Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MISTURA DE MAD MAX COM STEVIE WONDER – Autoentusiastas

Na verdade, minha coluna desta semana seria sobre outro assunto. Mas, sabe quando parece que há uma conspiração intergaláctica para que tudo vá numa outra direção? Pois é, foi o que me aconteceu.

Sábado ia ler um artigo de jornal que havia visto no dia anterior sobre multas de trânsito em São Paulo. No mesmíssimo dia fui premiada com duas correspondências: meu exemplar da Veja, com a Veja SP com uma matéria de capa sobre o alcaide de São Paulo e diversas bizarrices cometidas por ele e uma multa. Mais uma, na verdade.

Na minha família mais próxima somos apenas três pessoas: mãe, marido e eu. Claro que tem cunhados, sobrinhos, tios, mas vamos nos limitar ao núcleo propriamente dito. Minha mãe dirige no Brasil há mais de 35 anos e até agora tinha tomado apenas três multas. Uma cerca de dez anos atrás por excesso de velocidade na Av. Washington Luis, por ter passado a 67 km/h (se não me falha a memória) num trecho onde a máxima era 60 km/h e outra dois anos atrás, também por excesso de velocidade, numa avenida da Zona Sul num trecho em que a máxima era 40 km/h e ela passou a uns 47. Uma verdadeira Ligeirinho minha mãe, como vocês podem perceber. Ah, esqueci de dizer que durante alguns anos ela dirigiu cinco dias por semana entre Higienópolis e Belenzinho (um percurso de pouco mais de 10 km em cada sentido) e vários outros anos entre Higienópolis e Poá (cerca de 50 km em cada sentido). Logo, alguém que sempre rodou muito, pois ainda tinha os finais de semana e os amigos dela que moram no Jardim Anália Franco.  A terceira foi por violação de rodízio. Devido ao trânsito, ficou presa em área proibida sem perceber. E foram somente três multas, incluindo as estradas e vias onde dirige.

Meu marido e eu, idem. Em anos de CNH ele deve ter não mais do que quatro multas e eu contabilizava, até o ano passado, exatas 5:

– estacionamento proibido em Moema – a placa não era clara mas eu dei bobeira. Lá pelos idos do início dos anos 2000;

– trafegar na contramão na Praia Grande – onde nunca estive. Naquele dia estava trabalhando e meu carro no estacionamento ao lado. Anexei cartas do estacionamento, da minha chefia (confirmável por mais de 80 jornalistas que trabalhavam comigo no mesmíssmo recinto) atestando que estava na Rua Major Quedinho, em pleno centro de São Paulo naquele dia e naquela hora assim como meu carro, pois dei carona para dois deles, mas não adiantou. Pedi fotos, mas a resposta sempre foi que era a palavra do agente deles contra a minha – embora a minha fosse do estacionamento, da redação da Gazeta Mercantil, etc… Perdi em todas as instâncias. Nos longíquos anos 1989-90;

– excesso de velocidade em Sorocaba – a máxima era a 60 e eu estava a perigosíssimos 67 km/h ou perto disso, na Carlos Cômitre, avenida de três faixas em cada sentido, com canteiro central. Em 2012, mais ou menos;

– excesso de velocidade na marginal Pinheiros – era 80 km/h e eu estava a uns 86 km/h. Por volta de 2013.

– violação do rodízio – peguei o carro errado. Aquele que podia rodar ficou na garagem e sai com o que não podia, crente que aquele dia era terça-feira  e não quarta. Mea culpa, sem dúvida. Lá atrás, em 2005, mais ou menos.

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Faixa de ônibus na 23 de Maio. Como entrar na pista correta? (foto www.areah.com.br)

Do ano passado para cá é como se nós três tivéssemos virado uma mistura de Mad Max com Stevie Wonder no trânsito. Inclusive minha doce e idosa mãezinha que, além do mais, é ótima de volante. Em 2016 já temos de tudo, agravado pelo uso de um ou outro carro entre nós: uma por trafegar pelo corredor de ônibus por 100 metros na avenida 23 de Maio um dia de semana às 19h26. Quem conhece, sabe a dificuldade que é entrar na avenida a essa hora, com todo o trânsito parado e uma inútil faixa de ônibus de ponta a ponta da avenida, muito mais usada por táxis e motos do que por ônibus. Outra por invadir a faixa de ônibus próximo da entrada da Cidade Universitária num lugar em que ela se estende por uns dois quarteirões e no final quem quiser fazer uma conversão à direita tem de fazê-lo em ângulo reto, batendo em alguém, ou andar alguns metros no corredor. No nosso caso, devem ter sido uns 15 metros. Outra por excesso de velocidade na Av. Morumbi às 8h00 da manhã de um dia de semana, numa descida e passando a perigosíssimos 57 km/h onde o limite é 50. Quem conhece o lugar e o horário sabe que bem mais do que isso seria um limite perfeitamente aceitável. E outra, claro, na marginal Pinheiros, também por ter ultrapassado os 70 km/h a ridículos 78 km/h. Tudo isso em um par de meses. Detalhe: atualmente minha mãe dirige muitíssimo menos, assim como eu, que trabalho de casa a maior parte do tempo. E meu marido ainda viaja muito para fora do estado – de avião, e vai de táxi ao aeroporto. Ou seja, andamos uns 10% do que andávamos há alguns anos e tomamos muitas mais multas?

Confesso que ingenuamente durante algum tempo eu disse que não havia indústria da multa. Afinal, se você é multado é (quase sempre) porque você infringiu a lei, certo? Erradíssimo. Tem, sim, uma indústria de multas na cidade de São Paulo. E se amanhã o alcaide resolver revogar a lei da Gravidade? Seremos todos multados, claro. E se ele resolver que a velocidade máxima na marginal do Tietê é de 0,5 km/h? Toma multa!. Quer dizer que há coisas que são apenas com o objetivo de arrecadar. Ou como explicar que um único radar tenha multado 286 mil veículos em 2015? Sim, é aquele famoso da marginal do Tietê, na altura da ponte das Bandeiras em direção à Santos Dumont que multa o incauto que faz a conversão e depois dá de cara com a placa dizendo que é proibido o trânsito ali das 6 às 15 horas (foto de abertura). Apenas no dia 24 de dezembro do ano passado foram multados por aquele equipamento 3.358 motoristas. Sim, num único dia.  Alguém acredita que se a sinalização estivesse correta tanta gente decidiria cometer uma infração propositadamente? Nora, tolinha. Deve ser que de repente um grupo enorme de motoristas decidiu fazer isso apenas para ajudar a Prefeitura a ter mais dinheiro no bolso…

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Quantidade de radares dobrou entre 2013 e 2016 (foto www.doutormultas.com.br)

No primeiro semestre do ano passado os motoristas paulistanos fomos premiados com 2,8 milhões de multas em toda a cidade. Entre 2013 e 2016, o número de radares em funcionamento foi de 500 para quase 900 e somente neste ano São Paulo (o município, não o santo) arrecadou R$ 474,4 milhões com multas de trânsito. Em 2015, entre janeiro e o mês de maio, o total havia sido de R$ 365 milhões, um crescimento de quase 30%.

Vamos então ao artigo de jornal que eu havia recortado para ler depois com mais tempo. No dia 19 de maio, a Justiça aceitou uma ação de improbidade movida contra o prefeito de São Paulo, o secretário dos Transportes e o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e o ex-secretário de Finanças do município assim como o atual ocupante da pasta. A tese do Ministério Público é que a Prefeitura aumentou o número de radares para elevar a arrecadação, em conluio (a palavra é do MP, não minha) com os gestores. E, ainda, que a arrecadação de multas foi utilizada para fins não previstos em lei, como construção de terminal de ônibus, ciclovias e o pagamento de salários e encargos de funcionários da CET. Os promotores também questionam o repasse para a Guarda Civil Metropolitana de 5% do valor das multas arrecadadas a partir de infrações aferidas pela guarda. E qual foi a resposta do alcaide? Que o governo estadual faz a mesma coisa. Alguma defesa sólida? Algum argumento? Não.

A atitude do alcaide me lembra a do aluno de segunda série que, pego colando, diz: ”Mas, ‘fessora, o Joãzinho também está colando”. Ele alega que numa ação semelhante contra o governo do Estado o promotor haveria cometido um “erro grosseiro” que extinguiu o processo. Na realidade, o processo contra o Estado era por falta de clareza na aplicação, pelo Detran, dos recursos das multas. A ação foi movida contra a Secretaria de Estado da Fazenda o que, no entender da Justiça, não seria a pessoa jurídica a ser questionada. O promotor insistiu em que a Fazenda é quem deveria ser questionada e o processo acabou extinto. Em abril, o prefeito havia entrado com uma representação contra o mesmo promotor Marcelo Ca­margo Milani alegando perseguição política.

O promotor Milani disse que a resposta da Prefeitura de São Paulo é “embuste para enganar a opinião pública”. Ele argumenta que, apesar de signatário de um inquérito que investigou as multas de trânsito aplicadas pelo governo do Estado, não é o autor da proposta da ação. Ele nega que tenha havido erro e diz ainda que o processo contra o governo Estadual e contra os gestores da prefeitura correm em varas diferentes. É claro que se as multas do Detran não estão sendo aplicadas corretamente devem ser apuradas e punidos os culpados, mas alegar que outros fazem é lá desculpa para um ilícito? Me poupem.

Como já comentei neste espaço, em tantos milhares de quilômetros dirigindo em outros países nunca nenhum de nós três tomou uma única multa. E bem sabem vocês, caros leitores, os perrengues que se passa alhures, com idiomas diferentes e sinalizações idem. A única vez em que algo aconteceu tomamos uma advertência por não termos deixado no painel do carro alugado o ticket do estacionamento pago numa vila no interior da Bélgica. As instruções em flamengo me confundiram e entendi que era para não deixar. Ainda assim, como havíamos pago o estacionamento, recebemos somente uma advertência. Mas em São Paulo parece que, subitamente, desaprendemos tudo e resolvemos cometer infrações repetidamente. Vai ver que sem perceber fazemos parte daqueles quase 4.000 que resolveram colaborar com a arrecadação municipal passando pelo radar da marginal Tiete.

Mudando de assunto: Como já disse diversas vezes, não sou contra ciclovias nem contra ciclistas. Sou é contra a falta de planejamento e a construção mal feita ou, ainda, superfaturada. Tendo dito isto, por que cada vez que querem provar que elas são boas e são utilizadas mostram e falam apenas um trecho daquela da Av. Faria Lima? Acabei de ver mais uma reportagem na televisão e, de novo, o mesmo sofisma. Se tem 412,6 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas na cidade , porque mostrar apenas o segmento de pouco mais de 2 quilômetros de uma das poucas (talvez a da Marginal Pinheiros e a da Paulista sejam as outras) que estão bem feitas, embora a custos astronômicos? Culpa da imprensa, que aceita as pautas empurradas pelo poder público ou preguiça dos jornalistas de pesquisar? E os tais “contadores de ciclistas”, que provariam a enorme utilidade delas foram colocados somente, adivinhem, na Faria Lima e na Paulista. Por que não em algum dos outros mais de 400 quilômetros? Coincidência?

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • Mineirim

    Nora,
    Multada? Você me decepcionou… Pé de chumbo, hein? kkk
    Falou tudo. Nosso alcaide Raddard provavelmente vai revogar a Lei da Gravidade.

  • Roberto Neves

    Digo o mesmo sobre a administração da rodovia BR-040 (concessionária CONCER). Tenho apartamento em Itaipava, distrito de Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro, desde 2010, e trafego pela BR-040 frequentemente, sem jamais ter recebido uma multa, de 2010 até maio de 2015. Desde então acumulei 43 pontos na habilitação por excesso de velocidade (pouco abaixo ou pouco acima de 20% em relação à velocidade máxima permitida). Antes disso, minha última multa foi em 2012, quando estacionei do lado errado da rua, aqui no Rio de Janeiro.

    • kravmaga

      Eu fui do Rio a Juiz de Fora e tomei duas multas no trajeto. O problema dessa estrada é que ela tem MUITA variação de velocidade, de 110 km/h em muitos trechos a 60 km/h em outros, muitas vezes sem explicação e com placas confusas.

      Os radares muitas vezes também são colocados logo depois de curvas mais fechadas e você só vê o radar depois que passou por ele.

      Já deixei no meu carro um papel com a quilometragem que está cada radar nessa estrada para não tomar multa de novo. A minha mulher tem que ficar que nem navegador de carro de rali, cantando para mim que o radar está próximo quando estou chegando perto… 🙂

  • Lemming®

    Não sei o que é pior. Esse prefeito louco ou os paulistanos que votaram nesse lixo.
    E para chutar o traseiro de quem está acordado sempre me aparece algum para dizer que lei deve ser respeitada. Lei criada por loucos não tem validade mas infelizmente somos coagidos pelo aparato estatal.
    Ainda quero ver o dia em que todos deixem seu carro em casa e tentem fazer tudo pelo transporte coletivo. Vamos ver o que acontece.
    Quero ver se a mídia mostra o caos.

  • Renato Texeira

    O prefeito de São Paulo deveria ter vergonha de ter dado uma resposta dessas. É como se um erro justificasse o outro. Assim como ocorreu com o autor da lei do uso dos faróis baixos durante o dia, que mencionou que estava “implícito” na lei o uso dos DRLs, percebe-se o baixo nível que pode chegar (em seus vários sentidos) os nossos políticos.

  • Marcelo R.

    Nora,

    A reportagem que você cita é esta?

    http://vejasp.abril.com.br/materia/fernando-haddad-prefeitura-ciclovia-pegadinha

    Como é que esse cara ainda tem 15% de aprovação e 12% de intenções de voto???

    Sobre o texto todo, inclusive o “Mudando de Assunto”, eu sou contra as ciclofaixas (que eles insistem em chamar de ciclovias), faixas de ônibus e as reduções de velocidade, impostas goela a baixo da nossa garganta por essa criatura, já que as faixas de bicicleta e de ônibus são todas superfaturadas e, em conjunto com as reduções de velocidade, só tem o intuito de aumentar a arrecadação com multas. Seja flagrado “encostando” em uma faixa destas e receba seu prêmio: uma multa! Ainda sobre as faixas de ônibus, elas te deixam um espaço, muito pequeno, para que você consiga contornar uma esquina e/ou sair delas e entrar na faixa autorizada para os carros. Já tomei uma multa por conta disso e outras duas por excesso de velocidade, graças aos limites ridículos impostos. Hoje, já programei o CB do Stilo para “apitar”, ao chegar neste limite ridículo e, para quando saio com a Parati, baixei um GPS no celular que tem alerta do limite de velocidade, para evitar essa arapuca.

    Um abraço!

  • Mineirim

    Nora,
    Complementando: esse acesso à Ponte das Bandeiras sempre foi o mais tradicional para quem vem da Dutra, Fernão Dias e Airton Senna rumo ao Centro. Absurda essa restrição, além de mal sinalizada. Quer dizer que todos os carros têm que andar quilômetros para retornar pela ponte da Casa Verde ou Braz Leme? Esse cara Raddard só quer tuMULTuar!

  • Christian Bernert

    Nora, a indústria da multa não se instalou só em São Paulo. É no Brasil todo mesmo. Estou passando pela mesmíssima situação aqui no Paraná. Rodo em média 30.000 km por ano, o que não é pouco. Fui multado somente quatro vezes de 1987 a 2013 (1993, 1999, 2001 e 2002). Já agora tornei-me de súbito uma ameaça ao trânsito, sendo multado quatro vezes de 2014 até agora. Tudo por bobagem, três excessos de velocidade de 68 a 72 km/h e um estacionamento em local proibido (sem a devida sinalização que indicasse a proibição de estacionar lá).
    Mas desconfio que aumentou significativamente o número de motoristas e principalmente motociclistas sem habilitação rodando diariamente em minha cidade. E o diagnóstico totalmente errado que as ‘otoridade’ de trânsito nos querem fazer crer é que é preciso multar mais para diminuir a mortalidade no trânsito. Errado, falta sim é educação de trânsito e fiscalizar habilitação e até mesmo estado de conservação dos veículos. Mas é que fazer o certo sai muito dá um trabalho…

  • Não devia mesmo escrever o que vou escrever… Mas, o fato é que para mim as “multas” viraram apenas mais um “custo” que eu tenho em andar de carro. Para andar com um automóvel, além do combustível precisamos computar IPVA, seguro, manutenção, pedágios, etc… E, na minhas contas, entrou um item novo: “multas”. Simples assim… Aqui no escritório, num espaço muito pequeno de tempo, o aumento no número de multas que tomamos (eu e outros motoristas e instrutores que prestam serviços para nós) cresceu absurdamente. Sim, temos uma indústria de multas. O problema é “defender” isso, pois, a multa advém de uma infração. Mas, o fato inconteste hoje em dia é que as multas vem das “pegadinhas”, de onde e como os radares são colocados, das velocidades escolhidas, etc. Não consigo – mesmo – entender que sou um péssimo motorista e infrator porque passei a 68km/h onde era permitido andar a 60km/h porque “alguém” decidiu que aquela era a velocidade compatível com a via, etc. Enfim… tema polêmico e sem solução… E, voltando a dizer, se aqui fosse apenas eu que estivesse tomando multas e mais multas (lembrando que dirigimos muito por aqui…rsrs) seria tão somente eu o problema… Mas, como quase todos estão tomando diversas, é de se pensar que o “problema” está na outra ponta: em como as infrações são estabelecidas.

  • Ricardo kobus

    É triste saber que a principal cidade da América latina que eu tive o prazer de ir uma vez só, está desse jeito.
    Falando em ciclovias e obras em geral, recentemente estávamos conversando sobre a época da ditadura ( não estou fazendo apologia à nada) e refletimos em como seria a construção da ponte rio-niterói hoje, com certeza seria uma catástrofe, falo disso pois ela foi construída na época da ditadura militar.

  • caique313131

    Geralmente eu sou defensor ferrenho de patrimônio que seja considerado público, entretanto, no caso de radares e outros equipamentos do gênero instalados com o intuito único de prejudicar quem não merece e engordar o caixa – na maioria das vezes, o bolso de certos “cidadãos” também -, fico plenamente feliz ao ver um desses representantes de desperdício de tecnologia destruído.

    Não tenho nada contra radares que sejam instalados para aquilo que foram concebidos: educar através do castigo e prevenir comportamentos perigosos. Mas, na grande maiorias dos casos, em especial – e bote especial nisso – São Paulo, não é isso que verificamos.

  • Nora, foi como a lei seca. Pelo CTB original havia limite do quanto se podia beber mas jamais isso foi fiscalizado. Bastou a nova lei para começarem as blitze e quem tomasse uma taça de vinho, e constatado pelo etilômetro, vulgo bafômetro, lá vinha a imprensa, em especial o William Bonner, dizer o que motorista estava bêbado. É por isso que insisto na prisão do Jorge Ben Jor, pela mentira que ele conta.

  • Mineirim

    Onde vamos parar? Nós vamos parar! kkk

  • Mineirim

    Essa de avançar o sinal por ordem do agente… Veja só que coincidência: saiu notícia semelhante, só que o fato aconteceu em Taubaté. Até pensei que fosse o seu caso:
    http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2016/05/orientado-por-agente-motorista-avanca-sinal-fechado-e-e-multado.html
    Apesar do motorista ter que entrar com recurso, a prefeitura de lá teve a honestidade de reconhecer o erro.

    • Lucas dos Santos

      Sorte do motorista que o agente de trânsito apareceu na foto da multa, a qual foi capturada no exato momento em que fazia o gesto ordenando que o motorista avançasse.

      Somado ao Art. 89, inciso I, do CTB, que estabelece que as ordens do agente de trânsito prevalecem sobre as normas de circulação e outros sinais, não tinha como indeferirem o recurso (iriam alegar o quê?). Logo, só restou mesmo reconhecer o erro e anular a multa.

  • Marcus, mas quem foi que pôs esse povinho aqui? Então…

  • Ilbirs

    Nora, por acaso o trecho da 23 de Maio que te rendeu uma multa foi aquele compreendido pela quadra entre as ruas Victor Brecheret e Luiz Falgetano Sobrinho, quadra essa que tem um posto Shell e a concessionária BMW Agulhas Negras?

    http://i64.tinypic.com/2i9j96w.jpg

    Se for esse trecho, saiba que eu também fui multado por trafegar nele. É um trecho de pouco mais de 50 m de faixa contínua exatamente nessa quadra, feito sob medida para gerar multas, pelas seguintes razões:

    1) Se você for entrar na Luiz Falgetano Sobrinho usando apenas o pontilhado, terá de dar uma fechada das boas em um ônibus que estiver pouco atrás de você, pois se fosse entrar da maneira segura (mudando de direção com raio bem aberto e por isso tomando mais espaço) iria acabar trafegando nessa faixa contínua e terá seu carro flagrado por uma câmera instalada nesse trecho em setembro de 2015, conforme pude ver no Diário Oficial do município. Portanto, você escolhe entre estar dentro da lei e ser sujeito passivo de um acidente de terceiro ou agir com segurança e tomar multa de R$ 191 e sete pontos na carteira por infração gravíssima;

    2) Se o cara está na Victor Brecheret e irá pegar a 23 de Maio apenas nesse trecho, o natural seria usar a faixa mais à direita justamente por ser o trajeto natural entre dois pontos adjacentes de uma mesma quadra, mas se fizer isso, o radar implantado pela gestão do homem que quer fazer os moradores desta cidade se envergonharem de produzir testosterona vai te flagrar por ter feito o óbvio. Você teria de, na Victor Brecheret, invadir a segunda faixa da direita para a esquerda e, pouco mais de 50 m depois, voltar à faixa mais à direita e dar a tal fechada no ônibus para que não receba multa;

    3) Se você estiver saindo do posto Shell, terá de fazê-lo pelo ponto mais perto da Victor Brecheret para ter espaço de aceleração e ingresso na segunda faixa, uma vez que a parte contínua começa no extremo esquerdo da fachada do estabelecimento (aqui considerando a perspectiva de quem olha pela 23 de Maio), pois se fizer a saída natural de um posto que se encontra em uma via expressa (novamente o tal ângulo suave sem entrada brusca na faixa mais à direita, ainda mais que estamos pensando que pode haver um ônibus biarticulado com reações ainda mais lentas que as de um inteiriço), vai cair na parte contínua da faixa, acionar o radar e receber a notificação com a foto de seu carro em casa.
    Se o cara sai da Agulhas Negras, irá pegar a parte pontilhada da faixa, não estando sujeito a levar multa. Afinal, como bem sabemos, um dono de Bimmer pode ser alguém bem rico ou mesmo algum grande empresário que se encontra em relação simbiótica com o poder público, não sendo conveniente ficar tomando multa sempre que sai do serviço autorizado. Se fosse uma concessionária das Quatro Grandes ou alguma marca chinesa que vende furgões comerciais, talvez estendessem a tal faixa contínua para um ponto em que pegasse motoristas desprevenidos justamente por terem sido defensivos, uma vez que esses tendem a ser assalariados e vivendo a vida remediada da maioria dos brasileiros.

    Não sei se é desse trecho que você fala, mas aviso que ele se tornou uma pegadinha daquelas depois de setembro de 2015 e agora tornou-se questão de honra para qualquer um com domicílio eleitoral nesta cidade apear o vulgo Suvinil do poder. Aliás, nem questão de honra, mas sim de sobrevivência deste município. Vou deixar abaixo aquela dica que sempre deixo e que é mais preciosa do que platina pura neste ano em que iremos às urnas em outubro:

    1) Não votar em quem quer que seja do PT;

    2) Não votar em quem quer que seja de partido que faça parte do Foro de São Paulo (PT, PSB, PC do B, PPS, PDT, PPL);

    3) Não votar em linhas auxiliares do PT e do Foro (Rede, PSOL, PSTU, PCO). Esses movimentos podem ter alguns “nomes fantasia”, como Juntos (essa palavra escrita em vermelho e com um swoosh embaixo dela é de um movimento do PSOL e foi muito vista nos protestos de 2013, sendo ainda bastante vista em protestos recentes);

    4) Não dar crédito a manifestações “espontâneas” e “apartidárias” pedindo “mais amor” ou coisas assemelhadas, pois elas pedem “mais amor” a um certo Foro e só são apartidárias no sentido de a pessoa jurídica não estar oficialmente ligada a partidos, mas as pessoas físicas que fazem parte da organização serem sim bem ligadas a partidos, gerando aí a guinada para um determinado rumo ideológico de maneira tão eficiente quanto seria se houvesse afiliação oficial.
    Aviso que irão acontecer tais manifestações em 2016, mais ou menos como aconteceu em 2012 quando Celso Russomanno estava na liderança da corrida municipal (vide aquelas 10 mil pessoas na Praça Roosevelt acusando-o de preconceito contra homossexuais). Logo, é preciso estar vacinado contra esse tipo de gente, ainda que eu creia que o paulistano e o brasileiro em geral já o esteja (vide passeatas de esquerda de 2013 em diante só conseguindo uma meia dúzia de gatos pingados regiamente pagos com R$ 30 e sanduíche de mortadela). Notem que essas manifestações sempre ocorrem quando algo que não interessa ao Foro ganha corpo (vide os caras da CUT e do MST recentemente parando vias importantes de capitais brasileiras com pneus pegando fogo). Temos agora o pessoal do MTST invadindo a vizinhança do Temer, bem como o constrangedor uso da Virada Cultural 2016 para manifestações políticas, que foi realizado por um coletivo chamado Arrua (aqui só mesmo uma pessoa jurídica que serve para operacionalizar algo que interessa a PT e Foro) e consistindo na impressão de 7 mil cartazes com os dizeres “Temer
    Jamais”, que estão na mesma programação visual da vinheta que apareceu
    em telões. Isso já rendeu ida de vereadores ao Ministério Público para pedir apuração:

    http://zh.rbsdirect.com.br/imagesrc/19246139.jpg?w=640

    https://www.instagram.com/p/BFsl2w6KSrx/

    http://imguol.com/c/entretenimento/f2/2016/05/21/21mai2016—em-entrada-ao-vivo-reporter-da-globo-e-cercada-por-manifestantes-contra-o-governo-do-presidente-interino-michel-temer-na-virada-cultural-1463872449301_956x500.jpg

    http://imguol.com/blogs/136/files/2016/05/temer-jamais.jpg

    http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/16143275.jpeg

    http://og.infg.com.br/in/19354659-517-20e/FT1086A/420/Publico-se-manifestou-contra-Michel-Temer-no-show-de-Alcione.jpg

    http://vejasp.abril.com.br/blogs/cidade/files/2016/05/coletivo-arrua-e1463885241911.jpg

    • Nora Gonzalez

      Ilbirs, não foi em outro trecho, mais próximo do Viaduto Pedroso. Mas a 23 de Maio passou a ser uma armadilha constante em vez da linda avenida que era, perfeita para dirigir e ainda por cima bonita. Agora cheia de pichações nas lateriais no lugar das plantas que havia e faixas de onibus de escassa utilidade – para dizer pouco. E ainda temos de desviar dos constantes ambulantes, perto do Detran, do aeroporto e em vários outros lugares. Não tem pardal para registrar ambulantes?

  • Thiago, que filhos de pais desconhecidos!

    • RoadV8Runner

      Bob, essa foi ótima, “filhos de pais desconhecidos”! É rir para não chorar, triste…

      • Nora Gonzalez

        RoadV8Runner, Bob, discordo parcialmente do “pais desconhecidos”. Acredito que a progenitora seja, sim, muito, mas muito conhecida. Só o pai é que não é.

  • JCQ, isso é coisa de safafrário. A CET não reconhece feriado. O que vale é o dia da semana.

  • Comentarista, é, só você presta atenção nas placas e indicações….

  • Antônio do Sul

    Entre algumas idas ao Rio Grande do Sul e notícias que recebo de familiares que moram lá, tenho a impressão, às vezes, de que a Superintendência local da PRF é composta pelo pior tipo de burro, o convencido, que faz besteira e ainda tem a certeza, contra todas as evidências, de estar agindo de maneira correta. Andar a 80 km/h na BR-290, no interior do estado? Acho que nem em Fusca com freios dianteiros a tambor. No trecho em que esta rodovia se transforma em Freeway, acredito, sinceramente, que quem não tem condições de dirigir a 140 km/h com segurança não poderia ser habilitado a conduzir nem carrinho com controle remoto. Nas rodovias estaduais, o mais triste é que, há uns dez ou doze anos, o estado foi modelo de fiscalização, sendo até elogiado pelo Bob em uma coluna na Quatro Rodas.

  • Antônio do Sul

    Nora e Minerim, o pior é que na década de 30 ou 40, um ilustre vereador da cidade onde meu pai nasceu, no interior de Rio Grande do Sul, ao ouvir de um técnico que determinado lugar não era o mais propício à instalação de uma caixa d´água em função da lei da gravidade (era baixo demais), propôs a revogação desta. Um outro vereador, tão esclarecido quanto o primeiro, respondeu ser impossível a revogação de uma lei editada pelo Getúlio (Vargas)…

  • Lucas, há algum tempo não facilito a passagem de ambulâncias nesses casos. Se o próprio estado não respeita o tráfego de ambulâncias com esse nojo, essa demência, esses dejetos viários chamados lombadas, não vou respeitar também.

  • Eu ainda acho que essa questão das luzes de condução diurna (DRL) vai dar muito pano pra manga, pois o próprio Contran, no art. 2º de sua Resolução 227, diz:

    “Art. 2º – Serão aceitas inovações tecnológicas ainda que não contempladas nos
    requisitos estabelecidos nos Anexos, mas que comprovadamente assegurem a sua eficácia e segurança dos veículos, desde que devidamente avaliadas e aprovadas pelo órgão máximo executivo de trânsito da União.”

    Como vários carros saem de fábrica hoje com DRL, depreende-se que tal equipamento foi homologado pelo Denatran, logo, seria enquadrado no art. 2º acima. Mas é bem provável que alguém questione a redação dessa nova lei, de modo que seja incluída no texto a menção à DRL para não haver dúvidas.

  • Fabius, parece que os DRL a LEDs serão aceitos, mas estou esperando sair a Resolução do Contran a respeito para escrever matéria sobre mais essa (imbecil) lei. Mas mesmo que sejam consideradas aptas a atender a lei, tenho receio, o certeza, de muitos policiais ou fiscais de trânsito acharão que os faróis estão desligados e, tome multa.

    • Fabius_

      Obrigado, Bob. Era isso que eu estava pensando – e temia.

  • Daniel S. de Araujo

    Nora, infelizmente tudo o que você falou acaba nos remetendo para o último parágrafo

    Culpa da imprensa, que aceita as pautas empurradas pelo poder público ou preguiça dos jornalistas de pesquisar?

    Só que a imprensa não é omissa nem preguiçosa. Grande parte da imprensa é VENAL, e ligada ao ideário esquerdista que hoje domina o politicamente correto no Brasil. O “bom jornalista” combate o “golpe”, defende o “socialmente responsável”, é antiautomóvel devido a “poluição” e a “exploração do país pelas multinacionais e o imperialismo americano”, etc. etc. etc. Para que combater a indústria da multa, a corrupção sindical e dos governos “trabalhistas” (entenda-se corporativista sindical) se tudo faz parte de um projeto de bolivarização do país??? Acontece na educação também, ao se difundir como verdade aquilo que é um ponto de vista. Na educação dos nossos filhos, a ideologia das esquerdas é vendida como verdade absoluta e tal qual a Allan Kardec é atribuída a decodificação da Doutrina Espírita, a Marx é dado o monopólio da compreensão da sociedade e a Keynes, o decodificador das relações macroeconômicas.

    Ultimamente só ando me informando pelo Estadão porque o UOL e a Folha mais parecem sucursais da Agência PT de noticias. Chega a dar náusea!

  • kravmaga

    Infelizmente não é só em São Paulo não. Essa farra de radares de velocidade está acontecendo no Rio de Janeiro também.

    Tenho carteira há mais de 25 anos e tenho bônus máximo (10) porque só usei o seguro 1 vez nesses anos todos e, mesmo assim, porque derrapei numa curva da estrada por causa de uma poça de óleo deixada por um caminhão bem no meio de uma curva muito fechada. Então não creio que seja mau motorista ou seja um abusador contumaz de velocidade.

    Pois bem, tomei 3 MULTAS em menos de 1 mês no MESMO RADAR de 60 km/h que foi reativado de repente, depois de muitos anos sem o radar naquele ponto. Detalhe: o radar era de 70 km/h e passou a 60 km/h sem explicação e ele fica numa rampa de descida que desemboca numa via expressa onde a velocidade é de 90 km/h !

    E as 3 multas era todas de 64, 63 e 65 km/h ! Os meus amigos ainda gozam com a minha cara porque tenho um Jetta TSI de 211 cv e só tomo multas dessas de baixíssima velocidade…

    Ainda tentei recorrer das multas tentando desconsiderar a segunda e a terceira, já que eram no mesmo radar e que ainda não tinha recebido a notificação da primeira multa quando já tinha tomado as outras duas. Mas não teve jeito, indeferiram e vou ter que pagar as 3 multas e ainda arcar com os pontos na carteira, que representam 60% do limite de pontos que a gente pode tomar por ano…

    • kravamaga, é uma gente muito safada mesmo. Às vezes acho que faz falta um paredón aqui.

    • kravmaga

      Esqueci de dizer que só tomei as multas também porque colocaram uma pequena placa de velocidade no mesmo poste que o radar e não a vi. Não havia nenhum aviso pintado no chão antes do radar, como é comum em outros radares aqui no Rio e nem sequer placa de velocidade antes desse radar.

      É um absurdo colocarem velocidades tao diferentes em vias que são basicamente continuação uma da outra e de mesmo número de faixas. Um colega meu viajou e tomou uma multa de velocidade superior a 50% porque ele sabia que a estrada era de 120 ou 110 km/h (em SP) e achou que já estava nela e começou a acelerar. Ele diz que não viu placa nenhuma e que o trecho em que tomou multa não tinha nada que a diferenciasse da estrada rápida.

      Hoje em dia culpam demais os motoristas por velocidade, ignorando o fato de que os carros modernos são mais rápidos (e com mais segurança) e continuam mantendo velocidades da época do Simca Chambord.

      Não vejo o mesmo empenho dos governos em colocar radares de avanço de sinal (que geram acidentes bem mais perigosos do que por velocidades pouco acima das permitidas) nas cidades ou, nas estradas, de colocar divisórias entre as vias em estradas de mão dupla (ou mesmo de tornar as estradas de mão dupla em mão única), que geram acidentes gravíssimos por colisão frontal. Retiradas de curvas perigosas ou colocação do asfalto em ângulos nas curvas também não fazem.

  • Roberto Neves, nesse ponto a CET-Rio é decente.

  • Roberto Neves

    Grato, Marcelo.

  • kravmaga

    Você está mentindo ou então deve ser um perigo no volante para os outros, já que para observar tudo enquanto dirige e ainda olhar para o velocímetro, deve andar a 40 km/h.

    Não tem como não tomar essas multas bobas por limites de velocidade de 40, 60 km/h. Basta uma bobeira e toma multa sim.

  • kravmaga

    Pois é, eu já previa que fossem fazer uma lei dessas e por isso achei que ia estar mais adaptado pelo meu carro ter DLR (luzes diurnas de led), mas já vi que não consideram as DLR como equivalente.

  • Lucas, o mais absurdo é que se fala em “visibilidade” ao tratar do assunto, quando o que está em questão é a conspicuidade, o carro se fazer notado, presente. Só por aí vê como a coisa foi feita sem pé nem cabeça. A fileira de LEDs assegura à perfeição a conspicuidade, com baixo consumo de energia elétrica e sem incomodar, sem produzir o glare. É por isso que no começo dos anos 1990 se criou nos países nórdicos e Canadá o farol de uso diurno (daylight running lamps), um farol baixo alimentado com 10 volts, para ficar fraco e não incomodar.

  • Comentarista

    Sim e muito. Hoje mesmo passei por lá vindo de Belo Horizonte a Patos.
    Outro trecho que tem radar de metro em metro é a 262 BH – BR 354 e na própria 354 entre 262 e 365.

  • Marco, se não houvessem as idiotas lombadas que impedem rápido deslocamento de ambulâncias e carros de bombeiros, ou seja, a administração pública fazendo a parte dela, eu daria passagem mesmo com o risco de ser multado. Mas como sou desrespeitado cínica e permanentemente com esses dejetos viários, deixo a responsabilidade de ambulâncias não chegaram aos hospitais por conta desses idiotas. E que bom que você superou o AVC.

  • Lucas dos Santos

    Interessante. Entretanto, é como você disse: ainda que o Denatran tenha respondido que as DRL são suficientes para o cumprimento da lei, o texto não dá a entender isso, o que dá margem para multas serem aplicadas por má-fé do policial.

    O pior é que as luzes de rodagem diurna sequer são citadas no CTB. Elas deveriam ser incluídas ao menos na lista de definições dadas pelo Anexo I – como fizeram com as luzes de neblina, que, apesar de não serem citadas em nenhum artigo do CTB, são reconhecidas pelo Código ao constarem da lista de definições. Do contrário, fica difícil interpretar, usando como base apenas o CTB, que as luzes de uso diurno cumprem essa função, mesmo com o pessoal do Denatran afirmando positivamente.

  • agent008, perfeito, concordo com cada palavra.