Mercado pode ser pequeno, mas continua avançando em grande parte pelas vendas em cidades de portes médio e pequeno, em especial as participantes do agronegócio. Em 2015 picapes médias representavam 4,5% do total de picapes comercializadas e, no primeiro trimestre de 2016, subiram para 5,9%. Tendem a se expandir com a oferta de modelos, atualizações de linhas e conteúdo.

É o caso da S10 2017, com a qual a GM espera retomar a liderança, perdida para a Hilux, até o final do ano, sem esquecer do avanço da novata Toro. Renovação frontal, incluindo luzes diurnas de LED nas versões mais caras, melhorou o visual da picape Chevrolet, embora sem mudanças na traseira, salvo a relocalização da câmera de ré. O interior recebeu novos materiais de acabamento, tela multimídia de oito pol. com a segunda geração do sistema de conectividade, afora sensores de chuva e de acendimento dos faróis. Agora há alertas para mudança de faixa e de proximidade do veículo à frente, neste caso com três ajustes de distância e nível sonoro.

Mecanicamente, além da estreia da direção eletroassistida, o motor flex de quatro cilindros passou para 2,5 litros, 206 cv e torque de 27,3 kgfm (etanol). O diesel manteve 200 cv e maior torque do segmento: 51 kgfm com caixa de câmbio automática; diminui para 44,9 kgfm com câmbio manual. Ambas têm seis marchas. O peso em ordem de marcha foi reduzido em até 35 kg. Melhorias aerodinâmicas (12%), redução de ruído de vento (8%), recalibragem de molas e novos coxins foram sentidas numa primeira avaliação, em asfalto e terra, da nova versão de topo cabine dupla High Country, 4×4, automática, com reduzida verdadeira.

A GM manteve os preços do ano-modelo anterior que vão de R$ 97.890 a R$ 167.490, fora opcionais, em 13 configurações possíveis. Em termos de itens de segurança passiva e ativa a S10 ainda fica bem trás da recém-reestilizada Ranger. Faz falta, em particular pelo tamanho, peso e preço do veículo, o controle eletrônico de estabilidade de série em todas as versões. Mas a histórica posição de 20 anos de liderança entre as picapes médias certamente ajuda a manter clientes fiéis, o que já não é muito fácil nos dias de hoje.

Simultaneamente a GM lançou a Trailblazer 2017, em versão única para sete passageiros, e com a mesma base motriz anterior: V-6 a gasolina, 3,6 litros, 279 cv e diesel, 200 cv (igual ao da S10). A fábrica informa 50 novos itens no seu SUV médio-grande, redução de massa de 13 kg e melhoria no consumo de combustível de até 3,4%.

Apesar de todas as mudanças e componentes adicionais, anunciou redução de até R$ 4.000, que corrige a precificação exagerada anterior. O V-6 custa R$ 159.990 e o Diesel, R$ 189.990. Em relação à líder Toyota SW4 a diferença chega a quase R$ 70.000. Trailblazer, apesar de ser um veículo de peso pesado (até 2.161 kg em ordem de marcha), tem boa vocação estradeira, após avaliação da Coluna entre Brotas e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em especial com o motor V-6. Destaque para a direção eletroassistida que compensa a inclinação natural da via e pode até reduzir trepidações em desbalanceamento moderado das rodas.

 

RODA VIVA

ABRIL voltou a registrar maus resultados para as vendas internas de veículos. Em relação ao mesmo mês de 2015 a queda foi de 26% e, ao considerar o quadrimestre, houve recuo de 28%. Isso pode indicar que, finalmente, o fundo do poço está chegando, pois a média diária de comercialização de março e abril deste ano (em torno de 7.000 unidades) praticamente se manteve.

APESAR de números desanimadores, Anfavea ainda não reviu projeções de vendas, produção e exportação para 2016. Entidade prevê queda de apenas 7% no principal indicador do mercado interno. Estoques totais caíram de 48 dias em março para 46 dias em abril, ainda longe da normalidade de até 35 dias ao considerar mais de 1.000 modelos e versões de 35 marcas.

VOLKSWAGEN mudará nos próximos meses seu plano de manutenção periódica que estabelece prazo semestral para troca de óleo em todos os modelos. Vai se igualar aos demais fabricantes ao preconizar apenas uma visita anual às concessionárias ou a cada 10.000 quilômetros rodados (esse intervalo já foi de 15.000). Na Europa é comum trocas a cada dois anos.

JAC T5 destaca-se por seu estilo atual, vem bem equipado (tela multimídia de oito pol.) e espaço atrás assim como porta-malas rivalizam com o HR-V. Direção eletroassistida tem atuação excessiva em estrada e adequada em cidade. Câmbio manual 6-marchas é algo ruidoso nos engates. Acabamento melhorou bastante, apesar de algumas marcas aparentes de solda.

NADA contra atualização dos valores de multas (estavam realmente defasados) e de aumentar penalidade para gravíssima no caso de uso e “manuseio” do celular. Se o telefone estiver fixado no painel ou para-brisa e usado como navegador (o que é permitido) se exigirá bom-senso de quem fiscaliza? Parece, também, ilegal a correção automática de multas pelo IPCA.

FC

A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


  • CorsarioViajante

    “VOLKSWAGEN mudará nos próximos meses seu plano de manutenção periódica que estabelece prazo semestral para troca de óleo em todos os modelos. Vai se igualar aos demais fabricantes ao preconizar apenas uma visita anual às concessionárias ou a cada 10.000 quilômetros rodados”
    ALELUIA!!!!

    • Renato

      Já não era sem tempo. Só precisam tomar cuidado para fazerem como a Ford que acabou por retirar a garantia de alguns consumidores durante o período de transição das revisões.

      • Arno moura cavalcanti

        Por favor, explique melhor. Não tinha ouvido falar nisso

        • Mineirim

          A própria QR, no longa-duração do Ka, teve problema semelhante. Uma confusão entre revisão de um ano, troca de óleo e filtro de combustível aos seis meses… Reclamaram e tiveram a garantia de volta.

  • Renato

    Por falar na atualização das multas, será que igualmente haverá bom senso nas fiscalizações da nova obrigatoriedade do uso dos faróis baixos em rodovias para os veículos que sejam equipados de fábrica com luzes diurnas?
    Não seria o caso de repassar esse ônus para as fabricantes, obrigando-as a instalar este dispositivo nos novos veículos?
    Como sempre, somos nós que pagamos o pato.

  • Roberto, não informação nesse sentido, mas sou capaz de apostar que o óleo é o mesmo

  • Marco, sério? Aconteceu isso? Houve desdobramento?

    • Marco RA

      Bob, inverti um pouco as coisas. Segundo a Quatro Rodas, março de 2015, pg 82, originalmente o Ka tinha primeira revisão aos seis meses e segunda aos 12 meses ou 10.000km. Depois a Ford passou o plano para primeira revisão aos 6 meses ou 5.000 km. Nesse período de transição, quem andou mais de 5.000km antes de 6 meses “perdeu” a garantia. Foi o que a concessionária falou. Claro que depois de alguns telefonemas e dores de cabeça a Ford corrigiu. Mas não! Na revista de março de 2016, a Quatro Rodas levou seu Ka a uma concessionária devido a um problema na ventoinha e disseram, novamente, que o carro tinha perdido a garantia. Depois de mais um pouco de dor de cabeça tudo foi resolvido.

      • Marco, lá vou eu de novo: sabe por que essas coisas acontecem? É porque dá um trabalho danado fazer direito. É isso.

  • Dieki, por que desrespeito? E a manutenção sempre foi em intervalo de 10.000 km, a troca de óleo é que é a cada seis meses.