Já se fala no assunto há anos. Transformar o Corvette num carro de motor central-traseiro, tal como os supercarros europeus de preço muito superior, e como o criador do modelo, Zora Arkus-Duntov (1909-1996), quis que ele fosse desde o começo. O projeto tem inclusive o nome informal de “Zora”, numa homenagem ao engenheiro belga de ascendência russa.

Agora parece certo que em janeiro de 2018 ele chegará aos olhos do público no  Salão de Detroit como Corvette C8. A revista Car and Driver americana informou que o carro foi visto em um campo de provas da GM de Milford, em Michigan, e que não resta dúvida que não haverá mais o tradicional Corvette de motor dianteiro a partir de final de 2017. O novo modelo continuará, porém, com motor V-8 com comando de válvulas no bloco, com potência entre 450 e 500 cv, apesar de ser também quase certeza que motores com comandos no cabeçote estão sendo desenvolvidos para versões de topo.

O que não vai deixar muita gente satisfeita é que com a nova configuração a GM planeja elevar o preço do modelo básico dos atuais 60 mil dólares para perto de 80 mil, justificados pela arquitetura mais exótica e próxima de carros de corrida e supercarros europeus, além de distanciar o carro do Camaro no mercado, já que as atualizações pelas quais este passou nos últimos anos o colocaram muito próximo em preço e desempenho ao Corvette.

Para comemorar o fim do C7 de motor dianteiro, uma versão de desempenho extremo deverá aparecer no Salão de Detroit de 2017.

Na imagem, uma previsão de como o Corvette de motor central-traseiro deverá ser.

JJ

(153 visualizações, 1 hoje)


  • Ilbirs

    A meu ver a GM perde a oportunidade de dotar a Cadillac de um supercarro que não só poderia ser um perfeito concorrente de Audi R8, Lamborghini Huracán, Porsche 911, Ferrari 488 e outros como também uma vitrine tecnológica daquelas para o próximo motor V8 que a marca irá lançar (o Ultra, sucessor do Northstar e exclusivo para a marca de luxo).
    Também é de estranhar essa história de a GM querer aumentar o preço do Corvette C8 por causa do motor central-traseiro longitudinal, pois seria basicamente conciliar o motor existente (LS3 ou algum outro da família) diretamente à transmissão hoje montada atrás, dispensando-se o tubo de torque. Logo, ao menos na parte principal da mecânica, seria mais simples de construir que o atual justamente por uma peça dançar na coisa toda.

    Portanto, um C8 que mantivesse a fórmula básica do Vette (motor dianteiro, tração traseira e o tal tubo de torque existente desde o C5) seria uma forma de manter esse carro bem distinto, além de continuar sendo um alternativa mais em conta a outros superesportivos de motor dianteiro europeus. Já um Cadillac com motor central-traseiro longitudinal, e aí também podendo servir de base de estreia para o Ultra, teria impacto geral maior justamente por ser um supercarro de uma marca da qual não se esperaria um supercarro, mais ou menos como fez a Audi com o R8. Aliás, um supercarro da Cadillac é daquelas coisas que se espera há muito e até agora a GM continua paquidérmica em não lançar, mesmo após empolgar com protótipos:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6f/Cadillac_Cien_%28front_angle%29.jpg

  • Arno, desculpe, mas você está parecendo a Pássaro Marron, que se diz pioneira do Vale do Paraíba…

  • Lucas Mendanha

    Lançar esse como Corvette Daytona, e manter o tradicional, beleza. mas como C8 é muito arriscado.

    Seria o mesmo que um 911 sem motor traseiro.

  • Rods

    Não, não, não, não. Que se faça outro esportivo com motor central, Corvette tem de ter motor dianteiro. Pra algumas coisas sou bem purista.

  • Ricardo Blume

    Evolução é bom mas gera discórdia. Posso citar os F-1 sem o clássico ronco dos motores.