A General Motors apresentou nesta sexta-feira (12/8) a linha Cobalt e Spin 2017. O sedã médio ganhou câmbio manual de 6 marchas e o motor agora é exclusivamente 1,8 litro, que teve a potência aumentada de 106/108 cv a 5.400 rpm para 106/111 cv a 5.200 rpm, e o torque, de 16,4/17,1 m·kgf a 3.200 rpm para 16,8 a 2.800 rpm e 17,7 m·kgf a2.600 rpm. Conforme padrão do AE, os números com gasolina vêm antes. A mudança faz parte do pacote ECO, que visa reduzir o consumo de combustível. Entre as medidas, óleo de motor 0W20, com formulação desenvolvida pela GM, e a taxa de compressão elevada de 10,5:1 para 12,6:1.

De fato, pelos números oficiais do Inmetro, o Cobalt manual agora obtém 12,1/15,1 km/l cidade/estrada com gasolina e 8,3/10,4 km/l com álcool, contra 10/14,4 e 7,6/11,1 km/l antes. O ganho médio é de 21%. Para o resultado contribui o acréscimo de uma marcha ao câmbio manual, que reduziu a rotação do motor em sexta, a 120 km/h de 3.200 para 2.650 rpm.

O Cobalt agora é oferecido em versões LTZ e Elite apenas e a fabricante informa ter recalibrado o câmbio automático de 6 marchas para trocas de marchas mais suaves. O LTZ custa R$ 62.190 e o Elite, R$  68.990, incluindo o câmbio automático de série que permite trocas manuais sequenciais por tecla no pomo da alavanca seletora; no LTZ é opcional e custa R$ 4.800, saindo por R$ 66.990.

O sistema OnStar é de série e vale por um ano. Traz novas funções, como navegação por setas exibidas na tela do multimídia MyLink e pode ser baixado aplicativo para smartphone com dispositivo de diagnóstico, informando  pressão dos pneus e quilometragem total percorrida.

O espaço no banco traseiro é amplo e porta-malas acomoda 563 litros, o maior entre os sedãs nacionais. Infelizmente não há o terceiro apoio de cabeça, cinto de três pontos para o passageiro traseiro do meio e engates Isofix. E, surpreendentemente, foram eliminadas as repetidoras de setas nos para-lamas.

Os instrumentoa seguem o arranjo velocímetro digital e conta-giros analógico e há agora um bússola incluída.

O novo Cobalt tem agora direção eletroassistida e a suspensão foi revista, inclusive  com redução da altura de rodagem em 10 mm. Ainda não foram fornecidos dados de desempenho; e já estamos com um Elite em teste. Com reformulação da carroceria mediante aplicação de aço de alta resistência, o Cobalt perdeu 36 kg.

Spin

C_008 r  GM APRESENTOU O COBALT E A SPIN 2017 C 008 r

O Spin recebeu o mesmo motor 1,8-L do Cobalt, contém todas as melhorias sob o guarda-chuva ECO para redução de consumo, e traz a novidade da entrada de ar de arrefecimento do motor ativa, fazendo variar o volume de ar que chega ao cofre do motor segundo a necessidade. Com isso reduz-se o coeficiente de arrasto, o que contribui para a redução do consumo de combustível. O sistema de obturação fica atrás da grade externa.  Recebeu também novo câmbio manual de 6 marchas em substituição ao de cinco.

20160812_122436  GM APRESENTOU O COBALT E A SPIN 2017 20160812 122436

O sistema de grade ativa que controla a entrada de ar ao compartimento do motor

É comercializado em versões LS manual de 6 marchas (R$ 57.990), LT com o mesmo câmbio (R$ 61.490), Advantage com caixa automática de 6 marchas (R$ 66.990), o aventureiro Activ, também automático (R$ 69.990), e topo de linha LTZ, única de sete lugares,  que pode ser tanto manual (R$ 67.990) quanto automática ( R$ 71.990).

Com câmbio manual consumo na cidade com gasolina é 11,8/13,7 km/l cidade/estrada, e com álcool, 8,1/9,4 km/l; antes, e com o câmbio manual de 5 marchas, 9,2/10,8 km/l (G) e 6,5/7,4 km/l (A). Na média ficou 30% mais econômica, segundo a GM. Ainda não foi informado o consumo com câmbio automático após as mudanças, que era 8,9/10,8//5,9/7,4 km/l.

A assistência de direção passou a ser elétrica e a carroceria teve mais de 100 componentes aperfeiçoados, com aumento de aplicação de aço de alta resistência em painéis e reforços, reduzindo seu peso em até 33 kg. A suspensão recalibrada e a altura de rodagem foi reduzida em 10 mm e a distância livre do solo é de 138 mm.

A fábrica informa aceleração de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos, pressupondo-se câmbi0  manual e veículo abastecido com álcool.

Todas as versões contam com sistema OnStar de série válido por um ano.

São mesmo novidades bem-vindas nesses dois produtos Chevrolet.

BS

 

 

 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Como é controlada a abertura ou fechamento da grade, por termostato?

    • Rafael, não, é por sensor de temperatura e controle eletrônico.

  • Claiton Lopes

    Legal a iniciativa da GM em melhorar seus produtos, a Spin dentro da sua proposta é uma boa opção. Caro Bob, ao usar esse óleo de baixa viscosidade 0W20 a GM não esta privilegiando o consumo em detrimento da proteção do motor? Abraço!

    • Claiton, esse é o tipo de coisa em que se pode confiar. Uma fábrica como a GM, operando no Brasil, não erraria nisso.

  • Boa, Ilbirs!

  • RMC, como eu já contei algumas vezes aqui, o problema não era AE x GM, mas AE x o diretor de Comunicação Pedro Luiz Dias, com quem me indispus por querer cobrar fotos de arquivo de imprensa para o produtor iconográfico da Alaúde Editora. Foi uma briga que comprei (é meu jeito). Recorri até à presidência da GM, esse diretor teve que entregar as fotos sem nada cobrar, mas em compensação fechou-nos (fechou-me) a porta. Mas ele se aposentou e saiu de frente, tudo voltou ao normal agora.

  • André Andrews, não sei dizer agora, de pronto. Vou ver no manual se há algo a esse respeito.

  • Mr. Car, de fato o visual da dianteira do Cobalt melhorou consideravelmente. Nunca dirigi o Spin, mas as vezes que andei de passageiro em táxi, me agradou bastante.

    • Mr. Car

      Bob, que coisa inesperada: nunca pensei que pudesse haver um carro que eu tivesse dirigido, e você não. Apesar de estar tomando de goleada, pelo menos fiz meu gol de honra, he, he, he!
      Abraço.

      • Mr. Car, por aí você vê com é a vida…. (rsrsrs)

  • Ezequiel, pronto, temos aí mais um testador de ficha técnica. Já dirigiu um esse motor “arcaico”?

    • 1,8 com 111 cv arcaico? O que dizer do meu Zetec 2,0 com 130 cv (126 cv reais) então? O motor é de fácil manutenção e barato de manter. O público que gosta do Cobalt/Spin não procura um foguete e sim um carro que ande bem, coisa que pelo menos o Cobalt faz, já que nunca dirigi uma Spin para dizer.

  • Marcelo R.

    Eu trocaria a bússola do painel do Cobalt pelos repetidores laterais de seta.

    • Marcelo R., eu prefiro ter os dois. Um bússola sempre ajuda.

      • Uber

        Mas bússola, hoje em dia, dá para instalar no smartphone e também carregar no bolso. Ou comprar um chaveiro com uma.

        • Uber, claro, mas é prático tê-la no quadro de instrumentos, permanentemente.

  • Caio, pelo que você leu sobre o consumo, achou os modelos gastadores?

  • Não está gastão.
    Um motor 1.8 fazendo 12 na cidade e 15 na estrada está longe de ser ruim.

  • Eu acho o Cobalt um sedã honesto. Teria um sem dúvidas, se precisasse dos seus atributos.
    A remodelação fez um bem enorme ao carro. E a GM está “tirando leite de pedra” com esse motor, hein! 12/15 km por litro não é pouco!
    Bob, será que sai um “No uso” com o Cobalt?
    Obrigado!

    • Mike, já está! Desde sexta-feira, um Elite.

  • Milton, aí entra a questão pessoal. Minha barreira era apenas esse diretor, pois como trabalhei lá tinha amizades e ótimos relacionamentos. Não é o caso do Fabrício e não sei como ele está lidando com isso.

  • Rodrigo, é a velha história, aí você não teria o Cobalt… Carro não é só negócio para todo mundo.

  • Guest, me desculpe, mas se for pensar assim, ninguém deve dirigir, pois um rolamento de roda dianteira pode travar e o carro sair de controle. Se o motor vier a superaquecer é só parar o carro e esperar esfriar.

  • O BCWS não, os seus leitores sim.

  • eNe, para tirar essa dúvida, 1) Dirigir os dois e 2) Ler a respeito em publicações/sites confiáveis.

  • Lucas, não tem essa função regenerativa, confirmei nessa apresentação. Uma pena. Há apenas, como eu disse, o monitoramento da bateria e a carga pelo alternador de acordo com a necessidade.

  • Ronaldo, tenho de certeza de que essa viscosidade não ocasionará nenhum problema.

    • Você teria os dados de temperatura do Cobalt em uso, Bob? Apenas por curiosidade…

      • Ronaldo, vou ver. O carro está uns dias com o Juvenal.

  • João Lock, resposta: apreço pela marca, sua confiabilidade, sua ampla rede de concessionárias. E não ser dos que ficam enfiando o dedo no painel o tempo todo.

  • Fat Jack, claro, mas é preciso saber a pressão de óleo com o 0W20, e isso a fabricante sabe com 200% de certeza.

  • Fat Jack, está no texto, 2.650 rpm.

    • Fat Jack, depois de publicado o texto recebi a informação correta da relação de diferencial, 3,72 e não 3.37. Com isso a rotação em 6ª a 120 km/h é 2.950 rpm. Texto e ficha técnica já foram atualizados.

  • VeeDub, só detona se for abastecido com gasolina adulterada com solvente.

  • Thiago A.B., não sei, ainda não consegui a informação.

  • Mauro Eidt

    Tenho um Cobalt LTZ 2014 automático. 5,5 por litro de álcool na cidade, 8,5 na estrada, e 7,5 e 10,5 com gasolina, respectivamente. Fazia esse consumo com meu Monza 2,0 álcool EFI 1992 há 16 anos. Carro muito confortável, espaçoso, mas preciso subir os vidros antes de desligar… e sem antiesmagamento! Meu Astra anterior 2003 tinha isso. Tem certos retrocessos e economias que não entendo. Um colega tem um 2014 e os vidros vieram com automatizador e antiesmagamento. Por que não usam os motores 1,8 16V que já equiparam a Meriva? Aliás, estes são da mesma família dos 2,0 16V do Astra e Vectra? Ah, o carro é muito bom de estrada, baixas rotações e controle de trocas manuais na alavanca, muito útil para pista simples.

  • Braulio, é o tipo da coisa que não se deve duvidar partindo da fabricante que partiu.

    • Na verdade, acho que a preocupação deveria ser mais com o preço do que com o óleo em si. Esse óleo (0w20) é muito caro!

      • Hermes, você só pensa nisso, no preço do óleo? E os benefícios, não contam?

        • Claro que contam, e reconheço que os ganhos foram muitos. Mas também o preço do óleo tem que ser levado em conta, pois vai aumentar muito os custos de manutenção à longo prazo, principalmente um brasileiro de classe média como eu que qualquer custos extras impactam no orçamento doméstico! Um 5W30 se paga por volta de R$ 17,00 o litro, e esse óleo 0W20 sai pelo menos por R$ 40,00 o litro, uma diferença gritante.

  • Rodrigo, curva de potência, não de torque. Relação peso-potência tem mais a ver com aceleração.

  • Davi, vender material de imprensa. Antes de partir para a briga tentei argumentar com ele, tínhamos bom relacionamento (havíamos sido colegas, afinal), mas para minha surpresa ele disse que era isso mesmo, era “business”. Vender material de imprensa porque a editora lucraria com o livro (sobre o Opala). Fim do mundo!

  • Marco Aurélio Strassen Murillo

    Com a profusão de opções de câmbios automáticos, criou-se um celeuma a respeito dos números de marchas. Quatro velocidades passou a ser ruim ou antiquado e seis velocidades ou sete ou nove, o ideal.
    Isso é no mínimo curioso, se o motorista vai andar no automático, que diferença fazem seis, nove ou quatro?
    piora a situação que muitos avaliadores sequer avaliaram, algo fundamental para emitir qualquer juízo.
    os pontos importantes na avaliação de uma caixa automática são como ela atua (o que se faz dirigindo e provando) a sua calibração, a sua rapidez nas reações e trocas, o quão bem casada com o motor ela é, o consumo de combustível. Em geral, mais marchas permitem ao motor trabalhar mais próximo dos regimes de menor consumo, mas e se o motor for gastador? Nem com dez marchas resolve.

    • Marco, como eu sempre digo, houve tempo em que quatro marchas era espantoso, cinco, coisa de carro de corrida. Seis, nave interplanetária. Sete, então, néctar dos deuses. E a coisa já entrando nas dez marchas. É o marketing na sua essência.

  • Luiz, isso mesmo, começou no Taunus.

  • Luiz, para quem raciocina em termos de pontos cardeais uma bússola ajuda, mais quando se roda em região desconhecida. Aliás, como faz falta essa noção aos brasileiros. Até hoje só vi uma aplicação disso, foi em Canoas, RS. Saindo de lá e voltando a Porto Alegre, chega-se ao viaduto sobre a BR-116 e se veem duas placas: BR-116 Sul e BR-116 Norte. Notável! Me senti nos EUA.

  • Tuhu, olha o misoneísmo! Muitas vezes ele atrapalha!

  • Marco Túlio, como assim, os câmbios CVT não possuem marchas? É claro que têm, entre os dois extremos a variação de “marchas” é brutal, ficam variando continuamente.

  • Corsario, “susto e medo” só a primeira vez, certo?

  • João Lock, quando falei de enfiar o dedo no painel não foi no sentido operar algum equipamento, mas fazê-lo fisicamente para ficar analisando sua dureza ou maciez…

  • Duas preocupações em relação à esse motor: 1) Taxa de compressão alta num motor de r/l ruim (tendencia à detonação); 2) Óleo caríssimo!

    • Hermes, inexiste relação entre taxa de compressão e r/l. Esqueça eventual detonação, o motor tem salvaguardas de sobra para isso. Novamente, uma análise de ficha técnica sem dirigir o carro.

      • Bob, a relação entre R/L e taxa de compressão está presente em um dos artigos aqui do site http://www.autoentusiastasclassic.com.br/2010/09/relacao-rl-uma-analise-grafica.html, senão vejamos:
        “Quando o motor de alta relação r/L comprime a mistura, a maior velocidade do pistão rumo ao PMS impulsiona a mistura para uma maior turbulência, o que melhora as características antidetonantes da câmara de combustão, possibilitando até usar uma maior taxa de compressão”.
        Então, conforme o próprio artigo aqui do site diz, existe sim relação entre a R/L e a taxa de compressão. Apenas me equivoquei invertendo os dados. Motores com R/L alta apresentam menos tendência à detonação.
        Outra coisa é que tenho um Cobalt 1,8 2014. Conheço o carro muito bem! Abração!

  • Christian, o motor do Monza, o Família II, não é mais usado. O 1,8-L do Cobalt/Spin é Família I.

  • Douglas, não, vou procurar saber com a GM, mas desconfio que seja o mesmo do motor 1,4, 137,3 mm, nesse caso o r/l seria 0,32.

  • guest, grade ativa só no Spin.

  • André Andrews, no manual é recomendada pressão única nas quatro rodas de 35 lb/pol² com qualquer carga a bordo.

  • Real Power, certeza? Já deve estar com a biela de 137,3 mm.

  • Real Power, a biela do 1,4 é de 137,3 mm, já publiquei isso no teste do Prisma 1,4 LTZ, está ficha técnica. A biela do 1,8 sempre foi essa que você disse, mas desconfio que podem ter mudado. Vou checar com a GM.

  • Braulio, o que importa é a lubricidade do óleo, mais sua aditivação de toda ordem, mais a pressão de trabalho. Esses três fatores certamente foram estudados e testados.