em 2014 já houvesse essa melhora, mas, repito, não é garantia. Inclusive, perguntada sobre essa minha impressão, a engenharia da VW saiu-se com “não fizemos nada”.

      • Leo-RJ

        Grato, Bob! A VW, que não é boba, saiu-se com essa.

        Off topic, ainda… e acerca do Focus 1.6 (geração 2), terem os modelos 2011 e 2012 um embreagem muito dura, sendo isso resolvido na versão 2013? Li nesses buracos obscuros da internet…