No Primeiro Mundo não se vende sequer um parafuso que não esteja certificado. No Brasil é na base do “salve-se quem puder”.

No Brasil, o governo faz de conta que se preocupa com segurança veicular, estabelece normas, exigências e obrigatoriedade de equipamentos. Em geral, pressionado pelos fabricantes interessados em faturar e focando apenas o carro zero-km. Deixou o showroom, ainda é atendido nos primeiros anos pela oficina da concessionária, forçada pela fábrica a manter um padrão mínimo de qualidade. E, mesmo assim, costuma pisar no tomate…

Mas, fora da autorizada, só se o dono do carro tiver noção mínima de mecânica ou der a sorte de ser atendido por uma oficina responsável. Caso contrário, vai na base do “salve-se quem puder”. Ao contrário do Primeiro Mundo, qualquer “fundo de quintal” coloca no mercado qualquer produto sem nenhum critério de segurança, qualidade ou durabilidade. No mercado de reposição (chamado “paralelo”) encontra-se na mesma prateleira uma peça produzida pela mesma empresa que fornece para fábrica do automóvel ao lado de outra feita numa fabriqueta que desconhece padrões éticos ou de qualidade. Na Europa, ninguém coloca um parafuso à venda se não for certificado por um órgão homologado pelo governo. No Brasil, o Inmetro ainda engatinha no assunto e, por enquanto, só estabeleceu padrão de qualidade para alguns poucos itens, como rodas e amortecedores. Componentes são repostos na suspensão, freios e direção do automóvel sem nenhuma exigência de qualidade. E dane-se a segurança.

Lojas e oficinas oferecem chip para aumentar o desempenho ou transformar para flex o carro a gasolina, sem compromisso com níveis de consumo e  emissões.  A prateleira dos “economizadores” é um festival de maracutaias que anunciam mundos e fundos. Trapizongas elétricas, eletrônicas e mecânicas que reduzem em “até 20%” o consumo de combustível. Fosse verdade, as fábricas de automóveis não iriam se interessar pelo equipamento?

Quase fui vítima, recentemente, de uma loja tentando me empurrar um jogo de pneus com um grande desconto: só percebi a malandragem ao perguntar pelo DOT: o vendedor recuou, disse não ter certeza se tinha o jogo completo no estoque e saiu pela tangente. Poucos motoristas sabem que os quatro dígitos que seguem as letras “DOT” (na banda lateral) revelam sua data de fabricação: no caso, pelo menos um deles ostentava “1712”, ou seja tinha sido produzido há quatro anos, na 17ª semana de 2012. Durabilidade de pneu, rodando ou na prateleira, não passa de cinco a seis anos….

Farol de xenônio é outra “armação”: apesar de proibido, algumas lojas tentam engambelar o freguês e confiam na falta de fiscalização nas nossas ruas e estradas, pois só pode ser instalado como reposição em automóveis que deixaram com ele a linha de montagem. Para-brisa é outro “conto do vigário”: se oferecido a preço bem inferior ao de mercado, é por ser antigo, do tipo temperado. Já tem tempos, mais de 25 anos, que a lei exige que sejam laminados, por questão de segurança.

Aditivo é capitulo à parte e pode-se, em princípio, duvidar de quase todos. Apenas aditiva a conta bancária de quem o fabrica e reduz a do freguês. Oferecidos em cada esquina, os únicos realmente necessários são os que se misturam à água do radiador e à gasolina comum. Mas as opções são muitas e tem, por exemplo, outro para a gasolina, o “booster”. Diz (em inglês) que aumenta a potência do motor. Funciona? Sim, lá nos EUA, onde a mistura de álcool é de 10% no máximo. Ou na Europa, idem. No Brasil, é inútil oxigenar a gasolina que já tem 27% de álcool. Tem até para o óleo do motor, que afirma recompor suas partes desgastadas. Fosse verdade, coitadas das retíficas…

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
Nota: a foto de abertura apenas mostra a colocação de um aditivo e não entra no mérito de sua eficácia.

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

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  • Elizandro Rarvor

    Triste realidade de um povo que não tem dinheiro para pagar a manutenção adequada, apenas a parcela do carnezão de 72x.

  • Renato Texeira

    Sobre as luzes de xênon, ouvi outro dia que ainda é permitido adaptar nos veículos que não vem com este item de fábrica, desde que sejam cumpridos alguns requisitos e que seja homologado, vistoriado, etc. Isto é verdade?

    • Renato, informação falsa. Xenônio, só de fábrica.

    • Ramz Fraiha

      Pelo que sei, a partir de um dado ano (não lembro qual), faróis com lâmpadas de xenônio (HID) são permitidos desde que sejam dotados de projetores (para o facho onde o HID está instalado) e lavadores de farol (acho que também a regulagem de ALTURA automática, mas não tenho certeza). Contudo, existem modelos de carro oficialmente importados para o Brasil, bem antes desta bendita canetada, que possuem xênon com projetor, porém sem lavador (por ex, as BMW E46 topo de linha, como 330 e M3). Fico curioso a respeito desse tipo de situação…

  • Eu uso gasolina aditivada no meu Gol desde 2009, com ela o carburador demora muito para sujar que se usasse gasolina comum.
    Recentemente eu estava com problemas na marcha-lenta e resolvi testa o Clean Gas da Bardahl. Após poucos quilômetros o carburador aceitou reduzir a rotação de marcha-lenta ao nível correto, sendo que antes ficava acendendo a luz da bateria no painel.
    Com relação a aditivo de óleo acho que é jogar dinheiro no lixo. Sou mais comprar um óleo de uma boa marca e trocar no prazo estipulado pelo fabricante, isso sim garante uma vida útil longa ao motor.
    E outra coisa é a estupidez do combustível batizado que a longo prazo prejudica o óleo e forma a borra, que por sua vez pode até fundir o motor dependo do grau da borra.

  • Renato, se o carro for parado numa fiscalização por causa de faróis (pouco provável) poderá haver problemas, tipo apreensão do veículo, multa etc.

    • Guilherme Boff

      Se está nos documentos a alteração de característica não é passivo de penalidade desde que cumpra o que a lei pedia como obrigatório quando era possível a regularização.

  • Nata, infelizmente realmente. A turma lá da “ilha de fantasia” age pela lei do menor esforço e manda ver na caneta. O caso mais recente é esta lei idiota que obriga o farol baixo, de dia, nas rodovias.

  • Luciano, troca de óleo do motor a cada três meses? Seis já é um absurdo!

  • Flavio, não foi bem isso o que ele disse. Leia de novo.

  • Olha já eu confio sim, mas tem que saber se o posto é de qualidade. Pois se o posto vende gasolina batizada então a gasolina aditivada dele será apenas o corante e olhe lá.
    Quando eu usava gasolina comum o carburador sujava rápido e agora usando a gasolina aditivada demora muito mais para ter que fazer a limpeza no carburador.
    E outra coisa quando tiro as vela eelas ficam limpas.

  • Sergio S.

    Atualmente, como toda gasolina é UBTS (ultra baixo teor de enxofre), não é mais necessária troca tão frequente do óleo do motor. Uma vez por ano já é mais do que suficiente!

    • Sergio S., correto, a cada ano ou 10 a 15 mil quilômetros.

  • Se eu fosse você só fazia revisão até o prazo de cobertura da garantia. Melhor coisa que a gente faz eé levar em um mecânico de confiança.

  • Isso aí tem até alguma base, pois vi um vídeo de demonstração técnica da Shell sobre o produto “V-Power Nitro +”, gasolina premium, que ainda está sendo distribuída nos postos do Brasil. No vídeo, o engenheiro demonstrou quatro válvulas, duas de cada motor utilizado no teste. Havia anotado numa plaqueta ao lado alguns protocolos que referenciavam à técnica usada para o teste e sua homologação. A demonstração visava provar que os aditivos do produto supracitado eram sim capazes de limpar quase que totalmente as linhas de combustível de um motor bem rodado (o resultado estava posto ao lado da válvula, uma borrenta e outra praticamente limpa, dizendo que a gasolina premium do concorrente — que não foi mencionado para fins de comparação — garantia até 60% de debridação, enquanto o produto Shell chegava a espantosos 92%).

    Não estou dizendo que seja o caso do combustível vendido pela Ipiranga, porque nem sei qual é o produtor, nem afirmando que os testes da Shell poderiam ser repetidos com exatidão científica em qualquer motor, mas sim que é possível garantir, de forma geral, uma limpeza no motor que recupera pelo menos parte da potência e desempenho originais do seu carro.

    Com a ignorância inerente ao consumidor, nunca teremos certeza (porque os cientistas são malvadões e só querem lucrar).

    • Júlio César, atenção que a Shell V-Power Nitro+ não é premium, mas gasolina comum aditivada. A premium da Shell é a V-Power Racing. São iguais nesses aspecto de manter o motor limpo, só que uma é de 95 octanas e a outra, de 98.

  • lightness, aí seriam 10.000 km em seis meses, troca por quilometragem, normal.

  • Luciano, absurdo completo, 3 meses em serviço severo e seis em serviço normal. Parece que a Ford já reviu isso, para o dobro em tempo ou 10.000 km.

  • Julio César, confunde mesmo. Só para você saber, na Europa a V-Power — assim, sem acréscimo ao nome — é a gasolina premium de 98 octanas RON. Aqui é que se tornou a comum aditivada por mera estratégia comercial. Na França, onde estive recentemente, a gasolina comum é apenas gasolina Shell sem chumbo 95 RON com 10% de álcool. Num posto, que fotografei, essa gasolina custa 1,362 euro e a V-Power, 1,462 euro. Com o euro a R$ 3,61, isso se traduz em R$ 4,91 e R$ 5,27, respectivamente.

  • Fabiana, pois confie, aguenta até pelo menos 15.000 km.

  • Rodolfo, na internet e no YouTube se vê de tudo. Lembra-se quanto foi a perda de viscosidade?

  • Luciano, uma mania que perdura por apenas cinco décadas e tem dado certo…

  • Luciano, experiência e muito estudo, apenas isso.

  • Luciano, acreditar não é obrigação. Continue feliz com o seu desperdício.

  • Christian Bernert

    Meu pai rodou 500.000 km com uma Ipanema, trocando a cada 10.000 km.
    A única manutenção no motor nos 12 anos que ele levou para fazer a tal quilometragem foi uma troca de retentores de válvulas com mais de 300.000 km.
    Lamento informar que você está jogando dinheiro fora.

    • Christian, há pessoas que têm a estranha compulsão de jogar dinheiro fora. Fazer o quê?

  • Christian Bernert

    Olha só o que uma concessionária VW tenta empurrar a cada 10.000 km para quem faz a revisão por lá. Eles nunca deixam claro que isto não está previsto no plano de manutenção do fabricante. O incauto proprietário do veículo é levado a acreditar que tem que fazer este serviço absurdo.
    Tirei a foto na última revisão em meados de junho de 2016.

    • Christian, vou mandar essa foto para a VW. Qual é a concessionária?

    • Ricardo

      Recomendado a cada 10 mil km. Só que na VW as revisões são de 6 em 6 meses para quem roda menos que 10 mil km o semestre. Então eles devem empurrar isso 2 vezes ao ano. Quando compro um veículo novo, primeira coisa que pergunto é sobre o plano de manutenção em garantia. Geralmente fujo de marcas que exigem revisões semestrais.Se ao menos fizessem apenas uma justa troca de óleo…

  • Luciano, já lhe disse, o importante é acreditar. Acredite que você está fazendo o certo e seja feliz. Afinal, o dinheiro é seu e você faz dele o que bem entender. Lembre-se, de ilusão também se vive.

  • Douglas, se você estiver se referindo à da Europa, não; se a daqui, bem como o Podium de 102 RON, sim, têm, 25%.

  • Bruno, como o álcool tem bem menos átomos de carbono do que gasolina — 2, contra 5 a 10 da gasolina — sua queima deixa bem menos resíduos, portanto sua periodicidade de troca é bem maior que a da gasolina. Portanto, você pode com toda segurança adotar sua “nova” periodicidade de troca, 10.000 km.

  • Daniel, quantas vezes se fura um cárter? E para que serve o manômetro ou a luz de aviso de pressão de óleo zero? Tanto é assim que se um carro dentro do prazo do garantia tiver o cárter furado, ficar sem óleo, e o motorista continuar rodando, vindo a danificar o motor, a fábrica não arca com o conserto.

  • Rodolfo, esse resultado me parece falseado. Até 5% seria razoável, mas 20,67% não dá para acreditar mesmo.

  • C. A. Oliveira, lenda??? É mais do que conhecido.

  • C. A. Oliveira, notável!

  • Rodolfo, brandas? É quando o óleo mais aquece e o motor funciona com maior rotação! Hoje os motores funcionam em temperatura uniforme com qualquer trânsito graças ao ventilador elétrico. E não existe mais o pinga–pinga dos carburadores que dilui o óleo. O tal do “uso severo” é mero atavismo que parece não ter fim. Quando saio da garagem do prédio nos dias frios já começa a sair ar quente do sistema de aquecimento na primeira quadra. Motores aquecem rápido hoje, não é como antigamente.

    • O grande problema é que deveria ser horas de uso e não quilometragem. Você roda 100 km a 100 km/h em uma estrada e no uso urbano em uma hora não se anda nem 15 km. Por isso separa uso normal do severo.

      • Rodolfo, se esse critério de horas em vez distância percorrida fosse significativo, não acha que já teria sido adotado há pelo menos 70 anos? Outra, você quer condição de funcionamento do motor menos solicitante do que a marcha-lenta em temperatura constante e controlada? Não notou que motores não “fervem” mais no trânsito?

  • Luciano, é duro aceitar a realidade, não?

  • Não, Luciano, isso não é achismo, é conhecimento técnico, experiência, sensibilidade e bom senso.

  • Luciano, na mosca! Muito feliz.

  • Afonso, a ignorância reina e cresce. E o Uno Mille Electronic 1993 do meu irmão, vendido com 240.000 km, integro, até a embreagem era original? Trocas de óleo a 10.000 km, claro. E o Santana CG 1986, que comprei quando saí da VW com 70.000 km, fui a 130.000 km e vendi para um senhor amigo, que foi até 450.000 km intacto? Esse pessoal anda acessando fóruns da internet demais… (rsrsrs)

  • Marcio, demência total.

  • Luciano.

    20W50? Não seria 5W30. Já tive um Classic com motor VHC e por descuido meu coloquei esse óleo. O carro ficou péssimo até para pegar na primeira partida. Voltei para o 5W30 e normalizou.

  • Daniel S. de Araujo

    Gustavo; concordo contigo neste quesito. O Governo tem que controlar que o que está no rótulo é o efetivamente vendido (para não ocorrer daqueles aditivos de radiador que eram apenas água colorida). No resto controle do governo, como acontece na Europa (o pessoal adora propagandear a Europa…se tem na Europa é bom) em que até queijo regulamentado por lei federal. É tão absurdo quanto regulamentarmos a produção de cachaça e pôr selo do Inmetro.

  • Luciano, e sempre o será, pois nada o substitui. Goste você ou não.

  • Luciano, começou a perder o controle. Outra dessa e você não entra mais aqui. Está claro?

  • Marcelo

    O ADG da HighTorque já fez um teste com Militec auditado por clubes de carros e deu a volta na lagoa da Pampulha num carro tratado com Militec sem uma gota de óleo no cárter. Teve teste do Perfect Clean limpando bico na maquina ou adicionado no próprio tanque e fazendo também a limpeza.

    • Eles não mostraram o antes e o depois do motor desmontado para verificarmos o estrago feito por este teste idiota.
      Muita gente não sabe que a função do óleo além de lubrificar é de também refrigerar o motor, coisa essa que o Militec não faz então o motor tem super aquecimento localizado e que claro que não é detectado pelo painel do carro pelo fato do mesmo ser a temperatura da água.
      E por fim algo bate no seu cárter e você não para pra ver? A luz de pressão de óleo no painel não serve pra nós alertar isso?

    • Janduir

      Esse perfect Clean já vi várias vezes ele testando no Corolla e não limpou os bicos. Em outro Corolla ele passou um produto da Koube pra tirar borra e depois que desmontou o motor tinha um monte de borra. Nos aditivos da Koube de polímeros diz que ele é anticongelante e antifervura (coisa que somente o monoetilenoglicol faz com eficácia). Baixando as especificações deste aditivo no site da koube, diz que tem 1% de monoetilenoglicol, ou seja, nada. Eles ganham uma puta grana nesse aditivo sintético e falam como se fosse a melhor coisa do mundo que nenhum fabricante adota em sua linha de produção. Deve dar um lucro danado esse aditivo. Pura picaretagem…

  • Rodolfo, o motor está funcionando sem carga e em temperatura uniforme. A exigência de lubrificação é a menor possível. Um horímetro teria custo desprezível.

  • Davi, nunca li nada a esse respeito. Pelo menos na lubricidade, que é o que mais interessa, não vejo como possa precisar desse tempo.

  • Vinicius, quem, como eu, conheceu o Fusca nos seus primórdios, ainda com motor de 1.131 cm³, sabe o que é óleo superaquecido após andar a pleno numa estrada. Ao parar num posto, por exemplo, a luz verde, a da pressão de óleo acendia, indicando pressão baixa devido à temperatura do óleo. O manual era enfático: é uma situação perfeitamente normal. Nem deixando o motor em marcha-lenta o tempo que fosse, a liuz verde acendia. É na estrada que o motor é mais solicitado.

  • Eric, parece que todo mundo se esqueceu que tivemos uma década (1982-1992) de carros a álcool a carburador, de controle da mistura ar-combustível e do avanço de ignição jurássico comparado ao de hoje, e jamais houve qualquer problema de diluição do óleo. Os motores a álcool daquela época nunca tiveram problema de durabilidade. Está-se criando um monstro na cabeça das pessoas. O atual gerenciamento eletrônico do motor, tanto da mistura ar-combustível quanto do avanço de ignição, liquida de vez essa questão de diluição.

  • Obrigado, Christian.

  • Quem adiciona óxido de ferro e solventes no combustível são os postos que batizam o combustível.
    Não tem essa de posto de bandeira, já abasteci em um posto Petrobrás e outro Shell que me venderam gasolina batizada e o meu carro apagou no meio da rua e não ligou nem a pau.

  • Daniel, experimente trocar o interruptor de pressão de óleo. Pode ser leitura errada.

  • César, até com óleo mineral de classificação API elevada SL, SM ou SN.

  • Fernando, teste do pode ocorrer com um motor é acelerador todo aberto (TP100) e motor freado na rotação de máxima potência durante 24 ou mais horas. De o coletor de escapamento ficar rubro. É a condição de maior esforço do motor.

  • Daniel, nada foi apresentado que justificasse o benefício do farol baixo ligado de dia nas rodovias, tipo um acidente porque um não viu outro ou um pedestre que não viu um carro se aproximando. Absolutamente nada. Tudo achismo para engordar os caixa das três esferas de administração, só.

  • Daniel, no final dos anos 60 meu irmão colocou dois carburadores 32 e cilindros de 85,5 mm (para 1.584 cm³) no Fusca dele e mesmo com tampa sem as fendas nunca houve sinal de superaquecimento do óleo, e olhe que era Rio de Janeiro.

  • Fernando, claro, o uso em cidade apresenta as solicitações que você mencionou, torções da estrutura, uso da embreagem e outras, tudo que não seja o motor em si. Aliás. o Fusca deve ter sido o primeiro carro em que a velocidade máxima era igual à permanente, fato amplamente divulgado nos folhetos promocionais no começo dos anos 1950.

  • Eric, não faz nenhum sentido supor que uma mistura mais rica não seja toda queimada a cada ciclo-motor, fique “sobrando” na câmara de combustão e acabe descendo entre o pistão/anéis e o cilindro para ir diluir o óleo no cárter. E uma suposição totalmente falsa, portanto. Li a matéria toda, é muito boa, mas nessa o nosso amigo derrapou feio.

  • Daniel S. de Araujo

    Nem tanto ao céu, nem tanto a terra.

    Esse é o problema: Os defensores do estado pleno veem sua redução objetivando a anarquia. Enxergam o liberalismo como selvageria e uma situação a beira do canibalismo (na verdade, o canibalismo foi algo presente em países de forte presença estatal, como na Russia de Lenin e a Selvageria, em países onde impera o caos estatal).

    Ninguém, em sã consciência pode vislumbrar o anarcocapitalismo como a solução de tudo. Mas o que se deseja é um estado que dê segurança jurídica ao ambiente econômico, com regras claras, visando desburocratizar as relações entre pessoas e negócios, sem um estado burocrata para intervir e atrapalhar. Quer um exemplo bobo: Tem lógica uma usina não poder vender álcool a um consumidor ou um posto de gasolina? Ou a burocracia de importação/exportação de mercadorias?

    No índice de liberdade econômica entre os países, estamos no numero 118, abaixo de países como Costa do Marfim, Butão e Camboja. Lá em cima, tem Chile, Canadá, Suiça, Austrália…países que não são paraísos fiscais mas oferecem mais liberdade ao cidadão e acima de tudo, segurança das instituições e um ambiente menos burocrático e caótico de negócios.

  • Davi Reis

    Pra quem roda pouco, é mesmo muito chato.

  • Christian Bernert

    Luciano, eu sei que este tópico já está até meio vencido, mas eu preciso citar mais esta experiência pessoal.
    Meu carro anterior foi um Meriva ano 2006/2007. Comprei 0-km e vendi para o meu sogro em 2013 com mais de 175.000 km rodados. Atualmente ele já está com mais de 200.000 km.
    Sempre troquei o óleo com 15.000 km, conforme recomendado pela própria Chevrolet. Nunca tive problemas. Veja o que diz a etiqueta que se encontra ao abrir o capô.
    Nunca joguei meu dinheiro fora.

  • Luciano, os VW da equipe de rali “de casa” corriam com Lubrax SAE 30…

  • Daniel S. de Araujo

    AG, o governo dos EUA cancelou o código do Militec para as compras governamentais. Por ai você vê….

    O problema é que os crédulos do patropi acreditam cegamente numa conspiração da industria do petróleo para impedir produtos de lubrificaçâo infinita chegarem ao mercado. E nessa toada, temos que tomar cuidado pois logo logo pessoas como você e eu, que somos contrários, seremos acusados de agentes infiltrados da industria petrolifera para sermos contra.

  • Se eu fosse você ao invés de gastar dinheiro com esses aditivos usava um óleo de ótima qualidade como o Valvoline Max Life 20W50 API SN semissintetico.
    Ou continuava usando esse Mobil Super 20W50 API SM, que também é excelente por sinal é eu também uso, mas como seu carro é turbo reduziria um pouco o período de troca para usar o óleo na sua faixa ótima de desempenho.

    • Luciano Gonzalez

      Rodolfo, troco a cada 3.500 km, o Bardhal Power Racing diz a lenda que evita em condições extremas, a perda de viscosidade. É uma experiência e, aparentemente, mal não faz.

      • Você sente alguma melhoria de fato no funcionamento do motor?

  • Trocando pneu a 5 anos é um absurdo. Cabe ao motorista decidir se quer trocar o pneu que ainda não está careca pelo fato do mesmo ter perdido a eficiência devido ter ficado seco. É só a pessoa não exigir tanto do carro e dirigir com mais cautela do que se fosse um pneu novo.

    • Alexandre Garcia

      Rodolfo,

      Acredite, não é o que muitos pensam, viu… se prepare para mais este enfrentamento.

      • Para a maioria das pessoas o preço de um jogo de pneus de 1a linha como Continental é surreal. .. entao se esse Projeto de Lei vingar aposto que a maioria não vai comprar pneu de 1a linha, vão é comprar pneu coreano ou chinês não de 1a linha deles, mas de 2a linha, então essa lei será um tiro pela culatra dos empresários de pneu tradicionais daqui.

        E se os pneus remolds forem permitidos será mais barato ainda…

        • Sosigenes

          Eu tive pneus Continental, na Alemanha, e os achei ruim. Não compro aqui de jeito algum.

          • Eu quiz dizer pneu bom como Continental, Goodyear, Pirelli, Firestone, etc., ou seja, marcas consagradas.

            Meu pai tem pneu Continental no carro dele e ele acha bom. Já eu uso Goodyear GPS3 Sport e acho muito bom.

          • Ricardo

            Já eu troquei meus Bridgestone ER30 pelos Contipower e subi da água ao vinho. Eita pneu bom. Pra mim, no nível dos Michelin. Silenciosos e bastante aderentes.

  • Antônio do Sul

    Interessante, até os seus cinco anos de vida, um pneu pode ser usado tranquilamente, mas, com cinco anos e um dia de vida, deve ser descartado…A borracha se deteriora, como qualquer produto, mas é um processo gradativo, e deve ser levado em conta também o tipo de uso que será feito. Há muitos anos, gurizão ainda, cheguei, em estrada, numa frenagem brusca para salvar um pastor alemão que cruzou a pista, a chanfrar a banda de rodagem de um pneu Pirelli P6000 com sete anos de vida e ainda com boa profundidade dos sulcos. Como não vinha ninguém atrás, não corri o risco de provocar uma colisão e consegui salvar o cachorro, que levou somente um leve esbarrão e saiu correndo sem ao menos mancar. Perdi um pneu, mas valeu a pena.

    • Alexandre Garcia

      Antonio,

      O sonho dos fabricantes é troca compulsória. Já ouvi este absurdo. Por isso chamei a atenção. Em alguns carros aqui nem a 5 anos chegam porque acabam antes, bem antes, outros não. Na minha Ram rodei quase 10 anos com um jogo que durou incriveis 80 mil km, troquei porque acabaram, bons de usar até chegarem no TWI.
      E sobre o cão, sim, grande coisa, muito bom você ter salvo um. Respeito muito meus semelhantes!

  • Mike, se fábrica diz não há por que duvidar.

  • João Lock

    “No Primeiro Mundo não se vende sequer um parafuso que não esteja certificado.”
    Desculpa Boris, mas tenho que discordar. O mercado americano de peças de reposição é cheio de gato, como aqui. A grande diferença é que lá, o automóvel a muito é um bem de consumo. Portando, peças genuínas são muito mais em conta.

  • Marcelo, olha que não só a Podium, qualquer gasolina aditivada — que a Podium é.

  • RPB

    Prioridades, prioridades…

  • Em supermercados ou postos de troca de óleo o litro de um óleo sintético de uma marca de renome como Shell fica em torno de 45,00 reias e o filtro uns 25 reais, então 800,00 é um roubo.

  • Davi Reis

    Com certeza tem quem mude, infelizmente. Aí vai da consciência de cada um ou também de como a empresa guia seus funcionários. Teoricamente o atendimento deveria ser sempre o ideal e preconizado pela fábrica, mas mesmo caso não seja, pelo menos temos a quem recorrer (ao fabricante) caso a assistência falhe em alguma coisa. Quando nem mesmo o fabricante funciona como deveria, aí a coisa complica de vez.

  • Jorge Alberto

    E “esse tal” de Militec?

    Houve um teste por uma empresa de Belo Horizonte, em que rodaram uns 30 km sem óleo no motor, após usarem o produto, e o motor realmente não “bateu”.

    • Jorge,

      Nas mensagens abaixo já discutimos este assunto, mas vou te dizer novamente, porém vale ver abaixo a opinião de outras pessoas sobre o Militec:

      A Militec ou quem fez o teste de andar sem óleo não mostraram o antes e o depois do motor desmontado para verificarmos o estrago feito por este teste idiota.

      Muita gente não sabe que a função do óleo além de lubrificar é de também refrigerar o motor, coisa essa que o Militec não faz então o motor tem super aquecimento localizado e que claro que não é detectado pelo painel do carro pelo fato do mesmo ser a temperatura da água.

      E por fim algo bate no seu cárter e você não para pra ver? A luz de pressão de óleo no painel não serve para nos alertar isso? Protetor de cárter serve para quê?

      Abraços,

      • Rodolfo, em complemento à sua resposta ao Jorge Alberto, é o caso de se perguntar e daí que o produto seja bom e permita que o motor funcione sem óleo? Isso seria vantajoso num veículo militar, em que tê-lo detido no campo de batalha seria perigoso ou inconveniente, mas num carro normal? Poderia se conjecturar que se sem óleo motor funciona, com óleo a lubrificação seria superlativa. Todavia, há relatos aqui nesse espaço de motores que ultrapassam 300.000 km em perfeitas condições sem esse aditivo, portanto ele não dá certeza de o motor durar mais que o carro. E se faz outra pergunta, quando rodaria um carro sem óleo e sem Militec? E mais outra: se o cárter sem romper e a pressão de óleo cair a zero, isso dará certeza ao proprietário pensar “ainda bem que coloquei o Militec, posso rodar tranquilamente.”?

  • Bruno Bertha

    OBandeira,

    Para ver como cada caso é um caso. Costumo trocar o óleo e filtro da minha Montana por R$ 155,00 em concessionária, a cada 5 mil km ou 6 meses. E isso que uso óleo sintético, pois a GM, no manual, recomenda apenas óleo semissintético.
    No caso da GM, a troca a cada 6 meses proporciona 3 anos de garantia, além disso, eu ando 20 km por dia em estrada de terra (uso severo).

  • Clésio Luiz

    Correto Sérgio. Mas num país rico e eficiente como o Japão, não existem formas melhores de transportar gente? Não vejo esse tipo de coisa ocorrendo em outros países ditos “de primeiro mundo”.

  • J Paulo, gostei da comparação com banheiro de shopping!

  • Luciano, o uso severo foi definido, veio e acabou, mas continua de maneira atávica. Misturas ar-combustível hoje são mantidas com notável precisão desde a partida a frio, ao contrário das feitas pelo carburador. Não há mais o excesso que diluía o óleo e nem eventual gotejamento após desligar o motor. Motores atualmente chegam à temperatura ideal em questão de minutos e nela se mantêm tanto no tráfego anda e para quanto na estrada, graças tanto ao controle termostático evoluído quanto ao ventilador elétrico que só entra em ação quando necessário (antes não produzia ar suficiente em marcha-lenta e ar demais na estrada). Coletores de escapamento integrados ao cabeçote aquecem a água dos sistema de arrefecimento quase que instantaneamente. A marcha-lenta que antes sacrificava motores, hoje lhes é uma dádiva, quando funcionam perfeitos e sem carga nos pistões, bielas e virabrequim, com esforço praticamente zero dessas peças móveis. E da excelência dos óleos atuais, mesmo os minerais, nem é preciso falar.

    • Luciano.

      Bob, será que são todos os veículos assim? No Corsa 1.4 que eu tive e outros GMs eu notava que no painel, em pequenos percursos, quase nem “mexia” o ponteiro da temperatura. Já no Fiesta eu noto que logo o ponteiro sobe rapidamente e fica “no meio” e ali permanece sem subir. Na rodovia o ponteiro se mantém “no meio” também (levemente abaixo quando comparado ao uso urbano). No Corsa quando
      chegava ao meio a ventoinha armava até o ponteiro descer. Na estrada o Corsa ficava com o ponteiro da temperatura em 1/4. Voltando ao “uso severo”, este me remete ao que diz nessa matéria do AE: http://www.autoentusiastas.com.br/2015/06/carros-com-100-mil-km-quem-tem-medo/

      • Luciano, isso de o ponteiro do termômetro ficar no meio meio da escala ou indicar 90 ºC constante vem ocorrendo cada vez mais. É questão de calibração do instrumento pelo pelo seu fabricante de comum-acordo com o do veículo. No caso do seu Corsa em que ponteiro indicava temperaturas diferentes na estrada e na cidade, pode ser que válvula termostática estivesse fora do padrão de funcionamento.

  • Fernando, se o problema se restringe ao engate da 3ª, o problema está nela. É conviver com isso ou desmontar o câmbio para analisar o estado do sincronizador e da 3ª marcha.

  • Fernando, o problema é só na terceira, portanto é localizado. Não acredito que experimentar óleos de diferentes viscosidades resolva, quanto mais tão parecidos como os citados. Como eu disse, conviva com isso ou mande reparar o câmbio. Afinal, não é tão grave uma marcha arranhar, quanto mais nesse caso, que acredito ser pouco. Como se diz, desencane do problema.

  • Mike, a quilometragem de troca pode ser ultrapassada sem problema. Acho engraçado quando alguém diz parou num posto no meio de uma viagem para trocar o óleo. Pode-se rodar no mínimo 2.000 km além da ocasião prevista para a troca.