Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas FORD FOCUS HATCH 1,6 2017, REVISITADO (COM VÍDEO) – Autoentusiastas

Pelo prazer que proporcionam, certos carros merecem ser revisitados ou, dito de outra forma, dão vontade de andar com eles de novo. Caso do Focus hatch com “motor pequeno”, de “apenas”  1.596  cm³. O modelo, em versão SE Plus manual, foi amplamente dissecado pelo Juvenal Jorge em outubro do ano passado. Este agora é simplesmente Hatch 1,6, de R$ 72.490, e que difere do SE Plus de R$ 78.490 por não ter rodas de alumínio de 17″ exclusivas da versão, ar-condicionado automático duas-zonas, bolsas infláveis laterais, bancos revestidos de couro, sensor de obstáculos na traseira, controlador automático e limitador de velocidade.

Mas o Focus que decidimos revisitar traz, como no SE Plus, controle de estabilidade e tração, assistente de arrancada em rampas, vetoração de torque em curvas, monitoramento da pressão dos pneus, completo sistema de áudio com tela LCD em cores de 4,2″, link para aplicativos, assistência em caso de acidente, faróis de neblina, sensores de chuva e crepuscular, e chave programável. Portanto, é “básico” em termos, já que de modo algum perde as excelentes e já notórias características de dirigibilidade e comportamento em curva.

Se o leitor é como eu, um sujeito que acha fundamental “o chão” de um automóvel, isto é, um carro pregado na pista e obediente, fique certo que o Focus é um dos carros que mais lhe agradará nesse quesito. É superpreciso de direção, segue exatamente à risca o traçado planejado, freia forte (quatro discos) sem afundar a dianteira e sem balanços, entra na curva com mínima tendência a sair de frente e logo se sente que a traseira também se apoia, equilibrando com perfeição o esforço de aderência entre a dianteira e a traseira. Faz a curva com suavidade, no traçado, sem surpresas, e traciona muito bem na saída de curva mais apertadas, sem patinagem da roda interna.

Carro que satisfaz a quem preza a boa dirigibilidade

Carro que satisfaz a quem prioriza boa dirigibilidade

Outros nacionais também o fazem? Um ou outro o faz quase tão bem, mas entre esse “quase” e o que ele faz é onde está a cereja do bolo, e umas das razões dessa sutil cereja é ter suspensão traseira independente, além de não ter sido erguido em relação ao seu projeto original, alteração que costumam fazer na maioria dos carros brasileiros — ainda bem que é fabricado na Argentina!

E nem por isso ele raspa em lombadas, por sinal. Além desse bom comportamento dinâmico, há outra característica bastante apreciável: o rodar é macio. Pode-se andar rápido em estrada e não há que se ficar corrigindo tendências erráticas do carro. Seja nas retas ou nas curvas, seja em piso bom ou ruim, e mesmo em curvas com ondulações no asfalto, ele segue firme o traçado comandado. E, lembremos, segue macio, com patas de veludo.

Já dirigi esportivos com esse temperamento, porém à custa de suspensão bem mais dura, desconfortável, portanto, este Focus, já ano-modelo 017, é que nem aqueles craques que mesmo de terno e sapato social dão, na maior classe e sem transpirar, um olé num esbaforido jogador todo paramentado para a peleja. Essa é que é a característica que o faz sobressair.

Bancos anatômicos, confortáveis

Bancos anatômicos e confortáveis

Fora o Juvenal “JJ” Jorge já escreveu, aqui só me cabe ressaltar o que mais me impressionou. Na época, li, claro, a matéria dele, e agora tornei a lê-la, e as opiniões são exatamente as mesmas. Uma delas é que sobra chassi. Esse carro, do jeito que está, dá conta não só de seus 131/135 cv (G/A) a 6.500 rpm, como dá dos 175/178 cv das versões de motor 2-litros — mesmo que estas tivessem uns 240 cv sob o capô não apresentaria o que lá fora se chama de overpowered, carro superpotenciado.

Motor econômico, elástico e de funcionamento suave

Motor econômico, elástico e de funcionamento suave

O motor não é nada que faça o corpo colar no banco nas arrancadas fortes — faz o 0 a 100 km/h em 11,4 segundos, segundo a fabricante —, mas acelera bem e desenvolve velocidade com vigor, chegando à máxima de 181 km/h (ambos com álcool). Não é estonteante, mas não deixa de ser rápido. O que mais chama a atenção no motor é a sua suavidade, elasticidade e economia. Moderno, o Sigma flex Ti-VTC 1,6 tem bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas acionado por corrente, ambos com variador de fase, quatro válvulas por cilindro e é muito elástico apesar da alta potência específica (84,6 cv/l).

E é bem econômico também. Com gasolina faz média na estrada de 12 km/l pelo computador de bordo, e isso sem preocupações com economizar. Num trecho de uns 30 quilômetros da Rodovia Ayrton Senna ajustei o controle de velocidade para 120 km/h no velocímetro e nessas condições ele fez 14,7 km/l de gasolina. Na cidade, em trânsito algo algo denso, com álcool, fez 9,1 km/l. Na estrada, devido à v/1000 algo elevada, 34,3 km/h, a 120 km/h o motor segue a 3.500 rpm, embora não constitua incômodo.

Faz o 0 a 100 km/h em 11,4 segundos e atinge máxima de 181 km/h (álcool), segundo a Ford

Faz o 0 a 100 km/h em 11,4 segundos e atinge máxima de 181 km/h (álcool), segundo a Ford

O que incomoda, como bem disse o JJ, é o descansa-braço/porta-objetos entre os bancos, pois o cotovelo bate nele nas trocas de marcha. A alavanca de câmbio poderia estar posicionada um pouco mais adiante, inclusive para ficar mais próxima do volante. O comando (a cabo) é excelente, dos melhores; as trocas saem leves, justas e precisas. O pedal do acelerador poderia estar um pouco mais perto do pedal do freio, para facilitar o punta-tacco; que até dá para fazer, mas não de “modo telepático”, como o Bob costuma dizer. A calibração da ação dos pedais e ótima, especialmente do freio.

Console atrapalha a movimentação do braço

Descansa-braço atrapalha a movimentação do braço

É um carro que deve ser testado por quem tem interesse em carros desse segmento.

AK

 

FICHA TÉCNICA FORD FOCUS HATCHBACK 1,6 2017
MOTOR
Denominação Sigma Flex Ti-VCT 1,6
Tipo 4 cil. em linha, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, variador de fase na admissão e escapamento, 4 válvulas por cilindro; flex
Diâmetro e curso 79 x 81,4 mm
Cilindrada 1.596 cm³
Taxa de compressão 12:1
Potência máxima 131 cv (G), 135 cv (A), a 6.500 rpm)
Torque máximo 16,2 m·kgf a 3.000 rpm (G), 16,7 m·kgf a 5.250 rpm (A)
Rotação de corte 6.800 rpm
Formação de mistura Injeção no duto
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo com câmbio manual de 5 marchas e ré, tração dianteira
Relações das marchas 1ª 3,846:1; 2ª 2,038:1; 3ª 1,281:1; 4ª 0,951:1: 5ª 0,756:1;  Ré 3,615:1
Relações de diferencial 4,56:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Relação de direção 16:1
Número de voltas entre batentes 2,6
Diâmetro mínimo de curva 11 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A disco
Controle ABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7Jx17
Pneus 215/50R17W
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, hatchback 5-portas, cinco lugares, subchassi dianteiro e traseiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto 0,287
Área frontal (calculada) 2,142 m²
Área frontal corrigida 0,634 m²
DIMENSÕES
Comprimento 4.358 mm
Largura (com/sem espelhos) 2.010/1.823 mm
Altura 1.484 mm
Distância entre eixos 2.648 mm
CAPACIDADES
Porta-malas 316 L
Tanque de combustível 55 L
PESOS
Em ordem de marcha 1.326 kg
Carga útil 504 kg
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 11,9 s (G) e 11,4 s (A)
Velocidade máxima 176 km/h (G) 181 km/h (A)
CONSUMO INMETRO/PBE
Cidade 10,8 km/l (G), 7,5 km/l (A)
Estrada 13,6 km/l (G), 9,3 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª 34,3 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª 3.500 rpm
Rotação à vel. máxima em 5ª 5.300 rpm

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

  • RED883

    Lindo carro, o mais belo dos hatches médios. E a suspensão multibraço é realmente a cereja do bolo, desde a versão MKI.

  • João Lock

    Tá aí um carro da Ford que eu gosto.

  • Matheus, esqueça Focus 2-litros manual no Brasil. A Ford daqui não é doida de ter uma versão para pobre.

    • Luiz Felipe Mello

      O mais revoltante é saber que é oferecido na Argentina, e até na versão Titanium!!!!!!

    • Matheus Ulisses P.

      Permita-me discordar desse ” versão de pobre”. Se estivesse disponível a opção do manual, escolheria sem pestanejar, inclusive se fosse ao mesmo preço da PowerShift!

      • Matheus, também não acho que câmbio manual seja coisa de pobre, nada a ver, mas é essa a percepção que tenho hoje devido à corrida repentina desenfreada para o carro automático que se verifica hoje. Fábricas e importadores simplesmente não disponibilizam mais câmbio manual em carros de 2 litros porque dizem “que ninguém compra”.

      • Marcio Santos

        Matheus, o Bob foi irônico neste comentário.

  • Luiz AG, quem não gostaria? Enquanto os preços sobem pelo elevador, os salários usam a escada.

  • Thiago, pelo sistema ABS do freio. O JJ explica isso na matéria dele.

  • Antonio Pacheco

    Belo texto, sou suspeito por ser um fã do Focus. Só uma correção, em relação ao motor, está informando que o duplo comando de válvulas é acionado por corrente, e na versão 1.6 testada, é correia dentada. Corrente apenas o duratec 2.0.

  • Luiz Felipe Mello

    Parabéns pela avaliação primorosa! Sou muito suspeito para falar de qualquer Ford.
    Já dirigi o MK3, mas ele era equipado com o pavoroso PowerShift. A respeito do 1,6, o MK3 tem desempenho tão satisfatório quanto o MK2,5? O acréscimo de potência e torque compensa o aumento de peso do modelo atual em relação ao antigo?

    • CL RJ

      Já fiz um test drive num Focus 2.0 2016 com o Powershift. Sei que ter o carro é totalmente diferente, mas neste rápido teste achei o câmbio bom para andar rápido e devagar. Este câmbio é projeto da Volvo.
      Mas o câmbio do 1.6 é diferente, apesar de também se chamar Powershift. É deste que você reclama?

      • CL RJ, esse robotizado do Focus é projeto Volvo? Que eu saiba é Getrag para a Ford.

  • Davi Reis

    Baita carro. É outro médio que compraria sem problema nenhum com motor 1,6. Veremos quantos vão aparecer para criticar a escolha e falar que o carro não anda…

    • Otavio

      Idem. Já tive dois e terei novamente..e continuo na linha Ford, que tem tudo que foi dito no texto.

  • Cristiano Queiroz de Albuquerq

    9,1 km/l usando álcool na cidade é algo maravilhoso para um carro de 1300 kg e motor de 1,6 litro… Este dado está correto?

    • Cristiano, sim, correto. Mas lembre-se que consumo varia muito em função do tráfego e que os números do Inmetro normalmente são bem severos. No caso o número oficial é 7,5 km/l/, conforme está na ficha técnica.

      • Cristiano, acrescento que na cidade dirijo em giro baixo, sem corre corre. Também achei muito bom.

  • Ei, Gustavo, aqui falamos injeção direta e injeção no duto.

    • Gustavo73

      Falha minha, Bob.

  • CorsarioViajante

    Se olhar nas versões, vai ver que cabia perfeitamente, em preço e proposta, um 2,0 manual entre o SE Plus e o 2,0 automático.

    • Corsário, brasileiro não tem esse direito que argentino tem. Uma vergonha.

  • Claiton Lopes

    Por motivos de praticidade e economia sai de um New Fiesta 2012 para um VW up!TSI 0-km e estou satisfeito com a troca, porém quando for conveniente para mim irei retornar à Ford e será de Focus. Sempre achei um carro muito bem construído e com uma dirigibilidade incrível desde a primeira geração (dirigi um modelo 2009). Este modelo tinha um acabamento interno impecável principalmente na versão topo Ghia. Fica a pergunta: por que a Ford não possui mais esta versão Ghia?
    Ainda sobre o Focus, concordo plenamente com o AK: um carro no chão e obediente.

  • Drone gibim

    Pena que não tem opção automática.

    Se tivesse seria um sucesso de vendas.

  • Felipe, a quem agradecer? A ela, a gorda fecal.

  • Nilson

    O Focus é um carro que dá gosto de dirigir, digo isso porque tive alguns. Suspensão bem acertada, oferece um comportamento dinâmico acima da média sem sacrificar o conforto, desempenho coerente nas diferentes motorizações, ótima ergonomia e câmbio (manual) dos melhores.
    Pena que o atendimento oferecido pela Ford, no contato direto ou concessionária, seja sofrível e que a qualidade de montagem dos carros não seja tão primorosa.
    A propósito, alguém teria algum comentário a fazer sobre a qualidade de montagem geral dessa versão mais recente?

    • Nilson, o Focus é produzido na Argentina e eles lá estão com um padrão de fabricação muito bom.

  • Dirigindo nota-se que a potência é a divulgada. Além do mais, você acha que iriam nos enganar e achar que não seria descoberto?

  • Mineirim, respondo pelo AK. Esses dados são calculados, pois não tem onde medir velocidade máxima. Como em 5ª está a 700 rpm do pico de potência e em 4ª 660 rpm depois, e toda curva de potência mostra que ela é bem maior antes do pico do que depois, vem daí a conclusão que a máxima é atingida em 5ª mesmo.

  • Lucas, esqueça isso não existe. Fábricas não escondem potência. Isso ocorreu em alguns casos nos EUA na década de 1960 em razão de seguradoras estabelecerem prêmios muito altos para carros de elevada potência, e aqui quando a taxação do IPI levava potência em consideração, nos anos 1980.

    • Luiz AG

      Mesmo o motor AP 800 S com seus eternos 99 cv?

  • Rodolfo, é a síndrome “carro manual, carro de pobre”.

    • Alexander, NotTheKing

      Ehhh, sou pobre, com meu 2008 THP manual, mas pobre que se diverte mais.

  • Carlos, sem contar o brutal aumento do preço da energia elétrica e a desvalorização do real frente ao dólar e ao euro nesse período.

  • CorsarioViajante

    Meu cunhado tem este, pois esta versão existiu mas foi descontinuada rapidamente e como ele tem um parente da Ford venderam por preços muito baixos para liquidar o estoque.

  • CorsarioViajante

    Não, “cobras” no bom sentido! De conhecedores, experts, etc.
    Não sei se pertence à Ford, mas me lembro da mesma história que o Lucas Mendanha falou acima, que usar o nome do Estúdio Ghia incluia pagamento e este foi um dos motivos para mudar.

  • CorsarioViajante

    Antigamente na VW era assim, se não me engano na linha Gol podia-se comprar qualquer acabamento com qualquer motor.

  • CorsarioViajante

    Bem observado.

  • CorsarioViajante

    Acho que em parte fez isso para ter um preço de tabela mais baixo para anunciar. Porque é bem difícil de achar. Igual à Variant manual.

  • CorsarioViajante

    Acho que tem outra coisa aí. Para a imensa maioria, dirigir é um ato chato e cansativo, e quanto mais automático melhor. Minha esposa é um exemplo. Hoje temos um carro automático e ela adora porque “ficou mais fácil dirigir”.

  • RED883

    Tive MKI e MKII, o primeiro não tive problemas de caixa de direção, com ele rodei 95 mil km. Com o MKII, rodei 75 mil km e foram duas caixas de direção trocadas em garantia.

  • CorsarioViajante

    Exato, comparação direta com quase dez anos de defasagem é bem complicado.

  • RED883

    Eu vi essa comparação no Fifth Gear.

  • Arruda, é isso mesmo.

  • Christian Govastki

    Não é bem assim não. Antigamente tinha o Escort Ghia e o XR3, um era versão de luxo, o outro, esportivo.
    Além de ter toda a história na linha Ford (Escort, Del Rey, Versailles, Mondeo e o Focus).
    A Ford alterou de Ghia para Titanium na versão topo e vão equalizar no mundo inteiro, tanto é que o Fusion topo é o Titanium e não o antigo SEL.
    Acima do Titanium, na Europa, é o Titanium X, seria equivalente ao nosso Titanium Plus. Mas corre o boato que vão lançar o Vignale acima do Titanium Plus.
    Eu preferia Ghia/Vignale, para mim Titanium não quer dizer nada além de um mineral.

  • jr, enumero dois problemas: gasolina com álcool a 27% e carro flex. Ambos dificultam maior gama de versões.

    • jr

      Agradeço a resposta, Bob.
      Curioso, praticamente todo mundo que conheço que tem um carro, o mesmo é flex, pois virou padrão faz tempo. Centenas de pessoas. Mas só tenho dois conhecidos que usam apenas álcool…

      • Marcio Santos

        Carro flex só serve para paulista, por conta de SP o resto do país precisa amargar estes trastes que gastam mais e grilam com o uso de gasolina, uma desgraça.

  • Leo-RJ, nem eu.

  • Paulo Henrique, arrancar nas subidas em precisar o freio de estacionamento.

    • Paulo Henrique

      Bob. Você me fez lembrar do meu saudoso XR3 1988. O tive quando ele já tinha 9 anos de idade e nenhum mecânico conseguia regular o carburador dele. Não só nas subidas, mas vire e mexe era embreagem, freio e acelerador pressionados simultaneamente. Valeu. Abs.

    • Comentarista

      Esse já não tem o auxílio de partida em subidas?

  • Lucas, se eu vir o motor no dinamômetro de bancada funcionando como vai no carro, que eu tenha certeza de ser confiável, acredito. Se for no rolo dinamométrico, nunca.

    • Comentarista

      Idem. Dino de rolo não pode ser usado nunca para medir aferir potência e torque de motor. Serve apenas para fazer comparações entre valores encontrados no motor normal e depois de upgrades, não muito mais além disso.

  • Drone gibim

    Obviamente fui irônico pessoal.

    O cambio Powershift existe mas nem pode ser considerado como opção pois não presta.

  • Gustavo

    Quando o MK1 saiu de linha, custava R$35 mil na versão de entrada. 100% de aumento

  • Rogério Ferreira

    Excelente matéria. Pena que o Focus não vende mais, o que só prova que brasileiro não gosta de bons carros, preferem suspensões elevadas, pneus de uso misto, e grande altura do solo! Esse carro não tem defeito para mim, só tenho uma dúvida grande, se fosse comprar um hatch médio: 308 THP, que custa quase o mesmo, e é igualmente impecável, porém, porem com um motor bem mais disposto… Desses dois, qual seria sua escolha Sr. Arnaldo Keller?

    • Sr. Rogério Ferreira, nunca dirigi um 308 THP, e mesmo se já o tivesse feito, na minha posição de jornalista, não me caberia responder à sua pergunta. De qualquer modo, ambos os carros me parecem bons o bastante. Senta, guia, gosta, prefere, compra. E boa!

  • Guilherme Feital

    Esse é meu segundo Focus 1.6. O primeiro, um SE, comprei em 2014 e troquei por um SE Plus 2016. O que posso dizer como proprietário é que ele me atende muito bem em todas as propostas que espero de um carro no quesito design, conforto, performance, economia. Não tenho uma condução agressiva, não estico marchas, enfim por conta disso o consumo com gasolina em ambos tem sido entre 13 e 14km/l, ainda que dizem que esse novo modelo consome 4% a menos, abastecido com gasolina e 7% com etanol. As diferenças entre os modelos, ao meu ver, é a adoção de um carpete de melhor qualidade (o que contribuiu para o isolamento acústico), a grafia dos mostradores (junto com a adoção de outra escala de velocidade), os botões do rádio mais intuitivos, porém os botões do controle de cruzeiro pioraram, ao meu ver, ficaram pequenos demais.

  • Sidney, 3.500 rpm. Está no texto e na ficha técnica.

  • Felipe Assumpcao

    Eu também pensei isso, se não me engano ele tem correia dentada banhada a oleo, igual os motor Ford 3 cilindros

  • Guilherme Feital

    Sidney, ainda não peguei estrada com esse novo. Devo pegar na próxima semana.

  • Nilson

    Guilherme, sobre o apoio para os braços, concordo com você. Não me incomoda também.

  • Lucas Mendanha

    Essa versão era disponívei no Mk3 via Parceiro Ford. Não tenho a informação sobre o atual. No grupo ‘Focus Brasil’ no Facebook até pouco tempo tinha um Sedan SE 1,6 anunciado por menos de 50k.

  • Lucas, apenas repassei informação da Ford num dos eventos. Qualquer hora passo numa concessionária para confirmar.

  • kravmaga

    Eu moro no Rio, onde o trânsito está até pior do que em São Paulo, e te digo que eu e a maioria das pessoas que tem carro com câmbio automático ou automatizado não voltariam a ter carro manual para dirigir no trânsito pesado e engarrafado daqui.

    Anos atrás, quando tive um Gol manual, ficava com a batata da perna toda dolorida de tanto pisar na embreagem em engarrafamentos de 1h, 2h no anda e para.

  • krvamaga, então você é mais um dos que repete essa besteira que o Collor disse, hein! Ela apenas traduziu uma matéria do jornal Detroit News, “The charriots of Detroit”. Incrível como todo mundo embarcou nessa. Outra que você está embarcando, como muitos, é na figura dos carros populares, ainda por cima com motor de 1.000 cm³. Essa cilindrada não tem nada a ver com carros populares, classificação criada em 1993 pelo governo, sindicatos e indústria, de carros simplificados, alguns 1.000-cm³ (Fusca, Kombi e Chevette eram de 1.600 cm³), para revitalizar as vendas. O programa terminou em 1996 e portanto não existe mais carro popular.

  • Alexander, metade trânsito denso, metade símbolo de ascensão social (manual é coisa de pobre). E tem que ser automático epicíclico, porque robotizado também é coisa de quem não chegou lá.

  • Muçouçah

    AK, talvez eu tenha entendido mal, mas este modelo avaliado por você não seria o SE Plus? Pois ele tem airbags laterais, bancos em couro, rodas 17″ e AC digital…..no texto vocês citam que é o modelo básico (“Este agora é simplesmente Hatch 1,6”).
    De qualquer forma, sua avaliação está ótima. Parabéns pelo trabalho e obrigado por compartilhar o vídeo também.

  • Alexander, excelente resposta!

  • Julio, sou chato quanto a resposta excessiva do freio. Este, com certeza, não é nada disso. É suave, muito bem modulado. Dou bastante importância a isso. Faça um teste numa concessionária e comprove o que digo.

  • Felipe Lima

    Avatar, muito obrigado pela explicação, esmiuçou bastante a questão da suspensão.
    Como você tem o parâmetro do Focus “MK1,5” fica muito válido!

    Andei em um, mas rodando normal, não deu para fazer um test-drive como gostaria.
    Enfim, estou lendo bastante sobre o carro. Vi também o vídeo do PK na estrada dos Romeiros (por algum motivo perdi essa publicação).

    De toda forma, muito obrigado pela ajuda!

  • Felipe Lima

    Corsário, muito obrigado! Como falei acima, por algum motivo perdi a publicação do PK testando ele na estrada dos Romeiros. Já vi e clareou bastante.

  • Romário Barros

    Não é atoa que na primeira temporada da Copa Petrobras de Marcas o Focus corria com a altura de suspensão original do carro de rua. Tem realmente muito chão.

  • AlbertoRJ

    Esse motor Sigma tem sincronismo feito mesmo por corrente? Não seria por correia de alta quilometragem?

    • Marcio Santos

      Exatamente, correia de alta quilometragem.

  • Anderson Daniel

    Boa noite, tudo bem? Esse modelo versão 1,6 Plus vem com descansa-braço no banco traseiro? Desde já agradeço.