Na semana final do Teste de 30 Dias com o Renault Sandero R.S. a melhor programação foi, como já de hábito, a visita à oficina paulistana Suspentécnica do amigo Alberto Trivellato. Porém, antes disso, fiz uma última tentativa de rodar com o R.S. em uma pista, no caso o belo circuito Velo Città em Mogi Guaçú, no interior de São Paulo.

O resultado foi uma frustrante bola na trave, pois a programação do evento que visitei atrasou demais e assim a cara de pau para pedir a voltinha ficou guardada para outro momento. No entanto, rodar esses quase 400 quilômetros que separam a capital paulista da bela pista em estrada variada certamente foi útil, o que compensou a impossibilidade de levar o R.S. ao litoral norte paulista (desculpe leitor Avatar!), para o tradicional roteiro onde meus muitos anos no percurso são ferramenta preciosa para julgamentos.

RS4 4  RENAULT SANDERO R.S. - 4ª SEMANA, FINAL (COM VÍDEO) RS4 4

Alberto Trivellato acabando de receber o R.S. para sua análise

No vai e volta ao Velo Città o Renault confirmou sua vocação estradeira e, apesar de tocado sem muita cerimônia, cumpriu o percurso divertindo mas também economizando. Fez média de 11,2 km/l (gasolina) que, tendo em vista a constante vontade ouvir o motor “cantar”, é cifra ótima. Ótimo também o comportamento sob a poderosa chuva que se abateu no caminho de volta, confirmando que os pneus ContiSportContact 3 205/45 R17V são feras no seco mas também no molhado. Limpadores de para-brisa (que não tem temporizador) deram conta do recado mais do que bem. E no trecho final de rodovia, percorrido de noite, os faróis do R.S. passaram no teste, são competentes.

No cômputo final ter rodado mais de 42% da quilometragem total do mês em rodovia permite recomendar este Renault para quem precisa viajar. Apesar da sexta marcha fazer o motor girar a mais de 3.500 rpm não há, como já afirmei, nem incômodo auditivo nem grave prejuízo ao bolso. O que acontece no começo da convivência é, distraidamente, tentar passar uma 7ª marcha que não existe.

RS4 5  RENAULT SANDERO R.S. - 4ª SEMANA, FINAL (COM VÍDEO) RS4 5

O grande personagem desse ato, os pneus Continental SportContact3 205/45R17V

Na chegada à oficina, a costumeiro giro de Alberto Trivellato foi breve mais intenso, e encerrado com um lamento: “que pena não haver como fazer umas curvas com ele!”, clara exaltação ao potencial do Sandero R.S. e de seu mais do que evidente caráter esportivo. Nos quilômetros ao volante, o especialista acostumado a guiar a fina flor da produção esportiva do planeta, destacou o ajuste firme mas não desconfortável das suspensões, a rapidez na resposta do volante, o vigor dos freios e pegada adequada ao acelerador que o motor de 2 litros oferece. Quanto ao câmbio, os engates justos, a pouca excursão da alavanca e o reduzido degrau entre as marchas deu margem ao comentário de como a escolha dos técnicos da marca francesa foi ousada e em prol da esportividade sem concessões. “Acho que a maioria dos fabricantes optaria por um 5+E”, comentou o colaborador.

Uma vez no elevador da oficina, a visita às entranhas do Sandero R.S. resultou em uma brincadeirinha interessante de Alberto com seus colaboradores, que foram “cantando” os números e códigos encontrados em componentes como barra estabilizadora, caixa de direção e outros. Ao lado, um colega em um computador ia respondendo “Duster”, “Sandero” e até, vejam vocês, “Scénic”! O que queria dizer isso? O óbvio: para conseguir fazer um esportivo que custasse abaixo dos 70 mil reais a Renault não inventou nada, não gastou tempo e dinheiro em novos componentes mas sim usou o que já tinha na prateleira. O motor é, como sabemos, o que equipa o Duster, cujo projeto data do começo dos anos 1980 e que desde então vem sendo atualizado. No exterior existe em versões aspiradas de até 200 cv e superalimentadas de 275 cv, o que evidentemente exalta suas capacidades e, de quebra, faz ver que os 150 cv do nosso Sandero R.S. são resultado de uma escolha conservadora dos técnicos.

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Conjunto motor-transeixo bem protegido, raspadas leves, só em rampas malfeitas; note as abas para reduzir a turbulência do ar sob o carro

A constatação da equipe da Suspentécnica de ser este R.S. uma junção de peças de outros Renault nada depõe contra esta versão do Sandero, mas sim a favor. À parte conseguir fazer um carro divertidíssimo sem ser dispendioso no custo de manutenção e de exercício, a divisão Renault Sport (daí vem a sigla R.S.) fez seu trabalho de maneira exemplar. Uma comparação fácil vem da culinária, pois tanto é possível maravilhar os convidados para um jantar em sua casa contratando um chef renomado que usará os mais caros e exclusivos ingredientes ou… desafiar a cozinheira de todos os dias a alimentar os convivas com criatividade, aproveitando o que já está na despensa e na geladeira. Foi isso que fez a Renault com o Sandero R.S. , e está de parabéns.

Alberto Trivellato é um profissional habituado a não apenas oferecer manutenção de primeira para os clientes de sua oficina como também tem um brilhante currículo nas sempre delicadas alterações que lhe são solicitadas: ajuste de suspensões e freios ao maior peso derivado da blindagem é um nicho importante para ele, mas também há a turma que frequenta os cada vez mais disseminados track days e, como se sabe, por mais “esportivos” que sejam os modelos de série, quando usados como se deve na pista lacunas aparecem cá e lá. Mesmo sem ter submetido o Sandero R.S. ao uso em pista, Trivellato pelo que viu, afirma que se falta algo, falta bem pouco para fazer deste Renault um divertido brinquedão de fim de semana. E isso com um automóvel que, como comprovei, pode ser usado no dia a dia sem crise.

Ao final desta avaliação, a certeza: o Renault Sandero R.S. é um dos carros mais divertidos do mercado para quem aprecia esportividade. Não é radical, mas cumpre o que promete. Tem quatro portas, pode levar a família, uma quantidade de bagagem razoável e sua performance dinâmica encantam. Requintes estéticos são poucos: a tal “percepção de qualidade” para quem sobe a bordo pela primeira vez poderá não ser das melhores. Plásticos simples, tecido nos bancos, acessórios essenciais. Equipá-lo pode se transformar em uma diversão, mas terá que ocorrer fora das concessionárias visto que o único equipamento opcional são as rodas de 17 polegadas que, ao que consta, estão em todos os Sandero R.S.. Quer a 16? Encomende.

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Único dano nesses 30 dias: ao estacionar em vaga perpendicular no Shopping Morumbi, um toque num inesperado “gelo baiano” (pré-moldado) colocado no fim da vaga, obra de alguma mente doentia

Lembrar que a base deste hot hatch é um projeto da marca romena Dacia, pertencente à Renault, cuja gama é pensada para ser robusta e econômica é curioso. Mostra como os automóveis atuais em sua grande maioria são equilibrados e válidos. Raras são as exceções, os carros ruins e sem salvação. Para quem busca um afinado esportivo, que em poucos anos estará em um  “altar” onde Fiat Uno Turbo e o Gol GTI entre outros são adorados, este é o carro. Um divertido esportivo que marcará época como os citados, um simples imigrante do leste europeu que no Brasil encontrou condições ideais para prosperar e ser admirado.

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Na foto desfocada intencionalmente, como que desaparecendo das nossas mãos depois de 30 dias de mais pura emoção!

Vídeo

E já começou novo Teste de 30 Dias. Vamos ver como é o dia a dia do Peugeot 208 Allure 1,2 PureTech durante um mês.

RA

 

RENAULT SANDERO R.S.

Dias: 31
Quilometragem total: 1.778 km
Distância na cidade: 1.028,1 km (57,8%)
Distância na estrada: 749,9 km (42,2%)
Consumo médio: 8,80 km/l (80,9% gasolina-19,6% álcool)
Melhor média: 14,12 km/l (gasolina)
Pior média: 6,84 km/l (álcool)

Leia os relatórios anteriores: 1ª semana2ª semana3ª semana

 

FICHA TÉCNICA SANDERO R.S. 2,0
MOTOR
DesignaçãoRenault F4R
InstalaçãoDianteiro, transversal
Tipo4 tempos, 4 cilindros em linha, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio
Nº de válvulas por cilindro/atuaçãoQuatro, atuação indireta por alavanca-dedo roletada, fulcrum com compensador hidráulico
Nº de comandos de válvulaDois, no cabeçote, acionamento por correia dentada
Cilindrada1.998 cm³
Diâmetro x curso82,7 x 93 mm
Taxa de compressão11,2:1
Potência145 cv (G) e 150 cv (A); a 5.750 rpm
Torque20,2 m·kgf (G) e 20,9 m·kgf (A); a 4.000 rpm
Corte de rotação6.500 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica no duto
CombustívelGasolina comum e/ou álcool (flex)
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro, manual de 6 marchas mais ré, todas sincronizadas
Relações das marchas1ª 3,73:1. 2ª 2,10:1; 3ª 1,63:1; 4ª 1,29:1; 5ª 1,02:1; 6ª 0,81; ré 3,54:1
Relação do diferencial4,12:1
Rodas motrizesDianteiras
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora integrada ao eixo
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência eletro-hidráulica, diâmetro de giro 10,6 m
FREIOS
DianteirosA disco ventilado de Ø 280 mm
TraseirosA disco de Ø 240 mm
AuxílioServofreio com câmara de vácuo de 10″
Circuito hidráulicoDuplo em “X”
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 5,5J x 16 (opcional 6,5J x 17)
Pneus195/55R16V (opcional 205/45R17V)
EstepeTemporário 185/65R15 (80 km/h)
DIMENSÕES
Comprimento4.068 mm
Largura1.733 mm/2.000 mm com espelhos
Altura1.499 mm
Distância entre eixos2.590 mm
PESO E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha1.161 kg
Porta-malas320 a 1.200 litros
Tanque de combustível50 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h8,4 s (G) e 8 s (A)
Velocidade máxima200 km/h (G) e 202 km/h (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª33,8 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª3.550 rpm
Rotação à velocidade máxima (6ª)6.000 rpm
MANUTENÇÃO
RevisõesA cada 8.000 km
Troca de óleo do motorA cada 8.000 km
GARANTIA3 anos ou 100.000 km

Sobre o Autor

Roberto Agresti

Experiente jornalista especializado em veículos de duas rodas e editor e publisher da revista Moto! desde 1994. Além de editor do AE também tem a coluna semanal Dicas de Motos no G1 e é comentarista da rádio CBN no programa CBN Moto, aos domingos às 11h50.

Publicações Relacionadas

  • Lorenzo, acho que não. Há uma série de definições que cabem à Renault Sport.

  • Marcelo, o Agresti se referiu a não haver ajuste do intervalo da varredura intermitente. O intervalo é um só.

    • Marcelo Maita

      Obrigado pelas correções.

  • Tiago A.B., nenhum editor do AE comprou Sandero R.S.

  • REAL POWER

    Por favor parem com essa de que um câmbio 5+E ficaria bom. O R.S. é esportivo de verdade e assim não tem porque ter um câmbio nesse estilo. Ele foi feito para ser assim mesmo, é isso é seu verdadeiro diferencial dos esportivos de adesivos. Um esportivo abre mão de coisas que não são prioridade em valorização do desempenho. Com o câmbio como esta, além de ter aceleração e retomadas rápidas, vai chegar mais rápido a velocidade máxima percorrendo uma distância menor e isso faz muita diferença. Quando for levado para umas voltas rápidas nas pistas verão que não é curta esta sexta marcha. Querem um 4+E ou 5+E, comprem os tantos modelos a disposição no mercado, lembrando que tem os automáticos ainda. Quanto a peças de prateleira, só tenho a elogiar a Renault. O R.S. vai ter manutenção barata e os donos não vão sofrer pela falta de peças específicas, um exemplo a ser seguido pelos demais fabricantes. O R.S é um carro para ser saboreado, para quem gosta de estradas sinuosas em vez de retas longas, é para quem não olha para o marcador de combustível e sim para o conta giros, para quem prefere o ronco da aspiração e do escapamento em vez de música, é para autoentusiastas não para autoeconomistas ou ecochatos. Pé no fundo, gente.

  • Jambeiro, primeiro, é carro de pequeno volume. Segundo, carros demoram a povoar as ruas bem mais do que se pensa.

  • SergioCJr.

    Para isso tem os Sanderos comuns….

    • Fernando Gimenes

      Parabéns pela paciência!!!

  • SergioCJr.

    Cruzei com um exatamente igual ao da matéria na Av. Bandeirantes esses dias… Carrinho bem interessante, realmente deve ser bem legal em uma pista.

  • sporting130, já falamos sobre isso em http://www.autoentusiastas.com.br/2015/09/sandero-rs-feito-para-autoentusiastas/
    “Usaram molas mais rígidas; 92 % mais na dianteira e 10 % mais, na traseira. Alteraram também as barras estabilizadoras, 17 % mais fortes na dianteira e 65% mais, na traseira. Com isso, além do Sandero R.S. rolar 32% menos nas curvas, ele tende a, no limite, plantar mais a dianteira e mostrar a traseira. O carro, portanto, deixa de ter o comportamento que chamamos de “frentudo”, o carro que nas curvas tende a sair com a frente — o acerto costumeiro em carros não esportivos — e passa a curvar apoiando-se igualmente sobre os dois eixos, bem do jeito que os pilotos gostam. O resultado é maior equilíbrio, curvas mais rápidas e maior domínio sobre o carro.

  • Silvio

    Por aqui, vejo mais Sandero RS do que os Mobi da FIAT, que por ser “popular” deveria ter mais presença nas ruas.

  • Alex Ctba

    Verdade Corsário, pelos relatos que leio e ouço de pessoas do ramo, é possivel turbinar o F4R do Sandero, já que existe um pronto de fábrica, que equipou o Fluence GT, e todos são unânimes em crer que o Sandero tem comportamento dinâmico e mecânica de sobra para suportar os 180 CV a 5.500 rpm e o torque máximo de 30,6 kgfm logo aos 2.250 rpm.

    É só aguardar as boas oficinas disponibilizaram o “kit turbo” e mão-de-obra a um preço razoável.

    • CorsarioViajante

      Seria legal um “kit básico” para ele, até porque acredito que teria mercado. Quem sabe assim nosso mercado de preparação ganha mais uma opção simples e acessível além do “motor de opala” e AP.

      • KzR

        Gostei dessa previsão.

    • KzR

      A receita básica, já que o motor do Fluence GT é o F4RT. Para os que quiserem mais, é buscar seguir a receita do Mégane R.S..

  • Roberto Agresti

    SPORTING 130,

    1) Ao retirar a tampa de borracha destampam-se um série de pequenos furos na caixa do filtro do ar abaixo (depois) do elemento filtrante. A finalidade é apenas produzir ruído de aspiração mais alto.
    2) Conhecer os ângulos das rodas não fazem parte de avaliação ou teste. Pode ser que haja a informação no manual do proprietário, mas o carro já foi devolvido. Para saber, recomendo entrar em contato com a Renault pelo site http://www.renault.com.br, no Fale Conosco. Solicite os ângulos das rodas dianteira e traseira.

    Abraço

  • Márcio, motor girando não fica nada cansativo, exagero puro. Como ficam motos então? É normal cruzarem a 8.000, 9.000 rpm. Dirija o carro e constante você mesmo.

    • Marcio Santos

      Bob, sendo sincero não andei no carro e não serve para mim porque preciso de porta malas maior, do contrário seria um opção.
      Sobre o motor em giro alto, estou levando em consideração todos os comentários e as minhas experiências previas, este carro tem um ronco esportivo e um isolamento não tão bom assim, e não é ruim já que é um esportivo, muitos esportivos caros são ruidosos porque faz parte.
      Já viajei em carros com ruído mais forte e ele velocidade constante e giro alto sempre ficou cansativo, por conta do ruído, uma sexta marcha mais longa não prejudicaria em nada o desempenho do carro, existem outras cinco marchas, e proporcionaria uma condução mais relaxada e menos ruidosa em velocidades altas..
      Eu realmente não vejo problema nisso, até qual velocidade este carro vai em quinta marcha? Chega na faixa de 180/190?

      • Marcio Santos, chega a 161 km/h em 5ª, 6.000 rpm. Alterar só a 6ª é impraticável, teria que reescalonar o câmbio todo.

      • REAL POWER

        Marcio Santos, definitivamente eu lhe aconselho a não comprar o R.S. Procure outras tantas opções com mais porta-malas e câmbio 4+E. O R.S. é o esportivo que a anos uma parcela dos consumidores tem pedido aos fabricantes, agora que temos a opção aparecem pessoas reclamando do barulho interno, da suspensão dura, do câmbio curto etc. É um esportivo, não um carro familiar. O R.S. só deve estar na garagem de um verdadeiro Autoentusiasta e tem que ser usado sem dó, senão não faz sentido algum. Abraços

  • KzR

    Essa visita a Suspentécnica me foi bastante reveladora. Não bastava o Sandero R.S. ser um dos poucos carros atuais voltados para entusiastas, como é o único desenvolvido pensando no bolso do cidadão comum. Incrível! A Renault fez um carro realmente memorável.

  • KzR

    Bastaria procurar um câmbio Renault com relações mais adequadas à sua necessidade — talvez o do Fluence Turbo. Mas com uma sexta longa, seria atenuado o “empurrão pra frente” deste carro em atitude esportiva.

  • KzR

    É umas das várias receitas de prateleira da Renault. Acredito que do F4R para o F4RT não há muitas diferenças, de forma que se possa alcançar algum compromisso com esta potência adicional e a durabilidade.

  • Marcelo, eu, o Arnaldo e o Paulo andamos muito de R.S., numa pista inclusive, andando em regime de competição, e câmbio não mostrou nenhuma irregularidade ou imprecisão. A moça, coitadinha, fala em “imprecisão” mas não diz em quê. O Rubinho deu uma varada de aceleração máxima (volta rápida) e houve uma arranhada ao engatar a segunda, pode acontecer com qualquer câmbio e pode ser erro ao trocar. Acontece com qualquer um.

    • Marcelo Furtado Vieira Ribeiro

      Olá, Bob, sim, grato pela resposta. Mas o que tenho notado, não só eu, é que no dia a dia os engates muitas vezes entram um pouco com um microtranco e as vezes suaves, mesmo pisando fundo na embreagem. Vi além daqueles dois vídeos outros onde se reclamam dos engates de alguma forma. No meu caso as marchas têm entrado, não têm arranhado, mas muitas vezes entram com um leve microtranco (sutil) na 1ª e 2ª. Percebi um pouco isso logo que comprei o carro e constatei isto na maioria dos usuários do R.S. no Clube do Sandero. Aí percebi que é característica do carro. É convivível? Sim, contanto que não piore com o tempo e não quebre como aconteceu com um usuário lá do fórum. Mas não é normal de forma alguma!! Troco de carros sempre regularmente e percebi logo essa característica negativa no câmbio do R.S. logo que o comprei. Acho que a Renault poderia melhorar isso, sim.