Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas A UNIFORMIZAÇÃO DAS PLACAS – Autoentusiastas

Pois é. No Brasil, toda hora temos alguma novidade e jornalista nunca padece de falta de assunto. Sempre me achei criativa e em todos meus anos de jornal nunca tive crise de falta de tema nem o temível pânico da lauda em branco — aquela folha que se colocava na máquina de escrever e que muitas vezes gritava pedindo palavras e frases que teimavam em não sair.

Com os computadores não é a mesma coisa e acho que qualquer eventual crise seria resolvida com um Ctrl C + Ctrl V pelo menos para preencher o vazio com qualquer coisa e enganar o cérebro até a inspiração chegar. No caso do papel era mais difícil. Mas, como disse, nunca até hoje fui acometida desses males. Mas imagino que trabalhar na Suíça ou na Islândia requeira mais esforços. No Brasil, é facílimo. Os assuntos pululam e difícil mesmo é não deixar nada faltar ou mesmo fazer coisa complexas caberem em um texto de 1.000 palavras.

Mas para quem, como eu, já passou tantos planos econômicos trabalhando em jornais diários e tinha de explicar as coisas mais inexplicáveis em somente 5.000 caracteres, depois de entendê-las em apenas um algumas horas… bem, bico! Ou como traduzir para o leitor o confisco da poupança em 700 palavras?

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As novas placas permitem mais combinações (foto radardoprimo.com.br)

No Brasil sempre temos novidades — e no trânsito não é diferente. Desde 27 de maio o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou no Diário Oficial da União a Resolução 590 que diz que todos os veículos terão circular com novas placas até 31 de dezembro de 2020. O início das trocas para os veículos novos, transferidos de município ou que precisem trocar de placa será 1º de janeiro de 2017.

As novas placas terão um visual único para os países do Mercosul (além do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) e permitirão um número maior de combinações, pois em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, terão 4 letras e 3 números que poderão estar embaralhados — como é na Europa. No padrão atual de placas existem 175 milhões de combinações possíveis enquanto no novo se chegará a mais de 450 milhões.

A cor de fundo será sempre branca e, dependendo do tipo de veículo, a fonte é que terá cor diferente. Assim, para veículos de passeio, letras e números serão de cor preta; veículos comerciais, vermelha; carros oficiais, azul; carros em teste, verde; veículos diplomáticos, dourado; e os de colecionadores, prateado (foto da abertura).

Na idealização juntaram-se elementos das placas hoje utilizadas nos países do Mercosul. Assim, o nome do país estará na parte superior da placa, sobre uma barra azul. O nome da cidade e do estado estarão na lateral direita, acompanhados dos respectivos brasões. A medida da placa será igual àquela já utilizada no Brasil: 40 cm de comprimento por 13 cm de largura.

As autoridades dos países do bloco dizem que haverá também mais dificuldade em falsificar as novas placas, pois incluíram marcas d’água com o nome do país e do Mercosul grafadas na diagonal ao longo das patentes. Mas também o novo sistema deverá assegurar a existência de um banco de dados conjunto. Os Estados brasileiros do Sul certamente agradecerão que veículos argentinos que costumam barbarizar o trânsito nas estradas sem serem “incomodados” por multas agora sejam cobrados pelas infrações.

Inicialmente, as novas placas serão utilizadas nos novos emplacamentos e opcionalmente para quem quiser. No Brasil, a placa terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional que conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o número serial da placa. A tira é uma maneira de evitar falsificação da placa. O projeto incluiu diversos itens de segurança para o motorista também. Provavelmente o mais importante seja que o material é retrorreflectivo em quaisquer condições atmosféricas e a lâmina de segurança tem efeito difrativo.

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Identificação quase igual em todos os países (compilação ceilorblog.blogspot.com)

Na prática, as novas placas acabam com o padrão de letras correspondente a um estado e ainda não está claro se haverá possibilidade de personalizar placas – provavelmente não.

Novidade, mesmo, mais para nós, pois o sistema já está em vigor no Uruguai e na Argentina. Por sinal, na Argentina as placas que começaram a ser vistas nas ruas tem uma marca d’água com as Ilhas Malvinas. Não sei se não teria sido uma provocação, pois tinha tantas outras coisas para representar o país… enfim, o fato é que o desenhista da placa que agora será usada em todo o bloco era funcionário do Ministério da Justiça e membro da Cámpora e recentemente perdeu o emprego.

Visualmente acho a placa agradável e prática e é fato que em cerca de uma década no Brasil não teríamos mais combinações possíveis. E também acho fundamental alguma forma de banco de dados para acabar com os  absurdos que se vem nas estradas, cometidos por motoristas estrangeiros certos de sua impunidade. Mas não acredito que as novas placas inibam o roubo de carros e seu transporte para a Bolívia ou o Paraguai. E depois de duas décadas escrevendo sobre Mercosul e acompanhando reuniões de cúpula nos diversos países e de ter falado tanto com diplomatas e empresários das várias nações não tenho muita certeza sobre os rumos do bloco. As declarações do chanceler brasileiro José Serra me deixam ainda mais em dúvida quanto a adotar uma placa única para uma união sobre cujo futuro pairam tantas dúvidas. Isso sem falar que no perrengue que está a Venezuela, quem aposta que eles vão trocar as placas? Aliás, com que dinheiro? Também não consegui descobrir o custo das placas mas depois que instituíram todas as marcas de segurança nos passaportes é fato que o custo do documento subiu.

Mudando de assunto: este é realmente outro assunto, mas não queria deixar de comentar. Fiquei realmente triste com a morte de Muhammad Ali, a quem ainda às vezes chamo de Cassius Clay. Meu nonno adorava pugilismo e depois que ele morreu continuei vendo na TV com minha nonna – sei lá, talvez uma forma de lembrar dele. E eu era bem pequena, criança mesmo. Até hoje tenho dilemas existenciais sobre se é correto duas pessoas se baterem, então às vezes vejo um pouco, depois mudo, sei lá, não resolvi isso comigo mesma ainda. Mas tem de ter muitíssima coragem para fazer isso. E o que me fascinou sempre no Ali/Clay foi, além dos jabs e da incrível agilidade de pernas, a história dele. Não quero me alongar muito, mas quem puder assista o ótimo filme “Quando éramos reis” (o de Leon Gast, cuidado pois tem outro com o mesmo nome que não tem nada a ver) um documentário sobre a incrível luta no Zaire, em 1974 e toda a estratégia criada pelo próprio Ali. Vale a pena ver também “A maior luta de Muhammad Ali”(de Stephen Frears), um filme de tribunais, não de ringue, que narra toda a luta jurídica que se seguiu à recusa de Ali em ir à guerra do Vietnã. Ambos fantásticos. Neste último, depois que o lutador ganha o direito de não ir à frente de batalha um jornalista lhe pergunta se vai processar aqueles que queriam que ele fosse à guerra. E ele responde algo mais ou menos assim: “Como poderia fazer isso?. Eles fizeram o que fizeram seguindo suas convicções, assim como eu segui as minhas ao não querer ir. Seria hipócrita da minha parte criticá-los ou processá-los.” Um sujeito realmente fora de série dentro e fora dos ringues.

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade da sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • Mineirim

    Como sempre, excelente matéria. Detalhes que ainda não tinha lido em outros artigos sobre as novas placas. Só acho estranho o padrão para os colecionadores: parece tinta desbotada. kkk
    Sobre boxe, também fico em dúvida se gosto ou se admiro. Aliás, sou contra qualquer luta corporal que vise machucar o adversário. Absurdo duas pessoas se baterem “por esporte”. Mas parecer que temos na mente um “bichinho” instintivo que nos deixa atraídos para ver uma disputa.
    Na área olímpica, gosto do judô, porque, mais do que força bruta, é necessário habilidade para derrubar o adversário e vencer.

  • Caio Azevedo

    Será que finalmente terá fim a placa de latão dos carros oficiais?

    • Danniel

      Anteontem vi um Fiesta sedan com placa de latão do Poder Legislativo do município de Blumenau -SC. O detalhe: ele estava rodando em Brasília.

      Não lembro aonde que li, um sujeito inventou um brasão qualquer e fez uma placa.. Foi tratado como “otoridade” até pelos agentes de trânsito.

  • Marcos Filipe

    Só uma questão: Pode acontecer de carros de países diferentes terem a mesma combinação alfanumérica?

    • Marcelo Dias

      Creio que não, pois o banco de dados será unificado…

  • Fabius_

    No Uruguai, a primeira letra da placa indica o departamento (S = Montevidéu, F = Rivera, G = Artigas, B= Maldonado, R = Tacuarembó, etc.) e o restante da placa indica a combinação. Como são 19 departamentos (e as placas têm letras iniciais até S), na prática são 19 regiões com uma combinação AB1234 para cada região (como era no Brasil durante o tempo das placas amarelas, padrão oficial de 1969 a 1990 e que teve validade até 1999 ou 2000, não me recordo). AB1234, pressupondo o uso de 26 letras do alfabeto castelhano menos o Ñ (que não usa pela similaridade com o N), dá 19 x 26 x 26 x 10 x 10 x 10 x 10 = 128 milhões de combinações possíveis, num país com 3,3 milhões de habitantes e que talvez nem chegue de um milhão de veículos.

    Na Argentina, o sistema é sequencial como o anterior e não distingue regiões. Por ser sequencial, permite saber a idade dos veículos registrados após a implantação e o registro de todos os veículos.

    Quanto ao lacre, a placa brasileira continuará a tê-lo e os demais, a não tê-lo. Quanto à existência de lacre aferrado ao veículo, eu não me lembro de ver isso fora do Brasil. As placas alemãs têm lacre, mas este está aferrado à placa e não ao veículo, como selo de registro e vistoria.

    https://www.customeuropeanplates.com/images/code-legend.jpg

    E quando a placa perde a validade, os lacres são retirados:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/25/Defacedgermanplate.JPG/400px-Defacedgermanplate.JPG

    • Thiago Pereira

      Fabius, muito obrigado pelas valiosas informações.
      No caso do Uruguai, se o veiculo for vendido para outro departamento a sequencia será alterada? Ou a primeira letra fica como um atestado de “origem” como acontece aqui no Brasil?

      • Fabius_

        Não saberia dizer se a mudança de departamento exige novo emplacamento, Thiago, mas no Uruguai o sistema é bem complexo e a emissão é de responsabilidade dos departamentos, que arrecadam os valores. Tanto que na década passada houve uma grande disputa, uma vez que cada departamento cobrava valores diferentes e muita gente emplacava os veículos onde as taxas eram menores, mesmo que não morassem ou trabalhassem nesses departamentos “mais em conta”. Só em 2011 se criou um sistema de cobrança com um valor único para todos.

  • C. A. Oliveira

    É verdade, também sou do Rio Grande do Sul. Lembrando que em Sergipe existem placas de IAA até IAP, e muitos foram trazidos para cá por revendedores ditos “multimarcas”. Esses o pessoal compra de olhos fechados.

    • E as placas J? Eu sei que aí no RS vai de JAA a JDO. Mas também tem JDP a JKR (Distrito Federal), JKS a JSZ (Bahia), JTA a JWE (Pará), JWF a JXY (Amazonas) e JXZ a JZZ (Mato Grosso). Então se eu levar meu carro (placa JKG) pra aí, venderei fácil? =D

  • C. A. Oliveira

    Espero que a personalização seja permitida. Aliás, é uma boa fonte de arrecadação. Muita gente paga boas somas para ter uma combinação que lhe agrade. Já sonho com a placa PE 106 98 em meu Peugeot 106 ano 1998. Essa ninguém me rouba!

    • Celso Freitas

      Lamento informar, mas não vai rolar! São 4 letras e 3 números.

  • Daniel S. de Araujo

    Nós ainda vamos ter que engolir com esse “bloco econômico” até nas placas?!?!

    • Bruno Bertha

      Perfeito Daniel. Simplesmente ridículo. Mercosul perdeu totalmente o valor pra mim depois que deixaram aquele lixo comunista da Venezuela entrar. Se tivéssemos governantes sérios, jamais seria aprovado.

      • Bruno, deixar aquele lixo de país ser membro do Mercosul só podia ser coisa das petralhada mesmo.

  • Matheus Ribeiro

    Amigão… imagem não diz tudo. Mas no texto é dito que a fonte da letra será PRATEADA.

  • CorsarioViajante

    Eu achei estas placas novas muito bonitas. O duro é saber o que vai acabar primeiro: as placas antigas, o MercoSul ou o Brasil.

    • Corsario, realmente é um belo mercado comum… no qua a gasolina é tudo menos comum aos países-membros.

  • eNe

    EU REPROVO!
    Uma das coisas que gosto, é saber de onde é o veículo que vejo nas estradas. Sem a menção do nome, só com a bandeira, fica difícil.

  • Eu acredito piamente que esse prazo será estendido. Até hoje não peguei placas reflexivas. Admito que gostei da placa nova. O veículo 0 km comprado em 2011 e vendido no ano passado também não as possuía.

  • Christian Govastki

    Thiago, você acha que os Estados e os seus fornecedores vão deixar de faturar um? Se bobear vai ter que trocar a placa inteira ao invés só da targeta como é hoje.

    • Fabio

      Aqui em São Paulo, pelo menos, já há um bom tempo não é possível trocar só a tarjeta. Tem que substituir a placa toda…

  • Lucas dos Santos

    No Paraná é a mesma coisa. Carros usados que tenham “placa A” são mais valorizados e essa característica é destacada nos anúncios.

    Quando, nas fotos do anúncio, o dono resolve censurar o conteúdo da placa, costuma deixar apenas a primeira letra – se for “A” – à mostra.

  • Falta o espacinho pra certidão de batismo.

  • WSR

    Acho desnecessário o uso das bandeiras na placa. O padrão adotado para as cores bem que poderia ser o de 1994 para a Argentina, mais discreto.

  • Lucas dos Santos

    Ótima matéria, Nora.

    Confesso que não me agrada muito a idéia desse novo padrão de placas, pois vejo isso como apenas mais uma despesa, desnecessária no momento atual.

    Quanto à combinação das placas, tenho dúvidas se realmente será quatro letras e três números. Apesar de ter aparecido assim nas imagens de divulgação, não encontrei nenhum documento oficializando essas combinações por país. A Resolução 590, fala apenas em “sete caracteres alfanuméricos estampados em alto relevo,
    com combinação aleatória“, levando a crer que letras e números poderão aparecer em qualquer posição e em qualquer quantidade.

    Quanto à possibilidade de personalização das placas, imagino que só será possível para carros 0 km em seu primeiro emplacamento, visto que a mesma Resolução estabelece que, para quem possui o modelo antigo, a substituição da placa pode ser feita “a
    qualquer tempo, mantendo os caracteres alfanuméricos de identificação do veículo
    originalmente fornecidos“. Com isso eu entendo que, se a placa do meu carro hoje é “ABC-1234”, quando eu trocá-la para o modelo Mercosul ela continuará sendo “ABC1234”.

    Sobre os padrões de cores, deu para ver que haverá algumas “unificações”. Veículos comerciais (placa vermelha) e os de autoescola (fonte vermelha) utilizarão o mesmo padrão, assim como os veículos oficiais (placa branca) e os de representação diplomática (placa azul), também compartilharão as mesmas características. Uma pena esse novo padrão determinar o fim da placa preta para colecionadores. Penso que deveriam ter aberto uma exceção apenas para esse caso e mantido o fundo preto.

    Mas, assim como você, também me preocupa essa, digamos, “instabilidade diplomática”, entre os países do Mercosul. Vamos supor que as novas placas sejam adotadas e, depois, o Brasil acabe deixando de integrar o Mercosul. Será que, nessa hipótese, teríamos que gastar novamente para “remover o Mercosul” das placas?

  • Carlos A.

    Nora, já vi esse filme nos anos 90, inclusive para evitar ‘atropelos’ acabei trocando a placa amarela de 2 letras pela atual com 3, no final de 1998 e assim evitei correria, possível falta de placa no mercado (matéria prima) ou outros tipos de contratempos ‘normais’ nesse Brasil. Se não estou errado na época o prazo limite para essa troca era o ano 2000. Ruim foi ter que transferir o carro para ‘eu mesmo’ e pagar além da placa a documentação. Já que se fala tanto em evitar fraudes, estou com o mesmo parar de placas desde 1998 (com o lacre de chumbo) não seria mais interessante ter mantido o sistema do Detran com os dois modelos de placa até hoje? Acho que para um sistema de informática isso seria bem simples. Fico imaginando que certamente as minhas placas amarelas estariam perfeitas até hoje, pois já eram em alumínio (inclusive as tenho guardadas – as duas – até a traseira com o lacre!!!), as amarelas foram trocadas pela primeira vez no meu caso em 1994, somente pelo desgaste das originais ainda em metal ferroso, e por isso enferrujadas. Maior segurança que usar até hoje as de ‘duas letras’ como um sistema anti-fraude impossível, pois nem o lacre em chumbo e nem as placas amarelas são mais fabricados a décadas (nem existe mais o material no formato delas) fora que nem um bandido jamais iria ‘clonar’ a minha placa amarela para usar num recém lançado MOBI por exemplo, obviamente a fraude seria explícita. A troca entenderia como obrigatória se eu ainda estive com a placa de duas letras e mesmo assim só em caso de venda do veículo, mudança de cidade ou Estado, ou se tivesse que romper o lacre (de chumbo) devido a alguma manutenção. Aliás ainda em meu relato mais Auto entusiasta, acho que em 2001 quando começaram os lacres em plástico (aqui em SP eram na cor vermelha) achei o cúmulo, trocaram algo ‘eterno’ no caso do chumbo, e que exigia ferramenta específica para instalar e gravar a marca do Detran, por um lacre que até uma criança encaixa nos moldes das originais Cintas Hellerman!! Isso é segurança anti-fraude? Quantos carro vi com esse lacre plástico totalmente podre e até sem ele por desgaste, era visível o formato no arame do lacre que um dia existiu. Infelizmente esse padrão Mercosul pra mim não ‘cola’, meu carro mais antigo viaja no máximo para cidades vizinhas dentro do Estado de São Paulo, se fosse o caso era criar mais uma LEI obrigando o motorista que vai passar pela fronteira de algum país Mercosul a trocar a placa antes da viagem. Será mais uma vez, um grande desperdício de dinheiro e transtorno sem falar na perda do ‘charme’ dos que hoje tem a placa preta pelo menos, mas e o tamanho será o mesmo? Senão em muitos antigos exigirá adaptação.

    • Nora Gonzalez

      Carlos A, dois anos atrás, ao trocar de carro, recebi as placas atuais. Em três semanas, num dia de chuva ao passar por um cruzamento alagado (mas sem tanta assim, que não sou louca de me meter quando a água passa da metade do pneu), simplesmente perdi a placa dianteira. Já no Detran, encontrei muitíssimas pessoas com o mesmo problema. Péssima qualidade da fixação.

  • Mr. Car

    Detestei esse negócio do numeral 1 ficar com a mesma grafia da letra I. Ainda bem que no meu carro as letras são LKU, e os números são 3, 4, e 7, he, he!

  • Luiz Alberto Melchert de Carva

    Para ficar bom mesmo,as placas das motos deveriam ser quebráveis para eles não poderem entortar para cima. Outra coisa interessante é repetir a licença no fundo das caçambas basculantes para que o motorista não a possa levantar para encobrir as placas. Isso teria salvo 5 pessoas naquela passarela no rio.

  • Pluto

    Pra que padronizar se ao cruzar a fronteira o combustível é outro?

    Aspirante à UE.

  • Pluto

    Na Alemanha tem a menção da cidade/região nas placas pelo código alfa.
    Talvez sirva la. Aqui vão engambelar algo.. certeza. Eu

  • Fabio

    Não sei se esta era a real motivação, ou se o lobby falou mais alto, mas lembro que na época da mudança para as placas atuais o nome da cidade foi mantido a pedido da Embratur, que dizia ser um incentivador do turismo. Vai saber… Nesta linha, talvez tenham optado por manter a “tradição”. Pior é que há algum tempo, na mudança de município, bastava a troca da tarjeta, por algo em torno de R$ 20,00, mas hoje é necessário trocar o par de placas, por módicos R$ 100,00 e poucos…

  • CorsarioViajante

    Sem contar que em SP usam isso para não ter que cumprir o rodízio que eles mesmos inventaram.

  • Rodrigo

    Faço apenas uma pergunta: Isso é prioridade? No mais, matéria muito elucidativa, padrão autoentusiastas!

  • Barbaridade! Alguém saberia me dizer porque não adotaram quatro letras e três nùmeros da ultima vez que nos obrigaram a trocar as placas para “treissssss alfasssss!” como escutei de um funcionário do Detran carioca na época, já que desde os primórdios da civilização se sabe que esta combinação seria muito mais eficiente e longeva do que a escolhida? ( Fora o fato da mais recente obrigatoriedade da placa reflexiva! )… Porque o país que tem mais automóveis no mundo ( EUA ) as placas são praticamente perenes e não há a mínima intenção de mudanças obrigatórias, bem como a liberdade de escolha para montar sua placa? E, para finalizar: Isto me parece coisa do famoso “Foro de São Paulo” onde, pelos países integrantes do ” narcosul ” que vão adotar este descalabro ainda tem aqueles que continuam acreditando na “pátria grande” bolivariana tão sonhada… Só falta Cuba aderir!

  • Fabius_

    De fato, existe liberdade na UE para que cada país defina o padrão, as cores, a fonte, os detalhes e a posição dos detalhes alfanuméricos. No caso específico do Reino Unido (que é cheio de exceções dentro da União Europeia, não está até discutindo se vai sair ou não, o tal do “Brexit”?), pode-se escolher placas sem a eurobanda (a faixa vertical azul à esquerda), só que se o veículo for rodar no continente, o dono é obrigado a colocar um oval na placa traseira (não me lembro se na dianteira também) com a inscrição GB, equivalente à eurobanda.

    E naturalmente, existem países cujos formatos coincidem, por isso a obrigatoriedade da eurobanda. Mas para quem tiver curiosidade de como são as placas no padrão de cada país europeu, dentro e fora da União Europeia, há esta lista, bem interessante: https://en.wikipedia.org/wiki/Vehicle_registration_plates_of_Europe#List

    Os pontos fora da curva são a Turquia (que tem 3% do território na Europa), que usa a eurobanda sem as 12 estrelas em círculo (símbolo da UE); a Bélgica, que usa fundo branco com letras vermelhas, as micronações (Mônaco, Andorra, etc.), que usam padrões próprios e a Rússia que usa um sistema de janelas à direita da placa com o número do distrito e só usa 12 das 33 letras do alfabeto cirílico que coincidem ou se assemelham a letras latinas.

  • Newton (ArkAngel)

    Não tenho certeza absoluta, mas um amigo que morou no Japão me falou que lá as placas são associadas ao proprietário, e não ao carro, tanto é que quando o mesmo troca de veículo, leva as placas do antigo para o novo. Interessante, pois não há como as multas irem para outra pessoa em caso de venda.

    • WSR

      Seria perfeito. Eu poderia ter uma placa WSR alguma coisa ou MSX alguma coisa, “eternamente”. “)

    • Elizandro Rarvor

      EUA é assim.

    • Nora Gonzalez

      Newton (ArkAngel), faz muito mais sentido que seja assim. A placa é da pessoa, que quando troca de carro a reinstala.

    • Wilson Nobre

      Na Suiça é assim também. Eventual multa fica registrada para o dono da placa, nao para o carro.

  • C. A. Oliveira, que coincidência, ainda ontem comentei isso com um colega enquanto andávamos no Prius. Os melhores carros usados para se comprar são os de Brasília, tanto pela pavimentação excelente quanto por não ser litoral e ainda por cima ter o ar de baixa umidade relativa. E acrescentei que 15~20 anos atrás a manchas de terra vermelha pesavam contra, mas que hoje isso acabou. A cidade ficou toda verde.

    • Comentei com o colega acima que os carros aqui ficam sujos com facilidade, mas é mais pela poeira do que por causa de terra mesmo. Realmente, aqui é muito arborizado, e onde não tem árvores, tem grama. De um modo geral o asfalto aqui é muito bom, principalmente no Plano Piloto, mas nas cidades satélites o asfalto costuma ser bem ruim. Digamos que 70% do asfalto do DF é bom.

      Acrescente à boa fama dos carros de Brasília o fato de aqui ainda termos trânsito com bom fluxo, o que ajuda na durabilidade mecânica.

  • Lorenzo, perfeito, levantar/baixar só fora da cabine.

    • lightness RS

      Muitas vezes é necessário bascular, balançar a caçamba etc, com o veículo se movendo para frente ou para trás, fora a manobra mais comum que existe e praticamente mandatória, ir para frente lentamente enquanto bascula, se você estacionar e somente bascular, não sairá nem metade. Na dúvida tem vídeos ensinando passo a passo.

  • Leonardo Mendes

    Lorenzo, essa você desenterrou… “suporte de Mercedes”, moda que eu lembro perfeitamente dos meus tempos de garoto.

  • Leonardo Mendes

    Gostei dessa nova placa, assim que estiver disponível pretendo usá-la no carro e na moto.
    (falando em moto, gostaria de abrir um parêntese – já aberto – pra apoiar também o aumento do tamanho das placas destinadas a esses veículos).

    Sobre Ali, além de todos os feitos de sua carreira, ele tem o mérito de ter sido o homem que derrotou o Super-Homem… não duvido nada a DC fazer uma reedição dessa história.

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/0/05/SvA_full.png

  • Carlos A.

    Lorenzo Frigerio, muito interessante seu comentário. Acho que renderia uma boa matéria se alguém pudesse nos dizer quantas combinações de placas ‘modernas’ com três letras, foram utilizadas somente para a troca das antigas duas letras sem necessidade na minha visão como foi em meu caso. Sem falar que muitos veículos com ‘duas letras’ naturalmente saíram de circulação (acidente, perda total, roubo…) talvez pudessem existir mais alguns anos com folga para o uso do modelo atual.

  • C. A. Oliveira

    Não concordo, Lorenzo. Primeiro, as novas placas possuem as mesmas dimensões de 13x40cm das atuais. Segundo, se o veículo começa a ser comercializado no Brasil após a vigência de determinado modelo de placa, ele é que tem que se adaptar ao tamanho das licenças e não o oposto. Caso clássico da Ford Ranger do ano 2008, que trazia o suporte no para-choque traseiro em dimensões estadunidenses, ou seja, 13x31cm. Não seria possível a fabricação de placas com largura diferente de 40cm, de modo que muitos proprietários tiveram que dobrar ou mesmo cortar a placa. Logo a Ford se viu obrigada a mudar o para-choque, por determinação do CONTRAN.

    • Ricardo kobus

      É possível sim fabricar placas menores, são feitas em três tamanhos 31,34 e 36 cm.

    • Jubarroso

      Mas existem muitos carros anteriores às novas placas com espaço insuficiente para essas. E seus proprietários tem todo o direito de ter um modelo de placa que caiba em seus carros. Espero que tenha esse opção.

  • Elizandro Rarvor

    Não leu a matéria né?

    Leia este trecho aqui.

    “A medida da placa será igual àquela já utilizada no Brasil: 40 cm de comprimento por 13 cm de largura.”

  • Ricardo kobus

    Alexander,
    Eu trabalho há 7 anos em uma fábrica de placas e posso te dizer que tem muita coisas pra rolar nesse assunto ainda.
    Tem muitas licitações que não estão dando “certo”.
    Abraços.

  • É, o clima aqui é desértico, mesmo sem chuva por vários meses os carros ficam sujos com facilidade.

  • Ricardo kobus

    Sim, fique tranquilo, mas deu enrosco até ter sido disponibilizado a fabricação das placas menores, lembro quando fizemos um par de placas para um Camaro, e foi feita a dianteira menor, para acompanhar o suporte, ficou bem bacana.
    Meses depois o dono do Camaro foi a Guaratuba no litoral do Paraná e foi multado pela placa estar fora de padrão, vai entender.
    No final tivemos que fazer uma placa do tamanho normal eliminando o suporte, para evitar atritos.

  • Nora Gonzalez

    Eduardo Sergio, obrigada pelas informações. O esporte tem algumas belas histórias e essa eu não conhecia. Valeu

  • Nora Gonzalez

    Renato Sacramento, como eu disse, tenho minhas sérias dúvidas quanto ao futuro do Mercosul. Depois de ter acompanhado toda a história desde o início das conversas, a implementação e todas as discrepâncias… bem, tenho muitas dúvidas. De positivo para mim a criação, de uma vez por todas, de um banco de dados unificado para evitar que carros de um país cometam infrações impunemente no outro – mas isso não tem necessariamente a ver com usar uma nova placa.

  • Leo-RJ

    A despeito do que realmente acho sobre a “unificação” dessas placas, ainda acho que a de colecionador deveria continuar preta com as letras/números brancos…

  • Se for a do Mercosul exceto Brasil, é.

  • Nora Gonzalez

    Guilherme Lemos do Vale Souza, eu é que agradeço sua sugestão. Como disse, às vezes posso demorar um pouquinho, mas pedido de leitor para mim é quase uma ordem…

  • WSR

    Nora, tive um professor (infelizmente já falecido) que dizia que o papel da escola no Brasil é a de fazer o aluno desaprender as coisas úteis…

  • Fabius_

    Obrigado, João! Sinto-me honrado com seu elogio, pois para mim esse é um assunto muito interessante. Ele diz muito sobre a história e os valores de um país.

  • Fabius_

    Imagine, Nora! É sempre uma alegria poder contribuir para a discussão. E muito mais há a dizer, mas é melhor aguardar o desenrolar dos acontecimentos, uma vez que já houve uma suspensão. Quanto às minhas informações serem esclarecedoras, não são tanto quanto as dos colunistas do Autoentusiastas, que são os melhores e cuja paixão pelo que dizem atinge em cheio os leitores. É uma grande honra ter acesso a esta fonte.

  • O que não explicaram é se ainda vão exigir lacre nas placas, mesmo com tantos elementos de segurança.
    E acho que as placas devem exibir o município de registro, e não o país.

  • kadug, mesmo quando o Mercosul desmoronar, nada muda para nós.