Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas DIFERENÇAS SUTIS – Autoentusiastas

Mercado americano de veículos continua a reservar surpresas, como o impressionante poder de recuperação depois do mergulho para além do fundo do poço com a crise econômica de 2008/2009. Alguns chegaram a vaticinar que nunca mais o recorde anual de 17 milhões de unidades seria repetido. Enganaram-se. Em 2015 foram 17,5 milhões de veículos leves e pesados e este ano caminha para 18 milhões. Relatório do Bank of America Merrill Lynch, da semana passada, prevê que até 2018 sejam 20 milhões, embora outros analistas sustentem que o ponto de saturação esteja iminente.

Automóveis de passageiros (hatches e sedãs convencionais), de fato, perderam espaço para a soma de SUVs, crossovers, picapes e vans (nessa ordem). Mas ainda respondem por pouco mais de 45% das preferências dos compradores. Os três modelos mais vendidos continuam sendo picapes, pela oferta concentrada de modelos com mesmo nome. Há enorme fracionamento entre automóveis, porém aconteceu algo interessante no mês passado. Um compacto (na classificação deles) apareceu pela primeira vez no quarto lugar geral e líder entre automóveis.

Trata-se do novo Civic, que pegou embalo depois da décima geração lançada no último trimestre de 2015. No acumulado dos quatro primeiro meses deste ano, o Toyota Camry – médio para eles – continua a liderar, mas o desempenho do Honda é surpreendente. Deixou o Corolla para trás, como já acontecera em 2012 e 2013, e deve se repetir lá em 2016.

Dentro de três meses este Civic estará também no Brasil. No entanto, há diferenças sutis em relação ao mesmo modelo de topo vendido nos EUA, que a Coluna pôde avaliar em Los Angeles, Califórnia, e o que será fabricado aqui. Cabe ressaltar que a reformulação total – primeira executada pela American Honda – inclui crescimento em todas as dimensões internas, externas e ainda do porta-malas (passou para 530 litros), ponto fraco das duas últimas gerações. O estilo é ousado, como nunca antes, e apesar de a altura ter diminuído em 2 cm há mais espaço para cabeça no banco traseiro.

Pormenores do interior distinguem bem os pensamentos entre o consumidor americano e o brasileiro. Nos EUA é possível vender versões mais despojadas porque é “pequeno” para os padrões de lá, embora o Civic atual tenha porte próximo ao do Accord de uma década atrás. Na versão Touring, a mais cara, há porta-revistas apenas no encosto do banco dianteiro do passageiro e a tampa do porta-luvas não dispõe de abertura amortecida. Para o Brasil esses itens serão “corrigidos”. Fora isso, o carro é exatamente igual.

O motor de quatro cilindros 1,5 L turbo, de 177 cv e 22,4 kfgm, mostra desempenho de um aspirado de 2,2 L, só que mais econômico no consumo de combustível. A caixa de câmbio automática CVT, com marchas virtuais, tem respostas próximas do padrão mais aceito aqui, de “trocas” rápidas e bem definidas. Campo de visão à frente melhorou significativamente. A dirigibilidade também, graças à nova caixa de direção eletroassistida de relação variável, bitolas maiores, suspensão traseira multibraço retrabalhada e buchas reprojetadas. O Civic ganhou em conforto de marcha e absorção de irregularidades do piso.

 

RODA VIVA

NOVA fábrica de motores da Toyota, em Porto Feliz (SP), além de ser a mais moderna do grupo no mundo, tem flexibilidade para produzir tanto motores 1,3 e 1,5 L do Etios quanto os do novo Corolla. Este chega ao mercado dentro de no máximo 18 meses. Usinagem e fundição estão sob o mesmo teto em posições vizinhas e com menor poluição possível.

ENQUANTO o país esteve focado no processo de impeachment da presidente da República na Câmara dos Deputados, no mês passado, uma diligente Comissão Especial aprovou projeto de lei, de 2011, para liberação de automóveis a diesel. Relator Evandro Roman ignorou problemas ambientais, inclusive de CO2. Em plenário, será difícil de aprovar nos termos propostos.

INDÚSTRIA automobilística japonesa avançou na consolidação inevitável de suas nove marcas de veículos. Nissan adquiriu participação controladora (34%, de início) na Mitsubishi. Isso fortalecerá a aliança Renault-Nissan mundialmente. Por coincidência, o conglomerado Fuji decidiu mudar de nome para Subaru Corporation e assim revigorar a divisão de automóveis.

CITROËN terá identidade visual e mesmo alguns produtos bastante diferenciados da Peugeot. O grupo franco-chinês PSA anunciou essa estratégia como definitiva e se soma à submarca DS. No Brasil, hatch compacto C3 receberá o novo motor de 3 cilindros, 1,2 L, Pure Tech, que estreou no 208, logo no início de junho. Algumas unidades já estão em concessionárias.

PRODUTORES brasileiros de couro, representados por curtumes, apertam o cerco sobre fabricantes e concessionárias contra o termo couro sintético ou ecológico. Dificulta para o consumidor identificar o produto correto porque visualmente são semelhantes. Algumas marcas usam os dois materiais nos bancos e nem todos percebem as diferenças táteis e de qualidade.

FC

A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


  • Mr. Car

    E já que falou nisto…A primeira vez que vi um carro (justamente um Civic, mas nacional) com porta-revistas somente atrás do banco do carona (e não me lembro de ter visto outro), fiquei muito intrigado. Qual a razão disto? Economizar o corte de pano que seria necessário para fazer mais um porta-revistas? Não puseram um também atrás do motorista por motivo de segurança, como achar que este poderia se distrair com alguém futucando suas costas? Ou será que supõem que o passageiro sentado atrás do motorista é sempre analfabeto, ou não gosta de revistas? Com a palavra, os especialistas, he, he! De minha parte, fico com a alternativa número dois.

    • Rafael Sumiya Tavares

      Mr. Car, meu Nissan March só o tem do lado do passageiro! Quem sabe uma hora não ganhe um couro clarinho e eu peça pra fazer dos dois lados hehehe…

  • RMC

    Carros diesel? Será que desta vez vai?
    Talvez o Brasil seja o único país do mundo em que os carros diesel são proibidos. Há alguns que pretendem estabelecer restrições em virtude de pretensas características poluidoras não totalmente comprovadas, outros em que o custo do combustível versus maior complexidade construtiva e de manutenção desaconselham o uso em modelos pequenos e econômicos. Mas proibição acho que é mais uma jabuticaba. Que sejam oferecidos e que o mercado decida se quer ou não adquiri-los.

    RMC

    • Mr MR8

      Além do aspecto ambiental queo Fernado Calmon citou, tem a questão da política de preços do diesel, focada na produção, já que é o combustível do transporte público, dos veículos pesados, sem falar nas máquinas agrícolas, diferentemente da política de preços da gasolina/etanol, usada em veículos de passeio, considerados “supérfluos”. Traduzindo: se a Petrobras aumentar demais o diesel, o seu feijão com arroz tb aumentará excessivamente.

  • eNe

    Agora só falta a Suzuki entrar na dança.

  • Mineirim

    A proibição do diesel realmente é uma jabuticaba. Mas acho que só vale a pena motor a diesel para frotas ou altas quilometragens anuais.
    O motor é bem mais caro, o diesel está mais caro que o etanol.
    Para particulares, rodando entre 15 a 20 mil km por ano, quantos anos levaria para compensar o maior custo de compra?

  • “Relator Evandro Roman ignorou problemas ambientais, inclusive de CO2”.

    Sério? O resto do mundo está errado?
    Ou é nossa matriz de transporte de carga, que privilegia caminhões em detrimento de hidrovias e ferrovias, que está errada?

    • Fat Jack

      Basta uma rápida olhada para ver que o nosso modelo de matriz de transporte é antiquado e mal gerido, e isso se reflete facilmente nas nossas vidas enquanto motoristas ou não. E quanto à questão dos veículos diesel segundo a linha de pensamento do autor manter a proibição deve ser a solução, e continuarmos a remar na contramão do mundo também.

  • Mr. Car

    Então o lógico seria o porta-revistas estar atrás do motorista, facilitando o carona pegar a revista, jornal, etc. O motorista ou bem dirige, ou bem lê, he, he! E tem também os passageiros de trás, para os quais não vale esta questão da raridade do uso.

  • Mr. Car

    Não acho que desabone, só acho curioso que haja só um.

  • Mr. Car

    Não que isto seja fundamental, mas uma revista grande em um porta luvas, tem que ser dobrada para caber, e fica amassada. Também poderia ser colocada sobre o banco, mas eu por exemplo, já não gosto de coisas largadas no banco do carro. Prefiro a opção do porta revistas, he, he!

  • Fat Jack

    Fiquei com a clara impressão de um apoio velado a manutenção da proibição aos veículos movidos a diesel no país em nome da questão ambiental. Proibir não é, nem nunca será a resposta, há índices de emissões cuja obediência é obrigatória, basta fazer a obrigação do estado e fiscalizar.

    • Poluição: quem liga pra isso?
      R: os países desenvolvidos. Nós, subdesenvolvidos em emergência, deveríamos rasgar o protocolo de Quioto (erroneamente assinado numa época em que o Brasil era mais pobre ainda) e qualquer outro freio ao nosso crescimento (inclusive restrições de desmatamento), incluindo aí democratizar o uso do óleo diesel, para que nossa economia floresça.
      Quando nosso índice de emissões de dióxido de carbono atingir 6 gigatoneladas (atualmente é menos de 500 megatoneladas) poderemos começar a pensar sobre diminuir emissões ou prosseguir até a próxima era glacial poluindo bastante.
      Só uma coisa: carro elétrico não vai ajudar em nada, painel solar de 30 mil reais no teto da sua casa também não. Eletricidade só vai funcionar bem quando 100% da demanda for suprida por fontes nucleares. Como isso nunca vai acontecer (vamos continuar usando energia hidráulica e o resto do mundo energia térmica por carvão), de nada adianta toda essa preocupação com o ambiente. Energia solar e eólica nunca suprirão uma multidão de 7 bilhões de pessoas em franco crescimento. A menos que o hemisfério sul se extinga completamente para que os europeus possam viver sua utopia socialista verde.

      • Fat Jack

        Os EUA e a China são responsáveis sozinhos por praticamente 1/3 da poluição mundial e nenhum deles assinou o Tratado de Quioto (na verdade serviu pra muito pouco).
        Acho correto haver a preocupação com o o assunto, estabelecer metas e tudo mais, já defender a manutenção da proibição (de forma contrária a imensa maioria dos países do mundo) usando como “justificativa” (pra não dizer “desculpa” mesmo) é bem descabido, e apesar de saber que a opinião do autor não representa a opinião do AE, ainda me causa estranheza ler algo assim por aqui…

        • Fat Jack, o autor é sabidamente defensor ferrenho do álcool. Mas como você mesmo disse, opinião de colunista não reflete necessariamente a do AE.

  • David Marques

    Eles não aprendem a lição mesmo. Mal sairam de uma bolha e já estão criando outra. Aguardem a próxima crise estadunidense….

    • A situação econômica de lá parece-me bastante confortável. Diga-nos, com base em quê você afirma eles estão criando outra bolha? Porque, para mim, parece-me que estão somente atendendo à demanda do mercado, visto que o poder de compra vem se mantendo estável (mesmo durante a crise de 2008) há muito tempo. O déficit eterno dos EUA dificilmente afetará o consumo, mesmo porque o orçamento deles sempre fecha a cada ano fiscal (ficar só “enrolando” juros da dívida pública parece funcionar para eles, porque mantém a nota de crédito estável). Inflação baixa com crescimento pouquíssimo acentuado e “interest rates” controladas a nível baixo são basicamente reflexos de que não estão criando bolha nenhuma, pelo menos não no médio prazo.

      • David Marques

        Com base em dois de alguns dos fatores mais alarmantes da economia americana:

        – Na dívida pública que chegará a aproximadamente 21 trilhões de dólares até o fim do mandato de Obama. O estado americano, que jamais diminuiu, apenas continua inchando e cada vez mais faminto por hegemonia militar e política a ponto de sustentar atualmente cerca de 900 bases militares espalhadas ao redor do mundo. Quando o dinheiro do contribuinte não é suficiente, derrama-se mais sangue em novas guerras.

        – E na política econômica insana de se manter taxas de juros zeradas e com previsão negativá-las, tal como já está em vigor na Suíça e no Japão. Nada mais é do que uma tentativa de punir os poupadores (lembre-se que poupar, ou a abstenção do consumo, é um dos pilares fundamentais para a geração de riqueza em qualquer lugar) e de tornar o consumo algo compulsório. Nos países citados, as pessoas já estão chegando ao cúmulo de abandonar os bancos e voltar a ter cofres em casa justamente para preservar o valor de suas reservas. Melhor do que perder 0,1% todo ano.

        • Tá serto

          É, bom mesmo é o Brasil, com estaginflação.

          • David Marques

            O fato do Brasil sofrer com estagflação não faz da economia americana um exemplo a ser seguido.

          • David, é claro. Os americanos estão mesmo muito mal, 200.000 novos empregos todo mês!

          • Tá serto

            Pobres americanos, tenho tanta dó deles e sua situação quase insustentável.
            Inveja mesmo tenho da economia do Congo, ou do Sudão.

  • Pércio, infelizmente nem toda lei é razoável, embora devesse ser. Já pensou se turma dos lubrificantes brigasse por lei que lhes garantisse o termo ‘óleo’ só para o derivado do petróleo, obrigando todos (e o bom senso) a escrever lubrificante sintético? Piada igual à do couro, não é mesmo?

    • Pércio Guimarães Schneider

      Caro Bob, podemos não concordar com uma lei. Descumpri-la, já é outra história

  • Mr. Car

    É só colocar o tablet lá, que vira porta-tablet, he, he!

  • Corsário, dois. Simplesmente não consigo ler nem por 500 metros sem enjoar.

  • Fat Jack

    Não vou saber te precisar exatamente, mas alguns testes com veículos diesel na Europa atingem médias muito boas, passando facilmente da casa dos 17km/l (óbvio, não se trata de modelos com aspirações esportivas, via de regra 1,2 ou 1,4l turbo diesel).

  • Gustavo73

    Sudeste você quis dizer São Paulo. Pelo menos no Rio não vale a pena. Tenho carro flex há 5 anos e nunca sentiu E100 no tanque.

  • David, com certeza.