Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas RENAULT SANDERO R.S. – 1ª SEMANA – Autoentusiastas

A novidade que chega à garagem do Teste de 30 dias do Ae é interessante e foge ao padrão dos carros-alvo dos últimos testes deste tipo realizados aqui, nos quais a dupla de sedãs econômicos formado por Nissan Versa e Toyota Etios precedeu o Honda Fit EXL. Trata-se do Renault Sandero R.S., um “hot hatch” cujo preço parte de R$ 62.509. O nosso, por ter rodas 17 em vez das 16 polegadas (some mil reais) e ser branco Neige (mais 400) em vez do vermelho vivo padrão, custa R$ 63.909. É o mais caro, equipado e potente Sandero que pode ser comprado no Brasil.

Nascido em uma estrutura criada para ser a de um carro barato, popular e sem nenhuma intenção esportiva ao que sei, é curioso ver um Sandero tão equipado e com a nobre sigla R.S., de Renault Sport, a grife que contradistingue os modelos nervosos da marca. O resultado, como já sabemos por intermédio das variadas avaliações realizadas aqui no AE e por aí, foi bem feliz.

Sand 3

Quando avisado pelo Bob que minha próxima “vítima” seria este Sandero nervosinho, tive a imediata compulsão de ler novamente tudo o que foi publicado sobre ele aqui. Porém, a grande quantidade de textos, fotos e vídeos, as linhas e mais linhas escritas pelo próprio Bob, pelo AK, PK e MAO fez nascer a dúvida: tudo de novo e para quê, adquirir conhecimento ou ser influenciado?

Decidi me conceder liberdade. As linhas gerais do carro eu sei. Já as opiniões dos colegas, pela minha memória fraca (lembro que todos gostaram muito mas não de detalhes) resolvi criar meu arquivo de sensações, purinho, sem rememorar comentários dos meus colegas. Além disso me concedi o direito de pular uma descrição técnica mais apurada do modelo: se você quiser saber mais (e já), acesse o link aqui do blablablá do AE sobre Renault Sandero R.S. que antecedeu a este Teste de 30 dias.

Para não escrever bobagem, reli a ficha técnica. Pularam aos meus olhos novamente dois dados: os 150 cv de potência em 1.161 kg de massa em ordem de marcha, o que resulta em uma relação peso-potência promissora. Rodeando o carro estacionado em frente de casa, outro chamariz: as belas rodas pretas calçadas com belos “sapatões”, os pneus Continental ContiSportContact 3 medida 205/45R17V. Eles tem cara de mau e os ombros revelavam sevícias anteriores: alguém já havia se divertido bastante com este Sandero R.S. mas nada que comprometesse os quatro pneus, todos de mesma idade (mês e ano de fabricação) e desgaste compatível com 13.500 km registrados no hodômetro. Pelo visto, são os que saíram de fábrica no carro.

Sand 4 A

Tal dado pode parecer irrelevante, mas para mim quer dizer muito sobre a resistência de tais pneus. Um jogo de perfil 45 equipando em um carro de frota de fábrica, que passa por muitas mãos (nem todas muito cuidadosas…), usado inclusive na esburacada São Paulo ter sobrevivido metade de sua vida sem bolhas, cortes e etc é admirável… Ponto para os Continental!

Assumi o posto do motorista e o banco agradou, muito pela espuma macia, típica dos franceses, mais pelos apoios lombares das laterais de assento e principalmente do encosto serem corretos: não exagerados mas nem tímidos, a maciez não “soca” o lombo mas o apoiará nas curvas. Ajusto o banco (tem altura também) e acho logo a minha posição mesmo sem o volante se mover longitudinalmente, só em altura. E sim, gostei das listras e do tecido usado no revestimento, agradável ao toque e aparentemente resistentes. A inscrição RS nos apoios de cabeça dianteiros dão um charme especial, esportividade explícita.

Sand 11

O volante de aro grosso revestido de couro com costuras vermelhas tem também a inscrição RS em fundo vermelho no raio central e, cá e lá, há detalhes vermelhos no preto predominante do interior. Bato o olho no painel e imediatamente acho que a Renault perdeu duas chances. A primeira de dotar os instrumentos de grafismos com personalidade, quase uma tradição da marca que pareceu ter sido desprezada no Sandero R.S.. Infelizmente é um painel anônimo em um carro que merecia algo especial. A outra chance perdida foi a de dar legibilidade aos instrumentos, mais especificamente o velocímetro e o conta-giros. À direita dos dois circulares, uma tela retangular de  LCD azul (?)  dentro de outro círculo (!) exibe diversas informações que podem ser “corridas” através de um botão na extremidade da alavanca que comanda os limpadores de para-brisa.

Sand 7

Antes de dar a partida, chave de ignição girada, a tela central do sistema multimídia sensível ao toque me cumprimenta com um belo grafismo “Renault Sport” que aparece rapidamente, tão rapidamente que não consegui fotografá-lo. Quando o motor acorda, surpresa. A voz é encorpada, digna do “Sport” prometido. O câmbio de seis marchas tem engates justinhos e a pedaleira, toda revestida de metal, combina com o clima.

Primeira dentro, susto: o Sandero R.S. dá um pulo e quase morre. A embreagem é justa, direta, o carro salta para a frente parecendo um potro recém-domado. As marchas são curtas, empilhadas, a rotação cai pouco entre elas. Quero enxergar exatamente quantos giros caem e amaldiçoo o designer dos instrumentos. Acendo a lanterna e a situação melhora pois o painel, iluminado, se enxerga melhor mas não tanto para ler os números.

Sand 9

As ruas do bairro não me deixam sentir o que quero, a pegada do motor, e buscar uma avenida onde possa fazer Sandero R.S. “cantar” sem cometer crime é difícil, mas já entendi nestes primeiros quilômetros que o Sandero R.S. não é um falso esportivo. Não é um desses fantasiados de faixinhas e toques cá e lá mas sem real substância. A suspensão dura e os pneus de briga não tornam o rodar na cidade uma experiência confortável mas, como se trata de um esportivo sério, vou limitar os meus comentários sobre o tema: sim, ele pula, é duro, dá tranco e transmite o que há de ruim no pavimento. Mas como é um esportivo de verdade, isso é característica, não defeito.

A semana seguiu em ritmo oposto ao desejável: eu querendo rodar bastante com o carro mais divertido que passou pelo Teste de 30 dias (sim, ele já ganhou este título!) e meus compromissos profissionais me deixaram mais atrelado à mesa do escritório que ao volante. Rodei a miséria de 350 quilômetros nestes sete dias e sequei o álcool do primeiro tanque. O “sequei” é literal pois couberam 50,9 litros e a capacidade declarada é de 50 litros. A média urbana dos primeiros dias, feitas de pulos de aceleração em praticamente 100% dos semáforos (adorei a embreagem brusca) certamente não ajudou à média de consumo, mas tampouco gerou um número ruim: 6,8 km/l a uma média horária de 18,8 km/h (!!!) me pareceu até um número bom.Agora, abastecido com gasolina, a programação é o cardápio tradicional – estrada, família dentro, porta-malas cheio… e um cardápio não usual, que espero conseguir degustar: levar o Sandero R.S. para uma pista como fizeram o Bob, o Arnaldo e o PK. Inveja total. Não me convidaram por medo!

RA

 

RENAULT SANDERO R.S.

Dias: 7
Quilometragem total: 348,8 km
Distância na cidade: 348,8 km (100%)
Distância na estrada: 0,0 km (0%)
Consumo médio: 6,8 km/l (álcool)
Melhor média: 6,8 km/l (álcool)
Pior média: 6,8 km/l (álcool)
Média horária: 18,8 km/h
Tempo ao volante: 18h33m

 

FICHA TÉCNICA SANDERO R.S. 2,0
 
MOTOR
Designação Renault F4R
Instalação Dianteiro, transversal
Tipo 4 tempos, 4 cilindros em linha, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio
Nº de válvulas por cilindro/atuação Quatro, atuação indireta por alavanca-dedo roletada, fulcrum com compensador hidráulico
Nº de comandos de válvula Dois, no cabeçote, acionamento por correia dentada
Cilindrada 1.998 cm³
Diâmetro x curso 82,7 x 93 mm
Taxa de compressão 11,2:1
Potência 145 cv (G) e 150 cv (A); a 5.750 rpm
Torque 20,2 m·kgf (G) e 20,9 m·kgf (A); a 4.000 rpm
Corte de rotação 6.500 rpm
Formação de mistura Injeção eletrônica no duto
Combustível Gasolina comum e/ou álcool (flex)
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo dianteiro, manual de 6 marchas mais ré, todas sincronizadas
Relações das marchas 1ª 3,73:1. 2ª 2,10:1; 3ª 1,63:1; 4ª 1,29:1; 5ª 1,02:1; 6ª 0,81; ré 3,54:1
Relação do diferencial 4,12:1
Rodas motrizes Dianteiras
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora integrada ao eixo
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência eletro-hidráulica, diâmetro de giro 10,6 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado de Ø 280 mm
Traseiros A disco de Ø 240 mm
Auxílio Servofreio com câmara de vácuo de 10″
Circuito hidráulico Duplo em “X”
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 5,5J x 16 (opcional 6,5J x 17)
Pneus 195/55R16V (opcional 205/45R17V)
Estepe Temporário 185/65R15 (80 km/h)
DIMENSÕES
Comprimento 4.068 mm
Largura 1.733 mm/2.000 mm com espelhos
Altura 1.499 mm
Distância entre eixos 2.590 mm
PESO E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha 1.161 kg
Porta-malas 320 a 1.200 litros
Tanque de combustível 50 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 8,4 s (G) e 8 s (A)
Velocidade máxima 200 km/h (G) e 202 km/h (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª 33,8 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª 3.550 rpm
Rotação à velocidade máxima (6ª) 6.000 rpm
MANUTENÇÃO
Revisões A cada 8.000 km
Troca de óleo do motor A cada 8.000 km
GARANTIA 3 anos ou 100.000 km

Sobre o Autor

Roberto Agresti

Experiente jornalista especializado em veículos de duas rodas e editor e publisher da revista Moto! desde 1994. Além de editor do AE também tem a coluna semanal Dicas de Motos no G1 e é comentarista da rádio CBN no programa CBN Moto, aos domingos às 11h50.

  • Um carro com um motorzão desses fazendo 6,8 em ritmo urbano, até que não tá ruim, hein!
    Curioso pelas próximas semanas, parabéns pela idéia de colocar um carro “diferente” no quadro!

    OFF: Quem escreveu o texto? Na descrição, está Bob Sharp. Mas logo após a primeira foto, aparece:
    Quando avisado pelo Bob que minha próxima “vítima” seria este Sandero(…)

    Não que isso vá fazer diferença, afinal, todo mundo aqui no AE escreve bem demais, rsrsrs!

    Abraço!

    • CorsarioViajante

      ACho que é o Roberto Agresti.

      • Pois é, corrigiram!

        Estranhei, pois é o Agresti quem costuma fazer os testes de 30 dias, rsrsrs

  • Anderson Monteiro

    Estou gostando da caranga, instiga o dono a acelerar. Um fato interessante é o consumo, mesmo sendo um motor grande, está na média do que divulgaram aqui(6,5 a 7 km/l com etanol), de fato muito bom, mesmo sendo um motor 2 litros.

    Parabéns pelo texto, depois quero ver a continuação e esperar um segundo take na pista com o R.S.

    Abraço!

  • Cristiano, neurose de segurança? Mais airbags para quê?

  • CorsarioViajante

    Aêêê adorei o novo carro do teste!!
    Um carro que tenho grande simpatia, uma fórmula muito legal. Para quem quer algo divertido e sem frescura este é o bicho!
    PS: sobre o ronco, lembro que tem a tal tampa do filtro de ar que pode ou não ser removida, resultando num ronco diferente. VAle testar!

  • marcio pessoa de faria neto

    Alguns podem não gostar,mas se esses bancos fossem revestidos em couro legítimo preto ou cinza,com costuras vermelhas ,aumentaria a sofisticação do interior desse RS. acho que a parte superior desses encostos em tom claro,como está,pode encardir e “envelhecer” o carro por dentro.Esportivos são pensados para motoristas experientes que desviam de buracos e imperfeições do solo,atenuando o desconforto refletido pela suspensão,que precisa ser assim para aumentar a interação homem- máquina.Embreagem idem.Esse modelo me fez ver com outros olhos os carros da Renault no Brasil !. O que outrora era desprovido de beleza e sofisticação (vide o primeiro Logan),cujo design era realmente feio e esse, nem o Bob ,acredito contestar!.Sem falar que eram produtos descontinuados e defasados da romena Dacia. Imagine esse carro saindo da fábrica com melhorias no painel,por exemplo e por que não um turbo, assim como no Mègane,que se não me engano,também usa motor 2l. Me chamou atenção também,o estado dos pneus alemães ,que foram usados sem compromisso com a economia e a durabilidade pelos seus motoristas,o que já era previsível.Mais uma vez,um turbocompressor que aumentasse a potencia em cerca de 80cv e cerca de 7 kilos de torque seria como a cereja do bolo para esse esportivo bem construído pela divisão esportiva do construtor francês.Mas assim,como está,já é um brinde a qualquer auto entusiasta no Brasil.

  • Brenno

    Pensando por um lado, onde esse seria o único carro de casa, essa 6ª marcha poderia proporcionar uma menor rotação como 3000 RPM a 120 km/h.
    Houve alguma melhora no acabamento, rebarbas, encaixes com relação aos outros Sandero? Andei no Novo Logan e notei rebarbas nas portas, apoios de braço, painél, etc., um acabamento que contradiz a Renault do ínicio dos anos 2000.
    Abraço!

    • CorsarioViajante

      VOu dar meu pitaco. Pode ser único carro da casa se você morar sozinho! rs
      Esse carro não tem perfil familiar, tipo para viajar estilo família, daí se entende que mesmo com seis marchas o giro é alto, porque não foi feito para andar três pacatas horas na rodovia a 100km/h. Dá para fazer? Sim, mas não é muito a proposta. A idéia é mesmo empilhar marcha e ir até o corte, etc.
      Quando entrei no carro achei o acabamento igual aos demais sanderos. E aquela inacreditável alavanca de ajuste do banco que só é acessível com a porta aberta continua lá.

      • João Guilherme Tuhu

        Corsario, no Logan daqui de casa consigo regular o banco com a porta fechada. A mulher sobe o banco e eu desço…

    • Brenno, lembre-se: o AE não é rebarbeiro, nem seteiro, tampouco plataformeiro.

      • Alguém

        Para mim, o carro é até “luxuoso” demais. Para que aquele controle de ajustar rádio grudado no volante? Minha mão vai até o painel se eu precisar. Pra que MediaNav? A proposta é esportividade e não consultar o horóscopo quando estiver dirigindo. No máximo um som como no Sandero Expression e um ar-condicionado (porque o calor no Rio de Janeiro é torturante).
        Os controles de farol e de limpador de para-brisa deveriam estar longe do volante para não esbarrarem numa tocada mais rápida, etc.
        (Desculpe, acho que me empolguei).

    • Cristiano Queiroz de Albuquerq

      Concordo com Brenno com relação à sexta. E não acho que seja histeria pedir uma sexta mais apropriada para viagens mais longas. Nem todo mundo pode ter dois carros… Eu gostaria muito de comprar um Sandero RS, mas como rodo muito em estrada, o consumo com essa sexta curta me preocupa. Estou aguardando a avaliação do Bob para tomar minha decisão…

      Além dessa questão do consumo, acho que a sexta marcha dificilmente será utilizada em uso esportivo (autódromos). Se não me engano, em interlagos (um autódromo grande), os pilotos só conseguiram usar até a quinta. Então, não seria nenhuma heresia colocar uma sexta mais longa.

      Sei que vai ter gente que vai dizer: “Ahhh, mas o RS é carro pra autoentusiasta…”. Concordo plenamente, adorei o comportamento dinâmico do carro, mas infelizmente eu, e provavelmente muitos outros autoentusiastas, precisamos usar o carro no dia a dia e precisamos levar em conta impacto no bolso no final do mês.

      Abraços

      • Cristiano, não é uma sexta mais longa que vai deixar o dono de um Sandero R.S. menos pobre. Há um exagero total nessa questão de rotação em velocidades de viagem. Parece que os brasileiros contraíram uma neurose com relação a rotação. Viajar a 120 km/h de velocidade verdadeira com o motor a 3.550 rpm é perfeitamente cabível.

  • Leônidas Salazar

    Belo carro na proposta de uso, mas espero que tenha uma nota um pouco melhor do que o 208 no Latin Ncap.

    Latin NCap: teste mais rigoroso faz Peugeot 208 cair para 2 estrelas e Kia Picanto zerar
    http://carplace.uol.com.br/latin-ncap-com-novo-criterio-peugeot-208-cai-para-2-estrelas/

    • Leônidas, e tome marketing das estrelinhas!

  • Fat Jack

    “…cujo preço parte de R$ 62.509. O nosso, por ter rodas 17 em vez das 16 polegadas (some mil reais) e ser branco Neige (mais 400) em vez do vermelho vivo padrão, custa R$ 62.909…”
    RA, não há um equívoco na menção dos preços? (não seria R$61.509 + R$1.000+R$400 totalizando R$62.909??)
    Para um “esportivo de fato” com 2,0l e marchas “empilhadas” umas sobre as outras a média de 6,8km/l de etanol me pareceu muito boa, a maioria dos 1,6l faz ao redor de 7,0km/l, 7,5km/l, uma diferença muito pequena pela diferença de desempenho e de diversão permitidos pelo modelo.

  • Ilbirs

    Cinco parafusos era o número original para os cubos de roda usados na plataforma PQ24. Como o Fox é basicamente um Polo IV com outra carroceria, ficaram também esses detalhes. Os modelos mais discrepantes sobre essa base são Gol, Voyage e Saveiro, uma vez que estes usam algumas peças derivadas da PQ25 (caixa de direção e braços dianteiros de suspensão) e peças derivadas da base AB9 do Gol anterior (eixo traseiro e consequentemente o tipo de suspensão, que é aquele eixo de torção em H com molas e amortecedores montados concentricamente, em vez de em pontos separados como em Polo IV e Fox. Na Saveiro é um eixo de torção diferente, derivado daquele do Golf IV, portanto com molas e amortecedores montados em pontos diferentes, mas com buchas derivadas daquelas do Passat V e molas helicoidais derivadas da T4, gerando assim a tal capacidade de carga na casa de 700 kg). Pode ser que nessa em que fizeram algo propositadamente discrepante da média da PQ24 tenham optado pelas rodas com quatro furos, talvez para montar discos e tambores que viessem dos modelos antigos.

    • Renan V.

      Ainda sim, sendo Gol e Polo carros de dimensões e pesos semelhantes, minha pargunta não foi respondida. Por que os carros dessa plataforma usam 5 parafusos? São os únicos carros dessa classe que usam essa solução, em vez de quatro.

      ps: Essa colcha de retalhos na plataforma do Gol tem, além do baixo custo, uma robustez comprovada. Podem retrucar, mas é verdade. Funciona muito bem.

  • Mr. Car

    Pelo meu estilo de condução no dia-a-dia, e por deixar o conforto em segundo plano (compreensível pela proposta do carro, claro), não é o meu tipo de carro. Talvez gostasse de dirigir um vez por outra, mas não de ter como meu carro de uso normal. Em se tratando de Sandero, o mais atraente para mim, seria um Dynamique, mas com o motor 1,6 16v da Nissan, em lugar do 1,6 8v da Renault. Aí sim, seria meu Sandero na medida certa.

    • João Guilherme Tuhu

      E vai ter mesmo esse motor Nissan na linha Sandero/Logan? A Renault já anuncia a linha 2017 com o antigo K7M…

  • WSR

    Legal, vou acompanhar o teste. Ainda acho que a melhor tacada da Renault poderia ter sido a de lançar um Clio com motor 2 litros em 2005 ou 2006, aproveitando os títulos de F1 do Alonso para a propaganda. Mas tudo bem, antes um esportivo lançado tarde do que nunca, rs.

    • Bucco

      Acho que ainda haveria tempo. Eles andam “pelando” o velho Clio. Querem substituí-lo por algum microcarro. Se for o novo Twingo, bom. Mas o mais sensato, econômico e divertido seria o Clio 2,0. Ou, ao menos, um novo 1,6.

  • Caio Ferrari

    Já foi o T-Jet. RIP

  • Ricardo, é claro, assim está assinado no final, com as iniciais “RA”. Era muito tarde ontem quando editei a matéria e me esqueci de colocar a indicação de autor correta. Já foi corrigido.

  • João Guilherme Tuhu

    Esse aí viu certamente muitas estrelinhas. E deve estar vendo até agora…

  • Félix

    Suspensão firme, marchas empilhadas e um belo ronco… uma delícia esse carro!!!

  • Milton Evaristo

    Por coincidência vi dois desses na estrada, eu andando na rápido e os caras de boa. E os lugares eram convidativos. Um na autobahn brasileira (último trecho da Bandeirantes), outro nas curvas da Fernão. Por isso que aquela frase de que “quem faz o carro é o dono” se encaixa como uma luva pra mim. Contei pra um cara aqui que eu cruzava na máxima de um Cuore (uns 140) e em quarta (calma que é um 4+E, coisa que eu acho que esse Renault poderia ser), e o cara se espantou: “mas esse carro não é urbano?”.

  • Paulo Ferreira

    Falta o amarelo e o azul do Clio Williams. Branco vermelho preto prata é triste… me desanima a considerá-lo na minha garagem.

    • Fat Jack

      Azul do Clio Williams é uma ótima pedida!

  • Julio Fazioni

    a melhor e a pior média de consumo não está invertida?

  • Cristiano

    Bem da verdade o Sandero RS vai acabar fazendo bonito na loja e olhe lá, entusiasma mas não vende quase nada, mesmo com o preço razoável para a proposta.

  • Fat Jack

    Imagina! E nesses tempos de enrosco de vendas, consegue-se polpudos descontos no fechamento do negócio.

  • Fat Jack

    O perfil 55 dos pneus aro 16 é menos sujeito a permitir danos às rodas que os 45 dos pneus aro 17. Acredito que esses 195/55-16 não devam ser muito piores que os 205/55-16 que eu uso, tendo um bom compromisso entre conforto e estabilidade.

  • Diogo

    O duro é saber que o Sandero é um carro de grande potencial, somente pelas peças “de prateleira”: suspensão traseira multilink (Oroch), freios a disco na traseira + controles de tração e estabilidade (Sandero RS), motor 1.6 16v (Duster), câmbio de seis marchas (Duster 2.0). Uma versão Dynamique custando uns R$ 52 mil com tudo isso seria a melhor compra da categoria, disparado.

  • Tomate

    A palavra “sacrifício” pôs por terra minhas pretensões… Hehe!
    Ela não é uma autoentusiasta, mas dirige muito bem e chegaria em casa com um sorriso nos lábios. O problema é o tal do sacrifício, que invariavelmente levaria a me perguntar se eu comprei o carro para ela ou para mim!
    Ela atualmente tem um Peugeot 208 1,6.
    Você ajudou muito. Obrigado!

  • Renan V.

    Ótimo!

  • Edison Guerra

    RA, imagino que os pneus deste carro não sejam os originais. O exemplar testado por você e mais outros três, estavam no evento que participei em Interlagos em dezembro passado, durante a final da Stock Car. Pelo que entendi, são carros destinados a testes pela equipe de divulgação e demonstração. Durante todo este dia, os carros participaram de provas de “drag race”, slalom (primeira vez que fiz isso na vida) e frenagem de pânico, para demonstrar a eficiência do ABS.

    • Vitor Medeiros

      Sim, o carro vem com esses pneus.

      • Edison Guerra

        Eu quis dizer com os mesmos desde zero. Durante o evento que citei, os carros foram muito exigidos durante todo o dia, com muitas arrancadas “cantando” os pneus, provas de slalom e freadas fortes, acentuando sobremaneira o desgaste. Sendo carros destinados à demonstração que participam de inúmeros eventos, não creio que durem tanto, quanto a foto faz parecer.

  • Eduardo, todo ESP tem TCS, mas nem todo TCS tem ESP.

  • Vitor Medeiros

    Caramba, achei que ele fosse mais econômico

  • Vitor Medeiros

    Rapaz, ando num Uno Sporting e achei o Sandero mais “firme”, porém não mais desconfortável.

  • Corsário, põe histeria nisso!

    • Alguém

      Se o cara acha que o giro deve ser mais baixo, compra outro carro ou anda mais devagar que o giro desce (ou para de olhar para o conta-giros).

  • WSR

    Olha, se ela pensou nisso levando em consideração as calçadas brasileiras, está certíssima! rs

  • Lucas Mendanha

    O XEi 2009 automático do meu pai, com álcool, é daí para baixo aqui em Belo Horizonte. O normal é 5 km/l, com gasolina fica entre 7 e 7,5 km/l.

  • Distinto casal, vocês estão por fora, desculpem-me dizer-lhes isso. Vocês não têm noção do que é automóvel. Continuem lendo AE, assim (talvez) vocês aprendam.

    • Marúcia Paulino Baiocchi

      Bob, eu tenho um Sandero RS, e gosto demais do carro. As coisas que escrevi são, na verdade, um elogio (tácito) ao carro e à Renault, pela coragem de um lançamento tão diferente do usual. Foi uma provocação, na verdade. Leio o AE desde 2009, e vc, acompanho desde os tempos da 4 Rodas. Um forte abraço, Arthur Jacon.

    • Fernando Gimenes

      Muito bom Bob! Eu tenho um, e estou muito feliz, o carro sensacional, parece um monstro que pede para ser acelerado, trocas justas e ótimas… Esse comentário deles de cima parece estar destoando da resposta abaixo…Parabéns, Bob e AE.

  • ochateador, isso só pode acontecer se a válvula termostática não estiver perfeitamente em ordem.

  • Marúcia Paulino Baiocchi

    Bob, eu tenho um Sandero RS, e gosto demais do carro. As coisas de escrevi são, na verdade, um elogio (tácito) ao carro e à Renault, pela coragem de um lançamento tão diferente do usual. Foi uma provocação, na verdade. Leio o AE desde 2009, e vc, acompanho desde os tempos da 4 Rodas. Um forte abraço, Arthur Jacon.

  • Thiago, esse cadastro está errado. São 145 cv com gasolina e 150 cv com álcool; a 5.750 rpm.

  • Cristiano, para colocar uma sexta mais longa o escalonamento seria prejudicado, ela ficaria muito distante numericamente da quinta. Para ficar um escalonamento decente seria necessário mexer em todas as marchas. Ou alongar o diferencial, só que a aceleração seria prejudicada. O carro foi planejado dentro desse conceito e o resultado ficou ótimo. Você não ficará mais pobre se tiver um, em compensação se divertirá muito. Acho que você não está pensando em ser o sepultado mais rico do cemitério, certo?

    • Cristiano Queiroz de Albuquerq

      Rsrsrsrsrsrsrsrs

    • Alguém

      “O mais rico do cemitério”, ótima perspectiva. Hoje pela manhã pensei em algo bem parecido!
      Gostei.

  • Marco Antonio, agradeço em nome da equipe suas palavras. É nossa filosofia fazer do espaço de comentários nossa sala de visitas, um lugar sério e prazeroso para se estar e ler.