Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas LEXUS RX, O LUXO DOS SUV TOYOTA – Autoentusiastas

O Lexus RX 350 (foto acima) será pouco visto no Brasil, onde esta marca de luxo tem contida rede de revendedores, e é preferida por quem respeita e admira a qualidade em todas as suas aplicações. Inicia ser importada pela Toyota, administradora da operação Lexus no Brasil. Curioso e interessante, o SUV RX criou o segmento e é o mais vendido no mercado americano. Lá os clientes descobriram a qualidade e a sobriedade construtiva, fazendo a indústria local segui-lo.

Para entender, é um amplo utilitário esportivo — 4,89 m e 2,79m entre eixos —, espaço interno para pessoas e bagagens. Tratamento decorativo sóbrio, couro, aplicações elegantes, nada forçado ou ocioso. Tudo tem lugar e função estética ou operacional. Nos EUA concorre com modelos pelas luxuosas Cadillac ou Lincoln. Aqui, com BMW X5, Audi Q7, Mercedes G.

Estilisticamente suas linhas e cortes são susto explicável. Como criar identidade numa época de carros desenhados por computadores buscando eficiência aerodinâmica, sem ficar parecido com os demais? Como não entrar numa roubada, situação atual de algumas marcas sem conseguir uma assinatura visual?

É atrevido em seu cortes de planos, nas linhas laterais, na grade frontal corajosa, conseguindo agradar a clientes com idade superior à de Land Rover. Conseguiu fazer escola e impõe-se. Fosse coreano, seria execrado, imaginá-lo-iam parente do estilisticamente desgovernado SsangYong. Sendo Lexus tem nível próprio.

Harmonia

O projeto de formulação inclui vanguarda de manufatura para agradar às demandas dos clientes. Na prática, cuidados como a pintura capaz de evitar pequenos arranhões, menores folgas entre as peças, ajustes mais precisos, perceptíveis na sensação física de conforto pela habitabilidade, pela rodagem macia, refinamentos nos órgãos mecânicos e sua suavidade operacional. Motor, V-6, 3,5 litros, 305 cv de potência a elevadas 6.300 rpm, 38 m·kgf de torque. Tem sistema de variação de tempo de abertura nas 24 válvulas, e engenheiros da Lexus forçaram o conceito até compatibilizá-lo com o ciclo Atkinson. A diferença é realizar quase todo o ciclo de compressão com as válvulas de admissão abertas. Dizem os expertos, dá suavidade operacional, obtém melhor aproveitamento térmico e, consequentemente, menor consumo. Até agora tal ciclo era aplicável apenas aos carros híbridos, como há no Brasil o Ford Fusion Hybrid, pois a dificuldade está nas rotações baixas e marcha-lenta. Aparentemente o Lexus RX abre caminho tecnológico.

Caixa automática com 8 marchas, tração nas 4 rodas exposta em tela exibindo a dosagem de torque aplicada em cada roda. Suspensão McPherson frontal, multibraço na traseira, rodar suave, transmissão com mudanças sem se fazer lembrar, e latinidade de comportamentos. Da dona de casa querendo fazer economia com a posição ECO, à insandecida buscando colocar a cavalaria a suar com o programa o S+, endurecendo a suspensão, rerregulando os freios, dando pressão reativa aos amortecedores, fazendo o motor desenvolver potência máxima, dando mais precisão à direção, re mapeando o acelerador para respostas mais rápidas. Contato ao solo com imponentes rodas de aro 20” e pneus 235/55, limite mínimo de convivência com buracos nacionais.

Controles por ampla tela com mais de 30 cm e instrumentos digitais, mudando funções por mouse no console. Enfim, pacote adequado à missão de oferecer conforto, habilidades e visual – e personalidade em suas linhas marcantes.

Duas versões. RX 350 a R$ 337.350 e RX 350 F-Sport, R$ 352.950.

És tímido? De pouca paciência? Compre um Renault Duster branco. Com o Lexus RX sempre induzirá a explicações no condomínio, no clube, no serviço.

 

40 anos, 15 milhões de Fiat brasileiros

Operando industrialmente no Brasil desde 1976, Fiat comemora 40 anos com muitas conquistas. Maior, ter fendido a, acredite, proibição de instalação de novas fábricas de automóveis no Brasil. Outra, igualmente imponente, ter obtido maior produção sob o mesmo teto. E, idem, realizado a mineirização entre fornecedores, levando-os para Minas Gerais, industrializando o estado.

Outras conquistas, no campo dos produtos, importante foi inovar com o motor em posição transversal; as menores folgas entre partes móveis; de relevo, criar, no Brasil, picape leve sobre plataforma de automóvel, caso do atual picape Strada. Idem para versões Adventure, também copiadas por outras fabricantes, e o bloqueio do diferencial, o sistema Locker – deveria chamar-se 4×1 … – ainda exclusividade da marca.

Mais

Operação buscando o ideal ecológico, programas sociais para melhorar condições de vida e futuro no entorno da fábrica, e conquistas mercadológicas:

primeira marca nacional a apresentar tampa traseira em vidro – Mobi; idem para duas portas traseiras em picape – Toro; disponibilizar Stop&Start; primeiro picape cabine estendida, 3 ou 4 portas; sistema Blue&Me de comunicação e entretenimento; capacidade de queimar 4 combustíveis – o Tetrafuel; air bags laterais – Marea, 1999; primeiro auto recall, rodas leves do Uno 1,5; idem para airbag – Tipo 1996; computador de bordo – Prêmio, 1995; primeiro popular com ar-condicionado de fábrica – Mille 1994; turbo de série, Uno Turbo 1994; democratização das 16 válvulas – Tempra, 1993; primeiro 1,0 nacional; pioneirismo no álcool combustível, 147 – 1979.

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Fiat 147: à época uma revolução no mercado nacional (internet)

 

Luz diurna vale como farol baixo

Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, acatou protestos da sociedade e baixou entendimento sobre a Lei 13.290/2016, tornando obrigatório uso do farol baixo nas estradas durante o dia. Órgão entendeu, os sistemas de iluminação diurno, ditos DLR, por focos LED, equipamento de automóveis mais recentes, devem ser considerados como atendendo à Lei.

 

Roda-a-Roda

Panamera – Sedã esportivo Porsche Panamera chegará em novembro bastante renovado – motores, transmissões, conteúdo e aparência. Plataforma mantida e aperfeiçoada. Frente se identifica com novo 911.

Opções – Tração integral, novo câmbio de 8 marchas e duas embreagens, dois motores: V-6, 2,9 litros, 440 cv, na versão S, e V-8, 4,0 litros, turbo, 550 cv. Segue a Mercedes, aplicando os turbos no V do motor. Suspensão a ar, painel assemelhado a smartphone, botões e comandos substituídos por toque em tela de 30 cm. Versões para o Brasil indefinidas em conteúdo e preços.

Hiper – Aston Martin e Red Bull se uniram em projeto de automóvel topo de linha, rival do Bugatti Chiron e seus 1.500 cv. Projeto AM-RB 001 é para 2018, em 99 unidades. Destas, 25 para competição. Preço imaginado acima de £ 3M, uns R$ 13M.

Endosso – Na formulação, ícones do setor: Adrian Newey chefe da equipe Red Bull de Fórmula 1, David King, VP da Aston, e Marek Reichman, designer-chefe.

Negócio – Motorização Mercedes V-12 – marca tem 5% do negócio.

Detalhes – Cada item será estudado sob o ponto de vista funcional; ser o carro mais estável; relação peso/potência 1:1 = 900 cv de potência e 900 kg de peso; velocidade final hoje objetivada, 320 km/h. Plotado Chiron faz 420 km/h.

Caminhos – Há diferença básica entre os produtos: o Bugatti é desenvolvido por engenheiros da Volkswagen. O AM-RB por construtores de Fórmula 1.

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Verdade – Para fugir das dúvidas lançadas sobre a indústria automobilística sobre o consumo – GM, Nissan e Mitsubishi foram surpreendidas com dados otimistamente falsos – PSA fez acordo com duas ONGs e a auditoria do internacionalmente respeitado Bureau Veritas.

Auditoria – Veículos das marcas Peugeot, Citroën e DS serão aplicados nas condições definidas por normas de consumo – lotação, altitude, cidade, subúrbios, estrada, e os resultados aferidos, comparados com os dados oficiais.

De volta – Kia definiu voltar a montar o caminhãozinho Bongo em sua linha industrial no Uruguai. Interrompera a operação para compatibilizar estoque e consumo. Em setembro nas revendas da marca.

Mercado – Para viabilizar operações na fábrica catarinense recém-inaugurada, BMW geriu exportar 10.000 unidades de seu modelo X1 aos EUA.

Novo – Salão de Paris, setembro, nova geração do Ford Fiesta. Maior, mais largo, distância entre eixos aumentada. Previsão de produção, setembro 2017.

Projeto – Nomeando Steve St Angelo CEO – executivo maior – para América Central, do Sul e Caribe, Toyota abriu o leque a suprir mercados com produtos Mercosul: exportará argentinos picapes Hilux e utilitários SW4. Prevê aumentar atividade industrial em 30%, compensando queda de compras do mercado brasileiro, maior cliente.

Idem – Por idêntica razão Nissan nacional passou a enviar automóveis March e Versa 1,6 ao Paraguai, Bolívia, Chile, Peru e Uruguai. Após, Argentina.

Ocasião – Dentro da mudança interna para drenar pesadas perdas na América Latina e limpar pátio para a próxima linha 2017, Ford instiga vendas: Focus Fastback e Hatch, descontos respectivos de R$ 9.900 e R$ 8.500; Fusion, R$ 10.000; EcoSport R$ 5.700.

Civic – 10ª série, iniciando nova geração do Honda Civic chegará aos revendedores ao final de agosto. Mais comprido e largo, cara ousada abusando de linhas e ângulos, motor 1,5 litro, 4 cilindros, 16 v, variador para abertura de válvulas, turboalimentador. Versão de topo. Abaixo, o atual motor 2,0 atmosférico.

Fora – Reduzir cilindrada, volume e peso dos motores, compensando com aumento de potência por turbo e tecnologia é o caminho dos fabricantes – e definidor de atualização. Nocivo na história é, exceto Volkswagen, os demais são importados.

Mercado – Mercado de importados 0-km deu meia-trava na queda: as 18 marcas filiadas à Abeifa venderam 2.788 unidades em junho, 3,4% acima de maio. Mas comparando primeiros semestres 2016 x 2015, baixou 45,4%.

Usados – Mercado de usados cresce, e anúncios no sítio Webmotors mais: entre janeiro e maio, 70% relativamente a idêntico período em 2015.

Novos – De 0-km situação idêntica, indicando ter atingido o fundo do poço e iniciado recuperação. Primeiro semestre foi menor 26,3% ante igual período em 2015, mas em relação a maio, houve modesto e esperançoso crescimento de 2,6%.

Atraso – Como referência numérica, a teoria econômica do governo Dilma devastou números. A produção regrediu aos volumes de 2004 e as fabricantes funcionam com menos da metade da capacidade industrial.

Diesel – MWM, fabricante independente no Mercosul fornecerá motores à XCMG, líder no mercado chinês em máquinas para o segmento industrial. Diesel, Série 10 – 4.10 TCA, 100 cv de potência para escavadeira feita pela XCMG em Pouso Alegre, MG. Não informou volume, prazo ou valor do contrato.

Mais – Volvo entrou no mercado de geração de energia por sua divisão Penta, de motores marítimos e industriais, produzindo em Curitiba motores diesel de seis cilindros e 13 litros. Brasil tem hoje déficit energético de 50 TW·h. Tem financiamento Finame, e Volvo quer exportá-los a Equador, Bolívia e Paraguai.

Social – Rumo, concessionária de ferrovias, criou programa Todo Dia é Dia de Árvore, organizando plantio em municípios cruzados por suas linhas em RS, SC, MT, MS e SP. Integra sustentabilidade e recuperação de áreas degradadas.

Invenção – Neste mês patente de vulcanização da borracha comemora 172 anos. Inventor por acaso o americano Charles Goodyear misturou enxofre com borracha, abrindo caminho. Fábrica e marca nada tem a ver com o inventor. Uso do sobrenome é homenagem.

Tema – Outro filminho Shell da série Um carro não conta só km, conta histórias. Neste, a relação entre o fotógrafo de aventuras Daniel Cotelessa e seu picape Mitsubishi. Mescla lubrificantes para motor Helix com produção de conteúdo relevante aos consumidores, diz Leila Prati, diretora de desenvolvimento da petroleira.

Antigos – Portal e.commerce  www.arsenalcar.com.br, atacadista de partes para veículos em produção e descontinuados, tem-nas para nacionais antigos: Kombi, Fusca, Opala, Chevette, Corcel, Escort … Sítio não exibe área exclusiva para colecionáveis, mas basta procurar por marca. Preços razoáveis.

Mais – Criou o SOS Peças, inédito e gracioso. Pelo 0800.277.3625, consumidor liga, informa peça demandada, e a Arsenalcar busca-a pelo país. Generosa? Sabida: vendas a carros descontinuados são 19% do faturamento.

Presente – Maurício Marx, herdeiro e executivo da paixão antigomobilística através de seu Universo Marx, aceitou terminar longa restauração do Karmann-Ghia do compositor/cantor Paulinho da Viola. Conversível no. 150, raro pelas 177 unidades aqui produzidas, Marx tem horizonte: 11 de novembro. Dia seguinte, comemorando 74 anos, Paulinho quer andar de KG.

Foto Legenda 04 coluna 2816 - Paulinho da Viola

Paulinho (e), KG e Maurício; agora, parece, a novela acaba

Exercício – Dito Paulinho é tenaz. Já tentou restaurações anteriores e numa delas descobriu-se apenas mero fato midiático. Agora, parece, vai. O KG esteve parado por 34 anos; tem boa estrutura; e demandados chaves duplicatas originais, manual do proprietário, cópia da Nota Fiscal.

História – Detran/SP informa ter registrados 84 exemplares de Romi-Isetta, pequeno automóvel produzido em imaginadas 3.000 unidades entre 30 de junho de 1956 e 1º dezembro de 1961. Não alcançava a legislação de incentivo do GEIA, e por isto inviabilizado pelo maior custo de produção.

Gente – José Rezende, o Mahar, jornalista, homenagem póstuma. OOOO Nome do Troféu Clássico do Mês aos encontros do Puma Clube do Rio de Janeiro. OOOO

RN

A coluna “De carro por aí” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Roberto Nasser
Coluna: De carro por aí

Um dos mais antigos jornalistas de veículos brasileiros, dono de uma perspicácia incomum para enveredar pelos bastidores da indústria automobilística, além de ser advogado. Uma de suas realizações mais importantes é o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, verdadeiro centro de cultura automobilística.