A família de Joseph “Joe” Sutter informou que ele faleceu neste 30 de agosto passado, sem detalhar a causa.

Sutter estava com 95 anos muito bem aproveitados, e foi por décadas engenheiro-chefe da Boeing, empresa na qual cresceu e fez toda sua carreira. Sua maior obra foi comandar um verdadeiro exército dentro da empresa, e chegar a realização do Boeing 747, o primeiro avião de fuselagem larga, ou seja, com dois corredores entre as poltronas.

Muito mais sobre ele e seus trabalhos está na resenha do livro de sua autoria que publiquei em abril passado.

O link está aqui: livro 747, de Joe Sutter

Se as máquinas tem uma alma, estão mais tristes agora

Se as máquinas tem uma alma, estão mais tristes agora

JJ



Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Mr. Car

    Imagino o tamanho da responsabilidade de um homem em sua posição. Em programas como “Segundos Fatais” ou “Mayday – Desastres Aéreos”, se percebe a complexidade de um projeto destes, e a existência de centenas de problemas que potencialmente podem acontecer por uma falha de projeto. É tanto detalhezinho que tem que funcionar perfeitamente, que chego a achar quase um milagre que não caiam uns dez deste aí por dia. Mas não é milagre, é o trabalho de mentes como a deste engenheiro. RIP.

  • São muito poucos os homens que conseguem realizar uma obra destas!

  • Marco, o trem de pouso principal é obra de arte. Vindo para pousar, o trem toca o solo aos o poucos, de modo todo pouso do 747 é suave. Fora o charme do segundo piso, a escada interna, incrível. Fiz um voo Nova York-Los Angeles e nesse segundo andar havia um piano meia-cauda em meio a um verdadeiro piano-bar. E na época (1974) podia-se fumar a bordo, um espetáculo.

  • Lorenzo, que foto! Beleza pura!

  • Luiz AG, se o filtro mostrava acúmulo de alcatrão era porque não era limpo ou trocado com devida frequência, acumulava. Hoje por não haver mais esse efeito, as limpezas devem estar bem mais espaçadas. Como isso vírus e bactérias acumulam-se, resultando em resfriados e gripes em voos de média e longa duração. Hoje detesto viajar de avião por esse motivo.

  • Luiz AG, o que você notou naquele pouso é corriqueiro quando há vento lateral (a torre sempre informa direção e velocidade do vento), tanto o pouso com primeiro toque de um dos trens principais (chamada Chinese landing pela pronúncia “one wing low”), quanto entrar chutado para o pouso para minimizar o efeito do vento.