Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas HIGIDEZ – Autoentusiastas

higidez

ê/

substantivo feminino

estado de hígido.

hígido

adjetivo

  1. que diz respeito à saúde; salutar.

  2. que goza de perfeita saúde; sadio, são.

O que tem a foto de abertura com um site como o AE? Tudo.

É uma simples caneta esferográfica BiC Cristal. Na banca de jornais da esquina custa R$ 1,50. Esta da foto me acompanhou durante cerca de um ano, fez parte do meu dia a dia de trabalho anotando tudo no bloco à esquerda do teclado do computador (sou ambidestro, mão esquerda na caneta, mão direita no mouse), me acompanhou sempre perfeita, nunca falhou, sempre com a mesma qualidade de escrita.

Desktop

A companheira inseparável, esta já é a sucessora

Muito importante, é um produto de alta, aliás altíssima, escala de produção. Outro dia li que são produzidas 20 milhões de esferográficas BiC Cristal por dia!

A BiC foi fundada pelo italiano naturalizado francês Marcel Bich em 1945, que junto com seu sócio Edouard Buffard estavam criando um negócio fantástico. A BiC Cristal foi criada em 1950 e vale a pena ler mais sobre a BiC.

Agora chegou ao seu final de sua vida. A tinta toda — azul — foi descendo como previsto pelo tubo alimentador para chegar à esfera. Ainda funcionou por algum tempo na “reserva”,  o terminal metálico de latão, me parece, que se encaixa por dentro do tubo externo, até que começou a “tossir” por falta de tinta, a falhar. O que nunca fez durante todo esse tempo.

Esteve ali junto comigo o tempo  todo, amiga, companheira, inseparável. Ela com sua tampa, imprescindível para seu bom funcionamento — não ele em si, mas para a escrita firme. É a tampa que lhe dá estabilidade, questão de momento polar de inércia.

Se o leitor ou leitora nunca testou, ou tentou, escrever com uma BiC sem a tampa, faça-o, e verá a diferença que faz com e sem. É praticamente o mesmo efeito de uma flecha sem as penas na extremidade traseira.

Construtivamente, a BiC é notável. A tampa, por exemplo, encaixa-se com uma precisão e suavidade incríveis. Numa emergência, serve como extrator de grampo de papel, útil especialmente para mulheres e suas compridas e bem-cuidadas unhas.

A tampa ajuda para que ela não saia rolando pela mesa, embora num falta temporária dela a seção octogonal do seu corpo seja o seu “freio de emergência”, não rolará também.

A escrita, ah, a escrita! Tenho não sei quantas canetas esferográficas ofertadas pelas fabricantes por ocasião dos eventos de lançamentos de veículos e outros, juntamente com um pequeno bloco (é praxe, faz parte dos procedimentos de relacionamento com a imprensa). A divisória da gaveta superior de quatro da minha escrivaninha onde fica o computador, um PC, já não tem mais espaço para guardar essas canetas; outra parte está guardada numa caixa de sapato que nem sei onde está exatamente (pensando bem, acho melhor doá-las).

Gaveta

Canetas e mais canetas, de todas as marcas e tipos

São canetas das mais variadas qualidades, de ruins a excepcionais, mas nenhuma, absolutamente nenhuma escreve tão bem quanto a BiC. O que acho surpreendente é mesmo com ângulos com o papel bem distantes da vertical, bem inclinada, a BiC escrever, e à perfeição. Penso na engenharia necessária para isso, a tolerância mínima entre o círculo máximo da esfera e o quanto ela adentra no terminal metálico para ali ficar retida para sempre. Seria bem mais fácil ela ficar mais para dentro do terminal, com retenção plenamente segura, mas aí ela teria que ficar mais para a vertical para poder escrever bem, normal.

inclinado

Mesmo bem inclinada a BiC escreve normalmente

A BiC tem aplicações que ultrapassam a imaginação. Muitos devem ter conhecido a história de um idoso de 81 anos que ficou entalado numa churrascaria em Porto Alegre, em 2012, e um médico que se encontrava no estabelecimento lhe fez uma traqueostomia (intervenção cirúrgica que consiste na abertura de um orifício na traqueia e na colocação de uma cânula para a passagem de ar). Pois foi feita — com uma BiC, que serviu de tubo traqueal — e este senhor se salvou.

Pois a BiC é tudo isso. Ela tem higidez, falando em linguagem figurada. Ela é hígida. Tem baixíssimo custo, mas é hígida, a prova mais eloquente de que alto preço e qualidade nem sempre caminham de mãos dadas.

E isso remete a quê? Ao automóvel.

Acho que todos sabemos diferenciar um automóvel, um produto da indústria automobilística, hígido de outro não hígido. Marcas me vêm à mente, obviamente, mas neste caso prefiro não citá-las. Não é o caso destas divagações.

Os hígidos duram mais tempo íntegros, sem defeitos de qualquer natureza. Claro, depende muito de como o automóvel é usado (da mesma forma que uma BiC), uns carros são mais hígidos do que outros.

Embora as convocações para correção de alguma coisa, os recalls, sejam cada vez mais comuns, o fato é que não deveriam existir. Chamada geral de um produto para corrigir um problema, independentemente de leve ou grave, é antônimo de higidez.

A mim parece estar havendo descuido, pouco caso por parte da indústria automobilística, notadamente seus engenheiros de projeto e de produção, para ocorrerem tantas convocações, e isso no âmbito também da indústria de autopeças, encarregada de abastecer as linhas de produção e montagem das fabricantes de veículos.

recalls

Recalls, cada vez mais (revistaautoesporte.globo.com)

Ter seu carro incluído na listagem de uma convocação, quer queira, quer não, é uma má notícia para qualquer proprietário. Significa que houve uma falha no processo de produção que tirou o seu bem da condição de hígido. Significa perda de tempo de conduzir o veículo à concessionária, muitas vezes em outra cidade que não a sua, além de em certos casos ficar privado do seu bem por alguns dias.

Não consigo digerir a frase proferida nas convocações, “Em respeito ao seu consumidor, a (fabricante) convoca para…”

lembrete

Lembrete!

Por isso, todo fabricante, todo executivo da indústria automobilística e da de autopeças devia ter diante de si, no seu posto de trabalho, um esferográfica BiC Cristal. Para lembrá-lo da higidez.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • João Guilherme Tuhu

    Adoro elas. Mas só gosto mesmo de usar as 1,6, escrita grossa. Assim como as Mitsubishi, que hoje se travestiram de Pilot BPS-Grip também 1,6. Canetas são apenas mais uma de minhas manias…

  • ochateador

    Essas canetas BIC realmente são as melhores que existem. Baratas mas duram para a eternidade.

    Em apenas 6 meses, usei 10 canetas (não, você não leu errado, são DEZ CANETAS) que ganhei de prestadores/fornecedores de serviço onde trabalho e nenhuma conseguiu durar mais do que 30 dias de uso (apesar de serem bonitas). Depois disso peguei 1 BIC azul e preta que estavam pela metade e quase 2 anos depois…. as benditas ainda tem tinta e escrevem sem falhas.

    Alguém consegue explicar essa lógica?

    • ochateador, higidez resultante de projeto e fabricação esmerados. Não há outra explicação.

  • Luciano, muito gentil de sua parte. Agradeço-lhe muito.

  • Leo, obrigado!

  • Mr. Car

    Em matéria de caneta, a BiC é mesmo um caso de satisfação garantida, he, he! Tem todas as qualidades que o Bob falou, e além: se perder ou for surrupiada, ninguém vai ficar desesperado por ter perdido aquela caneta que era uma jóia, no sentido monetário mesmo da palavra. Recalls: é de fato impressionante a quantidade deles, se considerando todo o avanço tecnológico atual. Ou será que justamente a produção em massa, a automação, tem uma parte de culpa nisto? Será que carros mais exclusivos, feitos de forma digamos, mais artesanal, proporcionalmente são tão alvos de recalls quanto os feitos em uma grande escala de produção?

  • Claudio

    Consta que a caneta esferográfica foi inventada por um argentino de origem húngara no fim da década de quarenta. Pensando fazer um bom negócio, vendeu os direitos de patente por modesta soma à firma francesa de Bich sem nunca pensar o sucesso e dinheiro que esta caneta traria ao fabricante. Imaginem se o inventor tivesse feito um contrato de onde receberia uma fração de centavo por cada caneta vendida. As imitações chinesas da BiC ficam longe em qualidade em comparação à original. Uma invenção clássica da humanidade.

    • Claudio, a história é essa mesmo. Imagine se tivesse sido efeito acordo de participação por unidade vendida!

      • Nora Gonzalez

        Claudio, Lorenzo Frigerio, eNe, Bob, é verdade, a esferográfica foi inventada por um jornalista (uhu!) húngaro, naturalizado argentino (uhu2!), em parceria com o irmão químico. O nome deles era László e Georg Biró que posteriormente venderam a patente. Por isso até hoje na Argentina esferográfica é chamada de “birome”.

  • Obrigado, Aldo. Todos os mecanismos, por mais simples que pareçam, encerram trabalho de engenharia, alguém queimou os neurônios para concebê-los e produzi-los.

  • Carlos A, pela lógica, para facilitar a colocação tanto na ponta com a esfera quanto na outra extremidade, devido à pressão que se formaria não fosse o furo. Inversamente, facilitar a retirada que poderia ser difícil devido ao vácuo. Pode ser também para eliminar uma ponta potencialmente contundente.

  • Davi, pode ser esse fator que você citou também, mas não seria o único. Eu diria que as pessoas estão ficando diferentes, parece que deu um fading na noção de responsabilidade, e não é só aqui.

  • Fat Jack, nada impossível isso.

  • Cristiano, como são as coisas, usei e não gostei.

  • eNe, você falou feito o telejornalismo da Globo… Que carros?

  • Falou, Dr. Alvarenga, obrigado!

  • Ilbirs, estou pasmo, eu nunca poderia imaginar tal nível de automação na produção das canetas. Pasmo também produção do vídeo, perfeito.

  • André Andrews, isso, Zippo, foi numa coletiva de imprensa com o Giugiaro aqui mesmo em São Paulo, quando lhe perguntei sobre o desenho imutável do Zippo, criado em 1932 (mesmo ano do motor Ford flathead e do suco de frutas V8) e ele respondeu, “você tem razão, alguns desenhos são eternos, com o de uma colher”. Winston: meu filho descobriu que estavam vendendo cigarros Camel e Winston por preços altamente atraentes, comprou os dois e experimentei. Gostei mais do Winston e passei a fumá-lo. É um Marlboro em sabor porém com um tranco um pouco menor. Outro acabaram e fumei o Marlboro (maço mole) de sempre. Me incomodou. Ontem`comprei mais Winstons (pacote, como sempre compro cigarro há décadas). O prazer começa no pacote, como é bonito e bem-feito. Como estamos atrasados em embalagem, é chocante. Mas o melhor deixo para o final: enquanto o Marboro que fumo custa R$ 8 o maço, o Winston sai por R$ 5,50. Inacreditável, importado da Alemanha. Como selinho de IPI colado e tudo, portanto importação legal. E maço-caixinha, que prefiro. Sabe por que não fumo Marlboro de caixa? O de maço mole é melhor. Descobri quando voltei a fumar depois de um ano e dez dias de abstenção após os stents, quando comecei a filar cigarro da mulher e do filho (maço mole) e resolvei voltar ao meu maço-caixa. Era pior, por incrível que pareça.

  • mna, nos anos 80, antes de passar à BiC, eu só usava aqueles lápis americanos amarelos com borracha e sextavados para não rolarem na mesa — criados ainda no século XIX.

  • Mr. Car, um grande amigo abriu uma pizzaria. Eu lhe dei três conselhos: 1) guardanapo de papel, só se for do tipo realmente absorvente; 2) manteiga na mesa só em pote, porque abrir aquele embrulhinhos suja as mãos, porque no Brasil não se sabe fazer embalagem; 3) Coca-Cola nas mesas dos clientes , só em garrafa, além do sabor muito melhor, lata é para camping, estádio de futebol etc. Ele não seguiu meus conselhos. Faliu.

  • Lucas dos Santos, você tem toda razão na questão do teclado. Inclusive, se você olhar bem vai ver que meu teclado é o US 101/102 teclas, pois não me ajeito com o ABNT2. Não me incomodo nem um pouco em dar c com cedilha apertando acento agudo + c (não, não dá um trabalho danado…). O pior é ser duro de achar esse teclado aqui, esse último tem uns quatro meses apenas e foi sorte achar um novo na oficina de computadores da qual me sirvo. O próximo vou ter de apelar para a Amazon.

    • agent008

      Bob, e o que dizer dos antigos teclados 101/102 da IBM, com as sonoras (e gostosas de ouvir e usar) teclas de curso longo, coisa de antigamente…? Aliás os comentários a respeito do teclado me fizeram ter vontade de procurar um destes aqui no escritório, quem sabe ainda temos guardado de tempos d’antanho… precisaria apenas o adaptador de ps/2 para USB

  • WSR, o defeito da roda travar era o tubo não deixar aliviar a pressão no cilindro de freio dela, que podia ser tanto na conexão roscada do tubo no cilindro de roda quanto no próprio cilindro-mestre. Você não disse se o problema foi resolvido e como foi. Ah, não havia realmente melhor árvore de acionamento dos carretéis das fitas K7 do que uma BiC. Usei-as muito para isso.

  • Lorenzo Frigerio

    BiC não dá… Só uso Pilot, Jimni (e assemelhadas), de 1,0 mm a 1,4 mm. A BiC é chegada a encrencar, ou borrar o papel com descargas excessivas de tinta. Bargain basement não faz milagre. As Pilot são perfeitas no rolar, na dosagem, na confiabilidade, no conforto aos dedos. Não encrencam nunca. Verdadeiras Toyotas. Uma caneta dessas é obviamente mais cara, mas não deve passar de 6 reais.
    O Bob me parece muito adepto do minimalismo; não é à toa que ele tem (ou tinha) Celta. Mas esse é um dos poucos aspectos da pessoa dele que afloram aqui.

    • agent008

      Não pude deixar de notar o contraste. Teclado PC bege e caneta BiC de R$1,50, uma mesa super franciscana X Apple Mouse e caneta de 6 reais, mesa burguesa. Não me leve a mal, é só uma piadinha. rs

  • Cristiano, não adianta, toda Gal tem uma rival Bethânia, a vida é assim, BiC x Compactor, Android x iOS, Cyl Farney x Anselmo Duarte, EUA x URSS, BorgWarner x Garrett…

    • Cristiano, apenas a título de experiência: já tentou usar a BiC escrita fina? Ela tem 0,7 mm de ponta, semelhante à sua concorrente Compactor. Eu, particularmente, prefiro BiC à Compactor…

  • Fernnando, dê uma olhada nos comentários, há explicações.

  • Daniel, essa do isqueiro transparente nunca tinha notado!

  • André Andrews, todas as minha colunas ficaram no BCWS e podem ser acessadas. Veja em ‘Colunas antigas’ ou coisa assim. Essa do Zippo foi boa mesmo.

  • Zeb Uceta

    A quantidade de zinabre que começou a formar na tampa do tanque de combustível da minha moto depois que aumentaram a quantidade de álcool não é brincadeira não. Estou vendo o dia que vai emperrar!

    • José Rodrigues

      Por acaso sua moto é uma Kawasaki? Tive esse problema na minha também (ER-6n), ao ponto de pensar em trocar a tampa de combustível por uma “esportiva”, sem chave. Precisava lubrificar toda semana. Acabei trocando de moto.

  • José Henrique, ótima, essa!

  • Vagnerclp, é tudo exatamente como você descreveu. Em embalagens a higidez no Brasil não existe.

    • agent008

      Pior, incrível é ver como sempre que é lançada uma nova embalagem, ocorre uma decadência em sua qualidade. Acredito que as fábricas passam a tocar as máquinas em velocidade acima da capacidade e aí começam os problemas. Tanto o tal sachet de condimentos, quanto a “fitinha” que facilita a abertura, lembro que quando introduzidos no mercado funcionavam muito bem. Com o passar do tempo foram piorando. Mas existem embalagens de qualidade, sim, pena que são poucas. Dou como exemplo um tipo de tetra-pak, aquele com tampa roscada. Antigamente o lacre tinha de ser removido puxando-o com o dedo através de um anel (primeira da esquerda na foto abaixo), era mais difícil mas funcionava bem. Agora, então, com a nova tampa que rompe o lacre automaticamente (fotos do meio e da direita) ficou ainda melhor. Mesmo de diversas fornecedores (ex. SIG, tetra-pak), sempre funcionam bem, nunca tive um problema.
      http://www.guiadaembalagem.com.br/admin/novo/add_not/upload/tetra_pak_renova_tampa_de_embalagens.jpg

  • Victor, você falou num ponto-chave: fidelização. É isso mesmo!

  • Victor H, que boa notícia, obrigado!

  • Lucas dos Santos, antes desse atual que você viu na foto eu precisei comprar um novo e só achei ABNT2. Eu já o conhecia um pouco do meu netbook, mas assim mesmo foi duro me adaptar, porém acabei conseguindo trabalhar bem com ele. Aí teve “a volta”, US outra vez, e nova readaptação. Mas lhe digo, a volta é bem mais fácil, acredite. E, boa notícia, um leitor acabou de comentar informando haver US 101/102 no Mercado Livre.

    • Bob, existe sim, e você encontra no Mercado Livre de excelentes marcas. Eu, por exemplo, utilizo em minha casa atualmente um modelo genuíno da HP. Teclas macias, porém firmes. E o custo não é nenhum absurdo. Foram 35 reais mais cerca de 9 reais de frete. O teclado já está comigo há cerca de 3 anos.

      Lucas, a BiC oferece opção de escrita fina sim, a BiC Cristal Escrita Fina. É fácil distingui-la, pois ela possui o tubo de carga com a cor laranja, sendo sua cor de tinta indicada na tampa do tubo (antes era fornecida com o corpo laranja e cor da tinta indicada na tampo do tubo e da caneta propriamente dita). Eu, particularmente, preferia esta apresentação.

  • Félix, a minha também chega a sumir da minha mesa, lá saio eu procurando pelo apartamento todo, perguntando aos familiares se alguém a pegou! Sempre a encontro, felizmente.

  • WSR, obrigado pelo retorno.

  • DPSF

    Kilometrica era muito boa. Pena que sumiu do mercado…

  • Acyr Junior

    Há muito não lia um texto tão bom sobre algo tão ótimo.

  • eNe

    Fui um dos primeiros a comprar isqueiro BiC quando lançado do país e fiel consumidor até ter parado de fumar. Hoje eu ainda tenho um, mais como lembrança do que utilidade.
    Em compensação, tentei várias vezes usar o barbeador dessa marca, mas ainda prefiro mil vezes o da Gillette. Com o da BiC eu corto todo o rosto.
    Quanto ao isqueiro de corpo transparente, eu concordo com o Daniel.

    • REAL POWER

      Também já experimentei o barbeador BiC e em comparação com o Gillette, deixa a desejar mesmo tendo custo menor. Mas nada melhor que um barbeador Philips. Meu pai teve um que durou no mínimo 20 anos. Hoje tenho um que permite funcionamento até embaixo do chuveiro. Muito bom.

      • agent008

        Herdei um Braun Series 9 que meu pai comprou por engano (eu tinha lhe recomendado um Panasonic que custava 1/5 do preço e era quase tão bom quanto).
        Não conheço barbeador elétrico melhor, mas como minha pele é muito alérgica, alterno uma barbeada com o Braun e uma com um bom cartucho Sensor 3 (dura um mês) em um velhíssimo cabo de alumínio (de antes de ser lançada a Mach 3, portanto antes de 2002 por aí). A Sensor 3 é muito superior à Mach 3, pelo menos para mim. E o cabo antigo é pesado, denso, dá firmeza na hora de barbear. Uma beleza!

    • Leonardo

      Meu pai adora esse barbeador BiC, já eu também me corto inteiro, acho horroroso, talvez tenha haver com o tipo de pele.

  • Ilbirs, só não foi tão boa porque os “ispertos” engenheiros da GM colocaram-lhe um câmbio close-ratio justamente quando o motor ganhou injeção multiponto, a potência passou de 50 para 60 cv e o torque de 8,3 para 8,8 m·kgf. O que Corsa tinha de melhor, um bom 4+E, foi jogado na lata do lixo.

  • Agnaldo Timóteo

    O que ninguém escreveu é que a tampa da caneta BiC também é muito útil como cotonete!

    Tira cada catota de cera do ouvido…

  • Real Power, que trabalheira!

  • Dr. Alvarenga, o que causa o enfisema, mais do que qualquer outro fator, é aspirar a fumaça muito quente resultante de tragadas, de “puxadas” fortes. Mesmo efeito de quem esteve num incêndio. Gostaria da sua opinião sobre essa questão.

  • CorsarioViajante

    Outra reflexão que me vem é que, assim como a BiC aposta numa simplicidade funcional, muitos carros também cativam por isso.

  • CorsarioViajante

    Caramba, sempre que for reclamar de emitir uma Danfe vou lembrar do seu caso! rs Dureza, hein!

    • agent008

      Outros tempos, Corsário. Na primeira semana do mês, meu pai trabalhava até duas ou três da madrugada somando cartões-ponto de uma tropa (mais de 500) de trabalhadores rurais. E sem ganhar (ou exigir) um minuto de hora extra por isso! Calculadora, no máximo a velha Olivetti a manivela. Ele em vez de reclamar estava contente por ter uma oportunidade na cidade depois de anos trabalhando na roça de sol a sol com a família. Hoje temos a vida fácil, fácil, e ainda reclamamos….

  • awatenor

    Boa. As minhas sempre guardo na gaveta, do contrário, saem voando…ou seriam teletransportadas?? Beam me UP! Scotty! (pun intended).

  • Ricardo, de fato tem essa do imposto. Estamos sob o peso do Custo Brasil mesmo!

  • JT, isso, escreva mesmo!

  • João Lock, o melhor comentário do ano!!!

  • Tiago Saraiva

    Bob, os longos e bons anos de graduação, mestrado e doutorado me ensinaram a reconhecer o valor de uma boa caneta. Durante a maior parte desse tempo a BiC era minha companheira inseparável, até que um dia eu conheci a danada da Faber-Castell Esferográfica Grip Sick, a “pegada” da caneta é perfeita, e a dinâmica de escrita é tão boa que não cansa. Ademais, ela “dura até se acabar”, ela só falha quando a tinta acaba, assim como a BiC (é incrível como existem um número sem fim de canetas que falham constantemente ainda que novas e que ainda estão no mercado, as pessoas devem ter internalizado que falhar é normal). A caneta é essa do link: http://www.faber-castell.com.br/bausteine.net/img/showimg.aspx?biid=63306&domid=1010&width=200

    • Thiago, é claro que há esferográficas excelentes no mundo, mas essa a que você se referiu vende em qualquer banca de jornais, padarias e lojas de comodidade nos postos?

  • Antônio do Sul, incrível mesmo!

  • Bob Sharp, e o caso dos Gols 1,0-L e 1.6-L ano 2010 que tiveram problemas sérios de lubrificação? A VW foi condenada pela justiça a fazer recall em todos os carros?

    Abraços,

    • Rodolfo, não houve recall porque não envolvia segurança. Haveria no caso de quebra de motor, que me parece não houve, apenas ruído de funcionamento. Não sei de casos levados à justiça. Agora, que foi lamentável, sem dúvida alguma.

  • Obrigado, Armen.

  • Barroso, a neurose se alastra. Caso parecido com o de proibir saleiro na mesa, lei no estado do Espírito Santo. Gente completamente idiota.

  • Engenharia, caro Carlos Alberto, engenharia!

  • smarca, resposta simples: os motores não precisam de aditivos ao óleo lubrificante. Use os óleos recomendados pela fabricante e a lubrificação do motor, sob qualquer condição de uso está garantida.

    • smarca

      Perfeita sua resposta. E concordo com ela, claro.
      Mas queria saber sua opinião sobre a validade ou não na utilização dos produtos mencionados.
      Do ponto de vista de redução de atrito, ganho de potência/torque, menor emissões de gases, etc.
      Esportivamente são utlizados?
      Etc.

      • smarca, não há ganho em nada. É desnecessário usar em competição.

  • Real Power, que bonito! Parabéns!

  • Danniel

    O pior são as fórmulas, em uma ocasião fiquei batendo cabeça por uns 5 minutos até descobrir que deveria colocar o acento na sintaxe.

  • Ricardo, aí o dano não nos alvéolos pulmonares, na causa enfisema.

  • Obrigado, Vinicius.

  • Roberto Alvarenga

    Nunca consegui acabar com a carga de uma BiC… a caneta sempre some antes! Aliás, tem gente que é ladrão compulsivo de caneta… pede emprestado, termina de usar, põe no bolso e leva embora!

  • Aldo Jr.

    A comparação foi perfeita. Parabéns e abraços;

  • Marcos Alvarenga

    Realmente o consumo de bebidas quentes é fator de risco para o câncer de esôfago.

    No caso do pulmão o ar ou a fumaça chegam no pulmão à mesma temperatura. Todo o calor é dissipado para as vias aéreas.

    Mas fumo passivo e inalação de fumaça de fogão a lenha também são fatores de risco para enfisema.

    Além disso o calor não é fator de risco em ara o câncer de pulmão. Senão pessoas que fazem sauna estariam em risco.

  • Agnaldo Timóteo

    É isso aí amigão!

    É isso mesmo o que eu faço. As caneta se vão. As tampas jamais!

  • Agnaldo Timóteo

    Ou vice-versa!

    Algo pouco lembrado, relativamente simples, ótimo, com um texto tão bom.

  • Agnaldo Timóteo

    Poxa, bem que ter em casa uma AK seria uma boa…

    • João Lock

      Sonho de qualquer colecionador.

  • Agnaldo Timóteo

    Essa “arma” se popularizou na minha vida escolar depois que passei a ter livros sem figuras, que começou no primário e foi até a minha pós-graduação ou seja, pouco tempo.

  • Que coisa, Daniel

  • Elizandro, é fácil manter o teclado limpo. Uso limpador multiuso de uso geral marca Veja ou Dia% passando-o nas teclas com uma flanela (o computador tem de estar desligado). Aprendi essa técnica com a Maria, a faxineira do meu andar na GM que todo dia às 19 horas vinha para a limpeza da área, inclusive limpar os cinzeiros (bons tempos…).

  • Tenho uma dessas, ganhei do meu professor de matemática na sétima série, em 1997. Quase tão velhinha quanto a sua!

  • Antônio do Sul, eu também dei um decolada dessas com um Santana. Foi em 1984, nas redondezas de Curitiba. Pensei que o carro fosse dobrar ao meio, mas nada mudou.

  • Ricardo kobus

    E já era bom esse cigarro Belmont e esses isqueiros transparentes eram realmente perigosos pior que esses somente os Bic recarregados, que deu o que falar pelas bandas daqui.

  • João Lock

    Para quem gosta do assunto, tem um livro muito bom sobre essa arma que se chama “AK-47 – A Arma que transformou a guerra”.

  • Mibson, certamente a BiC não é a única do gênero boa. Usei-a como exemplo por ser com ela que tenho longa experiência.

  • WSR, boa ideia mesmo!

  • Marcus, que interessante, nunca tive essa experiência.

  • WSR

    Comigo já aconteceu mas após a caneta já ter caído “de ponta” no chão. Além de vazar (quando na tal posição), a escrita fica comprometida, irregular.

  • TDA, acontece mais ou menos com a preferência por tração dianteira ou traseira.

  • Eduardo Sad

    Engraçado, somos dois então. A escrita fina da Compactor permite a mim uma caligrafia bem mais suave, moderada, padronizada e simétrica. É um prazer escrever com a Compactor. Com a BiC minha escrita sai quadradona… rs

  • Lorenzo Frigerio

    O pior é que nada é mais anti-higiênico que os sachês. Você bota a mão suja ali na ponta para abri-los, e ainda lambuza os dedos. Sem contar que não dá para segurar o sanduíche numa mão enquanto bota o ketchup com a outra; tem que botar o sanduíche de volta no prato enquanto batalha com as duas mãos para abrir o sachê. E olha que o sachê só é obrigatório em algumas cidades.

  • Lorenzo, hoje mesmo, num almoço no Juca Alemão, em Santo Amaro, com o pessoal antigo da VW, não tinha Coca-Cola, só Pepsi. Acho um desaforo isso. Pedi uma limonada.

  • Lorenzo, não se tratou de corrigi-lo, mas de adaptar às regras e convenções do Manual de Redação e Estilo do Estado de S. Paulo, que adotamos bem no início do blog AUTOentusiastas em 2008. Fazemos isso para termos um texto uniforme. Por exemplo, pelas regras de Português os nomes de logradouros escrevem-se com inicial maiúscula, como em Praça Cardeal Arcoverde. No jornal e aqui no AE escrevemos praça Cardeal Arcoverde, rua Augusta e não Rua Augusta. Assim, é República Checa, Checoslováquia.

  • Antônio do Sul

    Para o excelentíssimo, o prejuízo aos proprietários dos veículos não conta.

  • Lorenzo, obrigado pela dica, mas de qualquer modo parei totalmente de ir a choperias e restaurantes depois dessa maldita caça aos fumantes, verdadeira caça às bruxas atual. As pessoas enlouqueceram, o mundo enlouqueceu. Dividam-se os espaços para quem fuma e que não, e pronto. Sempre foi assim e não fumantes não eram incomodados. Não existe nada mais sem graça do que o cigarro inútil, aquele fumado na rua porque dentro do estabelecimento não pode. Só fui ontem ao Juca Alemão porque era um evento de ex-colegas de VW.

  • Lorenzo, o manual que tenho ainda é o impresso, presente de um vizinho de andar. É uma edição de 1990, mas já indica Checoslováquia. Hoje o manual é disponível online em http://migre.me/tZqEP. Claro, o manual atual segue a nova ortografia, que toda a imprensa adota hoje, nós inclusive, gostando ou não (não gosto). A partir de janeiro deste ano passou a ser obrigatório, antes era facultativo. Note que não usamos mais o trema, o uso do hífen mudou como em autoestrada, não mais auto-estrada, copiloto e não mais co-piloto etc. Até a terceira pessoa do singular do verbo parar (o carro para) escrevemos sem acento agora (era o carro pára).

  • Douglas, a magia se chama tecnologia com responsabilidade.