No dia 2 último, quando eu dirigia o Mobi Way numa estrada asfaltada que vai de Itupeva à rodovia SP-300 Dom Gabriel Paulino Bueno Couto — essa é outra doença brasileira, a mesma rodovia com nomes diferentes, pois a SP-300 é também a Marechal Rondon, o primeiro trecho de Jundaí a Itu e o segundo, de Itu a Castilho, na divisa com o estado do Mato Grosso do Sul; sem contar SP-070, Ayrton Senna e Carvalho Pinto — fiquei perplexo com a quantidade de lombadas e naqueles momentos pensei em escrever essa matéria, inclusive ali mesmo já dei o título a ela, que é exatamente este.

Não era para a matéria ter saído hoje, afinal lombada é tópico conhecido aqui no AE, mas no mesmo dia chegou o comentário de um leitor com link de reportagem do G1 sobre um incidente com ônibus escolar na cidade de Salto (SP) que resultou na morte da adolescente de 15 anos Carolyn Dutra Lima e no ferimento grave de outro.

Uma pessoa morrer num acidente é triste e lamentável, mas morrer num incidente devido a uma lombada, é revoltante. Por isso digo com todas as letras, em alto e bom som: O BRASIL ESTÁ DOENTE.

Segundo a reportagem, o coletivo passou “em alta velocidade” (não deveria estar a mais que 60 km/) por uma lombada colocada fazia uma semana e que não estava sinalizada. Com o solavanco, os dois adolescentes, que ocupavam a última fileira, foram atirados com violência contra o teto do veículo, causando-lhes os ferimentos que pela dinâmica do fato presumo terem sido na cabeça e na coluna cervical. O motorista alegou “falha de freio”.

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“Sinalização” colocada só após o incidente

Note-se que se os dois adolescentes e demais passageiros estivessem com cinto de segurança atado (não sei o ônibus tinha) nada teria lhes acontecido, o que mostra a necessidade absoluta da retenção ao banco de qualquer veículo e que nos leva à questão de ser algo insano passageiros serem transportados em pé, que por isso tinha de ser terminantemente proibido.

Destaque-se que não houve menção de cinto de segurança na reportagem televisiva em questão, evidência de que a alienação sobre veículos é geral, mormente na imprensa brasileira.

Voltando ao tópico de país doente, nada mais verdadeiro. Só mesmo um idiota ou débil mental poderia ter concebido colocar obstáculos nas ruas com o objetivo de reduzir a velocidade do tráfego. Até onde minha memória alcança, foi em Curitiba que começou essa idiotice quando o prefeito era Jaime Lerner, isso no começo dos anos 1980. De lá para cá ocorreu uma praga, ruas e estradas infestadas do que chamo de dejeto viário.

Pior, as lombadas são regulamentadas pelo Contran (nem o deveriam ser, mas proibidas) e têm dimensões definidas, sendo a mais alta a de 10 centímetros por uma extensão de 3,7 metros.  O outro tipo tem largura de 1,5 metro com altura de 8 centímetros. Pois bem, na reportagem do G1, a repórter que estava no local falou da altura da lombada e chegou a medi-la com a mão, tinha um pouco mais de um palmo, o que dá entre 20 e 22 centímetros.

A foto de abertura desta matéria dá a exata noção da “montanha’ que foi colocada naquele ponto e a abaixo só reforça esse noção:

lomb4

Isso numa a rua é indecente e criminoso, só mesmo um débil mental poderia conceber a monstruosidade chamada lombada

Definitivamente, o Brasil está engajado na luta contra o automóvel, vale dizer está lutando contra os seus cidadãos. Se somos 205 milhões e estamos perto de 50 milhões de veículos e comerciais leves e pesados, e motocicletas, a conta dá 4,1 habitantes por veículo, nesse habitantes estão crianças e idosos que não dirigem. É o Estado contra o cidadão, portanto, não apenas contra os automobilistas.

Andar de automóvel, seja dirigindo ou como passageiro, tornou-se um verdadeiro inferno, a exemplo do que observei quando conduzia o Mobi de teste no dia 2. Nenhuma administração pública tem o direito de impor tal sacrifício à população. Quanto mais um sacrifício que resulta em morte muitas vezes. Este não foi o primeiro e não será o último acidente ou incidente causado por lombadas.

Nesse caso de Salto,  o passageiro de uma motocicleta seria literalmente atirado para o ar. Isso é loucura absoluta.

Qualquer médico atesta: um paciente em estado crítico numa ambulância terá morte certa se o veículo topar com uma lombada mesmo em velocidade pouco acima da normal para a via. Um leitor, o médico Dr. Douglas Loiola, disse-me isso recentemente.

A lombada é um câncer, e dos mais agressivos,  e precisa ser extirpado das ruas do Brasil. O quanto antes.

O pior das lombadas é ter-se tornado símbolo de status. Como? Para muitos, e todos pobres de espírito, ter lombada diante de suas casas é sinônimo de “poder”, de “ser importante”.

O trânsito não precisa de lombadas. Há pouco o demonstrei na matéria “Milagre em Barroso“, que quem ainda não leu precisa ler.

O lado funesto das lombadas é obrigar automóveis comercializados no Brasil precisarem ter altura de rodagem maior que a necessária, com isso deteriorando características aerodinâmicas, que por sua vez faz aumentar o consumo de combustível. Em certos casos, afeta-lhes a estabilidade.

A outra consequência da lombada é o desperdício de combustível no momento de frear, ao joga a energia cinética fora, e ao retomar velocidade exigindo mais potência.

E mais outra, o desgaste anormal dos elementos de suspensão e de freios dos veículos, o que acaba refletindo em tarifas mais caras no transporte público e de carga.

O Ministério Público Federal está devendo à população uma representação contra a entidade máxima de trânsito no Brasil, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) no sentido de proibirem-se as lombadas e determinar sua retirada.

Que a jovem Carolyn Dutra Lima, com tanto por viver e contribuir para a sociedade, sirva de bandeira contra essa aberração brasileira.

R.I.P., Carolyn.

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Carolyn Dutra Lima (2001–2016)

AE/BS



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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • RV8R, gente doente, isso sim.

  • E tem lombadas em rodovias federais, BR-116!
    Já me ocorreu de ser abalroado nessa rodovia, reduzi a velocidade para transpor o “dejeto” mas o carro de trás não. Fora o prejuízo, apesar do seguro o carro levou quase 2 meses pra ficar pronto, eu e minha esposa ficamos com fortes dores no pescoço por vários dias. Sempre pensamos no que teria acontecido caso o encosto de cabeça estivesse desregulado ou se a pancada fosse um pouquinho mais forte, segundo o socorrista poderíamos ter quebrado o pescoço.

    • Awaked, só um doente mental pode conceber algo tão monstruoso como a lombada.

  • Francis, que câncer, impressionante. Imagino que por meio de ação civil pública você e um grupo de pessoas consiga barrar esse crime.

  • Victor Gomes

    Bob, alguns anos atrás (ainda na época do blog) escrevi um email agradecendo a sua reportagem ao alertar da proibição dos gelos baianos dispostos na transversal das ruas. Tinham colocado na rua da minha faculdade e graças às informações contidas na sua matéria, consegui fazer com que a autarquia responsável pelo trânsito da minha cidade (Niterói/RJ) retirassem os obstáculos (afinal, como argumentar contra a própria lei?). Pois bem, mês passado fiz uma viagem de apenas três dias e, na volta, me surpreendi com a colocação de duas lombadas porcamente construidas na rua da minha casa. Perguntei aqui e ali e me disseram que “os moradores” pagaram para um pedreiro fazer as duas lombadas, altas e curtas. Meu carro, que não é SUV modinha, chegou a raspar três vezes no maldito quebra-molas. Só não perdi o motor devido ao fato do carro ter protetor de cárter. Enviei um email para a autarquia solicitando a retirada das lombadas, colocando no corpo do email a resolução do Contran, pois elas estavam fora das medidas padrão e uma parte do Código de Posturas da cidade, onde diz que intervenções nas vias de trânsito só podem ser feitas pelo órgão competente. Enfim, após um mês insistindo, a prefeitura veio e removeu as malditas lombadas. Até presumo que a atitude dos moradores tenha sido nobre, pois há uma escola no fim da rua (ainda que todos os alunos sejam levados de carro para lá). Mas conscientizar os motoristas que ali trafegam de reduzir a velocidade e melhorar a sinalização no trecho, ninguém parece estar com muita vontade. Preferem punir do que conscientizar.

    • Victor, me lembro de você ter falado sobre isso. O jeito é exercer a cidadania reclamando. Parabéns!

  • Sérgio Neves

    Moro em Rio Preto, SP, e não sei quem ganha, se as lombadas ou as valetas. Há 10 anos que dirijo no Brasil e, sinceramente, ainda não me habituei a elas nem entendo o porquê da sua existência, por mais explicações que me sejam dadas. No início do ano, a prefeitura decidiu implantar mais 111, (cento e onze)!!! novas “lombofaixas”. Verdade, o nome mudou. Mas até nem me admiro, porque elas têm vários nomes conforme a região do país. http://www.diariodaregiao.com.br/cidades/ruas-de-rio-preto-come%C3%A7am-a-ganhar-as-lombofaixas-1.399589

    Se falamos na política da multa, a política das lombadas deve seguir o mesmo fim. Não é possível que alguém, de decisão, não leve vantagem em implantar, de uma assentada, 111 lombadas. Parece surrealista. Ou, como diz o título, doença.

    • Mineirim

      Sérgio,
      voltei a morar na cidade de São Paulo há dois anos. As valetas foram as coisas que mais estranhei dentro dos bairros. Noutros estados em que dirigi, só se vê valeta na beira de estradas.

  • Mike, tachões faz tempo que são proibidos. É inacreditável que essas coisas aconteçam. Por isso não é exagero, o Brasil está doente.

    • eNe

      Passam policiais, promotores e juízes por esses locais com tachões. Será que eles desconhecem a lei?

      • eNe, acho que não é conhecer ou desconhecer (mais provável), mas o fato de não estarem nem aí para as questões de trânsito.

      • André Andrews

        Ninguém esta nem aí, veja: http://www.autoentusiastasclassic.com.br/2012/12/outra-da-cet_19.html

        Como não tinham argumentos, deram o caso perdido por decurso do prazo. Tentei de novo e mandaram eu reclamar com o Shopping (solicitação 13682140).

  • Carlos A.

    Prezado Bob, e que tal essa porcaria de lombada em pleno aclive acentuado de uma avenida? Bem no momento em que um carro de menor potência consegue ‘estabilizar’ uma velocidade compatível para a via, tem que reduzir e começar novamente….pior que ha poucos metros a frente da lombada, existe um radar!!!

    • Carlos A., estamos reféns de um bando de safados, essa é que é a verdade.

  • Mr. Car

    Está doente, sim. Doentíssimo. E de várias doenças. Se formos elencar cada uma delas, só no que diz respeito ao trânsito, daria assunto para uma centena de matérias.

  • Mineirim

    Bob,
    Concordo totalmente com suas colocações. Sempre pensei o mesmo.
    Ano passado tive que praticamente refazer a suspensão dianteira do meu carro devido a lombadas não sinalizadas.
    Quanto à “mesma rodovia com nomes diferentes”, também é estranho o caso da BR-101, denominada de norte a sul “Governador Mário Covas”, cruzando tantos estados. Afinal, ele foi governador de São Paulo apenas.
    Para descontrair, bastava colocar de plantão a repórter da foto que o trânsito parava! kkk

    • Mineirim, que belo espécimen feminino, não?

      • Mr. Car

        Mesma advertência que fiz ao Mineirim, he, he! E Bob, anote mais uma para o festival de imbecilidades: agora, é proibido se estacionar ao longo do lado esquerdo da Avenida Copacabana, mesmo aos domingos, que sempre foi permitido. Abraço.

        • Mr. Car, quanta estupidez, como pode?

    • Mr. Car

      Sempre acho estranho quando vou para Campos-RJ, e vejo a placa: “Rodovia Governador Mário Covas”, he, he! E não se iluda: para saber a real situação, tem que ver a mocinha de frente, he, he! Abraço.

  • CorsarioViajante

    RoadV8Runner, somos dois: aqui no meu condomínio de 60 casas temos problemas recorrentes com um ou dois moradores que insistem em andar exageradamente rápido, mesmo com ruas estreitas onde sempre tem crianças brincando, etc. Já tentamos conversar, já tentamos advertir, mas no fim não podem ser multados por não termos como “provar” que estão correndo.
    TODA reunião de condomínio pedem para colocar lombadas ou tachões, e eu e mais alguns somos contra, até usando este fato que você cita: que não vai mudar nada. Até agora conseguimos manter livre deste pesadelo, mas veja o nível que chegamos!

  • Corsário, e quanto ao “Milagre em Barroso”, como explicar?

  • Thiago, coisa de doido, de criminoso, coisa de quem a mãe não sabe quem o pai.

  • Felipe, assim como foi criado o Geia em 1956 para cuidar da implantação da indústria automobilística brasileira, uma entidade executiva supraministerial para acelerar o processo com o menos de burocracia possível, vejo como solução do trânsito brasileiro um grupo executivo com autonomia semelhante respondendo diretamente à Presidência da República.

  • Mineirim

    Lorenzo, há uns 20 anos, no meio de uma viagem, entrei na cidade do Guarujá. Fiquei chateado com a quantidade de lombadas na orla da praia (não lembro o nome). A atenção redobrada me fez perder a vista da paisagem. hehe

  • Comentarista, estimativa errada. a de que passariam a mais de 100 km/h, veja por que em http://www.autoentusiastas.com.br/ae/2015/03/milagre-em-barroso/

  • Douwe

    Perdi a conta de quantas vezes passei por lombadas sem conseguir frear porque não vi, me livrei de acidentes por pouco. Tinha lombada feita pela prefeitura de Natal, em frente a uma escola municipal de educação infantil, sem sinalização nenhuma, e depois de vários carros que perderam o controle e entraram no muro do colégio a diretoria se viu obrigada a instalar postes de ferro na calçada e pintar listras amarelas na lombada, com dinheiro arrecadado dos funcionários, professores e pais de alunos, antes que uma tragédia acontecesse (felizmente os danos tinham sido só materiais nos acidentes ocorridos).
    E engana-se quem pensa que elas estão presentes apenas nas vias públicas. Eu e meus pais morávamos em um condomínio fechado de casas em Natal que tinha essa invenção de jerico a cada 100 metros. Recentemente saí de casa e fui morar em apartamento próprio e a surpresa? TEM UMA LOMBADA ENTRE O PORTÃO DA GUARITA E A ENTRADA DO ESTACIONAMENTO SUBTERRÂNEO, o que obriga a quem está saindo da garagem, subindo a rampa, a passar por uma lombada logo em seguida – é clássico, sempre tem quem deixa o carro morrer lá. Meus pais se mudaram para um condomínio em Parnamirim, na Grande Natal, de uma grife famosa, que também é cheio de lombadas, mas ao menos são na especificação correta (e ainda assim causam raiva).
    Outra coisa que me deixa fulo da vida são as tais “lombofaixas”. Posso até estar falando besteira mas fico com a impressão de que aquilo tem mais potencial para causar acidentes e até matar um pedestre do que uma faixa normal, que se bem sinalizada, vertical e horizontalmente, é bastante eficaz. Motorista mal educado não para na faixa de pedestres normal e nem nestas elevadas.

  • Lucas

    Vejo isso como um reflexo da ignorância geral da nossa sociedade. Nos falta civilidade. As pessoas ficam com raiva porque um ou outro passa a milhão por aí e, no calor das situações, seu imediatismo só faz pensar em algo fácil e rápido, e aí vem a lombada. Ninguém pensa que de cada 10 motoristas, sei lá, 7 ou 8 respeitam as velocidades dos locais, e que a lombada simplesmente enquadra a todos como aqueles 2 ou 3! Ou seja, pune a todos pelos erros de uns poucos. Outro dia conversei com um senhor que trabalhara até poucos dias antes na prefeitura aqui da cidade. Comentei com ele que queria protocolar uma reclamação pela inconformidade das lombadas e travessias elevadas em relação às normas do Contran. Ele me falou que se eu soubesse o tanto de pedido de lombada que tem sobre a mesa do prefeito ficaria assustado. Aí, como quaisquer medidas rápidas, “baratas” e que ainda sejam requeridas pelas pessoas são as coisas que nossos fisiológicos políticos mais adoram, dá nisso.

  • Kyozuki, falou asneira, leitor. A lombada justamente deseduca, quando não tem o idiota se sente livre para acelerar.

  • Lucas, quem paga é o responsável pela via. Descubra quem é e acione-o na justiça.

  • Leônidas, enquanto houver lombadas os motoristas não se educarão.

  • Marcus, é o normal. Lombada é coisa de doente mental.

  • Renato, o trecho de asfalto entre Itupeva e a SP-300.

  • Cleyton, é a PRF.

  • Lorenzo, conheço essa, uma montanha mesmo.

  • Mendes

    Isso da lombada ocupar o espaço entre um eixo e outro do carro é normal. Uma lombada, dentro das dimensões corretas, tem 3,7 m, enquanto a distância entre-eixos dos automóveis mal chega a 3 m.

  • Ilbirs

    Já que estamos falando de país doente, retomo aqui aquela sugestão de pressão que se pode fazer neste governo por ora internino: pressionar para que a gasolina vendida no posto volte a ter seus 20 a 25% de etanol como era originalmente, preferencialmente com a porcentagem mais próxima aos 20% mesmo, em vez dos atuais 27%. Creio ser medida simples e de rápida execução e tiraria do pessoal o receio que estão tendo em relação a essa porcentagem que jamais foi pensada para os motores monocombustível a gasolina que rodam por aí em grande quantidade, com os carros atuais só não se desmanchando por aí porque as peças são pensadas para suportar até 30% de etanol como margem de segurança.
    E isso porque essa tal margem de segurança na prática pode estar valendo só para carros mesmo, pois entre as respostas ao comentário original, chamou-me a atenção esta, em que há relato de aumento da formação de zinabre na tampa do tanque de uma moto (com suspeitas de isso acontecer com as da Kawasaki). E em motos, como bem sabemos, há mais peças de metal na linha de combustível do que veríamos em um carro (principalmente se for com tanque de plástico).

    No meu caso específico, já notei algumas coisas em meu carro durante este ano e pouco de E27 na bomba:

    1) Maior número de reduções de marcha, principalmente em subidas, sendo que ele suportava bem ir em marcha alta quando a ladeira tinha gradiente suave;

    2) Mais solicitação de componentes. Já indo para uma década com o mesmo carro, vi com ele ocorrer um procedimento que nunca ocorrera com até E25 e necessidade de força maior: o desligamento temporário do compressor de ar condicionado para ter mais força temporariamente;

    3) Dificuldade de obtenção de melhores consumos, principalmente na cidade e estando às voltas com congestionamentos ou tendo pela frente gente que freia em código Morse (especialmente comum na capital paulista e suas velocidades irrealmente baixas). E27 só empata em consumo com E25 se por um acaso você tiver a sorte de uma velocidade constante, algo um tanto difícil em uma São Paulo haddadeada;

    4) Sistemas gerais com funcionamento diferente daquele que se tinha com E20 a E25. Já dei aqui o exemplo de que a luzinha de reserva do tanque de meu carro passou a acender com mais de 10 litros no tanque, quando com E20 a E25 acendia nos 7 litros indicados no manual. Tudo bem que na prática estou com mais margem de segurança contra pane seca nesse aspecto, mas ainda assim é nítido que deu uma endoidada;

    5) Com o maior número de reduções de marcha e a tal sensação de rodar no sacrifício, fica difícil inclusive dirigir de uma maneira econômica justamente por ser necessário pisar mais fundo para as mesmas tarefas que um pé mais leve fazia sem problemas;

    6) Por vezes a impressão de que o sistema de injeção eletrônica tem vez ou outra um “lapso mental” e se esquece daqueles parâmetros simples que mantinha como um relógio de césio altamente preciso. Por vezes você vê a marcha lenta baixar para um ponto em que o motor quase morreria para imediatamente ver que a central se lembra de jogar a rotação para a marca que deve estar a marcha lenta.

    Estou com a nítida impressão de que o E27 “desplanificou” a curva de torque de minha viatura. Conforme a alínea 1, estou reduzindo marcha mais vezes, quando outrora dava para segurar muito bem em marcha alta e só pisando um pouco mais. Talvez outros carros monocombustível a gasolina também estejam tendo coisas estranhas que não teriam com E20 a 25. Portanto, seria uma ótima se o Autoentusiastas desse essa pressionada pelo fim desse absurdo que estamos vendo nas bombas e que nos está gerando preocupação, em que pese até agora não se haver relatado defeitos maiores justamente pelo fato de as peças que entram em contato com o combustível serem pensadas para suportar E30 pela óbvia necessidade de superdimensionamento.
    Aliás, e aqui considerando o contexto de arraigamento de uso de biomassa na frota nacional, daria para ter mais álcool na gasolina, desde que fosse do tipo correto: butanol, cujo poder calorífico é bem próximo ao da gasolina e é obtido das mesmas fontes das quais se consegue etanol. Logo, se a gasolina brasileira tivesse 25% de etanol e 2% de butanol, jamais estaríamos aqui discutindo o aumento de porcentagem de álcool no combustível justamente por ter sido feita uma abordagem correta. Aliás, no caso do butanol, daria inclusive para ser acrescentado em maiores porcentagens na gasolina justamente por essa afinidade calorífica. 10% de butanol e 20% de etanol na prática seriam aumento da porcentagem de biocombustíveis na gasolina e na prática os motores ficariam mais econômicos e menos poluentes justamente por haver menor porcentagem de etanol. Como já disse em outras ocasiões, estou com a impressão de que meu automóvel está acendendo a luz da reserva antes do que normalmente acenderia justamente por já ter havido uma bagunça no sistema de medição do tanque, talvez por menor densidade do combustível e deixando aí a boia meio doida.

    Enfim, sigo aqui martelando para que se ponha esse assunto em pauta. Das mudanças de que o Brasil precisa, essa é talvez das mais simples a serem realizadas.

    • marcio pessoa de faria neto

      Use E-25, pelo bem da sua viatura. Se depender do governo ,já sabe,né?

    • Já vi lá embaixo que você já fez a revisão do carro – limparam o corpo de borboleta? – também tem a questão de que o seu carro está mais idoso neste ano do que no ano passado, as manhas podem aparecer, câmara de combustão mais carbonizada, etc. A questão da bóia do tanque, não vejo como poderia alterar a flutuação dela (de forma perceptível) uma variação de porcentagem de combustível. Já tentou mudar de posto? o bonito pode ter aproveitado pra adicionar misturas na gasolina quando da mudança de 25 para 27% de álcool.

  • Lucas dos Santos

    Brenno,

    Essa travessia elevada aí da foto é IGUALZINHA às da minha cidade! Veja se não parecem “degraus arredondados”! Transpor isso é a mesma coisa que subir em uma guia de calçada! Quem projetou e executou isso, provavelmente não anda em nenhum tipo de veículo terrestre – nem como passageiro! Pois, não é possível que não se imagine as consequências de algo assim.

    Sem falar da sinalização, totalmente imprópria! Quem vê de longe, pensa que é uma faixa de pedestres comum! Em minha cidade já teve gente perdendo parachoque em uma coisa dessas, pois a sinalização incorreta levou a pensar que fosse uma faixa de pedestres “plana” e, como não havia ninguém prestes a atravessar, não reduziu a velocidade, mantendo os 40 km/h permitidos na via!

    Agora, olha só como essa travessia elevada deveria ser:

    http://i.imgur.com/1pCI6Ni.png

    http://i.imgur.com/I9kWHTT.png

    “Será” que está fora dos padrões? É para acabar mesmo!

  • Félix, o excesso de velocidade não existiria se as velocidades fossem realistas, naturais de via. Hoje são artificialmente baixas, estabelecidas com intuito claro de multar para arrecadar.

  • Meccia, certamente!

  • Kyozuki, não queira bancar o esperto, o bom menino, e defender o indefensável. Não deve haver obstáculo artificial nas ruas. Só mentes distorcidas aprovam essa ideia idiota, coisa de quem cuja mãe não sabe quem é pai. De mais a mais, cinto foi inventado para acidentes, não para incidentes estúpidos como esse.

  • Kyozuki, vai continuar a dizer asneira? A lombada não estava sinalizada. Raciocine, por favor.

  • Christian, como não me canso de dizer, a lombada é a grande deseducadora do motorista.

  • Kiozuki, pronto, você está nomeado por mim “O Rei da Besteira”.

  • Falou o “Rei da Besteira”!

  • Lucas, míope e burro.

  • Danniel, primeiro, não conformidade com as dimensões estabelecidas pelo Contran. Depois aplicação a esmo, sem análise técnica prévia, conforme estabelece o Contran.

  • Z_H

    Que coincidência ler esse texto aqui hoje.
    Sábado passado (04/06/2016) trafegando por uma uma rua particularmente escura da zona norte da cidade de São Paulo passei pela maior e mais alta lombada que já vi até hoje. Incrível!
    A imagem anexa é do Google Maps e não faz jus ao tamanho da lombada (que atualmente está com a pintura mais desgastada ainda). Pensei até em parar para tirar uma foto mas estava chovendo.

  • Fat Jack

    Lamentável, tive um colega de trabalho seriamente ferido após um carro blindado “levantar vôo” numa lombada não sinalizada e “aterrizar” sobre o carro dele (dada a inércia e o peso, mesmo sem uma velocidade exageradamente alta o carro dele sofreu perda total). Lombadas só servem para justificar a cultura dos “aventureiros urbanos” tão em voga atualmente.

  • edrmp

    Muito obrigado por disponibilizar o link, Lucas.

  • Daniel Pardo

    Aqui em São Paulo também o “Radard” está enchendo a cidade de lombadas, placas de 50 km/h, 40 e as vezes até 30 Km/h (!!!!!) e radares também, inclusive uma vez eu tive que dar uma freada brusca em cima de uma dessas “primorosas obras” desse imbecil desse prefeito que nem sequer estava pintada para ao menos fazer os motoristas reduzir a velocidade com antecedência (só agora pintaram) o trânsito de São Paulo que já não era lá grande coisa, agora simplesmente não flui, porque o imbecil do Haddad colocou o limite de velocidade tão baixo que todo mundo fica andando com o carro a velocidade de tartaruga com medo de tomar multa pelos radares que ele colocou para “encher as burras” dele de dinheiro e fazer de quem nunca teve problemas com multas um infrator em potencial.

  • marcio pessoa de faria neto

    o problema é a injustiça com os condutores RESPONSÁVEIS,como muitos aqui!.pagamos a conta junto com os animais que obtiveram crédito e entopem as ruas do nosso Brasil,com seus carros rebaixados,insufilmados “engatizados”(nem sei se existe essa palavra) ouvindo musicas de forma ilegal,muitas vezes sob influencia de substancias e por aí vai…Punir por atacado ,nunca será a melhor saída para educar nossos motoristas. ps. se não me engano com o novo C.T.B 01/98.as lombadas/quebra molas,estavam proibidas .sqn.

  • Rubem Luiz

    Realmente a lombada era bem recente, não sei quantos dias.

    Não sei como é naquela cidade, mas por aqui, e nas cidades vizinhas, os motoristas as vezes se revezam nas rotas, especialmente os trajetos logo antes e logo depois do almoço (Alunos saem 11:45h, entram 13:15h), parece que todos querem almoçar as 12h em ponto então nalguns trajetos cada semana um motorista diferente faz esse horário em alguns trajetos mais longos.

    Nesses trocas acontece de um motorista levar uns minutos para se acostumar com um freio ou embreagem mais baixos, um amigo foi o responsável pela manutenção dos ônibus escolares e recebeu a ORDEM de padronizar esses ajustes de forma milimétrica depois de um acidente meio parecido, o motorista estava dirigindo outro ônibus por uma semana, no primeiro dia com outro ele arrancou com tudo e freou bruscamente logo na saída da escola quando os alunos ainda nem tinham se sentado, teve 2 ou 3 braços quebrados.

    Alias, com 6 ônibus, todo mês ele faz a lanternagem do para choque dianteiro de pelo menos um, porque, pelo medo de freagens bruscas, os motoristas as vezes acertam a frente do ônibus no chão ao passar por algum buraco fundo, ou dá uma “encostadinha” em algum veículo na frente. Acho que deviam colocar uma barra de proteção na frente similar à que é obrigatória na traseira:
    http://www.itambe.ba.gov.br/wp-content/uploads/2013/08/khu.jpg

    • Muito interessante e esclarecedor o fato de troca de motoristas e a questão da calibração dos pedais. Gostei do bom exemplo dado: “responsável pela manutenção dos ônibus escolares e recebeu a ORDEM de padronizar esses ajustes de forma milimétrica” foi um exemplo de atitude inteligente para lidar com um problema de trânsito, muito louvável. Quando ao parachoque dianteiro, eu não sei qual seria a solução ideal, mas eu penso que ônibus urbanos deveriam ter toda a frente com bons centímetros de material que absorva impactos de forma a preservar a integridade de pedestres, ciclistas, motos e carros que por ventura o ônibus venha a colher.

  • Claudio Abreu

    Parabéns pelo texto, Bob. Necessário, corretíssimo, justo.
    Fico imaginando a que custo evita de botar aqui os palavrões que esse absurdo merece.
    E vamos todos pensar numa forma de combater isso, o quanto antes.

  • Lucas dos Santos

    Sim. O Contran permite o uso de lombadas em rodovias, desde que em trechos urbanizados*.

    A velocidade máxima permitida no local onde estiver a lombada precisa ser de 30 km/h e a lombada precisa ter 3,70 m de extensão e altura de 8 cm a 10 cm.

    * Após recente atualização nas normas do Contran – através da Resolução 600 – passa-se a admitir, em casos excepcionais, lombadas também em trechos não urbanizados de rodovias, desde que a necessidade seja comprovada por meio de estudos técnicos.

    • Oliveira17

      Obrigado.

  • Tamanduah

    Mineirim,
    Ok, concordo com seu argumento. Mas e o caso do carro que informei que não tem nem 15.000 km rodados? Já verifiquei tudo, não tem nada no carro.
    Parece que na E27, ao invés de álcool a mais, colocaram o bagaço da cana e virou “bagasolina”. Triste…

    • Ilbirs

      Aqui está na cara aquilo que falei: carro pensado para E20 a E25 queimando E27. Se esses 2% a mais de biocombustível acrescentados em nossa gasolina tivessem sido de butanol, este debate que estamos tendo sequer existiria, pois seria combustível com poder calorífico muito próximo ao da gasolina.

  • Tamanduah

    Roberto,

    só se usa Estado, com “E” em maiúsculo, se significar o País/Nação; no caso, o Estado Brasileiro (aqui exagerei no uso de maiúsculas). Se este for o seu caso, é importante destacar que a União (que independe de governos) nada tem a ver com a adoção de lombadas, mas sim estados (federativos) e municípios. Que se responsabilize-se governadores e prefeitos, exceto em rodovias federais (governo federal).

    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa (adoro filosofia futebolística!…).

    Tudo isso sem fazer política ou falar sobre ela, o que é de bom-senso nestes momentos inglórios.

  • Luiz Alberto Melchert de Carva

    Meus parabéns pela matéria. O falecido pai de um amigo meu costumava dizer que asfaltaram as ruas para aumentar a velocidade e depois puseram as lombadas para diminuí-la. de qualquer forma, quando vivi nos Estados Unidos, encontrei lombadas em várias cidades pequenas do interior, incluindo a belíssima Savanah (GA). acrescento que as lombadas estragam o próprio asfalto porque ele é pastoso e, obrigando os veículos pesados a frear, criam-se ondas, quase dobras. Como dizia meu pai, engenheiro especialista em terraplenagem, é o efeitotapete, muito comum em pontos de ônibus e proximidade de lombadas.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Tem umas “lindas” agora nas alças de acesso da Marginal do Tietê para travessia de pedestres. Tem no começo no meio e no fim!

  • Lucas

    Vc já pensou em considerar a hipótese de o motociclista conhecer a região, a existência da lombada, e por isso reduziu?

  • Sabe o que é pior? Infelizmente eu sinto que o Bob é um Dom Quixote nessa cruzada (corretíssima) contra as lombadas. Quando o próprio órgão de trânsito não se preocupa em fiscalizar as lombadas (já que são normatizadas), ou de bani-las de uma vez, percebe-se que estamos à mercê da sorte – ou falta dela…

  • Lucas Gustavo

    Certa vez à noite passei direto por uma lombada recém instalada e sem nenhuma sinalização numa rua da minha cidade com um Passat 2.8 V6, eu estava a uns 40 km/h, velocidade relativamente baixa, mas foi o suficiente para quebrar o cárter e sobrecárter do carro. Tive um grande prejuízo pela idiotice de alguém da Secretaria de Obras ou Urbanismo.
    Nessa mesma cidade consigo fazer uma média de consumo de no máximo 5 km/L devido a quantidade de lombadas, sinaleiros e travessias elevadas.

  • Ilbirs

    Recentemente revisei meu carro e pelo que o mecânico falou, está tudo OK com ele, aqui coerente com a tal história de as peças estarem preparadas para suportar E30, significando aí que E27 não as massacra. Por isso que estamos naquela situação de que E20 a E25 era o que nossos carros monocombustível a gasolina deveriam estar queimando.

  • Lucas

    Claro, acabou com os rachas, o que é bom, mas da pior forma possível. Não tem polícia na sua cidade? Radar, pardal ou o escambau?? E gente civilizada para reivindicar o que é certo?? Por que não dá para pensar em punir APENAS os transgressores?? Dá mais trabalho? Pode ser, mas é o correto.

  • Não tinha pensado nisso, mas também não justifica 100%, um motorista cuidadoso poderia evitar o acidente. Muito interessante/esclarecedor é o que o Rubem Luiz postou abaixo: o fato de que motoristas trocam de ônibus e os pedais podem ter calibrações diferentes que prejudicam a aceleração e frenagem ideais que um bom condutor faria.

  • Tamanduah, o fomento a um combustível destinado a substituir a gasolina foi um dos maiores, se não o maior, da história republicana do Brasil. Nos anos 70 a gasolina já era produto excedente, pois o combustível-mãe já era o diesel, era esse o nosso perfil de consumo. Como preço do petróleo quadruplicando em 1973, o que se chamou de Choque do Petróleo, o Brasil se viu numa situação crítica ao ter de importar petróleo por aquele preço, mas teve de continuar a importar, ou a frota a diesel pararia de circular. Ocorre que as pessoas não sabem ou se sabem fingem que não sabem, que não se pode obter apenas um derivado no refino do petróleo, da mesma forma que é impossível conseguir apenas filé mignon de cada boi abatido. Disso, resultou, não é preciso ser sábio para entender, que a gasolina começou a sobrar em volumes ainda maiores, mas a “inteligência brasileira” criou um combustível que substituísse a gasolina, que sobrava. Portanto, mesmo que você não concorde com nossa posição contrária ao álcool, esse fato é irrefutável.

  • Tamanduah, a sobre de gasolina que tínhamos era exclusivamente refino local, já não se importava gasolina há tempo. Pode checar nas fontes. E desculpe editar seus comentários trocando etanol por álcool: etanol é palavra banida no AE.

  • AC2016

    Justamente. Por preguiça (ou incompetência) ou ambos utiliza-se as lombadas ao invés de punir os motoristas que fazem barbaridades.
    E somos tão bárbaros ao volante que essas pragas infestam até estacionamentos de Shoppings e afins. Completa falta de civilidade.
    Não sei onde vamos parar. Eu já até evito dirigir pois é muito stress. Todo mundo altamente irritado e agressivo ao dirigir.

  • marcio pessoa de faria neto

    Nessa terra em que levar vantagens e ser “esperto”parece ser,para muitos a única forma de alcançar os objetivos,é natural que coisas absurdas como limites insanos de velocidade,radares de toda sorte e as perniciosas lombadas se proliferem.A culpa é dos motoristas,que agem em desacordo,traindo aquilo que se propuseram a fazer quando procuraram o Detran para obter a CNH. A morte da jovem de apenas quinze anos é a prova disso!.O motorista daquele escolar jamais obteria a carteira D, se durante o exame,”decolasse” com o coletivo em uma lombada com os examinadores a bordo. Motorista de ônibus tem a obrigação legal e moral de zelar pela integridade física dos seus passageiros (alem dos veículos menores). A morte estúpida da jovem,ganha contornos de dramaticidade pois ela estava dentro de um escolar. Isso é uma vergonha e um verdadeiro tapa na cara de todos nós.O ser humano é egoísta e poucos reconhecem seus erros.É preciso parar,e repensar o que somos,o que queremos.Podia ser meu filho,podia ser o seu!. Revoltado com a notícia,acabei estereotipando o mau motorista em um comentário,mas errei,pois eles são “onipresentes” e não é possível identifica los apenas pelo carro que dirigem,pode ser um carro velho,com acessórios duvidosos ou um modelo novo,último tipo coisa e tal. A Carolyn,que nem carteira tinha acabou pagando o preço. Ela era uma criança.Onde impera a educação,não existe espaço para lombadas e radares,eles não se justificariam.Estamos realmente muito doentes.

  • Lucas dos Santos, é por isso que o molusco nove-dedos e a gorda fecal foram eleitos duas vezes cada. Explicado?

  • luisdelgado7

    Perdi uma vértebra da lombar em um acidente parecido. O ônibus também passou direto na lombada enquanto eu estava dormindo em uma cadeira na última fileira do ônibus. Quando eu cai de volta no assento, o impacto foi tão forte que esfarelou completamente a vértebra L3. Até hoje eu não sei como consigo andar normalmente porque na hora eu não conseguia e já achava quase que certo que não conseguiria andar mais nunca. Foi Deus. A ideia da lombada é ilógica por natureza e o fato dessa menina ter perdido a vida é uma prova clara disso. Meus sentimentos à família de Carolyn.

    • Luisdelgado, numa cavalgada longa, de uns 5 dias, conheci um sujeito, um coroa, que anos antes havia passado dois anos de cama devido a um acidente. O veredito dos médicos é que ele não mais andaria. Pois ele milagrosamente sarou. E sarou tão sarado que, veja, estava cavalgando dias e dias o dia inteiro de sol a sol. Pois ele foi um dos caras mais legais que já conheci. Sangue bom, magnânimo, e tão divertido que por várias vezes quase me fez cair do cavalo de tanto rir. Suas sacadas eram totalmente inesperadas. Via coisa divertida onde antes não víamos, e nos abria os olhos para elas. Uma noite ele conseguiu me derrubar de cima de uma sacaria, de tanto que me fez rir. Pois ele, afinal, me contou porque era assim. Disse que não era, era sisudo, gerente de banco, etc, mas depois dessa fria pela qual passou chegou à conclusão que se algo o tirou da cama foi para que vivesse bem e só transmitisse coisas boas a quem o rodeasse. Bom…, ele estava cumprindo à risca o que se determinou.

  • Heloi, claro, é exatamente o título diz, o Brasil está doente.

  • Luiz Roberto, altamente preocupante.

  • Andre Kss

    Isso e’ um sinal claro de INCOMPETENCIA em varios niveis nos departamentos de transito e prefeituras. Se eu soubesse o nome dos responsaveis nas cidades e estradas, eu colocaria. A “doenca” do artigo nao e’ do pais. E’ um sinal claro de INCOMPETENCIA e IRRESPONSABILIDADE de PESSOAS. No Brasil nos precisamos parar de referir a orgaos sem dar nomes aos BURROS. Sao pessoas que fazem esses absurdos, nao e’ o pais, o governo (outra figura quase mitologica) ou qualquer sigla (DETRAN, CONTRAN ou seja qual for a atual).

  • Claudia

    Em princípio, as lombadas têm a finalidade de reduzir a velocidade dos veículos, de modo que estes trafeguem a uma velocidade baixa. Eu vi muitos veículos trafegarem em velocidade muito acima da permitida, de acordo com a legislação de trânsito, tanto em cidades, quanto em rodovias. Eu li o relato de acidente fatal, relacionado à lombada, mas será que dá para culpar a lombada pelo acidente? Porque se a lombada está corretamente sinalizada, o condutor do veículo está prestando atenção nas condições de trânsito e seguindo as suas leis, creio que um acidente não ocorreria. Se um veículo colide com um poste, com fatalidade, nós podemos culpar o poste pelo acidente? Então, vamos tirar o poste de lá? O que eu vejo no Brasil é uma quantidade enorme de veículos circulando em velocidades muito acima das permitidas para as vias pelas leis de trânsito, e como podemos melhorar isso? Podemos melhorar a educação dos condutores no Brasil, de maneira que estes dirijam e respeitem as leis de trânsito vigentes no País. Se isto acontecer será o cenário ideal para um País sem lombadas, pois os condutores irão respeitar. Se trata de ter conhecimento das leis e respeitá-las. A exemplo, além de ter visto muitos veículos em velocidade acima da permitida, vi muitos condutores que não respeitam vias preferenciais, não sei por qual motivo, seja por ignorância ou desrespeito às leis de trânsito. Vi muitos condutores estacionarem os seus veículos em guias rebaixadas com entrada e saída de veículos, prejudicando cidadãos que querem entrar ou sair em seus veículos. Vi condutores estacionarem os seus veículos em vagas reservadas para idosos ou deficientes físicos sem terem o perfil adequado para a vaga reservada, além de outras situações. Ou seja, falta respeito às leis de trânsito, falta educação do cidadão, falta conhecimento das leis de trânsito no Brasil. Neste cenário atual, eu questiono se remover todas as lombadas de asfalto irá melhorar a segurança do trânsito, porque a velocidade dos veículos, muito provavelmente, irá aumentar, é fato. Já vi lombadas eletrônicas, e percebi que a maioria dos veículos reduz a velocidade naqueles pontos. A lombada eletrônica funcionaria se um criminoso em fuga, um condutor embriagado ou um condutor rico inconsequente com um supercarro passasse por lá? Creio que não. Haveria um risco alto de um veículo passar em alta velocidade por aquele ponto e o condutor perder o controle do veículo, atropelando um pedestre, podendo ocasionar uma fatalidade. Em relatos de acidentes relacionados às lombadas, se a lombada não estivesse lá, será que os acidentes não teriam ocorrido? Porque sem as lombadas, muitos veículos circulam em alta velocidade. Quantos condutores perdem o controle de seus veículos, colidem com algum obstáculo ou outros veículos, e/ou atropelam pedestres e levam à fatalidade, seja deles e/ou de pedestres? Velocidades acima das permitidas pela legislação de trânsito podem ocasionar mortes. Eu já vi lombadas em trechos urbanos que são intercaladas com trechos de rodovias. É desgastante conduzir um veículo nesta situação, pois se o veículo está em uma rodovia, é esperado manter, em geral, uma velocidade maior e constante. Culpar uma lombada de asfalto por ter ocorrido um acidente é prematuro. Poderia ocorrer um acidente com fatalidade em uma via sem lombada de asfalto e as pessoas considerarem que o acidente ocorreu porque não havia lombada na via para reduzir a velocidade do veículo envolvido no acidente e assim, evitar o acidente. A condição ideal é não ter lombadas de asfalto? Sim, sem dúvidas. Se o povo brasileiro, em geral, tivesse mais educação e respeitasse as leis de trânsito, seria maravilhoso um País sem lombadas de asfalto. Mas funcionaria no Brasil atual? Um País onde as leis de trânsito são pouco respeitadas,
    seja por ignorância ou desonestidade, creio que não funcionaria. O cenário ideal é um povo brasileiro educado e respeitador das leis de trânsito, mas não é a condição real no momento. As lombadas eletrônicas esbarram no custo e nos interesses diversos envolvidos nelas. E, enquanto a condição ideal não acontece, lombadas de asfalto servem para reduzir a velocidade nas cidades, de modo a evitar acidentes por alta velocidade. Sou a favor de um Brasil sem lombadas de asfalto, sem lombadas eletrônicas, somente com placas indicando o limite de velocidade máxima para a via e cidadãos educados e respeitadores, mas não é a condição real e atual. É um Brasil de sonho, do futuro, que talvez, um dia aconteça.

    • Claudia, sobre lombadas recomendo ler http://www.autoentusiastas.com.br/2016/06/lombadas-brasil-esta-doente/ e
      http://www.autoentusiastas.com.br/2016/04/sp-039-rodovia-educadora/ . A lombada que você defende está justamente eliminando o resquício de responsabilidade do brasileiro.

      • Claudia

        Bob, eu li o artigo que o Sr. me recomendou acima, intitulado SP-039, Rodovia educadora. Na terceira foto do artigo, com o nome: Percepção inquestionável de que deve diminuir velocidade. E nela, além da placa indicando o limite máximo de velocidade para a via, a placa de travessia de pedestres, há uma placa de aviso para a fiscalização eletrônica de velocidade máxima. As tais lombadas eletrônicas a que me referi acima, embora tenha este nome, são equipamentos que fazem a fiscalização eletrônica de velocidade máxima naquele ponto. O Sr. tocou na responsabilidade do povo brasileiro, e compreendo a sua posição, não é forçar o condutor a reduzir a velocidade, e sim, fazê-lo ser responsável na condução de um veículo, sem o uso de lombadas de asfalto. Eu faço a condução de um veículo com atenção às leis de trânsito, especialmente, à velocidade máxima para a via, e portanto, pessoalmente, não aprecio lombadas de asfalto, aliás, nenhum tipo de lombada, nem mesmo a lombada eletrônica. Mas é de causar temor, a quantidade de condutores que vejo, frequentemente, em velocidade acima ou muito acima da permitida pelas vias brasileiras, sem considerar outras infrações de trânsito que não irei comentar agora, por ficar fora do contexto deste artigo. Então, Bob, o Sr. me convenceu, estou contra as lombadas de asfalto. Porém, acima de adotar uma posição contra as lombadas de asfalto, creio que é necessário existir uma campanha, um movimento educativo para os condutores do País, no sentido de observar as leis de trânsito e respeitá-las, especialmente, no caso deste artigo, que trata de lombadas, os limites de velocidade, porque eu vejo, frequentemente, condutores em alta velocidade pelas vias brasileiras, colocando em risco as vidas deles e as de outros cidadãos, sejam pedestres ou outros condutores. Existe uma posição contra as lombadas a favor da segurança, e a segurança significa uma velocidade compatível para a via, e na prática, muitos condutores conduzem os seus veículos em velocidade acima ou até muito acima da velocidade permitida para a via. As vias públicas não são pistas de corrida ou não são pistas particulares para o condutor circular com o veículo na velocidade que ele quer para si, sem observar as leis de trânsito, que visam o coletivo, e sim, as vias públicas têm velocidades máximas permitidas pelas leis de trânsito, e os brasileiros, em geral, ignoram as leis de trânsito(embora tenham a obrigação de conhecê-las, ou ainda, as conhecem, mas não as respeitam. Eu percebo que falta, em geral, educação e honestidade ao povo brasileiro, no tocante ao respeito às leis de trânsito. É evidente que, relação aos acidentes de trânsito, a segurança é resultado de um conjunto de medidas envolvendo a sociedade e o Estado, mas se fazemos a nossa parte, já é um começo. Estou a favor de vias públicas sem lombadas de asfalto e a a favor de mais responsabilidade dos condutores brasileiros, em geral. Embora, o Brasil seja um País com muitos descendentes de europeus, principalmente, de Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, eu não sei dizer se a educação brasileira é equivalente ou pior em relação à educação de trânsito naqueles Países. Eu fico com a impressão de que na Europa, a educação é melhor, os europeus respeitam mais as leis de trânsito. Não sei o que deu errado no Brasil, sinceramente.