Um Lockheed Constellation da Lufthansa voltará a voar em breve, trazendo de volta às linhas comerciais um dos mais belos e comemorados aviões de todos os tempos. Trata-se do programa Lufthansa Super Star, destinado a tornar operacional um modelo L-1649A que voou pela primeira vez em 1957, e teve sua carreira na extinta TWA – Trans World Airlines, de Howard Hughes, milionário multitarefa que foi o responsável por pedir o projeto do Constellation à Lockheed.

Na imagem acima podemos ver como ficará o avião finalizado, em foto da época em que ele era novo.

Esse modelo é uma das últimas evoluções do Constellation, que fez seu primeiro voo em 1943, como modelo L-049. O avião de quatro motores a pistão radiais levará menos pessoas que originalmente definido, para um serviço configurado apenas como primeira classe, com espaço de sobra para todos passageiros e serviço de alto padrão.

O trabalho está sendo feito nos Estados Unidos, país de origem da aeronave, e mais do que uma restauração, é um trabalho de retrofit, ou seja, atualização em tudo que for necessário para garantir segurança. Um exemplo são os materiais usados para construção, já que a estrutura das asas terá 85% de seus componentes trocados, e 95% da fuselagem, sempre utilizando materiais atuais, não aqueles com o qual o avião foi fabricado em 1957.

A parte aviônica será também totalmente nova, com telas multifunção e computadores de navegação que eram ficção científica quando o L-1649A era novo.

O trabalho foi iniciado em 2009, e não tem data oficial para terminar, sendo a qualidade do trabalho a maior meta, o que garantirá a segurança para todos que nele tiverem o privilégio de voar. Para aumentar ainda mais essa qualidade, o diretor do trabalho de restauração é Tom Blakely, ex-vice presidente de engenharia da Lockheed Aerospace, tendo trabalhado 33 anos na empresa, antes de sua aposentadoria em 2012.

A foto abaixo mostra o avião já com a estrutura completa, parte finalizada em março passado.

Constellation-Super-Star-em-restauração  CONSTELLATION VOLTARÁ A VOAR NA LUFTHANSA Constellation Super Star em restaura    o

(Divulgação Lufthansa)

A Lockheed foi a fabricante do avião que conhecemos bem no Brasil, o Electra L-188.

JJ

Esta matéria foi baseada na divulgada pelo site jornaldoar.com

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Juvenal, oba! Será que a volta ao passado do transporte aéreo de passageiros incluirá a liberdade de fumar a bordo? Torcendo para que seja!

    • Abe

      Esperamos que não. Ninguém que não fuma merece fumaça de cigarro dos outros. Fumar em lugar fechado é um baita desrespeito com os outros.

      • Abe, você é mais um que não tem noção do está dizendo, está indo na onda dos imbecis. Não existe lugar fechado, todos têm renovação de ar. Se não tivesse todos dentro morreriam de hipóxia (falta de oxigênio), pois só restaria CO2 no ar respirável. Nos aviões a renovação de ar é excelente e todos, há mais 60 anos, têm renovação de ar excelente mesmo na cabine pressurizada.

        • Mr. Car

          Absurdo mesmo é não se poder fumar nem em lugares como os enormes saguões de aeroportos. Pelo menos nos que eu conheço (os dois do Rio, e o de Brasília), não se pode. É necessário ir para a área externa.

        • Cid Mesquita

          Calma nobre Bob sou fumante e tenho saudades também. A pessoa acima o que ele diz não faz diferença pois ninguém não é alguém automaticamente só vai ter fumantes no avião.

      • Leonardo

        No caso dos aviões as fileiras para fumantes eram sempre as últimas, se não me falha a memória, e tendo em vista que o fluxo de ar no avião é sempre da frente para trás, a fumaça não recaia sobre as fileiras não fumantes.

    • Mr. Car

      Neste mundo de hoje, dominado pela patrulha, Bob? Acho que vai ser torcida em vão.
      Abraço.

  • Roberto Alvarenga

    Qual será a rota?

  • Francisco Greche Junior

    Ótima notícia, mesmo que eu certamente nunca voarei nele, mas quem sabe ele venha a GRU e possamos vê-lo e ouvi-lo.

  • Mr. Car

    Uau, que bacana! Agora falta fazer um Electra voltar a voar no Brasil, he, he! Infelizmente, nunca tive a oportunidade de voar nesta lenda dos ares brasileiros, embora tenha sido testemunha de dezenas e dezenas de aterrisagens e decolagens deles, nas muitas tardes que passei no deck do restaurante do Aeroporto Santos Dumont, onde meu pai ia muitos domingos só para ver os aviões, além claro, também para tomar umas biritas, he, he! Me lembro até hoje do barulho infernal de seus quatro motores, e de como eu achava legal ver um funcionando de cada vez, e o barulho aumentando cada vez mais.

  • João Lock

    Uma das mais bonitas Airliners que já fizeram.
    Dias atras, estava olhando um vídeo da Real Aerovias, que operava uma frota delas. O museu da TAM, tem uma em ser acervo. Mas infelizmente, fechou.
    https://www.youtube.com/watch?v=kDRM85SkKUo

  • Lucas Mendanha

    Algo sobre a motorização também? Uma atualização para os turbo-hélices usados no C-130J Hercules seria bem vinda.

    • Lucas Medanha, um Constellation com turbo-hélice seria o mesmo que uma locomotiva a vapor com motorização diesel-elétrica, perderia toda a graça. Pela imagem terá motores a pistão radiais mesmo.

  • Felipe, sacos de lixo, não sacos plásticos, nem todos estes são de lixo. Mas onde está a minha hipocrisia, consegue explicar?

  • Mr. Car, você não voou no “Sucatão”, mas num Boeing 707 bem antigo… Lembre-se das palavras banidas do AE: maria-fumaça, calhambeque e teco-teco… (rsrsrs)

  • Mr. Car, foi como um sobrinho ainda adolescente chamar um ciclomotor de “enceradeira”. Tomou aquela bronca do meu irmão pela falta de respeito com uma máquina que encerrava muita engenharia.

    • Mr. Car

      Bob, aí tinha que ver a intenção do moleque: se ele falou com carinho, ou com maldade, he, he!

  • Victor H, é claro, ou será que alguém acha que o mau cheiro dura a viagem toda?

    • Ai, ai Bob. Já imaginou se o respeito ao que os outros respiraram é definitivamente revogado e se torna uma prática comum? Eu não tenho nada a ver com as escolhas de cada um, cada um faz o que bem entender. Se fosse pra fumar em avião, eu seria a favor se: o avião fosse construído com dois ambientes sem comunicação por portas e janelas, e com sistemas de ventilação totalmente separados, portas de acesso distintas. E se o custo de manter o sistema de ventilação limpo e higienizado da parte fumante for maior, o custo disto for repassado somente aos passageiros que utilizam tal benefício. Aí beleza, todo mundo tem liberdade e a liberdade dos uns não prejudica os outros de nenhuma forma. Bob, eu me dou muito bem com meu pai, gosto muito dele e gosto dele vivo. Ele sempre falou que vai viver até os 120 anos, apesar de fumar desde novo (já parou por cerca de 10 anos, mas voltou) Como ele já teve prótese em artéria instalada, tem que fazer exames anuais para acompanhamento. Eu sempre vou junto. Na última revisão eu pedi pra adicionar um exame pra ver como está o pulmão, apesar de ele não ter nenhum tipo de sintoma. A médica solicitou um raio x. Pra resumir: já tem enfisema, o pulmão está maior, por causa da destruição dos alvéolos, o dano já causado não é reversível, se parar de fumar só estanca o processo. Ele está com 76, a médica disse que ele vai uns 10 anos ainda, depois disso ela não garante. 🙁 . Sabe, isso é diminuir a vida útil. Você está diminuindo a sua vida útil aqui no AE. E eu gosto do AE.

      • Victor H, você é mais um que está indo na conversas das “autoridades médicas líderes” com o que você disse, lamentavelmente. Essa do avião com duas cabines separadas o comprova, acrescentado do repasse dos custos de higienização e limpeza do sistema de ventilação, como se isso não fosse feito regularmente, mas que apresenta um problema: bactérias e vírus não são removidos. Estes eram liquidados pelos elementos da fumaça de cigarro e agora não são mais, resultando em contração de resfriados e gripes quando se viaja de avião. Claro, quem agradece é a indústria farmacêutica, quanto mais que vírus espalham-se pelo mundo com total facilidade agora. Quanto a mim, não se preocupe: também faço exames com certa periodicidade e meus pulmões são de bebê. Ou seja, nem todos que fumam têm problemas pulmonares relacionados ao fumo e nem todos que não fumam estão livres de tais problemas. Seu pai certamente nada teria se não tivesse parado de fumar, pois o estresse a que isso leva é causador de muitos males. Novamente, há muito interesse da indústria farmacêutica por trás das campanhas antifumo. Fique tranquilo quanto a mim e ao AE, ainda tenho uns bons 20 anos pela frente — saudáveis.

        • Bob, todo ser humano guia todas as suas atitudes seguindo ou uma ou as duas seguintes regras básicas: a fuga da dor ou a busca do prazer. Todas as escolhas são feitas sob estas regras. Se vai trabalhar, é porque gosta (prazer) ou pra não virar mendigo (fuga da dor) e assim por diante. O cigarro tem muitas substâncias que provocam prazer, e o cérebro precisa sempre de mais. Com isto, busca justificativas e modos de ver as coisas que favoreçam a obtenção de mais prazer.

          • Victor, sua explicação é inaplicável no caso do fumo, pois o cérebro não precisa de mais, como você disse, ou a quantidade de cigarros fumados aumentaria sem cessar. Fumo os mesmos dois maços diários desde 1957. Não busco coisas que favoreçam a obtenção de mais prazer, mas fujo das que o tiram de mim. Por exemplo, ir a uma choperia é assunto terminado para mim, ou ir a um restaurante, pois não existe nada mais idiota do que ter que ir à rua para fumar, o que chamo de “cigarro inútil”. O fumar é complemento de alguma atividade, jamais o objetivo em si.

  • Cafe Racer

    JJ
    Que tal uma matéria com o Electra L-188 ?

  • Cafe Racer

    Daniel
    Há um documentário muito legal sobre o desenvolvimento desses motores turbo-hélice e a utilização do Constellation para teste.
    https://youtu.be/6jAv802UmWY

    • Daniel S. de Araujo

      CaféRacer, valeu!!!

      Eu vi esse documentário algum tempo atrás! Esse banco de testes foi um que o motor no. 4 foi substituído por um Allison 501D-13. Muito show mesmo!

  • Leonardo

    Que privilégio Mr. Car, não há mais nenhum 707 operando voos de passageiros, restaram apenas algumas variantes militares e seu primo KC-135, que tem a fuselagem um pouco mais estreita.
    O ruído dos Pratt & Whitney na decolagem era ensurdecedor, fora o rastro negro deixado pela combustão…. Certamente nada eficiente para os padrões de hoje, mas inesquecível para quem curte.

  • Oducas, você disse asneira, como 99% dos não fumantes, na questão de odor nas roupas e cabelos. Isso só existe em ambientes em renovação de ar, que NÃO é o caso dos aviões. E aqui no AE a luta é apenas contra esse partido maldito chamado Partido dos Trabalhadores, legenda tão idiota quanto o “gênio”que a criou em 1980.

  • João Lock

    Tem um Super Constellation que voa na frota Breitling.

  • Leonardo

    Não consegui achar informações a respeito, mas jurava que esses 707 banco de peças haviam sido comprados por volta de 2007.
    A Beta cargo e a Skymaster operaram 707 cargueiros até essa época mais ou menos, acho que esses aviões (5 no total, se não me falha a memória) estão até hoje abandonados em Manaus, provavelmente já eram aeronaves com muitas horas e beeem judiadas, mas poderiam servir como banco de peças para a FAB, melhor que ficar apodrecendo e ocupando espaço.
    Quanto aos 767, realmente lamentável, teriam uma sobrevida bem longa na FAB, já que trabalhariam bem menos que em uso civil.

    • Daniel S. de Araujo

      Leonardo, foi nessa época mesmo, 2007. Década de 2000.

      Os 707 da Beta e Skymaster, salvo melhor juizo, acredito que eram inadequados para banco de peças pois eram extremamente surrados. Um deles, da Beta, ao decolar de Manaus, enquanto corria, teve um colapso na estrutura do trem de pouso que perfurou a asa. Tinha mais de 100 mil horas de vôo quando ocorreu o incidente. .

      • Leonardo

        Pois é, mais de 40 anos de uso, bem guerreiros esses 707, realmente não teria muito a se aproveitar.

  • Lucas Mendanha

    Cuidado com o que desejas. Tu podes conseguir. hahahaha

  • Abe

    Rapaz, que milagre o seu comentário sobre o cigarro não ser defenestrado. E dizem ainda que o fumo em lugar fechado não incomoda aos outros. Tsc.

  • Abe, pare de falar asneira, por favor. Não tem mais o que fazer? Onde fumaça de cigarro incomoda se os fumantes e os não fumantes estiverem ambientes separados? Parece que você não raciocina!

  • Abe, você é burro mesmo, hein!