Depois de falar do Etios 2017 com motor 1,3-L, disponível somente no hatchback versão de entrada X como a que dirigi por ocasião do lançamento no dia 19 do mês passado — hatchbacks XS, XLS e Cross só saem com motor 1,5-L — fiz questão de andar por uma semana com a versão agora disponível com câmbio automático de quatro marchas. O fiz intencionalmente, pois queria ver como o carro se sairia com a associação motor de baixa cilindrada–caixa automática e, principalmente, ver se o “torcer nariz geral” para automáticos que não sejam de seis marchas procede. Pois já digo nessa introdução: não procede.

A desenvoltura da versão com câmbio automático satisfaz plenamente, não se sente que “falta alguma coisa” em nenhuma situação de tráfego e muito menos na estrada. A combinação do notável motor de 88 cv (estava com gasolina, com álcool mais 10 cv) com o câmbio muito bem programado provê agilidade ao pequeno Toyota para ninguém reclamar. Mesmo com apenas quatro marchas o câmbio atende muito bem ao motor. O gráfico dente de serra mostra porquê:

Dente Etios X 1.3 AT  ETIOS 1,3 X AUTOMÁTICO, PERFEITO (COM VÍDEO) Dente Etios X 1

Mesmo que o ponto de corte do motor esteja a 5.800 rpm, consegue-se ir a 52 km/h em primeira, a 92 km/h em segunda e a 149 km/h, em terceira. Com esses alcances são atendidas todas as situações de tráfego, como cidade, estradas vicinais/municipais/estaduais e autoestradas. Claro, câmbio nenhum faz milagre se o motor não tiver brio, e isso sobra nesse 1.329-cm³, como eu havia dito a respeito do de câmbio manual. E quando se chegar aos longos trechos planos ou de pequena aclividade, o motor segue sereno a 3.250 rpm em 4ª a 120 km/h (v/1000 37 km/h). E direção de assistência elétrica firme, com “peso” certo, em oposição a extraordinária leveza em manobras.

Toyota Etios 08  ETIOS 1,3 X AUTOMÁTICO, PERFEITO (COM VÍDEO) Toyota Etios 08

Na subida da rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, que liga a capital ao litoral, de 6% de aclividade, esse 1,3 segue em quarta sem nenhum sinal de esforço. Precisando de mais aceleração, um pequeno e rápido acionamento do pedal do acelerador faz baixar para 3ª.

O lançamento, aquele momento em que o carro sai da imobilidade, é perfeito, sem hesitação e rápido. A calibração acertada faz a segunda e terceira nada demoraram a ser engatadas, dentro da melhor maneira de consumir pouco combustível. A 45~50 km/h, quarta.

Toyota Etios 21  ETIOS 1,3 X AUTOMÁTICO, PERFEITO (COM VÍDEO) Toyota Etios 21

Muito importante, o conversor de torque bloqueia em 2ª, 3ª e 4ª. Quando se seleciona as marchas baixas movendo a alavanca para a esquerda, quando o câmbio entre em D3, há o bloqueio do conversor, essencial para se poder ter freio-motor, existente também nas posições 2 e L . Como em todo automático epicíclico, em D3 as marchas vão até a 3ª, em 2, até a segunda, e em L, o câmbio só fica em primeira marcha. O estol do conversor é a 2.200 rpm.

Toyota Etios 14  ETIOS 1,3 X AUTOMÁTICO, PERFEITO (COM VÍDEO) Toyota Etios 14

A alavanca seletora  é precisa e fácil de usar, mesmo quem não tem experiência com câmbio automático não terá dificuldade em selecionar as marchas, e dadas características do Etios como um todo e o atraente preço de R$ 47.490 (R$ 3.500 mais que o manual), a corrida em direção ao compacto japonês deverá ser grande — como, aliás, já está ocorrendo.

No tráfego anda e para não se nota diferença de rotação de marcha-lenta (800 rpm) estando o câmbio em neutro ou em Drive mesmo sem controle de neutro, o que indica funcionamento perfeito do conversor e seu casamento com o motor. Não há a conhecida percepção de motor fazendo força enquanto se está com o pé no pedal de freio. E basta aliviá-lo para começar um avanço lento (creeping) suave.

Toyota Etios 22  ETIOS 1,3 X AUTOMÁTICO, PERFEITO (COM VÍDEO) Toyota Etios 22

Mas repetindo o que foi dito na avaliação anterior, o dono do espetáculo é mesmo o motor já fabricado no Brasil na nova fábrica em Porto Feliz (SP) que será inaugurada oficialmente nesta terça-feira, evento ao qual o AE estará presente.

À pujança do motor em baixas rotações soma-se sua suavidade em altas. A biela de 149,21 mm resulta na boa relação r/l de 0,269, que contribui para isso. O motor é moderno em vários aspectos, como a introdução do acionamento das válvulas por alavancas-dedo (interpotentes) roletadas com fulcrum hidráulico, bem como o variador de fase dos dois comandos de válvulas, que são acionados por corrente. Só não tem injeção direta, mas bloco e cabeçote são de alumínio.

E o consumo é mais do que atraente, como mostra a etiqueta aplicada no vidro da porta traseira esquerda tanto nesses carros de teste quanto nos expostos no salão de vendas das concessionárias:

Toyota Etios 01  ETIOS 1,3 X AUTOMÁTICO, PERFEITO (COM VÍDEO) Toyota Etios 01

O consumo indicado acima se repetiu na cidade, às vezes um pouco menos em trânsito mais denso, mas na estrada chegou a ser melhor, chegando a quase 17 km/l numa ida do PK a Guarujá, no litoral (sempre pelo computador de bordo).

Notei um velocímetro excessivamente otimista. Comparando com a leitura do GPS, 120 km/h indicados é 111 km/h reais. Na velocidade “para não ser multado” de 129 km/h é preciso levar a 140 km/h indicados. A Toyota precisa ver isso. Porém o hodômetro está certo, conferi sua precisão por meio de vário s marcos quilométricos.

O Etios X não é um carro luxuoso no sentido estrito, mas seu visual interno é agradável, especialmente com a mudança dos instrumentos (com ajuste da intensidade da iluminação), que dão a sensação de “outra marca de carro”. Há atributos apreciáveis como os engates Isofix para dois bancos de crianças com fixação também superior (top tether), os eventuais três passageiros do banco traseiro dispõem de apoio de cabeça e cinto de três pontos, além de bom espaço tanto para ombros quanto para pernas.

Toyota Etios 13  ETIOS 1,3 X AUTOMÁTICO, PERFEITO (COM VÍDEO) Toyota Etios 13

Detalhes como porta-luvas ter válvula para receber o ar-condicionado (com filtro de pólen e que gela feito um freezer) e o porta-malas ter iluminação, agradam. Cintos dianteiros cm pré-tensionador e limitador de aperto são outros itens bem-vindos, embora falte seu ajuste da altura de ancoragem nas colunas centrais, compensado em parte pela altura regulável do banco do motorista. E falta o meu item de reclamação número um, a faixa degradê no para-brisa. Mas o que faz qualquer motorista sorrir é a manobrabilidade proporcionada pelos 9,6 metros de diâmetro mínimo de curva. Como isso facilita no dia a dia!

Esse Etios “de entrada”, independente de câmbio manual ou automático, tem atributos para ser desejo de compra de muitos. Mas para quem não saber mais de pedal de embreagem é uma pedida e tanto.

BS

Vídeo:

Mais fotos:

 

FICHA TÉCNICA TOYOTA ETIOS X 1,3 automático
MOTOR
Tipo4 cilindros em linha, duplo comando de válvulas no cabeçote com variador de fase em ambos, corrente, 4 válvulas por cilindro, atuação indireta por alavancas-dedo roletadas com fulcrum hidráulico para compensação de folga, bloco e cabeçote de alumínio; instalação transversal
Diâmetro e curso72,5 x 80,5 mm
Cilindrada1.329 cm³
Taxa de compressão13:1
Potência88 cv (G), 98 cv (A), a 5.600 rpm
Rotação de corte5.800 rpm
Torque12,5 m·kgf (G), 13,1 m·kgf (A) a 4.000 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica no duto
CombustívelGasolina e/ou álcool
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro de 4 marchas automáticas mais ré, epicíclico, tração dianteira
Relações das marchas1ª 2,875:1; 2ª 1,568:1; 3ª 1,000:1; 4ª 0,696:1;  ré 2,300:1
Relação do diferencial4,144:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Relação de direção18,6:1
Nº de voltas entre batentes3,8
Diâmetro mínimo de giro9,6 metros
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA tambor
RODAS E PNEUS
RodasAço, 5J x 14, inclusive estepe
Pneus175/65R14T, inclusive estepe
DIMENSÕES
Comprimento3.777 mm
Largura1.695 mm
Altura1.510 mm
Distância entre eixos2.460 mm
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, hatchback, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Cx0,33
Área frontal (calculada)2.04 m²
Cx x área frontal0,673 m²
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha955 kg
Porta-malas270 litros
Tanque de combustível45 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h12,5 s (G), 12 s (A) (estimado)
Velocidade máxima170 km/h (estimado)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 4ª37 km/h
Rotação a 120 km/h em 4ª3.250 rpm
Rotação em vel. máxima, 4ª4.600 rpm
GARANTIA
Termo3 anos ou 100.000 km
Troca de óleo do motor10.000 km ou 1 ano
Revisões10.000 km

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Vagnerclp

    Até deu vontade de ter este feinho.

  • José, é a rotação em que o conversor transfere toda a potência para o câmbio. Observa-se o estol mantendo o carro freado e acelerando totalmente com o câmbio em Drive. É um dado de todo conversor de torque e esse está dentro da média.

  • Joao Paulo Romero

    Ótima matéria Bob! Texto rico nos detalhes que realmente interessam, parece que “dirigi o carro” após ler o texto, tamanho esclarecimento proporcionado. Fiquei com a impressão que esse Etios é o “anti-Onix” da Toyota, ou seja, mirando exatamente o mercado que o GM ocupa hoje em dia, inclusive no que diz respeito aos deficientes e pessoas com mobilidade reduzida que compram o GM por causa dos incentivos financeiros (desconto de IPI e ICMS). Com o preço base de R$ 47.500,00 ele desbanca o Onix LT proporcionando um melhor conjunto mecânico, mesmo o GM tendo o câmbio de 6 marchas. Creio que será um concorrente de peso e não apenas um mero coadjuvante como é hoje. Ainda não me convenceu o quadro de instrumentos no centro do painel, ficou mais agradável na versão digital mas prefiro o arranjo tradicional. E realmente essa mancada da velocidade, meu carro é um Linea Absolute e ele também tem o mesmo problema! Os 120 km/h indicados no velocímetro se traduzem em 111 km/h no GPS, um erro muito grande!

  • RMC, esqueci de pôr no texto e vou acrescentar porque é importante: o erro é só no velocímetro, pois o hodômetro está certo fazendo a aferição em diversos marcos quilométricos. Assim, a computação de consumo é correta. Agora, acredite em mim: a visualização da velocidade é praticamente pela visão periférica, o movimento de olhos pode ser dito que é nenhum. O da cabeça, zero, ao contrário do que se tem que fazer com o quadro de instrumentos no local tradicional. A única exceção é o quadro legível por cima do volante dos Peugeot, mas que não é tão natural por exigir alguma adaptação. No Honda Civic também se lê velocidade por cima do aro, mas para ler rotação é preciso baixar a cabeça algo. Procure dirigir o Etios novo e você corroborará o que digo.

  • Mr. Car, sem dúvida que no seu caso o manual é mais indicado.

  • TDA, eu pensava o mesmo, por isso pedi logo o automático com motor pequeno.

  • Thiago, estabilidade pode ser (embora uso em autódromo seja praticamente impossível de ser reproduzido na rua), mas direção, no máximo podem ser iguais, e o japonês arrasa a manobrabilidade do 208 com 9,6 metros de diâmetro mínimo de curva (208, 11,2 metros).

  • Fábio, certamente. Estamos aguardando o carro.

  • Thiago, o March vira em diâmetro ainda menor, 9 m.

  • Caio Ferrari

    Bob, não sabe o quanto esperei por sua avaliação.

    Aguardo algo assim quando sair o March CVT. Topa?

    O substituto do meu Mille esta próximo.

    • Percival Camargo

      Também aguardo este teste. Pesquisei na Europa onde já tem Micra com CVT faz anos e lá eles criticam este câmbio neste carro/modelo (ruído, desempenho, etc), é que lá eles podem comparar com i10, twingo, mazda, rio. Tomara que no Brasil o cambio sem marchas venha aperfeiçoado e com preço e consumo baixos. Aguardemos o lançamento e a análise do pessoal do AE. Bob, o AE foi dia 12/04 no Paraná conhecer o Versa e March com novo câmbio?

  • WSR, o número de marchas do câmbio (de qualquer tipo menos CVT) é inversamente proporcional à elasticidade do motor. Como este 1,3-L de 88/98 cv é bem elástico, quatro marchas lhe são suficientes, aliado ao peso relativamente baixo do carro. O exemplo disso que sempre uso é o Dauphine e o Gordini. Ambos são de 845 cm³, mas o primeiro é de 26 cv e o outro, 32 cv. O Dauphine ia bem com três marchas, já o Gordini precisou de quatro por o motor ter sido espremido para dar mais potência e com isso a elasticidade diminuiu. Saiba que a 1ª e a 3ª tinham as mesmas relações da 1ª e da 4ª, significando que a 2ª do Dauphine foi dividida em duas marchas, justamente para a queda de rotação nas trocas ser menor e ajudar o motor menos elástico.

  • Mr. Car, não me lembro, preciso buscar o dado.

    • Mr. Car

      Ok, não tem pressa, he, he!

      • Cesar

        Numa tabela que eu tenho consta diâmetro mínimo de curva de 9,51m e entre eixos 2,459.

      • No teste de Quatro Rodas de abril de 1973 é 10,1 metros para esquerda e 9,72 metros para a direita.

  • Matheus Ulisses P.

    Esse é um carro que aguardo muito por aqui e, principalmente, preciso logo fazer um test drive!
    Pena a concessionária mais próxima ser a 70km daqui!

  • João Guilherme Tuhu

    Tive dois. Ele e o Chevette viravam mais que qualquer um.

  • João Guilherme Tuhu

    Estou de olho num Sedan XLS. Manual, com sobremarcha… Esse hatch tem o bagageiro diminuto demais…

  • Nilson, como escrevi, agora o ressalto do comando não desloca a válvula diretamente, mas indiretamente por meio de uma alavanca roletada no contato com o ressalto para reduzir atrito. Toda alavanca tem braço de potência, braço de resistência e ponto de apoio, este o fulcrum. Para entender melhor, numa alavanca que se usa para levantar um tampão de ferro fundido de uma galeria de água, uma ponta fica na tampa, alavanca se apoia na borda do buraco de acesso à galeria e o operador move a alavanca pela outra ponta para levantar o tampão. Essa é a alavanca interfixa, resistência de um lado e potência de outro. Agora pense num carrinho de mão, desses usados em construção civil. O ponto de apoio é a roda, a carga está no meio e na extremidade o operador levante e move o carrinho. Essa alavanca é interresistente, a resistência está entre o fulcrum e a potência. Agora pense numa pinça, dessas para segurar qualquer objeto, como o utensílio para o pasteleiro retirar o pastel da óleo para servir. O fulcrum está na junção das duas partes da pinça, o pasteleiro aplica força no meio da pinça para segurar o pastel — a resistência — entre as duas pontas. Essa é a alavanca interpotente. Dessas três alavancas, a de acionamento de válvulas é a última, a interpotente. O fulcrum, o ponto de apoio no caso do motor do Etios, tem um pistão que, pela pressão do óleo do motor, o mantém pressionado contra a alavanca, desta forma eliminando qualquer folga entre ressalto do comando e alavanca. O fulcrum não precisa ser necessariamente hidráulico, pode ter um parafuso e porca de fixação para ajustar a folga preestabelecida pelo fabricante do motor. É assim no Chevette, por exemplo, cuja folga entre a alavanca (que não roletada) e o círculo-base do ressalto é de 0,20 mm. Para completar, muitos chamam essa alavanca, roletada ou não, de balancim, o que é errado. O balancim é uma alavanca interfixa, faz um movimento de balança, daí ser chamado de rocker em inglês (cadeira de balança é rocker chair).

  • Luiz AG

    E é mesmo. Só que no caso do Dodginho ele possui tração traseira, as homocinéticas não interferem no esterçamento da roda.

  • Tommy

    As vezes dá uma raiva da Toyota por fazer um carro tão bem acertado mas tão simples e com design sem sal, ainda sim é de se elogiar a adoção do painel digital (fez muito bem pro carro, mesmo), a mecânica e o preço que não extrapola a realidade dos concorrentes (diferente do Corolla….).

    • Tommy, não vejo nada de sem sal no Etios, não tem nada errado no estilo dele. Ademais, tem-se carro para usar ou para ficar olhando para ele? Houve quem detestasse o Fusca quando apareceu por aqui nos anos 50 e o Citroën DS 19 quando foi lançado. Entretanto,
      se tornaram símbolos.

  • Leonardo, agora é a vez do XLS sedã automático (só tem 1,5-L). Estou rodando com um.

    • Leonardo

      Com certeza também uma excelente opção. No aguardo da matéria dele.

  • Felipe, se for só uma ou duas arrancadas, sem problema, o fluido hidráulico não chega a superaquecer. E faça-o rápido, chegou ao ponto, solte o freio.

  • Sérgio, o AE não faz parte da imprensa marrom-automobilística. Aqui se entende de automóvel e se os respeita. Há dezenas de sites que cobrem indústria automobilística. Sirva-se deles. Quanto à sua “opinião de proprietário”, desculpe, mas sua percepção está completamente errada. Não há buracos entre as marchas no automático (você por acaso sabe o que é isso?) e o câmbio manual tem engates perfeitos. E não queremos ter credibilidade: já a temos de sobra.

  • Sérgio, já vi tudo, você se enrolou com as seis marchas, acontece. Conselho: esqueça a sexta, faça de conta que o câmbio é de cinco marchas. A sexta é apenas sobremarcha.

  • Corsário, tenho certeza que sim.

  • Daniel, tal como o Fusca, que pela minha idade (73) vi chegar por aqui. Perto das onças inglesas que andavam nessas terras era um carro de luxo e excelente de dirigir. Só que de bonito não tinha nada.

  • Daniel, esse efeito exacerbava-se nos 6-cilindros. Ficava-se trocando marcha que nem um bobo.

    • Daniel S. de Araujo

      Sobre trocar de marchas igual bobo, outra lembrança: meu pai teve um Vectra 2,2L 8 válvulas, 5 marchas reais. A segunda marcha e a quarta eram praticamente inúteis pois o tempo que se ficava com ela engrenada era ínfimo, logo pedia a terceira.

      Até hoje nunca entendi da GM ter trocado a caixa 4+E do Vectra A para a caixa 5 reais, tendo colocado um motor mais potente e de maior deslocamento.

      • Daniel, lembra-se do que eu disse há pouco dias sobre Lee Iacocca e os malucos da indústria automobilística? Está aí mais um exemplo.

      • Ricardo kobus

        Vejo que nem deveria existir o Vectra 2,2 pois o 2-litros, sabendo andar, dá conta e sobra, já andei com os dois e aprecio o 2-litros.

        • Daniel S. de Araujo

          Ricardo, o Vectra B 2L pelo que me lembro tinha 5 marchas reais.

          O Vectra A (esse eu dirigi muito), era 4+E, o melhor escalonamento de câmbio que conheço.

  • eNe, estou com um.

  • Felipe, pena que tenham avaliado o seu carro tão por baixo.

    • Fórmula Finesse

      Algumas concessionárias nem olham mais o teu carro usado, apenas pedem os documentos dele, e “tabelam” em 20-25% abaixo da Fipe e deu p’ra bola – o teu usado pode estar pouco rodado, impecável, imaculado; não interessa – só pedem se ele “roda” os documentos e jogam o preço dele lá embaixo.

    • Felipe Souza

      Por conta das avaliações muito baixas que recebi no meu usado (um Jimny), não rolou negócio com o Etios, e também com o HB20, Ka etc…. Mas aí um Cross up! TSI com seis meses de uso e 7 mil km me achou e com uma negociação mais justa, fechei a compra do carrinho. Peguei ele quarta e até agora não consegui tirar o sorriso do rosto. Que carro sensacional. Diversão pura ao dirigir.

  • Sergio, todo motorista habilitado sabe dirigir, mas nem todo motorista habilitado sabe dirigir corretamente. Saudações.

  • Lucas dos Santos

    Excelente teste (testaram até a buzina do carro, rs!). Impressionante como o Etios evoluiu com essa última atualização. É, sem dúvidas, uma ótima porta de entrada para quem deseja ter um Toyota, mas não pode comprar/manter um Corolla!

    Gostei também da parte do vídeo que demonstra o funcionamento do câmbio. Foi bastante interessante, ao menos para mim, já que eu nunca dirigi um carro com câmbio automático.

    Teria um, com certeza. Como eu já comentei anteriormente, não acho feio o visual externo desse carro. Acho apenas “comum”, sem nada excepcional. A única coisa que me desagradava era o visual do painel de instrumentos analógico. Agora, com o digital, já não há mais o que me desagrade nesse carro.

    • Lucas, quem dirige carro de câmbio manual dirige automático sem nenhum problema. A recíproca é que não é verdadeira.

  • Eduardo Sérgio

    Direção com assistência elétrica, compacto, produto padrão Toyota. E agora com câmbio automático e ainda muito econômico, mantendo o preço altamente competitivo, creio que o melhor custo-benefício em termos de racionalidade para uso urbano tem nome: Toyota Etios 1,3 automático.

  • Passar bem também. Sucesso nas visitas a outros sites.

  • Lucas, você está certo, tanto que apesar de o motor estar com rotação bem acima da lenta, o carro está parado, portanto há deslizamento.

  • She Bittencourt

    Bob, na sua primeira matéria sobre o Etios 2017 (ETIOS 2017 MUDOU O QUE MAIS PRECISAVA E FOI ALÉM) você havia divulgado que a relação do câmbio automático, em 4ª, seria de v/1000 41,5 km/h, maior até que a 6ª do câmbio manual, divulgada como sendo v/1000 38,6 km/h.
    Agora surgiu como dado a relação v/1000 37 km/h, para a 4ª do câmbio automático.
    Qual das duas informações está correta?
    Há a possibilidade de existirem relações diferentes entre os câmbios automáticos do 1.3 e do 1.5?

    • She, é que posteriormente recebi informação da relação diferencial correta, 4,144:1 e não 3,821:1 (esta é a do 1,5-L). A v/1000 correta é mesmo 37 km/h. Havia esse erro na ficha técnica oficial divulgada.

      • Milton Evaristo

        Observei que o senhor estimou a máxima do carro, assim 0-100 km/h. Muito chato quando a fábrica faz isso.

        Com esse diferencial mais longo no 1,5, a máxima neste provavelmente também ficará bem abaixo da rpm de potência máxima. Eu havia estimado com o diferencial igual para ambos.

        • Milton, isso vai mudar na Toyota. Todo fabricante deve informar aceleração básica (0-100 km/h), velocidade máxima e consumo (embora o Inmetro/PBE tenha resolvido isso).

  • Milton, nada estraga senão se possível aquecer demais o fluido do câmbio. Convém evitar fazer a menos que seja necessário.

    • Thiago Teixeira2

      Qual o uso errado necessário para “queimar” os discos do câmbio?

      • Thiago, não existe.

        • Thiago Teixeira2

          O Focus do meu pai, um automático câmbio modelo 4F27E, as vezes reparo um arrasto muito grande nas arrancadas/retomadas mais fortes, mas não sei se é do conversor ou do câmbio. Nível de óleo ok e 50 mil km. Então eu reduzo um pouco a carga do motor. Imaginei que isso fosse a causa de composite “usinado”.

  • Fat Jack, a demora a que você se referiu não existe nesse caso do automático do Etios. Medições de desempenho, em breve.

  • Invalid, isso é mais comum do que se pensa. Uma ferramenta que ajuda é ao se sentar ao volante dizer para si mesmo “não tenho perna esquerda”. Em pouco tempo você se condiciona e “muda o programa” automaticamente.

  • guest, desisti de pedir carros à Chery. E olha o que o assessor de imprensa é meu amigo de décadas. Eles claramente têm problemas de organização.

  • eNe, sim, são bem construídos.

  • Caio Ferrari, só no início da outra, pois não pudemos fazer o vídeo hoje (Dia das Mães), só no próximo sábado ou domingo.

    • Ricardo kobus

      Bob,
      esse 1,3-litro daria conta do sedã?
      Se sim, por que a Toyota não o coloca em linha?

      • Ricardo, tenho certeza de que daria. O motivo de Toyota não o oferece provavelmente se prende a aspectos marqueteiros.

  • invalid_pilot

    Ou até a volta da Fielder (nesse caso custaria mais de 100k facilmente)

  • Afonso

    Caio aqui em casa tínhamos um HB20X com câmbio automático de 4 marchas, agora em janeiro foi trocado pelo de 6, também automático, o consumo na cidade com trânsito totalmente travado e ar-condicionado sempre ligado é praticamente o mesmo, entre 7 e 7.5 km/l com gasolina. Ainda não tive oportunidade de medir o consumo rodoviário.

  • She, isso mesmo.

  • Lorenzo, esses eram excelentes mesmo!

  • Rodolfo, funciona também.

  • Alexandre, não; já tem no X, de entrada.

  • Braulio, o que você viu de errado no taquímetro para falar em brincadeira e birra? Essa não entendi. E você dirigiu-o para achar que houve excesso de bondade na minha avaliação? Eu também prefiro câmbio manual, mas nesse caso tratava-se da avaliar a novidade do câmbio automático no modelo, inclusive e especialmente o fato de ser um “obsoleto 4-marchas”, que se mostrou ser perfeito para o carro. Quanto erro do velocímetro, não gosto de ler velocidade e ter certeza de que está longe de ser a verdadeira. Mas isso é pessoal.

  • Lorenzo, a vantagem é poder colocar um rolamento na alavanca, impossível no tucho tipo copo por questão de espaço. O atrito do ressalto direto no copo ou alavanca sem rolamento (Chevette, por exemplo) é altíssimo, quanto mais nos motores mais giradores de hoje que precisam de molas de válvulas mais fortes.

  • Lorenzo, mesmo que o copo gire, o atrito é brutal. O motivo da mudança é redução de atrito. Talvez tuchos-copo com compensação hidráulica saísse mais caro e ainda haveria a questão do atrito. A atuação por alavanca roletada é eficiente. Inclusive, devido ao rolamento, permite rampas de ressalto mais abruptas, aumentando a duração efetiva.

  • Claudio, errado, o que você disse. Só uma pessoa que aprecia carro 0-km compra. Quem gosta de carro usado compra qualquer coisa.

  • Thiago, exatamente o mesmo, só não sei no momento se o Ford tem fulcrum hidráulico.

  • Thiago Teixeira2

    Creio que câmbios com mais de seis marchas são obras da área de marketing!

  • Piero, de fato, deve ser mesmo a única — para quem está com olhos vendados e ouvidos tapados.(rsrsrs)

  • João Guilherme Tuhu

    A Geely não desistiu do Brasil? A Chery aguentará?

  • Tuhu, parece mesmo, mas eles devem saber o que estão fazendo.

  • ochateador

    Bob, por acaso vocês irão testar o Mobi da Fiat ?

    • o chateador, é claro. A Fiat ainda não tem Mobi na frota de teste. Nos disseram que só depois do dia 20.

      • ochateador

        Opa, no aguardo desse teste para demonstrar para alguns familiares e conhecidos que estão de olho no carrinho.

  • braulio, a precisão de leitura do conta-giros não fica devendo nada, garanto-lhe. Se você dirigir um vai mudar de opinião. Discordo do seu comentário sobre o perfeito, especialmente o fato de parecer que só este carro era perfeito. O que estava em análise era a novidade do câmbio automático, o manual já havia sido testado. Dentro do que vi, senti e analisei, perfeito sim, por que não dizê-lo?

  • ochateador, “Consumo é o que nós queremos que o carro faça”.

  • Daniel, Quatro Rodas de junho de 1975: esquerda 10,48 m e direita 10,16 m.

  • Orlando

    Achei interessante a altíssima taxa de compressão do motor. Será que ela aproveita melhor o álcool e gasolina de alta octanagem como a Podium? E se por acaso o governo futuramente diminuísse por exemplo o percentual de etanol de nossa gasolina de 27,5% para uns 20%? Esse motor iria começar a bater?

    • Orlando, álcool, certamente. Gasolina, talvez, é preciso testar. A octanagem da gasolina comum/comum aditivada com diferentes porcentuais de álcool não muda. A Petrobrás altera a octanagem da gasolina básica para que independente do álcool na mistura a octanagem de 95 octanas RON seja mantida.

  • David Diniz

    Pensei que o câmbio automático estivesse disponível apenas nas versões mais completas e com motor 1,5 mas errei. ÓTIMO saber que a Toyota disponibiliza desde a versão mais básica. E Bob faltou dizer que a Toyota matou o “tanquinho de partida a frio dos anos 80” em favor do pré-aquecimento do álcool para a partida a frio nas duas motorizações.

    • David, a eliminação do sistema de partida a frio por injeção de gasolina foi devidamente citada na matéria sobre o Etios 2017. cujo link está na primeira linha do texto. Seria redundante repetir a informação.

  • Thiaguss, compra-se carro para andar nele, não para ficar olhando-o ou mostrá-lo para o vizinho. E não vejo nada errado com o desenho das calotas.

  • nbj

    Fiz o mesmo, Rodolfo, e deu certo.

  • MrBacon, exatamente, como facilita o dirigir, não? O Omega nacional é um dos bons exemplo disso, com entre-eixos 2,73 m girava em 10,3 m.

  • Thiagusss, você não deixou nada implícito, apenas me coube lembrá-lo da finalidade de qualquer automóvel e aproveito para recomendar que dirija o carro: pode ser que se dê com você o que se deu com milhares de pessoas que dirigiram um carro que era considerado feio quando surgiu no começo dos anos 1950: VW Fusca.

  • DPSF, sim, travas elétricas acionadas via comando na chave, fechadura elétrica na porta de carga. Interruptor de bloqueio aos vidros não mudou de posição, o que está ao lado do controle dos retrovisores é o interruptor do travamento de portas. A cor cinza Cosmopolita é uma das duas novas; a outra é a prata Premium.

  • David, sua afirmação não procede. Por experiência própria, o VHC foi vítima da época em que era comum postos venderem gasolina misturada com solvente, que é também um derivado do petróleo mas não tem o elemento iso-octana da gasolina. Isso causava detonação severa mas sem produzir danos ao motor, já que o sistema de gerenciamento logo atrasava o avanço de ignição como medida de proteção do motor. Tenho um Celta 2003 VHC que está com 130.000 km e perfeito, sem nenhum serviço no motor. Passada a “era do solvente” nunca mais ocorreu detonação. Quanto Gol, não sei por que a VW reduziu a taxa de 13:1 para 12,7:1, mas acredito que tenha relação com a prática desonesta do solvente na gasolina.

  • Humberto

    Compraria um Toyota Etios justamente pelo seu visual (contrariando muitos aqui), pela mecânica e pelo acerto do carro em geral. A mecânica e o acerto do carro são fatores decisivos para mim. O visual do Etios para mim é um ponto extremamente positivo, justamente por ser simples, discreto e chamar a atenção de ninguém. Prezo muito por isso.
    Humberto “Jaspion”.

  • Lucas Andrade

    Bob, por gentileza, nesse 1,3 X automático qual o giro a 120 km/h reais? Mo meu atual 1.3 X 5 marchas manual, fica em torno de 3.500 rpm, bom para evitar reduções, mas sinto falta da sexta para melhorar o consumo na estrada. Isso foi resolvido na versão 2017 com o câmbio manual de 6 marchas. Porém pretendo que o meu próximo veículo seja automático, e fiquei curioso quanto a esse detalhe.
    Obrigado.

    • Lucas, nesse automático, a 120 km/h o motor está a 3.250 rpm (está no texto). No manual 6-marchas em 6ª, 3.100 rpm a 120 km/h – sempre velocidades reais.

      • She Bittencourt

        Bob, durante 11 anos fui uma feliz proprietária de um Honda Fit 1,3 CVT de primeira geração. Este carro tinha um consumo surpreendentemente baixo. Como sempre dirijo em rodovias com velocidade máxima de 80 km/h, e o faço de maneira comedida, algumas vezes consegui atingir a impressionante marca de 23 km/l, medidos na bomba de combustível após rodar mais de 750 km com um tanque. Nestas situações (80 km/h, no plano), a rotação do motor ficava em 2.000 rpm, o que levava a uma relação v/1000 40 km/h.
        Sendo assim, gostaria muito que, neste novo “teste no uso”, que você está realizando com o Etios 1,5 automático, fossem aferidas e divulgadas as RPM nas velocidades de 80 km/h e 120 km/h. Se for confirmada uma relação final de v/1000 41,5 km/h, como já divulgada, tenho grande esperança de obter, caso adquira o novo Etios, dados de consumo semelhantes aos que eu obtinha no meu saudoso Fit.

        • She, a 120 km a rotação é 2.900 rpm e a 80 km/h, 1.900 rpm.

  • She Bittencourt

    Bob, o funcionamento deste novo motor VVTi é realmente mais suave (menos ruidoso e áspero) que o antigo?

    • She, não houve mudanças que alterassem ruído e aspereza, mas o isolamento fonoabsorvedor foi aprimorado.

  • Rubens

    Boa tarde Sr. Bob. Estou com direito a adquirir veiculo com isenção para pdf e estou em duvida qual veiculo escolher, andei no Etios 1.5 aut. e achei bom, como também dirigi o HB20 1,6 aut. que também achei ótimo. Na configuração dos veículos que testei os preços se equivalem. Diante disso, qual seria o mais apropriado para adquirir;. Obrigado. Rubens.

    • Um veículo de imprensa ou um jornalista indicar produto fere a ética. Diante disso não podemos ajudá-lo nessa escolha. Espero que entenda.

      • Hélio Venâncio

        Parabéns pela ética, Bob!!!

    • Hélio Venâncio

      Rubens, não hesite em comprar o Etios. O HB20 é bonito, mas o Etios é carro!

  • Kar Yo, sempre pode testar gasolina de maior octanagem e observar o resultado. É uma experiência que nada custa senão uns poucos reais a mais. Mas lembro que taxa de compressão não é tudo na exigência de octanas. Por exemplo, o Ferrari F12, V-12 de 6,2 litros aspirado de 740 cv tem 13,5:1 de taxa e não requer mais octanagem do que 98 RON. Esta é a da gasolina Super Plus da Europa que os motores de mais potência específica usam. O Porsche 911 Turbo S, 3,6 litros e 560 cv, requer a mesma Super Plus. Nada indica até o momento que o Etios de taxa 13:1 não funcione bem com gasolina comum ou comum aditivada.

    • Kar Yo

      Entendi, Bob! Longe de mim, desconfiar de um motor que não dirigi e, muito menos conheço mecanicamente por não ser técnico da área automobilística. Só desconfio da nossa gasolina que obrigaria a Toyota a usar um gerenciamento eletrônico mais conservador. No interior de São Paulo é difícil achar até gasolina aditivada. Pode ser até preconceito, pois os GM VHC batiam pino com taxa de 12,5.
      Você levantou um item interessante. “Taxa de compressão não é tudo na exigência de octanas”. Poderia discorrer mais sobre o assunto.
      Tenho um Mondeo 2005, motor Duratec-HE com taxa de compressão de 10,4:1. Ao usar a Podium é nítido a facilidade de partida, manutenção da marcha lenta e torque em baixa. Porém, não senti qualquer alteração em consumo ou desempenho. Como sou um motorista pacato não sei o comportamento em altas rotações, pois não as uso.
      Um abraço!

      • Kar Yo, fabricantes de grande porte têm recursos para aplicar soluções e estratégias em assuntos dessa ordem. Caso de aumentar a turbulência do ar de admissão por meio de coletor de admissão projetado com esse fim, como ocorreu nesses dois motores reformulados e com taxa de compressão 13:1. Ou programar a fase do dois comandos diferentemente para gasolina e álcool, perfeitamente possível com a eletrônica atual. Sobre os ganhos notados na Podium, eles não deveriam ocorrer se esta gasolina e a comum/comum aditivada com que o seu carro é abastecido contivessem o mesmo porcentual de álcool. Mas o que acontece na prática é postos nunca colocaram álcool a mais na Podium (ou nas premium) por ser uma gasolina nobre, enquanto na gasolina comum vale tudo. Essa certamente é a explicação para a diferença que você sentiu no seu carro usando uma gasolina e outra.

  • Aldo, das duas, uma, ou a lista de equipamentos tem erro, omite a fechadura elétrica no X, ou a Toyota resolveu de última hora aplicar a fechadura elétrica na porta de carga do X também.

    • Aldo

      Se possível o senhor poderia me informar qual revenda Toyota pegou o carro para teste? Queria ligar para lá e me informar sobre isso. obrigado.

      • Aldo, o AE só usa carro de teste fornecido pelas fábricas ou importadores oficiais. Você deve acreditar no que digo. Os carros de teste no dia do lançamento e depois esse que pegamos para teste tinham fechadura elétrica. Mas você pode ligar para qualquer concessionaria e verificar.

  • Aldo, tem certeza de que virá sem? Disseram-lhe isso na concessionária? O Etios não tem opcionais.

  • Claiton, ambas as luzes, as repetidoras de seta e as de neblina, tinham de ser obrigatórias, com o são na União Europeia. Considero as repetidoras no para-lama muito mais visíveis do que nos espelhos, pois no para-lama elas são parte do carro e não um ponto de luz “perdido” no espaço. Uma fabricante que as usam no lugar que acho certo e não aderiram à moda é a Porsche.

  • Christian, que coisa, era mesmo. Já acertei. Obrigado pelo alerta.

  • Danniel, fluido hidráulico só perde viscosidade se houver contaminação, não por idade. E contaminação, só por imersão em água, como ao trafegar em alagados profundos.

    • Danniel

      Verdade Bob, pensei uma coisa e escrevi outra. Acabei fazendo uma salada de viscosidade, contaminação por desgaste e degradação por excesso de temperatura.

  • Roberto Alvarenga, correto. A fabricante de câmbios Aisin, que é da Toyota, não faz porcaria.

  • Aldo, estive hoje na inauguração da fábrica de motores e câmbios manuais da Toyota, em Porto Feliz, e conversei com o pessoal de produto sobre o seu caso, de ter recebido informação errada da concessionária e de ter visto site da fábrica que não tinha (não tem mesmo). Foi-me confirmado, todo X tem fechadura elétrica na porta de carga. Por isso, mistério total o carro você dirigiu em teste ter fechadura mecânica. Mas o que importa é o seu ter vindo como você tanto queria.

  • Theles, com os sistemas de carga (alternador) atuais raramente ficam descontrolados gerando corrente com tensão excessiva (acima de 13,5 volts), isso que você diz só pode mesmo ser qualidade das lâmpadas.

  • Antonio Pacheco

    Bob, aproveitando a dúvida de outro leitor, que menciona que o X no site não tem abertura elétrica, e você confirmou com a Toyota que ele possui. Também reparei no site que a versão X não conta com computador de bordo, sendo disponível apenas a partir da versão xs. Mas, no texto, e também pelas fotos, aparece o computador de bordo. Seria outro equívoco da Toyota?

  • Rogério Ferreira

    Bom, temos um carro tecnicamente perfeito: 1) Baixo Peso, 2) Aerodinâmica apurada, 3) Motor moderno e eficiente que já era bom e agora ficou melhor, 4) Segurança ativa e passiva em alto nível. 5) Bom espaço interno, 6) e no caso do Sedan, um dos maiores porta-malas. Como foi bem dito, na matéria do lançamento, a Toyota resolveu dois que me incomodavam: O painel de aspecto estranho e leitura difícil, e o Cambio, um pouco curto na versão 1.5. Ou seja, não há nada neste momento, que me impeça de colocar um Etios na minha garagem. Se não fosse o Ka+ que acabei de comprar, seria minha escolha. Quem sabe uma próxima troca. Só fiquei com uma dúvida Bob, no caso da versão com câmbio manual, o 1.3 e o 1.5 tem as mesmas relações de marchas? Posso estar enganado mas não vi diferença na Ficha Técnica de ambas versões, divulgada na matéria de lançamento. Aliás e por falar em 1.3 e 1.5, qual seria a diferença de custo dos dois motores? não vejo sentido no 1.3 já que tal versão tem a mesma incidência tributária do 1.5?

    • Rogério, as relações das marchas e de diferencial no 1,3 e 1,5 são as mesmas. No caso do X 1,3 hatchback e X e XS sedã (só 1,5) com pneus 175/65R14, a v/1000 em 6ª é 38,6 km/h, 120 km/h a 3.100 rpm. No XS e XLS hatchback, e no XLS sedã, os pneus são 185/60R15, de diâmetro 3,5% maior, que elevam a v/1000 em 6ª para 40 km/h, ou 120 km/h a 3.000 rpm. Em qualquer caso a velocidade máxima é atingida em 5ª marcha, pela natureza 5+E do câmbio. Numa estimativa, o hatchback 1,3 atinge 175 km/h em 5ª a 5.300 rpm, enquanto o sedã 1,5 chega a 190 km/h, em 5ª, a 5.550 rpm. Portanto, o 1,5 está na exata e com boa rotação a 120 km/h, enquanto o 1,3 está uma fração longo. Caso seja o hatchback com motor 1,5 (XS e XLS) e pneus 185/60R15,, a velocidade máxima passa a 180 km/h, que corresponde a 5.270 rpm, um pouco mais para longo. Como eu havia dito no lançamento do Etios em setembro de 2012, o câmbio único atende aos dois motores e às duas carrocerias (o sedã é mais aerodinâmico, Cx 0,31 contra Cx 0,33 do hatchback). Quanto à diferença de custo entre os dois motores, essa informação, um assunto interno, nunca é dada por nenhuma fabricante.

  • Antônio, foi-me dito, e estou com um sedã XLS para comprovar, que a fechadura da tampo do porta-malas é mecânica com comando interno a cabo; muito estranho você visto fechadura elétrica nele. O controle de intensidade da iluminação dos instrumentos, informei no teste do 1,3 X automático. Quanto ao resto, a Toyota está revisando o material publicitário e as informações à imprensa. Esse 1,3 X automático é para cativar mesmo.

  • Cesar, não é resposta política: ambos. Mas não escondo que não esperava tanto do 1,3 com o automático.

  • She, amanhã ou quarta.

  • Wilson Silva Amorim

    Caro Bob,
    Sou deficiente físico e quero comprar um carro automático. Com isso pergunto-lhe, faz muita diferença ter ou não controle de cruzeiro (piloto automático)? As versões intermediária e top do Etios os tem. Pergunto isso, porque tenho a perna direita normal, só necessito de ter câmbio automático ou robotizado. Como vc andou no WV UP, há muita diferença no tocante ao câmbio em relação ao automático da Toyota, isso em termos práticos para o uso por uma pessoa como eu?

  • Ezequiel, é a rotação em que o conversor de torque transmite todo o torque do motor para o câmbio.

  • Kar Yo, não é bem assim. Para ir de São Paulo a Araçariguama e pegar a Estrada dos Romeiros, 48 quilômetros, uso o dispositivo. Ele é especialmente importante para não se ultrapassar a velocidade desejada, evitando risco de multa.

  • Guilherme, o desempenho é nitidamente melhor nos dois extremos, em baixas e em altas rotações, por conta dos comandos de fase variável. A avaliação era para sair hoje, mas precisou ficar para amanhã.

  • Welkson, média o automático consome mais 7,2% com gasolina e mais 5,7% com álcool.

  • João Alves

    Nossa, esse manja!

  • Ipletsch, o estol do conversor é o ponto é em que ele não mais multiplica torque. Com o carro freado e acelerando tudo em Drive, é a rotação em que isso acontece. Fulcrum é o ponto de apoio de qualquer alavanca. Exemplos: numa pinça (utensílio, não a de freio) é o ponto que as duas hastes se juntam. Num carrinho de mão usado em construção civil, é a roda. Ao usar uma barra para levantar algum coisa, é a parte da barra que é apoiada que realizar a operação. No caso da alavanca de válvula do Etios (e de muitos motores) é onde essa alavanca se apoia no cabeçote, para receber movimento do ressalto do comando de válvulas e transmiti-lo à válvula, constituindo assim um alavanca interpotente. No caso do carrinho de mão têm-se uma alavanca interresistente, e na barra para para levantar alguma coisa, uma alavanca interfixa. No caso do motor, o fulcrum pode ser fixo, o que exige ajusta da folga de válvula de tempos em tempos (ex: Chevette), ou ter um mecanismo hidráulico que mantém a folga zero sempre, dispensado esse ajuste periódico.

    • lpletsch

      Muito obrigado em dividir a tua sabedoria com todos os leitores do site, Esclareceu muito!

  • Richardson

    Comprei recentemente um Etios sedã 1,5 XS automático 2017, infelizmente acabou o dinheiro para pegar um painel multimídia, mas ok, CD com Bluetooth, USB/MP3 e saída P2 integrado ao sistema e comandos no volante já me atendem.

    Não tive oportunidade de dirigir outros Etios para comparar, mas comparando com outros carros em geral que já andei de mesma faixa, também nos test drives na concorrência que fiz antes de optar pela compra, digo uma coisa, muito feliz pela qualidade do carro em geral.

    Silencioso, confortável, bom acabamento, não se vê “sobras de encaixes” ou plastificação de tudo quanto é peça.
    Manobrabilidade topo, a direção elétrica faz uma grande diferença também.
    Optei também pela economia de combustível (que tem se confirmado) e pela valorização Toyota junto ao mercado.
    O painel então, parece que estamos dirigindo um carro de nível acima, e não é só visual (tipo aquela ideia de relógios de camelô), realmente é um computador de bordo bem completo.

    A mudança de marcha não barra um HB20S, que praticamente não se sente, mas não é nada absurdo de diferente.
    Testei um Logan e este se sente tudo na mudança de marcha.

  • pcmonteiro, o Etios 1,3 tem aro 14, não 13. Sim, pode trocar que não haverá alteração de geometria.

  • Ricardo kobus

    Bob,
    Depois do passeio de ontem com o carro da minha sogra, um Suzuki Swift 1 litro automático, já me veio à mente essa matéria sua com o Etios automático 4 marchas.
    O Suzuki com suas míseras 3 marchas vai muito bem, imagine um carro automático com somente 3 marchas e ainda 1 litro os entendidos de automóveis de hoje ficariam doidos, única ressalva que faço é na subida de serra ele sempre jogava a terceira meio que apanhando, selecionei somente a segunda e subi com o motor cheio, quando via que pedia uma marcha jogava no drive e ia embora, que carrinho valente e acima de tudo muito bom de curva, foi uma ótima experiência.
    Abraços

    • Ricardo, é o que eu digo, marchas e marketing começam com a mesma letra…

  • Flávio, o AE não faz recomendações dessa ordem. Tudo o que você precisa saber para decidir está nos textos. As rotações são essas, os câmbios são iguais e a pequena diferença é devida às medidas dos pneus.