Luxo ou desempenho, não importa, o novo Peugeot 208 desembarcou esta semana no Brasil e durante o mês de maio começa a chegar às concessionárias. Os preços foram mantidos inalterados em relação aos modelos 2016, variando entre R$ 48.190 para a versão de entrada Active e R$ 78.990 para o 208 GT, lançamento que promete emoções. Muito além dos níveis de equipamentos e acabamento, a diferença entre ambos está na motorização.

O primeiro vem com o inédito motor Puretech 1,2-L de três cilindros, 84/90 cv (G/A) a 5.750 rpm e 12,2/12,9 m·kgf a 2.750 rpm, enquanto o último traz o conhecido 4-cilindros THP 1,6 turbo de 166/173 cv a 6.000 rpm (G/A) e 24,5 m·kgf a 1.400 rpm (G ou A). Como curiosidade, o modelo esportivo não ganhou a letra “I” ao lado do GT por ter carroceria de quatro portas, e não duas, como seu irmão francês.

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Puretech 1,2-L, o primeiro 3-cilindros da produção nacional que foge da receita 1-litro

Apesar dos apelos mais refinados no que toca a estilo e equipamento dos seus produtos, a marca do leão não conta com um retrospecto condizente no que diz respeito à sua imagem no mercado e sucesso de vendas. Apesar das constantes melhorias em processos de fabricação, qualidade e novos produtos, a Peugeot segue com baixa participação de mercado e não gera lucro em sua operação brasileira. Segundo o português Carlos Gomes — responsável do Grupo PSA para a América Latina —, o conglomerado de três marcas (Peugeot, Citroën e  DS) detém 2,4% de participação no mercado nacional, número superior apenas ao do México (onde tem 0,5%), inferior à média nos mercados em que opera no continente (3,2%) e bem abaixo da Argentina (11,7%).

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208 Active 1,2

Para Ana Theresa Borsari, executiva-chefe da PSA no Brasil, a chegada do novo 208 dispara o plano “Acelera Peugeot”, estratégia centrada nos valores de design e qualidade do produto e a qualidade de serviços prestados ao cliente. A previsão é vender cerca de 1.000 novos 208 por mês, 60% com motor 1,2-L e entre 5 e 10% da versão topo de gama. Mais do que aumentar a rede das atuais 103 concessionárias para 126 no final do ano, a proposta é vender a marca explorando o conceito de “motion emotion”, emoção do movimento.

Motor importado

Quando se fala em automóvel com motor de três cilindros fica difícil não lembrar do saudoso Belcar DKW e seus derivados como a Vemaguet, Fissore, o bem-sucedido GT Malzoni das pistas e o clássico Puma GT, além do utilitário Candango. Mais, autoentusiastas (nascidos nas décadas de 1940/50) de carteirinha jamais se esquecem dos famosos 105 cv que o engenheiro da Vemag, o alemão Otto Kuetner (falecido recentemente), extraiu dos motores que equiparam os famosos carrinhos brancos da equipe Vemag, chefiada pelo saudoso Jorge Lettry. Mais ainda, ao recordar que isso aconteceu no início dos anos 1960 fica um ponto de interrogação com relação à a potência extraída do novo Puretech 1,2-litro, 84 cv com gasolina e 90 cv com álcool, à mesma rotação, 5.750 rpm.

As propostas de um e de outro, muito além de suas especificações técnicas, são obviamente muito diversas: o DKW tinha ciclo de dois tempos, o Puretech, quatro; o primeiro era destinado especificamente à competição, o segundo para uso no trânsito cada vez mais congestionado dos grandes centros. Por isso mesmo o torque máximo aparece já quando o conta-giros indica 2.750 rpm estando o acelerador todo aberto, de forma intensa e civilizada. Ajuda nisso o fato de os comandos de válvulas de admissão e escapamento terem fase variável.

Se comparados com o motor TU4M de 1.449 cm³ usado até agora, o Puretech de 1.199 cm³ perde: o motor que equipou os 208 vendidos até hoje produz 89/93 cv a 5.500 rpm e torque de 13,5/14,2 m·kgf a 3.000 rpm (gasolina e álcool). A menor potência do novo três cilindros foi compensada parcialmente com a redução de 23 kg no peso total do carro, se considerada a versão Allure básica; com álcool, isso significa relação peso-potência de 11,9 kg/cv para o novo 208 1,2 e 11,6 kg/cv. para o antigo, que será descontinuado paulatinamente. Em outras palavras, até acabar o estoque.

O conceito do Puretech 1,2-L já rendeu vários prêmios no Exterior graças ao seu conceito moderno e à sua eficiência energética. No Brasil o Inmetro (Instituto Nacional de  Metrologia, Qualidade e Tecnologia) atribuiu nota A ao consumo em cidade e estrada, tanto com gasolina quanto com álcool: 15,1 e 16,9 km/l e 10,9 e 11,7 km/l, respectivamente. Contam para isso a redução de perdas mecânicas decorrentes do menor atrito interno no motor obtida com o uso de materiais de baixo atrito como carbono extraduro nas saias dos pistões, anéis de segmento mais finos, bomba de óleo de pressão variável e acionamento dos comandos de válvulas  por correia dentada banhada em óleo, como no Ford Ka 1-L, esta de vida útil semelhante à do motor.  O Puretch é produzido na fábrica francesa de Douvrin, próximo a Calais, operada pela subsidiária Française de Mécanique.

Dirigir o Hatch com esse motor é agradável e interessante: as trocas de marcha para aproveitar suas curvas de torque e potência são bem menos frequente que as exigidas pelos motores  de baixa cilindrada de poucos de anos atrás. A ausência de vibrações também é outro ponto positivo.

A versão avaliada pelo AE era a mais completa entre as versões com o motor 1, 2-L e câmbio manual de cinco marchas, comercializada por R$ R$ 54.990; o pacote de equipamentos inclui tela tátil multimídia de 7”, com vários aplicativos, exceto o GPS.

Esteticamente, a carroceria tem forte identidade em relação à concorrência — Citroën C3, Chevrolet Onix, Fiat Punto, Ford New Fiesta, VW Fox e Hyundai HB20 —  e traz retoques na grade, para-choque dianteiro e blocos óticos, além de, internamente, explorar o uso de plásticos emborrachados, solução que transmite mais refinamento ao acabamento e aumenta o isolamento acústico.

Controles de estabilidade e de tração e assistência em rampas são itens de série no 208 GT e indisponíveis nas demais versões. O conceito i-cockpit (habitáculo inteligente) trabalhou a área de visualização do motorista em relação ao painel e à tela multimídia e a empunhadura do volante. O controle de regulagem da altura do volante, porém, exige certa paciência para ser encontrado. Uma versão intermediária segue sendo comercializada com o motor EC5 de 1,6 litro (115 cv a 6.000 rpm/122 cv a 5.800 rpm e 15,5/16.4 m·kgf, ambos a 4.000 rpm) que pode ter acoplada uma caixa manual de cinco marchas ou uma automática de quatro.

208 GT agrada no visual e, principalmente, no desempenho

Notícia tão boa quanto a chegada de um hatch compacto com motor de três cilindros e 1,2 litro de cilindrada é a estreia do 208 GT com motor THP 1.6 turbo e 166/173 cv, algo próximo de uma pequena fera domesticada. Andar com esse carro numa pista cujo piso se assemelha bastante ao que se encontra nas cidades brasileiras, o Autódromo Virgílio Távora, em Fortaleza, deixa claro que o recém-chegado vai causar dores de cabeça a seus rivais diretos, o Renault Sandero R.S. 2,0 (150 cv) e o Fiat Punto T-Jet (152 cv). Na escala de preços o Sandero segue liderando no quesito bolso (R$ 58.880), enquanto o Punto fica na coluna do meio (R$ 75.300) ante os R$ R$ 78.990 do novo 208. Se preço não é o que define, este último é a escolha natural no segmento. Caso oposto, o R.S. 2,0 é o primeiro a receber a bandeirada.

O controle eletrônico de estabilidade torna o recém-chegado um velho conhecido a qualquer motorista que o comande. Superada a necessária adaptação — facilitada pelo volante “retangular”, 350 mm de diâmetro na horizontal e 330 mm na vertical, neste caso pelo achatamento inferior — de boa empunhadura e a sensação de boa estabilidade que o conjunto transmite. Os bancos têm bom apoio lateral, mas um trambulador mais suave seria desejável. O conjunto da obra, porém, não deixa dúvidas de que se trata de um carro para entusiastas de carteirinha.

Com relação peso-potência de 6,9 kg/cv a coisa começa a ficar séria. O GT anda muito, acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e chega a 220 km/h com seu câmbio manual de seis marchas, aparentemente em sexta (a Peugeot brasileira, para variar, não fornece as relações de marchas, uma vergonha e um desrespeito à imprensa automobilística), pois a reta do autódromo de Fortaleza é curta. Mas num exercício de imaginação, se a velocidade máxima é atingida em sexta com giro próximo daquele de potência máxima (6.000 rpm), significa que a v/1000 é de 36,7 km/h, o que a 120 km/h seria 3.270 rpm.

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O que embala a festa do 208 GT, o 1,6-L turbo de 166/173 cv

Freia muito bem, o GT é a única versão com freios a disco nas quatro rodas. A suspensão McPherson/eixo de torção tem calibração mais para firme e os pneus são 205/50R17V (Michelin Pilot Sport 3, de baixo atrito de rolamento), resultando num comportamento em curva perfeito, acima de qualquer suspeita. Os Peugeot série 200 sempre foram muito bons nisso. E todas as versões são dotadas do sistema Flex Start Bosch de partida a frio que dispensa injeção de gasolina.

Arma-se assim a PSA, pela marca Peugeot, para enfrentar o disputado  mercado brasileiro. Mostra, com essas versões do novo 208, que está levando a questão a sério. A chegada de novo e econômico motor de 1,2 litro 3-cilindros, a continuidade do eficiente 1,6-litro e o lançamento de uma versão esportivada cativante é a prova disso.

Em breve os editores do AE dedicados a testes terão as novidades nas mãos para o leitor conhecer mais a fundo o novo 208.

WG

(Atualizado em 8/4/16 às 15h30, correção de informação. O controle eletrônico de estabilidade consta do 208 GT apenas e os pneus deste são de perfil 50, e não 45)



  • De nada adianta a Peugeot lançar produtos modernos se não faz propaganda maciça deles em todas as mídias possíveis.

  • Muçouçah, a informação foi incorreta. Esses controles estão no 208 GT apenas. Texto já foi atualizado.

    • Muçouçah

      Ok Bob, obrigado. Estava bom demais para ser verdade, hehe!

      • Estava mesmo!

        • Wagner Gonzalez

          Muçuçah, lamento a falha. Algumas incorreções passadas foram checadas a tempo, como uma que indicava ser o motor Puretech fabricado no Brasil…

  • Leonardo

    Esse 208 GT deve ser um belo brinquedo. Ah, se eu pudesse…

  • Mr. On The Road 77

    E no município do Rio de Janeiro, agora contam com apenas três concessionárias…
    Complicado, viu.

  • Gustavo73

    Por ser GT isso já vai acontecer. O GTi tem 200 cv. Existe essa versão GT em alguns países da Europa.

  • Cláudio P, estava demorando! No Honda Civic Si de duas portas, só críticas! Complicado.

  • Daniel Pessoa

    Vim aqui “seco” atrás da informação das relações de marcha e v/1000rpm, já que aqui é um dos poucos lugares que prezam por esse tipo de informação, tão importante. Infelizmente, a Peugeot não libera…

    Espero num futuro “no uso”vocês consigam tal informação, ou que a PUG a libere. É um carrinho interessante, ansioso pra chegar aqui na minha cidade para fazer test-drive.

    • Daniel, vou ter que pedir, eles mandam para mim.

  • Fat Jack

    Tive meu primeiro contato com a marca com 206 1,4-l do meu pai, um carro interessante, econômico e muito cômodo de guiar. Adjetivos comuns ao 207 que o sucedeu. Quanto aos novos lançamentos achei-os caros, convenhamos os 1,2-l têm de forma geral um desempenho somente levemente superior aos melhores 1,0-l do mercado e variam de R$ 48k a R$ 55k, ou seja o preço de um Sandero R.S. Se a marca fosse uma unanimidade seria até compreensível, porém o que se vê não é isso: baixas marcas de vendas, reiteradas reclamações dos proprietários quanto aos valores de manutenção e altos índices de desvalorização. Acho que se a marca pretende realmente atrair atenção dos consumidores aos seus bons produtos é preciso uma política bem mais agressiva, ou o 208 vai continuar sendo somente mais uma opção cara e de pouca relevância no mercado.

    • Gabriel Oliveira

      Prezado, algumas coisas mudaram desde o tempo do 207, seguem algumas considerações
      1 – Sandero e 208 são de categorias diferentes, mesmo sendo hatches compactos.
      2 – O 208 esteve entre um dos 40 mais vendidos do ano passado,
      3 – Reclamação da linha 2008 e 208 é muito baixa, tal qual dos 308 e 408. Vide fórum e grupo dos proprietários do qual eu participo.
      4 – Valores de manutenção são condizentes com a categoria do carro.
      5 – A desvalorização é um pouco alta na linha 308, mais alta na 408, 3008; o mercado do 208 no campo dos usados é muito bom, desvalorização parecida com o do New Fiesta.

    • leoayala

      Na boa, comparar um com o outro é o mesmo que comparar a Toro com um Corolla, não faz muito sentido. O nível de conforto do 208 é infinitamente superior, além de sua moderna construção. O Sandero tem como suas qualidades mais marcantes o espaço interno e o custo em geral pela sua construção e materiais mais simples além da ergonomia precária. Por isto que a versão esportiva dele sai muito em conta.
      Tente rodar por horas num 208 e num Sandero e você perceberá a diferença. Se quiser um carro esportivo, com certeza o Sandero R.S. é a primeira e mais racional opção. Mas para o dia a dia de ir e voltar do trabalho e pegar viagens com a família, o 208 é muito mais indicado.

      • Fat Jack

        Toro com Corolla?
        Se você dissesse Toro com Oroch até poderia concordar…
        Mesmo assim, R$55k num carro com desempenho tão limitado para mim não faz o menor sentido.

  • Junior, que visão mais distorcida a sua! Em tudo o que você disse. Motor 1,5 fraco, na estrada é sofrível, a questão de preço, consumo horrível do 1,5. Nada a ver, desculpe.

  • Davi, isso é crime contra economia popular no sentido mais amplo.

    • Davi Reis

      É mesmo muito lamentável. Se fosse um pouco mais caro que a média, tudo bem, afinal é a única Citroën da cidade, mas por esse valor… Como comparação, na concessionária onde levo meu carro a mão de obra é algo na faixa dos 140~150 reais.

      • Wagner Gonzalez

        O mantra do Grupo PSA nesta temporada é recuperar a qualidade dos serviços das suas marcas. Estamos todos ansiosos para celebrar o sucesso dessa campanha.

      • Bruno

        Na Citroën (CVL) de Aracaju é 180 reais. 380 é roubo mesmo. Merece uma denúncia.

  • WSR

    Este é o nosso patropi, abençoado por Deus… rs.

  • Junior, também conheço o 208 com o motor 1,5 e não tem nada de lento para uso normal. Nada mais correto do que uma fabricante atualizar motor, principalmente utilizando o que de mais moderno existe na Europa hoje. De onde você tirou a ideia que o 1,2-L só veio para o Brasil para otimizar custos? E de novo, como outros, você toca na questão de custo, como se fabricantes de automóveis fosse sociedades beneficentes. Se o carro está alinhado ou não é problema de Peugeot. O consumidor tem o poder de escolha, entre esse poder está o de comprar o que mais lhe apraz. Isso de “opções muito melhores de no mercado” só é aplicável para quem compra caminhão ou para quem dinheiro é tudo na vida.

    • Junior

      Me desculpe Bob, mas se eu tivesse um 208 1.5L, não aceitaria que tocassem meu motor por um 1.2L.
      O desempenho piorou: a velocidade máxima baixou de 177/181 km/h para 171/177 km/h e o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h subiu de 11,7/10,9 segundos para 14,3/12,8 s, (gasolina/álcool). E não importa que ficou mais econômico, porque para o entusiasta o dinheiro não importa mesmo.

      • Certo, Júnior, mas antes de fechar seu raciocínio convinha dirigir o carro. Além disso, se dinheiro não é problema pode-se comprar o Sport 1,6 de 115/122 cv.

  • Davi Reis

    Ai das seguradoras se elas começarem a taxar o up! TSI como um esportivo, pois toda e qualquer marca de esportividade nele é mais por acaso do que intencional. Infelizmente os cálculos das seguradoras são tão deturpados que eu não duvido de nada.

  • Thales, o pior é quem nem precisa fita métrica, todas as cotas, inclusive esta, está nos desenhos guardados nos computadores com o software CAD. É só ler.

    • Pior ainda, estão no manual do proprietário. Se a concessionária quisesse, era só pegar o manual de algum carro do showroom, anotar a informação e repassar para o cliente.

  • Wagner Gonzalez

    Sem dúvida, Marco R.A., é incrível como as fábricas tentam esconder por comodidade, preguiça ou interesse. vários dados técnicos que são úteis. De Rolls-Royce a fabricantes dos mais modestos, trata-se de uma situação corriqueira.

  • Douglas, fichas técnicas demandam tempo enorme de compilação, especialmente quando há várias versões num lançamento, como neste caso, e não há tempo suficiente para isso. Note que os dados mais significativos são informados no texto. A ficha técnica completa fica para quando fizermos os testes “no uso”. Mas há algum ponto que você deseja saber?

  • Bruno

    O DS3 tem duas portas. E reclamam dele justamente por isso. A verdade é que 95% dos que reclamam são frustrados por não poderem comprar. Aí desfazem do produto, como mecanismo de defesa psicológica.

  • Bruno

    Hoje em dia qualquer peça, de qualquer veículo, de qualquer marca, que não sejam as peças de revisão (óleo, filtros etc), é só por encomenda. Na Quatro Rodas eles relataram que queimou uma lâmpada pisca do Ford Ka, e na concessionária não tinha para repor. E a lampadinha custava a bagatela de 80 reais, mais mão de obra, para colocar.

  • Junior, discordo veementemente. O Bruno pode ter boa experiência, tem direito de compartilhá-la. Certos comentários criticando essa ou aquela marca me dão impressão de plantados.

  • leoayala

    Tenho um 208 1.5-l e não compartilho de sua opinião. Ele tem um câmbio bem longo, que acaba privilegiando a economia de combustível (faço, sem qualquer concessão ao desempenho e andando no limite da velocidade regulamentar de 110 km/h, 11,8 km/l de álcool) e provavelmente é esta percepção que acaba dando uma falsa impressão sobre a sua “fraqueza”. Basta usar a rotação correta que ele é mais do que suficiente para empurrar o seu peso e de mais 4 pessoas.

  • Douglas, 138,5 mm para curso de 85,8 mm, r/l 85,8 ÷ 2 ÷ 138,5 = 0,309 .

    • Douglas

      O THP monocombustível usado no DS3 tem o mesmo comprimento de biela?

  • Bruno

    Comparar veículos usados com veículos novos, obviamente o preço será menor no usado. O Golf highline 0km está custando 94 mil. O que se aproxima em preço do GT é o de entrada Confortline, com motor MSI e muito menos equipado.

  • O motor 1,5 litro é de uma família que foi introduzida em 1986, lá se vão 30 anos, portanto. Assim, por melhores que sejam as atualizações, é um motor antigo e que já não cumprirá as futuras normas anti poluição.

    A introdução do 1,2 litro se deu não apenas pelo consumo, e sim por ser de uma família muito mais moderna, ser um motor mais leve, com menos partes móveis (e, portanto, menos atrito e menor perda de energia, o que se traduz em… menor consumo), com tecnologias atuais e que substitui com galhardia o antigo 1,5 litro.

    Ou você vai andar a 177 km/h na cidade? Lembre-se que as versões com motor 1,2 litro serão majoritariamente usadas na cidade, onde o que importa é o torque em baixa e o consumo. Nesse caso, uma velocidade máxima 6 km/h menor é irrelevante, sabendo que o consumo em cidade, segundo o Inmetro, é de 15,9 km/L.

    Resumindo: uma velocidade máxima maior e uma aceleração mais lenta são trocadas sem problemas quando um carro citadino passa a ter um consumo flagrantemente menor sem perda perceptível de desempenho onde importa, na cidade.

  • Sou fã da marca, sempre quis ter um 206, tanto que tive dois e hoje tenho um 207, e pretendo ter um 407. Fico feliz que aparentemente a Peugeot esteja entrando nos eixos aqui no Brasil, depois de vários anos de patinar sem sair do lugar. Depois de uma ótima fase no começo dos anos 2000, o lançamento do 207 e a chuva de críticas que se sucedeu foram o começo da derrocada da Peugeot. Agora parecem ter aprendido com os erros e estão tentando se recuperar.

    Aconteceu algo similar com a Hyundai nos anos 90, tanto que saíram do Brasil, mas quando voltaram, foi com tudo, fazendo marketing agressivo em todos os lugares possíveis. Tudo bem que o foco atual da Peugeot não é vender horrores como a VW faz com o Gol, eles miram agora num segmento mais “premium”, mas ainda que seja premium eles têm que ser fazer conhecidos. Se até a Audi faz propaganda do Q7 em horário nobre, por que não a Peugeot?

    Quanto a reclamar, sempre vai ter um chato. Se viesse com 2 portas, alguém reclamaria que não teria 4. Teve gente que reclamou porque o GT não veio automático. Se viesse automático, reclamariam que não veio manual…

  • Ribeiro, como diria o meio de campo Gérson, “gosto de levar vantagem em tudo, certo?”…

    • Ribeiro

      Opa, com certeza. Em tempos de crise paciênca é imprescindível .