Desde a metade do ano passado, quando o Mustang de sexta geração começou a ser vendido na Europa, os resultados têm sido acima do esperado. Mesmo na Alemanha, onde carros esportivos detém boa parte do mercado, e o preço do Mustang com o motor 2,3-litros turbo começa em 38.000 euros, os números de vendas vêm sendo muito bons.

Para lá vão o modelo básico, com o motor de quatro cilindros EcoBoost, e o GT, com o V-8.

Em março foram 780 unidades vendidas na Alemanha. Como comparação, o Porsche 911 vendeu 752, e o Audi TT 708. Nesse ano são 1.823 Mustangs ante 1.811 Porsches 911. Mas o TT  lidera com 2.299.

Também no Reino Unido o carro americano faz bonito. Para a estimativa de um ano já são mais de 3.600 carros, o dobro do esperado, e na Austrália já são 6.000 unidades, entre vendas e pedidos fechados para esse ano, diante da previsão de 4.500.

Essa geração é a primeira a ser oficialmente vendida globalmente nos mais de 50 anos de fabricação.  Fica claro que com apoio da fábrica, os números de venda aumentam consideravelmente.

Aguardamos a mesma coisa no Brasil, tão logo nossa terrível situação político-financeira comece a melhorar.

JJ

 

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Ilbirs

    Acabou dando algum resultado a história de a Ford ter montado o tal 2,3 EcoBoost no Mustang. Acabou de alguma forma também suprindo um pouco a falta que faz um Capri na linha europeia da marca.

  • DSG, realmente, o Fusca é um bom exemplo disso…

  • Lorenzo, sabe por que não traz? Dá um trabalho danado….

    • Christian Govastki

      Bob, a Ford sem a menor sombra de dúvida é o fabricante mais conservador do mercado brasileiro. Os textos do Meccia volta e meia deixam isto exposto. Nunca arriscam em nada.

      Se trouxessem os ‘stang eles logicamente não seriam vendidos em todo o Brasil, mas apenas em concessionárias selecionadas, como é o caso do Camaro.

      Antes da alta do dólar o Mustang chegou a vender metade das unidades do Camaro, para um carro que é importado apenas de forma independente e sem apoio do Fabricante é muita coisa.

      Até hoje ficou espantado com a decisão de terem “criado” o Ecosport Mk1…

  • Thiago Teixeira2

    E está despencando no ranking de vendas nacional… justo por essa falta de iniciativa.

  • agent008

    Mas o problema é o sujeito adquirir um, qualquer um, modelo por este motivo. Em vez de escolher pelo prazer em dirigir…

  • Christian Govastki

    E seriam dois milagres, a Ford resolver ser “audaciosa” e trazer o Mustang e o Governo não atrapalhar…

  • Dieki

    Considerando que o Camaro tem desempenho no seu segmento semelhante ao do Fusion, é de se esperar que o Mustang abocanhasse uma parte considerável das vendas. O mito sempre foi o Mustang. Seria líder de mercado fácil.