Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas BRASIL ATIROU NO QUE VIU… – Autoentusiastas

Brasileiro teve razão em protestar contra a proibição — única no mundo — do diesel em automóveis, pois é mais eficiente que a gasolina. Mas…

O Brasil é o único país do mundo que proíbe o motor diesel nos automóveis. O governo teve seus motivos, no passado, para restringi-lo a caminhões, ônibus, tratores e jipes. Foi para limitar sua importação num país carente de dólares, pois nossas refinarias não têm capacidade para suprir a demanda. Além disso, ao reduzir seus impostos, a ideia era baratear o custo do transporte de cargas e passageiros, não dos automóveis. E era — na época — um combustível ainda mais sujo, extremamente poluente. Com uma enorme vantagem em relação à gasolina: mais eficiente, além de emitir menos CO2, o gás que provoca o efeito estufa.

Novas tecnologias aperfeiçoaram os motores diesel. Deixaram de ser fumacentos, lerdos, barulhentos e trepidantes e sua aplicação na frota europeia de automóveis foi crescendo: de 10% nos anos 90, chegou a 53% em 2014. O próprio diesel tornou-se mais “limpo” com a redução do teor de enxofre em todo o mundo, inclusive no Brasil.

O brasileiro dirige carros a diesel na Europa e protesta contra sua proibição, pois nem percebe que está ao volante de um motor com esta motorização, tão surpreendente seu desempenho. Além disso, sua maior eficiência térmica resulta num consumo menor que o motor a gasolina. Se existe no mundo inteiro, por que proibi-lo aqui?

Entretanto, houve uma decisiva alteração do panorama nos últimos anos. Em primeiro lugar, pelo desenvolvimento dos motores a gasolina, contemplados com turbocompressores, injeção direta, comandos variáveis, redução de cilindros e cilindrada e outras tecnologias que aumentaram sensivelmente sua eficiência. Os híbridos, por exemplo, concorrem com os diesel em consumo.

Em segundo lugar, o Protocolo de Kyoto de 1997 estimulou  países europeus a incentivar o uso do diesel no automóvel devido à baixa emissão de CO2, menor que a dos motores a gasolina. Impostos do combustível e licenciamento dos veículos foram reduzidos na maioria deles.

Entretanto, o motor diesel emite elevados teores de NOx (óxidos de nitrogênio), HC (hidrocarbonetos) e MP (Material Particulado), aquele bem fininho que vai direto aos pulmões…), o que exige filtragem de custos elevados para reduzi-los no escapamento. Tão elevados que resultaram no vexame do “dieselgate” : Volkswagen, Mitsubishi, Suzuki (e outras, possivelmente…)  criaram dispositivos para trapacear nos testes de emissões.

A Comunidade Europeia está revendo sua postura e anunciando medidas para desestimular o diesel nos automóveis. Nos EUA existe uma reação natural contra o combustível que teve sua imagem prejudicada nos anos 80 com uma infinidade de problemas na linha Oldsmobile lançada com motores diesel.

Exatamente quando se registra uma reversão do quadro na Europa, o Congresso Nacional está analisando um projeto de lei que permitiria sua utilização em automóveis. Medida que chega atrasada e na contramão da nossa história pois estamos em pleno desenvolvimento de motores flex. O álcool pode ter seus problemas, mas é muitas vezes mais limpo que o diesel. Renovável e incentivador de empregos no campo.

A engenharia da nossa indústria automobilística está debruçada, no momento, sobre dezenas de projetos (estimulada pelo Inovar-Auto) para aumentar a eficiência do carro flex. Além disso, pelo menos duas refinarias que seriam construídas no Nordeste (como a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foto de abertura) com perfil de refino voltado ao diesel deram no que deram… e continuamos importando quase 20% de sua demanda.

O Brasil navegou contra a maré durante dezenas de anos, ao proibir o diesel em automóveis. Atirou no que viu, acertou o que não viu. Será que vai reverter sua postura exatamente quando o mundo dá uma guinada de 180º?

BF

A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • eNe

    A terra deve ser utilizada para o plantio de alimentos e ervas medicinais e não para a produção de álcool combustível.
    Quanto aos combustíveis fósseis, está na hora de termos refinadora suficientes, mas se boa parte do dinheiro que poderia ser investido nelas vai para os bolsos dos políticos, fica difícil.

    • Luiz AG

      Esqueças as ervas medicinais… As principais terras para isso seria a floresta amazônica e a mata atlântica, que estão sendo derrubadas para geração de pastos.
      Pelo jeito será melhor desenvolver remédio a partir de colágeno…

      • Elizandro Rarvor

        Ervinha do capeta vale?

      • ochateador

        O mais irônico de tudo é.
        Sem derrubar 1 árvore, o Brasil consegue aumentar muito (e bota vários muito na frase) a produção agropecuária e agrícola… Só precisa investir em tecnologia e ver a magia acontecer (em vários locais isso já acontece).
        Onde achar a tecnologia necessária ? Só olhar para nossas universidades que tem milhares de talentos subsubsub-aproveitados.

    • Rubem Luiz

      Se você tentar plantar arroz e feijão, esse cereais tem preço de venda tão baixo que em 50% do país o custo do frete tornará sua produção inviável, você vai colher R$ 3 mil por hectare, mas gastar R$ 3,1 mil pra cultivar.

      “Todo mundo” planta soja pra exportação, ou cria gado pra exportação, porque plantar alimentos pro consumidor final não é que dá menos lucro, é que de fato na maior parte do brasil dá prejuízo.

      Uma cidadezinha de 10 mil habitantes consome o feijão que uma área de 10 ou 20 hectares produz, e talvez o arroz de 200 hectares, mas o brasil tem mais de 5500 municípios e cada um tem milhares de vezes essa área. Em geral só 1 (um) produtor de leite médio atende uma cidade dessa, 2 ou 3 horticultores atendem a cidade, 1 plantador de feijão e arroz atendem a cidade, 1 criador de gado com 400 cabeças de gado por ano também atende uma cidade dessa (E 1 matadouro bem pequeno mata 400 cabeças no ano). Enfim, o que uma cidade pequena consome é MUITO POUCO, eu vivo numa dessas cidades onde toda a carne, arroz, feijão, laticínios, frutas e verduras são de produção local, produção feita por 20 ou 30 pessoas, mas… tem 3 ou 4 MIL produtores, produzir aqui pra levar por 3000 km só é viável pra produtos de alta durabilidade (Cereais), mas simplesmente nem tem pra onde vender arroz ou feijão, só o que tem comércio certo é soja, e levar gado pra frigoríficos bem longe daqui.

      Todo mundo diz que a fome no mundo é questão de distribuição, não de produção, bem por isso, quase todo agricultor que conheço adoraria produzir apenas alimentos (Feijão, arroz, milho, lentilha, sorgo, aveia…), mas não tem como escoar essa produção por um custo baixo. O soja é assim: Colhe entre janeiro e março, fica estocado, sendo secado, e vai sendo escoado até os portos lentamente, lá por dezembro saem os últimos caminhões do que foi colhido em janeiro, e isso pode ser feito com soja sem problemas, o escoamento é lento e gradual, varia conforme o preço. Poderia ser feito com outros alimentos SE houvessem compradores, mas não tem, aqui o PRODUTOR de arroz descasca, embala, e vende no supermercado o pacote de 10kg por R$ 12 e praticamente NÃO tem lucro, se for levar isso por 4000 km até algumas cidades bem pobres no nordeste vai chegar lá por R$ 16, um custo maior que o arroz produzido lá mesmo. A saída pra essas produções devia ser exportação, mas esses produtos (Arroz, por exemplo) tem crescimento em vários climas, países como o Sudão do Sul e Etiópia tem clima e espaço pra essa produção, não produzem pelo estado de semi-guerra-civil, e esse estado é o que impede de ter recursos pra importar esses alimentos.

      Tem terra de sobra pra alimentos pra todos os brasileiros, pra biodiesel, álcool, café e etc, exportamos commodities agrícolas AOS MONTES porque produzimos justo pra exportar, consumimos acho que talvez 20% do que produzimos, e tem alimentos que não tem mais como reduzir de preço (No caso do arroz), porque o custo de produção não baixa.

      Alias, olha o preço do kg do arroz, é uma mixaria, R$ 1,20 e 1,50! Agora olha o preço de um industrializado qualquer, digamos um iogurte, um potinho de 50g por R$ 3, isso dá R$ 60 por kg desse produto. É o arroz que torna sua cesta básica cara, ou os produtos industrializados? Alimento in natura no brasil já é extremamente barato, o único jeito de aumentar a produção de alimentos prímários é AUMENTANDO preço, não reduzindo.

      (Mas o consumidor consome mais prod. industrializados do que alim. primários, incentiva o produtor a não produzir alimentos primários e sim a produzir soja pra exportação)

      • Sergio

        bom relato! estes produtos básicos devem ter menos imposto tb, do que os industrializados. eu to consumindo agora arroz integral, te mata mais a fome, e tu come menos porcaria depois 🙂

      • eNe

        A cidade onde moro também tem 10.000 habitantes, mas é bem industrializada e com poucos produtores rurais. Quase a totalidade dos alimentos vem de fora.

    • Elizandro Rarvor

      Gurgel é você ?

      • Cesar

        KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    • Lorenzo Frigerio

      É necessário criar um novo marco do petróleo, em que seja atraente para outras petroleiras construir refinarias aqui. E também acabar com esses padrões estúpidos, de gasolina obrigatoriamente com 27,5% de álcool. Tem que liberar tudo.

  • anonymous

    O Civic europeu tem um motor 1.6 i-DTEC (diesel) de 120 cavalos, projetado para durar 1 milhão de km, que faz fácilmente mais de 25km/L (andando a 90km/h passa de 30km/L de diesel), com baixo NVH. No CR-V ele tem ainda uma versão de 160 cavalos (poderia a Honda lançar um Civic 1.6 VTi diesel, 1.6 160cv, caso quisesse…). É um bom exemplo de diesel. Contudo, é possível que seja um dos últimos, pois a tendência é mesmo gasolina e eletricidade.

    Bom texto, tema interessante.

    • Luiz AG

      Esquece esse negócio de 1 milhão de km. Em terra que vender um carro com 60 mil km é considerado “velho” e “vai dar manutenção” para quê um motor que dura 1 milhão de km…
      Em tempo: Faz uns 15 anos que não ouço motor indo para retífica por utilização normal do veículo…

      • anonymous

        Estou vendo que o Sr. está muito mau humorado hoje. E o pior, concordo com tudo o que disseste…

      • Elizandro Rarvor

        15 anos? Mora onde? Em Borá no interior de São Paulo? Que tem 900 habitantes?

        Tenho amigo de mecânica e retífica tem todo dia, de caminhão e carros.

        Claro, vamos determinar o que é utilização normal para você. Se usar o carro como uma parcela significativa da população sem trocar óleo no tempo correto mas que dirige “só na cidade” como se isso fosse coisa boa, então lascou, isso é uso severo, mas para eles é utilização normal.

        Especificamente motores VW 1.6, FIAT 1.8, GM 1.4 com 5 anos de uso e as vezes nem 80.000 km rodados e já foram pro espaço.

        • ochateador

          Se rodar em cidade e estradas de forma normal (100 KM/h no máximo), prevendo o que pode acontecer na sua frente (portanto, acelerando e reduzindo ao poucos para não forçar nenhuma peça em específico), abastecendo em posto de qualidade, mantendo os pneus calibrados e trocando óleos do veículo no tempo correto. Em resumo, agindo como um motorista perfeito (não é meu caso).
          Quanto tempo um motor desses rodaria sem precisar ir para a retífica?

          • Luiz AG

            Olha, eu tenho uma moto 250, rodo 120 km todo dia à rotação de 7.500 rpm em estrada de 120 km/h de máxima, ela está com 81 mil km em perfeito estado de conservação. Manutenção preventiva sem frescura. Vai longe ainda.
            Isso para mim derruba dois mitos: quilometragem e rotação estraga o motor.

        • Luiz AG

          Só um adendo, motor mal cuidado não dura 100.000 km.

          • Christian Govastki

            Mal cuidado não dura nem 20.000 km. Basta colocar óleo fora da especificação e pegar ladeira subindo o tempo todo na faixa vermelha do conta-giros.

      • Sergio

        Acho que as pessoas estão fazendo mais as revisões do fabricante, que por sua vez estão mais baratas também, e atreladas a garantias maiores.

  • Mecânico

    Que eu saiba, a única que, admitidamente, “criou dispositivo para trapacear” nos testes de emissões diesel foi a VW, tendo sido condenada por isso. O caso recente da Mitsubishi está ligado aos “kei”, que são a gasolina e exclusivos do mercado japonês.

  • Antônio do Sul

    Como o carro a diesel tende a ser muito mais caro do que um equivalente flex ou movido a gasolina, não haveria súbita invasão de veículos movidos por este combustível nas ruas, tampouco sua falta nas bombas de combustível. Por que, então, madames podem desfilar com SUVes a diesel pelos estacionamentos dos shopping centers enquanto que representantes comerciais e taxistas têm que andar com cilindro de GNV roubando espaço do porta-malas?

    • Elizandro Rarvor

      Seu raciocínio sobre as SUVs diesel das madames foi muito coerente, gostei, nunca tinha pensado nisso.

      Mas infelizmente, sabendo como é a Petrobras, se liberarem o Diesel para carros, em pouco tempo terão que cortar os subsídios do Diesel, o consumo se elevará e vai ficar caro para o já capenga transporte rodoviário no Brasil.

      Sem mencionar a máfia dos usineiros que farão de tudo para impedir o diesel nos carros.

      • Antônio do Sul

        O grande complicador da questão dos combustíveis é o seguinte: embora o monopólio da Petrobrás tenha sido quebrado por uma emenda constitucional, ele ainda existe de fato. Isso acontece, acredito, em razão do equívoco do governo passado em usar a companhia estatal para segurar artificialmente os preços dos combustíveis, o que produziu o desinteresse de outros concorrentes em refinar petróleo por aqui ou em importar derivados produzidos fora.

      • Christian Govastki

        Elizandro, seu raciocínio é válido pela metade, o diesel não é mais subsidiado há anos, o que é, de fato é o álcool, com a obrigatoriedade de custar no máximo 70% do preço da gasolina e os 27,5% adicionados a esta.

    • Nelson C

      Os SUVs estão à venda para todos.

  • Daniel S. de Araujo

    Boris Feldman falha, de maneira grosseira em seu texto, em diversos pontos. Mostra bem a postura de certos setores em pregar a liberdade mas naquilo que discorda, quer que haja uma lei e o poder de polícia estatal coibindo e proibindo.

    -> Do ponto de vista textual, o final do texto contradiz a fundamentação feita no inicio. Nota Zero!!!
    -> Do ponto de vista lógico, o que tem haver a corrupção das refinarias superfaturadas da Petrobrás com a liberção do diesel? Nada!!! Nota Zero!!!
    -> Do ponto de vista econômico e Legal, é certo proibir o brasileiro do acesso ao carro a diesel??? Nota Zero!!!
    -> Do ponto de vista técnico, Boris mostra estar mais atrasado do que rádio a válvula: Os modernos motores diesel tem emissões de NOx, HC (hidrocarbonetos – por sinal, algo sério em motores a gasolina) quase que de um traço (0%) nos equipamentos de medição. E o material particulado foi bem controlado. Mostrou desconhecimento técnico. Nota Zero!!!
    -> Do ponto de vista técnico novamente, o ciclo diesel é tão racional do ponto de vista de aproveitamento energético que até motores pequenos aeronauticos estão surgindo usando esse ciclo. Mostra desconhecimento. Nota Zero!!!
    -> Do ponto de vista politico e econômico: Boris mostrou desconhecimento (intencional?) em não diferir LIBERAÇÂO do veículo a diesel com INCENTIVO. São coisas completamente distintas. Na Europa, o combate aos carros a diesel é muito mais em virtude do desequilibrio no consumo de diesel/gasolina (como vimos aqui com o Alcool em 1985/1986 que sobrava gasolina) do que por razões ambientais. Nota Zero!!!

    Estou cada dia mais desconfiado do Boris Feldman: Acho que ele está mais para um membro da patrulha anti-automóvel disfarçado de jornalista automotivo do que algém que quer tratar adequadamente do segmento!

    • Lemming®

      Perfeito!

  • Renato Texeira

    Mas vai esperar o que dos nossos legisladores. Foi a mesma coisa com a lei do farol baixo que não previu o uso dos DRLs. Ou seja, estão sendo atrasados e reinventando a roda…

  • Uber

    É como eu comentei na coluna do Calmon, aqui no AE, o nosso atraso acabou se tornando vanguarda!
    Mas continua errada a opção em proibir as pessoas de terem o carro que querem ou proibir o seu acesso a certas vias.
    Não seria menos traumático e polêmico cortar os incentivos para os veículos a diesel?

    Aliás, vejo uma coisa curiosa…
    Todo esse mimimi com o diesel e mais ninguém lembra de que o GLP, aquele gás de bujão, botijão, também é proibido em carros por aqui enquanto é permitido em outros países.
    Que tal um pouco de indignação com isso também?

    • Lorenzo Frigerio

      Acho que o GLP ainda é subsidiado. Mas hoje temos GNV.

  • AlexandreZamariolli

    Verdade, carro a diesel é uma desgraça. Joinha mesmo é o fréquis.

  • Rubem Luiz

    Se ver o que a Petrobras diz sobre a composição dos preços:
    http://www.petrobras.com.br/pt/produtos-e-servicos/composicao-de-precos/

    31% do custo na bomba é custo de produção, pegando gasolina de R$ 3,1 em SP isso dá R$ 0,961 por litro.
    Já o diesel, de R$ 2,75 na bomba, tem 54% do custo vindo da produção, isso dá R$ 1,485.

    Podemos dizer então que o diesel custa 50% a mais para ser produzido. São mais de 50 centavos de diferença.

    Ou seja, o diesel tem custo maior de produção por litro. Que eu saiba isso ocorre porque a gasolina pode ser extraída até em destilação de temp. baixa tipo 200°C, e rende mais litros por barril, enquanto o diesel só é extraído no dobro da temperatura, e rende um pouco menos (Litros de diesel por barril). Um eng. petroquímico devia detalhar esses custos.

    O Brasil importa algo tipo 6 milhões de barris de petróleo leve, e exporta uns 20 milhões de barris de petróleo pesado. Mas como o petróleo leve é mais caro, importamos US$ 220 milhões, e exportamos US$ 500 milhões (Média desse ano).

    Lucramos US$ 280 milhões? Não, porque importamos DERIVADOS diversos, como asfalto, querosene para aviação, coque, a soma toda disso fica na casa dos US$ 500 milhões por mês. Então PERDEMOS esses US$ 220 milhões por mês. Temos uma balança negativa.

    Esses valores a ANP divulga:
    http://www.anp.gov.br/SITE/acao/download/?id=8474

    Se com o diesel como é usado hoje já temos uma balança comercial desfavorável, liberando ele para automóveis teríamos uma balança MUITO mais desfavorável, teríamos que importar um pouco mais de petróleo leve, teríamos que importar um pouco mais de derivados (Usados na produção do diesel). De maneira geral o gasto da indústria petroquímica nas importações subiria.

    O diesel tem mais carbonos por isso tem mais energia por litro, mas… pra produzir ele o custo é maior, no fim das contas esse custo de concentrar a energia pelo visto não compensa. O GLP está no outro oposto, tem poucos carbonos por isso é mais barato, mas é tão pouco carbono que tem pouca energia concentrada, não é uma solução financeira tão boa porque o custo de transporte e abastecimento tem riscos que elevam o custo total da coisa acima dos custos com gasolina.

    Eu preferia gasolina pura, e álcool anidro puro, para o consumidor fazer a mistura que quiser no tanque (Ou usar apenas gasolina, ou apenas álcool, dependendo do uso. Na moto eu usaria apenas gasolina porque anda pouco e anda fria, e no carro apenas álcool). Mas dia que houver a possibilidade de usar diesel em veículo de passei pode ter certeza que serei um dos primeiros a modificar LEGALMENTE meu carro 1.0l para operar com diesel, se alguns milhões de pessoas fizerem como eu pode ter certeza que a indústria petroquímica vai quase quebrar, porque se houver um boom no consumo do diesel essa indústria não vai dar conta de atender, quem vai sofrer mais é o setor de transportes, o custo do frete (Que já é alto, pelos buracos e pelas distâncias) vai subir ainda mais.

    E nem toquei no assunto ambiental…

    • Lorenzo Frigerio

      As bombas dos postos deviam fazer a mistura que você quisesse na hora: gasolina pura, gasolina com 15% de álcool, E85, E100…

    • ochateador

      Petróleo leve é bom para produzir derivados de alto valor ($$$$$). <- gasolina cai aqui
      Petróleo pesado é bom para produzir derivados de baixo valor ($). <- diesel cai aqui

      Aí você pesquisa qual tipo de petróleo é produzido em quase 90% do Brasil e anota.
      Em seguida pesquisa sobre qual petróleo as refinarias existentes no Brasil refinam e toma um susto (ou ganha um diploma de burro).

      Pesquisei sobre isso uns tempos atrás de desisti de tentar entender o mercado de produção até o abastecimento combustível no Brasil.

    • Francisco Greche Junior

      Agradeço pelo ótimo comentário e explicações.

    • anonymous

      “modificar LEGALMENTE meu carro 1.0l para operar com diesel”
      Isto é técnicamente possível??!?

      • Antônio do Sul

        É possível trocar um motor VHT de Gol por um AP diesel da Kombi, por exemplo. O maior problema talvez seja o casamento com o câmbio/diferencial: as relações originais de transmissão provavelmente ficarão excessivamente curtas, demandando a troca de algumas engrenagens e/ou da coroa e/ou pinhão.

        • agent008

          Antônio, dependendo o caso (dou mesmo o exemplo do AP), não seria possível com mesmo bloco e cabeçote, trocar virabrequim, bielas e pistões? Algum ajuste nos comandos talvez…

  • Lorenzo Frigerio

    Não gosto de diesel, mas sou totalmente a favor da liberação. Ainda mais agora, que existem opções muito mais eficientes e baratas para carros de rua. Maldita mania essa, de no Brasil ser tudo proibido.
    Se o diesel for liberado, provavelmente quem mais se beneficiará são os veículos de trabalho leves, como carros de taxista e pick-ups tipo Strada, que podem até se beneficiar de IPI e ICMS reduzidos para compensar o custo extra do motor.
    Liberar o diesel para todos os carros, hoje, jamais levaria a uma situação semelhante à da Europa. Mas daria uma opção àqueles que rodam muito.

    • daniel paulino

      Sem contar que a tecnologia diesel hoje está certamente muito mais avançada do que na época dessa proibição idiota!

    • André K

      Muito provavelmente, a liberação do diesel para consumidor final virá acompanhada da perda do subsídio do mesmo combustível. Na minha opinião, se isso avançar vão criar um mecanismo para que veículos pesados comerciais tenham algum tipo de subsídio ou compensação e os demais não.

      • Barroso

        Diesel já não é subsidiado há vários anos, mas até hoje se propaga essa história. O que acontece hoje é que o Diesel paga menos imposto que a gasolina, o que não é sinônimo de subsídio.

        • André K

          Para mim, renúncia fiscal é subsídio. Não no sentido de o governo colocar dinheiro diretamente no produto mas no sentido e de favorecê-lo em relação aos outros. O resultado – para nós contribuintes – é praticamente o mesmo.

  • Luciano Ferreira Lima

    E o motor ELKO? Se não me engano é semi-adiabático e com eficiência 31% melhor que o motor diesel. Será que morreu definitivamente ou abafaram o projeto?

  • rodrigo

    Eu acho que pela diferença de preço dos motores o impacto seria desprezível. É só observar a quantidade de caminhonetes que poderia ser equipadas com diesel e saem das fábricas com motores a gasolina.

  • Rodrigo

    Monopólios e Oligopólios somente são bons para aqueles que os detêm. Para os consumidores quanto maior a possibilidade de escolha, melhor. No final, tudo se resume de quanto se pode(oferta) e se quer pagar (procura). Tem que ter diesel para quem quiser! Se a Petrobrás não tem condições de produzí-lo que outra empresa o faça aqui ou mesmo importe. Simples assim.

  • Piero Lourenço

    Aquela velha história… depende do interesse….

  • Bispo

    Holanda esta para proibir carros movidos a gasolina ou diesel até 2025.
    Alemanha e Noruega com planos similares… até 2030 somente carros com emissão zero.
    Os países mais desenvolvidos estão focando em carros híbridos (gás, hidrogênio) ou 100% elétricos. Seria uma política inteligente do Brasil, seguir a onda e estimular ao máximo carros com emissão zero até 20xx…
    Carros a combustão serão peças de museu (e proibidos de circular) em muitos países até 2050.
    Infelizmente nossos governantes não pensam em país e sim em mamar, ficar no poder com a ajuda benevolente do povo pouco ou nada politizado.

    • Bispo, política inteligente do Brasil seguir a histeria carbônica desses países, esse besteirol todo? Seguir os ecochatos da Holanda, Alemanha, Noruega e outros? Jamais! E que esses inimigos da humanidade, os ecochatos, desistam, haverá carros com motores a combustão até 2070 pelo menos. Gostem ou não, esses idiotas.

      • Nelson C

        Bob, na boa, por que sempre respostas tão agressivas diante de qualquer ponto de vista divergente do seu? São constante aqui, e não consigo entender como você trata assim seus leitores.

        • Nelson C, primeiro pense por quê. E sempre não, às vezes, aliás poucas.

          • André K

            Não acho agressivo e nem ofensivo. Duro e direto, sim, algumas vezes.

        • V_T_G

          Pois é, a impressão é que só há uma verdade universal e que todos devem acatar. Sem raciocinar, sem discutir.

        • ochateador

          Já parou para pensar que esses ambientalistas/ecochatos/etc estão apenas tirando a poluição da cidade e movendo ela para fora da cidade?
          Ou seja, trocamos 6 por meia dúzia.
          A poluição vai ficar no mesmo nível ou até aumentar, apenas não será dentro da cidade e sim fora da cidade.
          Sem falar que esses carros elétricos/hidrogênio/etc tem muita eletrônica embarcada, se ele der pau 10 anos após a compra o custo de reparo será tão alto que compensará comprar um carro novo (e o que será feito com o carro antigo ? E se você não tiver dinheiro para trocar/reparar o veículo, vai ficar com um peso de papel na garagem?). Um carro movido a combustão interna (gasolina/alcool/diesel) pode ter o mínimo de eletrônica possível e se bem cuidado dá para ser utilizado por 50 anos sem problemas, se der pau no veículo é simples de reparar justamente por ter pouca dependência de eletrônica.

        • Elizandro Rarvor

          Ele não foi agressivo, foi incisivo…que se faz notar pela energia, pelo caráter bem marcado e definido; firme, peremptório, decisivo.

          E o assunto requer agressividade, a opinião para ser ouvida e discutida tem de ser feita em alto e bom tom.

          Por isso Jair Bolsonaro é tão comentado, se ele emitisse suas opiniões na voz de Caetano Veloso, ninguém ouviria.

        • m.n.a.

          hahaha, já levei umas “pauladas” do Bob aqui nos comentários…mas ele quase sempre tem razão, é um cara muito experiente e vivido nesse meio…

          e olha que eu odeio puxa-saquismo !

      • Uber
    • eNe

      Só quero saber onde colocarão todas as baterias que com o tempo ficarão inutilizadas.

    • Christian Govastki

      Bispo, o Brasil só não teve outro apagão energético pelo simples fato da economia ter entrado em recessão. Sabe por quê? Os ecochatos inviabilizaram a construção de usinas hidroelétricas de reservação por causa da falácia das terras inundadas e mortandade de animais estas áreas durante o processo de enchimento.

      Ai eu te pergunto? Vai recarregar os carros elétricos com a energia vinda de onde? De um geradorzinho 2T na sua garagem?

      Ah, tá daqui a pouco começa o blah,blah, da energia solar, eólica e entre outras…

  • Luiz AG, o GM EV-1 foi um experimento da GM com data para terminar. Não podia vender um carro que não era de produção normal, só tinha dois lugares e pouca autonomia. Tanto que alguns anos depois começou a produzir o Volt. Quanto ao Elko, simplesmente não houve interesse, não teve nada de abafar projeto.

  • Eduardo Sérgio

    Sobre o texto de Boris Feldman eu faria três observações:

    – os americanos sempre tiveram aversão ao diesel. Fato emblemático foi a estranheza e desconfiança ao ouvirem o ruido do motor a diesel da perua Mercedes-Benz de John Lennon quando ele morou nos Estados Unidos. Naquele país o seu uso restringe-se basicamente aos veículos pesados. Até mesmo as picapes grandes utilizam motores a gasolna, com certeza por conta de seu custo-benefício mais atraente;

    – o tipo de mão-de-obra utilizada no campo por conta da cultura da cana-de-açúcar é coisa típica do tempo da escravidão. Sugiro a visita “in loco” a esses locais para ser constatado o óbvio: condições degradantes de trabalho; analfabetismo; alcoolismo; baixos índices de desenvolvimento humano. Enfim, deprimente. Mais deprimente ainda foi a declaração do “representante-mor da classe trabalhadora” a respeito: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90477.shtml ;

    – assim como aconteceu em outros Estados do Brasil, a decisão de construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, não atendeu a critérios técnicos de interesse da Petrobrás, mas sim a interesses pessoais de Lula, então presidente da República, que do alto de sua soberba visou atingir dois alvos com um tiro só: ganhar prestígio político em sua terra-natal e também agradar seu amigo bolivariano Hugo Chávez. E hoje a Petrobrás e seus acionistas sofrem as consequências desse acordo de cavaleiros do apocalipse.
    http://veja.abril.com.br/noticia/economia/petrobras-abriu-mao-de-cobrar-calote-da-venezuela

    E como deliberará o Congresso Nacional? Talvez estejam procurando saber se também há automóveis a diesel no Canadá…

    • Daniel S. de Araujo

      Eduardo, nos EUA carro a diesel nâo é popular. Mas não é proibido…

      Enquanto isso aqui no Brasil, defendemos a liberdade e o direito de auto-determinação das pessoas. Mas naquilo que não concordamos queremos leis e o poder de polícia coibindo.

  • Leônidas, essa é a idéia que vendem a respeito do álcool. Dizem isso como se não havendo cana nada será plantado no lugar e nada absorverá esse CO2. Torcem os fatos. Pasto, mato, soja, ou seja lá o que for, também absorverá o CO2. Além do mais é uma tremenda monocultura e todo mundo sabe que extensas monoculturas são o que há de pior para o equilíbrio ecológico. E isso para não se falar em desequilíbrio social, que tira o homem do campo e concentra terras, uma reforma agrária ao inverso. Pense bem, mas pense por si só, sem ser influenciado pela propaganda maciça que fazem.

  • Leônidas, o que importa na gasolina é o número de octanas, independente de ela conter ou não álcool. Se um motor flex de taxa elevada com o do Etios (13:1) funcionar com gasolina sem álcool de 95 RON, como a atual comum, não haverá detonação. O V-12 do Ferrari F12TdF tem taxa de 13,5:1, embora requeira gasolina 98 RON. A dificuldade, esta sim, será acertar a relação ar-combustível. De qualquer maneira, isso só vem a ressaltar duas coisas: o abismo em nos metemos por não seguirmos o mundo nessa questão de gasolina (um mercado comum em que a gasolina não é comum aos países-membros é uma grande piada), de querermos inventar moda, e essa de motor flex. O que muitos não sabem, aproveitando a sua pergunta do final, é que o flex foi criado nos EUA dez anos antes do Brasil para tentar reduzir a dependência do petróleo importado do Oriente Médio, enquanto aqui o flex nos foi enfiado goela abaixo por pressão da indústria sucroalcooleira exclusivamente pela sua incapacidade de fornecer álcool para motores só a álcool, ficando o motor flex como “válvula de escape”para ela própria não ser atacada em caso de falha de fornecimento no caso de ser mais interessante comercialmente produzir açúcar em função da cotação do produto no mercado internacional.

    • Me lembro bem do meu pai conosco a 100 km de casa e não tinha álcool em Santos/SP. isso foi no início dos anos 90. Foi o primeiro e último carro a álcool do meu pai.

  • Leônidas, isso somente ao se considerar que a histeria carbônica tem fundamento, certo? Ela foi “fabricada” por interesses diversos.

  • Daniel, são os arautos das crises visando seus próprios interesses, nada mais que isso.

    • eNe

      O consumo exagerado do leite surgiu porque os americanos não sabiam o que fazer com a alta produção. Aí, propaganda para consumi-lo em maiores quantidades e bem acima do que o organismo humano necessita.

  • m.n.a.

    Eu tenho curtido um 100% álcool…

    • mna, claro, e outros poderiam fazer o mesmo, com motores a álcool bem mais eficientes, fôssemos um país sério — como já o fomos, nesse aspecto, nas décadas de 1980/90. Quantos de nós já não utilizamos carros apenas a álcool?

    • Daniel S. de Araujo

      Parabéns!!! Está lindo. E eu estou curtindo meu 73% gasolina, com cabeçotes polidos e cantos vivos arredondados e volante de massas aliviado de 7,5 kg para 5,3 kg.

  • O etanol implica em monocultura que degrada o solo e chegam ao ponto de até desmatar florestas pra plantar cana de açúcar.
    Imagine se o Brasil virasse o maior exportador de etanol do mundo… muita gente iria parar deproduzir arroz, feijão, etc para plantar cana de açúcar. Então os alimentos iriam faltar em muitas mesas devido ao seu alto custo.

  • Vagnerclp

    Esta questão dos postos de combustíveis é verdade. Enquanto se está no estado de São Paulo está tudo tranquilo, sai do estado e vira loucura. Passei apertado em algumas viagens que fiz para fora do estado.

    • Elizandro Rarvor

      Fica ai então, não saia mais de carro.

      • agent008

        Quanto ódio! Talvez o amigo paulista exagerou, mas só um pouco. Realmente em outros estados (e mesmo em São Paulo mais longe da capital) há trechos de estrada mal servidos de postos.

    • Da última vez que eu fui pro RJ, saindo de Brasília, na ida fiz BSB – Campinas – Rio, tudo bem. Na volta, vim por Belo Horizonte. Saí do RJ com tanque cheio, e graças à serra, radares, caminhões e tudo mais, acabei gastando mais do que previ e cheguei em BH com pouco mais de 1/4 de tanque. Meu pai me alertou: “não acha melhor abastecer logo?” Disse que não, dava pra ir pelo menos mais 100 km.

      Só que rodei exatos 115 km até achar UM posto de gasolina… quase que fico na estrada com pane seca. E a situação se repetiu ao longo do trajeto, até quase chegar em Cristalina. Looooooongos trechos sem qualquer estrutura, apenas mato dos dos lados, e o eventual carro da concessionária da rodovia andando pra lá e pra cá. Imagina com um elétrico?

  • Daniel S. de Araujo

    Como se diz na roça, “o povo vê as pinga que nois toma mas não vê os tombo que nóis leva”. O motor Elko devia ter algum calcanhar de Aquiles que não foi mencionado nem citado e que inviabilizou sua produção comercial.

    O uso de óleo bruto vegetal, sem o processo de retirada da glicerina, vira e mexe é tentado com resultados semelhantes: Motores encrustados de borra, coisa feia de ver. Dê uma lida em http://www.iapar.br/arquivos/File/biodiesel/oleobruto.pdf

  • Rodolfo, sem contar o óleo de xisto.

  • Daniel S. de Araujo

    Eduardo, de pleno acordo!
    —–

  • Fernando

    Veja pela resposta do Bob que isso não é um problema. Nem toda gasolina sem álcool é de octanagem mais baixa que a nossa. Não fosse assim, como seriam os carros em cantos do mundo onde não há proporção de álcool nela?

    Erroneamente estão associando o álcool como único antidetonante na gasolina, sendo que há outros elementos que servem para o mesmo.

  • Anonymous, não há oferta.

  • Lorenzo, que cunhou esse apelido (espelho perfeito dela) fui eu, aqui no AE!

    • Lorenzo Frigerio

      Então foi um deslize de responsabilidade da sua parte, porque implicitamente você dá a todos permissão para repetir o termo. Você é mais velho que eu, sabe bem que não devemos falar tudo que pensamos. Dizia minha avó: “falar, prata; calar; ouro.

      • Lorenzo, não foi deslize nenhum. O que essa mulher destruiu o país é revoltante. Criou uma massa de 11 milhões de desempregados do nada. Caminhávamos para ser uma Venezuela de amanhã.

        • Lorenzo Frigerio

          Eu sou exemplo de como ela e o PT acabaram com as finanças do Brasil. Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

          • Lorenzo, essas coisas não se separam. Quanto mais que essa gorda fecal foi guerrilheira, bandida quando ainda era magra.

  • Davi Reis, aí que está o engano, o brasileiro não exige flexibilidade em si, só exige o carro flex porque o mercado valoriza mais o este carro na hora da venda. Iniciou-se um círculo vicioso. O tal de levar vantagem, só isso. Se ser flexível fosse exigência honesta ninguém compraria carro a diesel. Claro, os motores flex melhoraram, mas melhorariam mais se fossem “inflex”.

  • anonymous, censura aqui é essencial. Temos princípios.

  • anonymous, ou desconversam, ou dizem que não venderia. Parece que para eles o mercado começou em 2003. Nunca existiu antes disso.

  • anonymous, errado. Não precisa ir tão longe. Está ao alcance dos dedos: http://www.autoentusiastas.com.br .

  • Daniel, desculpado (rsrsrs).

  • Rodolfo, quebraram porque o preço do álcool não dava lucro ou dava prejuízo. Por que? Porque se aumentassem preço os gersobrasileiros correriam para a gasolina. Ou seja, ao impingirem o carro flex deram um tiro no próprio pé. Acharam que estavam sendo “ispertos”. Se houvesse carro a álcool o governo tinha total poder de manobra para que se vendessem carros com essa característica reduzindo impostos de tal maneira que mesmo sendo o combustível mais caro, compensasse pelo preço de aquisição menor.

  • agent008

    Bom essa era realmente minha dúvida, o quão extenso seria o trabalho para uma “dieselização” decente de um motor. Pelo visto, inviável. Pensando bem, além da mecânica teria que trocar a ECU, às vezes só o custo com ela já é demais! Além de sistema de injeção (linha de baixa, bomba injetor, linhas de alta, bicos, etc…) melhor trocar o carro todo mesmo.

    • Antônio do Sul

      Dava certo no tempo em que não havia tanta eletrônica embarcada. Aí, como no caso da Saveiro “quadrada”, por exemplo, essa troca ficava quase “plug and play”.

  • agent008

    Que tem custo energético altíssimo (transporte, armazenagem, separação de materiais, derretimento…)

  • Uber

    Melhor ainda será quando for possível produzir o álcool diretamente da celulose, qualquer biomassa vegetal poderá ser aproveitada.

  • Geovane Paulo Hoelscher

    Eu compraria. Ainda mais agora que existe o pré-aquecimento do álcool.

    Adeus injetor de gasolina! Adeus aquecer motor em dias frios!

    Lembro do meu sonho de consumo no ano de 2000: um Escort Zetec Rocam 1,6 a álcool. Era bem mais potente e torcudo que o a gasolina e era bem econômico. A potência saltava de 95 cv para 110 cv. A taxa de compressão subia de 10:1 para 14:1.

    Só quem andou em um carro a álcool deve lembrar do ritual em dias frios: injetar gasolina, puxar o afogador, deixar o motor aquecer por alguns minutos para somente depois sair andando. Ô saudosismo!

  • anonymous

    Não ficou claro no meu texto, mas em Portugal 25% da matriz energétia é eólica (não solar ou etc). De qualquer forma, paineis solares devem ser reciclados após 30 anos de vida prevista, isso é uma indústria em desenvolvimento. Há inegavelmente uma mudança, ainda que lenta, em direção a fontes “alternativas” de energia, onde o sol e os ventos serão fundamentais.

  • Marcos

    Antonio, creio que o problema com os motores atuais seja as emissões mesmo, a eletrônica tem que se virar para manter nos niveis tolerados e isso pode tirar a potência e a economia do motor… Eu tinha um Uno Fire 2003, gasolina apenas… nunca fiz menos de 13 na cidade e na rodovia era comum médias de 17-18… claro, só tinha o volante e os bancos, mas mesmo num carro com direção elétrica e sem usar o ar-condicionado são médias dificeis de conseguir hoje em dia.

  • Eduardo Mrack

    Some as queimadas…

  • ochateador

    Quantos % da energia solar uma placa consegue converter em energia elétrica ?
    Qual a área necessária para gerar 1 GigaWatt ?

    • ochateador, em torno de 20%, a grosso modo. Depende da placa, que varia muito de custo perante o rendimento. Também a grosso modo, em 1 m2 de placa incide coisa de 1,2 cv de energia solar, da qual ela transforma 20%, portanto, cada 1 m2 rende ao redor de 0,25 cv de energia. Sendo que 1 cv equivale, a grosso modo, a 0,75 W.

      • ochateador

        E isso somente durante o sol no céu. Se não tem céu ou é noite….

  • Por que não liberar? Você não sabe? É porque o brasileiro é “um povo muito inteligente”, ora.

  • Elizandro, e se não tivesse cana plantada? Seria terra nua? Outro vegetal, tipo uma floresta ou pasto, lá estaria absorvendo esse CO2.
    Entendeu o papo-furado dos interessados no álcool?

    • Elizandro Rarvor

      Entendi, em fim, segue a vida. Até hoje não me convenceram que o petróleo é 100% fóssil? Ainda sou defensor que ao menos parte dele é abiótico.

  • Douglas

    Não ver vantagem é motivo para proibir? Se for assim quero que proíbam o bacon, não vejo vantagem nele.
    E quem tem subsídio é a porcaria do álcool que não paga imposto federal algum, ao contrário do diesel que paga muito imposto.

  • Douglas

    Com todo respeito, nunca tinha visto o Boris escrever tanta besteira.
    1-A poluição dos motores atuais é insignificante, seja gasolina ou diesel.
    2-O álcool não traz vantagem alguma ao Brasil, apenas desmatamento e trabalho escravo.
    3-O Dieselgate foi por conta do NOx e não material particulado.
    4-Se apenas o Brasil o Brasil proíbe, pode ter certeza que estamos errados.

  • Rodolfo, diesel emitir fumaça é apenas excesso de injeção feita propositalmente para aumentar potência. Basta regular a injeção (e fiscalizar).