A Audi criou e está desenvolvendo a ideia de uma suspensão que gera energia. Batizada da eROT, tem como princípio amortecedores rotativos eletromecânicos, de onde vêm a sigla (eletromechanical rotary).

Os amortecedores comuns há muitas décadas são os hidráulicos com óleo e/ou gás, de movimento alternado sobe-desce, que ao absorverem os movimentos geram calor. Em casos extremos, como em provas de rali, o desempenho desses componentes é alterado para maior controle da suspensão, e existem sistemas para arrefecê-los com borrifo de água, daí as imagens muitas vezes vistas de vapor saindo das caixas de roda em provas realizadas em climas frios, principalmente.

Um dos braços conectados à manga de eixo passa movimentos para um gerador, deixando claro que quanto pior a via, maior a energia gerada, podendo chegar a 613 watts em um piso ondulado. Em curvas também é gerada energia, mesmo com piso liso, devido à inclinação da carroceria. A energia é guardada em bateria de 48 V e usada no motor elétrico do híbrido, onde a tecnologia está sendo testada, ou serve também para os acessórios elétricos, depende apenas do projeto desejado.

Melhor ainda, o sistema trabalha ao contrário também, com a energia podendo mover a suspensão para adaptá-la à rodovia, fazendo uma suspensão ajustável, item grandemente desejável. Também acontece de não mais existirem as torres de suspensão que ocupam muito espaço e acabam por definir muito da arquitetura geral dos carros. O espaço poderia ser usado para mais capacidade de carga, ou estilos diferentes, mais baixos junto das rodas.

Não há previsão do sistema ser colocado em produção, segundo a Audi.

JJ

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