Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas CHEVROLET COBALT 1,8 ELITE AUTOMÁTICO, NO USO (COM VÍDEO) – Autoentusiastas

Mais de 200 mil unidades do Chevrolet Cobalt  já foram vendidas desde 2011, e no começo desse ano ele recebeu finalmente um estilo mais de acordo com as necessidades de mercado. O principal problema foi solucionado com uma dianteira completamente nova. Desapareceu a impressão visual de “farol maior que a roda” que se tinha ao olhar o carro em três-quartos de frente, embora o farol ainda seja de tamanho avantajado. O estilo e concordância entre os componentes faz uma diferença enorme, e parodiando o cômico cantor cearense Falcão, podemos dizer que estilo não é tudo, mas é 100%.

A traseira não era realmente problema, mas também melhorou, com a parte das lanternas fixada na tampa do porta-malas também funcional — acendendo — decisão louvável da General Motors do Brasil, e que deveria ser seguida por outras fábricas que tem carros com lanternas também divididas, mas que não acendem em sua totalidade, parte é ornamental.

Dentro, a versão de topo avaliada no uso, a Elite, tem acabamento em couro na cor Brownstone, bem na moda, também aplicada em outros carros da marca, melhorando muito o interior.

A partir da linha 2017, o Cobalt oferece como item de série o OnStar (leia adiante) também nas configurações equipadas com câmbio manual, sendo de operação grátis no primeiro ano de uso. Depois está-se sujeito a pagar uma assinatura anual se desejar manter o serviço.

No quadro de instrumentos, totalmente digital, há bússola e navegação por setas, chamada de curva a curva.

Há equipamentos bem atuais instalados de série nessa versão, como câmera de ré com guias auxiliares— linhas em vermelho que podem ser desligadas para uma imagem mais limpa —, sensor de chuva para ligar e desligar o limpador de para-brisa, sistema de acendimento automático dos faróis, volante com controle das funções do rádio e telefone,  e acionamento das travas e vidros por controle remoto.

O emblema ECO na tampa do porta-malas é uma importante marcação para chamar atenção ao fato do Cobalt ter passado por melhorias relacionadas ao consumo e emissão de poluentes. Trata-se do resultado do programa Inovar-Auto, lançado em 2013, destinado a ampliar o conteúdo de peças e sistemas fabricados em território brasileiro.

Para isso, um grande pacote de modificações foi implementado, como menos massa, motor mais eficiente, melhor aerodinâmica, menor atrito em freios e rolamentos.

O motor foi rebatizado de SPE/4 ECO, um quatro-cilindros de 1.796 cm³ (diâmetro dos cilindros 80,5 mm e curso dos pistões de 88,2 mm), potência de 106/111 cv (G/A) a 5.200 rpm, e torque máximo  16,8 /17,7m·kgf a 2.800/2.600 rpm (G/A).

Chega a 170 km/h de máxima (com gasolina ou álcool) e é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 11,1/10,6 segundos (G/A, números interessantes para o porte e categoria do veículo. Com o motor anterior eram 10,9 segundos (álcool). A retomada de 80 a 120 km/h baixou de 9,6 para 8,8 segundos, um bom número, melhorando bastante a segurança ativa por permitir ultrapassagens mais rápidas, ou seja, menos tempo e distância na contramão. Mas isso com câmbio automático, obviamente, pela redução de marcha automática ao acelerar a fundo.

Isso tudo vem de bielas e pistões mais leves, melhor brunimento dos cilindros, comando de válvulas tubular (oco) mais leve, e óleo 0W20, para menor atrito possível. A bomba de água de arrefecimento consome agora menos potência, pois tem novo desenho de rotor e há menor volume de líquido, advindo de radiador de menor espessura. Com tudo isso, o motor gira mais leve, sobe de giro com mais disposição, e permite melhor eficiência geral.

O comando eletrônico do motor é feito por nova ECM, mais potente, com quatro vezes mais memória e processador 40% mais rápido, ou seja, o mapa de injeção e ignição é mais completo e detalhado e a velocidade maior de processamento permite encontrar os dados certos para controlar o motor mais rapidamente, colaborando para a suavidade de funcionamento e economia.

Nos acessórios elétricos do motor, há variação contínua da rotação do ventilador e o alternador de 100 A  é mais leve e de rolamentos mais livres. Há monitoramento de carga da bateria, que faz o alternador também trabalhar menos para carregá-la, poupando também energia mecânica nesse caso.

Não relacionado diretamente ao programa Inovar-Auto, mas consequência deste, é a recalibração das molas, amortecedores e batente da suspensão devido à menor altura em relação ao solo em 10 mm. Essa redução foi feita para que a quantidade de ar que entra debaixo do carro seja menor, gerando menos turbulência e menor consumo. Mesmo um pouco mais baixo, não há o menor problema de raspar componentes inferiores em valetas ou lombadas, mesmo as exageradas, o que colabora para manter o carro em boas condições. O Cobalt é firme em curvas, de ótima estabilidade em curvas de todo tipo, mas há um certo excesso de dureza em pisos ruins que pode incomodar apenas os mais sensíveis.

Nas mangas de eixo há  rolamentos de atrito diminuído, além de freios de baixo arrasto, sem atrito entre discos e pastilhas quando o pé está fora do pedal. A GM informa que é o conjunto de freio é todo novo, mais leve e com menos componentes.

Para ajudar mais ainda na diminuição de peso, a carroceria teve cerca de 100 componentes modificados, para o resultado muito bom de 36 kg a menos. Isso só é possível graças ao nível tecnológico extremamente elevado na simulação computacional feita na GM, uma das pioneiras nessa disciplina de engenharia no Brasil. Com isso, dezenas de avaliações podem ser feitas sem que se construa um único carro real, com extrema rapidez na avaliação das opções de projeto.

Outro fator importante no consumo é o câmbio automático Hydra-Matic GF6 de nova geração, com menos perdas de potência entre motor e semi-árvores. Pode-se mudar de marcha por tecla ao lado do pomo, mas apenas selecionando a posição M antes (trocas manuais), não tão fácil de usar na pressa, como numa redução em descida, por exemplo. Precisa-se acostumar com a operação para efetivar a ação com rapidez.

O carro vem com pneu Michelin com atrito de rolamento 32% menor, medida 195/65 R15 91H, trabalhando com 35 lb/pol². pressão única para qualquer carga a bordo. O reserva é temporário, T115/70 R16 92M, decisão acertada, pois é bem leve e está lá para quando precisar, podendo ser trocado rapidamente para seguir viagem, embora em ritmo menor (velocidade máxima recomendada 80 km/h). Mas é uma solução muito melhor e conveniente do que eliminar o estepe e colocar um selante e compressor de ar, por exemplo.

Nas características de penetração na massa de ar, houve redução do arrasto em 8%. Além de 10 mm mais baixo, o carro adota defletores de ar em alguns pontos, como à frente do eixo traseiro, um outro  abaixo do alojamento do estepe, fechando quase todo o volume entre este e a capa do para-choque traseiro, defletores à frente das rodas e fechamento parcial da grade inferior no para-choque, na área não usada para arrefecimento do motor. O Cx é 0,33.

O porta-malas é bem grande, 563 litros, que a GM diz ser o maior do Brasil em sedãs. Não tenho  por que duvidar. Bagagem de fim de semana de três pessoas não passa nem perto de o encher; tentei, mas não consegui.

Com todo esse espaço para bagagem e pessoas, o carro é leve, com 1.129 kg em ordem de marcha, mostrando ser uma boa opção para um uso geral.

A acomodação de motorista é boa, mas poderia melhorar. A altura do banco é excessiva, mesmo com ele todo baixado. Sendo Cobalt e Spin derivados, as estruturas de banco tem mesma altura em relação ao assoalho, e no Cobalt o resultado é esse. Com menos altura, quem dirige se sentiria mais bem “encaixado” na posição, algo sempre agradável. Um pouco mais de suporte lateral para o corpo, no assento e encosto, também seria muito bem-vindo, permitindo sentir melhor o carro em curvas.

Para os passageiros, o generoso espaço colabora muito para o bem-estar, e ninguém reclama de aperto. Mas porta-objetos nas portas traseiras seriam de grande ajuda nessa época de telefones, tablets e um sem-fim de acessórios pessoais. Também ajuda muito o silêncio a bordo, com o motor sendo audível apenas em fortes acelerações, algo saudável e que ajuda o motorista a ficar alerta. Apesar da maioria preferir carros silenciosos ao extremo, não compartilho dessa opinião, pois tenho certeza que escutar o veículo é fator de alerta e consequentemente, segurança ativa.

O motor 1,8-L tem relação r/l desfavorável, 0,339, mas não se percebem vibrações e asperezas que incomodem.

O materiais usados no interior tem boa aparência, tanto o couro dos bancos quanto dos painéis de porta e também os plásticos e carpete, além do forro de teto. Todos estão de acordo entre si, sem nada que destoe. Fica claro que não é um carro de luxo, pois para isso precisaria passar por uma escolha ainda superior principalmente do tato e textura dos materiais plásticos.

 

A direção com assistência elétrica funciona regressivamente, ou seja, com maior velocidade tem menor assistência, para evitar que seja muito fácil tirar o carro da trajetória em velocidades de estrada. Esse ponto pode gerar um pouco de estranheza de alguns motoristas, pois para uma mínima correção de trajetória a força é maior para tirar o carro da linha reta do que para colocá-lo na nova trajetória. Tudo isso em pouquíssimos graus de esterçamento, claro, mas nos primeiros quilômetros chega a incomodar um pouco. Depois de alguns dias, a sensação diminui, pela calibração natural da mão do motorista, que já sabe inconscientemente quanto de força deve fazer. Em manobras de garagem, é leve a ponto de ninguém reclamar, facilitando muito  operação. O volante ajuda bastante a sensação de um carro coeso, e tem tamanho e pega ótimos, bem como o desenho geral.

OnStar

Quando esse sistema surgiu em 1996 nos EUA, foi uma primazia da GM. Funcionando via satélite, o carro estava conectado a uma central de atendentes para ajudar o motorista em diversas situações. Depois de 20 anos, torna-se claro que uma simplificação do sistema é possível, considerando-se que  os smartphones têm uma capacidade grande de processamento de dados. E tudo funciona por ele, pareado ou espelhado com o equipamento do carro. Desde que se tenha sinal de celular, bem explicado.

Há muitas funções que são coordenadas pela Central do OnStar, que pode ser comunicada de dentro do carro utilizando-se as teclas no retrovisor interno, ou externamente, por telefone. Os botões no espelho  são o Hands Free, que permite fazer chamadas de mãos livres por reconhecimento de voz. Pressiona-se o botão para solicitar alertas OnStar, realizar ou atender ligações para Central OnStar, e navegar nos favoritos do aplicativo OnStar . O outro botão é o central de assistência OnStar, para fazer contato direto com o Centro de Atendimento.  E o terceiro e último é o botão de emergência,  que realiza chamadas em casos urgentes, não sendo necessário entrar em fila de espera, caso exista.

Há também serviços de grande utilidade para segurança dos ocupantes como, por exemplo, o monitoramento de rota e aviso de chegada a um determinado endereço que seja previamente informado. Se o carro se desviar do caminho estipulado, ou for a outro destino não informado, pode ser avisada a polícia para que verifique a condição do carro e dos ocupantes.

Também há assistência à recuperação do veículo em caso de furto, ou seja, rastreador e localizador. O automóvel pode ser monitorado, e o motor, bloqueado remotamente pela Central de Atendimento, facilitando o trabalho da polícia. Como é fato sabido, seguradoras costumam oferecer bons descontos para carros equipados com rastreadores e bloqueadores a distância.

Há o serviço de concierge, que permite receber aviso de rodízio de veículos, localização e reservas de hotéis, restaurantes e outros; pontos de interesse e turísticos, consultas como previsão do tempo em qualquer cidade, cotação de moedas, resultados de esportes etc.

Há alerta de movimento, que quando o carro é movido, avisa no celular, bem como se o veículo sai de um raio de 500 metros de onde a função é acionada, útil para se saber se o carro entregue para empresas de estacionamento está realmente parado ou circulando para encontrar vaga, bem como se uma velocidade estipulada é ultrapassada, esta particularmente desejada por pais de filhos jovens, que estão nas primeiras fases de direção.

Podem também ser acionadas luzes e buzina via aplicativo no celular, servindo para localizar o carro em estacionamentos grandes, ou para funções divertidas, como para afugentar meliantes, vândalos, aquele vizinho que gosta de encostar no carro dos outros ou até mesmo um cachorro que se aproxime para fazer xixi nas rodas. Desde que se esteja vendo o carro, obviamente.

Um novo serviço OnStar é o de diagnóstico. Por meio de um aplicativo para smartphone, o usuário pode conferir parâmetros do veículo, como a quilometragem total percorrida e a pressão dos pneus.

A tecnologia é capaz de detectar que o automóvel se envolveu em um acidente mais grave. Isso porque há sensores espalhados pela carroceria que identificam situações de anormalidade e podem alertar o Centro de Atendimento. Profissionais capacitados fazem então a análise da ocorrência e, caso não consigam contato com algum dos ocupantes, solicitam automaticamente que uma equipe de resgate vá até o local. Se alguma bolsa inflável for acionada, a Central imediatamente faz uma chamada aos serviços de salvamento.

Em resumo, o Cobalt com o câmbio automático está bem atualizado para o mercado a que se destina, com equipamentos e características bem atuais. Não irá decepcionar seus proprietários, e quem trocar o modelo anterior por esse com mecânica muito melhorada irá gostar muito da redução de custo do quilômetro rodado.

JJ

Nota: vídeo adicionado às 16:50.

 

FICHA TÉCNICA CHEVROLET COBALT LTZ/ELITE 2017
MOTOR
Designação  SPE/4 ECO 1,8
Tipo Ignição por centelha, 4 tempos, flex
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote Ferro fundido/alumínio
N° de cilindros/configuração 4 / em linha
Diâmetro x curso 80,5 x 88,2 mm
Cilindrada 1.796 cm³
Aspiração Atmosférica
Taxa de compressão 12,3:1
Potência máxima 106 cv (G), 111 cv (A) a 5.200 rpm
Torque máximo 16,8 m·kgf a 2.800 rpm (G), 17,7 m·kgf (A) a 2.600 rpm
N° de válvulas por cilindro 2
N° de comandos de válvulas /localização/acionamento 1 / cabeçote / correia dentada
Acionamento de válvulas Indireto por alavancas-dedo com fulcrum hidráulico
Formação de mistura Injeção eletrônica no duto
Comprimento da biela/relação r/l 129,75 mm / 0,339
Rotação de corte (limpo) n.d.
ALIMENTAÇÃO
Combustível Gasolina e/ou álcool
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão 12 V
Bateria 50 A·h
Alternador 100 A
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes Dianteiras
Câmbio Transeixo automático epicíclico de 6 marchas mais ré
Relações das marchas 1ª 4,449:1; 2ª 2,908; 3ª 1,893:1 4ª 1,446:1; 5ª 1,000:1; 6ª 0,742:1; ré 2,871:1
Relação de diferencial 3,14:1
Relação do conversor de torque 1,742:1
FREIOS
De serviço Hidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido, ABS
Dianteiro A disco ventilado Ø 240 mm
Traseiro A tambor Ø 200 mm
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, eletroassistida indexada à velocidade
Relação de direção 16:1
Voltas entre batentes 2,8
Diâmetro mínimo de curva 10,9 m
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio  6Jx15
Pneus 195/65R15H
Estepe Temporário T115/70R16 com roda de aço 4Bx16
PESOS
Peso em ordem de marcha 1.129 kg
Carga máxima 385 kg
CARROCERIA
Tipo Monobloco em aço, sedã 4-portas, 5 lugares
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto Cx 0,33
Área frontal 2,26 m²
Área frontal corrigida 0,75 m²
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 4.481 mm
Largura sem/com espelhos 1.735/2.005 mm
Altura 1.508 mm
Distância entre eixos 2.620 mm
Bitola dianteira/traseira 1.507/1.506 mm
Distância mínima do solo 124 mm
CAPACIDADES
Porta-malas 563 litros
Tanque de combustível 54 litros
DESEMPENHO
Velocidade máxima 170 km/h (G e A)
Aceleração 0-100 km/h 11,1 s (G) e 10,6 s (A)
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (INMETRO/PBEV)
Cidade 12,1 km/l (G) e 8,3 km/l (A)
Estrada 15,1 km/l (G) e 10,4 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª/6ª 38,0/51,2 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª 2.340 rpm
Rotação à vel. máxima (5ª) 4.480 rpm

 

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • João Guilherme Tuhu

    Excelente e acurada matéria de JJ. Este modelo é uma das melhores compras no mercado brasileiro atual. Só acho que a GM poderia ofertar a versão 1,4 pé-de-boi para o público em geral. Ia deitar e rolar.

  • Victor Fragas

    JJ, boa tarde. Primeiramente, mais uma bela avaliação, assim como todas publicadas aqui no AE. Esperando pelo vídeo. Agora, com relação a altura mínima do solo, considero estranho ser de apenas 124 mm. Saberia me informar se o padrão de medição da Chevrolet é diferente dos outros fabricantes ? Li que no texto não há interferências com o solo, mas, para efeito de comparação, a Toyota divulga 155 mm de vão livre para o Etios, na Fiat são 159 mm para o Grand Siena, por exemplo. Até os Honda (Fit, City), que podem ser considerados relativamente baixos possuem 145,3 mm. Visualmente, sempre me parece ser mais alto do que esses 124 mm sugerem. Pode ser apenas um erro de percepção da minha parte, mas não custa nada perguntar. Desde já, agradeço a informação !

  • Opel Omega

    Com o Prisma, a GM quis reposicionar o Cobal para cima. Trata-se de um bom carro, mas de fato não tem o refinamento (Carroceria, motor, etc.) de categorias superiores, com preços próximos. Outro ponto. Concordo em parte com a beleza da nova frente. Há de se notar que a seção central da carroceria é mais reta, “robusta”, não casando tão bem com a frente mais afilada.

  • Fórmula Finesse

    Sempre tive certa queda pelo Cobalt, mesmo na versão anterior: tinha algo de corporativo da GM, uma pitada de sedan grande – para nossos padrões – de locadora americana, um Impala tupiniquim que se escorava no binômio espaço-simplicidade. Para quem almejava status e afirmação social perante seus vizinhos o carro não funcionava, mas para mim – que de vez em quando vou até de Kombi pegar a prole na escola, em meio ao mar de Suve’s de luxo e outros quetais automotivos laureados pela classe média – isso nunca me importou. O Cobalt tinha (ou têm) boa parte da antiga Chevrolet que nos acostumamos a gostar. Teria um fácil hoje em dia, apesar da etiqueta subir alguns graus acima dos bem vindos aperfeiçoamentos técnicos e visuais do carro.

  • VeeDub

    Relação r/l (0,339) é a pior já vista. Que bom que melhoraram a questão da aspereza, péssimo fator na versão anterior deste motor.

  • Fat Jack

    Tantos recursos, tantas conectividades, tantos “parangolés” e falta um simples e utilíssimo marcador de temperatura… Até onde o modismo vai se sobrepor a racionalidade?
    Seria interessante a colocação dos dados antigos deste motor para considerada, ou a menção da manutenção destes caso não tenham sofrido alteração.
    Achei que o carro melhorou muito visualmente, com um painel de instrumentos mais tradicional seria a uma opção a ser considerada, mas um motor mais moderno faria muito bem a ele.

    • CorsarioViajante

      Fat Jack, se não me engano hoje marcador de temperatura é mais estético que funcional, pois o mesmo é gerenciado por computador e opera apenas com três posições, sendo frio, central e quente. Creio que teve texto aqui no AE mesmo sobre isso.

    • Rogério Ferreira

      Os únicos carros que observo com marcador de temperatura, são os VW, Fiat e PSA. a maioria das marcas já o substituíram por luzes espias do tipo “agora é tarde”. Mas mesmo nos mostradores analógicos, são calibrados para permanecer no centro, e só mudam de posição, também na situação “agora é tarde”.

      • Rogério, fico perplexo de você e outros leitores acharem que se a luz de superaquecimento acender “é tarde”. Acham mesmo que as fabricantes seriam irresponsáveis a esse ponto?

  • Roberto Alvarenga

    Acabamento black piano no painel e banco alto demais (mesmo quando abaixado até o final), mais dois brasileirismos que o povo pede e as montadoras atendem…

  • TDA

    Ótima matéria JJ, gostei muito das fotos bem detalhadas mostrando o cluster, as rodas e até os piscas acessos. Essa cor do Cobalt é muito linda também, essa semana o vi pessoalmente numa concessionária e gostei.
    Juvenal, o cambio automático do Cobalt é o mesmo usado na linha Onix/Prisma?

  • Luciano Ferreira Lima

    Puxa, ao ver este carro de traseira me lembrava um carro grande da Chrysler com cara de buldogue que não me recordo o nome, traseira bela e harmoniosa mas quando chegava a dianteira com aqueles “olhões puxados”… Ponto para a GM ter reestilizado a tempo este bom e agora belo carro. Esse painel luminoso parece que em viajens longas deve cansar a vista, será que tem reostato para diminuir a luminosidade? Tá ficando difícil a cada ano que passa meu velho e bom logus AP 1,8 ultrapassar essa gama nova de motores, seja 1,0, 1,8 ou 2,0. Esperemos a correia dentada de meu Alfa chegar hehehehehe.

  • Seção da lanterna traseira sobre a tampa do porta malas não é ornamental!
    Excelente!

    Agora um pequeno desabafo.

    Para mim, as “ornamentais” são um engodo, uma fraude, um estelionato!
    Se não funciona, arranca!!!

    Comentei aqui uma vez que não aceitava lanterna de ré só de um lado e o moderador veio em meu “socorro” para lembrar que tem amparo legal.
    Claro que tem! Fabricante não iria colocar a venda um veículo que não atende a legislação!
    Mas é bom para o condutor luz de ré só de um lado?
    Para mim, sem câmera de ré, melhor duas lanternas de ré. Você manobra com domínio maior do ambiente, dobrando a segurança.

    Já tive Fusca 1300L 1979 que NÃO TINHA lanterna de ré (com amparo legal da época) e retrovisor externo só na esquerda (idem).
    Também tive um Opala 1985, também retrovisor externo só na esquerda (e eu fazia a baliza na maior tranquilidade, sem direção hidráulica!).
    Esta características eram boas para o condutor?
    Não.

    Mas o fabricante vai e elimina a lâmpada, o soquete e parte do chicote para economizar.
    O comprador atravessa a rua e compra do outro!

    Mesma coisa com lanternas “ornamentais”! Bahhh!

  • CorsarioViajante

    Esse carro numa versão perua seria bem legal, ou ao menos que fizessem rapidamente um facelift na Spin nos moldes deste.

  • Mr. Car

    O que estragava o Cobalt, era mesmo aquela frente, e o “problema” foi bem solucionado. Por mim, nem precisavam ter mexido na traseira. Não que tenha achado a nova ruim, digamos apenas que ainda não me acostumei, por gostar da anterior. E apesar de que isto não chegaria a me impedir de comprar um Cobalt (como o do Etios “balança Filizola” impedia), não gosto deste quadro de instrumentos que chamo de “quadro de motoca barata”. Ficaria perfeito no Cobalt (além do Onix, Prisma, e Spin), o painel que equipa o Chevrolet Cavalier lançado na China, muito melhor que este aí.

  • Hemi426

    Tenho um 2013, 1.8 LTZ automático. Gosto do carro. Ele é confortável e tem um porta malas muito bom. Bom espaço interno, principalmente pra minha filha, que vai atrás..
    O carro até que tem uma dinâmica razoável (comum) e desempenho aceitável.
    Mas, o consumo é pífio… etanol (5,0km/l cidade e 6,5 km/l estrada).. gasolina (6,3km/l cidade e 8 km/l estrada)..
    Espero que tenham melhorado mesmo porque, desse jeito fica difícil competir com os japoneses..

  • Augusto Nogueira

    Esse monitoramento da pressão dos pneus é via sensores de rotação da roda do ABS, ou sensor específico na roda?

  • Paulo Júnior

    Este motor é o mesmo que foi compartilhado com a Fiat até pouco tempo atrás? Usado no Palio/Corsa/Meriva etc?

  • Fat Jack, acredite: termômetro do líquido de arrefecimento é dispensável. Ninguém perde motor se atentar para a luz se ela acender.

  • guest, saber a temperatura do motor hoje é entretenimento apenas. Ou então atavismo. Tecnicamente não precisa mais.

  • Bruno, há esse caso realmente, mas é raro.

  • guest, é um dado técnico que as pessoas mais exigentes gostam de saber. Não é que vá definir uma compra.

  • Christian, não precisa ser mecânico especialista para saber que o motor está frio demais. Os sintomas aparecem, como engasgos nas retomadas.

  • Real Power, há anos que os BMW não têm mais termômetro.

  • Cesar, em qualquer situação em que saber o rumo interessa, como rodar numa região desconhecida e ter certeza de estar no rumo certo. Mas é preciso ter os pontos cardeais em mente para aproveitá-la, o que no Brasil pouco se usa, infelizmente. É muito mais lógico dizer “av. Rubem Berta sentido sul” do que o habitual “av. Rubem Berta sentido aeroporto”, por exemplo.

  • Rafael Rocha

    Esse motor, SPE/4 já não era uma “lipo” do antigo Econoflex? Agora tornaram-no mais enxuto ainda, é isso?

  • Roberto, a luz indica qualquer mau funcionamento do motor.

  • Nairon

    Lorenzo Frigerio, concordo em parte. Seria legal ver um motor moderno 16v nesse carro, mas, um 1,6 não teria o bom torque em baixa rotação que faz com que esse carro seja bem agradável na cidade. Outra coisa, provavelmente um 16v iria encarecer (ainda mais) o carro, sem contar em um custo de manutenção mais elevado. O motor é bom para a proposta, somente dirigindo o carro para perceber. Claro, um 2,0, como o do falecido Vectra, iria ser melhor ainda.

    • Lorenzo Frigerio

      O câmbio de 6 marchas é ideal para o 1,6 16V. O 1,8 poderia continuar a usar o “Trancologic” de 5 marchas, sem problemas. As coisas são normalmente projetadas em conjunto em termos de especificação, mas a GMB deve ter dado um jeito de trazer esses AT6 a baixo custo.

  • Christian, “ler” a temperatura do líquido de arrefecimento é do tempo em que os carros “ferviam”. É mero atavismo, acredite. Ou decorativo, o “reloginho”.

  • Eduardo, pode não ter o grau de importância que se atribui, mas irrelevante não é.

  • AstraPower, não acendeu ou não foi notada?

  • Real Power, primeiro, alguns casos. Segundo, em caso da falha de luz, o hodômetro fica piscante (Celta, por exemplo). Terceiro, mesmo tendo termômetro, não é todo mundo que fica atento a ele. / Com motor frio devido a uma válvula termostática presa aberta, o funcionamento é diferente, dá para perceber.

  • Real Power, o termômetro do óleo só tem aplicação em longos percursos em autoestrada a altas velocidades, bem acima de 200 km/h. Abaixo disso o óleo jamais superaquece. É para isso que os BMW o têm.

  • Fat Jack, desde que circuito fechado com vaso de expansão foi criado pela Renault no R4 em 1961, o sistema de arrefecimento ficou incomparavelmente mais seguro.

  • Roberto, algum mau contato. Sem freio você não fica, mas pode haver travamento das rodas traseiras numa freada mais forte. Tem que procurar, com toda a paciência do mundo.

    • Roberto Neves

      Muito grato, Bob, mais uma vez. Vou procurar outro mecânico.

  • Fat Jack, essas hipóteses são bastante remotas atualmente. As temperaturas são bem estáveis. Na maior parte dos casos, só reduzir um pouco o ritmo de viagem faz a temperatura baixar. Teria que ser feito o mesmo se o termômetro começasse a subir, fora o fato de que não se sabe, com precisão, a temperatura que o instrumento está indicando. Pense, ache que os fabricantes seriam irresponsáveis a ponto de suprimirem um instrumento importante?

  • Rogério, dirija um Cobalt desses novos e depois me diga.

  • Eduardo, alguma outra coisa era, pois catalisador não faz motor vibrar. E a vibração da combustão tem outras variáveis que influenciam, como o avanço ignição e também o efeito de r/l alto.

  • VeeDub

    r/l maior que 0,3 favorece o torque/potência em baixas rpm.

  • VeeDub, são bem mais ásperos quando com álcool, pois o avanço de ignição é levado a extremos visando o menor consumo.

  • João Guilherme Tuhu

    Prezado, isso pode não ser nada, apenas uma frescura dessa eletrônica embarcada. Mas pode ser que tenha desativado o air bag do passageiro, nos termos do manual:
    “DESATIVAÇÃO DO
    AIRBAG DO LADO DO
    PASSAGEIRO E SIDE BAG
    (amarelo âmbar) (se previsto)
    A luz-espia no quadro acende
    quando for desativado o airbag frontal
    do lado do passageiro e side bag, por
    meio do My Car Fiat.
    Com o airbag frontal do lado do passageiro
    e side bag ativado, girando a
    chave da ignição em MAR, a luz-espia
    no quadro permanece acesa alguns
    segundos e em seguida se apaga.
    A luz-espia do airbag
    frontal do passageiro e side
    bag sinaliza também
    eventuais anomalias da luz-espia.
    Esta condição é sinalizada pelo lampejo
    intermitente da luz-espia.”

    • Roberto Neves

      Grato, Tuhu. Não é luz espia, é mensagem de texto informando especificamente sobre o ABS. Avisa e logo se apaga, para não mais acender naquele dia. É somente ao ligar o carro pela manhã (e nem sempre).

  • Curió

    Isso é típico de marketeiros que não têm nada na cabeça.
    Em tempo: hoje em dia é preciso explicar – note que não estou dizendo que todo marketeiro é assim, pois não há uma vírgula antes da conjunção “que”.

  • Caio Ferrari

    Vocês do AE são muito legais avaliando carros.
    A GM está de parabéns pela engenharia de motores. Natural que eu gostaria de ver 16V e comandos variáveis, mas parece que eles foram felizes nas melhorias.
    Esses dias aluguei três carros compactos automáticos para a patroa. Um AT4 que não gostei para o uso em estrada, um CVT, tecnicamente perfeito mas bem morno e um AT6, que mais me entregou prazer ao dirigir dentro das possibilidades de um AT.
    Estou curioso agora pela linha GM. Porém, sinto falta de um motor de maior performance na linha compacta deles.

  • Lorenzo, digo que é dispensável, teoria e prática.

  • Lorenzo, qual a relação?

  • REAL POWER

    A biela do Sonic até onde eu sei é a mesma de 129,75 mm. Todos os lugares que busquei por esta informação trazem essa informação.

  • AstraPower, a luz acendia a cada partida, como deve ser, verificação para certeza de que o sistema de alerta estava em ordem?

  • Rogério Ferreira

    O bloco do Cruze antigo é de fato o Fam. 1. O verdadeiro Ecotec é do atual: 1,4 turbo, todo em alumínio.

  • Rogério Ferreira

    E o que eu observo no meu Ka sedã, apesar de ser a versão SE, o que custava a mais, uma luz para os passageiros. Tem até o suporte. É cada mesquinharia que não dá para entender.

    • Rogério, essa mesquinharia é da série “morro sem entender.”

  • Fat Jack, o benefício é a simplificação.

  • Fat Jack

    É mais um daqueles casos em que um simples mostrador de custo irrisório poderia ter economizado uma bela quantia, mas honestamente, hoje já acho que somos “vozes mortas”…

  • Fat Jack, os sistemas de arrefecimento hoje são bem estáveis, não há razão para termômetro a não ser decorativa. A luz acender não significa que é tarde demais, mas que o líquido chegou a 100 ºC~110 ºC. Com a pressurização só entra em ebulição a 130 ºC ou quando se abre a tampa, quando ferve instantaneamente.

  • Roberto, na época dele não havia relações entre a GM e o AE.

  • Douglas, não tem.

  • guest, o original, fique tranquilo.

  • Fúria Tricolor

    Fiquei interessado no Cobalt LTZ 1,8 2017, mas estou desconfiado das informações referentes ao consumo. A eficiência energética é parecida com a do Etios Sedan. Realmente fizeram mágica?

    Tenho um Etios Sedan 2015 e o novo Cobalt me parece bacana. Mas estou com medo do carro ser gastão. Consigo fazer facilmente 17,5 km/l sem ar e 16,5 km/l com ar ligado usando gasolina. O detalhe é que, de acordo com o Inmetro, o Cobalt é mais econômico que o meu carro. Isso é verdade?

    • Fúria, os consumos com a chancela do Inmetro são plenamente confiáveis.

  • TwinSpark

    Ecotec é de alumínio

  • Bruno Sousa

    Excelente texto, como sempre…..desde quando o Cobalt usa esse motor??? Abraço e obrigado….

    • Bruno, é o mesmo motor de antes, mas passou por melhorias para reduzir consumo no MY 2017.