Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MÁ IDEIA: IR PARA A TRILHA SEM PREPARAÇÃO – Autoentusiastas

Então, um belo dia você toma a decisão: vou p’ra a trilha, vou brincar de 4×4. Você, então, tomou coragem e resolveu colocar seu 4×4 no seu hábitat natural, nas condições para as quais ele foi concebido e projetado. Ou, num outro caminho, resolveu comprar seu primeiro 4×4. Tanto faz. O motivo aqui é sua decisão: vou p’ra trilha.

Pois bem, chegou o seu dia. Você vai p’ra trilha.

Mas, calma, apenas um pouco mais de calma. A decisão mais difícil já está tomada.

No entanto, é bom você saber que esse foi só o primeiro passo — e muitas vezes o mais difícil. Agora, então, é hora de você ir devidamente preparado.

Como assim? Preciso ter mais do que um 4×4? A resposta é sim, precisa. Pelo menos, para ter segurança e estar apto a superar os desafios.

Muitas trilhas seriam possíveis de serem percorridas apenas com o veículo, em condições normais e sem contratempos. Outras trilhas já requerem equipamento de suporte, apoio, remoção e resgate, já que é quase certo que em algum momento você se verá em problemas, provavelmente atolado.

A sugestão é que você comece “devagar”, pelas trilhas mais fáceis, ganhando técnica e conhecimento para, então, desbravar trilhas mais difíceis.

Mas, ainda assim, equipamentos serão necessários. Às vezes, imprescindíveis. A ideia desta matéria é dar uma ideia básica — jamais completa — de itens importantes para você considerar no seu kit de trilha.

E não se assuste num primeiro momento. Pode parecer muita coisa, mas não é. E você pode começar aos poucos. Fazer trilhas com off-roaders mais experientes sempre ajuda para aprender e, em regra, eles sempre estão equipados e estarão sempre prontos e felizes em  ajudá-lo. Assim, você vai entendendo para o que cada item serve e decidir o que se encaixa nos seus objetivos.

A lista também não está em ordem de prioridade ou qualquer outra, é apenas uma lista com itens. Vamos lá.

 

Cinta de Reboque

Quando você fica atolado, apenas com força “extra e externa” é que será possível remover seu veículo dessa situação. O jeito mais comum e fácil é utilizar um outro veículo 4×4 para “puxar” o seu. E isso só será possível se você usar uma “cinta de reboque” que vai conectar um carro no outro.

As cintas têm uma determinada capacidade de reboque, de tração, que é chamado de ponto de ruptura. Se a carga exigida for maior do que a cinta for capaz de suportar, ela se romperá. Isso, além de tudo, é perigoso. Por isso, sempre compre cintas com capacidade de tração de no mínimo três vezes o peso do seu carro.

No momento de rebocar um veículo, pequenos trancos podem ser necessários. Quando você deixa uma certa folga na cinta (coisa pequena, aproximadamente de um metro) e movimenta o veículo, a força aplicada sobre o veículo atolado aumenta consideravelmente. Aprenda a fazer isso da forma correta. Não utilize trancos muito fortes. Isso, certamente, fará algo dar errado (cinta ou ponto de ancoragem quebrados, por exemplo).

Localizando o Ponto de Ancoragem para colocar a Cinta de Reboque

Localizando o ponto de ancoragem para colocar a cinta de reboque

Manilha (ou Anilha) de Reboque

É o equipamento que vai permitir você conectar a cinta de reboque ao seu veículo. Sempre utilize o ponto de ancoragem do seu veículo para que ele seja rebocado. Atenção, muita atenção como montar a manilha no carro e na cinta. Peça para alguém com mais experiência demonstrar isso para você.

Nunca atarraxe a rosca do pino da manilha até o final. Sempre deixe pelo menos uma volta de “folga”. Se você apertar até o fim, quando você fizer força de reboque, o pino ficará “travado” e não será possível soltá-lo com a mão.

Compre manilhas que tenham capacidade de carga compatível com a cinta de reboque e com o peso do seu carro.

Luvas

Manusear os equipamentos Off-Road no meio da trilha com as mãos sem proteção pode terminar em ferimentos. Portanto, utilize luvas para trabalhar. Costumeiramente, os equipamentos ficarão cheios de barro, misturado com pedras, tocos etc. Então, melhor se proteger.

Compre luvas grossas (de raspa) apropriadas para trabalhos pesados. Também tenha um par de luvas mais finas, para trabalhos que requerem maior habilidade, como alguma manutenção, trabalhar com equipamentos menores etc.

A utilização de Luvas sempre é um item de segurança importante

A utilização de luvas sempre é um item de segurança importante

Facão/Machado/Pá

Calma. A ideia não é derrubar árvores. Lembre-se, você é um amante da natureza e fará de tudo para preservá-la. No entanto, em épocas de chuvas e ventos fortes é muito comum encontrarmos árvores caídas no meio das trilhas. As árvores caem naturalmente. E quando estão no meio do caminho, é preciso retirá-las (tire-as do caminho, mas deixe-as por lá, no chão mesmo; elas servem de abrigo e meio de sobrevivência para muitas espécies de pequenos animais e insetos).

Compre um bom facão para cortar mato, com sua devida bainha, para proteção e manuseio. Considere comprar um machado (pelo menos de médio tamanho) que poderá ajudar no corte de árvores mais grossas.

Árvores grandes depois de cortadas podem ser movimentadas com o auxílio do veículo, utilizando a cinta de reboque. Envolva a cinta na árvore e prenda-a no carro. Pense no movimento a fazer para arrastar a árvore e faça a operação devagar. Pequenos trancos podem ser necessários.

Muitas vezes uma pequena “cavada” na trilha pode resolver problemas difíceis, tais como fechar uma erosão, diminui um degrau, retirar barro em excesso etc. Por isso, considere carregar uma pá (pode ser uma pequena, do tipo para utilização em jardins — que já é muito melhor do que nada) entre os seus itens.

Árvores caídas na trilha são relativamente comuns - ainda mais em época de chuvas fortes. Equipamentos adequados para essas situação sempre serão úteis

Árvores caídas na trilha são relativamente comuns, ainda mais em época de chuvas fortes; equipamentos adequados para essas situação sempre serão úteis

Calibrador de Pneus

Sempre conheça qual é a calibragem de pneus recomendadas pelo fabricante do seu veículo. Mas, também, saiba que reduzir a pressão dos pneus é bastante interessante, eficaz e comum na prática do off-road. Quando você diminui a pressão dos pneus você ganha mais área de contato do pneu com o solo (ele deforma um pouco mais na base), melhorando a tração por haver mais aderência e melhora, também, a absorção das irregularidades do piso pelos pneus (passando menos movimentos e oscilações para a suspensão e, por consequência, para o veículo) melhorando o conforto.

No entanto, é preciso retirar a pressão de forma correta e por igual.

Para isso, nada melhor do que um confiável calibrador de pneus para conferir e deixar os pneus com a calibragem adequada para cada situação.

Importante: não se esqueça de retornar à calibragem original ao final da trilha, por uma questão de segurança ao rodar em velocidades maiores e pisos com grande aderência, como é o asfalto. É prudente ter no veículo uma bomba de encher pneus.

Lanterna

Na prática do Off-Road é muito comum a gente conseguir ter certeza do horário de começar, mas nunca saber ao certo o horário em que vamos terminar uma trilha.

Por isso, sempre tenha dentro do carro uma boa lanterna que poderá lhe ajudar — e muito — se anoitecer e você ainda estiver dentro da trilha e precisando fazer trabalhos externos (usar uma cinta de reboque, trocar um pneu etc.)

Cabo de Transferência de Carga (“chupeta”, no popular)

Hoje em dia um veículo é dotado de inúmeros dispositivos e recursos elétricos/eletrônicos. Portanto, é muito fácil descarregar a bateria de um veículo com um descuido. E muitas vezes as baterias param de funcionar repentinamente, sem um aviso prévio (como uma bateria que dá sinais de estar “fraca”).

Além disso, no Off-Road é muito comum termos problemas no sistema elétrico pelo acúmulo de água nos conectores e circuitos, alternadores, motores de partida etc. O uso do guincho elétrico também pode drenar toda a carga de uma bateria com certa facilidade.

Portanto, é uma boa ideia manter um cabo de transferência (cabo de “chupeta”) dentro do carro para essas situações e emergências. Se o seu veículo tiver câmbio automático passa a ser um item obrigatório, pois, como você (deveria) sabe (r) não é possível dar “tranco” para fazer o motor pegar num carro com esse tipo de câmbio.

Consulte o manual do seu veículo para saber qual é a orientação do fabricante para a utilização desse procedimento. Bem como onde está instalada a bateria (ou os terminais de carga) no seu carro (alguns carros modernos possuem lugares “incomuns” para alojar a bateria).

Um Cabo de Transferência (a popular "chupeta) pode ser necessário em diversas situações

Um cabo de transferência (a popular “chupeta) pode ser necessário em diversas situações

Guincho

Esse é um dos itens importantes para equipar seu veículo se você pretende ter mais tranquilidade para fazer suas trilhas. Quando o carro fica atolado, e dependendo do tipo de situação, muitas vezes a força externa de um outro veículo não é possível ou não é suficiente. Ou, ainda, não é a forma mais correta ou segura para removê-lo dessa situação. Nesses casos, a melhor solução é ter um guincho.

Normalmente, ele é montado na frente do veículo, numa base apropriada e muito bem fixada ao “chassi” dele, ou seja, na estrutura mais forte e rígida. Nos modelos construídos com estrutura unificada (monobloco) ainda assim você terá que identificar as estruturas de fixação para fazer a melhor instalação do guincho. Uma instalação malfeita, num ponto onde não há a rigidez suficiente para suportar a força do guincho, certamente, em algum momento trará problemas e, normalmente, isso vai acontecer na “pior atolada” e no lugar mais isolado… rsrs… já ouviu falar de Murphy?

Existem diversos tipos e modelos de guincho. Para tomar sua decisão, considere o seu tipo de uso, a facilidade de instalação e manuseio e condições de uso.

Há muitas vantagens e desvantagens entre os tipos mecânico, elétrico e hidráulico. E são muitas as opiniões que defendem um tipo ou outro.

Em minha opinião, o melhor guincho para uso “normal e moderado”, mais fácil de usar e instalar, é o modelo do tipo elétrico.

Se você instalar um guincho no seu 4×4 saiba que você terá que aprender a usá-lo. E usá-lo bem. Existem diversas técnicas para rebocar um veículo. Não sabendo usá-lo ele pode quebrar com certa facilidade. E também pode ser perigoso. Futuramente, talvez, tenhamos aqui na nossa seção uma matéria integralmente dedicada às principais técnicas de utilização de um guincho.

Escolha um modelo que tenha, no mínimo, a capacidade de reboque equivalente ao dobro do peso do seu 4×4. Procure por marcas confiáveis. Pergunte para seus amigos mais experientes. Observe as marcas e modelos mais usados. Procure referências. É um equipamento caro e que vale a pena investir um tempo para comprar um bom equipamento e fazer uma ótima instalação.

Existem dois principais tipos de cabos que podem ser utilizados em guinchos. Os cabos feitos de aço (os mais comuns) e os cabos sintéticos (feitos de uma fibra leve e resistente, dando um aspecto de corda).

Os cabos sintéticos são mais caros. Mas trazem boas vantagens sobre o cabo de aço. No meu entender, a mais importante é a segurança, pois, o cabo sintético apresenta MUITO menos chance de ferir alguém caso ele se rompa. Além disso, você diminui drasticamente o risco de machucar as mãos, é muito mais fácil de manusear e é mais leve (diminuindo o peso do conjunto guincho + cabo).

Guincho Elétrico instalado na frente de um 4x4 e sendo operado (note uma das mãos com luvas). Aprender as técnicas de utilização de um guincho é fundamental

Guincho elétrico instalado na frente de um 4×4 e sendo operado (note uma das mãos com luvas); aprender as técnicas de utilização de um guincho é fundamental

Patesca

A patesca nada mais é do que uma “roldana” adequada para a utilização com o cabo do guincho para aumentar a força de reboque. Talvez você não se lembre, mas nas aulas de Física lhe explicaram o efeito multiplicador da força com o uso de uma roldana. É possível dobrar a capacidade de reboque do guincho com a correta utilização da patesca.

Além disso, com ela é possível mudar a “direção” do cabo do guincho, quando não é possível estabelecer uma linha reta entre os dois veículos (acredite, isso é muito comum) para uma correta remoção.

Veja os diagramas para entender algumas das possibilidades:

Maneiras de utilizar uma Patesca para multiplicar a força de um guincho

Maneiras de utilizar uma patesca para multiplicar a força de um guincho

Utilização de uma Patesca para mudar a "direção" da força aplicada

Utilização de uma patesca para mudar a “direção” da força aplicada

Macaco Hi-Lift

É um equipamento pesado, grande, com uma técnica própria para ser usado, mas que pode tirá-lo de boas enrascadas.

A função primordial de um macaco Hi-lift é levantar o seu veículo bem mais do que um macaco comum consegue. Levantando ele mais alto, pode ser possível retirá-lo de uma erosão mais funda ou de um atoleiro. Pode ser possível, por exemplo, calçar as rodas com pedras, tocos ou uma prancha de desatolamento (veja o próximo tópico) aumentando a altura do veículo em relação ao solo. Enfim, em variadas situações ele pode ser útil.

E com a devida técnica ele também pode ser usado para rebocar um veículo em dificuldades.

Se optar em comprar um, aprenda como utilizá-lo. E lembre-se de guardá-lo bem, pois, se o mecanismo ficar muito sujo ou enferrujado, poderá não ser fácil (ou possível) utilizá-lo.

Um Macado Hi-Lift pode ajudar a "levantar" o carro em diversas situações

Um macado Hi-Lift pode ajudar a “levantar” o carro em diversas situações

 Pranchas de Desatolamento

São “pranchas” que podem ser utilizadas para aumentar a sustentação de um terreno “mole” (areia, barro etc.) para o veículo poder vencer a dificuldade passando por cima delas.

Esse é um item grande. E muitas vezes pesado. Mas, podem ser bastante úteis em certas situações, principalmente na areia.

E em certas vezes o macaco Hi-Lift (tópico anterior) pode ajudar a levantar o veículo para que as pranchas sejam colocadas por baixo dos pneus, quando o veículo já está atolado.

Utilizar as Pranchas em terrenos instáveis e sem consistência cria uma "superfície" para a passagem do seu 4x4

Utilizar as pranchas em terrenos instáveis e sem consistência cria uma “superfície” para a passagem do seu 4×4

GPS (Global Positioning System)

Hoje eles são amplamente conhecidos. Há um GPS dentro de quase todos os smartphones. Mas, no meu entender, ter um GPS dedicado com bons mapas e tracks (as trilhas gravadas) ainda é uma ótima ferramenta para você poder ter uma boa navegação e orientação nas trilhas.

Com um aparelho dedicado e adequado para Off-Road você poderá gravar suas trilhas, seus pontos de interesse (waypoints), ter uma boa orientação utilizando bons mapas da região (informe-se sobre o excelente “Projeto TrackSource Brasil” com ótimos mapas, muitas trilhas e locais interessantes para quem gosta de Off-Road).

Existem várias marcas e modelos, com variadas capacidades e aplicações. Os mais comuns por aqui ainda são da fabricante Garmin. Essa citação de marca, devo frisar, deve-se ao fato de por se tratar de uma marca comumente utilizada entre os off-roaders, ser fácil intercambiar trilhas, mapas, dicas etc.

Hoje em dia também existem ótimos aplicativos para smartphones (tanto iOS quanto Android) que também permitem gravar trilhas, pontos de interesse etc. Vale a pena a pesquisa. Se for usar o smartphone apenas lembre-se de ter como mantê-lo carregado dentro do carro, uma vez que o consumo de energia aumenta muito e esse é um item que, se você está considerando usar, não vai querer ficar sem bem no meio da trilha.

Um bom GPS com bons mapas (a parte mais importante) pode ajudá-lo na navegação pelas trilhas e lugares inóspitos ou desconhecidos

Um bom GPS com bons mapas (a parte mais importante) pode ajudá-lo na navegação pelas trilhas e lugares inóspitos ou desconhecidos

Rádio de Comunicação

Uma das grandes diversões nos comboios de veículos 4×4 é a comunicação que podemos ter entre os veículos, para conversar, dar dicas, fazer graça etc. Existem diversos tipos e modelos de rádios.

No entanto, fique atento que os modelos comumente chamados de PY (rádios VHF e/ou UHF) ou PX (rádios do tipo “faixa do cidadão”) requerem licença de uso, ou seja, possuem uma legislação regida pela Anatel específica para ser utilizado.

Verifique com os seus amigos off-roaders o tipo mais comum na sua região ou na sua “turma”. Os diversos tipos são, na maioria, incompatíveis entre si (e quando são compatíveis é porque são, na verdade, rádios com mais de uma “banda” de frequências). Por exemplo, é possível ter um rádio Dual Band que trabalhe em VHF e UHF.

Existem rádios de uso irrestrito, comumente chamados de TalkAbout (que, na verdade, é uma marca registrada da Motorola) que trabalham em frequências específicas em UHF e que por terem baixa potência podem ser utilizados sem restrição e sem licença especial. O inconveniente é que são rádios de baixo alcance por serem simples e de baixa potência.

Ferramentas

Esse é um típico item que quanto mais, melhor. Mas, infelizmente, são tantas as variedades de ferramentas, que ter tudo, além de difícil e caro, é quase impossível de transportar.

Como ferramentas básicas e essenciais considere (utilizando as denominações mais comuns): chaves de fenda e do tipo Philips de tamanhos variados (pequena, média e grande), alicate universal, alicate de corte, alicate de pressão, chaves combinadas (fixas e estrelas) de 8 mm a 24 mm, martelo pequeno, jogo de chaves allen, chaves torx e chaves “L” de 10 mm a 17 mm. É um kit básico que já dá para resolver muitos problemas.

Compartilhando

A regra de ouro do companheirismo no Off-Road é que os seus equipamentos podem — e devem —  ajudar os outros. Ter o equipamento e não o ceder para o seu colega de trilha que está precisando não é de bom tom. Assim como também não é correto você optar em não investir em nenhum equipamento e só usar os dos outros.

Se você optar por andar em turma ou clube, uma boa dica pode ser “dividir” a aquisição de alguns desses itens. Claro, se todos podem ter tudo, ótimo. Melhor e mais fácil. Mas, se não for o caso, enquanto alguém compra um guincho, alguém pode optar por um macaco Hi-Lift. Enquanto alguém com mais conhecimento e habilidade compra um GPS, outro pode comprar pranchas de desatolamento. E por aí vai.

Por fim, a lista de equipamentos ainda poderia ser maior. Ficamos aqui no básico e mais usual. Se você consultar boas lojas no Brasil e no exterior verá que a variedade e possibilidades é gigantesca — mesmo.

Espero que as dicas tenham sido úteis. E espero que você tenha ótimas trilhas pela frente.

Abraços 4×4.

LFC

Sobre o Autor

Luís Fernando Carqueijo

Organizador de atividades fora-de-estrada desde 1998, já realizou diversos eventos e expedições pelo Brasil e pelo mundo. Atua como instrutor e organiza eventos de relacionamento, test-drive e lançamento de produtos para os principais fabricantes do mercado. Também foi responsável pela organização do I Passeio AUTOentusiastas. Já praticou aventuras fora-de-estrada em pelo menos um pedacinho dos cinco continentes do planeta e é um entusiasta da atividade fora-de-estrada como meio para conhecer, desbravar e explorar lugares distantes, inóspitos e de difícil acesso.

  • invalid_pilot

    Esquema é começar a frequentar algum Jeep Clube e ir em trilhas de “zequinha” com alguém…

    Todo mundo que é trilheiro diz ser um baita programa legal, nunca fiz trilha de carro.

  • Mineirim, essas coisas são um horror, não?

  • Leonardo Mendes

    (macaco Hi-Lift) E lembre-se de guardá-lo bem, pois, se o mecanismo ficar muito sujo ou enferrujado, poderá não ser fácil (ou possível) utilizá-lo.

    Pois a maioria dos jipes que vi com esse equipamento, ou estavam presos ao para-choque dianteiro ou fixados na traseira.

  • m.n.a.

    legal, lembrei que eu achei na internet, um tempo atrás, um manual dos guinchos Warn, onde eles mostram a técnica de colocar um cobertor pesado sobre o cabo de aço, para o caso desse estourar, segue a imagem de tela…

  • m.n.a.

    Excelente, eu utilizo para montanhismo um Garmin e-trex 20, acredito ser a configuração mínima de aparelho de GPS para atividade off-road. Fica a dica !

  • RoadV8Runner

    Dicas valiosas para quem pretende se aventurar por trilhas offroad. De quebra, conhece-se também o nome dos muitos equipamentos/dispositivos úteis nesse tipo de passeio autoentusiasta.
    Agora, pior do que não se preparar adequadamente para trilhas, é você “cair” num caminho ruim por acaso, a bordo de um carro convencional e com conhecimento praticamente nulo de caminhos offroad, como aconteceu comigo nos fatídicos 7 km de terra que ligam Cunha a Parati, após chuva… Mas parece que agora esse trechinho final foi asfaltado.

    • RoadV8Runner, obrigado pela mensagem. Esse caminho entre Cunha e Parati já foi “pegadinha” pra muita gente, até porque, muitos aparelhos de GPS indicam esse caminho para ir até lá a partir de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Eu mesmo já “flagrei” muita gente em dificuldade e acabei ajudando alguns (informando, rebocando, sugerindo, etc.). Mas, como você mesmo disse, estão colocando “calçamento” nesse trecho da estrada e ela vai deixar de ser trilha. Na última vez que passei lá (acho que uns dois anos atrás) faltava apenas metade para terminar, mas, toda a estrada já estava em ótimas condições, mesmo a parte em terra.

      • RoadV8Runner

        Foi justamente o que aconteceu comigo: o bandido do GPS me indicou o caminho por Cunha! Na época serviu para mostrar o quão robusta é a suspensão do Focus Mk1, pois sequer alinhamento foi preciso fazer após a aventura.

  • RoadV8Runner

    Mas onde é que os iluminados foram prender a cinta de reboque?! Afff…

  • RoadV8Runner

    Eu também prefiro caminhos menos radicais. Fora do asfalto, gosto mesmo é de estradas de terra largas e razoavelmente lisas, com boa visibilidade mesmo nas curvas, só para brincar de powerslide nas curvas! Anos atrás, logo que me mudei para Sorocaba, estava com a patroa e fomos ao Maeda, uma espécie de pesqueiro/clube de campo, em Itu. Na volta, na estradinha de terra que liga a rodovia ao local, havia uma curva que me deixou salivando já na ida. Na volta, não teve jeito: desci a bota no carro (um Caravan 6 cilindros) e botei o bicho de lado, ajudado pela força abundante. A patroa quase me jogou para fora do carro, ficou brava aos borbotões… Rssss!

  • Gabriel, ótimos comentários sobre aparelhos de GPS. Apenas para complementar e servir como outra referência, o modelo que uso também é Garmin: o Montana 650 (que na versão mais recente se chama Montana 610/680). Outra boa opção é o modelo Monterra, com plataforma Android (portanto, também serve para rodar outros aplicativos). Sobre GPS há muito o que se falar e explicar e você já adiantou bastante coisa. Talvez, seja um bom assunto para uma matéria futura.

  • Jubarros

    Acho que só faltou um item: Pneus. Se não usar pneus adequados certamente vai precisar dos outros itens. Nada de pneus originais 100% on.