Não se briga contra fatos. Hoje, segundo pesquisas da Nissan, 40% dos donos de carros compactos (com câmbio manual) querem câmbio automático. Além disso, a presença desse tipo de câmbio em carros compactos quase triplicou desde 2011, já representando 20% dos compactos hoje vendidos.

Por isso, a Nissan lança, na linha 2017, opções de CVT (Continuously Variable Transmission ou Transmissão Continuamente Variável, literalmente) para o hatch March e o sedã Versa, sempre com motor 1,6. O opcional chamado de Xtronic CVT traz um acréscimo de R$ 4.800 no preço desses compactos com motor 1,6 e tudo indica que os consumidores estão dispostos a pagar pelo conforto de não ter de trocar marchas. O preço um pouco salgado se deve ao fato do componente ser importado do Japão, feito pela Jatco, uma subsidiária do próprio grupo Nissan, uma das maiores produtoras mundiais deste tipo de câmbio.

Assim, os preços desta linha de compactos variam de R$ 38.790 (para o March básico 1,0 com câmbio manual) até R$ 64.690 para o Versa 1,6 completo com CVT. Veja as tabelas completas nas fotos abaixo:

MARCH E VERSA 1,6 COM CÂMBIO CVT 20160609 120905

Versões e preços do March (foto: autor)

MARCH E VERSA 1,6 COM CÂMBIO CVT 20160609 121130

Versões e preços do Versa (foto: autor)

Claro que é necessário acompanhar as tendências dos consumidores, ainda mais em um mercado achatado por crises diversas. E quem não oferecer algum tipo de câmbio automático (epicíclico, robotizado ou CVT) certamente perderá vendas também nos compactos. Além da inclusão do CVT, a linha 2017 recebeu um reforço de materiais fonoabsorventes para melhorar o silêncio a bordo, além de mudanças nos pacotes de equipamentos.

March - Câmbio CVT 3  MARCH E VERSA 1,6 COM CÂMBIO CVT March C  mbio CVT 3

Tanto March como o Versa continuam agradáveis de dirigir e o que mais impressiona é o fato da Nissan, mesmo pertencendo ao grupo francês Renault, manter seus produtos com o caráter de “carro japonês”. Estão mais silenciosos, eficientes em calibragem de suspensão e direção. Incomoda um pouco a direção com assistência elétrica, que exige correções quando se dirige em retas. Mas boa parte das “direções elétricas” tem esta falta da percepção de centro em linha reta, o chamado center feel em inglês.

Versa - 3-4 Frente Linha Produção  MARCH E VERSA 1,6 COM CÂMBIO CVT Versa 3 4 Frente Linha Produ    o

Tanto o Versa quanto o March são produzidos na fábrica de Resende (RJ), inaugurada há apenas dois anos

Esteticamente a linha não teve alterações, inclusive com o March permanecendo com o “dente da Mônica” cromado na grade dianteira.

Rodar com um câmbio CVT é agradável? Para a maioria dos consumidores, sim. Principalmente no trânsito urbano, onde o anda-e-para das grandes cidades é uma sequência quase infinita de primeira, ponto morto, primeira… às vezes segunda. Pura canseira, sem prazer ao dirigir. Na estrada, a maioria dos consumidores também vai gostar, já que não enxergam grande diferença entre os vários tipos de automáticos.

March - Painel Aberto 2  MARCH E VERSA 1,6 COM CÂMBIO CVT March Painel Aberto 2

Interior e linhas externas continuam sem mudanças

Já para os entusiastas, a visão pode ser bem diferente para este câmbio de infinitas relações, cuja aplicação comercial existe desde a década de 1950, principalmente em scooters. Nas últimas décadas, o CVT tem invadido também os automóveis, com razoável sucesso, inclusive pela simplicidade de funcionamento e durabilidade.

Mas o CVT não chega a ser o câmbio ideal para quem gosta dirigir, principalmente para uma tocada mais esportiva. Ele “anestesia” a ligação entre o motor e as rodas de tração, principalmente pela sensação de “o motor vai e o carro fica” nas acelerações, além diminuir o efeito de freio-motor quando se tira o pé do acelerador. Claro, melhora o consumo, tanto que o March/Versa 1,6 passaram a ser categoria A na classificação do Inmetro.

20160609_105444  MARCH E VERSA 1,6 COM CÂMBIO CVT 20160609 105444

Entre as vantagens do câmbio CVT está o menor consumo de combustível

Ambos chegam a fazer mais de 14 km/l de média com gasolina e mais de 10 km/l com álcool. Com um Versa, rodando a 100~110 km/h cheguei quase aos 15 km/l de gasolina. Isso porque com o CVT se mantém 120 km/h com o motor girando a apenas 2.000 rpm em velocidade constante. Óbvio que, em qualquer aceleração mais forte, o motor passeia pelas 4/5 mil rpm, dando aquela sensação de embreagem patinando. Da mesma forma, quando se tira o pé do acelerador, a rotação do motor cai, anestesiando o freio-motor. O que pode ser meio desesperante quando se entrou forte demais em uma curva e as rodas dianteiras escorregam para fora da curva.

March 3-4 Traseira  MARCH E VERSA 1,6 COM CÂMBIO CVT March 3 4 Traseira

Sem mudanças estéticas, o March continua com seu desenho nipônico

Por outro lado, as “infinitas  variação de marchas” permitem relações finais que variam em amplo espectro, entre 4,006:1 e 0,458:1 (espectro de 8,746:1, bem maior que 5,054:1 num manual 6-marchas como o do Etios, por exemplo) . Nos Nissan existe também um botão lateral na alavanca de câmbio, que o fabricante chamou de “OD” (Overdrive). Só que é ao contrário: se trata de um “Underdrive”, já que o motor trabalha em rotações mais elevadas. O correto seria chamar de”S”, de Sport… Claro, apertar o botão quer dizer desativar o Overdrive (Overdrive off), mas o sentido está errado. Uma questão de detalhe.

A aceleração ficou mais lenta para o 0 a 100 km/h, indo de 9,3 segundos para o March 1,6 com câmbio manual para 10,6 segundos com CVT. A máxima não é divulgada pela Nissan, apesar dos 182 km/h declarados para o manual. Ou seja, também diminuiu.

Mas, o CVT pode ser um câmbio agradável também para quem gosta muito de dirigir. Só que custa bem mais.

Prova disto está nos Subaru que usam um CVT que é até difícil de perceber que não se trata de um câmbio automático. Ele traz “marchas virtuais” em que até se sente o engate, permitindo também sua “troca” por borboletas no volante. E, além disso, melhora muito a utilização do freio-motor (tem também no March/Versa, mas precisa trazer a alavanca seletora para “L”). Só que vai demorar bastante para se encontrar CTVs mais sofisticados em carros menos luxuosos, já que seu custo e sua complexidade (principalmente eletrônica) são bem maiores.

JS

Sobre o Autor

Josias Silveira

Um dos mais respeitados jornalistas automobilísticos brasileiros, Engenheiro mecânico e jornalista, foi editor da revista Duas Rodas e publisher da revista Oficina Mecânica. Atualmente é um dos editores da revista TOP Carros além de colaborador da Folha de S. Paulo e de diversos outros meios. Também é autor do livro "Sorvete da Graxa".

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  • BlueGopher

    Aplaudo este câmbio CVT, acho que atende muito bem um bom segmento do mercado, mas pelos motivos bem citados na reportagem, não é equipamento que eu teria no meu carro.
    Sabe quando assistimos um filme e há um descompasso entre o visual e o auditivo, ou seja, na tela o ator mexe a boca e o som sai defasado? Pois é, incomoda um bocado, acabamos prestando mais atenção ao problema do que ao filme…
    E é o que eu sinto nestes CVTs básicos.

  • Fabio, tire da cabeça mais essa neurose, a do ESP. Canso de testar carros com o equipamento, andando forte em curvas, e nunca atuou. Só fazendo muita grossura ao volante. Deixar de comprar carro só por isso não faz o menor sentido.

    • EJ

      Aqui em casa temos um KA+ 1.5 SEL, e só notei o controle de tração atuando uma vez. Já o ESP…nunca atuou, nem provocando o carro. Realmente não é motivo para deixar de comprar um automóvel de passeio leve como os citados. Acho mais útil em carros com centro de gravidade alto como Hilux SW4 e afins.

  • Thiago Teixeira2

    A Nissan poderia usar a canetada que deu no desenho do Sentra e dar uma arrumada cara do March! Nisso ela esta brigando contra fatos!

  • Mr. Car

    Vejo assim: entre dois carros que eu gostasse igualmente, um tendo e o outro não, levaria o com ESP. Entre dois onde, pelo conjunto em geral, preferisse o que não tivesse, ainda assim levaria o preferido. Em 34 anos de CNH também nunca me vi em situação de clamar aos Céus por um ESP, portanto, pela minha experiência pessoal, creio que seja como você e o Bob dizem: só abusando muito para passar por uma situação onde o este recurso entraria em ação. E como abusar ou não abusar é uma decisão minha…não abuso, he, he!

    • Thales Sobral

      Pois é, o ESP e o controle de tração, principalmente em carros mais “fracos” (como os 1.6 e 1.0), devem ser de grande utilidade naqueles países que nevam, já que a aderência pode ser muito baixa. Mas no nosso clima, em que a situação de “baixa aderência” é o asfalto molhado, a prudência e direção defensiva vão ser muito mais eficientes que as sopas de letrinhas.

      Mas é claro, cada fabricante que resolver equipar os carros com esses sistemas eu vou aplaudir.

    • Lucas dos Santos

      Mr. Car,

      em outras palavras: o ESP funcionaria apenas como um “critério de desempate”.

  • Lucas Mendanha

    Nesses CVT da Nissan/Renault, é utilizado conversor de torque. Que eu me lembre, por aqui, apenas o CVT do Fit Mk1 usava embreagem automática, os demais são todos com conversor de torque..

    • Luis Felipe Carreira

      Segundo o Best Cars os câmbios do March e Versa são diferentes da caixa do Sentra. Baseei-me no seguinte texto:
      “Embora também seja denominada XTronic, a CVT dos Nissans compactos não é a mesma aplicada ao Sentra: é uma unidade do fornecedor Jatco com menor capacidade de torque (15,3 m.kgf) e que usa embreagem para o acoplamento inicial nas saídas, enquanto o sedã médio recorre a um conversor de torque. A solução do Sentra é mais robusta em condições severas, como arrancada forte em subida sem apoio dos freios, e contribui para multiplicar o torque e favorecer as acelerações.”
      Caso eles estejam errados, em breve virá alguma correção.

    • Thales Sobral

      Essa transmissão do link é a usada no March/Versa? Ela tem uma caixa de redução de 2 velocidades acoplada é? Interessante!

  • João Guilherme Tuhu

    CVT? Tô fora.

  • João Carlos, no caso embreagem desacoplada. Acoplada é com o carro em movimento.

  • Leonardo

    Etios Hatch e Sedan, apesar de terem câmbio automático, em tese, defasado em relação a esses da Nissan, são melhores opções. O preço deles em relação a March e Versa é imbatível.

  • Paulo Júnior, trancos? De que você está falando? Nenhum câmbio dos carros sem pedal de embreagem dá tranco. Ou você quis dizer outra coisa?

  • Mike, peço, claro, mas você se esqueceu de especificar uma coisa: a fábrica tem que “cobrar” no máximo R$ 25.000…

  • Davi, como eu, quando dirigi o Mercedes Classe A assim que lançado em 1999, foi duro sentir o ESP atuar.

  • Guilherme, claro, quando do teste no uso.

  • AC2016, isso não é tranco, é indecisão. Tranco é outra coisa.

    • AC2016

      Como comentei antes, não é uma situação corriqueira, mas essa indecisão entre as marchas, quando ele decide, dá um tranco no carro inteiro. Se eu conseguir reproduzir faço um vídeo para demonstrar.

  • Luiz Alberto, tem certeza de que havia transmissão continuamente variável nesse maquinário agrícola? O “V” das polias abria e fechava para alterar a relação de transmissão?

    • Luiz Alberto Melchert de Carva

      Você mesmo publicou um interessantíssimo artigo sobre o assunto em 2014, só que discordo de que o Nissan Sentra use polias com correia, pois ele é toroidal como foi citado num teste realizadopelo seu site. Na verdade, também é alterando a abertura das polias que funciona a transmissão do Honda Fit. no caso do maquinário que citei – e tenho trinta e cinco anos de atuação em agronegócios – o controle era feito por uma barra de torção como o empregado no 294 diesel da Clubcar. Em repouso, a polia primária ficava totalmente fechada e a secundária totalmente aberta. No momento em que se aplica torque ao conjunto, a barra fecha a polia secundária e abre a primária. Na medida em que a inércia é vencida, a barra de torção tende à posição original ajustando a relação de marcha. Apesar de não recomendar Wikipédia como fonte de informação aos meus alunos, reconheço que verbete que se encontra em https://en.wikipedia.org/wiki/Continuously_variable_transmission está muito bem feito. Hoje as máquinas agrícolas específicas como a K3 que colhe café substituíram o sistema por polias variáveis por sistemas hidrostáticos que, aliás, aplicam-se inclusive nas máquinas Johndere. Aqui vai uma curiosidade, o 294 é um dos veículos mais divertidos que conheço. em 2005, em Brasília, o dono da empresa que fazia a manutenção do Distrito Federal, de que fui diretor geral, convidou Nelson Piquet ara uma disputa entre o Troler com motor BMW que o piloto tinha contra um 294. Na segunda grota o Troler encalhou porque distância entre eixos não permitiu perseguir o relevo e o Club Car. passou tranquilo. Acho que ainda existe um para alugar em Campos do Jordão.

      • João Carlos

        Achava que esse toroidal tinha ficado só na tentativa.

      • lpletsch

        O câmbio do Versa é com polias. O tipo toroidal é muito caro e difícil de se fazer. Acho que só o Nissan Gloria utilizou este tipo de câmbio. A Nissan ficou 20 anos pesquisando e serviu como aprendizado.

  • kravmaga, pronto, o ESP virou o mais novo “eu tenho, você não tem”. Triste.

  • Douglas, não sei, preciso ver. Acredito que seja conversor.

  • Fat Jack, não necessariamente. São comuns essas estratégias de mercado.

  • João Carlos, agora entendi o que você quis dizer, você se referiu ao avanço lento (creeping) num CVT com embreagem. Nesse caso, mesmo o acoplamento sendo parcial, o desgaste do disco é acentuado. Igual a ficar segurando o carro numa subida pelo motor.

    • João Carlos

      Era naquele sentido mesmo. Note esse trecho: “…impõe desgaste de embreagem, mesmo com o carro mantido imóvel com o freio”. Dá a entender que mesmo parado, em D, pé no freio, a embreagem fica acoplada, patinando. Nunca dirigi o Fit CVT de primeira geração, e achei estranha essa afirmação.

  • Luiz felipe, quem sabe esse aí não achava que escaparia incólume por ser um carro estelar e todo acolchoado?

  • Caio Ferrari

    Embreagem.

  • Eduardo Sérgio

    Boa notícia as melhorias no isolamento acústico na linha 2017.

    E sobre a curiosa grade do March, tipo “dente da Mônica”, o que dizer da esquisita grade do Ford Edsel, que chegou a receber comparações impublicáveis?

    • Eduardo, engraçado, nunca achei o Edsel feio, mas o carro ganhou uma antipatia mundial.

  • Iury, lentidão de câmbio CVT? Como assim?

    • Iury

      Bob, houveram casos nos EUA de que o câmbio ficava “travado” após uma frenagem brusca. Só após alguns segundos é que o carro poderia resumir o movimento. Em retrospecto, é bem provável que já tenha sido corrigido.

  • Certo.

  • João Carlos

    Falando estritamente da caixa, eu faço um data venia ao nosso professor Bob sobre a do Etios. Apenas no aspecto do casamento potência máxima com velocidade máxima possível, que no caso esta ficou bem aquém daquela em 1.000 rpm. No 1,5 poderia ser em parte contornado mantendo o diferencial do 1,3, sem prejudicar a rpm em velocidade de cruzeiro.

    Claro que ninguém fica por aí andando na máxima toda hora, mas agrada ter uma caixa bem calculada.

  • Curió

    Quando vejo o pessoal reclamando da insegurança que é não ter ESP num carro 1,6 litro, imagino-os olhando um Fusca, um jipe, um Monza, ou uma caminhonete diesel com mais de 10 anos, coisas que tanta gente dirige, pensando que se o sujeito sentar no banco do motorista, já pode mandar benzer.

    • João Lock

      Carro, para mim, não faz a mínima diferença, em ter ou não ter ABS, ESP e tudo mais… Mas moto, me recuso pilotar se não tiver ABS. Que diferença! Demorou para esse dispositivo não ser obrigatório nos veículos de duas rodas.

  • Paulo Roberto de Miguel

    O display no palco do evento é a grade do carro… muito criativo!

  • Thiagusss

    não que seja barato…mas…
    o versa é 64k…o march ficou em 58k…

    • Fat Jack

      Correto, obrigado!

  • Thiagusss

    Entendo que cruise control e apoio de braço são itens indispensáveis para carros automáticos, provavelmente virão na próxima geração do march/versa. Tiveram que economizar para que o preço não ficasse ainda mais “salgado”.

    • Cleidson

      Mas um cruise control e apoio de braço iria encarecer tanto assim?

      • Thiagusss

        Aumentaria o suficiente para a Dona Nissan os excluir da versão. Acredito que poderia passar dos 60 mil.

  • Sergio Neves

    Sentra asiático não é o Sunny?

  • AC2016

    Eu acredito que esse tranco que acontece no 208 por conta dessa indecisão seja porque ele engata a marcha errada. Dá a impressão de que ele reduz de quarta pra segunda de uma vez, e por isso a gente sente no carro todo. É tipo catraca pulando dente.
    Possivelmente não seja da troca em si. Mas incomoda do mesmo jeito.

  • Marcio

    As pessoas que adoram sopa de letrinhas de segurança automotiva deveriam dirigir árvores. Elas sempre saem ilesas dos acidentes!

  • Orlando

    O motor 1.6 16v que equipa esses 2 carros é atual e com mesmo nível tecnológico do Etios e Fit com corrente de comando, bloco e cabeçote de alumínio, abertura variável de válvulas e etc? Ou é o antigo motor da Renault?

    • alan oliveira silva

      Sim, é um motor novo e excelente!

  • “March 1.6 SV CVT – R$ 54.090”

    Fui tentar me “socorrer” no site da Chevrolet, “só que não”!
    Onix LTZ 1.4 (motor 1.4!) automático, pintura metálica, por R$59.740!

    Mais:
    Hyundai HB20 Premium 1.6 Automático com couro e blueMedia, pintura metálica – R$ 66.735!

  • Marcos Lopes

    se achou o versa 1.6 meio fraco … não entendi sua opção pelo cobalt mais fraco ainda …

    • Simples, 17,1 kgfm de torque vs. 15,1 kgfm de torque. No Cobalt ele vem a 3.200 rpm e no Versa a 4.000rpm. Câmbio automático de 6 marchas e não o monótono CVT.

      Cobalt anda mais, bem mais que o Versa.

  • Leonardo

    Eu sei disso. Por isso coloquei “em tese”. Já que ele tem 4 marchas enquanto outros concorrentes como HB20 e Ônix tem 6 marchas e o March sendo lançado agora com CVT, “em tese” ele estaria defasado frente a seus concorrentes. Mas tenho plena consciência que, apesar de menos marchas, é um câmbio excelente que aliado à elasticidade do motor, tornam o Etios AT um carro primoroso. Tanto que é quase certo que será o próximo carro aqui de casa. O consumidor comum pensa no número de marchas. Se tem menos marchas é porque é pior. E sabemos que não é bem assim.

  • Roberto Neves

    Bom dia, companheiros. Tenho andado um pouco ausente deste site que tanto aprecio, pois vivi uma situação de muito estresse que me tirou o sono e a paz, mas que agora parece próxima de uma solução.

    Venho confessar, compungido, minha ignorância: não sei o que é ESP! Alguém poderia explicar-me de forma sucinta? Gratíssimo, grande abraço!

    • Electronic Stabilty Program (Programa Eletrônico de Estabilidade). Ajuda o carro a manter a trajetória em situações que levariam o carro a derrapar (como exemplo, soltar o acelerador repentinamente numa curva). Deixa o carro mais “domável”.

      • Jambeiro, o ESP só age depois que o carro derrapa.

      • Roberto Neves

        Gratíssimo!

    • WSR

      ESP é controle eletrônico de estabilidade. Será que sou o único aqui que se sente um burro quando olha para siglas inglesas e não lembra o significado? rs. Nunca gostei da desculpa de que as siglas são globais…

      • Roberto Neves

        Muito grato pela resposta!

  • EJ

    Se eu tivesse comprado um Fit 1.5 de primeira geração, com CVT, guardaria em casa como “casamento”, ao menos que a manutenção do carro seja extremamente proibitiva nos dias atuais. Realmente é um conceito de carro que se perdeu. Todavia, assim que aplicarem motorização com injeção direta e turbo, pode ser que o fator nostalgia fique de lado também.

  • Renato Texeira

    Esta característica de “o motor vai e o carro fica” não acontece nos automatizados de uma embreagem (pelo menos os mais antigos)?

    • Fat Jack

      Olha, pela experiência que eu tive ao guiar um I-Motion, te digo que não, o fato de somente haver o comando eletrônico da embreagem e do câmbio, mas o câmbio em si ser de engrenagens cilíndricas, não deve facilitar esse sintoma.

  • Luis Felipe Carreira

    Segundo o Best Cars são os mesmos câmbios, os quais se diferenciam dos usados no sedan médio Sentra embora tenham ambos o nome XTronic.

  • Jambeiro, não é só você, daí a choradeira quando não tem ESC.

  • BlueGopher, não evita, corrige derrapagem.

  • Rolim, sabe por quê? Dá um trabalho danado…

  • João Lock, cuja tradução gramaticalmente correta é Programa de Estabilidade Eletrônico e não Controle Eletrônico de Estabilidade.

  • Douglas

    Quem pintou fez um enorme serviço à população e ainda tem quem reclame.
    Mas respondendo a pergunta, depende do entendimento do juiz, se ele achar que isso é dano ao patrimônio público ou não.
    Seria o dano qualificado, artigo 163 do código penal.

  • Douglas

    Não.

    • Realmente na foto do volante não tem os controles.
      Um CVT sem cruise control perdeu metade da atração.
      Fica parecendo que a Nissan acha que o March não serve para uso rodoviário.
      Mesmo na cidade, em trechos retos onde a velocidade é controlada por radar, é um sossego ter cruise control.
      Uma pena.

    • bob66

      Que pena, uso muito essa facilidade na estrada, parei de receber multas a 101 km/h.

      • bob66, também uso sempre. A propósito, você está a par da tolerância de medição de velocidade? Está tudo nesta matéria, http://www.autoentusiastas.com.br/2014/09/tabela-de-velocidade-medida-e-considerada/ . Por exemplo, no caso de limite 100 km/h você pode trafegar a 108 km/h sem ser multado. Na cidade, quando o limite é 50 km/h, até 57 km/h não há infração. Uma tabela, do próprio Contran, indica cada velocidade regulamentada e até quanto se pode ir sem ser multado.

  • Ricardo, sem problema, esqueça.

  • Roberto Neves

    Grato!

  • Roberto Neves

    Gracias!

  • Roberto Neves

    Obrigado!

  • Eduardo, pode ser. Deboche como o de hoje, o de ter carro manual.

  • Christian Govastki

    O engate é tão longo que faz parecer o do Belina e do Clio engates rápidos que nem de carro esportivo.

    Por isto o próximo passo é acabar com o câmbio manual e colocar um 6L80E com acionamento na coluna. Mas com um 4L60E já está ótimo…

    • Christian, não acha mais fácil reprojetar o comando do câmbio manual?

      • Christian Govastki

        Bob, já procurei algum sistema como o da Hurst mas não consegui fazer a correlação entre a especificação nacional da Clark 260F M20 com os modelos americanos.

        • Christian, subentenda-se a fábrica proceder a uma modificação.

          • Christian Govastki

            Donos de carros antigos no Brasil, em geral, são órfãos de pai e mãe se dependerem das fábricas.

            Entrei em contato com a GM para solicitar os manuais de reparação da linha 10, eles disseram que não tem a política de fornecer este tipo de material, ué, mas tem o site reparadorchevrolet que tem toda a documentação técnica onde você pode baixar dos modelos modernos mas dos antigos (C10/Veraneio, Opala, Chevette, Monza, e etc.) não tem e não fornecem.

            Só consegui o esquema elétrico da C10 até 1977, que difere em vários pontos da minha (1987) pois não tem ignição eletrônica nem a parte da injeção da partida a frio (a minha é álcool).

            Entrei em contato com a Hella para pedir um headlight conversion kit de Sealed Beam para H4, coisa comum na Europa e EUA, eles afirmaram que não existe este produto. Então estou louco ou é falsificado pois o que é isto:
            https://www.summitracing.com/int/parts/hla-002395801 (Nota: O kit é tido como offroad pelo fato de ser certificação ECE, ou seja, assimétrico, mas na amazon.com tem com certificação DOT).

            Na documentação da EATON (que absorveu as operações da CLARK) não tem nenhuma referência ao câmbio Clark 260V ou M20, mas M20, nos EUA é conhecido como Muncie, que tem o acionamento por varetas e não interno com o do Brasil, então o “shifter” da Hurst não serve.

            Até me espantei pois achei quase todas as peças de ignição da Veraneio fabricadas pela Bosch (na loja só não tinha a tampa do distribuidor, mas eles pediriam se eu estivesse disposto a esperar).

            Carro antigo no Brasil, em geral, ou são peças de estoques antigos (a preço de ouro) ou peças de segunda linha (principalmente partes elétricas), agora está surgindo um mercado de reproduções de qualidade variável (algumas muito boas, outras muito mal feitas)

    • CorsarioViajante

      Sim, o ponto é que existem câmbios manuais ruins de operar e outros deliciosos.

  • bob66, a margem de segurança pode ser a diferença sempre a menos do velocímetro para a velocidade real, como a indicada pelo GPS.

  • Leonardo

    Como diria o poeta: é uma faca de dois “legumes”. Para o uso que eu faço, acredito que o de 4 marchas atenderia perfeitamente. Mas certamente o de 6 marchas dá mais possibilidades.

    • Leonardo, não há meio-atende. Ou atende ou não atende.

  • Torque meu amigo, são 2 kgfm a mais no Cobalt.

  • Matheus, nenhum câmbio automático dá tranco.

  • Jambeiro, acho que para isso você devia estar dirigindo afastado demais do volante.

    • Apenas um adendo: sei que com isso meus braços ficam mais esticados e isso não é lá muito bom, mas infelizmente é como eu tenho que dirigir…

      • Jambeiro, por que você tem que dirigir assim? Algum problema físico?

    • CorsarioViajante

      Pegando carona, sofro com isso na Livina: ou acerta as pernas e estica os braços, ou acerta os braços e comprime as pernas. Impossível achar posição boa de dirigir.

  • Ezequiel, claro, da ECU do câmbio.

  • Jambeiro, não sei qual a sua proporção antropométrica, mas acho que mesmo tendo pernas longas dá para dirigir com os joelhos mais dobrados e alcançar bem a alavanca. O carro é francês de origem e em regra os europeus são bem altos.

  • Matheus, pasme, no release da Nissan é falado que os demais câmbios automáticos dão tranco. Não acreditei quando li.

  • Jambeiro, entendido perfeitamente. Nesse caso uma mudança na inclinação da alavanca para o lado esquerdo e para trás resolveria bem. Quer um exemplo? A alavanca do Fusca, aquela comum em ligeiro “S”, era um pouco distante para engatar as marchas ímpares. Simplesmente colocávamos a alavanca do Karmann-Ghia, que era um pouco curvada para trás. Ficava perfeito.

  • Jambeiro, meu filho mede 1,92 m e é longilíneo também, e alcança bem a alavanca de todos os carros. Mas você explicou antes porque tem que ficar com as pernas mais esticadas, é justificável.

  • Jambeiro, é preciso um pouco de habilidade. Existe um par de alavancas para desentortar biela de motor que servem muito bem para isso. Apoia-se uma na alavanca e com a outra se aplica força para produzir a deformação (no bom sentido). Era assim que fazíamos na concessionária da qual fui sócio. Quando o cliente não queria trocar a alavanca pela do Karmann-Ghia ou esta estava em falta no estoque, funcionava bem.

  • CorsarioViajante

    Esquece, logo câmbio manual será como quatro portas, coisa rara e só disponível em carros miseráveis ou em pouquíssimos carros esportivos.

  • CorsarioViajante

    Vale MUITO a pena ler para rir. É sério! Nunca li tanta idiotice junta!

    • Lemming®

      Não vale. É tão medonho que deve ser evitado como a peste negra…hehe
      Ou melhor…desde que se use bloqueio de propagandas e flash pois o texto é tão sem nexo que só serve para chamar click.
      Como pode alguém se dar o trabalho de escrever aquilo e ainda publicar.
      Não é a toa que é assinado por “editor”.
      #paraomundoquequerodescer

      • CorsarioViajante

        Ah Lemming! Eu ri alto aqui, se a gente tentasse escrever alguma coisa sem pé nem cabeça tão maluca não ia conseguir!

        • Lemming®

          Também acho. Foi o choque de ler tanto absurdo.

  • CorsarioViajante

    Exato.

  • Roberto Neves

    Surreal!

  • Paulo Júnior, atende sim, perfeitamente.

  • edson

    Hyunday HB20 comfort 1.0, Toyota Etios X 1.3 e Ford Ka SE 1.0 por 39.900,00… Tá difícil da Nissan cresceer no ranking…

  • Vitor Medeiros, também é torcer para que ninguém precise frear em emergência sobre asfalto ondulado em carro com ABS até a 8ª geração (ABS 8) ou em estrada de terra em carro sem o recurso ABS Off-Road.

    • Vitor Medeiros

      Sim, com certeza, Bob. Ei, sabe me dizer como eu consigo saber a geração de abs que cada carro tem? seria um fator importante na compra, já que aqui na cidade é raro achar asfalto plano.

  • VeeDub

    o CVT de geração mais moderna, para carros compactos, abandonou a embreagem, mas aplica uma planetária . Alguém entendeu como funciona esta planetária ?

    http://www.nissan-global.com/JP/TECHNOLOGY/FILES/2010/07/f4c4d66593d273.gif

  • João Lock

    Desde 2006 não sei o que é carro sem ABS. Rssss Vlw.

  • CorsarioViajante

    hahaha verdade, errei! Obrigado pela correção!

  • Guilhermo

    Esse motor 1.6 parece ser bem economico pelos números relatados na matéria…não é turbo, mas é um bom aspirado! O up leva vantagem no motor e perde no câmbio…
    Eu nem esquento com câmbio…pra mim é manual ! Sempre!

  • Ipletsch, colocaram um câmbio epicicloidal de duas marchas entre o câmbio e as rodas. Com isso as polias ficaram menores e aumentou o espectro entre a relação mais alta e a mais baixa. Deve funcionar muito bem. Isso de não haver interrupção do fornecimento de torque é característica nata de todo CVT, mas nessa caso alguma há, devido às tais duas marchas do câmbio auxiliar. Sobre desengatar uma marcha para engatar outra, nos câmbios robotizados de dupla-embreagem a marcha seguinte é engatada enquanto a em uso está engatada. A “troca” se resume em uma embreagem abrir e outra fechar, daí ser mais rápida que a feita pelo Homem.

  • Ipletsch, teoricamente compromete, mas ele pode ter bloqueio e, de mais a mais, devem ter feitos testes e mais testes para avaliar essa questão do consumo.

  • Rogério, é um tanto insubsistente essa conclusão.