Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas TESLA AGITA O MERCADO AMERICANO – Autoentusiastas

Uma semana depois de iniciar a aceitação de pré-pedidos, o Model 3 da Tesla já tem 325.000 reservas efetuadas. Trata-se da maior febre automobilística jamais vista na apresentação de um novo modelo. O Mustang vendeu 100.000 carros em três meses quando foi lançado em 1964, e 418.000 no primeiro ano. Situações diferentes, mas números impressionantes.

O Model 3 será o carro mais barato da Tesla, o fabricante americano capitaneado pelo já lendário Elon Musk. Nem mesmo o visionário empreendedor imaginava tal quantidade de pedidos. O carro foi mostrado como um conceito próximo da produção, mas antes do final de 2017, quando começará a fabricação de fato, terá novidades em relação ao  que é hoje.

O pré-pedido ou reserva custa 1.000 dólares nos EUA, que dá uma injeção de 325 milhões de dólares praticamente instantâneos na empresa.

A estratégia da Tesla vem sendo próxima da perfeição até agora, com a comercialização de modelos bem mais caros há alguns anos, fazendo a marca mundialmente conhecida e dona de uma saudável imagem. Agora, com um carro com valor inicial de US$ 35.000, a fatia de público será muito maior, enormemente maior, como mostram as 325 mil reservas. Mesmo que uma parcela desistir da compra, ainda será um número substancial, um sonho para todos os fabricantes de automóveis dessa galáxia.

Mais de um ano e meio de produção estão garantidos, e a França sinalizou esta semana com o convite para a instalação de uma fábrica da Tesla na Europa. Hoje já há uma operação ainda pequena na Holanda, onde algumas montagens são feitas nos carros e sistemas transportados de Fremont, Califórnia, para lá. A China também quer uma fábrica em seu território.

Também é de se notar que o valor médio dos carros já reservados é de US$ 42.000, pois há opcionais com custo extra envolvidos. O Model 3 tem versão com tração traseira, mas também um modelo com tração nas quatro rodas e dois motores será vendido.

A autonomia será de 345 km, com aceleração do modelo básico de 0 a 100 km/h em cerca de seis segundos. Leva cinco adultos e todas as informações de bordo estão condensadas em uma tela tátil de 15 polegadas.

JJ

 

 

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

  • WSR, custo por quilômetro nos EUA? Impossível. É histeria carbônica mesmo. Ou então mais uma reles moda.

  • Gustavo, só pode ser febre mesmo…

  • BlueGopher, eles devem se perguntar tudo isso a cada minuto…

  • eNe

    A energia elétrica é produzida, entre outros meios, por usinas hidrelétricas que abrangem grandes áreas de mata e terra e também por petróleo.
    Será que existe vantagem nisso?

  • invalid_pilot

    Admiro a marca por fazer um carro elétrico bonito, viável, com bom desempenho e boa autonomia.

    Fora isso eles já estão em estágio avançado nas pesquisas de condução autônoma.

    Sei que os entusiastas gostam da gasolina, do ronco e da sensação sensorial dos carros a combustão, porém acho a proposta da Tesla bem adequada àexperiência de dirigir — tirando um pouco da parte sensorial, mas colocando desempenho e usabilidade.

    • Invalid pilot, usabilidade em termos, pois ao se esgotar a bateria será preciso encontrar um ponto de recarga e esperar pelo menos meia-hora para 80% de carga. Fora que se acelerar um pouco mais a bateria “seca” bem rapidamente. Francamente, não vejo nenhum vantagem no carro particular elétrico. É uma preocupação parecida com a dos smartphones no tocante a energia, “bateria descarregada”.

  • Claudio Fischgold

    Mas não podemos esquecer que as alternativas estão chegando com bastante ímpeto. No nordeste do Brasil já há uma grande quantidade de torres de geração eólica.

    • Cláudio Fischgold, esses “ventiladores” deixam a paisagem realmente linda… pelo amor de Deus, que histeria carbônica danada!

  • Invalid pilot, os americanos têm tanto tecnologia ou mais do que nós, estão adiantados 10 anos em motores flexíveis, produzem quase o dobro de álcool por ano comparado como Brasil, entretanto o carro flex lá morreu — não o carro, que ainda é oferecido por vários fabricantes, mas o uso do álcool (ethanol 85). No país inteiro há menos de 3.000 postos vendendo o E85, cerca de metade de frotistas, contra 180.000 postos. Eu jamais teria um carro elétrico puro, mas não hesitaria em ter um Chevrolet Volt, que não me deixa prisioneiro de uma bateria. Me dá calafrios só de pensar nessa limitação.

    • AstraPower

      O lance é que você está levando em consideração apenas uma modalidade de uso do carro em questão. Aliás admiro o quanto você é capaz de defender seu ponto de vista nesses casos, ainda que como eu disse antes, pareçam como o do sujeito que disse q o carro era uma moda passageira e as carruagens continuariam a ser usadas. Para você que pensa em viagens, realmente o carro elétrico é um limitador na sua capacidade de ir e vir, porém para alguém que vá trabalhar de carro, num trajeto específico, cai como uma luva (o que não está nenhum um pouco longe da realidade de algumas pessoas, muito pelo contrário — vide o caso de gente que compra um segundo carro até pelo problema do rodízio paulista).

      Ninguém duvida que é uma tecnologia ainda crua (apesar de antiga, mas nunca posta em prática pela opção do combustível fóssil na época) e que pode ser em muito melhorada.

      Eu acho que é só observarmos os carros antigos, como Ford T, por exemplo, e ver o quão pouco ele se parece com os carros atuais, e vermos o quanto os veículos elétricos podem evoluir ainda. Enquanto isso vou batendo palmas pro Elon Musk e sua postura frente os naysayers.

      Abraços!