Roberto Agresti recomenda:

Um Honda Fit EXL prata Global metálico, que de acordo com o site da marca custa R$ 76.690 (R$ 990 deles referentes à pintura metálica) entrou na garagem do AE para o teste de 30 dias. O Fit é um “queridinho” do mercado brasileiro desde que chegou ao mercado no já distante ano de 2003. É um carro que parece ter uma auréola de santidade — difícil achar alguém que fale mal dele! Neste intervalo de 13 anos foram três as gerações diferentes deste pequeno Honda vendido no Brasil. A inicial durou até 2009, sucedida pela versão descontinuada em 2014, substituída por esta que é alvo de mais um teste de 30 dias do AE.

Pelas contas que fiz tomando como base as informações de emplacamentos divulgadas pela Fenabrave, neste próximo mês de junho a Honda poderá comemorar a chegada de meio milhão de Fit às ruas do Brasil. Marca respeitável e que deverá ser incrementada nos próximos anos, tendo em vista que este modelo que aqui temos é praticamente igual ao modelo vendido em outros mercados mundiais. Ou seja, nosso Fit é moderno, é atual, é mundial. Esta é uma marca registrada dos automóveis Honda no Brasil: a de nunca deixar gerações antigas “boiarem” muito tempo em produção se no exterior tiver sido lançada uma nova.

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Caracteriza esta nova geração do Fit a carroceria com desenho mais anguloso, que alguns chamam de “viril”, com vincos pronunciados nas laterais e os para-choques dotados de simulacro de tomadas/extratores de ar. É um desenho bem-sucedido e que perdeu um pouco aquela cara de carrinho de brinquedo, quase um pokemon sobre rodas. Paulo Keller fez um excelente “No uso” com um Fit EXL igualzinho a este que agora é vítima de nosso 30 dias.

Este Fit EXL começou sua jornada comigo em ritmo acelerado, rodando na correria paulistana em condições malvadas, trânsito intenso e sem muito cuidado com o acelerador. Trajetos curtos entremeados de paradas relativamente longas, aquela situação “pior dos mundos” para qualquer motor, que não consegue alcançar sua temperatura de exercício e mantê-la, como seria o ideal tanto para a durabilidade mecânica quanto para o consumo de combustível. Aliás, qual o combustível? Entregue com tanque cheio, a informação que obtive dos responsáveis pela frota da Honda foi a de que o carro estava abastecido com gasolina.

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No entanto, fiquei com um pé atrás e fiz questão de liquidar logo o tanque para ter certeza do tipo de combustível usado e assim que a luz alerta acendeu no painel, fui ao posto e descobri que, como de costume (e isso é um ponto positivo), a luz acende bem antes de o tanque estar perto da secura: entraram 36 litros exatos, ou seja, ainda havia 10 litros e muitos quilômetros a rodar pela frente. E foi exatamente isso que fiz. Engolir quilômetros. Nada menos que 630 km em um único dia, em um bate-e-volta da capital paulista a Ribeirão Preto, que me deu horas e mais horas de convívio com o Fit EXL e chance de conhecê-lo melhor.

O Honda Fit não é novidade nenhuma para mim. Ciclicamente eles aparecem nas minhas mãos desde que existem e, em geral, sempre gosto deles. Em geral? Explico: o primeirão, o Fit inaugural, em versão de câmbio automático CVT, me passava uma impressão estranha, com aquele motor subindo e descendo de rotação sem que a velocidade acompanhasse. Ou seja, preferia o manual. Na segunda geração, o câmbio CVT foi substituído por um câmbio automático convencional — em termos, pois os automáticos da Honda não têm os trens de engrenagens epicicloidais — e a sensação ruim de embreagem patinando foi substituída por outra, também ruim, a de motor entrando na cabine quando acelerava fundo. A suavidade de funcionamento do carrinho era comprometida pelo ruído interno exagerado quando o ponteiro do conta-giros passava das 4-4,5 mil rpm.

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Portanto, confesso que a primeira coisa que fiz ao tomar posse deste novo Fit EXL foi… acelerar para ver a rotação chegar à zona vermelha. Resultado? Nem barulhão, nem elasticão. O Fit voltou a ter câmbio CVT mas agora há um conversor de torque em vez de embreagem automática e assim, ao pregar o acelerador no fundo, o que acontece é curioso. A rotação sobe e se instala no limiar autorizado do conta-giros, e o carrinho progride. Barulho? Faz, mas menos que o anterior de câmbio automático e a sensação é de que ele vai em frente de forma rápida, bem rápida. Claro que não é e nem nunca será um esportivo, mas o motor revisto — taxa de compressão maior e o sistema de comando de válvulas variável batizado de i-VTEC – faz seu trabalho de maneira mais suave e consistente que o Fit anterior. Gostei!

O que mais gostei nessa primeira semana? Do interior, especialmente do banco do motorista. Vítima de uma coluna dando sinais de fadiga, para mim o encosto do banco do Fit foi uma ótima surpresa, conciliando conformação de encosto adequada a apoio lombar na medida, sem ser exagerado como em carros esportivos puro-sangue, o que seria um contrassenso, e nem ausente, deixando as costas soltas demais. Regulável em altura, o banco tem uma densidade de espuma adequada e isso mais a forração mista couro natural/couro sintético resultou em boa nota em termos ergonômicos, ainda mais tendo em vista a possibilidade de ajustar o volante em altura e distância.

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Na estrada manter os 120 km/h na reta de mais de 300 km que é o trecho de rodovia que liga São Paulo a Ribeirão Preto teve como grande protagonista o controlador de velocidade, equipamento de série neste Fit EXL, assim como o sistema de acesso ao telefone celular por Bluetooth e o sistema de áudio que pode ser controlado por teclas situadas no volante revestido de couro. No ritmo da velocidade permitida o Fit rodou até Ribeirão tranquilo como um peixe, no sentido inclusive literal pois choveu em quase 80% do percurso, chance para ver que o sistema de ar-condicionado é competente, mas não tem mais com comando digital como nas versões de topo de alguns Fit do passado, e que as palhetas do limpador fazem seu serviço de maneira competente, mas não são mais do tipo mais moderno como eram nos Fit da geração anterior.

Empobrecimento? Não, a palavra é forte demais. O Fit apenas abdicou de dois itens que seguramente não fazem grande diferença mas… o que dizer do desaparecimento dos freio a disco nas rodas traseiras? Não é um pecado mortal, mas é uma opção técnica que não segue a cartilha do “quanto melhor, melhor”.  E tendo em vista o que cobram por ele, ar-condicionado digital, palhetas “up to date” e discos na traseira combinariam melhor com 76 mil reais, assim como também as bolsas de ar tipo cortina que os Fit tem em suas versões vendidas na Europa e América do Norte. E o que dizer do sistema de controle de estabilidade, batizado de VSA (Vehicle Stability Assist) e de tração, também presente no Fit para americanos comprarem?

Precisa de VSA? A questão não é essa. Nesses 700 e passa quilômetros rodados no início de teste o Fit se mostra um carro muito seguro, estável, que responde aos comandos de maneira exata, competente. Enfim, digno da tradição da marca, atentíssima a aspectos técnicos e dinâmicos de excelência, cuja refinada engenharia é referência em carros, motos, aviões, robôs etc. Todavia, não equipar os carros vendidos no Brasil com os recursos plenos em termos de segurança deixa um sabor amargo, ao menos na minha boca. Ainda mais tendo em vista o preço…

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Voltando ao convívio desta primeira semana, como vocês já sabem na estrada o Fit EXL me atendeu maravilhosamente bem e em dados momentos o painel digital com o parcimonioso computador de bordo me avisou consumo instantâneo de além dos 14 km/l, marca que emporcalhei com minha pressa para chegar e acabou descendo a menos de 12 km/l. Prometo uma viagem mais comportada para breve! Outros bons aspectos destes primeiros dias? Bem… melhor conviver um pouco mais com ele, afinal teremos mais três semanas pela frente e deixar assunto amadurecer é mais do que necessário. É sábio.

Para a próxima semana o roteiro prevê muita cidade e nada de estrada, um tipo de uso que certamente está bem mais próximo ao da realidade da maioria dos donos e donas deste sucesso sobre rodas chamado Honda Fit. Até lá…

RA

 

HONDA FIT EXL

Dias: 7
Quilometragem total: 703,7 km
Distância na cidade: 55,7 km (7,9)
Distância na estrada: 648,0 km (92,1%)
Consumo médio: 9,5 km/l (gasolina)
Melhor média: 11,8 km/l (gasolina)
Pior média: 7,0 km/l (gasolina)

 

FICHA TÉCNICA HONDA FIT EXL 2016
MOTOR
N° e disposição dos cilindros Quatro, em linha, transversal, flex
Cilindrada 1.497 cm³
Diâmetro e curso 73 x 89,4 mm
Potência 115 cv (G), 116 cv (A), sempre a 6.000 rpm
Torque 15,2 m·kgf (G), 15,3 m·kgf (A), sempre a 4.800 rpm)
Taxa de compressão 11,4:1
Distribuição 4 válvulas por cilindro, comando no cabeçote, corrente, variador i-VTEC de fase e levantamento conjugados, coletor de admissão variável
Formação de mistura Injeção no duto Honda PGM-FI
TRANSMISSÃO
Tipo do câmbio Automático CVT
Conexão motor-transeixo Conversor de torque
Relações de marchas Frente 2,526:1 a 0,408:1, ré 2,706:1 a 1,382:1
Relação de diferencial 4,992:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Voltas entre batentes 3
Diâmetro mínimo de curva 10,3 m
FREIOS
Dianteiros Disco ventilado Ø 262 mm
Traseiros Tambor Ø 200 mm
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 6Jx16
Pneus 185/55R16
Estepe Temporário, roda de aço 4Tx15, pneu T135/80D15
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, monovolume, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES
Comprimento (mm) 3.998 mm
Largura (mm) 1.695 mm
Altura (mm) 1.535 mm
Distâncias entre eixos (mm) 2.530 mm
Bitola dianteira/traseira (mm) 1.482/1.472 mm
Distância livre do solo (mm) 145,3 mm
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha 1101 kg
Capacidade do porta-malas 363 L (906 L c/banco rebatido, 1.045 L c/banco traseiro rebatido, dianteiros todos à frente
Tanque de combustível (l) 45,7 litros
CONSUMO (INMETRO/PBE)
Cidade 12,3 km/l (G), 8,3 km/l (A)
Estrada 14,1 km/l (G), 9,9 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em D (km/h) 54,8
Rotação a 120 km/h D (rpm) 2.200


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  • CorsarioViajante

    É engraçado como tem coisas culturais ao elaborar carros. Os japoneses por exemplo, parece que todos gostam do marcador de tanque acender a luz quando ainda falta um quarto ou mais. Na minha Livina também é assim, acende quando ainda falta uns dez litros.
    Também gostam de empobrecer ou, digamos, racionalizar ao limite. É extremamente necessário? Não? Então pode ficar sem. Isso cansa um pouco, e no Fit, quando vemos as versões, o tempo todos esbarramos nisso, o tempo todo este gosto amargo de estar faltando muita coisa que chateia na convivência, como por exemplo nesta unidade, além dos detalhes citados, o controle automático do A/C, que para mim é algo utilíssimo pois você define uma temperatura e esquece do ar.
    Ao mesmo tempo, tem o outro lado, de uma engenharia e construção elaboradas e de ponta. Não se pode ter tudo!
    A única coisa que realmente não curti nesta geração do Fit é o desenho, para meu gosto ficou muito exagerado, caricato até, seja pela profusão de vincos, seja pelas imensas e absurdas entradas e saídas de ar, absolutamente desnecessárias.

    • Corsário, é a velha história, novo tem que mudar, senão vem reclamação de que o carro é feio. Evoluir desenho é difícil mesmo.

  • Nando

    Tive um de primeira geração e percebo que o DNA não mudou. Trata-se de um carro bem projetado é construído, que se provou muito resistente aqui em casa. No entanto, muito oferece muito pouco pelo que custa, em termos de amenidades, equipamentos de segurança e outros aspectos.

    Entendo perfeitamente a estratégia de negócio por trás disso. A Honda, como qualquer empresa capitalista, existe primordialmente para lucrar e satisfazer seus acionistas. Se ela consegue isso oferecendo menos por mais, melhor para os lucros.

    Também acho fantástico o marketing aplicado, que sempre conseguiu vender o carro como sendo de categorias que ele, de fato, não é. Trata-se de um hatch pequeno cheio de boas qualidades, mas ainda assim apenas um hatch pequeno. Na primeira e segunda gerações, vendiam-no como concorrente de Meriva e Livina, carros de outro segmento.

  • Rafael, o que você quis dizer com “Meu mecânico ‘não curtia'”?

    • André K

      A mesma coisa que meu mecânico me falou quando comprei um Corolla… carro ruim, para mecânicos — não quebra. Não dá manutenção, então não dá receita para o mecânico.

  • João Guilherme Tuhu

    Um carro muito bom, sempre elogiado. Sucesso de vendas. Mas custa mais do que deveria, e não tem acabamento ou recursos para custar tanto. E a grade de vendas é terrível. O manual sempre vem pelado, e o cliente é obrigado a levar este câmbio CVT frustrante — para o meu gosto.

  • anonymous

    A maioria dos detalhes que você comentou são perceptíveis antes da compra. Por que não ficou com o antigo, já que o novo lhe desagrada? Pergunto pois achei curioso ter cinco Fits em 3 anos, não consigo perceber o motivo de tantas trocas…

    Em relação à câmera traseira, penso que é apenas questão de costume e preferência, é perfeitamente possível realizar a manobra olhando a tela e os espelhos laterais, possuo outro carro com tal equipamento e sempre uso no lugar do espelho central (não viro o corpo nem a cabeça para manobrar).

  • Antonio, não sei não, não me pareceu algo desse tipo.

  • Iury

    Tenho um Fit LX 2016 e minhas palhetas do limpador também fazem esse barulho insuportável. Só não troquei ainda porque de março (quando retirei o veículo) para cá não choveu nem duas vezes. Uma coisa que eu achei muito ruim é ausência de iluminação nos botões dos vidros elétricos, além de não possuir iluminação no porta-luvas. Não desabona o carro, mas é uma economia bem boba.

    • Ilbirs

      Se servir de sugestão em relação a palhetas, pedirei que troque as mesmas por este modelo de palheta, que usei em meu carro em substituição a palhetas convencionais:

      http://tricoproducts.com.br/slir/?w=388&i=/pastaimagem/11_TS-para-site.jpg

      Observe-se que a estética das mesmas inclusive é agradável, mantendo aquele lance mais elíptico das palhetas convencionais sem aquele encaixe rombudo. E duram bastante, como pude notar nestes tempos. Após cerca de um ano, só agora é que estão fazendo barulho, creio eu que por causa da borracha desgastada, enquanto em uma palheta convencional poderia ser também pelas articulações expostas se desgastando ou engripando.

  • Antonio Mattos

    Corrigindo: tenho Fit desde 2003 e não 2013. E, anonymous, muita coisa você só repara quando o carro está no uso diário.

  • Fulvio

    Tenho um EX modelo anterior. A Honda cobra mais por algo que poucos veem: eapaço. Também cobra por outro ponto que só quem tem percebe: manutenção.
    Realmente, depois que tive um Fit nunca mais fiz algo além de itens de desgaste básico. Depois de vários outros carros por anos, diria que a vantagem do Fit é que é um carro que absolutamente “não chateia”.
    Gostaria de pegar um novo, mas o empobrecimento do carro me desanima.

  • Nelson, essa nova figura, a de mecânico curtir carro, é algo totalmente desprovido de sentido. É o mesmo que um médico dizer que não curte o corpo humano. Curtição não é o objetivo desses dois profissionais, mas consertar, reparar, eliminar problemas.

    • Carlos

      Não gosto da expressão, mas é uma piada corriqueira Bob, dita por muitas pessoas de modo similar, em geral se referindo a Hondas e Toyotas. Me faz lembrar da expressão “dar a volta por cima”, que acabou entrando para o Aurélio como superar uma situação difícil. O Vanzolini dizia que tava errado, que quando ele pensou na expressão não era pensando no sujeito apenas superar uma situação difícil, era sair dela ainda melhor que entrou. Penso que o Vanzolini (que era um grande cientista aliás) estava certo, mas a expressão pegou de outro jeito, você também está correto, mas a expressão comum acaba ficando.

  • João Lock, para quem preza carro 0-km tal raciocínio é vazio.

    • João Lock

      Vazio é achar que todos prezam por carros zero.

      • João Lock, eu disse para quem preza.

  • Mendes

    Admito que também fiquei “boiando” nessa parte. Até onde eu sei, o que impede o motor de atingir a temperatura ideal de funcionamento são viagens curtas.

    Por exemplo, o motorista liga o carro, sai de casa, anda algumas quadras e já chega ao destino, desligando o carro em seguida. Horas depois, ele liga o carro novamente, faz o curto trajeto de volta direto para casa e desliga o carro de novo. Isso sim deveria ser o “pior dos mundos” descrito pelo Agresti.

    Agora, no “anda-e-para” da cidade não vejo razão para o motor não conseguir atingir a temperatura ideal se estiver tudo OK com o sistema de arrefecimento. Afinal, durante esse processo, o motor permanecerá ligado e logo deve atingir a temperatura ideal.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Não gostei também… Fora a tampa do porta-malas alinhada com o pára-choque aguardando um descuido para ser amassada.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Acho que o Roberto Agresti pisou um pouco no acelerador sim, esses números de 14 km/l eu fiz neste fim de semana com álcool no meu Fit 2008!

  • Corsario, executivo de fábrica que fosse apanhado fazendo economia devia ser processado e pegar 20 anos de cadeia para deixar de ser burro. Não existe cortar custos em itens de produto, quem pagará por eles é o comprador do carro.

  • Comentarista, eu já disse e repito: consumo é o que nós queremos que o nosso carro dê. Tudo depende do modo como se sabe ou que quer dirigir.

  • Davi, não adianta. Muitos não se tocam que carro 0-km é carro 0-km, carro usado e usado, que por isso não pode comparar preços.

    • Davi Reis

      Também acho difícil. Tem casos e casos, para alguns pode valer a pena um usado, para outros não. Meu caso por exemplo, que rodo muito, um usado não seria tão interessante. Com o preço do meu carro 0-km poderia até ter comprado um médio, mas um carro dessa categoria não caberia no meu bolso em relação a seguro, consumo, manutenção e afins. Sem falar que sobraria carro para o meu tipo de uso. Mas tem gente que só pensa em preço de compra e afins, como se fosse o único fator determinante.

  • Rochaid, e se a pessoa objetivar um carro do porte do Fit por qualquer motivo?

  • Eddie, não adianta pensar dessa maneira. Se alguém quiser ter um, ele vale o preço que for. É assim que funciona.

  • Eddie, imbecis completos.

  • Israel, e dinheiro no bolso. Estará a Honda errada?

    • Cliber

      Está sim, pois é assim que se começa a perder mercado. Com o tempo os clientes vão percebendo que o produto vai piorando aos pouquinhos enquanto o preço sobe e as vendas começam a cair e o carro e a marca começar a perder aquela “aura” que tem no mercado.
      Ou seja, no curto prazo ótimo, tá ganhando mais dinheiro mais facilmente, mas a longo prazo é uma péssima estratégia.

  • Eddie

    Agora nos alemães também, uma má pratica que se alastra na indústria de automóveis.

  • João Lock

    Leia novamente. Não comparei carros, e sim o que se pode fazer com o mesmo valor.

    • Davi Reis

      Li novamente e chego à mesma conclusão. Com o dinheiro do Fit posso comprar um trator usado, e aí? Ambos têm quatro rodas mas ainda são ideias totalmente diferentes. Se uma pessoa quer uma minivan e precisa da modularidade do Fit, como o Jetta se encaixaria?

  • João Lock

    Mas não comparei, porque não tem o que comparar.

  • Felipe, você está raciocinando em termos financeiros, mas há mais elementos de escolha, inclusive subjetivos. O que importa é o comprador aceitar o preço do veículo.

  • Felipe, consumo é a visão de cada um, modo de dirigir, densidade de trânsito etc. Nunca um carro mais novo pode consumir mais que os anteriores.

    • Paulo Roberto de Miguel

      Concordo. Para falar a verdade, minhas médias de consumo são parecidas em todos os carros que tive. Verdade que esse é o primeiro flex, então não tinha a experiência do álcool. Mas na gasolina as médias com carros diferentes ficaram próximas. Um fato que me chamou a atenção: havia passado um pouco da época de troca do óleo, filtros etc. Quando substituí esses itens, a média melhorou (verificada pelo computador de bordo). Então manutenção é realmente importante.

  • Rafael, perfeito, nenhuma dúvida quanto a isso. Só estranhei essa expressão, “não curtia”, que não tem nenhum sentido.

  • Nelson C

    A eterna história de “é só colocar mais X”…

  • Nelson C

    E mesmo assim vende. Deve ter algum motivo, não?

  • Lucas Mendanha

    Fit EX-L AT ’09, foto ainda na concessionária, quando estava “comprando” para minha irmã e meu cunhado.

    Sempre foi um carro caro, mas, até hoje, esse modelo foi o mais completo à venda em terras tupiniquins..

    E na minha opiniao, tbm foi o mais bonito até hoje.

    • Leonardo

      Concordo.

  • Lucas Mendanha

    Além de ser enorme por dentro e no porta-malas.

    Conheci o LX ’15 do meu tio esse final de semana e me surpreendi positivamente.. Coloca a maioria dos sedans médios atuais no chinelo…

    Unico problema (opiniao pessoal) é o motor 1.5 que tem que girar muito pra andar..Pelo menos o CVT ajuda nisso

  • Curió

    Um Corolla 1,8 GLi manual custa 68 mil reais pelo site da Toyota, e automático, 69…

  • Félix

    O preço é bem alto, mas a Honda parece conseguir impor isso com sua boa imagem. Mas o custo- benefício dessa versão do Fit é duvidoso.

  • Skiegaard

    Ainda acho a primeira geração do FIT a melhor, parece que seus sucessores apenas ganharam peso e perderam itens que costumam vir antes. E o pior de tudo, não poder mais comprar a versão topo de linha com cambio MT como na primeira geração já é desanimador.

  • Invalid, por que fama entre aspas, como se a palavra não correspondesse à realidade? Essas marcas têm boa fama. Ou estou enganado?

  • Rafael, coisa típica de “désáiners”, forma prevalecer sobre função. Mesma coisa o Palio, mesma coisa o estepe pendurado na traseira de suves que amassa capôs dos carros de trás.

  • Orlando

    Também achei o consumo alto. Tenho um Fit 1,5 16v EX com CVT com 105 mil km ano-modelo 2006, revisões em dia, limpeza de bicos, bobinas em ordem etc, está impecável e não bate nada e mesmo dirigindo suavemente, ele faz a média de 8,5 km/l na cidade, ou seja, na minha opinião muito alto, sendo que ele fazia a média de 9 a 9,5 km/l antes de aumentarem o percentual de álcool na gasolina para 27,5%. A qualidade dos materiais internos do meu são muito superiores face o modelo novo e confesso que fiquei decepcionado com esse novo Fit se comparado com o meu. Esse pneu 185/55 é horrível por ser muito baixo. Em minha opinião, esse Fit novo não vale de forma alguma esse preço. Repito, minha opinião.

  • Felipe, sem querer duvidar do “fan”, não acredito nisso. Há qualquer coisa errada.

  • Invalid, a questão é que essas duas marcas já formaram esse conceito e o consumidor conscientemente acha que vale a pena pagar mais por isso. É do jogo e temos que aceitar, queiramos ou não. Não me cabe julgar aspectos de qualidade das outras marcas, pois tudo o que venho dizendo é que não existe mais carro ruim.

  • Le chat noir

    Ainda iria de Focus da outra matéria por 72.490. Sei que é questão de quem está comprando querer o Fit por ser menor, mais econômico ou por que sim, digo, no meu caso iria de Focus.

  • Lucas, isso certamente já é feito, máxima abertura possível da borboleta versus uma posição das polias do CVT de relação bem longa. Embora a diferença entre maior e a menor relação seja ampla, há limites nessa faixa.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Na verdade não há nada embaixo da capa do para-choque. Tudo o que há é o que você vê: a capa de plástico pintada. Mas antes havia um recuo protegendo de pequenos impactos. Com a tampa alinhada a coisa ficou ainda mais frágil.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Já troquei muitas lâmpadas também. Mais que nos outros carros que tive. Será coincidência? Já troquei lâmpadas do farol (lanterna e principal), lanternas traseiras (freio e seta) e até da 3ª luz de freio.

  • She Bittencourt

    Durante 11 anos fui uma feliz proprietária de um Honda Fit 1,3 CVT de primeira geração. Este carro tinha um consumo surpreendentemente baixo. Como sempre dirijo em rodovias com velocidade máxima de 80 km/h, e o faço de maneira comedida, diversas vezes consegui atingir a impressionante marca de 23 km/l, medidos na bomba de combustível após rodar mais de 750 km com um tanque. A 80 km/h a rotação do motor ficava em 2.000 rpm, o que significava v/1000 de 40 km/h. Excelente carro!

    • Leonardo

      É realmente um excelente carro. Há alguns meses comprei um da segunda geração (2011), com câmbio manual. É realmente surpreendente o seu baixo consumo, por se tratar de um carro com relação peso/potência de 10,72 kg/cv e ter a v/1000 de 32,33 km/h. Além do mais, o espaço interno inteligente e surpreendente, aliado à robustez mecânica e à boa dirigibilidade, fazem dele uma compra bastante racional. Estou muito satisfeito.

  • Lucas Mendanha

    “Além de ser enorme por dentro e no porta-malas. Conheci o LX ’15 do meu tio esse final de semana e me surpreendi positivamente.. Coloca a maioria dos sedans médios atuais no chinelo…”

    Está bem claro que é no espaço interno e de porta-malas…

    Não seria louco de comparar um City a um Focus, Cruze ou Sentra.. kkkk
    😉

  • Leonardo

    E ele emagreceu em relação ao Fit de segunda geração. Este pesava, em sua versão de topo (EXL), 1141 kg com transmissão automática e 1108 kg manual.

  • Thales Sobral

    Legal, gostei do texto, gostei dos comentários, e das críticas sinceras e construtivas sobre o que falta no carro, pelo que custa.

  • Thales Sobral

    Se a Honda fez fama e o brasileiro é conservador, parabéns à Honda por conseguir “roubar” consumidores das tradicionais GM, VW, Fiat e Ford, custando o que custa.

  • Ezequiel, num pequena diferença, sim, mas não o que se escreve. Os conversores modernos têm bloqueio em duas ou mais marchas.

  • Rafael Frizzo Callegaro

    O meu ta na mesma situação do fit do Orlando (fit 2005 1.5 cvt), andando no pianinho tá fazendo 9,1 na cidade. Até fiquei mais tranquilo.

  • cesar

    Bacana, amigo, excelente compra! Também estou de olho num Etios automático, depois, por gentileza, comente a sua experiência com o carro com a gente.

  • kravmaga

    Mas desde quando o Fit é um carro popular ou barato?! Ele tem um excelente espaço interno e outras qualidades, mas o preço dele é de carro médio, que geralmente têm também essas qualidades construtivas acima dos populares.

  • CorsarioViajante

    Também acho exagero. Tive um Gol por cinco anos e 50.000km e depois um Polo por sete anos e 160.000 e nunca tive nenhum problema com eles.

  • CorsarioViajante

    É mania de carro japonês pelo que vejo. Igual destravar apenas a porta do motorista quando desliga o carro ou ter um-toque só no vidro do motorista. Parece coisa boba mas enche a paciência todo santo dia.