Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas NOVO MINI CABRIO CHEGA AO BRASIL – Autoentusiastas

A nova geração do MINI Cabrio acaba de fazer sua estreia no Brasil. Além do renovado padrão de design já presente em outros modelos da linha MINI, o conversível traz importantes aprimoramentos em relação à geração anterior. Entre eles o novo motor 2-litros TwinPower Turbo a gasolina, de quatro cilindros e 16 válvulas, de 192 cv 4.700 a 6.000 rpm e 28,5 m·kgf entre 1.250 e 4.600 rpm, e a capota elétrica. Foi lançado na Europa em fevereiro deste ano e está disponível nas concessionárias do país a partir de hoje, na versão exclusiva MINI Cooper S Cabrio, pelo preço público sugerido de R$ 164.950.

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O MINI Cabrio é cabriolé de verdade, a capota não recolhe toda, ao contrário dos conversíveis

O novo teto retrátil é revestido de tecido de alta qualidade e equipado com um mecanismo capaz de abri-lo ou fechá-lo totalmente em apenas 18 segundos. Ambas as operações podem ser ativadas por meio de um interruptor situado na parte superior do para-brisa, logo acima do espelho retrovisor, com o veículo em movimento em velocidades de até 30 km/h. Há ainda a opção de abrir apenas a seção frontal da capota, como se fosse um teto solar, e isso pode ser feito com o veículo a qualquer velocidade. A estrutura da capota também recebeu melhorias para garantir maior isolamento térmico e acústico em comparação ao antecessor.

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Ciclo da capota em 18 segundos a até 30 km/h

O desenho exterior do novo MINI Cabrio reflete as mudanças  já vistas nas renovadas carrocerias hatch de 3 e 5 portas e Clubman. Entre eles a ampla grade frontal, de formato hexagonal e moldura cromada, os faróis arredondados com inéditas luzes totalmente de LED, e as lanternas traseiras, que aumentaram de tamanho e agora encostam na tampa do porta-malas. Os cromados também estão presentes nos contornos do conjunto óptico e no friso que percorre a borda do carro, na altura da linha do ombro.

E assim como em outras configurações de carroceria, o MINI Cooper S Cabrio é identificado por emblemas com a letra ‘S’, em vermelho, fixados na grade frontal, na tampa traseira, e nas pequenas molduras das luzes repetidoras dos indicadores de direção, situadas nas laterais, junto às caixas das rodas dianteiras. As ponteiras de escapamento duplas são posicionadas no centro do para-choque traseiro. A nova geração do conversível é oferecida em 13 opções de cores externas, entre elas a inédita verde Caribbean Aqua metálico (das fotos), mais quatro opções de interior e duas opções de capota.

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Para quem for ultrapassado saber o que o ultrapassou

Por dentro, o conversível segue o mesmo padrão de design dos outros integrantes da família MINI, caracterizado pelo painel horizontal, combinado com o grande mostrador central, que contém a tela de LCD de 8,8”, de alta definição. Há também o sistema de navegação MINI Professional com cartografia em 3D e os  práticos e cômodos interruptores de dedo na parte inferior do console, entre eles o de partida do motor na cor vermelha.

Destaque também para o projetor de dados no para-brisa, em que são exibidos dados como velocidade, nível de combustível, temperatura externa, além de informações de orientação do navegador GPS. Outro destaque é o sistema de áudio Hi-Fi Harman/Kardon de 410 W de potência e que inclui 12 alto-falantes.

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O grande instrumento central do Mini de Alec Issigonis, de 1959, continua presente, uma singela reverência

O novo MINI Cabrio tem novas medidas de comprimento (3.850 mm), largura (1.720 mm sem contar os espelhos) e altura (1.415 mm). Está 98 mm mais longo, 44 mm mais largo, e 1 mm mais alto em relação ao modelo anterior. A distância entre eixos aumentou 28 mm. O aumento das dimensões melhorou os parâmetros de conforto e liberdade de movimentos em todos os lugares. Os bancos dianteiros possuem agora uma ampla gama de ajustes, até de coxa, enquanto os passageiros traseiros se beneficiam de um acesso mais fácil, mais espaço para os joelhos (36 mm), uma superfície de assento maior e apoios laterais.

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No banco traseiro, só duas pessoas

A praticidade no dia a dia também melhorou. Há vários suportes para copos e espaços para objetos distribuídos pelo habitáculo do conversível. A capacidade é de 160 litros.

A sensação de se estar ao volante de um carro de corrida compacto, um dos principais atributos da fabricante britânica, é percebido graças à estrutura particularmente rígida e resistente a torções da carroceria. Há reforços específicos como em todos os conversíveis localizados nas partes dianteira, traseira e na parte inferior da carroceria, além de um protetor par motor. Estas características garantem um comportamento mais ágil ao veículo e uma proteção ainda maior aos ocupantes, que contam ainda com uma extensa lista de equipamentos de segurança e que agrega, entre outros itens, quatro bolsas infláveis (duas frontais e duas laterais) e engates Isofix para dois bancos infantis.

O novo MINI Cabrio vem equipado ainda com um sistema de proteção em caso de capotagem com atuadores conectados eletronicamente aos dispositivos de segurança do veículo e, pela primeira vez, de forma totalmente integrada. Assim que os sensores detectam um risco de o carro tombar, duas barras de proteção de alumínio de alta resistência, posicionadas atrás dos bancos traseiros, se elevam instantaneamente para proteger a cabeça dos ocupantes.

O motor de quatro cilindros em linha a gasolina é associado ao câmbio automático Steptronic ZF de seis marchas e que permite trocas rápidas por meio de borboletas atrás do volante. O motor superalimentado incorpora injeção direta de combustível, com injetores em posição central, variador de fase dos comandos de válvulas (duplo Vanos) e sistema de variação do levantamento de válvulas Valvetronic. O câmbio conta ainda com a função Launch Control, para otimizar a aceleração e a tração no momento de uma largada tipo corrida, e um sistema de controle capaz de usar dados de navegação para ajudar o motorista a engatar as marchas no ponto ideal. A tração é dianteira e o conversível acelera de 0 a 100 km/h em apenas 7,1 segundos e atinge velocidade máxima de 228 km/h. O consumo não foi divulgado, mas para se ter uma ideia, pelo ciclo europeu de medição de consumo (NEDC) é de 14 km/l na cidade e 20,8 km/l na estrada.

Como todo BMW — a MINI pertence à BMW desde 2004 — o motor pode funcionar com gasolina de baixa octanagem que nem existe mais no Brasil, a 91 RON. Portanto, basta usar a nossa gasolina comum aditivada, que é 95 RON. Aliás, a costumeira recomendação do AE: compre antes que vire flex.

A direção é eletroassistida Servotronic (indexada à velocidade) e há o controle de estabilidade e tração, o controle de velocidade cruzeiro, a suspensão adaptativa, câmera de ré, os sensores de obstáculo traseiro, de chuva e crepuscular, além da possibilidade de escolher três modos de condução – Green (econômico), Sport (esportivo) e MID (balanceado).

Os dotes de desempenho e comportamento dinâmico do MINI são bem conhecidos do AE, mas faltava ver como tudo isso funciona numa carroceria conversível e mais pesada (180 kg mais que o hatchback), especialmente a questão da torção, ou a “dança do para-brisa” (cowl shake) comum nesse tipo de carroceria. Infelizmente não pude participar da experimentação hoje, um bate e volta a Guarujá, mas muito em breve teremos um MINI Cabrio para um teste “no uso”.

Uma coisa é certa: esses pequenos ingleses estão cada vez melhores e arrancam sorrisos dos seus donos.

BS

 

FICHA TÉCNICA MINI CABRIO
MOTOR
Tipo Quatro cilindros em linha, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, variador da fase na admissão e no escapamento, variador de levantamento de válvulas, 16V, árvore contra-rotativa de balanceamento
Diâmetro x curso 82 x 94,6 mm
Cilindrada 1.998 cm³
Formação de mistura Injeção direta
Aspiração Forçada por turbocompressor de dupla voluta
Potência 192 cv de 4.700 a 6.000 rpm
Torque 28,5 m·kgf de 1.250 a 4.750 rpm
Taxa de compressão 11:1
Combustível Gasolina, mínimo 91 octanas RON
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo automático de 6 marchas, tração dianteira
Relações das marchas 1ª 4,46:1; 2ª 2,51:1; 3ª 1,56:1; 4ª 1,14:1; 5ª 0,85:1; 6ª 0,67:1; Ré 3,19:1
Relação do diferencial 3,50:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora, com subchassi
Traseira Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Caixa de pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva 10,8 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A disco
Controle ABS e EBD
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7Jx17
Pneus 205/45R17W
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, cabriolé, 2 portas, 4 lugares
DIMENSÕES
Comprimento 3.850 mm
Largura 1.727 mm (1.932 mm com espelhos)
Altura 1.415 mm
Distância entre eixos 2.495 mm
Bitola dianteira/traseira 1.500/1.500 mm
Distância mínima do solo 125 mm
PESO
Em ordem de marcha 1.295 kg
Carga útil 450 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 228 km/h
Aceleração 0-100 km/h 7,1 s
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (CICLO EUROPEU)
Cidade 14 km/l
Estrada 20,8 km/l
CAPACIDADES
Tanque de combustível 40 litros
Porta-malas 160 litros
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª/6ª 39,1/49,6 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª 2.400 rpm
Rotação à vel. máx. em 5ª 5.800 rpm

 

EQUIPAMENTOS MINI CABRIO
Ajuste de altura nos bancos dianteiros
Ar-condicionado automático bizona
Bancos dianteiros esportivos
Câmera de ré
Computador de bordo
Controle de cruzeiro adaptativo
Defletor de vento
Descansa-braço dianteiro
Faróis de LED
Faróis de neblina de LED
Interface Bluetooth avançada
Luz traseira de neblina
Luzes de direção cristal
MINI Connected XL
Navegador GPS com tela de 8,8″, controlador por toque e HD interno de 20 GB
Parafusos de roda com segredo
Projetor de dados no para-brisa
Retrovisor interno eletrocrômico
Sensores de chuva e crepuscular
Sensor de obstáculos traseiro
Sistema de áudio Hi-Fi Harman/Kardon
Suspensão adaptativa
Tapetes em veludo
Volante esportivo em couro John Cooper Works com borboletas e botões multifuncionais


Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Carqueijo, você é mesmo um ótimo exemplo disso. Depois de uma semana com seu, “faturou” a categoria Modernos do Rali de Regularidade do Jan Balder!

  • Mr. Car, como escrevi, não pude dirigir o carro na apresentação e teste de hoje. Só no teste “no uso” é vou poder opinar. Os MINI sempre foram duros para o nosso piso, vamos ver se tocaram disso nessas últimas versões.

  • Fat Jack. acha isso mesmo? Vejo como um carro de excelentes características e forte personalidade, talvez o único inconfundível hoje, exceção ao Porsche 911. O desejo de ter um é mais que justificável.

  • Corsario, essa obrigatoriedade só existe num certo país da América do Sul que um certo cantor diz ser abençoado por Deus. Nos outros mercados escolhe-se qual tipo.

  • Fat Jack, para você ver como são as coisas, depois do branco a cor que mais gosto é amarelo…

  • Fat Jack, tive três Passat (1974, 1975, 1977) e um Fiat 147 de frota quando na Fiat. Quanto à música sertaneja, não é a música sertaneja que faz o carro, mas quem o dirige… (rsrsrs)

  • Bob e Mr. Car faço aqui meus comentários como utilizador de MINI desde 2010 (recentemente comprei o meu mas faço eventos para a concessionária Caltabiano desde 2010). Até a geração passada (R56) o MINI era, sim, bastante “duro” para nossas condições; nada insuportável, mas, ainda assim, duro. Na geração atual (F56) eles vem equipados com seletor de modo de condução, variando entre Green (econômico), MID (intermediária) e Sport. E esse seletor, além das alterações no Powertrain para maior economia ou esportividade, também altera o comportamento da suspensão (endurecendo no modo Sport). Portanto, na minha avaliação, nas versões atuais o uso nas “nossas” condições de vias é plenamente aceitável, ainda, claro, que menos confortável que outros veículos que não trazem tanta “esportividade”. Apenas para ilustrar, seguem fotos do MINI Parade que realizamos no último sábado dia 20 de agosto.

  • Os caras até já saíram da moda e você preocupado com a música?
    Se fosse algo tão importante assim, as Fiorino tinham saído de linha, rsrsrs.

    (Para quem não pegou a referência, segue o link)

    É da mesma época do Camaro amarelo, rsrsrs.