A perua Weekend não se chama mais Palio desde 2015, e continua dominando essa faixa de mercado, tendo desbancado a Parati há muitos anos, o que também contribuiu para a descontinuação da perua da Volkswagen.  Outro contendor que faleceu no caminho foi a Peugeot 207  SW.  A SpaceFox, segunda colocada, vende por volta de 50% a menos. Apesar do comprador desse tipo de carroceria ter migrado em grande parte para os suves de variados tamanhos e todo tipo de origem, há clientes fiéis que preferem maior capacidade de carga em um veículo derivado de um carro normal, e sempre repetimos aqui no AE que fazemos parte dessa turma que quer salvar as peruas, em alto e bom som: SAVE THE WAGONS!

O apelo da versão Adventure é forte desde que foi apresentada em 1999, e mesmo não sendo barata, vende bem e agrada em muita coisa a seus clientes. Uma delas é ter um carro que algumas correntes até dizem ser um utilitário esportivo de pequeno porte, mas que sabemos não ser realidade.

Mas vamos ao carro. Nascida do Palio, tem espaço interno suficiente para passageiros, mas sem excesso, pois foi priorizado o porta-malas. O espaço “eu atrás de mim” é bom, mas um pouco apertado se a viagem tomar muitas horas, pois a distância  entre eixos é de 2.466 mm, apenas 46 mm a mais que o Palio, que tem 2.420 mm.

Na largura o carro mostra ter origem de projeto já um pouco antigo, com estreitos 1.876,5 mm contando os espelhos, o que é uma enorme vantagem em manobras de rua e vagas apertadas como a da risível e irregular garagem do edifício onde moro. Por dentro é bastante bem aproveitado, e cabe muita coisa nos 460 litros do porta-malas, mas não muito espaço para as pernas de passageiros com mais de 1,70 m atrás. O porta-malas tem  cobertura dobrável e removível que não faz barulho em nenhum tipo de piso, algo notável. E a unidade de avaliação já tinha mais de 16.000 km.

O estepe fica debaixo do assoalho, removido por fora, com as ferramentas dentro do porta-malas, em posição muito prática, na esquerda, no alto, sob uma capa plástica.

Por falar em piso, essa suspensão deve ser uma das melhores que há no mercado brasileiro para enfrentar os buracos e a infinidade de remendos mal feitos, sem falar nas lombadas que são fruto da total imbecilidade das “autoridades” de trânsito. Independente nas quatro rodas (traseira por braço arrastado), macia, com batentes eficientes que funcionam sem dar pancadas fortes, curso longo de mola e amortecedor e pneus de perfil bem alto, priorizam um funcionamento sem incomodar os ocupantes, embora em velocidades mais altas façam o carro balançar um pouco mais que o agradável. O lado positivo é que isso faz o motorista consciente ficar mais atento, e também deve-se levar em conta que os pneus são de uso misto e não devem ser encarados como de alta aderência em asfalto. Dá para lembrar sempre deles, pois o ruído de encontro ao solo é maior do que em pneus 100% asfalto.

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Altura livre do solo na traseira é enorme

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Pneus de uso misto, muito bons longe do asfalto

 

 

 

 

 

 

 

A perua Weekend nasceu já em 1997, e me lembro da primeira em que a dirigi, quando dei uma derrapada de frente em uma curva de esquina que me fez imaginar o que dizer ao dono do carro em que quase bati. Fiquei com uma restrição com esse carro por anos, até que andei nessa agora, e vi que tudo mudou para melhor.  Se exagerarmos, ela escorrega com as rodas dianteiras, mas só fazendo coisa errada, abusando de pisos de pouca aderência ou “dando uma de ignorante”. No uso normal, não há nenhum problema que requeira atenção extra.

Esse conjunto de suspensão ajuda bastante em situações anormais. Passei por cima de ilhas (canteiros) em avenidas para escapar de um congestionamento às 23h00 em um dia de semana — coisa do estapafúrdio trânsito de São Paulo — sem raspar nada da parte inferior, sem pancada ao descer da guia, sem patinar para subir na ilha. Um carro para aventuras mesmo, seja fora do asfalto ou na cidade, em situações que os absurdos provocam.

Andando na areia, um prazer total. Sem dificuldades, avança tranquilo, e quando encontrei areia mais fofa e solta, acionei o bloqueio do diferencial, só possível com o carro parado, e apenas acelerei normalmente para sair do local sem problema ou preocupação. Funciona bem e vale a pena se o carro for utilizado com frequência em vias não asfaltadas.

Os freios dão conta do recado, sem problemas, e o ABS funciona corretamente, mesmo andando em areia e terra. Evoluíram demais nos últimos anos. Bom mesmo, e também é um conjunto simples, disco na frente e tambores atrás, mantendo a fama de menor custo de manutenção que a Fiat tem entre as marcas fabricadas no Brasil.

A carroceria não mostrou torções que prejudicassem funcionamento de portas, não se ouvindo rangidos nas passagens de lombadas, valetas e outros dejetos no caminho dos pagadores de impostos. Se falarmos disso em um projeto novo não constitui nenhuma vantagem, lembremos que o Palio veio ao mercado em 1996, derivado do Uno original, e continua utilizando uma boa parte da estrutura do carro italiano desenvolvido para o Brasil, mais uma prova da boa engenharia brasileira de automóveis, especialista em reciclar e modernizar projetos antigos.

Há pontos que precisam de evolução para manter o carro desejável caso a Fiat permaneça com ele mais alguns anos no mercado. O acabamento interno precisa usar materiais de melhor aparência, que transmitam valor mais condizente com o preço. Ou ao menos trabalhar mais detalhadamente as cores e texturas dos plásticos, para que eles passem impressão visual de um padrão de qualidade mais elevado. Os bancos são bons, mas podem ser melhorados para mais sustentação do corpo em curvas e melhor curso de ajustes, como o de altura, que é bem curto. Na era dos telefones multiuso, mais espaço para eles é necessário, bem como para quem senta atrás, que não conta com porta-objetos nos painéis de porta, algo indispensável, mesmo porque há espaço para que eles sejam incluídos sem atrapalhar as pernas ou o banco. Dentro do porta-luvas há um alojamento espumado para celulares, com conector para carga, o que é bom, mas não dá para deixar a tampa aberta com um passageiro ali, pois ela atrapalha as pernas.

A pedaleira também poderia ser melhorada, com mais espaço entre freio e acelerador, já que calçados largos costumam encostar a lateral da sola no freio quando se tem o pé no acelerador e se o movimenta. O apoio para o pé esquerdo (“4º” pedal) é ótimo, grande, plano e destacado, como deveria ser em qualquer carro.

No cofre do motor, a habitual ótima arquitetura de componentes, com boa distribuição de itens com espaço muito bom entre eles para facilitar manutenção.

O motor E.torQ Flex de 1,8 litro (1,75 litro na realidade, 1.747 cm³) e 16 válvulas está bem no meio do cofre, com espaço entre ele e a parede de fogo, aos lados e na frente.

Ele  funciona com suavidade todo tempo, consumindo valores razoáveis, 8,0 km/l de gasolina em cidade com trânsito leve e cerca de 5,9 km/l no congestionamento. Na estrada, mantendo 90 km/h da forma mais precisa possível, é bem econômico, com 15 km/l, mas a carroceria bem alta em relação ao solo atrapalha a aerodinâmica, e em velocidades maiores o consumo sobe bastante, com não mais de 11 km/l a 120 km/h, com gasolina. Numa subida de serra como a da Anchieta, acelerando o máximo possível e brincando de ultrapassar a todos, consome um litro a cada 5 quilômetros. O bom é o tanque de 51 litros, que permite autonomia razoável, algo sempre necessário.

São 130 cv a 5.250 rpm com gasolina, e 18,4 m·kgf de torque máximo a 4.500 rpm, bons números e que fazem carregar pessoas e bagagem algo tranquilo, já que o peso em ordem de marcha não é tão grande, 1.206 kg. As molduras decorativas, as funcionais e as rodas e pneus grandes me enganaram, e achava que fosse mais pesado. A capacidade máxima de carga é de 500 kg, um número elevado, considerando passageiros mais bagagem.

Segundo a fabricante, chega a 182 km/h com gasolina e 184 com álcool, mais do que suficiente para o Brasil. Mais importante que isso para quem vai usar o modelo como ele foi pensado, é a capacidade de subir rampas de até 33% de inclinação a partir da imobilidade.

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Capa plástica inclui duto de admissão e requer ferramenta para ser removida

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Motor bem instalado, sem componentes espremidos entre si.

 

 

 

 

 

 

 

O sistema Locker, de comando elétrico, funciona bem, sendo restrito a até 20 km/h, travando o diferencial e permitindo que a força do motor passe igualmente para a roda esquerda e direita.  Ao ser acionado, a direção fica mais pesada, e a tração é bastante melhorada, mas seria melhor se funcionasse em velocidades maiores também, pelo menos até uns 50 km/h, permitindo andar com mais segurança em pisos soltos, condição em que o carro é bastante agradável, seja pela potência, seja pela dirigibilidade muito auxiliada pela direção rápida de 2,8 voltas de batente a batente, com peso correto, o que significa não ser leve demais, coisa para quem não gosta de dirigir de verdade. Assim está perfeita. O diâmetro mínimo de curva é de 10,5 metros, bom número.

Na parte de iluminação, é um carro que surpreende. Tem faróis baixos superlipsoidais – também conhecidos como canhão de luz –  altos de halogênio, e mais faróis de longo alcance e outros de neblina com lâmpadas halógenas também, podendo-se acender oito faróis ao mesmo tempo! Melhor não fazer isso com o motor desligado, pois o consumo de energia é alto nessa situação.

Não se pode dizer que um carro de projeto antigo seja equivalente a um outro similar e novo. Mas os carros com mais tempo de mercado vão tendo pontos importantes melhorados, e a Fiat sempre fez isso com seus modelos, uns mais, outros menos. Para substituir a perua Weekend, algo bastante bom deverá chegar, e não poderá ser nem um pouco pior em qualquer aspecto do carro que avaliamos. Isso nunca é trabalho fácil e muito menos simples, e não se pode deixar de lado tudo que se aprendeu em todos esses anos que levou para sair de um Palio o mais simples possível e chegar a essa perua, maior e com muitas diferenças relativas.

Como está hoje, a Weekend Adventure, cujo preço parte de R$ 67.410, atende bem a muita gente, e por isso vende tão bem. Seus méritos são evidentes.

JJ

Mais fotos, depois ficha técnica.

Nota: corrigida informação sobre o tipo de farol baixo, em 03 de agosto. Grato aos leitores pela observação.

JJ

FICHA TÉCNICA FIAT WEEKEND ADVENTURE 1,8 16V
MOTOR
Tipo Otto, arrefecido a líquido, flex
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote Ferro fundido/alumínio
N° de cilindros/configuração 4 / em linha
Diâmetro x curso 80,5 x 85,8  mm
Cilindrada 1.747 cm³
Aspiração Atmosférica
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima (gasolina/álcool) 130 / 132 cv a 5.250 rpm
Torque máximo (gasolina/álcool) 18,4 / 18,9 m·kgf a 4.500 rpm
N° de válvulas por cilindro 4
N° de comando de válvulas/localização 1/cabeçote, acionamento por corrente
Formação de mistura Injeção no duto
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes Dianteiras
Câmbio Manual de cinco marchas à frente e ré, diferencial bloqueante
Relações das marchas 1ª 3,909:1; 2ª 2,238 :1; 3ª 1,520:1; 4ª 1,156:1; 5ª 0,919:1;
ré 3,909:1
Relação de diferencial 4,067:1
FREIOS
De serviço Hidráulico, duplo-circuito em diagonal
Dianteiro A disco ventilado, Ø 284 mm
Traseiro A tambor, Ø 228 mm
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal,  amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Independente, braço arrastado, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira com assistência hidráulica
Diâmetro mínimo de curva 10,5 m
Número de voltas entre batentes 2,8
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio 6Jx16
Pneus 205/60R16
PESOS
Em ordem de marcha 1.235 kg
Capacidade de carga 400 kg
Peso rebocável com/sem freio 400 kg
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, perua, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 4.310 mm
Largura sem/com espelhos 1.721/1.876,5 mm
Altura 1.643 mm
Distância entre eixos 2.466 mm
Bitola dianteira/traseira 1.471/1.441 mm
Altura do solo 190 mm
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx) n.d.
Área frontal calculada 2,262 m²
Área frontal corrigida n.d.
CAPACIDADES
Porta-malas 460 litros
Tanque de combustível 51 litros
DESEMPENHO
Velocidade máxima (G/A) 182 /184 km/h
Aceleração 0-100 km/h (G/A) 10,9 /10,5 s
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (INMETRO/PBEV)
Cidade (G/A) 9,7 / 6,5  km/l
Estrada (G/A) 10,2 / 7,2 km/l
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª marcha  32 km/h
Rotação do motor a 120 km/h em 5ª 3.750 rpm
Rotação do motor à vel. máx. em 5ª 5.750 rpm


  • Marcelo Jr.

    Acho que não tem xenônio não hein?

  • Mr. Car

    Juvenal, o meu problema com este carro é justamente esta versão. Detesto o visual de toda a linha Adventure da Fiat, com esta profusão de plásticos que muitos dizem que agrega uma aparência mais robusta. Para mim, só fazem deformar o design original. Não gosto de nenhum Fiat versão Adventure. Se fosse o caso (de peruas em si, gosto), ficaria com uma Weekend Trekking, de visual mais limpo.
    Abraço.

  • João Guilherme Tuhu

    O preço é absurdo. Caminha para merecida aposentadoria e contará aos netinhos seus dias de glória…

  • DPSF

    Ainda vende bem porque é uma das poucas opções de perua e das mais baratas. Acaba sendo muito utilizada como viatura de polícia. Acho que quando sair de linha, a maioria das corporações deverão substituir a Weekend pela Duster, com prejuízo em desempenho e estabilidade.

  • Daniel S. de Araujo

    Para o meu gosto, a Fiat deu uma “pisada na bola” com a relação de marchas da Weekend: um carro com motor 1,8L, 130/132 cv a baixos 5.200 rpm rodar a 120km/h com o motor esgoelando a 3.750 rpm representa um encurtamento exagerado.

  • Fórmula Finesse, não adianta, o raciocínio dos fabricantes é esquisito.

  • Marcio Santos

    Tem uma estrutura frágil com nota baixa no NCAP, motores antiquados e beberrões, interior muito simples, total falta de equipamentos de segurança além de dois airbags e ABS, e tudo isso em um Palio levantado de 70k, realmente é um ótimo negócio.

    • Marcio, desculpe, tudo errado. Pode não ter estrutura para satisfazer as estrelinhas, mas frágil é que não é; motor não tem nada de antiquado e tampouco é gastador; interior, para o que o veículo é, não precisa ser uma vitrine interna; equipamento de segurança só faz falta para quem acha que com toda a parafernália terá vida eterna; não é o único produto caro na pátria amada; para quem quer uma perua é um ótimo negócio.

  • Matthew, é meio difícil saber isto, não acha?

  • JT, que ótimo! Sua histórias são primorosas!

  • Daniel, isso me traz à lembrança um Gol mula de rali nosso (VW) treinando para uma prova na região de Córdoba, Argentina, acertou de frente um Unimog del ejército argentino, demoliu a frente completamente (felizmente nada aconteceu com os pilotos Cláudio Antunes e Olavo Barbour) e só amassou ligeiramente o para-choque do Mercedes. Aquele rolo todo — contaram-me eles depois —, estava a companhia em manobras, o oficial-comandante falou em ressarcir prejuízos (mas ficou por isso mesmo) e ao final anunciou para os seus comandados, “Están encerradas las manovras”. Mais tarde, no hotel, como rimos daquilo tudo! E o Gol mula, perda total, obviamente.

  • Mineirim, exato. Nos Gol e Voyage ano-modelo 2013 a VW reformulou os parâmetros do EA111 para pegarem mais de baixa e ficarem mais vivos em alta, superando a concorrência.

  • Corsário, não é exatamente assim como você diz. Aqui mesmo neste espaço são incontáveis os leitores proprietários de veículos. muitos compraram a Golf Variant.

    • MrBacon

      Olá Bob, aqui vocês me entendem, mas entre amigos ou no trabalho todos me acham maluco por ter pago quase R$ 100K numa perua… Ainda mais por ter saído de um desses suves tão desejados — e tão chatos.

      • MrBacon, parabéns pela decisão! Realmente, o suve virou símbolo de ascensão social. Que pobreza!

  • Mineirim

    Uma vez reclamei de uma caixa de filtro de ar que eles quebraram na primeira revisão do Brava que eu tinha. Inicialmente eles recusaram a troca. Chamei o chefe de oficina. Ele me disse que fui eu que tinha conferido o serviço do filtro de ar, desconfiando da honestidade da equipe, e quebrado a caixa. Tive que bater boca com ele, ameaçar chamar a Imprensa, Procon, Polícia para ser reparado o dano. Convenci o funcionário e minutos depois instalaram uma caixa nova.
    Veja só que absurda a postura do chefe de oficina: o carro era meu e eu não poderia abrir o capô para conferir se estava tudo bem…

    • Fat Jack

      Uma dessas e eu não pisava numa concessionária da marca para o resto da vida!

      • Mineirim

        Depois da garantia fiz isso.

  • Mineirim

    Concordo. O estande da Fiat está parecendo um museu. Uma outra fábrica, até um tempo atrás, também era assim e conseguiu modernizar ao menos a lata dos modelos.

  • Luciano, não custa repetir: e se a pessoa quiser comprar uma perua em vez de um utilitário? Há gosto para tudo!

  • Diogo Santos

    guest, aí é que está o ponto: quem disse que os consumidores preferem pagar mais por um Duster do que comprar uma perua Logan? Isso ocorre apenas com uma parte dos consumidores potenciais dessa perua hipotética, que aceita pagar mais pelo Duster (na minha opinião mini-SUV não substitui perua, mas aí é outra discussão). A outra parte compra um sedã pequeno qualquer que se encaixe no orçamento disponível, ficando insatisfeita por não poder contar com a praticidade da perua.

  • Diogo Santos

    Corsario, com a ociosidade de algumas fábricas próxima de 50% devido à crise econômica, e com a grande quantidade de fabricantes que temos no Brasil disputando um mercado que talvez não comporte todos, pode ser que vejamos a volta de algumas variações de carroceria para um mesmo modelo. O raciocínio é o seguinte: a fábrica tem um modelo de mini-SUV que já atingiu seu topo de vendas, já que a concorrência é forte nesse segmento. Mesmo assim há grande ociosidade na linha. É mais barato colocar uma variante de carroceria de um modelo já existente do que um modelo totalmente novo. Claro que há sempre a alternativa de demitir metade dos funcionários e vender as máquinas, se a decisão da empresa for aceitar reduzir o faturamento e a participação de mercado. É só um devaneio meu, mas bem que poderia acontecer.

  • CorsarioViajante

    E Spin…

  • Fabio

    Acontece que quando governos compram carros em licitação, não há incidência de impostos, logo o preço é muito menor.

  • RV8R, cores mais do que apropriadas para o R.S.! Casam muito bem!

  • André Garcia

    Por isso que esperei um bom tempo até achar um modelo em boas condições de uso. Essa Fielder da qual sou proprietário não é manual e estava com setenta mil quilômetros rodados, o que para um carro modelo 2007, me pareceu até baixo (fiquei com a eterna dúvida de terem alterado a quilometragem original do veículo embora após análise de meu mecânico, afirmou que o carro “tinha cara” de 70.000 km). Estou com ela a praticamente dois anos e é só alegria. Coincidentemente, tinha uma Weekend anteriormente, 1997.

  • Rafael

    Lembro dele ser elíptico, mas xenonio, se confirmar, é novidade pra mim. Nunca imaginária um carro da família Palio original com xenonio.

  • EJ

    com certeza absoluta não possui.

  • Roberto Neves

    Corsário, penso que o preço se deve à fidelidade à marca que muita gente (inclusive eu) ainda tem. Tive vários carros da Fiat, usados, e um Palio comprado novo. Depois me arrisquei com um Sandero (Renault, excelente marca) e tive uma péssima experiência no pós venda. Aí voltei para a Fiat (mas me recusei a fazer a primeira revisão na concessionária, devido ao preço absurdo, e troquei os itens em loja particular). A questão da fidelidade é muito importante no mercado. Tão facilmente se perde quanto dificilmente se conquista, aliás.

  • Caio Ferrari

    Corsário, isso é mal contato na antena do Code que fica ao redor do miolo da chave. Resolve com umas borrifadas de limpa contato. Abs

    • CorsarioViajante

      Se a rede soubesse disso uns vinte anos atrás talvez não tivessem perdido um cliente… rs

  • CorsarioViajante

    Com certeza. Como eu uso o carro para trabalho e carrego muitos objetos volumosos sempre preciso da quinta porta, então preciso de hatch / perua / minivan. Acabei com uma Livina. Este Jetta Variant é apaixonante mas na vida real é bem mais complicado.

  • CorsarioViajante

    Também acho que faltaram cores que casassem mais com a proposta, mas se realmente pudesse ter um não deixaria de ter pela cor.

  • Felipe Rocha

    Vendem Siena EL. A Weekend 1.4 é em média 10 mil mais cara que o Siena EL com a mesma faixa de opcionais.

    • CorsarioViajante

      Obrigado pela informação. Realmente 10.000 a mais é de doer.

  • EBS, é claro que com essa importância dá para comprar carros usados, vários. Esse argumento não tem o menor valor para quem faz questão de só comprar carro 0-km.

  • Lucas Mendanha

    Tem atributos? Tem.

    Mas o que ainda mantém ela viva:

    • Lucas Mendanha, mais uma evidência da cegueira do mercado. Isso existe.

  • Gustavo, motores de 4 válvulas não são chochos em baixa rotação. Foram no começo, mas isso acabou faz tempo. O que a maioria não entende é que em baixa os motores 8V e 16V são iguais, mas este último tem um comportamento de quando chega por volta de 4.000 rpm dá um salto, que o 8V em geral não dá, então se acha que o 8V é melhor que o 16V nesse quesito. É daí que vem o mito.

  • Alysson Figueiró

    Bela matéria! Sabemos que existo público para todo tipo de produto. Tive uma adventure 2010, uma 2013 e comprei um sedã, me arrependi e voltei para uma Weekend Adventure 2015. Estou muito satisfeito para o que ela me entrega: motor forte, espaço porta-malas e suporta bem os defeitos do asfalto de Manaus que é terrível (nas periferias).