Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas ACIDENTE FATAL COM UM TESLA EM CONDUÇÃO AUTÔNOMA – Autoentusiastas

Do Los Angeles Times/por Samantha Masunaga

A Administração Nacional de Segurança de Transporte Rodoviário (NHTSA) abriu investigação preliminar do recurso de piloto automático da Tesla depois de um acidente fatal com um Tesla S, disse o fabricante de carros elétricos nesta quinta-feira.

Acredita-se que seja o primeiro acidente fatal envolvendo um carro de condução autônoma.

Segundo uma postagem no blog da Tesla Motors Inc., o carro estava numa autoestrada quando uma carreta cruzou a rodovia perpendicularmente ao Modelo S.

“Nem o piloto automático, nem o motorista viram a lateral branca da carreta contra o céu claro, tanto que o freio nem foi aplicado,” disse a Tesla no post.

O Modelo S passou sob o reboque, com o assoalho do reboque atingindo o para-brisa do Modelo S, disse a Tesla. O modelo é igual ao da foto de abertura, quando exibido no Salão de Frankfurt de 2015.

“Tivesse o Modelo S batido na frente ou na traseira do reboque, ainda que em alta velocidade, seu avançado sistema de segurança em colisões provavelmente teria evitado lesões graves, como já ocorreu em numerosos outros acidentes,” disse a Tesla no mesmo documento.

A Tesla disse que essa foi a primeira fatalidade na qual o piloto automático estava ativado em mais 200 mil quilômetros utilizando o recurso. O fabricante de Palo Alto disse que informou a NHTSA sobre o incidente “imediatamente após acontecer.”

“É importante enfatizar que a ação da NHTSA é apenas uma primeira avaliação para determinar se o sistema funcionou de acordo com as expectativas,” informou a Tesla no post.

A Tesla disse que os motoristas devem armar o recurso do piloto automático e admite que o sistema ainda se encontra num fase pública beta antes de poder ser utilizado.

Disse que um aviso no carro informa aos motoristas que eles têm de manter as mãos no volante e estarem preparados para assumir o comando a qualquer tempo. A Tesla disse que o sistema provê também “alertas visuais e sonoros” se for detectado volante sem as mãos nele e que o sistema do carro “diminui gradualmente a velocidade até que mãos no volante sejam detectadas de novo.”

BS



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Gustavo73

    Sistemas como auxílio ao motorista eu entendo. Mas como”condutor” principal eu não usaria. Se fosse em um engarrafamento em velocidade baixa e no chato anda e para eu entenderia. Mas em uma via livre não, obrigado.

    • agent008

      Este é o caso que creio ser mais útil o autônomo. Ou então para longa viagem (mais de 6 horas) em idílica autobahn com piso perfeito e 100% de motoristas atentos e bem educados. Confesso que recentemente no Uruguai (onde as estradas não são nada perfeitas, apenas estão em um nível decente ao contrário daqui) cheguei a ter sono ao volante diante de tão poucas curvas e asfalto bom sem ondulações. Para quem está acostumado com estradas de pista simples em terreno acidentado e filas de caminhões que mais parecem uma locomotiva, constantemente tendo de reduzir marcha e acelerar para ultrapassagem, logo em seguida freando novamente, chegou a ser enfadonho manter os constantes 100km/h por horas a fio…

  • WSR

    Algumas situações são mesmo de difícil previsibilidade. Talvez pudesse ter sido evitado se *todos* os veículos fossem equipados com algo similar ao transponder. Não sei a viabilidade técnica disso, mas talvez seja uma saída.

  • Fat Jack

    Absolutamente a prova de falhas não é, nem nunca será, minha dúvida é se ao assumir isso e torná-lo público a Tesla (por quem tenho um certo apresso) não visa a isenção da responsabilidade (na minha opinião, total) nos casos em que o veículo estiver em modo autônomo. Vale lembrar que recentemente a Volvo assumiu publicamente a total responsabilidade sob estas mesmas condições.

  • Eduardo Edu

    Não sei o que pensar. Cada vez mais os carros estão sendo fabricados para quem não gosta de carro e dirigir é um mau necessário.

  • Christian Govastki

    Fat Jack, basta ler as conclusões preliminares do acidente do Airfrance AF447 (Que foi publicada aqui) para ver qual foi a sequência de falhas / erros que contribuiu para a derrubada da aeronave.

    Ademais, o céu é muito menos movimentado (mesmo nas aerovias mais movimentadas a separação entre as aeronaves é gigantesca) que as estradas e ainda há o 3º “eixo” para a aeronave desviar, na estrada só temos dois “eixos” e muitas vezes dezenas de “obstáculos” em movimento por vezes aleatório.

    • Fat Jack

      É verdade, a quantidade de obstáculos é muito maior e a distância entre eles muito menor.

  • Mibson Fuly

    Eita! Torço para que este futuro não chegue muito em breve:

  • Marcio

    Lamentável o ocorrido. Já na versão brasileira, o Autopilot também buzinará quando tomar “fechada” e colará na traseira com farol alto e de neblina ligados…

  • Elizandro, o texto não é nosso, mas do Los Angeles Times. Está informado logo no começo.

    • Elizandro Rarvor

      Não Bob, não me referia ao texto da matéria, e sim ao comentário do Cristiano, achei todo polido e cheio de clichês de relatórios técnicos que poderiam ser resumidos assim.

      “O sistema falhou, o motorista falhou, o acidente aconteceu e ele morreu.”

      • Eliandro, entendido.

      • Leônidas Salazar

        Mas não foi isso que ele(Cristiano Zank) disse, ele disse que o condutor do Tesla modelo S já estava habituado a descumprir/negligenciar os procedimentos de operação do sistema autônomo, acreditando que nada poderia dar errado, ignorando a muito provável falha de terceiros, até que aconteceu… e foi fatal.

  • Elizandro Rarvor

    Essa parte do seu comentário é desnecessária.

    ” nota-se que mesmo com tamanha preparação e com uma imensidão de horas de voo dos pilotos, é “modus operandi” em qualquer interferência que venha a causar equívoco em um sensor dos quais o computador do piloto automático se baseie (fazendo com o que o mesmo submeta e faça o avião reagir a “panes fantasma”), os mesmos ficarem sem saber como agir, sem saber se/o que há de errado e em qual informação confiar, ou seja, muitas vezes viram meros “passageiros” do voo que deveriam comandar (e esse é na minha opinião um dos grandes riscos da implementação desta tecnologia, chegarmos a ponto do motorista não saber se, quando, quanto ou como intervir num caso de urgência, e — infelizmente — acho que isso tende a acontecer e em uma frequência mais elevada que o aceitável)”

    Que dizer então que você quer que aviões abandonem os sistemas eletrônicos e voltem todos ao sistema analógico, que besteira.

    Se um sistema analógico falhar e falham do mesmo modo, o piloto pode ficar as cegas do mesmo jeito, se for mal treinado vai se estrepar do mesmo jeito, não a toa pilotos militares são muito mais requisitados na área civil, conseguem lidar com a pressão da falha e resolver problemas em poucos segundos.

    Treinamento para situações de emergência é isso que falta.

    Casos típicos de pilotos que tem milhares de horas de voos mas são acomodados, o voo AF447 e o acidente da TAM em Congonhas, tipicamente erros de procedimentos e despreparo e nervosismo e pouco tempo para reagir.

    No caso do AF447, tiveram todo o tempo do mundo e não souberam executar nenhum procedimento, ficaram 3 patetas discutindo enquanto o avião caia e eles tomaram a decisão de entrar em uma formação de nuvens inapropriada, todo mundo desviou.

    • Fat Jack

      Não sei de onde você tirou que eu quero “… que aviões abandonem os sistemas eletrônicos e voltem todos ao sistema analógico…”, é impensável a aviação civil sem que os aviões possuam seus sistemas eletrônicos.
      O que eu quis dizer é que os pilotos e copilotos (mesmo com tamanho treinamento – e via de regra eles existem) acabam ficando muito dependentes desses recursos e sem saber de que forma proceder quando não podem contar com eles ou quando suas informações são conflitantes (mesmo em situações relativamente simples) e que este “não saber de que forma proceder” na ausência dos auxiliares eletrônicos tende a se estender para os motoristas dos automatizados.

      • Elizandro Rarvor

        Foi mal, fico implícita, você criticou a ajuda eletrônica em aeronaves conclui errado então.

  • Luiz AG, você se referiu ao Traffic Collision Avoiding System (TCAS), mas no caso dos aviões há espaço (horizontal e vertical) para um dos dois se evadir; com veículos terrestres complica.

    • Luiz AG

      Sim TCAS, mas uma coisa que seja adaptável ao veículo. Isso deverá ser essencial para veículos autônomos.

  • Leônidas,. note no relato que os freios não foram aplicados. Portanto, a carreta não foi detectada.

    • Leônidas Salazar

      Correto, a carreta não foi detectada porque estava sem as faixas refletivas, e o acidente foi fatal porque a carreta não tinha os guard-rails/para-choques laterais.

  • Christian Bernert

    A inteligência e a experiência de um motorista podem levá-lo a se antecipar a situações imprevisíveis, por outro lado todos temos momentos de pura desatenção; sistemas autônomos poderiam nos ajudar nestas situações, mas nunca naquelas.
    Por isso tenho minhas justificadas reservas com eventuais sistemas puramente autônomos. CNTP só serve para enunciado de questões teóricas. Na prática a quantidade de variáveis sempre tende ao infinito.

  • Italo

    Se esse carro fosse um “Edison” com certeza a empresa jamais admitiria a falha. 🙂

  • Gosto de parodiar! E como se diz muito por aí, que um carro pode se transformar numa arma na mão do motorista vou usar uma expressão dele a respeito do uso (ou proximidade!) de uma arma: ” Se houver a possibilidade de eu estar próximo ou junto a uma arma de fogo, que ela esteja na minha cintura!” Acho que o mesmo vale para a para a direção de um carro…

    • Huttner, aplaudindo de pé o seu comentário!!!

  • Cristiano, da série “morro sem entender”: como pode alguém ser colhido por um trem? Tem que ser mesmo muito burro!

  • Rubergil Jr

    Meio off tópic, mas falando sobre acidentes:

    http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/100000812878/rj-motociclista-lancado-de-ponte-segue-internado-em-estado-grave.html

    Gente, como pode um acidente destes? É muita estupidez de todos os lados. Dos carros que “travam” a avenida, do motorista apressado que zigue-zagueia para forçar a passagem, do motociclista que não entende a situação e insiste em ultrapassar pelo corredor e à direita…

    • Rubergil, não é só a preguiça que mata, burrice também.

  • Ricardo Carlini

    O algoritmo é simples, a ideia é ser justo. Caso todas as alternativas gerem acidentes, será escolhida aquela que penalize o “errado”, no seu exemplo, será a criança.

    • Carlos

      Lembre-me do filme 2001 – Uma odisseia no espaço…

    • Sei lá. Eu prefiro capotar meu carro sozinho, ou bater num poste, do que atropelar uma criança.
      Os programadores não podem ser tão insensíveis assim.

  • ochateador, os eventos e as dinâmicas dos acidentes são imprevisíveis e rápidas. No caso do TCAS há tempo para a tomada de ação, o radar informa com relativa antecedência.

  • Arruda

    Não há mais limite de velocidade de 60 km/h em São Paulo. Exceto as expressas das marginais de 70, o restante não passa de 50 km/h. Viva o Raddard!

  • agent008

    AAD, conforme foi postado acima, o dono do veículo usava o piloto automático do carro de forma inconsequente. Colocando-se em cenários de possível acidente e esperando o automatismo achar uma saída. Medida idiota e irresponsável. Não é assim que a Tesla liberou o sistema para uso, claramente foi projetado ainda pensando em um oversight do condutor. Acredito que o maior risco dos semiautônomos está aí, na falta de responsabilidade do condutor. Que fica anestesiado, displicente e “emburrecido” por crer não ter mais de zelar pela segurança e dirigir de forma defensiva. Traço um grosseiro paralelo com o uso da calculadora. Nossos pais estudaram em época que no máximo tinha-se tabuadas e réguas de cálculo. Resultado, ainda hoje sabem calcular de cabeça muito mais rapidamente que os jovens…

  • RoadV8Runner

    Riscos de acidentes como esse é que me dão calafrios só de pensar em estar a bordo de um carro sendo conduzido no meio do trânsito, de forma autônoma. A complexidade do meio é muito grande e, na minha opinião, a tecnologia atual ainda não permite condução mais segura do que a feita por um bom motorista.
    Sempre digo também que, se for para o carro andar de forma autônoma, prefiro ir de ônibus, trem ou táxi. Com disse o Mr. Car, carro meu conduzo eu.

  • Newton (ArkAngel)

    Conhece aquele velho ditado?

    “Errar é humano, e colocar a culpa no outro é mais humano ainda”.

  • Fat Jack

    Este é justamente o”x” da questão, as pessoas tendem a confiar cegamente e é aí que os desastres tendem a acontecer, inclusive porque é um efeito colateral do aumento da dependência desses sistemas.

  • Fat Jack

    Reação do computador após analisar a situação:

  • Augusto

    Um dúvida:
    O sistema autônomo do Tesla que se acidentou é semelhante ao ACC de alguns carros da VW (Golf GTI, Passat) e da Audi?

    • Augusto, são sistemas parecidos, mas o ACC só freia, não desvia.

  • Mineirim, acabei de chegar do Rio. Pistas do Aterro, 90 km/h; túnel Zuzu Angel, duas faixas, sem acostamento, 90 km/h; av. Atlântica, praia, 70 km/h. Parecia que eu estava em outro país.

  • Mineirim

    Fat Jack,
    Corrigindo: eram cinco computadores, sendo quatro principais e um para backup. Está num artigo do André Dantas http://www.autoentusiastasclassic.com.br/2011/07/onibus-espacial-as-licoes-esquecidas.html e em outras matérias da Internet.
    Confirmei agora a minha lembrança do que foi divulgado na época dos ônibus espaciais: quando um computador apresentava inconsistência, a tripulação era alertada por sinais visuais e sonoros. Cabia aos astronautas desativá-lo. Isso evitava que eventual falha de software pudesse causar queda indevida do sistema.
    O artigo completo da Nasa está em http://history.nasa.gov/computers/Ch4-4.html . No final da página está tudo bem explicado no item “Redundant Set Synchronization: Key to Reliability”.
    Estou insistindo na questão da redundância para enfatizar como é complexo fazer um sistema autônomo confiável. Não conheço o sistema do Tesla, mas ficou claro no acidente que ele simplesmente não detectou qualquer sinal de perigo.

  • Mineirim

    ” Aparelhos eletrônicos diversos que param de funcionar”. Tyrion, lembrei de uma máquina de lavar que eu tive. Primeiro um botão não funcionava, depois outro… Chamei o técnico: tinha um formigueiro na placa eletrônica! kkk

    • Tyrion Lannister

      Quando é um formigueiro a gente ainda dá um desconto. O pior são componentes defeituosos mesmo, como um capacitor estufado, um CI lógico com uma porta queimada, um circuito de drive com o cabo flat rompido (aconteceu com a minha tv, destas novas e este drive e o flat são montados junto com tela e a única forma de consertar é trocando toda a tela que custa 2/3 do preço de uma tv nova). Tenho também um aparelho de som cuja a porta USB queimou com menos de 2 anos de uso, segundo o técnico foi eletricidade estática. Hoje temos o problema da obsolescência programada (https://www.youtube.com/watch?v=pDPsWANkS-g).