Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas FUSCA “SÉRIE BRAVO”, MAS POR QUÊ? – Autoentusiastas

Na resenha da produção do Fusca no Brasil e de seus “derivados” equipados com o motor VW boxer arrefecido a ar, existem aspectos que apresentam peculiaridades que, talvez por falta de esclarecimentos maiores e de definições por parte do fabricante, acabaram fazendo parte da “mitologia do boca a boca” e, não raro, causam longas discussões.

O meu amigo Hugo Bueno, um competente “detetive antigomobilista” de primeira ordem — observador e detalhista por excelência— acabou deslindando alguns destes itens à custa de muita pesquisa, observação e, às vezes, um pouco de sorte. Eu convidei o Hugo para colocar aqui na coluna “Falando de Fusca” algumas de suas importantes descobertas, e vamos começar com o “Fusca Série Bravo”.

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Lista de preços da linha Volkswagen 1973, detalhando a “Opção 1” que acabou sendo chamada de “Série Bravo”

Uma questão que estava em aberto por muito tempo era descobrir por que o Fuscão 1500 lançado na linha VW 1973 – registrado como “Opção 1” (mais barato) na lista de preços da Volkswagen, também conhecido como “Standard”, acabou sendo conhecido por “Fusca Série Bravo”. Está na segunda linha, depois do VW 1300 e tinha o valor de Cr$ 16.385,00 da época.

A pesquisa passou por várias matérias em revistas especializadas sobre esse modelo, folders de lançamento da época, matérias de jornal que falavam sobre o lançamento da linha VW 1973, mas em lugar algum havia qualquer referência ao termo “Bravo” ou “Série Bravo”.

Veja o importante catálogo chamado simplesmente Fusca 1300 – Fusca 1500:

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Uma leitura atenta deste catálogo, em especial de sua segunda página, na parte intitulada “Fuscão: o carro para um país onde mais de metade da população é jovem”, em seu último parágrafo encontramos a frase: “E para facilitar mais ainda a sua escolha, existem duas opções de preço, para que ninguém — mesmo da outra metade da população — deixe de sentir a emoção de pisar no acelerado de um Fuscão.” É neste aspecto que o “Fusca Série Bravo” se encontrava, mas ainda de modo oculto.

Já ocorreram discussões anteriores, em grupos, sobre a utilização do nome correto de versões especiais produzidas pela VW. TL Personalizado, VW 1500 Opção 1, Variant e TL Opção 1…

O certo é que parece que a própria Volkswagen não batizava formalmente suas séries diferenciadas. Apenas o fazia em comercias e propagandas da época do lançamento dos produtos, informações estas que acabaram se perdendo no tempo. Mas se a Volkswagen não formalizou um nome para essas versões especiais, o mercado o fez surgindo as denominações: TL Sport, Fuscão Standard ou Fusca Série Bravo, Variant e TL Standard.

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Anúncio de lançamento da linha 1973 da Volkswagen

No anúncio de lançamento da linha VW 1973 é exibida uma paleta de carros e dentre eles podemos ver três Fuscas, um azul Niágara, um ocre Marajó e um terceiro amarelo Texas. No detalhe dos Fuscas, podemos ver que o azul parece um 1300, porém suas calotas são do 1500.

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Detalhe do anúncio de lançamento da linha 1973 com ênfase aos três Fuscas

Eis aí o Fuscão mais barato! Impressionante que o texto da propaganda não faz qualquer referência ao nome desta versão, falando apenas em “dois Fuscões”. O termo “Opção 1” foi utilizado na tabela de preços divulgada pela Volkswagen na época, cuja reprodução vimos acima.

A revista Quatro Rodas, por sua vez, publicou em dezembro de 1972, fotos de frente e traseira do mesmo VW 1500 azul Niágara no estande da Volkswagen no VIII Salão do Automóvel de São Paulo.

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Recorte da revista Quatro Rodas de dezembro de 1972 com o “Fuscão Standard”

Pela placa podemos ver que a VW considerava este modelo um “VW 1500” e a própria matéria o chama de “Fuscão Standard”. Então por que “Fusca Série Bravo”? Aprofundando a pesquisa em propagandas antigas, finalmente foi encontrada o que parece ser uma explicação para esse “mistério”!

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Importante achado, um anúncio de jornal onde aparece a menção ao “Fusca mais bravo” – que veio a originar o nome de uma série de Fuscas

Em janeiro de 1973, a VW lançou uma propaganda, publicada também no jornal O Globo, onde aparecia a dianteira de dois Fuscas com duas fotos cada uma com seu texto, como segue: o da esquerda – “Contentando milhares de pessoas, fizemos um Fusca mais bravo”; e o da direita –  “Contentando outros milhares de pessoas, conservamos o Fusca como ele é.”  Além da citação a “bravo” no título, no texto esta palavra aparece cinco vezes como na frase “O Fusca bravo é bravo por dentro”, que induz claramente ao nome da série e isto acabou pegando junto ao público.

Na verdade, devemos observar que a Volkswagen usou o termo “bravo” como um simples adjetivo ao Fusca equipado com um motor mais potente e não como nome próprio! Mas, como já dissemos, se a VW não formalizou este nome, o mercado o fez e acabou surgindo o: “Fusca Série Bravo” (com letra maiúscula)! Mas afinal, esse modelo foi considerado pela VW como um Fuscão com o corpo de Fusca ou como um Fusca com a alma de um Fuscão? Nesse caso parece que a Volkswagen agiu como a Tostines e seu eterno enigma: “vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? ”

Em janeiro de 1973 a tabela de preços de Quatro Rodas incluiu as versões básicas do VW 1500, da Variant e do TL. A tabela de preços da revista de agosto de 1973 foi a última que contemplou as versões básicas do Fusca 1500 e do TL; a última que contemplou a Variant básica foi a de abril de 1973.

Neste ponto vamos fazer uma comparação por fotos entre os modelos contemporâneos VW 1300, VW 1500 Fuscão e o VW 1500 “Standard” (um eufemismo da Volkswagen para modelos mais baratos) – a saber o “Fusca Série Bravo”. Por acaso os três modelos que veremos são todos da mesma cor:  verde Hippie.

Iniciamos com as fotos do VW 1300:

Passamos ao VW 1500 Fuscão:

Então vamos ao “Fusca Série Bravo”. Apesar do “nome de batismo”, VW 1500 Standard, o acabamento interior do Fusca Série Bravo era bem diferente do VW 1500, chamado comumente de Fuscão. A moldura dos instrumentos e o aro da buzina eram pintados de prata Opalescente ao invés de cromados, o painel era pintado na cor do carro ao invés de possuir o acabamento imitando jacarandá, e os painéis de porta e os bancos eram mais simples, diferente dos bancos com costura em gomos, típico do Fuscão. Resumindo, seu interior era idêntico ao do Fusca 1300, o que pode ter levado à crise de identidade: Fuscão Standard ou Fusca Bravo?

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Detalhes do painel, do estofamento dos bancos e dos painéis de portas

Mesmo sendo considerado um modelo Standard, havia a opção de escolha da cor do interior combinando com a cor externa. Como exemplo, temos esse “Fusca Série Bravo” cuja cor, verde Hippie, código L-1313, combinava com o interior de tonalidade Areia, conforme evidenciado na última página do folder de lançamento da linha Fusca 1973.

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O interior do carro mostrando o estofamento dos bancos e os painéis e portas e laterais traseiros

Outra característica interessante é que o “Fusca Série Bravo”, mesmo sendo considerado um Fuscão Standard, vinha com frisos emoldurando todos os vidros, diferente da Variant Standard e do TL Standard, que não possuíam este tipo de acabamento. Esse é mais um fator que serve para confundir a cabeça dos aficionados, pois está claro que a VW não seguiu o mesmo padrão para seus modelos considerados Standard.

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Um dos pontos que diferenciavam o “Fusca Série Bravo” dos demais standards – frisos emoldurando todos os vidros

Externamente, o “Fusca Série Bravo” era uma mistura: tampa do motor com aberturas para ventilação, bitola larga, rodas e calotas tal como no Fuscão, porém, lanternas, capas do pisca-pisca dianteiro na cor do carro e tampa do capô dianteiro sem o friso de acabamento tal como no Fusca 1300.

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O “Fusca Série Bravo” visto de frente com o detalhe das capas do pisca-pisca na cor do carro e a tampa do capô dianteiro sem o friso de acabamento como no VW 1300

Vendo o carro de trás se observa a tampa do motor, a bitola larga, rodas e calotas do Fuscão. Já as lanternas traseiras, eram bicolores e ovais como do VW 1300, não possuindo a luz de ré, como a do Fuscão — que a cultura popular apelidou de “Pata de Cavalo.

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“Fusca Série Bravo” visto por trás

O reservatório do fluido de freio, assim como no Fuscão, ficava na lateral esquerda do porta-malas dianteiro, diferente do Fusca 1300 onde ficava posicionado ao lado do recipiente de água de lavagem dos vidros.

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Detalhe do recipiente de água do lavador do para-brisa, sem o recipiente para o fluido de freio que está na lateral esquerda do porta-malas dianteiro

Chegamos ao fim desta primeira matéria que abre esta parceria com o Hugo Bueno. Teremos mais capítulos reveladores nesta Mitologia Volkswagen causada pela aparente falta de consistência na definição dos detalhes dos veículos fabricados pela Volkswagen. Hoje em dia estes detalhes só podem ser revelados através de “arqueologia automobilística”, mas certamente seus resultados, algumas vezes surpreendentes, serão do interesse de muitos de nossos leitores. Ficam aqui os parabéns ao Hugo e os agradecimentos pela parceria.

AG

O seu conteúdo é de interesse histórico e representa uma pesquisa bastante aprofundada do assunto. Fotos de acervo próprio e pesquisa em livros, em sites da internet , e conforme indicado em algumas das fotos e no texto. Material baseado nas informações disponibilizadas por Hugo Bueno. O catálogo “VW-1300 – VW-1500” foi publicado pela Volkswagen do Brasil.
A coluna “Falando de Fusca” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Alexander Gromow
Coluna: Falando de Fusca & Afins

Alemão, engenheiro eletricista. Ex-presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor dos livros "Eu amo Fusca" e "Eu amo Fusca II". É autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Além da coluna Falando de Fusca & Afins no AE também tem a coluna “Volkswagen World” no Portal Maxicar. Mantém o site Arte & Fusca. É ativista na preservação de veículos históricos, em particular do VW Fusca, de sua história e das histórias em torno destes carros. Foi eleito “Antigomobilista do Ano de 2012” no concurso realizado pelo VI ABC Old Cars.

  • joao vicente da costa

    Durante muuuuito tempo, achei que era lenda! Matéria elucidativa!! Muito legal!!

    • Beleza, caro João Vicente da Costa,
      Acredito que o pulo do gato desta pesquisa foi encontrar o anúncio de janeiro de 1973 que tanto em um dos títulos fala em “Fusca mais bravo”, como na frase do texto que diz: “O Fusca bravo é bravo por dentro”.
      Foi curioso ter encontrado fotos dos três modelos, 1300, Fuscão e “Serie Bravo” da mesma cor, ai a análise das diferenças pode se concentrar somente nos detalhes distintos. Bela sacada do Hugo Bueno, que fez as pesquisas.

    • Maycon Correia

      João, única lenda é a plaqueta 5000 que vários Fuscas 1973 tem na minifrente, já vi gente vendendo por série especial, até dizendo que saíram 5.000 Série Bravo, e na real nada mais é que uma mera plaqueta com 5000 escrito!
      Todos os 73 que conheci tinham ela no lado do engate de fechadura.

      O 1500 Std era o lobo em pele de cordeiro.

      • Maycon, assim que saiu comprei um, amarelo Texas com interior marrom mais o opcional B-091, freios dianteiros a disco. Coloquei-lhe a barra estabilizadora de 16 mm de diâmetro (acessório Puma), pneus radiais Pirelli CF67 155-15, câmber traseiro 1º negativo, volante Fittipaldi de 36 cm de diâmetro, alavanca de câmbio de Karmann-Ghia, e estava feita a festa. Era muito melhor de andar que o meu Fusca alemão 1967. Sempre achei o Fuscão 1500 normal enfeitado demais. Esse standard era na medida para mim.

  • Goodtimes

    Mais uma maravilhosa pesquisa que elucidou uma dúvida que todos os amantes de VW um dia já tiveram (eu me incluo nesta lista).

    Eu gostaria de ver elucidadas, algumas questões sobre os SP2 e SP1 (sei que será uma pesquisa complicada). É sabido que existiam apenas as duas versões que diferiam apenas pela motorização porém não é consenso do que mais era diferente nos SP1 e SP2 (fala-se no console central, na forração dos bancos, em alguns relógios do painel e até mesmo na supressão dos “bigodinhos” dianteiros).
    Em dado momento, também, a VW passou a oferecer os SP2 com a grelha do motor pintado de preto e os frisos refletivos laterais em preto também.
    Será que conseguimos elucidar todos estes mistérios?

    Um grande abraço.

    • Maycon Correia

      Goodtimes, existia até 1996 um SP1 prata na rua de trás da minha, lembro dele muito bem, não havia emblema atrás, tampa lisa, os instrumentos eram apenas os de cima, e a moldura era na mesma cor sem marcas de ter sido tampada. combustível e relógio analógico, lugar fechado para o rádio, bancos courvim preto, pneus diagonais finos igual de Brasília, e aquele em especial estava sem o limpador esquerdo pantográfico, também não havia o sistema de esguicho no para-brisa e sim aquela bomba manual no pé. Um para-choque traseiro roído por um cachorro era uma borracha macia, o restante era normal, era um 1973 e a senhora estranha era única dona. E em 1996 ele já estava castigado.

  • Daniel S. de Araujo

    AG;

    Assim como o João Vicente da Costa, durante anos achei que esse Fuscão “bravo” era coisa feita por algum gaiato que tivesse pego um 1300 e colocado tampa traseira do 1500…

    Saberia dizer se as bitolas dianteiras e traseiras eram a mesma do Fuscão ou se era a “estreita” do Fusquinha, sem compensador traseiro?

    • Maycon Correia

      Daniel, era um Fuscão completo,
      Menos jacarandá e bancos de gomo! Tanto que era opcional Freio a disco e ar quente.

    • Maycon Correia

      Daniel, esse tipo de coisa era meio comum, pegavam 1300 de qualquer ano e modelo, ao retificar, aplicavam kits 1500, e como se fosse estralar um dedo e você tinha um “Fuscão” porém a história é um pouco diferente. Cambio com relações diferentes, cabeçotes do motor específicos, e outros detalhes técnicos. Além de zerar o velocímetro do carro após a retifica. Aplicavam o emblema e pronto.
      Conheço esse carro, pois meus tios trabalharam em concessionário na época, e sempre que víamos algum, meu pai dizia: lá vai um Fuscão simples! Como você sabe? Cor de 1973! Ou então: lá vai um “brabo”

      Ps. Aqui em Florianópolis o nativo troca algumas letras e é muito comum se escutar “largato” ao invés de lagarto, “tauba” no lugar de tábua e “brabo” no lugar de bravo, entre vários outros.

  • André Francisco Leite

    No dia de meu aniversário não poderia ter tido tema melhor para sua sua coluna!!!! Formidável a matéria Gromow. A Linha VW 1973 sempre me chamou atenção, acho realmente interessante e me agrada… Tanto é que sou proprietário de dois exemplares dela, um Fuscão Ocre-Marajó e uma Brasília Amarela (creio que safari).

    Aproveito para tentar sanar uma dúvida. Essa Brasilia pertenceu a meu avô desde 0km, e ele me contava ser um modelo pré-série. Ela tem o chassi com numeração baixa e segundo ele havia algumas diferenças, grade da dentadura do motor menor, volante com aros, iguais ao do Fuscão, e rodas e Variant e calotas cromadas (ele dizia ser de Variant, mas são iguais ao do Fuscão). Essas diferenças, e outras, já vi em outros modelos 73, porém a roda em aro 15 de fusca apenas na minha.
    De fato essas rodas tem o emblema VW e ano 1973 estampados, mas nunca vi nada referente a isso em publicações, sempre vejo as rodas aro 14 e calotas copinho cromada nos modelos 73.

    Realmente sempre me perguntei o que seria esses modelos pré-série, quais seriam suas diferenças, e sobre a roda de um outro modelo da linha VW, e nada encontrei. Você teria alguma informação?

    Muito Grato!!!

    • Mr. Car

      Parabéns “pra” você, nesta data…
      Abraço, he, he!

    • Cristian_Dorneles

      Coloca fotos da Brasa aí, pra gente ver.

    • Caro André Francisco Leite,
      Primeiramente FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
      Agradecemos, nesta parceria com o Hugo Bueno, a seus comentários.
      O ano de 1973 foi realmente bastante interessante para a Volkswagen no Brasil. Foi em 1973 que ela atingiu a marca de 2.000.000 de veículos produzidos, foi também em 1973 que aconteceu a mudança na dianteira da linha Fusca e que o acompanharia até o fim, e foi também em 1973 que a paleta de cores disponíveis foi considerada a mais psicodélica de todas. Quanto a esse Brasília que você descreveu, realmente nunca soube de nenhum outro com essas características. Também é de se estranhar que um veículo pré-série tenha acabado nas mãos de um particular, isto foge do procedimento padrão da empresa, que, via de regra, só libera produtos conceitualmente acabados e prontos para o mercado. Conforme já comentamos, era muito comum a realização de modificações “ao gosto do proprietário” em qualquer concessionário, talvez isso explique as rodas originais.

  • Matheus Marques

    Sensacional! Tenho o privilégio de ser amigo pessoal do Hugo, pessoa muito competente, dedicada ao assunto e tem muito a acrescentar sempre, principalmente quando o assunto é a história da VW. Parabéns pela parceria!

  • Fat Jack

    Mais uma matéria soberba! Cultura na veia! Imperdíveis as publicações do AG!

  • Mario Silva

    Muito elucidativa a matéria! Bom saber dos investigadores, esses caras são feras e importantes no cenário antigomobilistas! Parabéns a todos envolvidos! Eu nunca saberia disso!

  • Wendel Cerutti

    eh fusquinha velho de guerra …… pena que nao cabe minhas compras mensais nele . nesse caso eu iria de brasilia .

  • Cristiano Zank

    Muito boa a matéria! Seria bacana uma sobre o motor 1300L também, que, causa confusão entre leigos. Pelo que sei só existiu o motor 1300, sendo o 1300 L somente opção de acabamento.

    Uma pergunta, aquele KG TC no folder da linha VW (AG -44 Foto-11), a cor dele parece muito com o verde aplicado na Porsche. Saberia o código ou nome daquela cor? Ela parece diferente do verde oliva ou verde folha da linha 68. Estou reformando um 68 e gostaria de aplicar uma cor verde da linha VW ou Porsche parecida com o British Racing Green (Seria bacana um post sobre está cor, tem muita história só nela). Até vi nos catálagos da VW que tiveram cores como verde profundo, verde Africa, verde Congo (traduzido do alemão), Irish Green, mas, quando se chega nas lojas de tinta eles têm dificuldade em encontrar estas cores no sistema. Abraço, Cristiano Zank.

    • Maycon Correia

      Cristiano, é interessante você ter algum número dela, L6001 por exemplo, aí só acerta a cor final, pois apenas por código, você manda fazer, e de um mês para outro você não retoca mais o carro.
      Exemplo disso é o branco Lotus, que apenas passando o código ou pedindo pelo nome, você pode ganhar um bege clarinho por exemplo!

  • Acyr Junior

    Tremenda aula Alexander, pra variar …
    Daquelas que lemos, relemos e guardamos o link para não correr risco de perder !!

  • Mr. Car

    Sensacional matéria investigativa (e melhor: ilustradíssima), Gromow! Só muito recentemente tomei conhecimento de que houve um Fusca “Série Bravo”, através de anúncio de venda de um, no Mercado Livre. Achei muito interessante, e bem raro, já que não me lembrava de ter visto alguma vez, um Fusca com os faroletes de 1300, mas a tampa traseira dos 1500. Isso me chamaria a atenção, se tivesse visto. Outra coisa me chama a atenção nesta matéria, por ser algo que reivindico insistentemente dos fabricantes hoje em dia: que ofereçam interiores clarinhos, mesmo para carros baratos. Me lembro perfeitamente que mesmo o Fusca 1300, o mais barato de todos, podia vir nesta configuração. Também é notável a quantidade de cores disponíveis para a carroceria, uma variedade que anda desaparecida nos tempos atuais, e que deixava o trânsito dos anos 70 muito mais colorido e alegre, ao contrário de hoje, onde impera a mesmice do preto, prata, e branco, na imensa maioria dos carros. Chega a ser deprimente, he, he! Meu pai teve sete VW seguidos (três Fusca, um TL, e três Variant), e nenhum de mesma cor. Delícia de matéria, rapaz. Delícia! Devorei!
    Abraço.

  • Eric Ribeiro

    Meu pai tem um Fusca desses, que em breve será meu. Ele sofreu uma tentativa de transformação dele num 1500 Fuscão, mas pelo acabamento interno e falta de filete cromado no porta-malas, e depois de uma pesquisa, vimos que era um legítimo Serie Bravo. Eu como amante de Fusca fico ainda mais feliz de saber que na minha família há um exemplar tão raro como esse. Abaixo seguem algumas fotos dele.

    • Maycon Correia

      Parabéns! Esses arcos sobre os para-choques, mesmo sendo acessórios de época, são raridade!

  • Mineirim

    Gromow,
    Meu pai teve um Fuscão Stardard verde igualzinho ao mostrado nas fotos.
    Não entendi a legenda da Quatro Rodas, dizendo que ele tinha faróis do Fusca 1300… Pra mim os faróis são iguais.

  • Cláudio P

    Muito interessante Alexander! Considero mais uma aula sobre o Fusca nacional. E acredite, a “mitologia VW” se estendeu também pela linha a água. Eu e alguns colegas que temos especial interesse pelo Passat, por exemplo, volta e meia nos deparamos com alguns mistérios relacionados a falta de definições e informações oficiais da VW, portanto com grande dificuldade de serem desvendados. O legal é que esses mistérios aguçam nossa curiosidade e nos animam a pesquisar.

    • Mr. Car

      Das séries diferenciadas do Passat, acho muito bacana o “4M”. Também aprecio a simplicidade do “Surf”, se bem que este acho que acabou se tornando um modelo de produção normal. Por curiosidade, nos dê um exemplo destes mistérios da linha Passat, que são difíceis de serem desvendados.
      Abraço.

  • Fórmula Finesse

    Pelo que eu saiba, essa versão ficou muito pouco tempo no catálogo, e logo caiu em desuso pois o “orgulhoso” consumidor brasileiro não engolia um Fusca “forte”, mas com acabamento espartano do 1300 básico. Preferia um Fusca mais completo, mesmo que com motor menor e até mais gastão quando o acelerador precisava ser premido com mais força nas estradas. No meu simples entender, uma tolice, pois a diferença de dirigir o 1500 para o 1300 era bem considerável; lembro da primeira vez que peguei um 1500 cm3 para sabugar bonito – acostumado com o meu 1300L – fiquei deveras impressionado, pois em qualquer leve aclive o bichinho grudava nos 140 km/h e fazia as curvas como se vinha (pneus radiais com rodas de Brasília)…era todo melhor!

    • Caro Formula Finesse,
      Concordo plenamente com o seu comentário sobre o que você chamou de consumidor “orgulhoso”. Tivemos carros que representavam uma solução racional para o transporte de uma família que foram preteridos em relação a carros “embonecados”. Eu me atrevo a dizer que o “Gol Batedeira” com motor 1300 era uma dessas soluções racionais. Mas era simples e tinha um motor que foi considerado fraco; se bem que esta análise é pelo racional e não pelo embonecado, como você comentou.
      Voltando a falar sobre o ciclo de fabricação do Série Bravo, de acordo com a matéria, este modelo esteve presente na tabela de preços da revista Quatro Rodas entre janeiro e agosto de 1973, ou seja, por oito meses apenas.

  • André Grigorevski

    Fantástico post, explicando didaticamente e em detalhes a diferença entre as versões. Além de, claro, confirmar a falta de padrão da montadora que todos, nós proprietários de VW, já estamos acostumados. Dá até pra classificar como um “post inteligente”, o que não é surpresa dado aos autores do mesmo. É o tipo de material de referência que faz muita falta aos proprietários. Parabéns!

    • Caro André Grigorevki,
      Agradeço em nome do Hugo Bueno e em meu próprio.
      Estamos engatilhando outras matérias e pelo que deu para ver há um cardápio de pesquisas sendo encomendado em outros posts desta matéria.

  • BlueGopher

    Sui generis o estilo de propaganda (para facilitar mais ainda a sua escolha existem duas opções de preço), onde dá-se importância apenas à existência de dois preços e nada se diz a respeito do que é oferecido nestas opções.

    E que saudades daquela alegre tabela de “cores coloridas” para carros e estofamentos.
    Hoje a vida é mais preta/branca/cinza…

    • Muito bem sacado, caro BlueGopher: “cores coloridas”…
      Eu quando posso saio da mesmice dos PBC, vermelho, azul foram as últimas estripulias cromáticas de minha autoria, se bem que não consegui fugir do cinza prata no meu carro de tiozão…
      Quanto à propaganda com ênfase aos preços deve ter sido coisa encomendada pelos “krauts” que andaram dominando a Fábrica Anchieta e esquecendo de algo irrelevante que se chama “mercado comprador”. Estes seres alienígenas era providos de altíssimas doses de arrogância e sofriam de surdez endêmica no quesito perceber a “voz do cliente”, sacou?
      Para confirmar isto talvez você deve ter visto as propagandas de Fusca na Alemanha que só tinham o preço do carro…
      Em todo o caso ai vai uma delas, é uma cópia P&B de trabalho do meu acervo, o Fusca na propaganda original é vermelho. O valor, 5.390 Mark, remete aos bons tempos do marco alemão (moeda firme e estável) e o texto minimalista diz: Daβ es heute noch gibt — que isto exista ainda hoje… Mas vários anúncios nesta linha foram feitos – money makes the world go round….
      .

      • BlueGopher

        Realmente, naquela época a VW era bem interessante.
        Você, especialista também na parte psicológica da VW, descreveu muito bem a linha de pensamento deles!
        Aqui no Brasil, talvez pelo fato de que eram eles que mandavam no mercado (os outros fabricantes só comiam as sobras pelas beiradas), achavam lógico e certo que definissem o que os clientes deveriam comprar.
        E, na outra ponta, achavam certo estabelecer taxativamente os valores pelos quais os fornecedores deveriam vender suas peças e componentes.
        Dava uma canseira imensa conseguir reajustes de preço justos e absolutamente necessários.

        • BlueGopher, isso não mudou muito na indústria automobilística como um todo, um modus operandi perverso acentuado pelo o espanhol José Ignácio Lopez de Arriortúa quando assumiu a chefia de compras na GM mundial no começo dos anos 1990.

  • Mr. On The Road 77

    Paleta de cores com várias tonalidades. Três opções de cores para o interior.
    Igualzinho hoje em dia!
    SQN

  • Maycon, a barra traseira era na realidade uma lâmina de mola apoiada na carcaça e fixada nas extremidades do semi-eixos. Era um item vendido pela Empi chamado de Camber Compensator e tinha o mesmo papel da barra compensadora em Z que vinha na família 1600 e no Fuscão/1600 S “Bizorrão e 1600 puro, ou seja, com a rolagem na curva forçar a roda traseira interna contra o solo. Esse mesmo compensador tipo lâmina vinha de fábrica no Porsche 356 Carrera (veja foto no comentário em seguida, não tenho como anexar foto nesta resposta). O estabilizador perigoso era o de formato comum, com as duas pernas no mesmo sentido, que levava a roda interna a perder pressão contra o solo, ocasionando saída de traseira, ou seja, acentuando-a em vez de reduzi-la.

  • Maycon, a barra traseira era na realidade uma lâmina de mola apoiada na carcaça do transeiro e fixada nas extremidades dos semi-eixos. Era um item vendido pela Empi chamado de Camber Compensator e tinha o mesmo papel da barra compensadora em Z que vinha na família 1600 e no Fuscão/1600 S “Bizorrão e 1600 puro, ou seja, com a rolagem na curva forçar a roda traseira interna contra o solo. Esse mesmo compensador tipo lâmina vinha de fábrica no Porsche 356 Carrera de 1958 (foto). O estabilizador perigoso era de formato comum, com as duas pernas no mesmo sentido, que levava a roda interna a perder pressão contra o solo, ocasionando saída de traseira, ou seja, acentuando-a em vez de reduzi-la.

  • Daniel Pardo

    Só uma observação: ao contrário do que muitos pensam, esse Fuscão Série Bravo NÃO É uma série especial do Fusca.

    • Caro Daniel Pardo,
      Interessante, é isto mesmo que a matéria esclarece, você não entendeu isto de sua leitura?
      É totalmente óbvio que a “Série Bravo” é uma série oficiosa, nomeada pelo público consumidor, e o artigo deslinda o mistério de sua origem.
      Dê uma nova lida e depois me fala, por favor, se o artigo está claro para você.

  • Mr. Car

    Sabe que comigo está acontecendo a mesma coisa? Será coincidência? Será uma nova epidemia se espalhando? He, he, he!

  • Já esta demorando o momento da compra de seu Fusca, caro Cafe Racer, vamos dar uma festa quando sito acontecer.
    Como tenho colocado nesta matéria, divido os seus agradecimentos com o pesquisador e amigo Hugo Bueno.

  • Valeu, caro Fernando! Aguarde matérias futuras nesta linha.

  • Acho que os designers perderam a criatividade, caro m.n.a.
    Ou será contenção de despesas reduzindo o número de cores na linha de pintura???
    Mistério…
    Lembro dos primeiros Fords que poderiam ser de qualquer cor desde que fosse preto, rsrsrs…
    Aliás o André Citroën estudou na mesma cartilha e os primeiros carros da marca também foram pretos.

  • Maycon, esqueci de dizer, o meu 1500 básico — esse era seu nome entre nós, concessionários — foi pedido com o aquecimento opcional.

  • Dieki

    Qual é a diferença de bitola entre as versões do Fusca?

  • Wendel Cerutti

    As compras mais o filho no banco de trás ? Não dá , kkkkk .

  • Daniel, essa história é mesmo incrível, nunca ouvi nada parecido!

  • André Francisco Leite

    Obrigado Maycon!
    De fato, como disse num post acima, realmente acredito que essas rodas tenham sido trocadas em algum momento, ás vezes até mesmo na concessionária antes de ser adquiridas pelo meu avô.
    Quanto ao chassi, o meu é pouca coisa mais baixo, 15.435.
    Mas será que esse realmente é um número mais baixo, como meu avô dizia?
    Seria interessante saber…

    • Hugo Bueno

      Olá André! Já encontrei um VW Brasília cujo número do chassis era abaixo de 200!

      • Maycon Correia

        Hugo, certa vez olhando um baja em um pátio de leilões, ele tinha chassi abaixo de 300 se não me falha a memória. Um dos primeiros Fuscão, e que estava em estado lastimável. Por trás do banco estava um pedaço de carrapato cinza e atrás da lateral dava de ver de um pedaço lascado o tom verde folha.

        É verdadeiro afirmar que começou do BS-000100 Em julho de 1970?

  • André Francisco Leite

    Valeu, Cristian.
    Abçs!

  • Maycon, peça aqui no patropi é mesmo um problema sério para quem que manter carros mais antigos em ordem. Por que tem que ser assim?

  • Maycon, se ainda existisse Fusca rodando na quantidade de antes a vida seria insuportável pelo barulho: praticamente todo mundo retirava o elemento silenciador dos dois tubos de escapamento. Nunca fiz isso nos meus Fuscas. Quando vejo um rodando com os tubos normais, aplaudo. Outra coisa é se lenda fabricantes terem de manter peças de modelo fora de produção por dez anos. O Código de Defesa do Consumidor estabelece “enquanto for produzido”. Porém, independentemente disso, é burrice de concessionário não manter peças em estoque, como você mencionou.

  • Ricardo kobus

    Alexander,
    Tinha os Gols CL 91 e 92 com acabamento melhor sem ser muito descritos.

  • Carlos A.

    Caro Sr. Alexander, essa versão do Fusca 1500 standard de fato é bem curiosa. Sei que foi comentado por outro leitor, mas antes de saber que se tratava de uma versão original de fábrica, eu também achava que se tratava de alguma adaptação vendo a traseira desse Fusca, ainda mais por ser raro encontrar um desses pelas ruas. Outra diferença que aprendi é a bitola traseira, se tiver as lanternas do 1300 e a tampa do 1500 mas bitola larga, provavelmente estarei vendo um raro modelo desses.

  • Pastel

    Grande matéria, Alexander. Minha ligação com o Fusca é antiga: meu primeiro carro foi um 60 verde água com 1a marcha seca, seguido de um 63 cerâmica, após um 68 1300 branco (com dupla carburação Puma), depois 1 KG 69, e então um Fuscão 73 1500 com jacaranda no painel (este comprei para minha esposa mas eu era o responsável pelo bem-estar dele). Andei me encantando com o finado New Beetle e com o atual Fusca Turbo, mas não o suficiente para justificar o investimento. Há poucos dias, no entanto, no prédio em que moro um vizinho colocou a venda um Fusca 71 1500 azul com 30 000 km originais (único dono). Este vale o investimento, não vale?

  • Thiago Peralta Guerra

    Parabéns pela matéria esclarecedora! E pensar que tivemos um Fusca Bravo destes, branco com interior caramelo e vendemos barato sem saber que era raro. E ainda ficávamos incomodados com a aparência do carro achando que o dono anterior havia modificado um 1300 e transformando pra 1500 só trocando o motor e a tampa traseira. Depois que vendemos, a primeira coisa que o novo dono fez foi modificar o carro inteirinho, não sobrou nada original. Ah, se arrependimento matasse…

  • Angelo De Souza Rodrigues

    Possuo um exemplar desta verdadeira raridade que é o Fusca 1500 standard “Bravo”, muito bom saber das várias informações não muito divulgadas na época deste modelo raro.