Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MOTOR: FIM DE LINHA? – Autoentusiastas

O motor dos nossos automóveis, além de jogar energia no lixo, ainda queima um líquido precioso e provoca impacto ambiental   

O motor que faz rodar nossos automóveis já deveria ter sido banido do planeta há tempos. Inventado no final do século 19 (há cerca de 130 anos), resiste bravamente apesar de estar entre as máquinas mais ineficientes do mundo. Basta imaginar que seu pobre pistão, além de tomar uma chapuletada na cabeça ao explodir o combustível, tem um movimento absurdo de vai e volta dentro do cilindro, pois sai da inércia, atinge cerca de 100 km/h (nos carros de competição) e estanca uns dez centímetros depois. Dá então uma meia-volta volver,  atinge mesma velocidade no sentido oposto e retorna à inércia. Repete esta operação totalmente desprovida de bom senso milhares de vezes por minuto. Além disso, a menos que seja do tipo dois tempos, ainda põe dezenas de  outros componentes para se movimentar nas mesmas condições. E haja combustível para vencer todo este deslocamento de massas, atrito e atenuar a geração de calor. A eficiência energética de um motor ciclo Otto (gasolina, álcool, GNV) não chega a 40%, o Diesel superalimentado vai um pouco além. O resto, é puro desperdício. Na verdade, poderia ser um eficiente aquecedor de ambiente, tamanho o calor gerado em sua operação…

O motor a combustão interna, além de ineficiente, tem outro ponto negativo: queima um líquido precioso e limitado, que levou milhões de anos para ser criado nas profundezas terrestres. E provoca impacto ambiental.  O petróleo, que deveria ser preservado para um aproveitamento nobre na petroquímica, é queimado sem nenhuma eficiência pelo setor de transportes. Nossas gerações serão acusadas no futuro por esta despudorada irracionalidade. E, para culminar, por mais que se estabeleçam padrões e limites de emissões, a queima dos derivados de petróleo contribui para a anarquia ecológica. Não chega a ser um poderoso vilão como acusado pelos ecochatos, mas é responsável por uma razoável parcela do efeito estufa.

Claro que já tentaram aperfeiçoá-lo e torná-lo mais eficiente, sem sucesso. O motor Wankel, por exemplo, tentou eliminar a extravagância do funcionamento alternativo dos pistões, colocando-os a girar num único sentido. Funciona e existe até hoje em alguns automóveis. Mas há problemas técnicos praticamente insuperáveis, como os de vedação entre pistão e cilindro. Motores de dois tempos (saudades do DKW?) são mais eficientes mas também não vingaram e são utilizados hoje somente em aplicações específicas. Uma empresa australiana, a Orbital, desenvolveu um projeto para modernizá-lo, eliminar seu “fumacê” e ainda o produz para aeronaves de pequeno e médio porte.

A eletrônica foi responsável pelo mais significativo avanço dos motores a combustão, tanto que, nas últimas dezenas de anos, quase nada se modificou radicalmente em sua mecânica.  Se hoje funcionam muito melhor, são mais eficientes e “limpos”, se distribuidor e carburador ocupam hoje lugar de honra nos museus de mecânica,  é graças ao gerenciamento eletrônico capaz de afinar toda a sua complexa operação.

Por mais que o motor tradicional tenha apaixonados (como eu) e que o ronco de um V-8 ou V-12 seja capaz de arrepiar e emocionar uma legião de fãs, o futuro do transporte individual ou de massa está inexoravelmente vinculado ao motor elétrico, com bateria ou pilha a combustível, num veículo autônomo (ou semi) gerenciado pela eletrônica. Movimentar qualquer  veículo a partir de combustão interna tem seus dias (ou anos…) contados. Com luz apagada no fim do túnel.

Curtidores do “veoitão” e que detestam a parafernália computadorizada, que guardem  na garagem seus automóveis turbinados e desprovidos das comprometedoras letrinhas, caso queiram preservar seu prazer ao volante.

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Nilson, sem contar o impacto ambiental de represas para gerar energia elétrica ou do risco ambiental das usinas nucleares. Como é dito no rodapé de toda coluna do AE, ela é responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

  • Curió, nada é de graça. Acabam as ilhas de calor, vêm as ilhas de frio, e tome energia elétrica para os aquecedores.

    • ochateador

      Pior que as ilhas de calor atuais poderiam ser reduzidas (parcialmente) caso tenha mais árvores nas cidades (como parques ou plantadas nas calçadas).

  • Lorenzo Frigerio

    Falando mais especificamente do Brasil, acho que nenhum país tem tantos caminhões nas estradas como o nosso. É ali que o ouro negro vira fumaça. A própria lentidão causada pelos caminhões implica em maior gasto de combustível para os veículos leves. O Brasil precisa de ferrovias eletrificadas. Mesmo as locomotivas diesel-elétricas são mais eficientes que veículos sobre pneus. Ferrovias — sem cambalachos — funcionam. Transportam carga e passageiros, sem congestionamento. Aquele V-8 na garagem tem que ser preservado exclusivamente para gerar prazer e sensação de liberdade, de ir a lugares onde o trem não chega.

  • Lorenzo Frigerio

    Sim, mas esses elementos são recicláveis. E o lítio tem a vantagem de não ser tóxico. A tecnologia tem aumentado a eficiência, mas a população não pode continuar aumentando, senão jamais chegaremos lá.

  • Lorenzo Frigerio

    As ilhas de calor são causadas pelo adensamento urbano e pela impermeabilização do solo, não pelo CO2 ou outras emissões.

  • Lorenzo Frigerio

    Existe energia solar, e o conceito de que o usuário que estiver gerando um excesso de energia pode “fazer upload” dela no sistema.

    • Se carro solar é tão bom assim então porque não vendem aos montes por aí? afinal não se tem gasto com combustível ou energia? Ou estão mentido algo para nós de que o mesmo é inviável neste momento? Pois o que o povo quer é um carro que gaste quase nada pra andar, não estão nem aí se polui ou não.

  • Nilson, boa!

  • Mingo. totalmente de acordo!

  • Comentarista

    Quem pensa que realmente o motor a combustão findará a curto ou médio prazo, está muito enganado. Tem muita tecmologia ainda a ser posta em série nesses motores. Enquanto não se esgotar a tecnologia ou a fonte de combustível ele estará aí, firme e forte.
    Petróleo, desde que me entendo por gente, acabaria em 30 anos e cada ano aparecem novas descobertas de poços. Não creio que, antes de 100 anos, os motores a combustão queimadores de petróleo, deixarão de existir.

  • João Lock

    Tudo tem seu tempo. O motor de combustão interna, já deu! Um dos melhores e mais lúcidos textos que já lí aqui. Mesmo não sendo muito auto entusiástico. Fato, precisamos avançar.

  • Comentarista

    Esse argumento é muito simplista. Antigamente necessitava se de grande áreas para criar gado. Hoje há o confinamento, pequeníssimas áreas com grande volume de cabeças.

    • É por que então continuam, desmatando as florestas da Região Norte do Brasil pra fazer pastos e plantar soja?

    • Gustavo73

      Criaçãode gado em áreas restritas e com alimentação diferente do pasto foi um dos responsáveis pela chamada doença da vaca louca. E agricultura demanda espaço e sempre haverá disputa entre alimentação e outros propósitos.

  • Comentarista

    Não acho que o motor está em decadência e sim no quase melhor momento tecnológico do ciclo. Hoje um motor a álcool ou gasolina tem praticamente o mesmo desempenho em entrega de torque que um diesel e o diesel entrega quase a mesma potência que um otto. E tem muita coisa ainda a ser posta nos carros de rua.

  • O povo só vai aceitar o carro elétrico se o custo (incluindo troca de bateria) for mais barato que álcool ou gasolina. … e pra ser sincero se hoje a conta de energia elétrica está cara imagine se todo mundo tiver carro elétrico. .. a conta vai para as alturas. E também temos as épocas de escassez de chuva que fazem a conta de energia subir mais ainda.
    Teve a crise do petróleo, depois a crise do álcool e o povo pagou o pato em todas elas…. agora só falta vir a crise dos carros elétricos…

    • Alex Ctba

      A F-1 através da Mercedes, Honda, Renault , Ferrari e alguns fabricantes como a Bmw, Volvo etc, há tempos desenvolvem sistemas de recuperação de energia cinética (das frenagens) e também da energia térmica para alimentar baterias. Acredito que os sistemas híbridos virão com força em nome da eficiência energética.

      • O povo já reclama que o carro ficou mais caro com o ABS e airbag. Imagine se vão querer arcar com o gasto que você disse acima.

        • Alex Ctba

          Sim, claro, mas toda tecnologia desenvolvida a princípio nos carros mais luxuosos, gradativamente se estende aos modelos mais populares. Mesmo os exemplos dos, atualmente obrigatórios ABS e Airbag, que você citou, há alguns anos atrás, equipavam modelos luxuosos e hoje ja estão em carros populares na faixa de trinta mil reais.

          O que eu quero dizer é que em poucos anos, acredito na popularização dos modelos híbridos, com baterias alimentadas pela energia cinética geradas pelos componentes do carro, como freios, e amortecedores, e pela energia térmica dos vapores e gases do motor, sistema já desenvolvido pela BMW.

          Ano após ano, baterias mais eficientes são desenvolvidas na F-1, e é questão de tempo, para fabricantes como Honda e Renault, aplicarem em sua linha sistemas de recuperação de energia.

          • Alex Ctba, lembre-se que ABS e bolsas infláveis frontais são itens obrigatórios desde janeiro de 2014.

  • Carlos A.

    Gustavo73, exatamente por isso eu disse: “….longe de defender do álcool combustível…”
    também concordo que as áreas agrícolas deveriam priorizar a produção de alimentos.

  • Daniel S. de Araujo

    A coluna do Boris hoje me trouxe a mente as minhas revistas “Mecânica Popular” do inicio dos anos de 1960, com suas previsões do fim do petróleo em 25 anos (Nossa! Estamos no “cheque especial” das reservas de petróleo!) além do fim do motor com pistões, válvulas, etc, cedendo lugar temporáriamente para os Wankel e os turboeixos a reação, antes da chegada dos motores limpos, livres do petróleo…movidos por eletricidade obtida das fotocelulas, etc.

    Hoje, 2016 muita coisa mudou. Mas outras continuam iguaizinhas e enquanto não houver um substituto a altura para o motor recíproco e uma forma eficiente de armazenar energia, todas essas divagações de carro elétrico, energias alternativas e tantas outras teorias não passarão de divagações mais coerentes com um cineastra do que com um técnico.

    • Claudio

      Recentemente surgiu a ideia do motor de cinco tempos que seria uma aperfeiçoamento do de quatro tempos.Neste motor o gases de combustão em vez de irem diretamente para o escapamento vão para um cilindro e pistão que são enchidos por estes gases e assim a energia residual dos mesmos é aproveitada para girar o virabrequim. Pensa-se que assim se poderia elevar a eficiência dos motores a gasolina ao mesmo nível de eficiência dos movidos a Diesel com os consequentes benefícios ambientais e consumo. Tomara que dê certo.

  • Lauro Agrizzi

    Nilson , mas quando entra madeira e pele deixa de ser verde também. Kkkkkkkkk. Nunca vai existir maquina verde para desespero dos ecochatos. A máquina mais ineficiente do mundo é movida a energia elétrica, a lâmpada.

  • RoadV8Runner

    Isso que me deixa doido, sempre aparece alguém para “malhar” os automóveis, sem que eles representem tamanho risco para o planeta. Mas na hora de usufruírem dos benefícios da incrível mobilidade que oferecem, duvido que fiquem com dor de consciência… Temos tantas encrencas que nos ameaçam, deixem os automóveis em paz!

  • Mr. Car

    Eu nasci em tempo não só de aproveitar, como também de ir embora antes que ele acabe, he, he!

  • Daniel S. de Araujo

    Bem isso!

  • Mr. Car

    E se pensar bem, nem era tãããão verde assim: para se usar a madeira, árvores foram derrubadas, para se usar a pele, animais foram mortos. E continuaram sendo, pois para ter força nas pernas, o Fred precisava de muita proteína, então haja filé de brontossauro, he, he!

  • Mingo

    Vou continuar dirigindo meus carros com seus “ineficientes motores” Pastel. Até o fim, se Deus quiser. Mas o mais engraçado disso tudo é que a maioria das vezes que meus carros velhos se negaram a funcionar foi justamente por causa da… BATERIA!

  • Mingo

    A admiração pela eletrônica embarcada termina como mágica, numa estrada erma, de madrugada, por causa de um módulo eletrônico que a gente nem sabe para que serve. Aí, só ligando para a seguradora e torcer para a plataforma chegar bem rápido…

  • Mingo

    Substituição total do motor a combustão eu creio que nunca ocorrerá, a não ser por decreto de políticos loucos (se bem que até na Europa eles começaram a brotar). Acho que o automóvel com motor a combustão voltará às suas origens, um brinquedo para os ricos, para uso em lazer e competições. Os menos abonados e os que acham que um automóvel é só uma espécie de máquina de lavar ou cafeteira, migrarão para essas trapizongas elétricas, autônomas e outras alternativas, como as bicicletas, patinetes e carrinhos de rolimã…

  • O álcool também trás prejuízos ao meio ambiente. Eles desmantam florestas para plantar cana-de-açúcar, param de plantar arroz, feijão e etc para plantar cana. Se o Brasil virasse o maior exportador de álcool do mundo aposto que ia faltar arroz, feijão e etc aqui… teríamos que importar esses alimentos.

    Só Deus sabe o que fazem com o resíduo da produção de álcool, pois dizem que é tratado, mas na prática é jogado em um reservatório que contamina o lençol freático ou até jogam em córregos. E por fim a monocultura do álcool degrada o solo.

  • E some a isso o problema da degradação das áreas de extração de matéria-prima para as baterias…

  • Já descobriram o pré-sal, então temos petróleo pra longo… bem longo prazo… então a gente não verá isso acontecer.

  • Quem mais produz CO2 é o ser humano… imagine 7 bilhões deles respirando e produzindo CO2 por 24 horas ao dia.

  • Juvenal Jorge

    É Boris, futuro triste esse da humanidade.
    Pior é que parece mesmo que isso é sério. Espero não estar aqui para ver o carro autònomo dominando as ruas, com seu ruidinho de vento e mais nada.
    ARGH !!!!!!!

  • F A

    Só está em decadência nos pensamentos de pessoas que acreditam em utopia. Na prática eles ainda vão longe. Fora isso, acho que quem crítica motor a combustão deve achar que energa elétrica brota do nada.
    Assim como a uns 15 anos eu espero pela TV 3D sem óculos. kkkk

  • Daniel S. de Araujo

    Rodolfo, concordo contigo e indo mais além, essa historinha do motor de combustão interna ter seu fim decretado, o fim do petróleo, carro elétrico etc. etc. etc.

    Esse pessoal quer andar de carro elétrico e decretar o fim do petróleo mas não explica de onde tiraremos tanta energia elétrica. Quer mobilidade mas não quer carro na rua (tá bom…saia de Santana e vá trabalhar de terno na Av. Paulista de bicicleta), quer acabar com a fome no mundo, alimentar a todos com alimentos orgânicos mas não sabe plantar uma muda de árvore no balainho e nem a dificuldade de se obter produtividade sem o uso dos fertilizantes e defensivos…Quer saber? É tudo uma hipocrisia sem fim.

    E quando vejo esses textos, lembro da música “Samba de Uma Nota Só” do Tom Jobim e do Newton Mendonça

  • André Castan

    kkkk. Boa. Bem lembrado.

  • Daniel Girald

    Já que mencionou o Corolla, acho conveniente exemplificar que as versões JDM atualmente são mais compactas que o modelo “mundial”.

  • WSR

    Veiotão… eu bem que queria ter um, apenas um…

  • Tivemos a crise do petróleo, depois a crise do álcool e um dia virá a crise do carro elétrico também, e então vai voltar a reinar o veio e bom motor de combustão interna.

  • Hans, tudo o que o você sobre as qualidades do motor elétrico é fato, não há motor mais eficiente. Imagine trens, elevadores, sem motor elétrico. O problema desse motor é armazenamento de energia. Nada se compara à paz de espírito de sair com seu carro de motor a combustão e poder conseguir combustível em qualquer lugar e rapidamente. Só discordo totalmente de uma coisa que você disse: postos de abastecimento nada têm de tóxico ou fedido. Esse tempo já passou. Um abraço!

    • Bob, não nos esqueçamos que para produzir baterias de Lítio se gasta muita energia, quem sabe até maior do que a do petróleo, considerando todo o balanço energético. Fora o descarte das mesmas que deve ter também processo ecologicamente correto, o que se torna mais caro ainda.

  • Claude, já assistiu a uma corrida de Fórmula E?

  • Meu carro está com 225.000 km e conheci um taxista que chegou aos 800.000 km de um Ômega 2,2-L e enjoou e vendeu o carro sem nunca abrir o motor, o segredo dele era a troca dos fluidos do motor no prazo certo.

    Então motor que não dura é de quem não cuida. Eu só uso gasolina aditivada de boa procedência, pois álcool ou gasolina batizados degradam o óleo e forma borra que pode até fundir o motor em pouquíssimos quilômetros devido ao grau da borra.

  • marcel silva

    Parabéns Boris, ótimo texto. Sensato, indicando que devemos ver além daquilo a que somos habituados. A quantidade de peças que gastei na última semana, numa manutenção inesperada — mesmo fazendo as manutenções em dia rigorosamente — me faz cada vez mais desejar o surgimento de alternativas aos motores a combustão
    Não sou a favor de que os motores tradicionais sejam aniquilados, penso, todavia, que a estes sejam dados fins mais reservados como o uso em competições e para o autoentusiasta que tira o veículo da garagem no final de semana.

    • WSR

      Eu já acho divertido quando saio para comprar peças de reposicão para o carro. Fico contando os minutos para entrar na garagem e começar a diversão. “)

  • Alex Ctba

    Sim, eu sei que já foram fabricados protótipos muito tempo atrás, o que eu estou dizendo são frotas de carros elétricos circulando nas ruas e não limitados a modelos caríssimos como o Tesla, por exemplo.

  • Eu também sou Engenheiro Mecânico, me formei há 8 anos.

    Esse papo da energia elétrica ficar barata e que o petróleo vai acabar é papo de guru, descobriram o pré-sal já e mar a dentro tem petróleo, não é só nas Arábias.

    E outra coisa o álcool, como pode ser inviávell? Apesar de que eu sou contra o mesmo ele está aqui desde os anos 70.

    Para energia solar precisamos de placas e o teto do carro é limitado o seu tamanho pra isso. Eu estou falando de carro e não de aplicação em residências de energia solar ou eólica.

    Aplicação dessas fontes alternativas em uso residencial é outra história, até porque meu ex-cunhado tem na casa dele painéis solares. Foi caro, mas ele disse que a conta vem mínima.

  • Me fala a data e hora exata disso!

  • E o custo do álcool será maior que o da energia elétrica e das baterias de um carro elétrico?

  • Wagner Bonfim

    Apesar de achar um artigo fatalista, admiro a coragem em escrever sobre esse assunto-tabu para AUTOentusiastas. Sinceramente acho que ainda teremos muito petróleo a queimar até chegarmos neste cenário.

    Não adiantará se apenas uma metade do planeta se preocupar com isso, já que a outra (americanos e chineses), pouco se importa com isso … e cá pra nós, só agora que começamos a ter um maior poder de compra já vamos ter de deixar a festa?

  • Thales Sobral, acha mesmo ótimo usar carro elétrico? Ótimo em quê?

  • Thales Sobral, a eficiência média já está em 35% e alguns motores Otto começam a se aproximar de 40%.

  • E quando se esgotarem as fontes de matéria-prima para as baterias dos carros elétricos?

  • FR, como em tudo quando se trata de números, pode haver exagero no que tenho lido. Como também a eficiência do motor elétrico não ser bem a que se propala. De qualquer maneira, os motores Otto já passaram bem de 20% ou já estão acima de 30%.

    • Dieki

      Concordo. Existem “n” questões a cerca da utilização de energia elétrica. Ao meu ver, o maior problema é a incapacidade de se atender à demanda de energia de maneira limpa, como sugerem os críticos. O motor elétrico é tão confiável quanto um motor a combustão, sendo que os elétricos normalmente tem mais de um motor, transmissão de energia, flutuações, água, tudo pode levar a uma redução na confiabilidade. Além, é claro, do volume e peso dos elétricos e sua relativa baixa autonomia. Dentro do item autonomia, entra o tempo impensável de recarga. Como viajar com um carro elétrico se você precisa passar 8 ou 12 horas na tomada, para rodar 500 km?

  • Não, Rodolfo, os procedimentos do Inmetro são bem severos e muitas vezes os resultados no mundo real são piores do que o padrão.

    • Bob,
      O que eu quis dizer é que os testes de laboratório também são importantes, pois permitem comparar um motor com outros.

      • Entendi, Rodolfo. Apenas lembrei que hoje, ao contrário de poucos anos atrás, os números de consumo oficiais são bem realistas.

        • Dieki

          Hoje consigo fazer exatamente o que consta na etiqueta do meu carro. Precisei de alguma disciplina com o acelerador, mas os resultados foram bem satisfatórios. Bem colocada sua afirmação.

  • Dieki

    A cadeia produtiva da eletricidade é tão ou mais danosa. Não há previsão de que as energias renováveis respondam pela maior parte da matriz energética mundial antes de 2050. O uso de combustíveis vegetais, como o álcool, resolve perfeitamente a questão. De que adianta construir uma usina nuclear ou termelétrica para suprir a demanda energética de veículos “limpos”? Atualmente, a pressão é ínfima, mas pense num cenário em que 50% do transporte pessoal é elétrico. Seria o caos energético. Outro ponto é o descarte dos materiais usados nos acumuladores, que são tóxicos como o lítio e a baixa disponibilidade destes. De maneira geral, o uso de eletricidade é bom para a indústria automobilística, que poderia impor um ciclo de obsolescência mais curto ou até mesmo a possibilidade de retrofitings, à moda dos computadores. A vantagem do combustível líquido está na facilidade de transporte e reposição, além da produção abundante e barata. Existe uma estagnação na demanda por petróleo no mundo, então a previsão é estabilização nos preços, o que pode, ainda mais, dificultar a vida dos elétricos, ao não ser que haja exigência legal.

    • Dieki, fora que essa “exigência legal” de carros elétricos tem interesses escusos, uma vez que a “poluição” pelo motores a combustão é desprezível hoje, consequentemente a emissão de CO2 (que não é tóxico) diminui proporcionalmente, além do fato conhecido de automóveis e comerciais leves serem responsáveis por apenas 10% do total de emissão de CO2. O resto ficar para outras formas de transporte (15%) e os 75% restantes divididos entre moradia e indústria. É o que se chama de “histeria carbônica” das pessoas interessadas em tumultuar a vida e a economia mundiais.

    • Roberto Neves

      Dieki, agora você me fez sentir culpado: sou deficiente auditivo e uso aparelhos com baterias de lítio; além disso, sou bipolar e ingiro 900 mg de lítio por dia. Estou destruindo o planeta! Aliás, pelo visto, não há escapatória: a nossa existência, primatas bípedes humanos, é nociva para o planeta!

  • Thales, todo esse elenco de eficiência do motor elétrico, que é indiscutível, tem seu preço, nada é de graça: a carga da bateria. O carro elétrico jamais terá a mesma praticidade do de motor a combustão. Jamais. O carro a combustível líquido está com o tanque quase vazio? É só entrar num posto e colocar rapidamente alguns litros para chegar onde se quer. Essa liberdade jamais será conseguida pelo carro elétrico. Automóvel não é telefone celular.

  • Luiz Otávio Rujner Guimarães

    Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. As discussões sobre a eficiência energética deste ou daquele motor são sem dúvida relevantes, porque além fomentar ideias estas podem se converter em novas soluções. Contudo, como dispomos dos dois, combustão e elétrico, o caminho natural seria a fusão de ambos, como já ocorre nos veículos híbridos. Sim, talvez um dia tenhamos apenas motores elétricos, mas penso que por hora, seria ótimo se as fábricas se dedicassem mais a esses projetos e começassem a oferecer veículos híbridos a preços mais acessíveis à população e não somente os topo de linha. Está comprovado que são viáveis, tem bom desempenho, são mais econômicos, menos poluentes e, de quebra, mais ecológicos, mais adequados ao temerário “futuro do planeta”. Talvez falte incentivos por parte dos governos, mas essa é outra história e uma boa pauta para uma matéria do AE.

    • Luiz Otávio, o AE não vê sentido em nada disso que tanto se apregoa, como híbridos de autonomia ridícula em modo elétrico e elétricos a bateria. O estágio atual dos automóveis é mais do que suficiente para a necessária favorabilidade ao meio ambiente e à “saúde” da Terra. Há uma verdadeira histeria coletiva em torno disso, como a histeria carbônica.

  • agent008, é a única viabilidade que vejo no carro elétrico. Honda (Clarity) e Toyota (Mirai) já enxergaram isso. Mas considero também soluções como a do Chevrolet Volt/Opel Ampera como viáveis, andam cerca de 60 quilômetros em modo elétrico mas depois tem o motor a combustão para se poder usar o carro como um normal, sem o trauma da “low battery”.

  • Douglas, colunistas são livres para expressar sua opinião sobre qualquer assunto da pauta do AE (que inclui automóvel e trânsito, entre outros temas) mesmo que não reflita necessariamente a nossa visão e, no caso, desagradar (e não ofender) os leitores.