Comecei a vivenciar mais o mundo automobilístico a partir do momento em que comprei meu primeiro (e amado) carro, um Celta 1,0 básico que já me levou a diversas e incríveis jornadas. Sinceramente, não pretendo me desfazer desse carro por qualquer motivo devido a todas essas histórias.

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Mas não é o foco aqui. O fato é que a partir da compra desse carro, em 2009, comecei a me interessar mais por tudo o que é parte dessa máquina tão incrível. Há muito tempo já gostava de carros, lembro-me de acompanhar a F-1 de longa data (lembro-me vagamente de acompanhar alguma coisa do título mundial do Jacques Villeneuve em 1997 (na época tinha 8 para 9 anos). Mas o momento a partir do qual a coisa ganhou outra dimensão foi a partir de 2009. Comecei a me interessar mais pelo funcionamento, pela dinâmica, o que me levou a me interessar muito mais por esportes a motor.

Passei a acompanhar sites sobre automóveis, entre eles o AUTOentusiastas, e com isso acabei inventando de comprar outro carro. Queria algo diferente, com um motor não convencional. Na época lembro de ter visto um Volvo 850 à venda, não lembro se era SW ou sedã, vi muitas outras coisas, mas eis que apareceu um Alfa Romeo na minha vida. Lembro de na época ter lido muita coisa na internet, aqui no AE, alguns textos no Best Cars e outros sites sobre o Alfa Romeo 164. Fui ver o carro e acabou que algum tempo depois estava estacionando ele na garagem, e consequentemente tendo que levar o Celta para a casa de parentes, próximo à minha casa (só tenho uma vaga de garagem em casa).

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Após a compra do Alfa, a coisa descambou ainda mais. Fiquei fanático! Passei a acompanhar a F-1 com mais afinco e, ainda em 2012, dei uma maior atenção a uma certa corrida de 24 horas que ocorre no interior da França, acompanhando alguma coisa através da internet.

Primeira vez em Interlagos

Após acompanhar notícias da 24 Horas de Le Mans de 2012 pela internet, fiquei sabendo que haveria uma etapa do campeonato mundial de resistência (FIA WEC) em Interlagos. Mas imediatamente, com base em alguma coisa que eu sabia sobre preços da Formula 1, pensei: Poxa, que pena, vai ter a etapa aqui e eu não vou poder ir porque vai ser muito caro. Mas alguns dias antes da data da corrida (se não me engano, na semana da corrida!) resolvi raciocinar: Tá, vai ser caro, mas caro quanto?

Não lembro exatamente o preço, mas sei que era barato, então não pensei duas vezes, e mesmo sem ter o ingresso em mãos, pois não consegui comprar pela internet, entrei em um ônibus e fui de Belo Horizonte a São Paulo para ver a corrida. Consegui comprar o ingresso com um pessoal que estava fazendo traslados entre a Estação Autódromo do trem metropolitano e a pista por… R$ 50,00. Nunca me perdoaria se tivesse deixado de ir. E, além disso, ali estava plantada definitivamente a semente.

A corrida foi incrível, os carros era incríveis. O Toyota, Rebellions, Corvettes e Astons e seus motores barulhentos, os Audi R18 e-tron e o seu silêncio impressionante. Fantástico!

2013

Em 2013 acompanhei boa parte (sim!) da 24 Horas de Le Mans através do Live Streaming. Era realmente um sonho poder estar naquela pista assistindo aquela corrida. Alguns dias após a corrida, o site Jalopnik publicou uma matéria mostrando o caminho das pedras. Li pensando: Um dia eu vou estar lá, pode escrever!

Retornei de São Paulo às 6 horas da tarde, novamente me maravilhei com os carros incríveis. Como cheguei mais cedo, pude participar, inclusive, da visita aos boxes. Fantástico poder ver de perto os carros! Deu-me ainda mais vontade de poder estar em Le Mans. Mas era um sonho distante.

Durante o ano, não me lembro exatamente quando, um pessoal chato de telemarketing me ligou oferecendo um cartão de crédito. Geralmente, atendo, dou uma desculpa, falando que estou ocupado e desligo, ou nem atendo. Mas nesse dia resolvi atender. Ofereceram-me um cartão de crédito (coisa que até o momento eu nem tinha) internacional. Pensei: Vou aceitar, já que com um cartão internacional posso comprar coisas em lojas do exterior pela internet. Beleza.

O cartão chegou, se não me engano eu nem cheguei a usar ele para outra coisa, e então em novembro, próximo ao meu aniversário (dia 19) peguei alguns dias de folga onde trabalho e fiquei à toa em casa. Com isso, no dia 18 de novembro fiquei sabendo através do Facebook que tinha sido iniciada a venda dos ingressos para a 24 Horas de Le Mans de 2014. Como agora eu tinha um cartão de crédito internacional, resolvi, sem compromisso, tentar comprar, mas imaginando que não daria certo, pois o cartão não estava desbloqueado para compras no exterior. Mas a compra foi finalizada!

Estava com os ingressos praticamente na mão (praticamente, pois eles vêm pela UPS e são entregues em casa). Na hora pensei: Agora eu vou! Não quero nem saber! No mesmo dia iniciei todos os procedimentos para tirar o passaporte (que eu nem tinha, já que essa foi minha primeira viagem ao exterior). Usei um dinheiro de economias, comprei a passagem (que infelizmente acabou saindo mais caro devido à falta de experiência). Pesquisei muito na internet sobre tudo envolvido (tenho uma pasta com 24 MB de imagens, textos, mapas) e fui!

A 24 Horas de Le Mans de 2014

Foi uma overdose de sensações incríveis estar em Paris para ir ver a 24 Horas. Ainda durante o voo já começou bem, pois estava sendo exibido no sistema de entretenimento do avião o filme “Rush”. Já tinha visto, mas vi novamente! Fora as coisas legais que se vê na Europa, os carros, os lugares…

Mas nem tudo são flores. Na época em que eu estava lá, os funcionários da empresa que cuida das ferrovias da França, a SNCF, estava em greve! Eu tinha comprado passagens de Paris para Le Mans no trem regional, TER. Mas devido à greve acabou que esses trens não estavam circulando, e o pessoal me orientou a pegar o TGV e viajar em uns bancos dobráveis que existem próximo às portas, já que eu não teria um lugar marcado. Deu tudo certo, mas com certeza foi uma tensão.

Em resumo, foi fantástico estar lá, ver a parte turística da cidade de Le Mans, como a Catedral de St. Julian de Le Mans, a Place de la Republique, enfim todo o centro histórico. Próximo ao circuito tem também o Museu das 24 Horas, que é algo absolutamente incrível! Só de poder ver o Mazda 787B de perto eu já pirei, fora os outros carros!

Na pista é incrível o quanto você acaba andando. É tudo muito longe, acaba que no fim de 24 horas você está com dores em todas as partes possíveis. E olha que para as curvas mais distantes, como Mulsanne, Arnage/Indianápolis e Porsche, tem ônibus fazendo o transporte. Mas vale a pena! A corrida em si foi legal, a Toyota conseguiu alguma coisa, mas no fim deu Audi.

Antes um sonho, hoje voltei da minha terceira vez em Le Mans e, se tudo der certo, a caminho da quarta em 2017!

HO

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  • Bacana, bela história.

  • H_Oliveira

    Que bom que gostou! O Celta e o Alfa são comuns. As maluquices com eles é que são história, e as histórias das maluquices não eram o foco. Quem sabe uma hora resolvo escrever sobre alguma, mas o problema é que na maioria das vezes viajo sozinho, então nem sempre tenho muitas fotos para ilustrar as aventuras de carro.

  • HO, a minha viagem para assistir Le Mans está marcada para 2020, ano em que completo 50 anos! Muito legal seu relato e ele com certeza está mantendo o meu entusiasmo aceso! Valeu!