Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas RENAULT SANDERO R.S. — 2ª SEMANA – Autoentusiastas

Um monte de quilômetros na cidade e poucos — mas bons — quilômetros em rodovia marcaram a segunda semana de convívio com o Renault Sandero R.S.. Antes, porém, um aviso aos navegantes, ou melhor, aos leitores que enviaram comentários sobre a primeira semana deste Renault comigo. Muitos se mostraram entusiasmados com a “pegada” de esportividade deste hatch, mas temem sobretudo o desconforto derivado da rigidez da suspensão. No meu modo de entender o Sandero R.S. está longe de ser um carro desconfortável.

Ele pula em irregularidade? Sim, pula. Ele Passa para dentro da cabine o que seus pneus estão tateando? Sim, passa. Mas em nível plenamente aceitável. Aos macacos velhos, a turminha nascida nos anos 40, 50 ou 60, aviso que não é nada pior do que um Fiat 147 ou um Chevette. À galera sucessiva, os dos anos 70, 80, 90, afirmo que não é pior do que um Mercedes-Benz Classe A ou Kadett GSi. E, mais uma vez, rogo que entendam que o Sandero R.S. foi pensado para ter uma atitude esportiva em termos de motor e chassi, e assim fugiu do padrão (tristemente tacanho…) de esportivar um carro via faixas e rodões e não lhes dar real alma de esportivo, a tal atitude. E agora, à semana…

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Encaixa-se bem na paisagem urbana e é adequado para o trânsito denso

A viagem tradicional, carro cheio, porta-malas idem e família dentro, gorou. No lugar dela para não faltar com a palavra dada no texto anterior, levamos o Sandero à estrada dos Romeiros, que com suas curvas e asfalto bom é cenário recorrente das avaliações do AE. Porém, antes de falar deste breve mas gratificante passeio, o Sandero R.S. foi usado prosaicamente. Levou criança para a escola, foi às compras no supermercado e realizou diversos e muito típicos trajetos familiares. Para quem o cogita como carro da família, aviso: sem problema. A concessão que se faz ao conforto de marcha é, para mim, aceitável. E largamente compensada pelo excelente conjunto formado por motor-transmissão-suspensões-freios. Levei minha mãe (91 anos) de lá para cá e em nenhum momento dona Flora reclamou. Conhecendo-a há cinco décadas transbordantes, se houvesse desconforto real ela não deixaria de registrá-lo.

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Em visita ao “altar” do AUTOentusiastas

Qual o segredo para levar o Sandero R.S. sem sofrer? Da parte de quem guia, dirigir en souplesse, ou seja, passando as marchas sem levar o conta-giros além das 2 mil rpm e descobrir, feliz, que o esportivo raivoso se transforma em um companheiro bonachão. Nessa toada — e muito ajudam os bancos revestidos de espuma macia — a vida a bordo não é tão ruim. É claro que os passageiros do banco de trás sofrem mais do que motorista e seu acompanhante quando aquela irregularidade malvada não pôde ser evitada mas… para quem, como eu, teve Chevette rebaixado (!!!), o Sandero parece um sedã americano dos anos 60, se é que me entendem…

Sem encarar grandes congestionamentos e sem abusar das largadas “dragster style” a cada semáforo, a marca de consumo foi mais do que aceitável, 8,2 km/l, lembrando sempre que rodo em São Paulo em sua porção estilo Himalaia, a região oeste da cidade, cheia de sobes-e-desces. Um destaque neste convívio veio do câmbio: seis marchas parecem ser muitas, mas logo logo descobri que se a ideia não for ganhar de todos no sinal verde, na aceleração, é muito possível sair em 2ª, passar 4ª e logo espetar a 6ª e última marcha. A pouco mais de 40 km/h com o conta-giros levemente acima da marca de mil rpm (!!!) o Sandero R.S. procede sem crise. Não há engasgo, soluço ou tranco e se o pé for ao fundo, a progressão ocorre. Lógico que sem furor, mas tampouco com sonolência. O mesmo ocorre usando 1ª, passando a 3ª e enfim 5ª, ou a receita que você inventar: o fato é que ter este câmbio que os italianos chamam de “ravvicinato”, em tradução livre “encurtado” ou, como já li aqui no AE, apropriadamente, “marchas de relações numericamente próximas”, no qual praticamente não há buraco entre marchas, com a rotação caindo pouco entre elas na escalada, no uso urbano torna-se até recomendável a estratégia de pular marcha. E quanto à embreagem, com duas semanas de hábito a sensação de potro mal domado a cada saída cedeu lugar a de sinceridade total. Uma embreagem que tem um ON e um OFF marcante, mas que permite sim ser modulada quando preciso. Basta apenas “pegar a mão”, ou melhor, o pé.

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Bom de estrada

Aspectos práticos deste Renault não deixam de te lembrar que ele é um pacato Sandero: comando do porta-malas ao lado do banco é um ponto positivo e, ao lado dele está a alavanquinha da portinhola do combustível. Útil também é o controlador de velocidade, hoje em dia um equipamento que deixou de lado seu status de mero auxílio em rodovia para ser protagonista em vias expressas coalhadas de radares-armadilha. A visibilidade oferecida pela ampla área envidraçada e pelos três espelhos retrovisores é parceira do uso urbano. Menos tranquila será a atitude de um dono de R.S. quanto às rodas, as belas e negras rodas de liga leve aro 17”. Uma mínima distração e… o contato imediato de 3º grau com o meio-fio causa riscos horríveis uma vez que o pneu, o excelente 205/45R17V, não forma aquela barriguinha salvadora de aro.

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Os excelentes Conti 205/45R17V casam muito bem com o Sandero R.S.

Como dito no início, a viagem ao litoral desmarcada de última hora resultou na visita ao “Avião do JK”, a carcaça aeronáutica do outrora glorioso Viscount presidencial que jaz no início de uma série de ótimas e bem conhecidas curvas. Antes disso, percorrendo a rodovia Castello Branco, a retilínea estrada que leva ao oeste do Estado de São Paulo, registrei a marca recorde de consumo. No trecho de pouco mais de 40 km o computador de bordo informou excelentes 14,1 km/l em condição calma, jamais superando os 120 km/h e conduzindo com atenção redobrada visando o melhor consumo. Na volta, mais relaxado, abusando da velocidade onde fosse possível, no mesmo trecho o registro foi de ainda ótimos 12,4 km/l, tendo a gasolina como combustível.

E nas curvas dos Romeiros? Ora, a felicidade tem nome! É Renault Sandero R.S.: tenho certeza que não há nada que custe menos que esse carro que seja capaz de entregar um comportamento de real esportivo que este hatch oferece. Os freios são sérios, os pneus me desafiaram pois em nenhum momento consegui fazê-los escorregar de verdade. Quanto ao motor, desconfio que a Renault poderia até ter ousado mais. Explico: os 150 cv declarados jamais colocam em crise o conjunto e assim, se 30 ou até 50 cv fossem acrescentados, suponho que não seria necessário alterar nada no restante. O câmbio de seis marchas é um coadjuvante estupendo mas exige interpretação precisa. Como o carro sobra em termos de estabilidade, aderência e freios, logo entendi que podia poupar reduções, entrar mais lançado e em marchas mais altas do que “enforcar” o motor e percorrer curvas com aquela sensação (ruim) de estar na marcha errada e mais devagar do que devia. No lado oposto, com giro mais baixo e em maior velocidade, percebe-se melhor o glorioso apoio dos pneus Continental e o ótimo ajuste da direção, que avisa bem o que se passa entre borracha e asfalto.

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E faz isso também…com diversão

Nesses minutos de grande empolgação lembrei-me do Audi RS 4 que naquelas mesmas curvas me deliciou com sua precisão e potência. Diferenças de conceito e concepção à parte, afirmo: me diverti igual com o Sandero R.S.. O Avant RS 4 custa 400 mil reais a mais, tem 300 cv a mais, um caminhão de eletrônica a mais mas… vocês já entenderam! A relação custo-benefício é toda para o Renault. Apenas um reparo merece o câmbio do Sandero R.S., que exige mão precisa e rápida na medida certa. Afobados ouvirão o triste som do anel de sincronização sofrendo com a pressa na passagem de marcha pois é preciso calibrar a mão para não errar. As trocas devem ser precisas e rápidas na medida certa, pero no mucho sob pena de avaria.

Para a próxima semana não há planos definidos a não ser tentar viabilizar a viagem familiar que gorou, e sentir como se comporta o Sandero R.S. no tradicional passeio ao litoral norte paulista. Com frio e tudo…

RA

 

RENAULT SANDERO R.S.

Dias: 14
Quilometragem total: 836 km
Distância na cidade: 753,8 km (90,2%)
Distância na estrada: 82,2 km (9,8%)
Consumo médio: 7,7 km/l (58,3% gasolina-41,7% álcool)
Melhor média: 14,1 km/l (gasolina)
Pior média: 6,8 km/l (álcool)
Média horária: 19,9 km/h
Tempo ao volante: 42h03

Leia a 1ª semana

 

FICHA TÉCNICA SANDERO R.S. 2,0
MOTOR
Designação Renault F4R
Instalação Dianteiro, transversal
Tipo 4 tempos, 4 cilindros em linha, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio
Nº de válvulas por cilindro/atuação Quatro, atuação indireta por alavanca-dedo roletada, fulcrum com compensador hidráulico
Nº de comandos de válvula Dois, no cabeçote, acionamento por correia dentada
Cilindrada 1.998 cm³
Diâmetro x curso 82,7 x 93 mm
Taxa de compressão 11,2:1
Potência 145 cv (G) e 150 cv (A); a 5.750 rpm
Torque 20,2 m·kgf (G) e 20,9 m·kgf (A); a 4.000 rpm
Corte de rotação 6.500 rpm
Formação de mistura Injeção eletrônica no duto
Combustível Gasolina comum e/ou álcool (flex)
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo dianteiro, manual de 6 marchas mais ré, todas sincronizadas
Relações das marchas 1ª 3,73:1. 2ª 2,10:1; 3ª 1,63:1; 4ª 1,29:1; 5ª 1,02:1; 6ª 0,81; ré 3,54:1
Relação do diferencial 4,12:1
Rodas motrizes Dianteiras
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora integrada ao eixo
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência eletroidráulica, diâmetro de giro 10,6 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado de Ø 280 mm
Traseiros A disco de Ø 240 mm
Auxílio Servofreio com câmara de vácuo de 10″
Circuito hidráulico Duplo em “X”
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 5,5J x 16 (opcional 6,5J x 17)
Pneus 195/55R16V (opcional 205/45R17V)
Estepe Temporário 185/65R15 (80 km/h)
DIMENSÕES
Comprimento 4.068 mm
Largura 1.733 mm/2.000 mm com espelhos
Altura 1.499 mm
Distância entre eixos 2.590 mm
PESO E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha 1.161 kg
Porta-malas 320 a 1.200 litros
Tanque de combustível 50 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 8,4 s (G) e 8 s (A)
Velocidade máxima 200 km/h (G) e 202 km/h (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª 33,8 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª 3.550 rpm
Rotação à velocidade máxima (6ª) 6.000 rpm
MANUTENÇÃO
Revisões A cada 8.000 km
Troca de óleo do motor A cada 8.000 km
GARANTIA 3 anos ou 100.000 km

 

 

 

Sobre o Autor

Roberto Agresti

Experiente jornalista especializado em veículos de duas rodas e editor e publisher da revista Moto! desde 1994. Além de editor do AE também tem a coluna semanal Dicas de Motos no G1 e é comentarista da rádio CBN no programa CBN Moto, aos domingos às 11h50.

  • Rafael Ziller

    Logo que saiu fui conhecê-lo pessoalmente. A ideia era trocar o Bravo 2012 pelo R.S. . Test drive feito fiquei encantado, mas não deu certo. Não ia conseguir conviver com a qualidade terrível do acabamento interno, principalmente do painel. Saindo do Bravo com acabamento primoroso, dar de cara com o mesmo plástico que ocupa desde o Sandero mas básico seria impossível, para mim, no dia a dia.

    Infelizmente um baita carro, mas a interna considero um relaxo para um esportivo. A Renault poderia rever esse ponto fraco, na minha opinião.

    • Rafael, não acreditei no que li. Deixar de comprar um carro com essas características por causa de…painel?

      • Rafael Ziller

        Acho que talvez não me fiz entender de forma correta.

        Minha insatisfação foi o fato de talvez esperar demais, por ser um carro de proposta esportiva. O que me decepcionou é o fato de que se ignorarmos os bancos volante e câmbio, estar no interior de um R.S. ou de um 1,0 quase não tem diferença. E para mim considero isso uma grande mancada da Renault, que poderia ter caprichado mais.

        É claro que não foi esse o ÚNICO motivo para não ter trocado, mas pesou bastante na decisão.

        Um exemplo que talvez caiba é o interior do speed up! TSI, acho bem mais interessante que o Sandero em um carro um pouco mais barato e com uma pegada interessante.

        • Rafael, interessante isso que você disse do VW, pois há uma grita geral (minha não) da falta de revestimento completo nas portas. É incrível com cada um tem a sua visão sobre determinada coisa.

    • agent008

      Ou bom desempenho com acabamento menos luxuoso, ou acabamento mais chique com motor mundano. Não dá pra ter ambos neste nível de preço, esta é a dura realidade…!

  • Parabéns pela matéria!

    Cada vez mais eu fico entusiasmado com esse carro!

    Se minha patroa pegasse um desses, pelo que a conheço, duvido que ela reclamaria da firmeza do carro. Ela iria adorar a agilidade dele, rsrsrs! E um carro desses fazendo 14 na Castello não tá ruim, hein!
    Meu 1.4 sofre pra fazer 15/15,5!

  • Fórmula Finesse, sabe o que acontece? Todos nós, mais vividos, trazemos a noção de um tempo em que os freios nem sonhavam o que são hoje, era portanto usar o motor para ajudar na redução de velocidade antes de uma curva, o que em regra fazia o motor ficar em rotação excessiva. O profissional que estava ao seu lado estava totalmente certo.

    • Fórmula Finesse

      É isso mesmo Bob, no trajeto de volta ele dirigiu e carregou a mesma velocidade nas curvas sem o bicho apontar os abusos que eu cometi na mistura entusiasmo/falta de hábito com o carro.

  • Wendel. para quem aprecia carros verdadeiramente e sabe conduzi-los com vigor, é uma escolha e tanto.

  • Gustavo73

    O trabalho da Renault Sport aparece cada vez mais nessa avaliação do AE. Suspensão e motor se mostram mais que acertados para a proposta do carro, o proprietário terá justamente o que espera de quem compra um pocket rocket desses. Um carro que é funcional no dia a dia e que dará a diversão esperada quando exigido. Parecia pelos comentários de alguns que existia o medo de uma suspensão do tipo Mini Cooper JCW ou do urbano Smart. Provavelmente pelas rodas opcionais de 17″. Um carro com proposta esportiva (real nesse caso, amém) sempre terá uma suspensão mais durinha e justa que sua versão “civil” e isso tem que ser de conhecimento de quem pretende uma ave rara como essa. O mesmo será percebido talvez até em um nível maior no outro exemplo citado pelo Agresti. Uma A4 Avant “civil” será mais confortável que a RS 4. Mas para nós que gostamos de “brinquedinhos” como o Sandero R.S. fica a confirmação de que nada tratá um sorriso no rosto por preço semelhante. Parabéns à Renault por ter ido contra a maré e que venham mais.

  • TVP

    A roda 16 só consta no papel. Todos os R.S. vendidos têm aro 17.

    • TVP, basta encomendar com rodas 16.

  • Caio, mas uma da série “morro sem entender”: como pode um comerciante cobrar sacola? É ser muito burro. É só distribuir o custo mensal com sacolas pelos produtos. Depois dizem que o brasileiro “é um povo muito inteligente”.

    • Caio Azevedo

      Não é à toa que ele vive vazio. As sacolinhas são muito úteis para o lixo doméstico.

  • REAL POWER

    Uma comparação entre o R.S. com rodas 16 e 17 poderia ser feito. Comparando o que se ganha ou se perde com a escolha do conjunto pneu e roda. Fica aí a dica. O Sandero R.S é hoje o que foi no passado o Gol GT/GTS. Na época ninguém reclamava da suspensão dura, do barulho interno ou do consumo. Acho que os homens não sabem mais o que um esportivo de verdade deve entregar.

    • Real Power, a ideia é boa, mas logisticamente complicada. Teríamos que solicitar à Renault quatro rodas 16 montadas. De qualquer maneira é possível antever o resultado. Ligeiramente pior de curva, consumo e aceleração um pouco melhor.

  • TVP, é claro que consegue, o carro só tem que sair assim da fábrica.

  • CorsarioViajante

    Gosto de carros que cumprem o que prometem, e parece ser o caso deste Sandero R.S.: como todo Sandero é simples, despojado e sem frescura, e na versão esportiva entrega também velocidade e diversão. Receita boa para um esportivo do mundo real.

  • João Guilherme Tuhu

    É a empurroterapia de concessionária. Uma vez teimei na Fiat, quando vendiam aquele Palio Fiasa 1,0 ‘500 anos’ com rodas 175/65 14, e só fiz negócio quando me deram um jogo de aro 13, 165/70. O carro, fraquinho, só rendia melhor com essa rodagem.

  • Cristiano Queiroz de Albuquerq

    Realmente, 14 km/l na estrada está muito bom!

  • Rafael, mas toca-se uma vez para sentir como é e nunca mais. Ou estou enganado, não é nada disso?

    • Tomate

      Bob, cada um tem sua medida de qualidade. Se não fosse assim, todos os fabricantes fariam produtos exatamente iguais, pasteurizados e sem diversidade. Um horror.

  • Gustavo73

    Nesses esportivos derivados a variação é muito pequena, um cluster diferente aqui volantes e pomo do câmbio diferente ali, o destaque no passado eram os bancos Recaro. Mas não dá para fazer um painel inteiro diferente. Veja os Gol/Golf GTi Kadett/Astra GSi ou Escort XR3. A questão talvez seja que o Sandero é mais simples que os hatches compactos acima de 1,0 como o 208 que citei. Ele na verdade briga com os compactos de entrada e não dá para negar a sua origem.

  • Caio Ferrari

    Seguramente.

  • Gustavo73

    Derrubavamos mais árvores.

    • Caio Azevedo

      Isso é detalhe. Tem muita coisa no caminho, que é longo. Experimente separar o lixo seco do lixo orgânico pra você ver a montanha de embalagens que a gente põe fora todos os dias. Eu nem vejo como poluição, vejo como desperdício. É tempo, trabalho, energia, dinheiro jogados fora.

      • Tomate

        Tenho que concordar com você. A modernidade faz com que um produto tenha uma embalagem, subembalagem e, por fim, a embalagem individual de cada produto. Na maioria das vezes, desperdício e custo apenas pelo marketing.

  • Lucas Mendanha

    Usava muito esse esquema de arrancar de 2° e passar à 4° no Kangoo. O motor era tão elástico que era mais confortável trocar assim do que passar as 5 marchas.

  • RoadV8Runner

    A cada linha que lia do texto, mais eu me empolgava com o Sandero R.S.! Definitivamente, esse carro é “meu número”. O único porém é que o salto de meu carro atual (Focus 2002) para o Sandero R.S. é um cadinho puxado, provavelmente vou ter que primeiro encontrar um usado e, quem sabe, passar para um novinho em folha depois. Nesse meio tempo, vai que a Renault se anima a lançar pelo menos a opção pela cor amarela, aí a alegria fica completa!

  • RoadV8Runner

    Fórmula Finesse,
    não consigo te imaginar pilotando com a “faca nos dentes”! Rsss…

    • Fórmula Finesse

      rsrsrsrs…quando o carro é particularmente entusiasmante, eu até solto as asinhas (não quer dizer, claro, que eu seja rápido – apenas mais frenético e atrapalhado)

  • [:-)

  • Mike, menos borracha no chão, seção de 195 mm em vez de 205 mm, menor resistência ao rolamento.

  • Paulo Roberto, certamente. O câmbio, como está, faz parte do caráter do R.S.

  • Tomate, certamente o carro vai perder parte das suas boas características, mas longe de ser catastrófico. Lembre-se, o Porsche 911 foi lançado em 1963 com pneus 165/80VR15, um carro de 2-litros e 130 cv.

  • fer96nando, bem lembrado.

  • Cárabal, 200 km/h com gasolina e 202 km/h com álcool. No velocímetro, difícil ou mesmo impossível atingir essa velocidade numa rodovia hoje.

  • Cárabal, sempre velocidade máxima declarada pela fabricante. É difícil ou mesmo impossível atualmente levar um carro à sua velocidade máxima em rodovia.

  • Tomate

    Não há nada de errado com a forma como você vê as coisas. Use as opiniões contrárias como contraponto às suas próprias. Confie no seu taco e bom senso.

  • Ainda acho que esse carro merecia o F4RT que veio no Fluence GT. Com esse ajuste de câmbio e suspensão, seria o trio perfeito pro Sandero, e um ótimo concorrente (em termos de dinâmica) pro 208 GT.

    O F4RT era importado?

  • Jambeiro, o maior consumo não é pela rotação mais alta, mas pela borboleta de aceleração mais fechada, situação desfavorável nos motores ciclo Otto. Para manter uma determinada velocidade é preciso determinada potência, independente da rotação do motor. Se ela puder ser obtida com acelerador mais aberto por a marcha ser mais longa, haverá menor consumo. Esse é exatamente o princípio dos arranjos 4+E, o carro poder andar, por exemplo, a 120 km/h em quarta ou em quinta. desenvolvendo exatamente a mesma potência, mas em 5ª o acelerador fica mais aberto. Têm-se escolha. Já contei aqui que vim de Córdoba, Argentina, a São Bernardo do Campo, com meu Santana de câmbio 4+E, em quarta, pois tinha que viajar o mais rapidamente possível. Portanto, esqueça essa questão de o R.S.ser “gastador” só porque o motor gira a 3.550 rpm a 120 km/h reais e não a 3.200 ou 3.000 rpm.

  • Fat Jack

    Salvo engano meu as rotações em 6ª no R.S. são praticamente as mesmas da 5ª do Sandero 1,6-l.

    • Fat Jack, as v/1000 das últimas marchas são 35 km/h no Sandero 1,6-l e 33,8 km/h no R.S.

  • Clint, no consumo sim, mas ao custo de menor potência de frenagem e desarrumar a geometria de direção no tocante ao raio de rolagem. Parodiando o ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri, no governo Collor, o diâmetro da roda “é imexível”.

    • Fat Jack

      Bob, você entende esse fator ser crítico mesmo em uma pequena alteração como o uso de pneus 205/55-16? (lembrando ainda que outras versões do Sandero fazem uso de pneus com essas dimensões)

  • Dieki

    Esse carro é uma manteiga em relação ao Dynamique 1.6. Melhor em tudo. Banco muito superior, não só pelo apoio, mas pela firmeza da espuma, embreagem e direção mais leves, freios (muito) melhores e volante com melhor pegada. Como todo Sandero/Logan, carece de regulagem em distância do volante.

  • Fat Jack

    Acredito ser preferível manter as rodas aro 16″ de fábrica, no máximo aumentando ligeiramente a altura dos pneus para algo como os 205/55-16″, medida que eu creio não deve criar problemas junto aos para-lamas e creio conseguiria conciliar uma boa estabilidade dada a boa largura e um conforto razoável pelo maior “ombro” do pneu, sendo inclusive medidas de fábrica de uma série de sedãs do mercado. (atualmente tenho-os no meu Logan e não tenho do que reclamar)

  • Fat Jack

    Não fizeram por questões de custos, uma vez que o motor é um dos itens “de prateleira” reaproveitados pela Renault para o carro e por entenderem que num mar de “esportivos de adesivos” com pouco mais de 100/120cv os 150cv dele junto com sua dinâmica bastariam para destacá-lo frente a concorrência de mesmo preço (particularmente creio que atingiram o objetivo). Mas não é muito difícil fazer esse motor render cerca de 185cv aspirado e sem grandes alterações (só não espere chegar a esse ponto com um simples “remapeamento de injeção”).

    • entendo, o problema é sempre o mesmo, redução de custos…
      pode ser um bom esportivo no panorama atual pobre de opções mas um 2.0 16v com 150 cv é coisa de esportivo dos anos 90 como foram os vários astra gsi, golf gti, 306 gti, renault 19 e outros
      logico que é sempre melhor um sandero rs que os esportivados com adesivos
      difícil mesmo morar no brasil e gostar de carros

  • Kiyoshi Yamashiro

    Se tem um carro da Renault que eu compraria, por atender as minhas demandas, seria o Duster Oroch 2.0, tem um custo-benefício melhor que Strada e Saveiro

  • Fernando, o controle de estabilidade só o ajudaria “em cada curva” se você tivesse errado em todas, e o controle de tração só se manifestaria em curvas de baixa. Foi assim a sua viagem?

    • Fernando Gimenes

      Caro Bob me expressei mal, ja editei, queria dizer isso, que me sentia seguro caso eu errasse alguma curva, seja entrando rápido demais, buraco, desníveis na pista ou por qualquer outro erro meu, sabia que podia contar com esses auxílios eletrônicos, pois e meu primeiro com essas tecnologias. Obrigado e parabéns pela materia, pela equipe e pelo site!

    • André Andrews

      Infelizmente estão ocorrendo duas coisas:

      1) as pessoas achando que o ESP ajuda a fazer a curva

      2) e se sentindo seguras em abusar pois o equipamento está presente. E parte da mídia está nessa: “Já os controles de estabilidade e de tração permitem que o condutor se divirta um pouco mais que em outros esportivos, nos quais a preocupação excessiva com segurança impede qualquer exagero”, Trecho do link: http://quatrorodas.abril.com.br/materia/teste-peugeot-208-gt-empolga-mas-custa-caro-demais

      O senhor já deve ter notado isso nos comentários, e os corrige individualmente. Pode ser que até caiba um artigo seu esclarecendo a todos.

      • André, tem razão cabe matéria a respeito.

  • Filipo, pode até ser, é viável, mas, francamente, não vejo necessidade.

  • KzR

    Touch booster?!

  • KzR

    Como a maioria testa ou compra o R.S. com as rodas de 17 polegadas, para uso urbano seria mais apropriado colocar um jogo de aro 16.

  • Alguém

    Cada vez que acesso, babo mais. Muito show este site.
    Adorei o tema R.S..
    … mas, como não poderei comprar o meu R.S. tão cedo, estou tentando trocar o meu Sandero 1,0 por um 1,6 que virá com 16 válvulas em 2017 e dar uma personalizada na caixa.
    Comprei um casal de 5ª marcha com relação mais longa (0,73) e pretendo trocar coroa-e-pinhão por outro conjunto mais curto. Qual ou quais conjunto(s) dão na minha futura caixa (do Sandero 1.6), por exemplo: do Clio 1,0 cabe? E é mais curto que do Sandero 1,0? E do Sandero RS caberá na caixa do 1,6?
    Já fiz esta alteração em alguns carros meus e uns ficaram bons e outros ótimos de dirigir.
    Exemplos Gol, passei o motor de 1,0 para 1,6 (além de alguns veneninhos) e deixei a caixa de 1,0 com 5ª marcha mais longa da PS e ficou excelente. Tive Fusca 2,1 com caixa de 1,3 (senti falta da 5ª ou até 4ª longa que a Puma oferecia) . Tive Fiat 147 1,3 com coroa-e-pinhão do 1050, muita arrancada e senti falta da 5ª (só tinha 4 marchas).